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sábado, 17 de março de 2012

Qual é a nota do seu boletim financeiro?

"A dívida — pública e privada — está aqui para ficar. Ela exerce um papel essencial no processo econômico... O que é necessário não é a abolição da dívida, mas um uso prudente e um gerenciamento inteligente."
E houve um tempo em que o sustento do homem vinha da terra. Faz tempo.
Hoje, parece que tudo o que o homem precisa é de alguns cartões de crédito ou do limite do cheque especial, de preferência com limites estratosféricos, a fim de prover suas necessidades e desejos.
E é incrível como os olhos das pessoas brilham quando elas pensam em cartões com crédito ilimitado para compras. Os olhos parecem aquelas caixas registradoras que não param de mostrar cifrões e, se fosse possível ver aqueles balõezinhos de histórias em quadrinhos, daria para ver claramente os objetos, sonhos de consumo, voando pelas suas mentes.
Juros sempre representarão o “aluguel” que você terá que pagar por tomar algum dinheiro emprestado e todos bem sabem (ou deveriam saber) que o “aluguel” a ser pago por essas modalidades de crédito são caras.
Portanto, se você escolher por parcelar suas compras...pronto, pode contar que os juros já estão lá embutidos nas suas parcelinhas e se você, por algum momento, se enrolar com suas contas e deixar de pagar uma única parcelinha ou pagar apenas parte dela... pronto, você será cobrado de novo com um outro “aluguel” inclusive sobre o “aluguel” que já estava embutido nas parcelinhas.  
Acontece, porém, que por mais que muitas pessoas já saibam sobre isso, existe um outro fator chamado “dissonância cognitiva” que faz com que as pessoas simplesmente apaguem a “parte chata” e só fiquem com a parte que lhes dá prazer: TER coisas.
Dissonância cognitiva é um termo da psicologia social que se refere ao conflito entre duas idéias, crenças ou opiniões incompatíveis. Como esse conflito geralmente é desconfortável, as pessoas procuram acrescentar "elementos de consonância" (que lhes seja favorável), mudar uma das crenças, ou as duas, para torna-las mais compatíveis. No caso do consumidor sedento por ter coisas imediatamente são aquelas vozes que falam no ouvido e tomam conta da mente enquanto a pessoa entra em uma loja, supermercado ou simplesmente olha uma vitrine: “ Não faça essa compra agora. Espere mais um pouco porque agora não dá”, mas a outra voz arruma algum motivo favorável (elemento de consonância) para que a pessoa convença a ela mesma que “Sim. Você pode comprar agora porque no mês que vem você pagará a última parcela de tal compra e poderá deixar de sair alguns dias, então, você PODE.”
Além do mais, a maioria das pessoas se esquece de que o valor do dinheiro delas enquanto as parcelinhas vão sendo pagas vai se tornando diferente do valor do dinheiro delas quando começaram a pagar as primeiras parcelas (sim, o valor do dinheiro no ano que vem é diferente do valor do dinheiro de hoje. Oops! Não te contaram?), então, estas pessoas só se preocupam com as coisas quando já estão acontecendo na frente de seu nariz e é só neste ponto que muitas delas se pegam jurando que nunca mais repetirão o erro, mas por não entenderem muito bem como é o mecanismo do negócio acabam fazendo o mesmo círculo de novo.
Por estes motivos listados acima, ou seja, a falta de educação e organização financeira, a dissonância cognitiva e a despreocupação sobre quanto aquilo que está comprando parcelado irá lhe custar no futuro, é que as pessoas se perdem com seus cartões de crédito, seus limites bancários e passam a se sentir pressionadas como se estivessem vivendo em um estilo de vida superior à sua realidade financeira, ou seja, passam a viver em um estilo de vida que não cabe em seus bolsos.
É importante lembrar que limite de cartão de crédito e limite de cheque especial não é dinheiro seu: você está tomando emprestado e prometendo que irá pagar no vencimento e se não honrar o pagamento ou pagar o mínimo, lembre-se que o “aluguel” é alto e poderá te dar dor de cabeça depois.
Além do mais, se uma pessoa está tomando dinheiro emprestado dos outros (administradoras, bancos) é porque ela não tem dinheiro para realizar aquela compra naquele momento. Se tivesse, pagaria à vista, com o SEU próprio dinheiro.
Será que não seria a hora de realizar um plano de economias e gastos?

Ao seu sucesso financeiro.


http://maalves-consumidor.blogspot.com.br/2012/03/paulistano-com-renda-acima-de-10.html

http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Economia&vCod=121475

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Em Busca da Felicidade


Imagem: dreamstime.com

Transcrevo abaixo o artigo escrito pelo prof. Boro, licenciado do The Money Camp de Campinas, que o levará, mais uma vez, a refletir a questão sobre dinheiro e felicidade, riqueza e pobreza.
Observamos na crescente economia brasileira como a população referencia a felicidade atrelando-a ao dinheiro, mas observamos também, como confundem a realização do desejo imediato com o sentimento de felicidade paga em parcelas e que as leva a preocupações, à insônia, ao mau humor e ao estágio de arrependimento e consequente infelicidade, porque percebem que gastaram de forma impulsiva, sem planejamento e portanto "antes da hora".
É tão explícito, que aparece em noticiário da televisão.
Outro dia mesmo, logo após as festas de final de ano quando as lojas liquidam tudo, uma mulher com um sorriso largo e ar de felicidade intensa, respondia às perguntas do repórter: " O que a senhora comprou?" e a mulher respondeu: " Uma máquina de lavar roupas, um faqueiro novo, várias coisas para casa.". Volta com o repórter: " A liquidação, então, foi uma boa oportunidade?" e a mulher com um ar de dúvida, mas mesmo assim feliz e dando risada: " Ah, foi. Só que agora vou ter que dar conta de pagar as parcelas por vááários meses..."
Percebe-se nesta fala que não houve o menor planejamento para ir às compras, mas ela estava feliz pela aquisição de tudo o que queria. Pelo menos naquele momento.
Até para compras parceladas tem que haver um planejamento anterior, para que se tenha certeza que a felicidade não irá embora a cada pagamento das parcelas.

Concordo com o professor Boro: " Entre ser feliz e ter dinheiro, eu escolho os dois!"

Lembre-se que o dinheiro apenas ressalta as características do que a pessoa já é. Para isso, só pense sobre isto: se a pessoa é pobre e arrogante, o que será que acontecerá quando ela tiver mais dinheiro ? Vai deixar de ser arrogante ou vai ser mais arrogante? Se a pessoa é pobre, mas é feliz, é bem provável que ela apenas se sinta mais feliz do que ela já é. Portanto, não é o dinheiro, é a pessoa.

Leia o artigo, reflita e seja feliz com você e esteja feliz com suas opções financeiras.
Coloque seu dinheiro para trabalhar em seu favor e não contra você.

Convido-o ainda a deixar frases sobre dinheiro e felicidade que você já ouviu durante a sua vida em " Comentários".

Dinheiro não traz felicidade. Será?
Por Eli Borochovicius
Quantas vezes não ouvimos a história de que dinheiro não traz felicidade? E a resposta de que não traz, mas compra?





Em minhas aulas de Mercado de Capitais, costumo mostrar aos alunos que essa história é muito mal contada.
 
De um lado, muitas pessoas se gabam dizendo que o dinheiro traz comodidade, luxo, enfim, que dinheiro chama dinheiro e para tanto, vive-se melhor e conseqüentemente, mais feliz.
 
Por outro lado, ouço dizer que o dinheiro compra uma casa, mas não compra um lar; compra o relógio, mas não o tempo; o livro, mas não o conhecimento; paga-se o médico, mas não se compra saúde e até o sexo, mas não o amor.
 
A grande verdade é que o rico não é feliz por ter uma casa, um relógio, livros, médico e sexo. Tem muita gente afortunada que possui um lar repleto de alegria com sua família, administra bem seu tempo, passando boa parte dele com os filhos e a saúde vai muito bem, obrigado!
 
Conheço muita gente rica e feliz, assim como gente rica e infeliz, que vive em depressão. Não preciso nem dizer que estamos cercados de gente que não tem tanto dinheiro assim e também é muito feliz, assim como gente que não tem tanto dinheiro e é infeliz.
 
Considerando que existem ricos felizes e infelizes; pobres felizes e infelizes, sinto-me à vontade em dizer que dinheiro e felicidade não são excludentes. Você pode escolher entre ser rico ou pobre; feliz ou infeliz.
 
Costumo brincar dizendo que, entre dinheiro e felicidade, prefiro ficar com os dois!
 
Obviamente cada um deve saber o seu limite de risco e cada pessoa tem uma visão diferenciada sobre o que é riqueza e o que é felicidade, acima de tudo, a combinação dessas duas coisas.
 
Em resposta à questão de dinheiro trazer a felicidade, minha visão é definitivamente que não. Dinheiro não traz felicidade, tampouco o dinheiro a compra , mas isso não quer dizer que eu não acredite que é possível ser rico e feliz.
 
Não só acredito como faço os maiores esforços para que isso seja uma realidade para todos os meus alunos, quando ensino as opções e técnicas de investimentos.

T. Harv. Eker, em seu livro “Secrets of the Milionaire Mind”, já traduzido para o português, “Segredos de uma Mente Milionária”, mostra, dentre tantas outras coisas, a diferença entre a forma de pensar do rico e do pobre, e em uma das passagens ele diz que o rico acha importante conhecer o mercado financeiro, já o pobre faz questão de não compreendê-lo.
 
Como é que alguém vai enriquecer sem multiplicar o seu dinheiro? Como é que alguém poderá ser feliz quando já se sente infeliz ?

Você quer ser rico e feliz? Mantenha o seu estado de espírito elevado e pense em começar a investir o seu dinheiro.


Eli Borochovicius tem mais de 15 anos de experiência em empresas financeiras no Brasil e prestou consultoria no exterior. É certificado e licenciado pelo “The Money Camp” para ministrar cursos de educação financeira para crianças, jovens e adultos e é Membro Orientador do INI - Instituto Nacional de Investidores. É Mestrando em Educação pela PUC-Campinas, MBA Executivo Internacional pela FGV, MBA em empreendedorismo pela Babson College/US,  Pós-Graduado em Política e Estratégia pela USP, formado em Comércio Exterior e Diplomado pela Escola Superior de Guerra.
boro@themoneycamp.com.br