segunda-feira, 26 de março de 2012

Entre lebres, coelhos e ovos de Páscoa


“A diferença de preços entre o chocolate em barra e o ovo de Páscoa é o couvert artístico do coelho, que bota o ovo daquele tamanho sem amassar o chocolate.” (frase de Edgar Zinho retirada do FB)  
Lá vem a Páscoa novamente e com ela a “passarela dos Ovos de Páscoa” é montada com embalagens lindíssimas, brinquedinhos de toda ordem e com preços de tirar o fôlego até mesmo dos mais aficionados por chocolate.
Todo ano é a mesma coisa e não é hábito da maioria das famílias se planejar financeiramente para alguns eventos ao longo do ano e no caso da Páscoa não é diferente.
Presentear as pessoas com ovos cozidos decorados com desenhos e pinturas pode parecer estranho, presentear com chocolate em barra na Páscoa, parece que não tem graça, mas também não tem a menor graça se endividar para comprar ovos de Páscoa. 
O que fazer então?

A Páscoa é uma festividade que tem três significados: Páscoa Cristã (Ressureição de Cristo), Páscoa Judaica (celebra o fim da escravidão dos hebreus no Egito) e a Festividade Pagã (celebra a chegada da primavera, a aurora, a vida nova)
"De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa uma lebre, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida." (Fonte: wikipedia )
Como se vê, a intenção do ovo é boa, mas o propósito dele é que se emaranhou com outros interesses.

A nós, pais, resta a tarefa de explicar o verdadeiro significado da Páscoa aos nossos filhos. Caso contrário, eles somente entenderão que Páscoa é um dia para se ganhar ovos de chocolate.
egadinhas de coelho com farinha, "isso não tem preço". Na Páscoa chocolate tem que ser em formato de ovos mesmo.
Porém, às crianças maiores, deem-lhes a oportunidade de escolher, tomando este caso - ao acaso, para ver o que elas preferem: a) duas barras dessas e mais R$ 10 ou b) esse ovo? Se a escolha for pela primeira opção, além do seu filho/a ganhar o dobro de chocolate e mais R$ 10; de você economizar R$ 5, você terá, ainda, a satisfação de saber que essa doce lição de educação financeira adoçará as finanças de seus filhos para o resto de suas vidas. Isso não faz parte do nosso papel de pais? Boa Páscoa a todos! comprar ovos de todos os tamanhos, se torna uma daquelas coisas que não tem preço
Da tradição pascal ficou também a brincadeira de esconder os ovos para que sejam encontrados e, de qualquer forma, quem tem filhos ainda muito pequenos sabe o que é o prazer de comprar ovos de todos os tamanhos só para ver a alegria nos olhos dos pequeninos ao encontrarem os ovos. Realmente,  uma coisa gostosa e divertida de se ver. Para essas doces aventuras, procure os grandes distribuidores*. Eles sempre tem preços mais atraentes e opções para que o coelho não passe em branco.
Já quando os filhos crescem e sabem que o coelho da Páscoa não existe (sim, eles adoram declarar que descobriram o segredo do coelho!) é chegada a hora de conversar com eles, em algum tempo, sobre as escolhas que devemos realizar em alguns momentos e ao longo da vida e mostrar a eles que o valor em dinheiro de um único ovo de Páscoa pode render muito mais.
Daí para frente, compare juntamente com sua criança os preços entre um ovo de Páscoa e dois chocolates em barra, por exemplo, mostrando a ela que poderá ter muito mais chocolate, gastando menos dinheiro e ainda poderá aproveitar a economia gerada e continuar poupando para conquistar outros desejos em breve.

Lembre-se que não se trata apenas da questão do preço do ovo em si e se, ainda assim, a criança preferir o ovo, não é necessário criar uma situação por conta disso, mas apenas continuar seguindo com os ensinamentos para que ela entenda que  o resultado da  nossa vida futura, pessoal e financeira, é igual ao resultado da soma de nossas escolhas ao longo de nosso crescimento.  

Se a situação financeira estiver fortemente comprometida, o ideal é ser honesto e transparente: os muito pequenos não entendem muito bem a diferença entre ganhar um chocolate em um formato diferente em um dia especial ou em algum outro dia, já os maiores devem começar a entender que às vezes a mágica pode não acontecer, em virtude de outras realizações conquistadas pela família ou mesmo por uma situação financeira delicada naquele momento ( é o mesmo caso do filho que espera fazer 18 anos e receber um carro de presente: talvez o Banco do Papai não tenha se preparado com antecedência para a mágica acontecer...e??). Pode ser meio frustrante para a criança e constrangedor aos pais, mas todos superarão o momento.
Parcelar ovos de Páscoa em 3, 6 ou 8 vezes me parece ser bem mais constrangedor.

A educação financeira de crianças e jovens não se faz do dia para a noite e é um processo contínuo onde oportunidades como estas devem ser aproveitadas para a transmissão do conhecimento, pois da mesma forma que as pegadinhas foram descobertas, mais à frente,  as crianças compreenderão que os verdadeiros coelhos da Páscoa também foram bons orientadores financeiros e lhes presentearam com os ensinamentos necessários para que crescessem seguras e deixassem pegadas históricas na construção de suas finanças pessoais.


FELIZ RENASCIMENTO!

(*) Alguns sites e endereços de Distribuidores de doces e chocolates em SP e grande SP.

http://www.chocolandia.com.br/
http://www.manosdoces.com.br/
http://www.docesvaz.com.br/

Irmãos Tateno e Cia Av Jabaquara, 322 - Sao Paulo - SP - CEP 04046000 - Bairro: Mirandópolis - Tel.: (11) 2276-1344

segunda-feira, 19 de março de 2012

Você adora barcos ou adora a ideia do barco?

Intermarine 740 Full

Mais uma indicação de filme com mensagem de educação financeira. " Armações do Amor" (Failure to Launch, 2006. Romance, comédia.
Sinopse: Tripp (Matthew McConaughey) é um homem de 35 anos que ainda não deixou a casa dos pais. Desesperados, seus pais decidem contratar Paula (Sarah Jessica Parker), uma mulher bela e talentosa, para convencê-lo a sair de casa.

Daí já é bem previsível o que acontece: um filme sobre pais, amor, relacionamentos, família, filhos, mas o legal mesmo são as muitas mensagens sobre educação financeira ao longo do filme.

Só para intrigar:
" Adoro barcos."
" Não adora, não. Você adora a ideia do barco. Além do mais, ter um barco é desperdício de tempo, dinheiro e emoções. E, no final, vai partir seu coração."

Quem tem ou já teve um há de concordar que a ideia do barco é realmente fascinante: sensação de liberdade, aventura, descobertas de locais paradisíacos, lugares particulares, mas esse é um dos brinquedinhos que consomem muita grana, principalmente quando se leva em consideração o tempo em que o proprietário normalmente tem disponível (?) para poder aproveitar a brincadeira.

Ao investir seu dinheiro em "coisas" que te trazem mais dinheiro, você estará investindo em um ATIVO. Caso contrário, ou seja, se você investe seu dinheiro em "coisas" que perdem valor ao longo do tempo ou que fazem com que você tenha que colocar mais dinheiro do seu próprio bolso (renda ativa = você trabalhando por dinheiro) nelas, chuta porque é DÍVIDA!

Caso o desejo seja apenas o de curtir alguns bons momentos em alguns determinados períodos, considere a locação como uma opção, ao invés da compra e mesmo se o desejo for a compra, faça uma locação para você ter certeza de que o caminho é realmente a compra, converse com quem já tem ou teve um barco e avalie as vantagens e desvantagens.


Navegar é preciso, mas lançar-se em alto mar sem o devido conhecimento, certamente é querer correr o risco de se tornar um náufrago.

Lembre-se: Ativos te alimentam. Dívidas te engolem.

 
Ao seu sucesso financeiro.


sábado, 17 de março de 2012

Qual é a nota do seu boletim financeiro?

"A dívida — pública e privada — está aqui para ficar. Ela exerce um papel essencial no processo econômico... O que é necessário não é a abolição da dívida, mas um uso prudente e um gerenciamento inteligente."
E houve um tempo em que o sustento do homem vinha da terra. Faz tempo.
Hoje, parece que tudo o que o homem precisa é de alguns cartões de crédito ou do limite do cheque especial, de preferência com limites estratosféricos, a fim de prover suas necessidades e desejos.
E é incrível como os olhos das pessoas brilham quando elas pensam em cartões com crédito ilimitado para compras. Os olhos parecem aquelas caixas registradoras que não param de mostrar cifrões e, se fosse possível ver aqueles balõezinhos de histórias em quadrinhos, daria para ver claramente os objetos, sonhos de consumo, voando pelas suas mentes.
Juros sempre representarão o “aluguel” que você terá que pagar por tomar algum dinheiro emprestado e todos bem sabem (ou deveriam saber) que o “aluguel” a ser pago por essas modalidades de crédito são caras.
Portanto, se você escolher por parcelar suas compras...pronto, pode contar que os juros já estão lá embutidos nas suas parcelinhas e se você, por algum momento, se enrolar com suas contas e deixar de pagar uma única parcelinha ou pagar apenas parte dela... pronto, você será cobrado de novo com um outro “aluguel” inclusive sobre o “aluguel” que já estava embutido nas parcelinhas.  
Acontece, porém, que por mais que muitas pessoas já saibam sobre isso, existe um outro fator chamado “dissonância cognitiva” que faz com que as pessoas simplesmente apaguem a “parte chata” e só fiquem com a parte que lhes dá prazer: TER coisas.
Dissonância cognitiva é um termo da psicologia social que se refere ao conflito entre duas idéias, crenças ou opiniões incompatíveis. Como esse conflito geralmente é desconfortável, as pessoas procuram acrescentar "elementos de consonância" (que lhes seja favorável), mudar uma das crenças, ou as duas, para torna-las mais compatíveis. No caso do consumidor sedento por ter coisas imediatamente são aquelas vozes que falam no ouvido e tomam conta da mente enquanto a pessoa entra em uma loja, supermercado ou simplesmente olha uma vitrine: “ Não faça essa compra agora. Espere mais um pouco porque agora não dá”, mas a outra voz arruma algum motivo favorável (elemento de consonância) para que a pessoa convença a ela mesma que “Sim. Você pode comprar agora porque no mês que vem você pagará a última parcela de tal compra e poderá deixar de sair alguns dias, então, você PODE.”
Além do mais, a maioria das pessoas se esquece de que o valor do dinheiro delas enquanto as parcelinhas vão sendo pagas vai se tornando diferente do valor do dinheiro delas quando começaram a pagar as primeiras parcelas (sim, o valor do dinheiro no ano que vem é diferente do valor do dinheiro de hoje. Oops! Não te contaram?), então, estas pessoas só se preocupam com as coisas quando já estão acontecendo na frente de seu nariz e é só neste ponto que muitas delas se pegam jurando que nunca mais repetirão o erro, mas por não entenderem muito bem como é o mecanismo do negócio acabam fazendo o mesmo círculo de novo.
Por estes motivos listados acima, ou seja, a falta de educação e organização financeira, a dissonância cognitiva e a despreocupação sobre quanto aquilo que está comprando parcelado irá lhe custar no futuro, é que as pessoas se perdem com seus cartões de crédito, seus limites bancários e passam a se sentir pressionadas como se estivessem vivendo em um estilo de vida superior à sua realidade financeira, ou seja, passam a viver em um estilo de vida que não cabe em seus bolsos.
É importante lembrar que limite de cartão de crédito e limite de cheque especial não é dinheiro seu: você está tomando emprestado e prometendo que irá pagar no vencimento e se não honrar o pagamento ou pagar o mínimo, lembre-se que o “aluguel” é alto e poderá te dar dor de cabeça depois.
Além do mais, se uma pessoa está tomando dinheiro emprestado dos outros (administradoras, bancos) é porque ela não tem dinheiro para realizar aquela compra naquele momento. Se tivesse, pagaria à vista, com o SEU próprio dinheiro.
Será que não seria a hora de realizar um plano de economias e gastos?

Ao seu sucesso financeiro.


http://maalves-consumidor.blogspot.com.br/2012/03/paulistano-com-renda-acima-de-10.html

http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Economia&vCod=121475

sábado, 10 de março de 2012

5 Fatores que levam às dívidas



Conheça 5 fatores que levam às dívidas

Leia os motivos apontados por especialistas e evite cair na armadilha da falta de planejamento financeiro

Publicada em 05/03/2012 às 20:06 - São Paulo - Redação InfoMoney

Dívidas, dívidas e mais dívidas. As pendências financeiras mensais, como parcelas do cartão de crédito e pagamentos dos financiamentos, estão entre os principais problemas dos consumidores quando o assunto é orçamento. A grande questão é: por que as pessoas contraem tantas dívidas?

Dados da Confederação Nacional do Comércio mostram que, em fevereiro deste ano, de todos os endividados brasileiros, mais de 70% tinham dívidas no cartão de crédito e outros 20% tinham dívidas no carnê. Confira alguns motivos indicados por especialistas para se endividar:

1 - Razão versus emoção - os educadores explicam que a emoção é o principal problema que leva as pessoas a consumirem irresponsavelmente e, como consequência, acumularem mais e mais dívidas. “Na maioria das vezes, as decisões que tomamos são emocionais e não racionais. A gente usa a razão apenas depois, quando tentamos justificar o porquê de tomarmos tais decisões”, analisa Valter Police.

A lógica é simples: tomada pelo desejo de adquirir certo bem, boa parte dos consumidores simplesmente não espera até ter dinheiro suficiente e acaba parcelando no cartão, sem ponderar o quanto aquelas parcelas vão comprometer sua renda futura.

2 - Falta de planejamento - o problema se torna ainda mais grave sem planejamento financeiro, ou seja, sem ter claro tudo o que vai entrar e tudo que vai sair ao final do mês. A educadora financeira, Silvia Alambert, diz que esse processo deve se tornar um hábito.

“Num primeiro momento vai ser difícil mudar o comportamento em relação ao dinheiro, mas depois fica mais fácil”, avalia.

3 - A instabilidade futura – outro fator que colabora para o acúmulo de dívidas e decorre da falta de planejamento é a instabilidade futura. Se hoje você está empregado e a economia está aquecida, amanhã o País pode entrar em uma forte crise e você se juntar ao grupo dos desempregados.

Com um planejamento financeiro, o consumidor deve poupar para enfrentar momentos de crise, explica a educadora financeira. Além dos altos e baixos da economia, vários imprevistos podem acontecer, como um problema grave de saúde, um conserto mais caro do carro. São imprevistos que levam a pessoa a recorrer ao crédito mais caro, já que não possui reserva financeira própria para lidar com isso.

4 - Vivendo fora da realidade - outro fator que estimula dívidas é querer viver fora da sua realidade financeira. Isso acontece por diversos motivos. Jovens, por exemplo, ao estudarem em escolas em que o perfil médio é de uma classe social acima da deles, acabaram querendo se encaixar nesse perfil e vão afundando nas dívidas.

Na prática, ele vai tentar se igualar comprando produtos com o dinheiro que não tem, ou seja, parcelando. O problema é que isso se torna impossível de sustentar a longo prazo, explica o educador.

Adultos também têm esse tipo de comportamento, financiando carros com valores que não fazem parte da sua realidade financeira ou mesmo comprando imóveis acima do seu padrão de vida.

5 - Crédito fácil - se os consumidores só quisessem comprar, mas fossem limitados por conta da falta de crédito, a situação talvez não fosse tão preocupante. O problema é que bancos e instituições financeiras cada vez mais facilitam a concessão, oferecendo até opções pré-aprovadas com juros altos no cartão de crédito.

Toda essa facilidade em obter crédito, somada ao comportamento irresponsável e à falta de planejamento financeiro, inevitavelmente leva às dívidas.
      

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Somos seres em processo de evolução

Imagem: dreamstime

Como diz Sêneca em uma de suas cartas ao amigo Lucílio: " Não é sobre viver muito tempo, mas sobre viver bem durante o tempo em que vivermos."

Todos os dias aprendemos coisas novas de maneiras diferentes.
Aprendemos sobre nós e aprendemos sobre os outros.
A grande sacada é compreender o momento da aprendizagem dentro de uma situação e aproveitar o momento para refletir: " Opa. O que estou aprendendo com isso? Por que esta situação mexeu com o meu interior? Já vivi esta situação antes? De que outras formas posso conduzir uma determinada situação sem me desgatar tanto?"

Aprendendo cada vez mais, um pouco a cada dia, sobre nós mesmos e sobre as pessoas, aprendemos muito sobre paciência e tolerância: primeiro, sobre nós mesmos e , consequentemente, sobre os outros e as outras coisas da nossa vida.

É preciso saber viver.

Um brinde à sua evolução pessoal, profissional e financeira.

Abraços de um ser em processo de evolução para outro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz


Imagem: dreamstime

CATEDRAIS MODERNAS

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:...

"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!!

Frei Beto

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Bambu Chinês e os Investimentos

Imagem: dreamstime


Eduque-se financeiramente antes de sair investindo seu dinheiro.
Conheça a si mesmo.
Conheça sua tolerância a riscos, seu perfil financeiro, suas crenças com relação ao dinheiro, suas expectativas diante de aplicações financeiras, seus sonhos pessoais, suas metas mensais, anuais, o seu mapa financeiro, taxas, impostos e outras incidências sobre os seus investimentos.

Exponha-se ao risco, mas exponha-se com segurança, de forma consciente, de modo a não ter que culpar o vento por ter levado suas folhas.

 Receber o conhecimento adequado para compreender qualquer tipo de investimento que você deseje operar, saber onde investir, quanto investir e, principalmente, conhecer o objetivo de seus investimentos, são fatores que lhe darão mais segurança para contratar o seu dinheiro para que ele trabalhe para você. Como aprendiz, você entenderá que para investimentos de médio e longo prazo, você tem que ter, no mínimo, a paciência e a persistência necessária bem como a flexibilidade da humildade para se curvar ao chão em algum tempo no caminho, tal qual o bambu chinês.

"Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas... uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros."

Vida longa e próspera.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu amo liquidações.

No início do ano sempre procuram especialistas para falarem sobre como o consumidor deve se comportar diante das grandes liquidações que as grandes lojas apresentam pela televisão.
Quando vejo anúncios de “ Só até o próximo sábado” e aquele mundo de produtos sendo transportado por empilhadeiras que passam para lá e para cá atrás do anunciante, chego até a  ficar com a sensação de que “ a hora é agora!”.
Claro que todo o marketing foi feito para que eu sinta isso mesmo e faça uma conta rápida, levante do sofá, pegue a bolsa, confira se o cheque, cartão de débito e crédito estão lá (ah, sim, não se pode correr riscos nestas oportunidades únicas), entre no carro, no ônibus, no trem ou qualquer meio de transporte que me faça chegar até a primeira loja da rede mais próxima e saia de lá com coisas que talvez eu nem precise, mas “já que está barato, eu vou aproveitar e comprar.”
Muitas vezes, o ímpeto da compra é tão grande, que o consumidor nem sequer questiona se o preço à vista é o mesmo do parcelado. Ele simplesmente paga, porque acredita que já está barato. 
Há lojas que anunciam que o preço só é válido se o pagamento for à vista.
Tive um exemplo disto bem aqui em casa.
Anunciaram essas liquidações e noticiaram que uma panela de pressão custaria R$ 7,00!!!
Fiquei imaginando o erro de cálculo de quem quer que seja que tenha feito esta previsão de que as pessoas estariam alucinadamente comprando panelas de pressão no final de ano. O erro deve ter sido feio, a ponto da rede precisar vendê-las a R$ 7,00!!!! Qual é o preço de uma panela de pressão mesmo?
O fato é que uma funcionária passou a madrugada inteira na fila para comprar uma única panela de pressão e questionei-me: “ Será que ela ficou esperando este momento da vida para poder ter ou trocar a panela de pressão?”. Não. Ela passou a noite em claro, em uma fila, para comprar uma panela de pressão só porque estava barato mesmo.
Alguém já se deu conta de quanto tempo dura uma panela de pressão das boas? É capaz de ficar passando de geração a geração.
R$ 7,00 para ficar a noite inteira de plantão, trabalhar com sono no outro dia, sem nem precisar daquilo?? Claro que cada um que escolha o que quer fazer com sua própria vida, mas pensando friamente, quanto valeu de verdade essa panela de pressão? Realmente, isso é que eu chamo de auto depreciação.
No dicionário, encontramos o seguinte significado para a palavra Liquidação:
É um substantivo feminino e significa “ato ou efeito de liquidar. Operação que tem por fim o acerto de contas; pagamento; resgate: liquidação de dívida.
Venda de mercadorias a preços módicos, tendo em vista uma saída rápida.
Na Bolsa, normalização dos negócios mediante entrega de títulos adquiridos ou pagamento de diferenças.”
Então, pense: por que as lojas insistem que os preços anunciados só são válidos se você pagar à vista?
Agora, pense de novo: inflado pelo desejo de comprar porque você viu a possibilidade de comprar algo que você deseja (não exatamente necessita), quem liquidou a dívida e quem ficou com um buraco no orçamento, porque comprou por impulso?
Quem são as pessoas, então, que deveriam estar nestas liquidações de início do ano? Pessoas que se planejaram com seu dinheiro ao longo ou final do ano, para aproveitarem as oportunidades das liquidações exatamente nesta ocasião.
Lembre-se que o fato de um produto estar barato, isto não significa que você tenha que compra-lo.
Se eu gosto de liquidações? Eu amo liquidações, mas em primeiro lugar prefiro agradar a mim mesma liquidando as minhas próprias contas, ao invés de sair que nem um tatu ,"esburacando" o orçamento pessoal e acabando com o planejamento de realização de vida.
Seja feliz com o seu dinheiro e realize compras de forma consciente.
Paz e luz.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Somos Muito Mais do que Imagens

Busto do faraó Amen-hotep IV (Akhenaton) 

Amen-hotep IV(Akhenaton) foi um faraó idealista, que decidiu construir uma nova capital para o Egito e o fez em apenas 3 anos.

Além de realizador, acreditava que aparência não era nada e sempre pediu que ele e sua família fossem retratados de forma muito diferente da norma estética e representados fora dos padrões rígidos da cultura milenar da época, já que acreditava que somos muito mais do que imagens.
Por essas imagens distorcidas, e para alguns historiadores, chegou-se até a acreditar que a família real sofria de um tipo de síndrome; afirmação que foi jogada ao chão depois que exames de DNA foram realizados nas múmias.
Natural. O ser humano julga tudo sem nem ter nada comprovado ou saber da verdade por trás da história.
Aliás, e pelo que nos remete a história, este faraó não dava a mínima para julgamentos e, por isso, foi lá e fez o que se propôs a fazer, com determinação e coragem, porque não perdeu seu tempo dando importância ao que ele não considerava importante.
Este faraó parecia preocupar-se mais em fazer com que os co-cidadãos entendessem que o fato dele ser faraó ou de sua esposa Nefertiti ser a mais bela, isto não o colocava em uma posição diferente de ninguém. Tanto é que as pinturas encontradas retratavam o faraó e sua família em cenas cotidianas, com Nefertiti amamentando seus filhos ou a família brincando com as crianças.
Ao contrário, sendo faraó - e ainda que houvesse outros interesses – entendia que tinha que realizar mais e, portanto, tinha mais responsabilidades sobre si.
Toda esta informação para mostrar que há pessoas que se importam mais em fazer o que tem que ser feito a desperdiçarem seu tempo e energia pensando sobre o que outras pessoas vão pensar ao olharem para a sua imagem.
A preocupação em querer manter aparências não deveria estar na escala de prioridades das coisas da vida de uma pessoa.
Para quem olha de fora e se importa com esse tipo de coisa, ver uma pessoa que se veste deste ou daquele jeito, que tem isso ou aquilo, que frequenta esse ou aquele lugar pode parecer ser o máximo ( ou o mínimo): “ Você viu o carro?” ou “ Viu a marca da calça?” ou “ Viu onde mora?”.
Para a pessoa que está sendo julgada isso só tem dois significados: ela não compactua com esse tipo de culto a aparência, porque isso só diz respeito a ela mesma, ao que ela é, faz e tem (e só ela sabe como) ou ela está em tremendo apuro, se esforçando muito para tentar manter uma imagem daquilo que ela quer que os outros pensem que ela é, ou seja, julgamentos desta ordem não significam nada porque não agregam nada nem para quem julga e nem para quem é julgado.
Em uma sociedade que sobrepõe o TER ao SER, inconscientemente e temerosas de parecerem ser menos, pessoas andam desperdiçando seu tempo, energia e, consequentemente, empregando seus recursos financeiros em coisas que perdem seu valor ao longo do tempo, ao contrário daqueles que preferem realizar coisas que consideram realmente importantes para perdurar por gerações dentro de suas famílias e impactar seu meio com atitudes realmente grandiosas.

“O que você tem, todo mundo pode ter, mas o que você é ninguém pode ser.”
 - Clarice Lispector

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mude Tudo o que Te Incomoda

Imagem de propriedade da The Money Camp Brasil. 2012
Todos os direitos reservados.
Ao deixarmos nossa zona de conforto e partirmos em busca de novas possibilidades para a nossa vida, abrimos nossa mente para uma terceira visão, isto é, passamos a enxergar coisas que pareciam só serem vistas pelo outros.
Ao abrirmos esta visão, transformamo-nos, experimentamos um novo jeito de ser e de olhar as coisas, as pessoas, o mundo, transformamos nossa natureza e começamos a verdadeira jornada da nossa vida. 
Presenteie-se abandonando velhos hábitos, julgamentos e crenças que talvez já estejam ultrapassados dentro do novo modelo de vida que você quer viver.
Acredite. Mudar é possível e só depende de VOCÊ!

A Fábula do Escorpião e da Tartaruga 
Um escorpião chegou à beira de um rio e vendo uma tartaruga na água perto de onde se encontrava, disse:
- Tartaruga, tu me transportarias sobre teu casco para que eu possa atravessar para a outra margem?
- Escorpião, isso não me custaria nada, mas como posso ter certeza de que não me irás matar com teu veneno? Todos sabem como picas quem quer que se coloque ao alcance do teu ferrão.
- Ora, mas como eu poderia fazer isso? Se eu te picar, e vires a morrer, eu afundo e também morrerei afogado.

A tartaruga achou que o argumento fazia sentido. Mandou que o escorpião se acomodasse sobre seu casco e iniciou a travessia. Mas antes de chegar ao meio do rio sentiu o mortal ferrão cravando em seu pescoço.

- Escorpião! – falou, já desfalecendo – por que fizeste isso? Em poucos segundos afundarei levando-te junto. Como poderás livrar-te do destino que tu mesmo traçaste?
- Desculpe, Tartaruga – disse o Escorpião, já sendo coberto pela água e sabendo-se também afogado dali a instantes – Mas não consigo me conter: é a minha natureza.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vida Inteligente é saber viver com sabedoria


Imagem: The Money Camp Brasil
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"Separar dinheiro em potes nada mais é do que dar as instruções ao seu dinheiro, sugerindo a ele mensalmente a quantia máxima permitida para cada caminho por onde ele seguirá. Assim, sempre haverá dinheiro para suprir todas as necessidades e ainda realizar desejos e construir sonhos reais."

Nesta entrevista, demonstro como um cartão pré pago específico para somente um tipo de despesa pode servir como uma ferramenta para implantar a educação financeira, ou seja, nele poderá estar uma quantia ÚNICA que você destina mensalmente para promover a sua diversão. Afinal, diversão mesmo é poder usar o dinheiro sem medo de que ele acabe antes do final do mês, se irá faltar para o pote da sobrevivência ou se será preciso entrar na roda gigante dos juros do limite do cheque especial ou do cartão de crédito.

Aproveite as coisas boas da vida. Vida inteligente é saber viver com sabedoria.

Peela oferece descontos na internet e poderá ser recarregado também no varejo offline. Ingressos de cinema estarão disponíveis até o final do mês, diz sócio

Luciane Macedo _247 - Com um conceito inovador e um nome que remete a uma gíria para dinheiro, chega ao mercado o Peela, o primeiro cartão pré-pago e híbrido direcionado exclusivamente ao consumo de lazer, diversão, cultura e entretenimento. Disponível em conta virtual na internet e, em breve, também em cartão físico, o Peela oferece descontos exclusivos e amplia o acesso à indústria da diversão e cultura para quem não tem cartões ou conta em banco, aliando facilidade de compra e educação financeira, já que o pré-pago também proporciona o controle de gastos. O Peela torna-se uma opção interessante para quem procura um modo de inserção no mundo das compras pela internet e do entretenimento com descontos, mas também para quem quer planejar melhor os gastos -- especialmente pais que "se perdem" com as despesas mensais dos filhos.
O cartão é recarregável pela internet e, em breve, será possível fazê-lo também no varejo offline. A rede credenciada que aceita o Peela vem sendo agregada, à medida que novas parcerias são concluídas, à loja virtual Peela Shop. A expectativa dos criadores do pré-pago da diversão é inaugurar um mercado ainda pouco conhecido no Brasil, mas que faz sucesso nos Estados Unidos e na Europa: o de gift card diferenciado, ou seja, um cartão que pode ser utilizado continuamente pelo portador, em diversas lojas dentro de um nicho de mercado, indo além do conceito tradicional, em que troca-se um valor por presentes em uma única loja.
"Lançamos em outubro de 2011 e já temos quase 50 parceiros em processo de integração com o cartão", diz Eduardo Almeida, sócio-fundador e diretor de marketing do Peela. "Há uma lista de categorias de produtos que vamos preencher, mas começamos pelos digitais, cuja integração era mais fácil", assinala o idealizador. "Já fechamos parcerias para oferecer ingressos para shows, parques e passeios, e esperamos integrar ingressos de cinema ao Peela até o final do mês". Os produtos oferecidos na Peela Shop também incluem cursos, entre eles de gastronomia e fotografia, e descontos exclusivos só para quem tem Peela.
Para começar a usar o pré-pago, basta criar um cadastro no site do Peela e carregar a conta virtual com cartões de crédito, débito ou boleto bancário. Depois, é só acessar a Peela Shop e iniciar as compras. Quem tiver o cartão físico do Peela, que chegará ao varejo em breve, poderá carregá-lo com os meios aceitos no ponto de venda (dinheiro e cartões) e depois aproveitar as ofertas na loja virtual.
Para distribuir o Peela em pontos de venda em todo o Brasil, a startup fechou uma parceria com a empresa americana Incomm, líder mundial em pré-pagos no varejo. "Neste primeiro momento do Peela, estamos concluindo as parcerias nas diversas áreas do entretenimento. Na segunda fase, vem a entrada do Peela nas lojas físicas do varejo", explica Almeida. "As pessoas vão poder adquirir o cartão em livrarias, supermercados e farmácias, entre outros pontos de venda". Também está nos planos do empresário expandir o público-alvo do Peela ao mundo corporativo: "Queremos que as empresas usem o Peela em suas ações promocionais ou como uma maneira de oferecer um crédito em diversão para os funcionários".
Um jeito divertido de aprender
Os sócios do Peela também investiram no potencial do pré-pago como uma forma de não gastar além do planejado com entretenimento -- o que é fácil principalmente em época de férias --, e criaram um mascote para incentivar crianças e adolescentes a aprender a lidar melhor com seu dinheiro sem deixar de se divertir e consumir online.
Chamado de Pupilo, o porquinho-mascote em forma de cofrinho foi concebido para ser um herói financeiro. "Criamos o Pupilo para levar inclusão, educação e responsabilidade financeira para a garotada de uma forma descontraída e divertida", comenta Almeida. "Acreditamos na forma lúdica de falar sobre dinheiro com as crianças, e o que a gente quer é promover uma cultura de felicidade e diversão com responsabilidade no uso do dinheiro".
Para a educadora financeira Silvia Alambert, diretora-executiva do Money Camp no Brasil, ter um "pote do lazer" no orçamento mensal é uma boa maneira de não extrapolar os gastos sem deixar de se divertir. "Deveríamos saber dividir o dinheiro para fazer tudo o que queremos e precisamos sem que ele nunca falte", comenta. "É comum as pessoas colocarem o que seria destinado ao lazer em uma categoria mais genérica de gastos, sem separar no orçamento", diz a educadora. "Depois, gastam tudo no shopping com roupas e outros produtos e ficam com a impressão que o dinheiro não deu". Para Silvia, o pré-pago da diversão traz uma proposta interessante para separar esse dinheiro de lazer e direcioná-lo ao destino certo, sem desvios que possam desequilibrar as contas no final do mês.
Outro atrativo, avalia a educadora, é a possibilidade de integrar o Peela à mesada dos filhos. "Com um pré-pago só para o lazer e uma quantia já separada, os pais podem ajudar os filhos a planejarem melhor seus gastos", orienta Silvia. "Se já sabem quanto terão para o lazer do mês, os filhos também podem dividir suas despesas com mais clareza", assinala. "Já vão saber quanto vai sobrar da mesada para comprar uma roupa ou tomar um lanche com a galera".
Para Silvia, a segurança e a facilidade de uso do Peela também podem ser bons aliados, já que não é necessário saber usar um cartão de crédito para concluir as compras na Peela Shop: ao acessar uma oferta, a loja redireciona para o site original do produto, mas a compra é paga com o Peela. Mas é preciso supervisão dos pais com os mais novos, já que as categorias de compras incluem passeios turísticos. O site do pré-pago mostra um extrato da conta, com tudo o que foi gasto e as transações efetuadas.
 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em 2012, eu vou...

Arquivo pessoal
"Nunca lhe dão um desejo sem também lhe darem o poder de realizá-lo. Você pode ter de trabalhar por ele, porém." ~ Richard Bach
 Ninguém é tão ocupado que não consiga tirar um tempo para se sentar e trocar uma ideia com sua família sobre as conquistas ou derrotas sobre o ano que se vai.





Ninguém é tão ocupado a ponto de não poder tirar um tempo para refletir, pensar, sonhar e planejar junto com sua família sobre onde vão querer estar a esta mesma hora no próximo ano e sobre quais conquistas irão celebrar.

Esta semana é uma boa semana para desacelerar e começar a projetar o futuro. Estamos falando de curto prazo, inclusive: um único ano.

Use esta semana para repor suas energias de forma produtiva - e isto significa não temer olhar para trás, mas sim aproveitar as lições e compartilhá-lhas com as pessoas que você escolheu para construir a sua vida - promovendo a abertura de um canal de comunicação, para que todos estejam certos de que juntos vocês são mais fortes e construirão muito mais ao longo do próximo ano, de forma harmoniosa e tranquila, sem desgastes emocionais, sem stress, já que todos estarão juntos na mesma intenção e direção.

Esteja certo que ao realizar isto desta forma você impactará positivamente a vida da família ao longo dos próximos 366 dias (ganharemos um dia a mais em 2012!)

Lembre-se, porém, que é preciso que todos estejam engajados na missão da construção de um futuro próspero para todos.

Se somos hoje a sexta economia mundial é porque você também trabalhou para que isto acontecesse. Talvez você não tenha noção sobre como é que você fez parte disso ou mesmo nem se importe, mas esteja certo que o que você faz da sua vida tem um impacto direto sobre a vida de todos nós.

Por isso, para continuarmos no caminho do crescimento e da prosperidade, temos que cuidar para que cada um cresça e prospere, a fim de que TODOS cresçam e prosperem e nossa lição de casa começa, exatamente, dentro de nosso lar.

Então, aproveite este momento valioso e cuide para que as suas promessas da virada de ano se concretizem de forma harmoniosa por aí porque, daqui, estamos cuidando para que também continuemos em nosso crescimento contínuo.

Acredite. Realize. Receba.

Um 2012 simplesmente maravilhoso para todos nós.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cada fim é a semente de um novo começo

Imagem: dreamstime
Mais um ano vai chegando ao fim e veja quanta coisa você realizou em 2011. Ufa! Estou certa que não foi pouco.

A cada Natal que se aproxima e a cada Ano que se vai, somos tendenciosos a olhar pouco pelo o que construímos ao longo do ano que parte e já começamos a pensar nas promessas para o próximo ano.

Pense e responda: você conseguiu realizar suas promessas do ano passado ou nem se lembra do que havia prometido a si próprio? 

Então, você está se desviando de seus sonhos? Por que? Talvez, por que esteja na correria do dia a dia? 

Aliás, o grande motivo do estresse nas pessoas vem da própria ignorância em acreditar que tudo é um caso de emergência e isto inclui a própria vida.

Ao entrar neste ritmo, você talvez nem perceba quanta coisa você realizou em 365 dias. De forma acertada ou não, isto não importa agora. O que importa é que se você não parar agora para ver tudo o que realizou, como foi que conseguiu (ou não) realiza-las, você muito provavelmente continuará seguindo com sua vida sem aprender: nem pelos acertos e nem pelos erros cometidos.

Dar-se um tempo e olhar para o seu passado recente é uma forma de aprender sobre si mesmo, de se auto avaliar para assim poder desenhar o seu presente e projetar o seu futuro.

É importante que você se lembre que seu passado, seu presente e seu futuro estão interligados.

O que você tem aprendido ao longo da jornada da sua vida? Em qual nível sua vida está agora? Do jeito que você havia prometido a si mesmo na passagem do ano passado? Você traçou algum plano e o seguiu para construir seus sonhos ou está construindo “do jeito que der”? Você deu a devida importância ao que deveria ser dada a devida importância ou desviou-se no meio do caminho?

Responda a si mesmo estas perguntas simples e conseguirá enxergar a forma como está construindo seu futuro e, assim, você poderá entender porque a sua vida está exatamente onde ela está hoje e – vou além - se continuar realizando dessa mesma forma, será desse mesmo jeito que encontrará o seu futuro.

Cada fim é a semente de um novo começo e, por isso, é importante que você pare de vez em quando para dar uma “espiadinha” no que você está construindo para si próprio. Consulte a “planta” inicial e veja se você se desviou do plano original. Se sim, pergunte-se “Por que?”. Corrija o erro e continue firme em seu propósito.

É preciso que você esteja certo do resultado que quer ver no final.

Se você julga que pode melhorar sua vida em vários aspectos, então, melhore. Não fique cheio de planos na cabeça para a virada do ano. Coloque-se em movimento agora.

Crie sua lista de realizações para 2012, descreva quais ferramentas você irá precisar para concretizar seus sonhos, faça o seu planejamento e coloque-se onde desejará estar daqui a um ano, mas comece hoje!

Não lance sua nova semente ao vento. Plante-a em seu jardim e cuide bem dela, pelo seu bem estar.

À nossa prosperidade.

Um brinde ao promissor 2012.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

"Cruz credo, pé de pato, mangalô 3 vezes!"

Imagem: dreamstime
Quem é funcionário em empresa, sabe muito bem - ou deveria saber - que estar empregado não é sinônimo de segurança ou estabilidade financeira. 
Há muitas pessoas que acreditam que estar empregado é ter assinado um contrato com cláusula "ad eternum" e se pegam surpresas quando demissões acontecem.

Lembre-se que tudo no Universo está em movimento e que tudo é cíclico.

Estabilidade financeira é você quem deve criar para a sua vida, porque demissões podem acontecer em períodos instáveis.
Você, cuidando de sua própria estabilidade financeira enquanto estiver empregado, se sentirá mais seguro caso ocorrências como essas venham a acontecer, já que terá condições de pensar com mais tranquilidade sobre os caminhos que dará à sua vida.

De qualquer forma, vale a pena logo colocar-se em movimento, pois para tudo o que é negativo, há sempre algo positivo logo à frente.
Vá lá e faça acontecer.
O único responsável pela sua vida é VOCÊ.

À sua prosperidade. 


Perder o emprego nunca é uma situação fácil, e pode ser ainda mais complicado se a fatalidade ocorrer às vésperas do ano novo. Crises como essa pode resultar em cancelamento de viagens tão esperadas, compras de Natal e uma bela ceia.

Mas saiba que com alguns cuidados as coisas podem começar melhores no próximo ano.

A primeira coisa que se passa na cabeça de quem ficou desempregada no fim de ano é a preocupação em conseguir se recolocar no mercado de trabalho e tenta alcançar este objetivo antes que o próximo ano recomece. Silvia Alambert, educadora financeira, afirma que quando uma pessoa é demitida costuma ter uma sensação de angústia e preocupação de como vai ser. "Neste momento é importante ter planejamento para o novo momento", diz.

A educadora financeira garante que é preciso se preparar para a recolocação no mercado. "Não espere para procurar outro emprego, já comece a procurar. É bem mais fácil quando a coisa está fresca, quando acabou de acontecer. O mercado não perdoa quem está há muito tempo fora de atividade", ressalta Silvia.

A internet é um ótimo meio de fazer contato e divulgar que está em busca de nova possibilidade. Principalmente as mídias sociais têm este poder. Para a consultora isto não basta: "Tenha em mente a empresa em que você pode estar se recolocando. É bom fazer contato pessoal, não só online. Experimente ir até o local que deseja trabalhar e exponha seu interesse."

Quando for fazer uma entrevista de emprego, é interessante não mentir sobre a demissão. "Não esconda que foi demitido, toda forma de responsabilidade é valida, nisto está incluso a sinceridade, principalmente se não foi por justa causa. Demissão é natural", diz Silvia.

Ter que lidar com desemprego às vésperas das festas natalinas não é fácil e, para ajudar, a educadora financeira tem algumas dicas: "A primeira coisa a se fazer é conter gastos desnecessários e pagar dividas. Em segundo lugar é abrir a situação para a família, assumam juntos a responsabilidade deste momento. Não deixe para contar quando tudo estourou."

"Se havia programado uma super viagem é preciso que se avalie. Não cometa exageros senão irá começar o ano novo cheia de dívidas", alerta Silvia Alambert. Você terá que aceitar que regalias de final de ano não serão para você, pelo menos não este ano.

Por Bianca de Souza (MBPress)