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sábado, 17 de março de 2012

Qual é a nota do seu boletim financeiro?

"A dívida — pública e privada — está aqui para ficar. Ela exerce um papel essencial no processo econômico... O que é necessário não é a abolição da dívida, mas um uso prudente e um gerenciamento inteligente."
E houve um tempo em que o sustento do homem vinha da terra. Faz tempo.
Hoje, parece que tudo o que o homem precisa é de alguns cartões de crédito ou do limite do cheque especial, de preferência com limites estratosféricos, a fim de prover suas necessidades e desejos.
E é incrível como os olhos das pessoas brilham quando elas pensam em cartões com crédito ilimitado para compras. Os olhos parecem aquelas caixas registradoras que não param de mostrar cifrões e, se fosse possível ver aqueles balõezinhos de histórias em quadrinhos, daria para ver claramente os objetos, sonhos de consumo, voando pelas suas mentes.
Juros sempre representarão o “aluguel” que você terá que pagar por tomar algum dinheiro emprestado e todos bem sabem (ou deveriam saber) que o “aluguel” a ser pago por essas modalidades de crédito são caras.
Portanto, se você escolher por parcelar suas compras...pronto, pode contar que os juros já estão lá embutidos nas suas parcelinhas e se você, por algum momento, se enrolar com suas contas e deixar de pagar uma única parcelinha ou pagar apenas parte dela... pronto, você será cobrado de novo com um outro “aluguel” inclusive sobre o “aluguel” que já estava embutido nas parcelinhas.  
Acontece, porém, que por mais que muitas pessoas já saibam sobre isso, existe um outro fator chamado “dissonância cognitiva” que faz com que as pessoas simplesmente apaguem a “parte chata” e só fiquem com a parte que lhes dá prazer: TER coisas.
Dissonância cognitiva é um termo da psicologia social que se refere ao conflito entre duas idéias, crenças ou opiniões incompatíveis. Como esse conflito geralmente é desconfortável, as pessoas procuram acrescentar "elementos de consonância" (que lhes seja favorável), mudar uma das crenças, ou as duas, para torna-las mais compatíveis. No caso do consumidor sedento por ter coisas imediatamente são aquelas vozes que falam no ouvido e tomam conta da mente enquanto a pessoa entra em uma loja, supermercado ou simplesmente olha uma vitrine: “ Não faça essa compra agora. Espere mais um pouco porque agora não dá”, mas a outra voz arruma algum motivo favorável (elemento de consonância) para que a pessoa convença a ela mesma que “Sim. Você pode comprar agora porque no mês que vem você pagará a última parcela de tal compra e poderá deixar de sair alguns dias, então, você PODE.”
Além do mais, a maioria das pessoas se esquece de que o valor do dinheiro delas enquanto as parcelinhas vão sendo pagas vai se tornando diferente do valor do dinheiro delas quando começaram a pagar as primeiras parcelas (sim, o valor do dinheiro no ano que vem é diferente do valor do dinheiro de hoje. Oops! Não te contaram?), então, estas pessoas só se preocupam com as coisas quando já estão acontecendo na frente de seu nariz e é só neste ponto que muitas delas se pegam jurando que nunca mais repetirão o erro, mas por não entenderem muito bem como é o mecanismo do negócio acabam fazendo o mesmo círculo de novo.
Por estes motivos listados acima, ou seja, a falta de educação e organização financeira, a dissonância cognitiva e a despreocupação sobre quanto aquilo que está comprando parcelado irá lhe custar no futuro, é que as pessoas se perdem com seus cartões de crédito, seus limites bancários e passam a se sentir pressionadas como se estivessem vivendo em um estilo de vida superior à sua realidade financeira, ou seja, passam a viver em um estilo de vida que não cabe em seus bolsos.
É importante lembrar que limite de cartão de crédito e limite de cheque especial não é dinheiro seu: você está tomando emprestado e prometendo que irá pagar no vencimento e se não honrar o pagamento ou pagar o mínimo, lembre-se que o “aluguel” é alto e poderá te dar dor de cabeça depois.
Além do mais, se uma pessoa está tomando dinheiro emprestado dos outros (administradoras, bancos) é porque ela não tem dinheiro para realizar aquela compra naquele momento. Se tivesse, pagaria à vista, com o SEU próprio dinheiro.
Será que não seria a hora de realizar um plano de economias e gastos?

Ao seu sucesso financeiro.


http://maalves-consumidor.blogspot.com.br/2012/03/paulistano-com-renda-acima-de-10.html

http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Economia&vCod=121475

sábado, 10 de março de 2012

5 Fatores que levam às dívidas



Conheça 5 fatores que levam às dívidas

Leia os motivos apontados por especialistas e evite cair na armadilha da falta de planejamento financeiro

Publicada em 05/03/2012 às 20:06 - São Paulo - Redação InfoMoney

Dívidas, dívidas e mais dívidas. As pendências financeiras mensais, como parcelas do cartão de crédito e pagamentos dos financiamentos, estão entre os principais problemas dos consumidores quando o assunto é orçamento. A grande questão é: por que as pessoas contraem tantas dívidas?

Dados da Confederação Nacional do Comércio mostram que, em fevereiro deste ano, de todos os endividados brasileiros, mais de 70% tinham dívidas no cartão de crédito e outros 20% tinham dívidas no carnê. Confira alguns motivos indicados por especialistas para se endividar:

1 - Razão versus emoção - os educadores explicam que a emoção é o principal problema que leva as pessoas a consumirem irresponsavelmente e, como consequência, acumularem mais e mais dívidas. “Na maioria das vezes, as decisões que tomamos são emocionais e não racionais. A gente usa a razão apenas depois, quando tentamos justificar o porquê de tomarmos tais decisões”, analisa Valter Police.

A lógica é simples: tomada pelo desejo de adquirir certo bem, boa parte dos consumidores simplesmente não espera até ter dinheiro suficiente e acaba parcelando no cartão, sem ponderar o quanto aquelas parcelas vão comprometer sua renda futura.

2 - Falta de planejamento - o problema se torna ainda mais grave sem planejamento financeiro, ou seja, sem ter claro tudo o que vai entrar e tudo que vai sair ao final do mês. A educadora financeira, Silvia Alambert, diz que esse processo deve se tornar um hábito.

“Num primeiro momento vai ser difícil mudar o comportamento em relação ao dinheiro, mas depois fica mais fácil”, avalia.

3 - A instabilidade futura – outro fator que colabora para o acúmulo de dívidas e decorre da falta de planejamento é a instabilidade futura. Se hoje você está empregado e a economia está aquecida, amanhã o País pode entrar em uma forte crise e você se juntar ao grupo dos desempregados.

Com um planejamento financeiro, o consumidor deve poupar para enfrentar momentos de crise, explica a educadora financeira. Além dos altos e baixos da economia, vários imprevistos podem acontecer, como um problema grave de saúde, um conserto mais caro do carro. São imprevistos que levam a pessoa a recorrer ao crédito mais caro, já que não possui reserva financeira própria para lidar com isso.

4 - Vivendo fora da realidade - outro fator que estimula dívidas é querer viver fora da sua realidade financeira. Isso acontece por diversos motivos. Jovens, por exemplo, ao estudarem em escolas em que o perfil médio é de uma classe social acima da deles, acabaram querendo se encaixar nesse perfil e vão afundando nas dívidas.

Na prática, ele vai tentar se igualar comprando produtos com o dinheiro que não tem, ou seja, parcelando. O problema é que isso se torna impossível de sustentar a longo prazo, explica o educador.

Adultos também têm esse tipo de comportamento, financiando carros com valores que não fazem parte da sua realidade financeira ou mesmo comprando imóveis acima do seu padrão de vida.

5 - Crédito fácil - se os consumidores só quisessem comprar, mas fossem limitados por conta da falta de crédito, a situação talvez não fosse tão preocupante. O problema é que bancos e instituições financeiras cada vez mais facilitam a concessão, oferecendo até opções pré-aprovadas com juros altos no cartão de crédito.

Toda essa facilidade em obter crédito, somada ao comportamento irresponsável e à falta de planejamento financeiro, inevitavelmente leva às dívidas.
      

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz


Imagem: dreamstime

CATEDRAIS MODERNAS

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:...

"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!!

Frei Beto

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu amo liquidações.

No início do ano sempre procuram especialistas para falarem sobre como o consumidor deve se comportar diante das grandes liquidações que as grandes lojas apresentam pela televisão.
Quando vejo anúncios de “ Só até o próximo sábado” e aquele mundo de produtos sendo transportado por empilhadeiras que passam para lá e para cá atrás do anunciante, chego até a  ficar com a sensação de que “ a hora é agora!”.
Claro que todo o marketing foi feito para que eu sinta isso mesmo e faça uma conta rápida, levante do sofá, pegue a bolsa, confira se o cheque, cartão de débito e crédito estão lá (ah, sim, não se pode correr riscos nestas oportunidades únicas), entre no carro, no ônibus, no trem ou qualquer meio de transporte que me faça chegar até a primeira loja da rede mais próxima e saia de lá com coisas que talvez eu nem precise, mas “já que está barato, eu vou aproveitar e comprar.”
Muitas vezes, o ímpeto da compra é tão grande, que o consumidor nem sequer questiona se o preço à vista é o mesmo do parcelado. Ele simplesmente paga, porque acredita que já está barato. 
Há lojas que anunciam que o preço só é válido se o pagamento for à vista.
Tive um exemplo disto bem aqui em casa.
Anunciaram essas liquidações e noticiaram que uma panela de pressão custaria R$ 7,00!!!
Fiquei imaginando o erro de cálculo de quem quer que seja que tenha feito esta previsão de que as pessoas estariam alucinadamente comprando panelas de pressão no final de ano. O erro deve ter sido feio, a ponto da rede precisar vendê-las a R$ 7,00!!!! Qual é o preço de uma panela de pressão mesmo?
O fato é que uma funcionária passou a madrugada inteira na fila para comprar uma única panela de pressão e questionei-me: “ Será que ela ficou esperando este momento da vida para poder ter ou trocar a panela de pressão?”. Não. Ela passou a noite em claro, em uma fila, para comprar uma panela de pressão só porque estava barato mesmo.
Alguém já se deu conta de quanto tempo dura uma panela de pressão das boas? É capaz de ficar passando de geração a geração.
R$ 7,00 para ficar a noite inteira de plantão, trabalhar com sono no outro dia, sem nem precisar daquilo?? Claro que cada um que escolha o que quer fazer com sua própria vida, mas pensando friamente, quanto valeu de verdade essa panela de pressão? Realmente, isso é que eu chamo de auto depreciação.
No dicionário, encontramos o seguinte significado para a palavra Liquidação:
É um substantivo feminino e significa “ato ou efeito de liquidar. Operação que tem por fim o acerto de contas; pagamento; resgate: liquidação de dívida.
Venda de mercadorias a preços módicos, tendo em vista uma saída rápida.
Na Bolsa, normalização dos negócios mediante entrega de títulos adquiridos ou pagamento de diferenças.”
Então, pense: por que as lojas insistem que os preços anunciados só são válidos se você pagar à vista?
Agora, pense de novo: inflado pelo desejo de comprar porque você viu a possibilidade de comprar algo que você deseja (não exatamente necessita), quem liquidou a dívida e quem ficou com um buraco no orçamento, porque comprou por impulso?
Quem são as pessoas, então, que deveriam estar nestas liquidações de início do ano? Pessoas que se planejaram com seu dinheiro ao longo ou final do ano, para aproveitarem as oportunidades das liquidações exatamente nesta ocasião.
Lembre-se que o fato de um produto estar barato, isto não significa que você tenha que compra-lo.
Se eu gosto de liquidações? Eu amo liquidações, mas em primeiro lugar prefiro agradar a mim mesma liquidando as minhas próprias contas, ao invés de sair que nem um tatu ,"esburacando" o orçamento pessoal e acabando com o planejamento de realização de vida.
Seja feliz com o seu dinheiro e realize compras de forma consciente.
Paz e luz.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Consuma com responsabilidade

Consumidor deve planejar uso do cartão

Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

Adiar o pagamento das compras, concentrar os gastos em uma única fatura e parcelar o valor da mercadoria são os principais benefícios do cartão de crédito. O meio de pagamento deve ser usado por 35% dos consumidores do Grande ABC na hora de fazer as compras de Natal. É o que mostrou a pesquisa Intenção de Compra - Natal 2011 divulgada pela Universidade Metodista, nesta semana. "O número não é preocupante. Até porque a tendência dos mecanismos do dinheiro de plástico é crescer, o problema é quanto desse pessoal irá pagar a fatura", comenta o professor de Economia e coordenador do levantamento Sandro Maskio.

A modalidade só perde para o dinheiro, que será usado por 39% dos compradores. Ainda de acordo com a pesquisa, os usuários do cartão de débito (21% dos consumidores da região) irão gastar mais (R$ 695,70) do que os compradores adeptos ao crédito, que devem desembolsar R$ 544. "Agora, a pessoas têm o dinheiro em mãos", explica o professor.
PLANEJAMENTO- Maskio lembra que o brasileiro ainda tem dificuldade para planejar os gastos com o plástico. "O consumidor acredita ter poder de compra maior do que a sua renda. E só enxerga o problema quando chega a fatura e ele decide pagar só parte da dívida", comenta o professor. E quem não consegue quitar o valor total da conta do plástico e decide pagar o mínimo arca com os juros mais elevados do mercado.
De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade, em novembro a taxa do cartão de crédito, para pessoa física, foi de 10,69% e a do cheque especial, a segunda mais alta, 7,59%. O estrago é ainda maior quando o consumidor rola a dívida, por não conseguir quitar o saldo devedor. E, se tiver contas parceladas ou manter o uso do cartão, mesmo com dificuldade de pagá-lo, as próximas faturas continuarão chegando e o cliente ficará cada vez mais atolado em dívidas. Em 12 meses, conforme a Anefac, a taxa de juros dessa modalidade chega a 237,69%.
SEM SUSTOS- De acordo com a consultora financeira Elaine Toledo, o usuário precisa contabilizar a entrada e saída do dinheiro antes de usar o plástico. Primeiro, é essencial somar o salário que receberá em dezembro e o 13º, o valor de ambos deve ser líquido. Depois, o consumidor tem que separar o que será destinado ao pagamento das despesas essenciais, como alimentação, água e luz. Em terceiro lugar, deverá pagar as dívidas atrasadas, caso contrário, os juros vão corroer os ganhos. Em seguida, separar o dinheiro para pagar as contas sazonais, como os impostos, material escolar e uniforme, que chegam no início do ano. Se após contabilizar tudo, o consumidor descobrir que dos seus rendimentos vai sobrar algum dinheiro, aí então ele poderá fazer as compras de Natal.
"Mesmo sem recursos extras, o brasileiro que pagar as dívidas estará no lucro, até porque não começará o ano no vermelho", comenta Elaine. Ainda que o cartão de crédito possibilite pagar em até 40 dias, o plástico só poderá ser usado se o comprador tiver essa reserva. "Mas quem não tem disciplina só deve usufruir do crédito em caso de emergência. Se acabar o dinheiro e precisar de recurso para comprar remédio ou alimento, por exemplo", comenta Elaine.
Antes de adquirir os presentes, é ideal fazer a lista com os valores que irá gastar com cada item. "E, se na hora da compra extrapolar no gasto de um presente, alguém terá de ganhar algo mais barato", ensina a educadora financeira Silvia Alambert. Além disso, segundo ela, o consumidor deve evitar o parcelamento de longo prazo, o indicado é pagar em até quatro vezes.
Ao pagar à vista, o comprador deve barganhar o desconto, inclusive se decidir usar o cartão de débito. Quem conseguir pechinchar 5% de abatimento em oito produtos no valor de R$ 40, por exemplo, economiza R$ 16.
DIFICULDADES - Se tiver problemas financeiros para pagar a fatura do cartão de crédito o recomendado é adquirir empréstimo com taxa de juro mais barata, como o crédito pessoal, para quitar o saldo devedor. "E, claro, para não se enrolar outra vez, é impreterível não usar o cartão de crédito de novo", diz Elaine.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Décimo terceiro, para onde você vai?

 dreamsimage.com
Saiba o melhor a fazer com a primeira parcela do 13º salário



O abono de final de ano de 60% dos brasileiros será para pagar dívidas, aponta pesquisa da Anefac

28.11.2011
Victor Albuquerque
victor.silva@redebahia.com.br


O dinheiro do 13º salário da atendente de telemarketing Jose Ferreira nem vai esquentar no bolso. Sairá do banco direto para a mão dos credores. Ela quer quitar a dívida de dois cartões de crédito e pagar parte de um terceiro débito que, juntos, somam R$ 700. O abono de final de ano de 60% dos brasileiros terá o mesmo destino que o de Jose, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Opção essa que, na visão dos especialistas, é a mais inteligente para quem tem dívidas e quer começar 2012 no azul.

“Pagar os débitos é sim um bom negócio. É o primeiro passo para conseguir organizar a vida financeira”, explica o especialista em finanças Gilberto Braga. Mas, de acordo com ele, antes de sair por aí pagando tudo o que deve, é preciso usar o dinheiro com inteligência. “Planejar é a palavra de ordem. É importante colocar no papel as dívidas e os gastos que se pretende fazer, desde presentes até o dinheiro que será poupado para férias, impostos, despesas de casa, entre outras coisas”.

Educadora financeira, Silvia Alambert concorda com Braga quando ele diz que o melhor a fazer é pagar o que se deve. E ela ensina: o ideal é quitar aquela dívida que tem taxas de juros mais altas, como cartão de crédito e cheque especial.

Para quem está encalacrado em mais de um lugar, ela diz que o melhor a fazer é saldar pelo menos um débito por inteiro.

“Quem paga tudo um pouquinho não paga nada. A pessoa pode se livrar logo de um credor e negociar com os demais, ajustando depois as parcelas no orçamento”, ensina.

O que não pode, segundo os especialistas, é pagar tudo e depois se enrolar com novos parcelamentos. “Se o momento não está bom, nada de sair distribuindo presentes caros”, alerta Silvia.

Além disso, Braga lembra que o início do ano estará repleto de novas contas a pagar, como matrícula escolar (para quem tem filhos), IPVA (para os motorizados), IPTU, entre outros. “Tem que se organizar de olho nesses eventos”, orienta.

Mas, se não dá para deixar o Natal passar em branco, a dica é limitar os gastos. Fazer uma lista com o nome de quem será presenteado e estabelecer um valor máximo para o presente. “Quando se faz uma referência de valor, funciona melhor no planejamento”, garante Braga. Para Silvia, é preciso ter muita calma nessa hora. “Não tem nada de inteligente em estar endividado e gastar com presentes. Então, a saída é evitar produtos caros e financiamentos”.

Este ano, o 13º salário injetará R$ 118 bilhões na economia brasileira, sendo R$ 4,9 bilhões na Bahia, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em todo o estado, 4,3 milhões de trabalhadores e aposentados receberão o benefício.
 
Investimento

Para quem está livre dos débitos, investir o dinheiro do 13º salário pode ser um bom negócio. Braga indica a poupança e os fundos de renda fixa. Já Silvia acredita que o dinheiro pode ser aplicado, inclusive, em ações. “Hoje é possível investir nesse mercado com até R$ 100”, explica. Segundo ela, é importante, nessas horas, buscar um especialista que vai avaliar o seu perfil financeiro e indicar o melhor negócio para se investir.
Mas é bom saber que os três casos só trarão um retorno positivo se a pessoa estiver pensando a médio e longo prazos. “Não adianta aplicar se na primeira emergência tirar o dinheiro do banco”, diz.
 
Momento de pagar

Para os especialistas, essa é a hora de buscar as financeiras e operadoras de cartão para negociar débitos. Isso porque, de olho no consumo de final de ano, as empresas tendem a oferecer melhores condições de negociação das dívidas. “O melhor momento para pagar as contas antigas é agora”, diz Silvia.
 
De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Proteste, quem tem dívidas deve aproveitar as diversas opções oferecidas pelas financeiras, lojas e bancos, como alongamento dos prazos, desconto para quitações à vista e abatimento nas taxas de juros ou multas que normalmente são oferecidos nesse período.

Presentes de Natal ficam em segundo plano

De acordo com levantamento da Anefac, houve uma redução de 10,53% de 2010 para 2011 no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º para a compra de presentes. Segundo o coordenador da pesquisa, Miguel Oliveira, isso demonstra maior dificuldade e preocupação dos consumidores com os gastos este ano.

Já para o especialista em finanças Gilberto Braga, o cenário indica que o consumidor está mais endividado e, por isso, evitando certos tipos de gastos. “Não acredito que o brasileiro está mais consciente ou cauteloso a ponto de deixar de comprar para pagar dívidas. O que existe é uma regularização da situação daqueles que estão endividados. Eles estão se adequando as suas atuais necessidades”, pontuou.

Segundo o estudo, houve também uma redução de 33,33% no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º salário para compra e reforma de suas residências. Com relação às dívidas, a tendência de 70% dos entrevistados é quitar débitos do cartão de crédito e do cheque especial.

O cartão de crédito, inclusive, ainda é a linha com maior peso na composição das contas em aberto, tendo atingido, em 2011, 39% do total (crescimento de 2,63% sobre 2010) contra 37% do cheque especial (elevação de 5,71% sobre 2010). Referente aos gastos em 2011, 72% dos consumidores pretendem gastar no Natal até R$ 500 contra 67% em 2010.

A pesquisa demonstra ainda um aumento de 2,70% na intenção dos consumidores de pagar os débitos com recursos próprios e uma redução de 9,09% no número de pessoas que deverão utilizar financiamento bancário. De qualquer forma, a maioria dos consumidores (80%) quer usar os cartões de crédito nas compras de Natal este ano.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Financiamento de Longo Prazo deve ser evitado

18/10/2011
Erica Martin

Do Diário do Grande ABC



Evitar o financiamento e o parcelamento das compras é impreterível neste momento, principalmente para quem não tem reservas financeiras. A sugestão é gastar apenas com o necessário para a manutenção do dia a dia, como moradia e alimentação. "O brasileiro precisa de muita prudência diante dos acontecimentos econômicos. Se o cenário fosse tão otimista, não encontraríamos, por exemplo, produtos mais caros nos supermercados ", conta a educadora financeira Silvia Alambert, de São Paulo.
 
Não é preciso se desesperar, mas usar o crédito consciente e formar uma poupança são atitudes essenciais para manter as finanças em ordem e enfrentar possíveis mudanças na economia. Se os juros aumentarem, por exemplo, quem contratou empréstimo comprometerá uma parcela maior do orçamento (que não estava prevista), para conseguir quitar o débito.

ECONOMIA - A economia mundial enfrenta problemas e o Brasil, assim como outros países que têm relação comercial com essa nações, é afetado. "Numa economia globalizada as consequências boas ou ruins sobram para todos", diz Silvia. Foi o que aconteceu com o Brasil.
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do Brasil, cresceu 7,5% em 2010. Para este ano, a situação é menos otimista. O último relatório do Banco Central mostra que a previsão de crescimento da economia, estimada em 4% para o fim de 2011, é agora de 3,5%.

"A crise na zona do Euro, a dívida dos Estados Unidos com os credores que compraram os papéis da dívida norte-americana, o aumento da inflação brasileira e ainda a queda do dólar (que voltou a subir), que afetou o setor industrial exportador são alguns exemplos do que emperrou o crescimento maior do País", explica Dalmir Ribeiro, diretor do departamento de indicadores sociais e econômicos da Prefeitura de Santo André.

A CRISE NA EUROPA - Muitas empresas do Grande ABC dependem da demanda externa para manter a evolução dos seus negócios. E, apesar da perspectiva positiva de que a crise na Europa será contornada, é preciso ficar de olho. "Se os países europeus não adotarem resoluções para solucionar a crise, teremos uma piora no quadro internacional e o reflexo será negativo para o Brasil e para a nossa região", conta o professor de Economia Francisco Funcia, da Universidade Municipal de São Caetano.





segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Por que utilizar o dinheiro em espécie ao invés do cartão de crédito no dia a dia?

Imagem: dreamstime
Mesmo com o recado enviado pelo Governo aos consumidores, alertando sobre a utilização do cartão de crédito para quitar qualquer tipo de conta pagará 3% ao ano de Imposto sobre Operações Financeiras incidente sobre operações de crédito e o aumento para 6,38%, desde março deste ano, sobre as compras internacionais feitas com cartão de crédito, o consumidor parece não se dar conta das suas contas.

Tudo indica que os consumidores se movem em direção à economia do “tudo com dinheiro de plástico”. Bom para quem?

“A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) prevê que até o fim deste ano o país tenha um total de 684,3 milhões de cartões em circulação, incluindo cartões de crédito, de débito e de lojas. O volume é cinco vezes maior que o número de cartões registrado em 2000 – de 118,7 milhões – segundo pesquisa da Abecs com o Instituto de Pesquisas Datafolha. Desses, 52% estão nas mãos da população das classes C, D e E, principais consumidores das MPE. O crescimento do número de transações foi ainda maior no período: saltou de 1,1 bilhão, em 2000, para 8,2 bilhões, estimativa feita para 2011.” (Fonte: Folha de Alphaville – 22/09/2011)

“Entre janeiro e agosto deste ano a inadimplência avançou 24,9% em comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) divulgados pela Boa Vista Serviços (BVS), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que publica este Diário do Comércio. O uso descontrolado do cartão de crédito é apontado como o principal problema...” (Diário do Comércio – 2/10/2011). Bom para quem?

Por que, então, ainda é preferível que você utilize dinheiro em espécie, ao invés de cartão de crédito no seu dia a dia? Eis algumas razões.

Gaste menos pagando à vista. A maioria das pessoas acaba por gastar mais quando utiliza seus cartões de crédito do que quando pagam à vista. Isto porque as compras por impulso acontecem instantaneamente quando se está em poder de um cartão de crédito. Já quando se utiliza o dinheiro em espécie há um maior controle com relação aos gastos, pois uma vez que seja possível visualizar a quantia de dinheiro disponível para gastar, não haverá grande esforço para abrir mão de uma aquisição desnecessária. Além do mais, com dinheiro em espécie, há a oportunidade do desconto. “...se o cliente preferir pagar em dinheiro, já que a loja não tem de pagar pela operação, pode conseguir um desconto de até 10%.”, diz o gerente de uma loja em Alphaville.

O dinheiro simplifica o orçamento. Separe a quantia de dinheiro que deverá ser gasta semanalmente, pois isso evitará transtornos no orçamento. Planeje-se até para gastar. Uma coisa que todos nós fazemos quando gastamos dinheiro que está na carteira é contabilizar na hora o quanto sobrou depois da compra. É automático. Assim, a pessoa poderá ter um melhor controle sobre seu orçamento. É difícil encontrar pessoas que utilizam cartões de crédito que façam essa mesma conta. Normalmente, elas se perdem nas contas.

Reduza o seu risco de inadimplência. Cartões de crédito foram originalmente desenvolvidos para que as pessoas tivessem uma comodidade, porém cresce o número de pessoas que o utilizam para se endividarem. Utilizar o cartão de crédito por comodidade, significa pagar a fatura integralmente na data do vencimento. Utilizar o cartão de crédito como forma de empréstimo, significa que o consumidor pagará muito mais dinheiro no final, já que as taxas de juros aplicadas são as mais altas do que qualquer outra modalidade de empréstimo disponível no mercado e de nada adianta, também, substituir o cartão de crédito pelo limite de cheque especial só porque a taxa de juros é mais baixa.

Utilizar dinheiro em espécie faz pensar sobre o que está sendo comprado e porque se quer comprar. Quando a pessoa realiza uma compra em dinheiro, ela se questiona se realmente precisa realizar aquela compra naquele momento ou se poderá esperar mais um pouco. Na maior parte das vezes, a pessoa tende a se lembrar de outros compromissos e desiste da compra por impulso. Eis um bom motivo e, também, uma forma de ter disciplina com o próprio dinheiro.

Minimizar riscos de clonagem. Muitas pessoas se preocupam com a questão da clonagem do cartão na hora de passá-lo, ainda que o estabelecimento pareça ser seguro e confiável. Conheço pessoas (inclusive essa que vos escreve) que já tiveram seus cartões clonados em lojas conhecidas de Shopping Center de São Paulo, onde jamais alguém ousaria sequer pensar que pudesse acontecer alguma coisa dessa ordem. Utilizar dinheiro em espécie minimiza o risco e protege a sua privacidade. Óbvio dizer que gerenciar risco vale também para quando se está com dinheiro em espécie na carteira.

Dinheiro em espécie promove o desenvolvimento da economia local. O pagamento em dinheiro promove o crescimento da economia local e mantém, inclusive, funcionários no mercado de trabalho. Quanto mais dinheiro circular internamente, quanto mais vezes ele passar de mão em mão, mais ele gerará valor e riqueza.  Isto gera o desenvolvimento da comunidade e, portanto, do país.


 
Seus sonhos precisam da sua ajuda para se tornarem realidade e não se transformarem em pesadelo.

Vida longa e próspera.

 
Trechos do texto escrito por Paul Richard, Pres./Ex. Director ICFE, extraído da newsletter Financial Wisdom with a Twi$t com Elisabeth Donati e adaptado por Silvia Alambert




quarta-feira, 28 de setembro de 2011

10 dicas para introduzir crianças e jovens no mundo das finanças

Imagem de propriedade da The Money Camp Brasil
Todos os direitos reservados ©- 2011
Fonte: Infomoney
28 de setembro de 2011 • 10h00

Por: Viviam Klanfer Nunes





SÃO PAULO – A forma como os adultos lidam com o dinheiro se deve, em grande, à educação financeira, ou à falta dela, que receberam ainda quando jovens. Pensando nisso, os pais devem se preocupar em educar financeiramente seus filhos, começando, antes de tudo, com a mesada.
 
Esse recurso vai introduzir a criança no mundo financeiro e, quando ela entenda que "as coisas não caem do céu", o aprendizado se iniciará. Assim como não é simples para as crianças aprenderem a lidar com dinheiro, para os pais, ensiná-los também não é uma tarefa tão fácil. Nesse sentido, consultores financeiros elaboraram 10 sugestões que podem facilitar esse trabalho:
 
Veja 10 dicas para introduzir os jovens no mundo das finanças:
 
1. Mesada - o primeiro passo para fazer com que as crianças aprendam a lidar com o dinheiro é dar dinheiro a elas. Dependendo da estratégia adotada pelos pais e da idade da criança, o dinheiro deverá ser dado semanalmente ou mensalmente, mas é importante que ela receba.
 
“É com a mesada que a criança começa a ter contato com o dinheiro, e sobretudo passa a se sentir responsável por ele”, observa a consultora financeira e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert.

 
2. Orientações - não se esqueça de que a criança precisa saber qual o objetivo daquele dinheiro. Além de deixar claro que ela será a responsável pelo recurso, é preciso esclarecer que tudo que ela quiser deverá ser pago com aquele dinheiro e que seus pais, por motivo nenhum, darão mais dinheiro a ela.
 
É importante que os pais não interfiram na administração financeira da criança. Errar ainda jovem e assumir as responsabilidades pelos seus erros podem ensiná-la a ser um adulto mais responsável.
 
3. Acompanhamento - apenas quando a criança já adquiriu certa familiaridade com o dinheiro é que é hora de os pais passarem seus conhecimentos a ela. Ao final do mês, é indicado sentar e conversar sobre o que ela fez de certo e de errado. Repasse alguns pontos, entenda por que ela optou por essa e aquela forma de conduzir suas finanças e, acima de tudo, deixe que ela fale e não a critique. A criança precisa aprender a lidar com o dinheiro e não a ter medo dele.

Nessa conversa mensal, a orientação é que os pais ensinem sobre poupança, planejamento financeiro, pesquisa de preços e os demais conhecimentos que considerem relevantes. Só depois que ela já tiver contato com o dinheiro é que será capaz de entender esse tipo de conversa.
 
4. Formas de pagamentos - Silvia explica que as crianças observam como os pais lidam com o dinheiro, mas nem sempre entendem o que está acontecendo. Cartão de crédito, de débito, cheques, são formas de pagamentos corriqueiras, cuja utilização a criança observa, mas não entende sua lógica.
 
A dica é simples: explique. Não é preciso dar um cartão de crédito para uma criança ou um jovem, fale de onde vem aquele dinheiro, como funciona aquela forma de pagamento.
 
5. Presentes – a educação financeira dos jovens é um pouco mais complexa do que se imagina, porque outros aspectos da vida podem influenciar de forma significativa nesta questão. Se, por exemplo, os pais compram tudo o que os filhos querem, dificilmente eles darão valor aos objetos. Se a criança insiste para que os pais comprem algo e é bem-sucedida, toda aquela lógica da mesada, de planejar, conversar, ensinar, perde o sentido.
 
Não adianta também dar algo que ela queira sob o pretexto de ser um presente. Presente deve ser dado com motivos claros, ou seja, em datas comemorativas ou como forma de parabenizá-lo por algo, nada além disso.
 
6. Cartão de crédito - O coach financeiro Roberto Navarro acredita que uma boa forma de ensinar os filhos a lidar com o dinheiro é com a utilização do cartão de crédito. Isso mesmo: dar um cartão de crédito com um limite mensal estipulado funciona como uma mesada e ainda permite que os pais saibam com que seus filhos estão gastando.

Navarro ainda sugere que os pais exijam que seus filhos façam uma planilha com a descrição, o valor e o motivo do gasto.
 
7. Bolsa de valores - na educação financeira das crianças, é possível ir muito mais além. Mais do que ensiná-las a controlar seus gastos, é possível ensiná-las a multiplicar seu dinheiro desde cedo. Navarro aconselha aos pais familiarizados com a bolsa de valores, por exemplo, que já iniciem seus filhos nesse universo financeiro.
 
Com a supervisão e explicação dos pais, os jovens podem entender como funciona o ambiente acionário, os fundos de investimento, as opções de renda fixa e, caso se interessem pelo assunto, podem começar desde cedo a serem investidores.

8. Pai e mãe coordenados - é importante que tanto a mãe quanto o pai estejam de acordo com as diretrizes da educação financeira do seu filho. Nada vai adiantar se o filho entender que, se o pai não der mais dinheiro, a mãe dará. Portanto, antes de falar com as crianças, conversem primeiro entre vocês e decidam por uma estratégia.

9. Jovens empreendedores - outra atividade que ajuda os jovens a lidar com o dinheiro é desenvolver trabalhos remunerados. Os pais podem estimulá-los a serem revendedores de algum produto ou mesmo fazer algum tipo de trabalho para os colegas de classe. O objetivo disso é fazer com que o jovem compreenda como funciona o mundo dos negócios, podendo ser benéfico até no momento em que deverá optar por qual carreira seguir.

10. Zona de conforto - um dos principais problemas na educação financeira das crianças é a questão psicológica. Muitos pais simplesmente não conseguem dizer não às demandas dos filhos, pois sentem que, se fizerem isso, vão passar a ideia de que seus filhos não podem contar com eles. Entenda, no entanto, que educação financeira pode fazer muita diferença na vida adulta do seu filho e dinheiro não deve ser um pilar do seu relacionamento familiar.

Quando a criança ou o jovem entende que tudo que ela quiser ou precisar ela pode pedir para o pai, dificilmente sairá da zona de conforto e será pouco estimulada a procurar um trabalho ou economizar.

Fonte: Infomoney

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fuja da compra por impulso, que é o maior motivo de endividamento

Imagem: dreamstime







Publicada em 26/06/2011 às 21h11. Atualizada em 26/06/2011 às 21h11 


Para para pensar, pense muito bem antes de comprar
Fuja da compra por impulso, que é o maior motivo de endividamento

Fonte: http://ibahia.com/detalhe/noticia/para-para-pensar-pense-muito-bem-antes-de-comprar/

Luciana Rebouças - Redação CORREIO
(luciana.reboucas@redebahia.com.br) publicidade


Você para na frente de uma vitrine, olha para o novo lançamento da TV de LCD no mostruário, lembra que este mês pagou a 12ª e última prestação do sofá e decide: é hoje que você vai surpreender a todos com esta tela de 42 polegadas na sua sala. Os motivos para fazer a compra são fáceis de arranjar: pode ser porque seu chefe tirou a semana para encher sua paciência, porque sua namorada lhe largou ou mesmo porque você pagou o cartão de crédito e tem um espaço livre. Independentemente das razões, você acabou de fazer uma compra por impulso.

Comprar sem nenhum planejamento, só porque você viu o produto e gostou, é a conhecida compra por impulso e motivo principal do endividamento do brasileiro. Para Sílvia Alambert, especialista em educação financeira, a principal razão que leva as pessoas a este hábito é deixar a emoção dominar. “O consumidor olha o produto, gosta e quer levar. Mas, ele não se pergunta se ele realmente precisa daquilo ou mesmo se não está levando só porque está em promoção”.

RECONHECIMENTO

Para a especialista, outra característica da compra por impulso é que ela leva os consumidores a adquirirem itens que eles já têm em casa ou que não terão utilidade no dia-a-dia. “Um exemplo são as donas de casa que compram um liquidificador, um processador e um outro eletrodoméstico que é um mix destes dois produtos. Não há necessidade de tantos aparelhos, mas ela compra por um capricho”, acrescenta Sílvia. Daí a importância de se observar o que tem em casa, antes de comprar um novo objeto.

Já para Reinaldo Domingos, educador financeiro e autor do livro Livre-se das Dívidas, o problema é a falta de sonhos das pessoas. Para ele, quando se tem um objetivo, é mais fácil livrar-se dos pequenos gastos, que podem consumir até 30% do orçamento mensal.

“Quando se faz um orçamento e se estabelece sonhos é possível inibir estas compras por impulso, pois elas são resultado da falta de foco e de prioridades”, ensina Domingos.

Para Antonio De Julio, especialista em educação financeira e sócio da Moneyfit,uma boa estratégia é deixar um limite pagável para o cartão de crédito e para o cheque especial. Se não tiver crédito disponível, o consumidor vai ficar mais consciente antes de sair comprando o que não precisa.“Se ele fizer as contas, considerar todas as despesas fixas do mês e ver que só tem R$ 500 para gastar, o cartão não deve ter um limite maior que este valor”, diz.

SOLIDÁRIO

O consultor financeiro lembra que há dois tipos de compras por impulso: as solitárias e as solidárias. Esta última seria quando você sai com algum amigo que só quer saber de gastar. Ao vê-lo com tantas sacolas na mão, você decide começar a comprar também, já que vai ser chato sair sem nada do shopping com ele carregando tanta coisa. “Por isto, as pessoas precisam escolher uma companhia mais controlada para ir às compras”, ressalta De Julio.

E a dica final, antes de puxar o cartão de crédito para comprar, é colocar a mão na consciência e tentar lembrar: quantas contas ainda não paguei este mês?










quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Em Busca da Felicidade


Imagem: dreamstime.com

Transcrevo abaixo o artigo escrito pelo prof. Boro, licenciado do The Money Camp de Campinas, que o levará, mais uma vez, a refletir a questão sobre dinheiro e felicidade, riqueza e pobreza.
Observamos na crescente economia brasileira como a população referencia a felicidade atrelando-a ao dinheiro, mas observamos também, como confundem a realização do desejo imediato com o sentimento de felicidade paga em parcelas e que as leva a preocupações, à insônia, ao mau humor e ao estágio de arrependimento e consequente infelicidade, porque percebem que gastaram de forma impulsiva, sem planejamento e portanto "antes da hora".
É tão explícito, que aparece em noticiário da televisão.
Outro dia mesmo, logo após as festas de final de ano quando as lojas liquidam tudo, uma mulher com um sorriso largo e ar de felicidade intensa, respondia às perguntas do repórter: " O que a senhora comprou?" e a mulher respondeu: " Uma máquina de lavar roupas, um faqueiro novo, várias coisas para casa.". Volta com o repórter: " A liquidação, então, foi uma boa oportunidade?" e a mulher com um ar de dúvida, mas mesmo assim feliz e dando risada: " Ah, foi. Só que agora vou ter que dar conta de pagar as parcelas por vááários meses..."
Percebe-se nesta fala que não houve o menor planejamento para ir às compras, mas ela estava feliz pela aquisição de tudo o que queria. Pelo menos naquele momento.
Até para compras parceladas tem que haver um planejamento anterior, para que se tenha certeza que a felicidade não irá embora a cada pagamento das parcelas.

Concordo com o professor Boro: " Entre ser feliz e ter dinheiro, eu escolho os dois!"

Lembre-se que o dinheiro apenas ressalta as características do que a pessoa já é. Para isso, só pense sobre isto: se a pessoa é pobre e arrogante, o que será que acontecerá quando ela tiver mais dinheiro ? Vai deixar de ser arrogante ou vai ser mais arrogante? Se a pessoa é pobre, mas é feliz, é bem provável que ela apenas se sinta mais feliz do que ela já é. Portanto, não é o dinheiro, é a pessoa.

Leia o artigo, reflita e seja feliz com você e esteja feliz com suas opções financeiras.
Coloque seu dinheiro para trabalhar em seu favor e não contra você.

Convido-o ainda a deixar frases sobre dinheiro e felicidade que você já ouviu durante a sua vida em " Comentários".

Dinheiro não traz felicidade. Será?
Por Eli Borochovicius
Quantas vezes não ouvimos a história de que dinheiro não traz felicidade? E a resposta de que não traz, mas compra?





Em minhas aulas de Mercado de Capitais, costumo mostrar aos alunos que essa história é muito mal contada.
 
De um lado, muitas pessoas se gabam dizendo que o dinheiro traz comodidade, luxo, enfim, que dinheiro chama dinheiro e para tanto, vive-se melhor e conseqüentemente, mais feliz.
 
Por outro lado, ouço dizer que o dinheiro compra uma casa, mas não compra um lar; compra o relógio, mas não o tempo; o livro, mas não o conhecimento; paga-se o médico, mas não se compra saúde e até o sexo, mas não o amor.
 
A grande verdade é que o rico não é feliz por ter uma casa, um relógio, livros, médico e sexo. Tem muita gente afortunada que possui um lar repleto de alegria com sua família, administra bem seu tempo, passando boa parte dele com os filhos e a saúde vai muito bem, obrigado!
 
Conheço muita gente rica e feliz, assim como gente rica e infeliz, que vive em depressão. Não preciso nem dizer que estamos cercados de gente que não tem tanto dinheiro assim e também é muito feliz, assim como gente que não tem tanto dinheiro e é infeliz.
 
Considerando que existem ricos felizes e infelizes; pobres felizes e infelizes, sinto-me à vontade em dizer que dinheiro e felicidade não são excludentes. Você pode escolher entre ser rico ou pobre; feliz ou infeliz.
 
Costumo brincar dizendo que, entre dinheiro e felicidade, prefiro ficar com os dois!
 
Obviamente cada um deve saber o seu limite de risco e cada pessoa tem uma visão diferenciada sobre o que é riqueza e o que é felicidade, acima de tudo, a combinação dessas duas coisas.
 
Em resposta à questão de dinheiro trazer a felicidade, minha visão é definitivamente que não. Dinheiro não traz felicidade, tampouco o dinheiro a compra , mas isso não quer dizer que eu não acredite que é possível ser rico e feliz.
 
Não só acredito como faço os maiores esforços para que isso seja uma realidade para todos os meus alunos, quando ensino as opções e técnicas de investimentos.

T. Harv. Eker, em seu livro “Secrets of the Milionaire Mind”, já traduzido para o português, “Segredos de uma Mente Milionária”, mostra, dentre tantas outras coisas, a diferença entre a forma de pensar do rico e do pobre, e em uma das passagens ele diz que o rico acha importante conhecer o mercado financeiro, já o pobre faz questão de não compreendê-lo.
 
Como é que alguém vai enriquecer sem multiplicar o seu dinheiro? Como é que alguém poderá ser feliz quando já se sente infeliz ?

Você quer ser rico e feliz? Mantenha o seu estado de espírito elevado e pense em começar a investir o seu dinheiro.


Eli Borochovicius tem mais de 15 anos de experiência em empresas financeiras no Brasil e prestou consultoria no exterior. É certificado e licenciado pelo “The Money Camp” para ministrar cursos de educação financeira para crianças, jovens e adultos e é Membro Orientador do INI - Instituto Nacional de Investidores. É Mestrando em Educação pela PUC-Campinas, MBA Executivo Internacional pela FGV, MBA em empreendedorismo pela Babson College/US,  Pós-Graduado em Política e Estratégia pela USP, formado em Comércio Exterior e Diplomado pela Escola Superior de Guerra.
boro@themoneycamp.com.br

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Somos um dos povos menos endividados do mundo?


Imagem: dreamstime

Nos últimos dias, temos visto alguns políticos e técnicos ligados ao governo dizerem, com um certo orgulho, que somos um dos povos menos endividados do mundo e, por conta disso, teríamos uma “folga” para aumentar o endividamento, o que ajudaria a dar ainda mais fôlego para o nosso consumo que já anda bastante aquecido.

Mas será que isso é verdade? Somos mesmo um povo pouco endividado? Sim, quem disse que nosso endividamento é baixo não falou nenhuma mentira. Mas é importante termos em mente que isso não é decorrência de nossa educação financeira nem de nossa destreza em administrar nossas próprias finanças. O baixo endividamento (relativo) do brasileiro é muito mais uma decorrência de um mercado de crédito pouco desenvolvido (convém lembrar que, até poucos anos, não era tão comum comprarmos todo tipo de bem usando financiamento) e da nossa taxa de juros, que é uma das mais altas do mundo.

Vendo os índices de endividamento isoladamente, sobram poucas dúvidas que estamos longe dos primeiros colocados nesse ranking, mas isso absolutamente não significa que estamos em vantagem. Aliás, muito pelo contrário... A comparação dos níveis de endividamento de um brasileiro com um americano ou europeu pode nos dar resultados inconclusivos se não levarmos em conta outros fatores, como a taxa de juros.

Apenas para termos um exemplo, a nossa taxa de juros básica (a SELIC) é, no atual momento, mais de quarenta vezes maior que a taxa básica americana, e mais de dez vezes a taxa da zona do Euro. Essa desproporção se observa também (ainda que em menor nível) nas taxas ao consumidor. Podemos ver alguns exemplos a seguir:

- Juros de cartão de crédito: Nos EUA, as taxas de juros do crédito rotativo do cartão de crédito estão em níveis historicamente altos, por volta de 14% ao ano. Já aqui no Brasil, segundo a ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), em agosto de 2010, a taxa média do crédito rotativo nos cartões de crédito brasileiros era de 238,30% ao ano. Nossa taxa é aproximadamente dezessete vezes superior à taxa americana;

- Juros do cheque especial: Vamos ver agora como vão nossos amigos europeus... Na Inglaterra, a taxa de juros para uso do limite de conta especial (overdraft) está por volta de 16%. Aqui no Brasil, ainda segundo a ANEFAC, nossa taxa média em agosto foi de 136,85% ao ano, mas não é difícil encontrar bancos cobrando mais de 200% ao ano;

- Financiamento de veículos: Nos EUA, um carro novo, financiado em 36 meses, paga em torno de 6% ao ano de juros (o que daria em torno de 0,49% ao mês). Aqui no Brasil um carro financiado pelo mesmo período paga entre 1,5% a 2,0% ao mês.

O que podemos concluir é que, para o brasileiro, ocorre uma espécie de “alavancagem ao contrário”. Se os americanos, por exemplo, pegarem emprestado um valor “X”, eles poderão ter problemas com os juros. Mas se nós brasileiros resolvermos tomar o mesmo “X” que os americanos, seremos esfolados vivos! É aquela velha lógica do “se eles pegam um resfriado, nós morremos de pneumonia”, pois o efeito do endividamento de mesmo valor é muito diferente no brasileiro e em um cidadão de uma economia desenvolvida.

Vendo por esse lado, é questionável se existe mesmo esse tal “espaço” para o endividamento extra. O endividamento das famílias no Brasil pode ser baixo (como de fato é), mas sendo o Brasil um dos países com juros mais altos do mundo, não poderia ser diferente. Se o endividamento do brasileiro subir mais, ele ainda será baixo pelos padrões internacionais, mas as pessoas terão que “vender a própria alma” para dar cabo dos juros. Mais do que nunca as famílias brasileiras devem se preocupar em tomar decisões financeiras sensatas e em manter as contas equilibradas.

André Massaro
Especialista em finanças pessoais
Consultor financeiro da The Money Camp Brasil
Autor do livro MoneyFit (Matrix Editora)
http://www.moneyfit.com.br/