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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Por que Meninos e Meninas Brincam com Brinquedos Diferentes?

Imagem cedida por cortesia de Gerianne M. Alexander
ao blog http://www.psychologytoday.com/blog/the-scientific-fundamentalist
Que meninos e meninas investem seu dinheiro de forma diferente, isso nós já sabemos; que meninas ainda investem menos dinheiro do que os meninos no mercado financeiro, mas quando investem são mais cautelosas do que os meninos, isso nós também já sabemos.

Estudos e pesquisas reforçam a questão biológica como fator provável para que meninos e meninas escolham brinquedos diferentes na hora de brincar e este mesmo estudo, através de uma leitura atenta, poderá ser útil e servir como referência para entender que se as meninas ainda não estão em grande número investindo em ações, pode ser simplesmente porque acreditem de forma inconsciente que essa brincadeira meio arriscada é "brincadeira" de menino.

No entanto, saiba que até grandes investidores - como o próprio Warren Buffett - são esteriotipados como "meninos que investem como se fossem uma garota". Mais um sinal de que há muito o que aprender e a compartilhar entre ambos os sexos.

Vida longa e próspera.


Por que Meninos e Meninas Brincam com Brinquedos Diferentes?

Por que garotas preferem Barbies e por que meninos preferem carros?
por Satoshi Kanazawa in The Scientific Fundamentalist

Tradução livre: Silvia Alambert

No mundo inteiro, meninos e meninas preferem brincar com tipos diferentes de brinquedos. Os meninos gostam tipicamente de brincar com carros e caminhões, enquanto as meninas dão preferências às bonecas. Por que isto? Uma explicação tradicional sociológica é que meninos e meninas são socializados e encorajados por seus pais e pela “sociedade” a brincarem com tipos diferentes de brinquedos. As evidências científicas crescentes sugerem, porém, que as preferências por brinquedos de “meninos” e “meninas” podem ter origem biológicas.”

Em 2002, Gerianne M. Alexander da Texas A&M University e Melissa Hines da City University de Londres paralisaram o mundo científico ao mostrar que os macacos vervet (macaco verde) mostravam as mesmas preferências típicas por brinquedos de “meninos” e “meninas”, como o ser humano. Em um estudo incrivelmente criativo, publicado em Evolução e Comportamento Humano, Alexander e Hines ofereceram dois brinquedos considerados tipicamente brinquedos de menino (uma bola e um carro de polícia), dois brinquedos considerados tipicamente como sendo brinquedos de menina (uma boneca de pano e uma panela) e dois brinquedos considerados neutros (um livro de pintura e um cachorro de pelúcia) a 44 macacos verdes machos e 44 macacos verdes fêmeas. Alexander e Hines, então, avaliaram as preferências dos macacos por cada brinquedo, medindo o tempo em que os macacos (machos e fêmeas) despendiam com cada brinquedo. Os dados demonstraram que os macacos verdes machos demonstravam um interesse muito mais significante pelos brinquedos masculinos, enquanto as fêmeas demonstravam o mesmo interesse significante, porém, pelos brinquedos femininos, mas ambos os sexos não tinham preferências quando se tratava dos brinquedos neutros.

O artigo de Alexander e  Hines contém uma linda foto (reproduzida aqui por cortesia de  Gerianne M. Alexander) de um macaco vervet fêmea realizando uma inspeção nas partes genitais da boneca, a fim de determinar se é um macho ou uma fêmea - como faria uma menina – e de um macaco vervet macho empurrando o carro de polícia para trás e para a frente – como faria um menino. Se as preferências das crianças por brinquedos foram amplamente formadas pela socialização com relação ao gênero, como clamam muitos sociólogos tradicionais, e sob os quais os pais dão brinquedos a elas “apropriados ao gênero” masculino e feminino, como é que estes macacos vervet tem as mesmas preferências como os meninos e meninas? Eles nunca foram socializados por humanos e eles nunca viram estes brinquedos antes em suas vidas. Ainda assim, não apenas os macacos vervet machos e fêmeas demonstraram idêntica preferência pelos brinquedos por conta do gênero masculino e feminino, mas também brincaram com estes brinquedos da mesma forma que os meninos e as meninas brincam.

Tão formidavelmente criativo e espetacular foi este estudo inicial promovido por  Alexander e Hines, ele é a única literatura científica por enquanto. Todas as novas descobertas científicas deverão ser replicadas para assegurar que estes “achados” são verdadeiros e podem ser generalizados. Bem, foram seis anos até que as descobertas tenham sido agora replicadas.

Em outro artigo científico da Hormones & Behaviour, Janice M. Hassett, Erin R. Siebert e Kim Wallen, da Emory University, o experimento das preferências por brinquedos masculinos ou femininos foi replicado, só que desta vez entre os macacos rhesus, uma outra espécie de primata. Este novo estudo mostra que quando são dadas as escolhas entre “brinquedos sobre rodas”, esteriotipados como sendo brinquedos típicos masculinos (tais como carroças, caminhão e carro) e brinquedos de pelúcia considerados tipicamente femininos (tais como o Ursinho Pooh, um coala de pelúcia ou mesmo uma boneca de pano, como Raggedy Ann), os macacos rhesus machos demonstram forte e significante preferência por brinquedos masculinos. Os macacos rhesus fêmeas demonstram preferência por brinquedos de meninas, mas a diferença em suas preferências não é estatisticamente significante.

Não sabemos ao certo o por que das preferências das diferentes espécies de primatas machos optarem por brinquedos sobre rodas ou outros veículos e o por que das  diferentes espécies de primatas fêmeas optarem por brinquedos de pelúcia ou outras bonecas (exceto pela vaga semelhança a bebês, os quais as fêmeas ao longo da evolução são designadas a cuidar). Portanto, torna-se menos e menos provável que a concepção de que a “socialização do gênero” seja a razão pela qual meninos e meninas tenham preferências diferentes por tipos de brinquedos e mais e mais provavelmente que esteja ligada a questões genéticas, hormonais e outros fatores biológicos pelo o que se observou nas diferenças dos sexos com relação às preferências pelos brinquedos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Filhos: a hora de começar a investir visando suas necessidades futuras

 

 
SÃO PAULO - Seu filho acabou de nascer, mas você já está preocupado com o futuro dele. Embora faltem muitos anos para começar as despesas mais pesadas, como os gastos com faculdade, cursos no exterior e a própria aquisição de um automóvel, o tempo deve ser visto como um aliado e os investimentos devem começar o mais cedo possível.

Para a educadora e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert, os pais já devem se preocupar, no sentido de dar início a um plano de investimento, ainda quando recebem a notícia da gravidez. Mas qual a melhor estratégia para esse acúmulo de capital, visando à realização dos sonhos e, sobretudo, dos estudos do seu filho?

Antes de mais nada, tenha em mente que o fator tempo será um elemento extremamente favorável. Serão 18 anos de investimento, aproximadamente. Para o presidente do Conselho de Administração do Ibef-SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo), Keyler Carvalho Rocha, um bom investimento para o longo prazo são as ações.

Mercado em baixa Se a criança nasceu neste ano, o momento é ainda mais interessante, porque o mercado financeiro vive um momento de baixa. “Em virtude da crise financeira internacional, o preço de boa parte das ações caiu muito e está barato”, avalia Rocha. Mas, se o investidor tiver receio de trabalhar com ações, justamente por conta das crises, o especialista explica que, no longo prazo, as crises não são tão importantes, pois o mercado segue para recuperação.

Ele cita, por exemplo, o caso das ações da Petrobras. Apesar das ações terem sofrido por conta das questões internacionais, a empresa continuou fazendo investimentos e, inclusive, fez um grande aumento de capital em 2010. “A empresa trabalha com um produto nobre, que é a gasolina, é diversificada e também o próprio governo garante que ela não irá ‘quebrar’ ”, pondera Rocha.
Essa lógica também é válida para outras organizações de capital aberto. Apesar da instabilidade externa, elas continuam fortes e realizando investimentos. “Apesar das quedas, as empresas continuam muito bem. A Vale e a Petrobras continuam dando lucros muito bons”, explica o presidente do Ibef-SP.

E os fundos... Assim, com essa crise passando, a expectativa é que as ações se valorizem, o que configura um bom investimento, sobretudo para o futuro. Mas, para aqueles investidores inseguros e que não têm muito conhecimento do mercado, vale a pena considerar fundos de índice, como o Ibovespa (BOVA11).
Os fundos de índices são aqueles que buscam obter o retorno de determinado índice e têm cotas negociadas na Bolsa. Ao escolher um ETF (Exchange Traded Funds – como são conhecidos os fundos de índices comercializados na bolsa de valores), o investidor aplica, ao mesmo tempo, em uma carteira de ações de diferentes companhias, o que remete a uma diversidade maior para o portfólio.
Mas o especialista alerta: é sempre importante fazer um planejamento e, apesar de ser um investimento visando a um retorno no longo prazo, é preciso ir acompanhando esses investimentos. “Quando subir muito, pare de comprar um pouco e foque nas aplicações de renda fixa”, sugere.

Diversificando os investimentos Diversificação é importante não só ao investir em ações, mas também nos investimentos como um todo. Visando ao futuro da criança, os pais podem aplicar tanto em renda fixa quanto em variável. No caso da renda fixa, ainda por conta do benefício tempo, o especialista recomenda títulos do Tesouro Direto.

Tesouro Direto nada mais é do que um programa de venda de títulos públicos a pessoas físicas, desenvolvido pelo Tesouro Nacional em parceria com a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia). É um investimento altamente seguro, pois se tratam de títulos da dívida do Governo. O investidor pode escolher títulos indexados à inflação e, quanto mais distante a data de resgate, terá uma taxa de juros maior.

Atualmente, é possível investir a partir de uma fração equivalente a 0,2 de um título público, o que significa um investimento mínimo de cerca de R$ 100. Entretanto, o Tesouro Nacional anunciou recentemente uma mudança nas regras e, a partir deste ano, será possível investir ainda menos – uma fração de 0,1 de um título público, com piso próximo a R$ 30.

O especialista cita, como exemplo, um título com vencimento em 2024, atrelado ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – atualmente em 5% ao ano) e que pague juros de 5% a.a.. Assim, o investidor pode ir fazendo pequenos aportes mensais, com retorno de 10% ao ano.

Previdência infantil : Uma modalidade específica para o futuro da criança é a previdência. Silvia explica que muitos bancos oferecem modalidade de previdência visando ao futuro, sobretudo aos estudos do filho. Essa opção é interessante para os pais que são avessos ao risco e que não podem fazer grandes aportes mensais.

Silvia explica que, embora os pais tenham o tempo como aliado nesse tipo de investimento, eles não devem demorar muito para iniciá-lo. “O maior erro é ficar postergando, pois, apesar de ser um longo tempo, os anos passam rápido e, quando você se da conta, já passaram 18 anos”, diz.

Outro fator importante é ter uma boa organização financeira. Se você é uma pessoa endividada e que não controla suas finanças, vai ser complicado dar continuidade a esse investimento. “Se eu não tiver um controle orçamentário presente, eu vou me perder no investimento do meu filho”.

Cada família deve avaliar suas finanças e encontrar um valor mensal que não comprometa suas contas. Como regra geral, 10% da renda para investimento já é um montante adequado. Vale inclusive, antes de começar os investimentos, calcular o valor aproximado que seria suficiente para suprir os principais gastos da criança no futuro. Com o valor em mãos, dilua pelo tempo que você terá, considerando os juros que os investimentos podem pagar.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Bambu Chinês e os Investimentos

Imagem: dreamstime


Eduque-se financeiramente antes de sair investindo seu dinheiro.
Conheça a si mesmo.
Conheça sua tolerância a riscos, seu perfil financeiro, suas crenças com relação ao dinheiro, suas expectativas diante de aplicações financeiras, seus sonhos pessoais, suas metas mensais, anuais, o seu mapa financeiro, taxas, impostos e outras incidências sobre os seus investimentos.

Exponha-se ao risco, mas exponha-se com segurança, de forma consciente, de modo a não ter que culpar o vento por ter levado suas folhas.

 Receber o conhecimento adequado para compreender qualquer tipo de investimento que você deseje operar, saber onde investir, quanto investir e, principalmente, conhecer o objetivo de seus investimentos, são fatores que lhe darão mais segurança para contratar o seu dinheiro para que ele trabalhe para você. Como aprendiz, você entenderá que para investimentos de médio e longo prazo, você tem que ter, no mínimo, a paciência e a persistência necessária bem como a flexibilidade da humildade para se curvar ao chão em algum tempo no caminho, tal qual o bambu chinês.

"Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas... uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros."

Vida longa e próspera.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Financiamento de Longo Prazo deve ser evitado

18/10/2011
Erica Martin

Do Diário do Grande ABC



Evitar o financiamento e o parcelamento das compras é impreterível neste momento, principalmente para quem não tem reservas financeiras. A sugestão é gastar apenas com o necessário para a manutenção do dia a dia, como moradia e alimentação. "O brasileiro precisa de muita prudência diante dos acontecimentos econômicos. Se o cenário fosse tão otimista, não encontraríamos, por exemplo, produtos mais caros nos supermercados ", conta a educadora financeira Silvia Alambert, de São Paulo.
 
Não é preciso se desesperar, mas usar o crédito consciente e formar uma poupança são atitudes essenciais para manter as finanças em ordem e enfrentar possíveis mudanças na economia. Se os juros aumentarem, por exemplo, quem contratou empréstimo comprometerá uma parcela maior do orçamento (que não estava prevista), para conseguir quitar o débito.

ECONOMIA - A economia mundial enfrenta problemas e o Brasil, assim como outros países que têm relação comercial com essa nações, é afetado. "Numa economia globalizada as consequências boas ou ruins sobram para todos", diz Silvia. Foi o que aconteceu com o Brasil.
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do Brasil, cresceu 7,5% em 2010. Para este ano, a situação é menos otimista. O último relatório do Banco Central mostra que a previsão de crescimento da economia, estimada em 4% para o fim de 2011, é agora de 3,5%.

"A crise na zona do Euro, a dívida dos Estados Unidos com os credores que compraram os papéis da dívida norte-americana, o aumento da inflação brasileira e ainda a queda do dólar (que voltou a subir), que afetou o setor industrial exportador são alguns exemplos do que emperrou o crescimento maior do País", explica Dalmir Ribeiro, diretor do departamento de indicadores sociais e econômicos da Prefeitura de Santo André.

A CRISE NA EUROPA - Muitas empresas do Grande ABC dependem da demanda externa para manter a evolução dos seus negócios. E, apesar da perspectiva positiva de que a crise na Europa será contornada, é preciso ficar de olho. "Se os países europeus não adotarem resoluções para solucionar a crise, teremos uma piora no quadro internacional e o reflexo será negativo para o Brasil e para a nossa região", conta o professor de Economia Francisco Funcia, da Universidade Municipal de São Caetano.