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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O seu pé de meia é mágico ou é furado?

Capa do livro O Pé de Meia Mágico, do autor Álvaro Modernell

"Um pouco de conhecimento que age vale infinitamente mais do que conhecimento que é ocioso." ~ Khalil Gibran


Já se pagou primeiro este mês? 

Pagar-se primeiro significa separar uma quantia de dinheiro para fazer o famoso "pé de meia" ANTES de sair pagando os outros e não depois de pagar os outros, porque "depois" talvez não sobre para fazer o seu pé de meia.

"Mas se eu me pagar primeiro vou deixar de pagar alguma conta!!"

Então, é hora de começar a fazer uma planilha para visualizar os seus gastos e ver se é possível gerar alguma economia entre as coisas que você está gastando.

Lembre-se: se é seu desejo, futuramente, trabalhar apenas porque quer e não mais porque precisa e quer continuar vivendo no estilo de vida que você escolher viver, vai precisar dar uma força a você mesmo a partir de agora.

Para começar a transmitir bons hábitos financeiros às suas crianças, indicamos o livro de autoria de Alvaro Modernell, " O Pé de Meia Mágico".


Ao seu sucesso financeiro.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

As crianças e o dinheiro


Quando os bebês e crianças pequeninas começam a dar "tchauzinho" é muito comum querermos vê-los acenando e dando tchau: "Papai vai sair para trabalhar. Dá tchau pro papai, dá. Tchaaaau, papai."
À medida que vão crescendo paramos de falar sobre isso, porque a gracinha era o bebê acenar com o "tchauzinho" e porque talvez acreditemos que a criança já tenha entendido tudo sobre o que é trabalho: papai sai pela manhã, vai trabalhar e volta à noite.
Simples assim.
As crianças começam a crescer e muitas vezes elas ouvem: " Vou passar no banco para pegar dinheiro."
Simples assim.
Então, divirta-se com mais esta extraída das coisas da educação financeira de crianças que temos tido a oportunidade de vivenciar em nosso programa:
"Quem sabe nos dizer de onde vem o dinheiro que os seus pais recebem?", perguntamos às crianças.
Todas respondem, em uníssono: "Do banco".
Continuamos: " Mas por que vocês acham que vem do banco?".
E um arrisca: "Porque o banco é que dá."

Elas estão certas, e isto não significa que elas não saibam que seus pais trabalham, mas já que ninguém nunca explicou a elas o que é trabalho e que aquele dinheiro que é sacado no caixa eletrônico do banco, ainda que papai trabalhe para uma instituição bancária, não aparece lá como mágica ou por doação, mas sim que ele está lá como resultado de uma troca ( você trabalha, ou seja, troca o seu tempo e a sua energia por dinheiro), elas só entendem que quem supre as necessidades  de dinheiro da família é o banco.

Por isso, não é difícil ouvir frases tais como, " Pega no banco.", "Passa o cartão" ou " Dá um cheque."

Explicar porque o dinheiro se faz necessário na vida das pessoas; contar onde é que você trabalha, o que você faz e como é que o dinheiro vai parar lá no banco, é um bom começo para a educação financeira das crianças quando elas já entendem que seu dinheiro sai de um caixa eletrônico.

 
Ao sucesso financeiro de nossos filhos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aprender sobre finanças é divertido.

Imagem: Divulgação IG

Nathália Ilovatte, iG São Paulo
29/08 - 14:24hs


Adolescentes aprendem sobre finanças pessoais em gincanas no Money Camp
Você planeja seus gastos? Usa sua grana racionalmente? Se acha as questões chatas, saiba que tem jovens se divertindo com elas
                                                                           Enquanto o time laranja corria para levar água até os potes no canto da quadra com a ajuda de um balde furado, o time azul gritava para incentivar seu integrante que levava uma bolinha de isopor em uma colher segurada com à boca até os recipientes próximos à rede de vôlei. O time que terminasse primeiro tinha que correr para trocar de lugar com a equipe verde, que passava bolas de borracha coloridas que só podiam ser conduzidas com o pescoço, passando de pessoa para pessoa, até chegar ao prato que está no fim da fila.
Parecia gincana da aula de educação física, mas era o workshop de educação financeira que os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Campos Salles, de São Paulo, tiveram na última semana. A princípio, eles voltaram para a escola no período da tarde porque foram “subornados” pela coordenação com alguns pontinhos que podem ajudar na média de matérias mais capciosas da grade curricular. Mas, quando chegaram à aula de finanças pessoais e Silvia deu início a uma brincadeira de pega-pega em que a pegadora tem de pular com os pés amarrados, a preguiça sumiu, dando lugar a um aprendizado cheio de brincadeiras e descontração. “Estranhei quando falaram pra vir com roupas que não atrapalham os movimentos, porque imaginei que seria uma palestra, uma coisa chata... Mas me surpreendi bastante e achei a aula muito legal”, disse o aluno Henrique Silva Pedroso, de 17 anos.

O workshop foi ministrado pela equipe do The Money Camp, uma ideia que nasceu há 10 anos nos Estados Unidos. Lá, o The Money Camp é um acampamento cujas atividades são voltadas para a educação financeira. Quando foi trazido para o Brasil, em 2006, passou por algumas adaptações. Aqui, não há um acampamento, a equipe vai a colégios e empresas para workshops ou para o curso continuado, que começa no Ensino Fundamental e acompanha o desenvolvimento do aluno. Mas, assim como no acampamento, tudo é ensinado de maneira divertida e com brincadeiras. “A educação financeira é feita de forma lúdica, com atividades vivenciais que possibilitam a troca de experiências. O método é próximo do construtivismo, pois o professor atua como um facilitador do tema”, explica Silvia Alambert, empresária que trouxe o The Money Camp para o Brasil.

Nas aulas, Silvia ensina às crianças e jovens que uma parcela de todo dinheiro recebido, como salário ou como mesada, por menor que seja, deve ser investida. E em alguns anos, é esse dinheiro investido que vai trabalhar para o seu investidor, que poderá passar longas férias em Acapulco, se dedicar à filantropia e curtir a vida da maneira que desejar. “É muito importante que vocês comecem a pensar na educação financeira de vocês anteontem. Na verdade, vocês já estão atrasados, porque tem uma galera começando aos seis anos e já investindo em ações”, disse Silvia aos alunos, no começo do workshop. “Acho que eles vão se aposentar e curtir a vida adoidado antes de vocês!”.



As noções de por que e como investir não são passadas aos alunos somente de maneira teórica. Foi o pega-pega do começo do workshop que mostrou isso aos jovens. Na brincadeira, uma das alunas, Bruna Lugli Rocha, de 16 anos, tinha que correr atrás de dez amigos para pegá-los, só que com os pés amarrados. Bruna representava o trabalhador, e os pés amarrados significavam a falta de liberdade para trabalhar só quando quiser e tirar umas folguinhas durante a semana para assistir a Sessão da Tarde. Já os meninos correndo livres pela sala eram o dinheiro que Bruna passava a vida correndo atrás. Quando finalmente conseguiu pegar um dinheirinho, ela investiu e, depois de algum tempo, pôde descansar enquanto o dinheiro corria atrás de mais dinheiro pelo auditório do colégio.



Depois de muitas risadas e um tombo de um dos ligeiros dinheirinhos de Bruna, Silvia explicou a brincadeira. “Quando Bruna ralava pra caramba, e trabalhava todos os dias, ela tinha renda adquirida”, ensinou. “Mas quando o dinheiro passou a trabalhar pelo trabalhador e fazer mais dinheiro, e a Bruna ficou só curtindo, porque se planejou para viver assim, ela começou a ter renda passiva”.



No workshop e no curso continuado, os alunos aprendem não só a importância de investir, mas também a fazer um planejamento, gastar com sabedoria, conquistar independência financeira e ser solidário. E para quem quiser começar a botar ordem nas finanças, a empresária e educadora financeira dá algumas sugestões:

- Pague-se primeiro. Antes de gastar qualquer dinheiro com contas e outras despesas, reserve 10% do que você recebeu para fazer algum investimento. “Você é quem mais merece ser pago”, diz;

- Administre sempre seu dinheiro com razão, não com emoção. “É quando agimos emocionalmente que cometemos os maiores erros”, explica. Por isso, nada de comprar por impulso! Ok, só um pouquinho...

- Seja disciplinado e crie bons hábitos com o seu dinheiro. “As pessoas pagam as contas e aí é que veem quanto sobrou. Então, acham que essa quantia representa uma merreca que não é digna de trabalhar por elas”, critica;

- Mesmo que seja tentador pedir o cartão de crédito do pai para parcelar aquele computador novo, pense que quem tem dinheiro, tem poder de barganha, e quem financia dá dinheiro para os outros por causa dos juros. Então, o melhor é economizar até ter dinheiro para pagar a vista, em vez de comprar a prazo;



- Se você não ganha mesada, peça aos seus pais que pensem sobre isso. “Quando os adolescentes percebem que é difícil esperar para receber dinheiro, valorizam mais o dos pais e gastam menos com supérfluos”, afirma Silvia;



- Empréstimos só são bons se servirem para trazer mais dinheiro para a sua vida;

- Faça sempre uma planilha de gastos;

- Na hora de comprar, pesquise preços e pense se aquele produto é realmente uma necessidade nesse momento da sua vida. Se ele for causar um baque na sua vida financeira, melhor comprá-lo depois, quando já tiver juntado mais dinheiro;

- Pense sobre o valor das coisas que você compra. Alguns tênis, por exemplo, têm um custo de produção de 55 dólares e são vendidos no Brasil por mais de 300 reais. Vale a pena pagar tanto por uma marca?

Fonte: http://jovem.ig.com.br/oscuecas/noticia/2010/08/29/adolescentes+aprendem+sobre+financas+pessoais+em+gincanas+no+money+camp+9575727.html





segunda-feira, 19 de abril de 2010

É de pequeno que se conhece o dinheiro

Nosso aluno, Raul, 8 anos, foi entrevistado pelo Jornal da Tarde.
A educação financeira bem aplicada, desperta na criança o interesse, pois ela passa a entender que pode sonhar porque é possível realizar tudo o que ser quer na vida com base no planejamento.

É de pequeno que se conhece o dinheiro


Ensinar noções de finanças para as crianças é uma tarefa que começa cedo, com os pais
PAULO DARCIE, paulo.darcie@grupoestado.com.br



Raul, de 8 anos, embarcou a passeio para os Estados Unidos sexta-feira passada levando US$ 200 que ele mesmo juntou, economizando sua mesada. “Deixei de comprar brinquedos e outras coisas e guardei para usar na viagem”, conta o garoto, orgulhoso. Ele é uma das poucas crianças brasileiras que têm, na escola, aulas de educação financeira, e, segundo sua mãe, Mirza de Luca, começa a mostrar os resultados do estudo na vida prática de casa.

“Ele tem aulas desde os seis anos, e já pondera o que vale a pena comprar ou não e já entende que o dinheiro acaba”, diz ela. E ele não deixa por menos: “Minha mãe gastava muito no supermercado. Agora eu vou com ela e falo para comprar só o que precisa”.

A educação financeira não é disciplina obrigatória nas escolas brasileiras. Projeto de lei que prevê sua inclusão está parado no Congresso desde 2004. Apesar de ainda pouco difundida, pais e escolas vêm percebendo sua importância. Mas, dizem especialistas, não adianta deixar só nas mãos da escola: o exemplo vem de casa.

Para educadores financeiros, o ensino da matéria no Brasil está atrasado em relação a outros países, o que resulta em investidores e pais despreparados. “Há crianças que recebem mesada e não têm noção do que fazer com ela”, conta Silvia Alembert, coordenadora do instituto dedicado à educação financeira The Money Camp.

A falta de parâmetros em casa é o que pode levar crianças ao consumismo. “Ele começa no fim da adolescência, perto dos 18 anos, quando a pessoa começa a ter livre escolha, e é mais comum entre filhos de adultos consumistas”, afirma a psicóloga e coordenadora do Ambulatório de Transtornos do Impulso do Hospital das Clínicas, Tatiana Filomenski

Para o presidente do Instituto Disop de educação financeira, Reinaldo Domingos, educação financeira não se trata de apresentar termos do vocabulário econômico e ensinar a criança a calcular. “É uma busca por bons hábitos e costumes”, afirma. “Para isso é preciso que os educadores e pais estejam preparados para mostrar essas relações.”

O educador e autor de livros didáticos Alvaro Modernell recomenda o início das lições aos cinco ou seis anos. Nos primeiros anos, os conceitos devem ser percebidos pela criança em seu próprio universo. “Ela deve ter noção de que dinheiro acaba, e que é preciso ter antes de gastar”, afirma.

Depois dos dez anos, a criança deve ser instruída sobre a tomada de decisões, a distinguir o supérfluo do necessário, e a perceber as diferenças sociais, sempre priorizando a prática. “É hora de entender por que um colega tem um item e o outro não”, diz Tatiana.

Algumas escolas escolhem abordar o assunto em diferentes disciplinas, como língua portuguesa, geografia e matemática. Segundo Modernell, não é preciso grandes alterações no método. “Trocar Patinho Feio pela fábula da Cigarra e a Formiga, por exemplo, dá espaço para discutir a importância do trabalho”, sugere. Já outras preferem incluir a matéria como disciplina complementar, e adotam métodos como o The Money Camp ou o Disop, que também capacitam pais e professores por meio de palestras e oficinas. Sobre nova matéria, Raul garante: “Eu gosto e todo mundo gosta.”