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domingo, 3 de março de 2013

Confie, mas verifique


" Se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve."

Esta frase foi dita pelo coelho para a Alice (em Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll) no momento em que ela estava perdida.

Isto nos remete ao pensamento de que é preciso entender qual é o nosso papel no mundo e o que temos como objetivo para a nossa vida familiar e a nossa vida em sociedade.

Como indivíduos, devemos analisar onde estamos agora e onde vamos querer estar no futuro e, para isso acontecer, precisamos saber qual o caminho percorrer; entender se este caminho que estamos iniciando hoje irá nos ajudar a alcançar o nosso objetivo final no futuro.

É preciso ter um plano, o conhecimento adequado para fazê-lo valer e segui-lo. Sem um plano, corremos o risco de rodar em círculos, o que nos colocará sempre no mesmo lugar.

Como cidadãos, precisamos ser conscientes e ter a consciência de que todos temos direitos, mas que também temos responsabilidades e deveres uns com os outros e, para que um caminho melhor surja para todos - incluindo nós mesmos - precisamos estar atentos às informações e buscar o conhecimento daquilo que diz respeito aos nossos interesses comuns, para trabalharmos juntos na construção da ponte que nos levará à conquista dos nossos objetivos pessoais e também dos objetivos sociais: prosperidade,  qualidade de vida, segurança, transporte, educação e saúde públicas acessíveis e com qualidade, entre outros.

Ser participativo (ativo na participação) não significa estar presente, mas colocar-se em ação, fazer saber através dos nossos pensamentos e ideias, pois não há outra forma, senão ter o conhecimento e ser participativo, para transformar tudo o que está em discordância e que pode impedir  o nosso desenvolvimento e crescimento como pessoa, cidadão, comunidade, Nação.

Enquanto indivíduos, fazemos planos para a nossa própria vida, mas se não formos ativos sobre estes planos, eles não se realizarão.

Enquanto cidadãos, pagamos um preço alto para que nossos governantes façam planos que devem ser do interesse de todos para a promoção do desenvolvimento e crescimento da Nação. Se eles não forem ativos nos planos que traçam e se propõem a realizar e se nós, cidadãos, formos distraídos, passivos ou omissos naquilo que eles propõem para nós, então andaremos todos em círculos e teremos que engolir "goela abaixo" tudo o que estes cidadãos que elegemos e colocamos lá para defenderem nossos interesses, julgarem e aprovarem como sendo o ideal para nós.
Devemos participar ativamente, cuidando para que o dinheiro que confiamos a eles (sim, nós pagamos altos impostos para que o Governo possa cuidar de nossos interesses, tais como a saúde, educação, segurança, economia próspera e também pagamos os salários deles com este dinheiro) seja investido no propósito a que ele é destinado.

"Confie, mas verifique.", já dizia Ronald Reagan.

Depois não vá dizer que você não sabia de nada.


Ao sucesso financeiro de todos.


Para expandir o seu conhecimento, acesse também os links: 
http://www.contasabertas.com.br/WebSite/
http://www.receita.fazenda.gov.br/educafiscal/textoiconedefaultasp.htm



sábado, 2 de março de 2013

Alfabetização Financeira: Uma Necessidade Urgente


Artigo escrito por Andressa Costa Gestora e educadora financeira; Consultora de língua inglesa; Orientadora educacional da Planeta Educação; Professora de língua inglesa com vasta experiência em todos os níveis de ensino (básico, intermediário e avançado) e em todas as faixas etárias (crianças, adolescentes e adultos). E-mail: andressa.costa@fk1.com.br


Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=2417

Segundo o site Valor Econômico, uma pesquisa realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostra que a parcela de famílias inadimplentes no Brasil aumentou consideravelmente em fevereiro de 2013.

Tal situação não é nenhuma novidade em um país em que a mídia reforça o consumismo compulsivo, o imediatismo e estimula as “facilidades” de crédito e pagamentos a prazo.

Além disso, o Brasil não possui uma cultura em que os pais ensinam seus filhos a serem empreendedores financeiros.

Nós nunca aprendemos com nossos pais e avós a poupar, a investir ou a ter o próprio negócio.

Sempre aprendemos a trabalhar para pagar as contas e não ficar no vermelho no fim do mês.

Mas isso é suficiente? Creio que o indicador acima prova que não.

Educação Financeira não é só uma questão de se ter uma planilha de controle de gastos e conseguir fazer sobrar um dinheirinho depois de pagar todas as contas do mês.

É uma questão de disciplina e de escolhas. É saber fazer o dinheiro trabalhar a seu favor para a realização de sonhos e de um futuro sustentável.

Por isso, Educação Financeira deve ser ensinada na escola, sim!

Em 2010, foi instituída a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), criada com o apoio do Banco Central do Brasil, da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), da Secretaria de Previdência Complementar, da Susep (Superintendência de Seguros Privados, da Bolsa de Valores de SP – BM&F Bovespa) e outras instituições.

Tal estratégia tem como objetivo tornar a Educação Financeira uma nova disciplina na matriz curricular, a princípio, do Ensino Médio.

Foram realizados projetos-pilotos em algumas escolas do país, mas não houve a expansão necessária do projeto (até o momento). Por quê?

Por falta de professores capacitados? Por falta de uma metodologia adequada? Provavelmente sim.

Precisamos formar nossos professores, ou novos professores, para o tema específico e trabalhar de uma forma inovadora na sala de aula.

Usar cartilhas e livros para passar a teoria (como no modelo tradicional de ensino) não é suficiente.

O que nossos alunos precisam é de contextualização. Isso mesmo! Atividades que promovam situações reais.

O jogo, por exemplo, é uma atividade de contextualização fantástica, pois faz com que os alunos absorvam, de fato, o conteúdo enquanto se divertem. Aliás, o jogo é muito eficaz até para ensinar adultos.

Nossos alunos precisam aprender sobre o nosso Sistema Financeiro Nacional, sobre poupança e investimentos, ações e taxas que interferem nas nossas finanças etc.

E, se isso não for passado de uma maneira prazerosa, não causará a transformação que esperamos.

Segundo a educadora financeira Silvia Alambert, não importa quantos salários você ganha, e, sim, como você administra qualquer quantia que venha a receber. Quem sabe administrar bem R$1,00 saberá administrar bem R$1.000.000,00.

Para concluir, observe mais uma citação de Silvia Alambert: “É melhor dizer ao seu dinheiro para onde ele vai do que perguntar, depois, para onde ele foi”.

Essa é a lição que nossos alunos precisam aprender.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O seu pé de meia é mágico ou é furado?

Capa do livro O Pé de Meia Mágico, do autor Álvaro Modernell

"Um pouco de conhecimento que age vale infinitamente mais do que conhecimento que é ocioso." ~ Khalil Gibran


Já se pagou primeiro este mês? 

Pagar-se primeiro significa separar uma quantia de dinheiro para fazer o famoso "pé de meia" ANTES de sair pagando os outros e não depois de pagar os outros, porque "depois" talvez não sobre para fazer o seu pé de meia.

"Mas se eu me pagar primeiro vou deixar de pagar alguma conta!!"

Então, é hora de começar a fazer uma planilha para visualizar os seus gastos e ver se é possível gerar alguma economia entre as coisas que você está gastando.

Lembre-se: se é seu desejo, futuramente, trabalhar apenas porque quer e não mais porque precisa e quer continuar vivendo no estilo de vida que você escolher viver, vai precisar dar uma força a você mesmo a partir de agora.

Para começar a transmitir bons hábitos financeiros às suas crianças, indicamos o livro de autoria de Alvaro Modernell, " O Pé de Meia Mágico".


Ao seu sucesso financeiro.

sábado, 27 de outubro de 2012

Uma equipe familiar vencedora


Quem disse que sua família não é uma equipe multidisciplinar?

Uma equipe multidisciplinar é um grupo de pessoas com conhecimentos, experiências e pensamentos diferentes que se unem para trabalhar para alcançar um objetivo comum.

Assim, quando você passar por qualquer tipo de situação, financeira ou não, reúna a equipe familiar, compartilhe a situação e lance o desafio.

Boas ideias certamente virão: os insights que surgirão ultrapassarão a barreira do óbvio.
As soluções propostas se apresentarão por caminhos até então não imaginados e, muito provavelmente, de forma bem mais rápida.

Faça da sua equipe familiar uma equipe vencedora.

Só depende de você!

Ao sucesso financeiro de sua família.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Somos seres em processo de evolução

Imagem: dreamstime

Como diz Sêneca em uma de suas cartas ao amigo Lucílio: " Não é sobre viver muito tempo, mas sobre viver bem durante o tempo em que vivermos."

Todos os dias aprendemos coisas novas de maneiras diferentes.
Aprendemos sobre nós e aprendemos sobre os outros.
A grande sacada é compreender o momento da aprendizagem dentro de uma situação e aproveitar o momento para refletir: " Opa. O que estou aprendendo com isso? Por que esta situação mexeu com o meu interior? Já vivi esta situação antes? De que outras formas posso conduzir uma determinada situação sem me desgatar tanto?"

Aprendendo cada vez mais, um pouco a cada dia, sobre nós mesmos e sobre as pessoas, aprendemos muito sobre paciência e tolerância: primeiro, sobre nós mesmos e , consequentemente, sobre os outros e as outras coisas da nossa vida.

É preciso saber viver.

Um brinde à sua evolução pessoal, profissional e financeira.

Abraços de um ser em processo de evolução para outro.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Sejam felizes com seu dinheiro para sempre

Matéria publicada em 20.11.2011 às 14h24 www.ibahia.com

Imagem: dreamstime.com
Saiba como ser feliz financeiramente antes e depois do casamento

A primeira grande dúvida surge mesmo é no início do namoro: quem deve pagar a conta?

Ayeska Azevedo (ayeska.azevedo@redebahia.com.br)

Os tempos modernos e a igualdade de direitos trouxeram para a vida a dois novas maneiras de se relacionar financeiramente. Se em outros tempos era o homem quem bancava as despesas da casa, já há algum tempo as mulheres contribuem para as finanças da família. Mas a primeira grande dúvida surge mesmo é no início do namoro: quem deve pagar a conta?

As opiniões divergem neste sentido.Há quem acredite que cabe ao homem esta obrigação financeira. Outros acham que as contas devem ser divididas e há quem defenda que a parte que ganha melhor arque com os custos.

"Não devemos confundir gentileza com direito. O casal deve ficar à vontade para decidir quem paga a conta, mas até as mulheres que ganham bem apreciam a gentileza", opina o juiz de Família Maurício Brasil, com larga experiência em promover casamentos.

Ele ressalta que é no namoro que será definida a vida financeira depois do casamento."Se o namorado é um mão-de-vaca, não vai mudar depois de casado. Não alimentem ilusões. O certo é que cada casal busque um modelo que não deixe de lado o afeto".
ReceitaNa opinião da publicitária Sandra, 30 anos, o homem é que tem que pagar a conta. "Principalmente no início do namoro, não só quando a mulher ganha menos. Isso é ser cortês. Mas depois do casamento, tudo bem dividir as contas", considera.

Há alguns anos, Sandra passou por uma situação que ela considera como absurda. "Saí comum homem que ganhava muito mais do que eu. No final do encontro, ele pediu pra dividir comigo uma conta de R$ 30. Achei um desaforo e eu mesma resolvi pagar sozinha. Foi a primeira e última vez que ele me viu", conta.

Hoje, Sandra namora um rapaz que paga todas as contas quando os dois saem juntos. "Ele se oferece pra isso e não aceita que eu divida, porque é o jeito dele. Mas se algum dia ele precisar, terá minha contribuição financeira", afirma.

Do ponto de vista da educadora financeira Sílvia Lambert, não há receita pronta quando o assunto envolve finanças a dois. "Tem que haver bom senso e acima de tudo diálogo. Já que há liberdade para tantas coisas numa relação, também deve haver espaço para discutir as finanças do casal", pondera.

Sílvia Lambert comenta que em muitos casos o homem pode se sentir mais disposto a pagar a conta sozinho no primeiro encontro, como também muitas mulheres se sentem constrangidas por dividir a conta.

"Não é vergonha perguntar como serão pagas as contas. Se um dos dois está em situação financeira ruim, deve abrir o jogo. Um relacionamento cheio de dedos pode levar um dos dois à falência".

Sílvia destaca que muitos casais vivem em realidades financeiras distintas e que, muitas vezes, quem tem menos recursos financeiros acaba fazendo dívidas para acompanhar o ritmo do que ganha mais.

"Se um propõe uma viagem e o outro não pode arcar com as despesas, deve dizer a verdade. É melhor do que praticar a infidelidade financeira".

Veja abaixo as dicas de Sílvia e Maurício para os casais viverem felizes financeiramente

* Dicas pra namorados
1 - No primeiro encontro, o homem paga a conta, desde que ambos fiquem à vontade com essa opção;

2 - Quem ganha menos não deve fazer dívidas para acompanhar o embalo do parceiro, senão corre o risco de ficar na pior;

3 - Não empreste cheque, cartão de crédito nem dê a senha do banco, principalmente quando o namoro está no começo;

4 - Na hora de pagar a conta do motel, vale o que o casal tem como acordo. A conta pode ser dividida entre os dois;

5 - Se vai dar casamento é bom planejar a festa pelo menos dois anos antes, para não começar a vida a dois com dívidas.

* Dicas para casados
1 - Tenham uma conta do casal, para pagamento das despesas comuns. Paga mais quem ganha mais, proporcionalmente;

2 - Mantenham suas contas individuais, pois é muito importante que cada um cuide do próprio dinheiro;

3 - Identifiquem os sonhos de consumo em comum e trabalhem juntos para conquistá-los;

4 – Façam juntos uma planilha de gastos para o ano, que deve ser ajustada a cada três
meses;

5 - Poupem na mesma medida. Quando um dos parceiros gasta muito mais do que o outro, encrenca na certa.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ser bem Sucedido é um Desafio

Imagem: dreamstime.com
Ontem, trocando informações em um grupo de Educação Financeira no FB (aliás, dentro do FB, o grupo com mais especialistas, educadores e psicólogos  na área financeira), surgiu um post do blog do André Massaro (http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2011/11/07/50-para-ler-um-folheto-e-nao-aprender-nada/) que deu início a uma conversa das boas: porque as pessoas preferem deixar de aprender sobre como podem usufruir de uma vida financeira tranquila, sem preocupações, a terem que se inscrever em algum curso e se educarem financeiramente ou recorrerem a um especialista financeiro, um coach, para que possam ser ensinados sobre como terem uma relação amigável com o dinheiro?
Eu compreendo claramente que a questão é comportamental e, inclusive, por educar crianças e jovens financeiramente, já ouvi coisas de toda sorte.
"Educação financeira para crianças vai ensinar a criança a ser capitalista" (como assim? Onde eu estive esse tempo todo?) ou " Isso é bobagem. Ele vai aprender com a vida." (ãn??) 
Tudo bem. Cada um vê o que quer ver e tem a liberdade de julgar como quiser e a questão aqui nem é essa.
Estes são apenas exemplos para demonstrar que pela própria colocação dos adultos, entendemos que quando o tema "dinheiro" e "finanças pessoais" é aberto, ele causa uma certa repugnância e desconforto a alguns poucos grupos, ainda que todos entendam que ele se faz necessário no nosso dia a dia.
Por essas e outras é que eu insisto em afirmar que não se trata do dinheiro em si, mas sobre o que as pessoas pensam dele, como vêem o dinheiro em suas vidas e sobre as duas únicas finalidades que acreditam que ele tenha sido criado.
Um exemplo simples: a loja que você adora lhe manda um lindo encarte ou revista com o seu nome impresso, informando sobre toda a coleção verão 2012 em lançamento na loja. Aquilo fica na sua cabeça. Você tem que ir lá, pelo menos para ver. Vai e POW... faz umas contas rápidas de cabeça , acredita que dá tudo certo, que sempre deu de um jeito ou de outro e passa o cartão de débito, de crédito, predata cheque, dá um jeito. " Tudo bem", você pensa, " eu merecia mesmo". 
Então, e portanto, não é o encarte da loja, nem a loja, nem o sistema, nem a administradora do cartão, nem o banco que te liberou o talão e  muito menos do Marcos Pontes que saiu da órbita terrestre e deu tudo certo. É VOCÊ  e a forma como você lida com suas finanças pessoais.
É o seu comportamento com o dinheiro, são as coisas que você acredita com relação a ele. Estas mesmas coisas que lhe fazem ver logo é uma muralha da China à sua frente quando o assunto é "suas finanças pessoais" e que lhe impedem de ir além, de promover o seu auto conhecimento, o seu crescimento financeiro e, consequentemente, de permitir a sua liberdade para que você possa realizar mais em sua vida e na vida de outras pessoas. Isto é, se você acreditar que é isso que você quer para você, claro.

Pelas coincidências do Universo, recebi este artigo que vinha exatamente tratar sobre estas questões e julguei que você também iria gostar de ler isso.

Inicie a mudança que você quer na sua vida financeira. Eu torço pelo seu sucesso em todas as áreas de sua vida. Namastê.

Por Jim Rohn

Texto original em inglês: www.jimrohn.com
Tradução livre: Silvia Alambert


Em qualquer área da vida, qualquer um pode ser bem sucedido, embora ser bem sucedido seja um desafio. Se não fosse, estou certo que a maioria das pessoas já seria bem sucedida, mas para cada pessoa que está colhendo os frutos da árvore do sucesso, muitos ainda estão examinando as raízes. Elas estão tentando descobrir como. Elas estão confusas e perplexas pelo o que parece ser um segredo estranho, complexo e inatingível que precisa ser revelado, já que o sucesso é para ser apreciado. Enquanto a maioria das pessoas vive pressionada para ganhar a vida, um número muito menor de pessoas parecem ter o vento sempre soprando a seu favor. Ao invés de apenas ganharem a vida, este número menor de pessoas está altamente comprometido em projetar e desfrutar desse tesouro. Tudo parece funcionar para elas, enquanto o grupo maior de pessoas se apóia em apenas pensar sobre como a vida é desigual, complicada e injusta.

"Eu sou uma pessoa boa, como é possível eu ter que ficar vivendo assim?" perguntam-se estas pessoas a si mesmas. “ Eu trabalho pra caramba, às vezes até mais que outras pessoas.”, pensam as pessoas enquanto se esparramam no sofá para mais um programa de TV. Você deve perceber que você tem que ser mais do que uma pessoa boa, mais do que um bom trabalhador. Você tem que se tornar é um bom planejador e um bom sonhador. Você tem que visualizar o futuro antecipado no presente.

Você terá que se colocar em ação e se preparar para longas horas de aprendizagem e se preparar emocionalmente para aprender a lidar com revezes e frustrações. Você terá que aprender a apreciar a disciplina e de se colocar no ritmo de ter que realizar coisas que lhe pareçam desconfortáveis a tal ponto que você olhe para elas e pense: “ Agora me parece bem mais fácil de fazer”. Você terá que se preparar e sentir-se disposto a encarar os obstáculos se quiser obter êxito na sua empreitada, porque desafios fazem parte do processo até o êxito. Agora que o “ser bem sucedido” se parece mais com um menu de muitas atividades, é preciso que você saiba que o processo de deixar o grande grupo e partir para o menor, isto é, sair da média e diferenciar-se, não é tão difícil. Pensar se quer realmente realizar algo é a parte mais trabalhosa. Antecipar todos os esforços, projetar as mudanças e se disciplinar para realizar é de longe o mais complicado. Encarar e superar os desafios é uma experiência excitante. É algo que enleva a alma e a mente e que torna você diferente daquilo que você costumava ser. Os desafios exercitam os músculos cerebrais e fazem com que você se sinta melhor e mais preparado para o próximo obstáculos que irá surgir.

Eu costumo dizer com freqüência que para termos mais, precisamos primeiramente nos tornarmos mais e que para nos tornarmos mais, nós precisamos dar início a um processo de mudança interior consciente de dar mais trabalho a nós mesmos, mais do que em qualquer outra coisa. Mas, além de adquirirmos novos conhecimentos, descobrirmos novas habilidades e vivenciarmos novas experiências, é importante descobrirmos também novas emoções. É como nos sentimos em relação ao que sabemos que faz a grande diferença em como nossa vida se tornará. Como nos sentimos em relação às chances e escolhas que nós temos é que determinará a intensidade de nosso esforço. Se nós iremos tentar ou não. Se iremos aderir ou não. Se acreditamos ou não. Se realmente amamos a nossa ideia ou não.

Pense um pouco e descubra seus pontos fortes com relação a sua vida e sobre o que você quer fazer com esta vida que lhe foi dada. Você provavelmente tem muito conhecimento e muitas experiências e, talvez, muitas habilidades que lhe permitirá ser bem sucedido. O que pode ser que lhe esteja faltando seja aquele sentimento forte sobre o que você quer para você e sobre o que você quer fazer. Talvez você seja uma daquelas pessoas que se tornou tão envolvida no processo de ganhar a vida que se esqueceu de suas escolhas e das oportunidades que você criou para a sua própria vida.

Deixe que estes sentimentos tomem conta de você e lhe ajudem a dar aquela outra olhada em sua vida para que você veja para onde está indo. Além do mais, você só tem uma vida nesta vida, pelo menos neste planeta. Então, por que não fazer da conquista uma aventura? Por que não descobrir tudo o que você pode fazer e tudo o que você pode ter? Por que não descobrir a quantos mais você poderá ajudar e, no processo, ajudar a si mesmo?

Por que não desafiar o seu sucesso agora?

- Jim Rohn

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Filho, você é quem manda.


Imagem: dreamstime.com


Pesquisa mostra que crianças preferem ir às compras do que brincar
Pequenos influenciam no consumo dos pais

12.10.2011
Atualizado em 12.10.2011 - 14:12
Ayeska Azevedo
Redação CORREIO
ayeska.azevedo@redebahia.com.br



Neste Dia das Crianças, o que seu filho pediu para fazer? Ir com você às compras no shopping? Pois saiba que esse é o programa favorito de 56,8% das crianças de Salvador, que preferem ir às compras com um adulto a ficar em casa brincando. Os dados são da pesquisa do Instituto Futura em parceria com o CORREIO sobre a influência das crianças nas compras da família. O estudo, realizado entre 30 de agosto e 3 de setembro, ouviu 601 pais ou parentes de crianças com idade entre 2 e 12 anos na cidade.
 
A pesquisa aponta que 31,7% das crianças da capital baiana vão sempre às compras com os pais, sendo que 44,6% delas sempre ou quase sempre ajudam a decidir sobre o que se compra para elas.
 
“Hoje, as crianças decidem várias coisas dentro de casa. Da cor do carro da família à cor da tinta da parede, elas influenciam nas escolhas dos adultos. E se os pais não fazem a vontade, elas batem o pé, fazem bico. É liberdade demais”, analisa a educadora financeira Sílvia Alambert.
 
Na opinião de Sílvia, os atuais padrões de educação permitem que a criança tenha muito poder. “Hoje elas fazem escolhas que os pais não puderam fazer na própria infância. A geração anterior foi privada de participar das decisões da família, não tinha poder de escolha”, observa.
 
Estresse Para Isaura Moreno, ir às compras com o filho João Pedro, que acaba de completar 4 anos, é sempre motivo de estresse. “Ele pega tudo que vê pela frente e coloca no carrinho. Na hora de pagar, é sempre um drama, mas eu nunca levo tudo o que ele quer. Se for algo que estava na lista, deixo ele escolher um e levo, mas brinquedo, só se for baratinho”, conta Isaura.
 
João Pedro também adora os personagens que vê na TV. “Ele até mudou a marca da pasta de dente, só porque lançaram uma com outro personagem. Mas, se o preço for exorbitante, eu não levo”.
 
Na opinião de Sílvia Alambert, a criança tem o direito de querer tudo, mas o poder de compra cabe mesmo aos pais. “Quem vai às compras com o filho não vai conseguir fazer as compras em paz, vai gastar mais do que planejou e comprar coisas que não precisa. Mas é importante lembrar que só os pais têm o poder de educar uma criança financeiramente equilibrada ou um consumista”, pontua.
 
Bairros

A Pituba desponta na pesquisa como o bairro em que 100% das crianças costumam ir sempre às compras junto com os adultos, enquanto 50% das crianças do Rio Vermelho nunca acompanham os pais nas compras. Já os baixinhos que moram na Barra são os que mais ajudam a decidir o que se compra para a casa, com 50% opinando sempre neste quesito. Mas são as crianças de Itapagipe (63,6%) as que menos influenciam nas decisões de compras para a casa.

Em compensação, 50% das crianças da Barra nunca decidem o que os pais compram para elas, mesmo percentual encontrado no bairro de Cajazeiras no que se refere a esse item. Entre as crianças que mais são influenciadas pelos personagens nas embalagens na hora de compra estão as que moram em Itapagipe (54,5%). Já os pequenos que moram em Cajazeiras (75%) são mais seduzidos pelas cores dos produtos e das embalagens.

‘Elas estão carentes’

Na opinião da educadora financeira Sílvia Alambert, por trás do comportamento consumista das crianças pode estar escondida uma carência da presença dos pais. “Acredito que há duas coisas em paralelo nesse caso. Uma delas é que muitas crianças associam que toda saída com os pais é para comprar e a outra questão é que, para elas, ficar em casa é sinônimo de ficar em frente a TV, ao videogame ou ao computador, mas elas querem passar mais tempo com a família”.

Nesse caso, a pedagoga Sílvia Alambert acredita que a opção de ir às compras com o adulto é um passaporte para ficar mais tempo em família. “As crianças de hoje em dia estão muito carentes, independentemente de faixa etária e classe social. Atualmente, os pais têm pouco tempo para estar com os filhos, e as crianças sabem que se forem às compras com os pais, no final pode aparecer a oportunidade para algo mais, como tomar um sorvete ou comer uma pizza”, observa.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Por que utilizar o dinheiro em espécie ao invés do cartão de crédito no dia a dia?

Imagem: dreamstime
Mesmo com o recado enviado pelo Governo aos consumidores, alertando sobre a utilização do cartão de crédito para quitar qualquer tipo de conta pagará 3% ao ano de Imposto sobre Operações Financeiras incidente sobre operações de crédito e o aumento para 6,38%, desde março deste ano, sobre as compras internacionais feitas com cartão de crédito, o consumidor parece não se dar conta das suas contas.

Tudo indica que os consumidores se movem em direção à economia do “tudo com dinheiro de plástico”. Bom para quem?

“A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) prevê que até o fim deste ano o país tenha um total de 684,3 milhões de cartões em circulação, incluindo cartões de crédito, de débito e de lojas. O volume é cinco vezes maior que o número de cartões registrado em 2000 – de 118,7 milhões – segundo pesquisa da Abecs com o Instituto de Pesquisas Datafolha. Desses, 52% estão nas mãos da população das classes C, D e E, principais consumidores das MPE. O crescimento do número de transações foi ainda maior no período: saltou de 1,1 bilhão, em 2000, para 8,2 bilhões, estimativa feita para 2011.” (Fonte: Folha de Alphaville – 22/09/2011)

“Entre janeiro e agosto deste ano a inadimplência avançou 24,9% em comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) divulgados pela Boa Vista Serviços (BVS), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que publica este Diário do Comércio. O uso descontrolado do cartão de crédito é apontado como o principal problema...” (Diário do Comércio – 2/10/2011). Bom para quem?

Por que, então, ainda é preferível que você utilize dinheiro em espécie, ao invés de cartão de crédito no seu dia a dia? Eis algumas razões.

Gaste menos pagando à vista. A maioria das pessoas acaba por gastar mais quando utiliza seus cartões de crédito do que quando pagam à vista. Isto porque as compras por impulso acontecem instantaneamente quando se está em poder de um cartão de crédito. Já quando se utiliza o dinheiro em espécie há um maior controle com relação aos gastos, pois uma vez que seja possível visualizar a quantia de dinheiro disponível para gastar, não haverá grande esforço para abrir mão de uma aquisição desnecessária. Além do mais, com dinheiro em espécie, há a oportunidade do desconto. “...se o cliente preferir pagar em dinheiro, já que a loja não tem de pagar pela operação, pode conseguir um desconto de até 10%.”, diz o gerente de uma loja em Alphaville.

O dinheiro simplifica o orçamento. Separe a quantia de dinheiro que deverá ser gasta semanalmente, pois isso evitará transtornos no orçamento. Planeje-se até para gastar. Uma coisa que todos nós fazemos quando gastamos dinheiro que está na carteira é contabilizar na hora o quanto sobrou depois da compra. É automático. Assim, a pessoa poderá ter um melhor controle sobre seu orçamento. É difícil encontrar pessoas que utilizam cartões de crédito que façam essa mesma conta. Normalmente, elas se perdem nas contas.

Reduza o seu risco de inadimplência. Cartões de crédito foram originalmente desenvolvidos para que as pessoas tivessem uma comodidade, porém cresce o número de pessoas que o utilizam para se endividarem. Utilizar o cartão de crédito por comodidade, significa pagar a fatura integralmente na data do vencimento. Utilizar o cartão de crédito como forma de empréstimo, significa que o consumidor pagará muito mais dinheiro no final, já que as taxas de juros aplicadas são as mais altas do que qualquer outra modalidade de empréstimo disponível no mercado e de nada adianta, também, substituir o cartão de crédito pelo limite de cheque especial só porque a taxa de juros é mais baixa.

Utilizar dinheiro em espécie faz pensar sobre o que está sendo comprado e porque se quer comprar. Quando a pessoa realiza uma compra em dinheiro, ela se questiona se realmente precisa realizar aquela compra naquele momento ou se poderá esperar mais um pouco. Na maior parte das vezes, a pessoa tende a se lembrar de outros compromissos e desiste da compra por impulso. Eis um bom motivo e, também, uma forma de ter disciplina com o próprio dinheiro.

Minimizar riscos de clonagem. Muitas pessoas se preocupam com a questão da clonagem do cartão na hora de passá-lo, ainda que o estabelecimento pareça ser seguro e confiável. Conheço pessoas (inclusive essa que vos escreve) que já tiveram seus cartões clonados em lojas conhecidas de Shopping Center de São Paulo, onde jamais alguém ousaria sequer pensar que pudesse acontecer alguma coisa dessa ordem. Utilizar dinheiro em espécie minimiza o risco e protege a sua privacidade. Óbvio dizer que gerenciar risco vale também para quando se está com dinheiro em espécie na carteira.

Dinheiro em espécie promove o desenvolvimento da economia local. O pagamento em dinheiro promove o crescimento da economia local e mantém, inclusive, funcionários no mercado de trabalho. Quanto mais dinheiro circular internamente, quanto mais vezes ele passar de mão em mão, mais ele gerará valor e riqueza.  Isto gera o desenvolvimento da comunidade e, portanto, do país.


 
Seus sonhos precisam da sua ajuda para se tornarem realidade e não se transformarem em pesadelo.

Vida longa e próspera.

 
Trechos do texto escrito por Paul Richard, Pres./Ex. Director ICFE, extraído da newsletter Financial Wisdom with a Twi$t com Elisabeth Donati e adaptado por Silvia Alambert




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Coisas que você esqueceu de avisar ao seu cérebro


Imagem: dreamstime.com


A vida anda em um ritmo tão acelerado que mal nos damos conta das “extravagâncias” que realizamos com o nosso dinheiro no dia a dia. É quase como se andássemos o dia inteiro ligados no piloto automático e, assim, mal observamos que nosso dinheiro escorre pelas nossas mãos. É muito comum, ao final do dia, abrir a carteira e levar um choque ao se deparar com um monte de notas trocadas, moedas ou vias amarelas e azuis de cartões e ficar se indagando como aquilo aconteceu ao longo de um único dia: é nota de combustível, de porcarias compradas na lojinha de conveniência do posto em que o veículo foi abastecido, do supermercado que alguém pediu para passar antes de voltar para casa, de café na padaria antes de entrar no trabalho e assim vai.
Se você observar com atenção e colocar todas estas despesas na ponta do lápis, encontrará aí um grande ralo por onde escorre o seu dinheiro.
Por este motivo, convido vocês a estarem atentos ao seu cérebro - está máquina maravilhosa que pode ser seu grande aliado ou um “exterminador” de seu sucesso financeiro, já que é lá que também estão instalados os seus arquivos com seus pensamentos e crenças sobre o uso do dinheiro - e determinarem a ele o “modus operandi”. Para determinar essa nova forma de executar, porém, será necessário um esforço de sua parte para que você crie novos procedimentos e, para isso, você deverá estar atento para que ele, o seu cérebro, não volte a trabalhar no “modo automático”.
O transporte público
Quem trabalha nas grandes cidades e depende do transporte público sabe o transtorno que é se servir dele para chegar ao trabalho e quem já teve a oportunidade de conquistar o seu próprio carro, sabe o quanto é difícil ter que deixa-lo na garagem para utilizar transporte público. Apesar de o transporte público gerar uma boa economia, quem tem um carro à disposição dificilmente abre mão dele para ir trabalhar. Em contrapartida, as despesas com manutenção e combustível do veículo acabam tomando uma considerável parte da renda do trabalhador. Inteligente mesmo seria buscar alternativas para “rachar” despesas com alguns colegas que não disponham de um carro e desejem chegar com mais tranqüilidade no mesmo local ou até mesmo próximo ao seu local de trabalho. Vale lembrar que para este caso, a economia vem acompanhada de uma dose a mais de responsabilidade com horários, mas vale o esforço, a economia e a eterna gratidão do meio ambiente.
No trabalho
É muito comum naquela meia horinha do retorno do horário do almoço, ficar dando voltinhas para ver as vitrines das lojinhas que ficam ao redor de onde está instalada a empresa (isso quando não tem um Shopping ao lado!!). Eis o perigo: sempre há quem convide para tomar o cafezinho expresso ou comer um doce antes de voltar ao trabalho ou mesmo a pessoa se deparar em frente a lojas e se lembrar que estava precisando mesmo comprar alguma coisa que tinha esquecido. Pronto. Esteja alerta: é preciso ou você só quer comprar porque não está fazendo nada mesmo?
 Em viagens
Afinal de contas, porque você viajou se era para ficar com um escorpião na carteira? Essa é a pergunta que é puxada do arquivo “diversão”  e que está armazenada no seu cérebro. E você tende a concordar com ele: “ Estou me divertindo. Por que irei me privar das coisas?”. Seja forte. Se você se programou para gastar um tanto, evite gastar outro tanto. Antes um escorpião na carteira do que um tatu na conta corrente ou na fatura do cartão de crédito. 
 Em casa
Ficar sem fazer nada em casa é a mesma coisa que ouvir aquela voz interior dizer: “Preciso arrumar uma forma de gastar dinheiro sem sair de casa.” Muitas pessoas juram por tudo o que é sagrado que não sairão no final de semana porque não podem gastar dinheiro. Entediadas, pegam a agenda de contatos do telefone celular e ligam para os amigos do telefone fixo para o telefone móvel ( a tarifa chega a R$ 1,09 o minuto!!!) e até deixam recados em caixas postais de todos os celulares desligados dos amigos. Sentindo-se solitárias, as pessoas tendem a cometer mais erros com o dinheiro do que imaginam. Decididas a não sair para gastar, chamam os amigos em casa e ligam para a pizzaria.
 Aparelhos eletrônicos
Tecnologia : tem até quem não entenda a funcionalidade, mas que certamente já tenha adquirido um IPad2 ou uma TV LED  Full HD c/ Entradas HDMI e USB e Conversor Digital. O consumismo exacerbado e a necessidade de “parecer ser”, faz com que milhares de pessoas tenham a ilusão que serão “descoladas” ou “plugadas” somente porque possuem o último lançamento de um eletrônico (nem que seja parcelado em “n” vezes). As pessoas nem percebem que compram itens cujas funcionalidades pouco servem para as suas necessidades. Desperdiçam dinheiro que poderia ser mais bem empregado em algo que tenha mais a ver com o que elas realmente curtem ou necessitam ou mesmo para criarem reservas para o futuro. Conheço casos de pessoas que compram celulares sofisticados não porque precisam ou saibam utilizar os recursos, mas porque “a câmera tem não sei quantos mega pixels”. Oras, compre uma câmera digital, então, e vá fazer um curso de fotografia. Com isso, quem sabe, o hobby se torna algo profissional e a pessoa ainda faz um dinheiro extra.
Passeios aos finais de semana
Como a maioria das pessoas não se planeja adequadamente, o montante do dinheiro que elas fazem ao longo do mês tem que cobrir tudo o que vier pela frente: contas, moradia, alimentação, educação, combustível, seguros, limite de cheque especial, diversão, etc. Dessa forma, e sem prestarem atenção que estão vivendo não com 100%, mas com "300%" da renda que fazem,  há pessoas que insistem em dizer que não sobra dinheiro para a diversão, mas que saem para pequenos programas todos os finais de semana. Escuto muitas coisas do tipo: “ Só fui a uma baladinha no sábado” ou “Viajamos para uma pousada baratinha” e ainda“ Fomos ao parque e depois fomos almoçar no shopping ”. Isso não é diversão? O que seria, então, diversão? Poder sair e gastar mais dinheiro? Se diversão significar gastar mais dinheiro, então saia somente em um final de semana com o dinheiro acumulado dos quatro finais de semana.
Passeios não deveriam estar atrelados ao pensamento de que é obrigatório sair para passear todos os finais de semana e nem tampouco de ter que se gastar muito dinheiro. Piora o passeio se for realizado de forma aleatória, sem nenhum planejamento anterior. A não ser que você queira ver o limite do seu cheque especial, por exemplo, indo passear em outras mãos.
Filhos
Costumo dizer que os filhos são os nossos melhores vendedores. Eles nos vendem tudo. Cheios de técnicas e artimanhas, eles são capazes de convencer os pais desatentos a comprarem desde coisinhas alimentícias antes do jantar até ingressos de R$ 700,00 em shows ou games infindáveis. Ao final das contas, eles conseguem fazer com que os pais embarquem nos desejos desenfreados de consumo deles e fazem com que os pais também sobreponham esses desejos como sendo uma prioridade e esteja um nível acima de qualquer necessidade da família, sem se importarem se com essa atitude eles estarão afetando o orçamento e mesmo o futuro financeiro da família.
Os pais devem entender que eles são dotados de poderes mágicos para fazer com que os filhos entendam sobre as relações de consumo, já que são eles os detentores do dinheiro. Acontece, porém, que no ritmo frenético em que as coisas acontecem e a supervalorização do TER, os pais por também estarem buscando a realização de sonhos a qualquer preço, abrem mão de pensarem no futuro financeiro da família para realizarem sonhos de consumo de maneira imediata e desorganizada. Assim, os filhos vão criando uma imagem distorcida com relação à linguagem das relações entre trabalho, dinheiro e consumo.
Quando a família trabalha estas relações junto aos filhos, todo mundo ganha e a criança passa a ser mais determinada com as coisas que realmente tem importância e que farão diferença na vida dela. Temos alguns exemplos de crianças dentro do programa, mas este foi um bem marcante em virtude da tranqüilidade da aluna ao expor ao grupo porque a opção de viagem de férias foi postergada naquele ano: “Estamos terminando de reformar a nossa  casa e isso gasta muito dinheiro. Meu quarto vai ser lindo e eu já estou escolhendo os objetos que eu quero.”

Entendo que tudo isto é uma questão de incorporar novos hábitos em sua vida e isso não acontecerá de uma hora para outra, mas desde que você realmente queira, é possível iniciar um processo de mudança e mudar. 
Todos esses hábitos que você tem hoje, ocorreram em virtude das informações que você recebeu, processou e se condicionou a fazê-los. Todas estas informações estão lá armazenadas no seu cérebro.
Pelo menos, tente.
Cada vez que você se der conta de que seu pensamento está lhe tentando a cometer um hábito que colocará seu esforço financeiro por água abaixo, olhe para o seu cérebro e diga: " Xô. Este pensamento não lhe pertence mais!"

“Suas convicções se tornam seus pensamentos.
Seus pensamentos se tornam suas palavras.
Suas palavras se tornam suas ações.
Suas ações se tornam seus hábitos.
Seus hábitos se tornam seus valores.
Seus valores se tornam seu destino.” ~Mahatma Gandhi


Quem ama, também educa financeiramente.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Independência Financeira – O que você está fazendo - ou Não - para alcança-la.


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 Independência Financeira – O que você está fazendo - ou Não - para alcança-la.

Por Elisabeth Donati e Jan Ruskin
Tradução: Silvia Alambert

 Uma vez escutamos T. Harv Eker, o autor de Os Segredos da Mente Milionária, dizer durante seu curso Millionaire Mind Intensive:


"Nós temos dois tipos de hábitos : os que temos o hábito de fazer e os que nós não temos o hábito de fazer." Simplificando, ou você tem o hábito de fazer alguma coisa ou você não tem o hábito de fazer alguma coisa.


Isto é importante nos momentos em que você para para pensar sobre sua situação financeira atual e deseja mudar essa sua situação que você se encontra...uma mudança de comportamento OU na sua conta corrente!


Este negócio de hábitos é que eles são “companheiros” meio complicados. Eles se manifestam mais rápido do que podemos perceber e já que eles se instalam em nosso pensamento, então, são meio ilusórios – tanto que às vezes se faz necessário um especialista para ajudar você a descobrir onde os seus pensamentos sobre seus hábitos financeiros estão escondidos.


Vamos ver alguns dos hábitos financeiros. (Dica: Imprima esta página e circule quais hábitos você já tem ou não tem com seu dinheiro).


Você sabe que o dinheiro possui um papel importante em sua vida....ou você não sabe que o dinheiro possui um papel importante em sua vida (se você não sabe, provavelmente você o está relacionando a algum sistema de crenças limitador).

Você coloca parte do dinheiro que você ganha em uma conta poupança para situações adversas …ou você não coloca parte do dinheiro que você ganha em uma conta poupança para situações adversas.

Você investe parte de todo o dinheiro que você recebe em algum ativo (algo que lhe trará mais dinheiro)…ou você não investe parte de todo o dinheiro que você recebe em algum ativo (algo que lhe trará mais dinheiro).

Você tem um controle de entrada e saída de dinheiro…ou você não tem um controle de entrada e saída de dinheiro.

Você se mantém dentro de um orçamento e o reavalia a cada três meses...ou você não se mantém dentro de um orçamento e nem o reavalia a cada três meses.

Você sabe separar suas emoções de seu dinheiro...ou você não sabe separar suas emoções de seu dinheiro.

Você gasta menos dinheiro do que você ganha…ou você não gasta menos dinheiro do que você ganha.

Você se educa financeiramente para aprender mais sobre as possibilidades com seu dinheiro ...ou você não se educa financeiramente para aprender mais sobre as possibilidades com seu dinheiro.

Você paga integralmente as suas faturas do cartão de crédito...ou você não paga integralmente as suas faturas do cartão de crédito.

Você gasta seu dinheiro conscientemente…ou você não gasta seu dinheiro conscientemente (isto significa que você gasta impulsivamente).


Isto não quer dizer que você tenha que praticar TODOS estes hábitos a fim de se tornar financeiramente independente, mas sim que, SE você praticar, será bem mais simples para você começar a trilhar o caminho. No mínimo, veja se há um hábito que você não pratica e passe a praticá-lo. Eu lhe garanto que sua situação financeira começará a mudar positivamente.


Algo a se pensar…e FAZER!

sábado, 23 de julho de 2011

Curtindo a Vida na Melhor Idade

Imagem: dreamstime
Os compromissos financeiros, as contas apertadas por conta dos gastos com os filhos, a falta de um planejamento adequado. Por conta destas e de diversas outras "variáveis", não são poucas as pessoas que chegam à terceira idade sem ter conseguido fazer investimentos ao longo da vida.

Entretanto, de acordo com os educadores financeiros, nunca é tarde para começar a investir. Os profissionais da área ressaltam que o ideal é começar a pensar em aplicações financeiras o quanto antes, mas, se isso não tiver acontecido e você já estiver na terceira idade, não deve deixar de pensar em investir para realizar seus sonhos e garantir uma velhice mais tranquila.

"Quanto mais cedo se pensar em investimentos, melhor. Mas nunca é tarde para começar", afirma o educador financeiro e fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil.

Ele ressalta que a expectativa de vida do brasileiro aumentou bastante nos últimos anos e, por isso, não se deve deixar de investir apenas por conta da idade avançada.

"Nós estamos vivendo mais. Hoje em dia, as pessoas de 80 anos ainda têm boa saúde. Então, mesmo com 60 a 70 anos, é bom pensar em guardar para o futuro, que pode ser mais 30 anos de vida", afirma.

Tempo é o melhor aliado para o planejamento

A educadora financeira e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert, ressalta que o tempo é o melhor aliado para os investimentos e o planejamento financeiro adequado. Entretanto, ela concorda que é possível iniciar os investimentos financeiros mesmo depois de uma idade mais avançada, sempre com objetivos adequados à situação de cada um.

"Na terceira idade, os objetivos costumam ser diferentes. A maioria das pessoas já não tem as obrigações financeiras para construção de patrimônio e podem investir pensando em outras coisas", afirma a educadora. "Uma viagem com um grupo de amigos, comuns nesta fase da vida, ou alguma outra atividade que interesse aquela pessoa podem ser conquistados com um investimento", completa.

Planejamento financeiro

Apesar de haver uma diminuição das obrigações em relação a filhos e construção de patrimônio, Mauro Calil ressalta que algumas contas acabam ficando mais caras nesta fase da vida. "O gasto com remédios fica muito mais alto, assim como o plano de saúde. A inflação na terceira idade também é maior", afirma o educador financeiro.

Por isto, ele lembra que é importante fazer um planejamento financeiro mesmo nesta fase da vida, para que possa sobrar um dinheiro para investir e realizar os sonhos.

"O caminho é o mesmo. Primeiro, é preciso eliminar todas as dívidas e ter uma fonte de renda", diz.

Se a aposentadoria não for suficiente para todos os gastos e um possível investimento, mas se a saúde estiver em dia, ele aponta que também é possível conseguir renda com algum emprego.

"Tem muita coisa que pode ser feita nesta idade. Desde cuidar de crianças, para as mulheres, até os chamados ?maridos de aluguel?, que realizam pequenos reparos em domicílio. Os homens de mais idade costumam ter muito mais paciência e conhecimento para este tipo de atividade", diz Calil.

Onde investir

De acordo com os educadores, nesta idade, o melhor mesmo é não arriscar muito e manter todos os recursos (ou a maioria deles) em investimentos conservadores.

"Depois de uma certa idade, não é aconselhado arriscar. O próprio perfil do investidor muda, ele normalmente já não quer fortes emoções", afirma Silvia.

Mauro Calil concorda. "O ideal é partir para os títulos do Tesouro Direto, CDB Direto ou fundos de renda fixa", afirma. Segundo ele, em alguns casos, é possível colocar uma pequena parte em renda variável.

"Mas isso apenas para "temperar" os investimentos e depois que ele já tiver uma carteira montada em renda fixa", afirma o educador financeiro.

(Infomoney, 19 de julho de 2011)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Não existe almoço grátis

Imagem: dreamstime


Fonte: O pequeno investidor (fabio.portella@gmail.com)

Enriquecer rapidamente e sem riscos. Como fazer para conseguir isso? Recentemente, tenho recebido muitos e-mails de leitores que desejam aprender esse segredo. Alguns têm me mandado a notícia de que certas instituições financeiras que estão oferecendo CDBs que pagam 14, 15% ao ano. Outros, querem simplesmente saber como ficar rico num piscar de olhos. Isso é possível?

Enriquecer é difícil: não existe almoço grátis

Os economistas gostam de dizer que não existe almoço grátis. A frase tem origem na prática, comum no velho oeste americano, que os saloons, para tornarem seus clientes fiéis, adotavam. Eles ofereciam almoço de graça para os clientes que bebessem pelo menos um drinque. O cliente ganhava o almoço, mas o saloon vendia bebida. E, como os clientes que se fidelizaram provavelmente bebiam além da conta (como qualquer um que já tenha visto um filme de faroeste já deve ter percebido), o proprietário do estabelecimento ganhava mais dinheiro. Ou seja, o almoço não saía de graça: o dinheiro que o cliente economizava era gasto em bebidas – e como a promoção era bacana, muito mais clientes compareciam ao estabelecimento.

A prática acabou incorporada ao vocabulário do economês, para representar a tese de que, pra ganhar um benefício, alguém tem que pagar o preço. Ninguém ganha nada sem contribuir com nada. Você ganha seu salário, mas trabalha por ele. Seu filhão ganhou o videogame, mas a não ser que você o mime demais, ele deve ter sido um bom aluno para merecê-lo. E, se ele não estudou direito e ganhou o presente desejado, vai pagar o preço da mediocridade no futuro, com péssimos empregos – e cabe a você decidir qual o preço que ele vai pagar. Quem ganhou na Megasena teve que pagar o preço do bilhete, juntamente com milhões de apostadores que pagaram e não levaram almoço nenhum pra casa. Às vezes as pessoas pagam o preço e nem o almoço recebem. Mas almoço de graça nào existe: nem o dinheiro da corrupção de nossos políticos vem de graça; nós pagamos o almoço deles, regado a um bom vinho francês, todos os dias.

Uma maneira de pagar o almoço nos investimentos é correndo risco. Você investe no mercado de ações e, por ter pago o preço de correr o risco da volatilidade (embora a volatilidade, por si só, não devesse ser considerada um risco), pode ser premiado com um belo almoço. Mas quem resolver investir somente na poupança não vai ganhar 20% ao ano, porque não pagou pelo seu almoço.

Enriquecer é difícil. Se você me responder dizendo que não é, porque o Neymar ganha muito dinheiro jogando futebol, eu só teria a responder o seguinte: quantos jogadores de futebol você conhece com a habilidade dele? E quantos jogadores de futebol pelo Brasil afora ganham o que ele ganha? Ou seja, ele ganha muito bem porque tem uma habilidade que é raríssima entre os jogadores de futebol. Também não adianta lembrar do caso do nerd que ficou p. da vida por causa do fora que levou da namorada e enriqueceu criando o Facebook. Ele também pagou o preço do seu almoço para enriquecer; estudou programação, teve uma ideia genial e levou o fora da namorada.

Enriquecer é difícil. O que você pode fazer é tentar descobrir a sua vantagem competitiva para enriquecer mais rapidamente. Mas lembre-se sempre de que o preço terá que ser pago, seja ele qual for.

Propaganda de instituição financeira prometendo retornos fabulosos? O sonho de enriquecer pode ficar mais longe…

“Pô, Fábio!! Então o segredo de enriquecer é correr risco!!!!!”

Não. Muitas atividades arriscadas não dão dinheiro. A maioria dos traficantes acaba preso ou morre cedo – e as mulas que engolem papelote de droga pra viajar de avião não costuma ganhar quase nada em troca do risco que correm. A maioria dos empreendedores acaba com o negócio naufragando pelo meio do caminho. E a maioria das pessoas que faz investimentos financeiros arriscados demais acaba sem seu dinheiro.

Não sei se vocês lembram do Madoff brasileiro, o empresário brasileiro que administrava um fundo de investimentos de R$ 50 milhões, e desapareceu levando os recursos dos investidores que confiaram seus recursos a ele. Como ele convenceu as pessoas a “investirem” com ele? Oferecendo retornos fabulosos. Ele prometia a elas que, facim facim, elas ganhariam 5% de retorno AO MÊS, sendo GARANTIDO pelo menos 11% a cada 6 meses. Que beleza!! Nesse ritmo, de 22% ao ano, quem investisse R$ 100.000 teria, em dez anos, R$ 730.462,00. Quem investiu sonhando com esse rendimento acabou sem um tostão furado.

Agora, tenho recebido várias vezes e-mails de financeiras oferecendo CDBs que pagam 13% ou 14% ao ano se o cliente ficar um determinado período com o dinheiro investido. O dinheiro investido é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito até o limite de R$ 60.000,00. Mas eu ficaria com as barbas de molho: se as instituições financeiras estão captando recursos a essas taxas, é porque provavelmente estão esperando algum problema no futuro próximo. No excelente blog Valores Reais, recentemente o tema foi abordado – e, lá, aventou-se a possibilidade de essas financeiras estarem prevendo aumento na inadimplência. Eu não me surpreenderia, com a quantidade de pessoas que está tomando empréstimo consignado em folha, sem ter a mínima condição de pagamento. Conheço caso de gente com uma renda pífia que conseguiu comprometer mais de 60% de seu salário com esses empréstimos. Eu também não me fiaria no Fundo Garantidor de Crédito. Uma crise no setor financeiro levaria à impossibilidade de os compromissos serem honrados, mesmo com o pagamento do FGC.

Mas, se você decidir enveredar por esse caminho, eu investigaria a idoneidade da instituição. Tenho recebido e-mail de MUITAS instituições, e nunca ouvi falar da maioria delas. Eu não duvidaria de algumas terem procedência questionável, sendo irregularmente constituída. Nesse caso, todo o dinheiro investido poderia ser perdido, já que o FGC não garantiria os depósitos de uma empresa constituída sem a observância dos requisitos legais.

Como fazer para enriquecer rapidamente?

Eu não sei a resposta para essa pergunta. E qualquer um que tenha estará te enganando. Mas sei que a maneira mais certa de enriquecer é devagar. Se você tem alguma ideia brilhante, corra atrás dela e, quem sabe, conseguirá seu objetivo em 1, 2 anos. Mas a menor parte das pessoas consegue enriquecer assim; a maioria dos milionários chegou lá economizando e investindo, aumentando seu patrimônio paulatinamente a cada ano.

Tentar enriquecer rápido demais pode levar o investidor à ruína. Pode levá-lo a correr riscos desnecessários, a arriscar mais do que pode, o que evidentemente o levaria cada vez para mais longe de seus objetivos.

Portanto… tenha um bom almoço (ou jantar), mas não se esqueça de pagar a conta! Só tome cuidado para que ela não venha cara demais, ou enriquecer será apenas um sonho!


* Como eu não tenho controle sobre o conteúdo dos banners do site, é possível que algum deles tenha veiculado propaganda de alguma das instituições a que me referi. Quem determina o conteúdo é o Google Adsense e, portanto, não significa que eu aprove as propagandas veiculadas.

** Também não estou recomendando que não se invista nas financeiras que oferecem CDBs com taxas atrativas. Apenas recomendo que o leitor averigue a idoneidade da instituição antes de decidir investir. Para enriquecer, é preciso controlar os riscos!