domingo, 26 de agosto de 2012

Prosperidade é uma questão de educação


Pelo dicionário, a palavra "Prosperar" tem o seguinte significado: melhorar de condição, progredir. Ir em aumento, crescer, desenvolver-se. Enriquecer.

Há quem acredite que prosperar signifique apenas ter acesso a mais dinheiro para poder consumir mais, mas "prosperar", na verdade, tem um significado muito mais profundo: pessoas prósperas são pessoas que entendem que para poder gastar mais, precisam aprender a colocar o próprio dinheiro a serviço delas, ou seja, investindo-o e usando-o de forma consciente. Indo além, pessoas prósperas não investem seu dinheiro somente para poder comprar e manter as coisas materiais adquiridas, mas investem em seu próprio desenvolvimento pessoal e, assim, prosperam mais e mais. 

Pense. Ao melhorar sua condição financeira, uma única pessoa é capaz de melhorar tudo à sua volta: ela melhora a condição financeira do comércio local onde consome, já que coloca mais dinheiro para circular; ela amplia seu crescimento pessoal, seja convivendo por entre pessoas mais sábias e cultas do que ela própria, seja investindo em sua própria educação, através de cursos e, por conta destes novos conhecimentos, passa a transmiti-los a outras pessoas; melhora a sua saúde, pois passa a ter acesso a produtos e serviços até então inacessíveis, entre outras tantas iniciativas que surgem a partir das novas oportunidades.

Por isso, não existe pecado algum em querer ser próspero, pois quando uma pessoa prospera, ela leva muitas outras pessoas a prosperarem também.

Aprenda a gerir seus recursos e prospere.

Vida longa e próspera a todos nós. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Zona de conforto Vs zona de dinheiro

Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso?
Um dia, parou na porta de sua humilde casa um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares.
Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.
Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. E qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: "O segredo do tesouro de Bresa." Que tesouro seria esse? Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou: "O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo."
Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro. Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus.
Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.
Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.
Continuando a ler o livro, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.
Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.
Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.
Graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo.
No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.
Certa vez, então, teve a oportunidade de questionar um venerado sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:
- O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa "saber"...
À medida que deixamos e expandimos nossa zona de conforto, expandimos também a nossa zona de dinheiro.
Através do estudo pode o homem conquistar tesouros inimagináveis.
O tesouro de Bresa é o saber que qualquer homem esforçado pode alcançar por meio dos bons livros que possibilitam "tesouros encantados" àqueles que se dedicam a estudar com amor e tenacidade.

" O Tesouro de Bresa" (Os melhores contos, de Malba Tahan)
Fonte:www.metaforas.com.br/metaforas/metaf20050129.asp

domingo, 29 de julho de 2012

Faça do dia de hoje uma grande aprendizagem para a vida


Texto de Philip Tirone ( criador de 7 Steps to a 720 Credit Score)
Tradução livre por Silvia Alambert (fundadora do programa The Money Camp no Brasil)


Imagem de propriedade da The Money Camp Brasil.
Todos os direitos reservados. 2012.

Eu sempre falo sobre ser um homem de família, mas há alguns meses eu fui colocado à prova.

Eu participei de uma conferência e o palestrante (Warren Rustland) disse que se a cultura familiar de uma pessoa é mediana, tudo a sua volta é mediano (escola, vizinhança, igreja, etc) e, assim, as crianças poderiam aprender mais com a cultura familiar de outras crianças do que a sua própria cultura familiar.

Isto faz muito sentido….Se sua cultura familiar não é forte, seus filhos serão pressionados por seus pares, treinadores e professores  e acabará que adotarão valores diferentes aos da família.

Um segundo palestrante (Greg Baer) disse, então, que  o  tempo em que uma família se dedica a educar os seus filhos será diretamente proporcional ao seu sucesso e felicidade.

Foi como ser atingido por um raio.

Veja só, eu percebi que eu estava investindo mais tempo tentando construir a cultura da minha empresa do que tentando construir a cultura da minha família.

Então, há nove semanas atrás, minha esposa e eu implementamos o “encontro diário da família”, o qual nós iremos dar continuidade enquanto as crianças morarem em casa.

Lily e eu queremos criar uma forte ligação com nossos filhos e queremos que tenham uma forte relação com seus irmãos.

Ao considerar, então, a estrutura dos nossos encontros familiares, minha esposa e eu consideramos responder a esta pergunta: Quais os valores que nós queremos incutir em nossa família?

1) Iniciamos com uma oração.

2) Cada um conta aos outros membros da família sobre as coisas às quais estão animados em realizar. (Meu filho de 3 anos está animado com seu brinquedo  de atirar balões de água – todos os dias!)

3) Então, revisamos o dia e o que acontecerá ao longo do dia – Papai virá almoçar em casa; Vovó levará as crianças ao zoológico... esse tipo de coisa.

4) Depois, conversamos sobre um valor (moral ou social) do dia.

É importante observar que deixamos as crianças escolherem sobre quais valores elas querem conversar. Nós queremos que as crianças saibam que suas opiniões são importantes e que sintam-se respeitadas, então, nós damos a elas escolhas e seguimos seu exemplo.

Nós abordamos tudo – desde o compartilhar até sobre boa gestão das finanças.

Nossos filhos são novos ( o mais velho tem 5 anos), então as lições são orientadas para a idade deles.

Por exemplo, compramos um “porquinho” que tem 4 cavidades, ao invés de uma apenas. Estas 4 cavidades representam o que nós desejamos que nossos filhos aprendam e façam com seu dinheiro: poupar, doar, investir e gastar.

Conforme eles cresçam, nós partiremos destas lições para conversas sobre crédito, ferramentas de investimento e formas de poupança.

Independentemente disso, estamos investindo cada dia na construção de uma cultura que permita que os nossos filhos prosperem.

O que você acha? Como você ensina os seus filhos sobre os valores que julga importantes e quais ferramentas lhes oferece para desenvolverem suas habilidades? Eu adoraria saber o que você está fazendo. Além disso, partilhe conosco sobre como você ensina seus filhos sobre finanças, a fim de que eles possam aprender com e através das experiências e erros de seus pais. Compartilhe seus pensamentos aqui ...

Faça do dia de hoje um grande dia.

Paz.

P.S. Durante as primeiras 4 ou cinco semanas, nós nos esforçamos muito no compromisso de manter as reuniões familiares diárias. Houve um dia em que eu já ia saindo de casa sem fazer a reunião, quando meu filho mais novo, Lucas, veio correndo para me lembrar:

"Papai, papai!", ele disse. " Reunião familiar?"

Naquele momento, percebi que estas reuniões são uma mudança no jogo.
Informe-me também se vocês tiverem alguma ideia para fortalecer as reuniões de família!

sábado, 21 de julho de 2012

Quer jogar?

Planejar também significa projetar, arquitetar, construir,edificar, idealizar, empreender, experimentar, propor, pretender.
O oposto significa improvisar.

Por que a maioria das pessoas prefere improvisar a ter que planejar para atingir os objetivos de vida?

A resposta talvez esteja no sentimento de que planejar sem ter um objetivo claro e uma sequencia de ações para alcançar o objetivo proposto leva muitas pessoas a desistirem de planejar, antes mesmo de iniciar algum tipo de planejamento.

Planejar com o sentimento de querer alcançar vários objetivos ao mesmo tempo, sem uma sequencia de ações, também faz com que as pessoas se percam na hora de realizar o planejamento: algumas iniciam, se perdem no caminho e perdem a vontade de continuar no jogo. 

Se compararmos esta realidade aos games, observamos que ao jogar as pessoas se sentem mais confortáveis e dispostas a produzir resultados positivos, exatamente porque existem regras claras e uma sequencia de ações para que o objetivo seja alcançado. Como não existem dúvidas sobre onde se pretende chegar e conhecendo cada passo para chegar ao objetivo, a sensação é o reconhecimento de que algo será realizado e isso nos deixa prontos para participar do desafio.

Nos games, ainda que nos deparemos com a dificuldade de passar para uma próxima fase em virtude de termos falhado em algum ponto, não há o desejo de desistir, mas em tentar novamente, já que há o conhecimento das regras e o sentimento de fazer parte de uma missão coloca-nos em marcha, exatamente por não aceitarmos a "não recompensa" do final; em um planejamento na vida real, se algo falhar no caminho, muitos são os que simplesmente desistem e não querem mais jogar. Isso porque normalmente iniciam o jogo do planejamento sem objetivos claros ou com muitos objetivos a serem alcançados ao mesmo tempo, o que acaba por trazer o sentimento de ausência de estar em uma missão e sem uma sequencia de ações conhecidas para retomar o jogo, torna-se natural a vontade de parar de jogar.

Por isso, educar-se financeiramente é importante para que se entenda o passo a passo para a próxima jogada, para o estabelecimento de regras pessoais e o sequenciamento das ações para a conquista dos objetivos. Lembrando sempre que cada um tem sua própria estratégia de jogo e, por isso, um jeito singular de jogar. 

Ao compararmos a educação financeira a um game, podemos afimar, então, que aquela se apresenta como uma necessidade de melhoria contínua de cada passo do planejamento: quanto mais se aprende mais se avança em uma fase, maior o desejo de melhorar o tempo da jogada na próxima fase, para logo alcançar um objetivo e depois outro e outro e a cada fase conquistada, obter aquela sensação de prazer e orgulho. EU CONSEGUI!

Todos podem vencer no Jogo do Dinheiro, basta escolher querer vencer.

Ao seu sucesso financeiro.

Se quiser mais informações sobre como implantar The Money Game™ em sua escola ou empresa contate-nos através do email: info@themoneycamp.com.br

The Money Game™ e sua logomarca é marca registrada ou marca de serviço registrada de propriedade de Creative Wealth Intl, LLC e comercializado no Brasil exclusivamente pela The Money Camp™ (www.themoneycamp.com.br)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Como Domar a Inflação de Férias


Imagem: Shutterstock

EM CASA OU EM VIAGEM, MAIOR DEMANDA DOS FILHOS 

POR GULOSEIMAS E RECREAÇÃO CONSOME 12% DO ORÇAMENTO 

NO PERÍODO FORA DA ROTINA ESCOLAR

Luciane Macedo _247 - As férias escolares consomem cerca de 12% do orçamento familiar durante o mês de julho, quando crianças e adolescentes gastam mais com lanches e guloseimas, lazer e recreação. O desafio de manter as contas no azul fica ainda mais difícil, pois os pais precisam separar uma parcela maior de seus rendimentos para atender as demandas dos filhos e ainda domar a inflação de férias, seja dentro de casa ou em viagem.
A maioria dos itens mais consumidos na cesta de férias, do sorvete ao ingresso de cinema, subiu acima da inflação, mostra pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. E o golpe no bolso é ainda maior para quem escolheu viajar, pois os preços dos hotéis foram os que mais aumentaram, nos últimos 12 meses, entre 23 itens de uma cesta de férias elaborada pelo economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV.
A lista da inflação de férias foi dividida em dois grupos: alimentos e serviços (veja abaixo). Em ambos os casos, houve aumento acima da inflação medida pelo IPC/FGV nos últimos 12 meses, até junho de 2012, que foi de 5,37%.
Entre os alimentos, os que registraram as maiores altas de preços foram refrigerantes e água mineral (9,36%), batata frita (8,13%) e sorvetes e picolés (8,10%). Entre os serviços, hotéis (11,72%), clubes de recreação (8,34%) e cinema (8,18%) estão no topo da lista dos que mais encareceram nos últimos 12 meses.
Mas se não dá para escapar da demanda dos filhos, o jeito é diversificar as opções para não cair sempre nos gastos mais salgados, recomenda a educadora financeira Silvia Alambert, diretora-executiva do Money Camp no Brasil e que estreia, em agosto, como colunista das rádios da BM&FBovespa. Segundo Silvia, a questão das finanças durante as férias escolares não envolve apenas números, mas, também, controle emocional dos pais.
"Trinta dias fora da escola custam caro porque, em época de aula, há toda uma programação de atividades para ocupar o tempo dos filhos, e estes gastos já estão todos programados no orçamento familiar: a aula de inglês, de dança, de natação", explica a educadora financeira. "No recesso escolar, geralmente entra tudo de férias ao mesmo tempo, então eles têm energia para queimar e nada para fazer", assinala. "O importante é que eles não fiquem entediados dentro de casa, porque aí os pais chegam do trabalho cansados e vão acabar gastando mais nas opções mais práticas, pedindo pizza no jantar e levando ao shopping".
O ideal é planejar antes os gastos de férias, mas também dá para diversificar as atividades dos filhos para não comprometer as finanças familiares além da conta, recomenda Silvia. "Tem uma vasta programação de férias que é de graça, então dá para fugir de despesas mais caras que não foram planejadas intercalando as opções de lazer", orienta a educadora financeira. "Ao mesmo tempo em que levam ao cinema e ao shopping, os pais podem incluir passeios que pesam menos no bolso, como andar de bicicleta no parque e tomar um sorvete".
Clique na imagem para ampliá-la.
 Inflação de férias: guloseimas e recreação mais caros

As Finanças do Casal

O início do casamento é uma etapa cheia de adaptações, pois implica numa série de responsabilidades que, normalmente, o casal não está acostumado a lidar. A principal delas é o controle das finanças que precisa ser realizada de maneira adequada para que os envolvidos não passem por apertos no orçamento.


Uma pesquisa desenvolvida pela Cerbasi & Associados com cerca de 800 internautas mostrou que um dos principais problemas entre os casais é a infidelidade financeira. De acordo com os dados, 41% das pessoas gastam dinheiro sem conhecimento do companheiro e 67% acham normal comprar coisas de alto valor sem comunicar.
No entanto, 30% preferem conversar sobre infidelidade financeira com um amigo do que com o parceiro. A dúvida que vem à cabeça é: por que esconder? Para o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, responsável pela pesquisa e autor do livro "Os segredos dos casais inteligentes", os parceiros omitem informações financeiras para evitar brigas.
"A mentira é uma péssima alternativa para manter ou salvar uma relação. Brigas e acusações não são desejáveis, mas quando a infidelidade se torna hábito, tanto o relacionamento quanto as finanças podem ficar ameaçados quando o problema vier à tona", opina o consultor.
Ele afirma que o problema é igualmente grave quando se esconde da família dificuldades no trabalho, queda nos rendimentos, ameaças ao emprego e perda de comissões, pois os planos familiares dependem da estabilidade da renda. Contudo, além da mentira, o casal precisa evitar acusações nos diálogos sobre dinheiro. Para Gustavo, a questão financeira mexe com as emoções, pois é o meio para satisfazer nossas necessidades e vontades.
"Como necessidades e vontades são diferentes para cada pessoa, os planos do casal devem levar em consideração diferentes expectativas e dificuldades em domar os impulsos com disciplina", declara Cerbasi. "Um caminho bem mais interessante para domar a falta de disciplina e estancar decisões impulsivas seria definir usos para o dinheiro mais interessantes do que as compras por impulso", acrescenta.
Para evitar que desentendimentos por motivos de dinheiro ocorram entre o casal, é importante planejar a vida financeira antes de oficializar a união, conforme descreve Silvia Alambert, educadora financeira e fundadora da The Money Camp: "Expor de forma transparente a situação financeira de cada um antes do casamento evita conflitos e ajuda a construir um futuro com alicerces sólidos".
No caso de quem já é casado o primeiro passo para organizar as finanças é desenvolver um planejamento detalhado. "Ele servirá como uma bússola ao casal, para que possam visualizar se estão se aproximando ou se distanciando de suas metas", garante a educadora financeira. "Mantenha uma comunicação aberta e realize o planejamento junto com o parceiro para que sejam cúmplices na tomada das decisões" completa.
Vale destacar que a infidelidade financeira só acontece quando um dos dois deixa de comunicar ao outro os seus sonhos e passa a correr atrás deles sozinho. Aliás, a infidelidade financeira pode ser tão traumática quando a infidelidade sexual. "Tudo dependerá de como o parceiro que se sentiu traído lida com as questões da traição: há quem dê um novo voto de confiança e queira recomeçar e há quem acredite que traição é traição, perca a confiança para sempre e desista", considera Silvia.

Por isso, a educadora financeira declara que é necessário que o casal estabeleça uma relação de confiança no relacionamento e sempre converse sobre o futuro de ambos, crenças individuais, amor, religiosidade e dinheiro. "Na ausência do diálogo, esses fatores podem se tornar verdadeiros obstáculos quando uma das pessoas é emocionalmente insegura sobre os conceitos de criação de riqueza na própria vida", finalizou Silvia Alambert.

Por Stefane Braga (MBPress)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Por que Meninos e Meninas Brincam com Brinquedos Diferentes?

Imagem cedida por cortesia de Gerianne M. Alexander
ao blog http://www.psychologytoday.com/blog/the-scientific-fundamentalist
Que meninos e meninas investem seu dinheiro de forma diferente, isso nós já sabemos; que meninas ainda investem menos dinheiro do que os meninos no mercado financeiro, mas quando investem são mais cautelosas do que os meninos, isso nós também já sabemos.

Estudos e pesquisas reforçam a questão biológica como fator provável para que meninos e meninas escolham brinquedos diferentes na hora de brincar e este mesmo estudo, através de uma leitura atenta, poderá ser útil e servir como referência para entender que se as meninas ainda não estão em grande número investindo em ações, pode ser simplesmente porque acreditem de forma inconsciente que essa brincadeira meio arriscada é "brincadeira" de menino.

No entanto, saiba que até grandes investidores - como o próprio Warren Buffett - são esteriotipados como "meninos que investem como se fossem uma garota". Mais um sinal de que há muito o que aprender e a compartilhar entre ambos os sexos.

Vida longa e próspera.


Por que Meninos e Meninas Brincam com Brinquedos Diferentes?

Por que garotas preferem Barbies e por que meninos preferem carros?
por Satoshi Kanazawa in The Scientific Fundamentalist

Tradução livre: Silvia Alambert

No mundo inteiro, meninos e meninas preferem brincar com tipos diferentes de brinquedos. Os meninos gostam tipicamente de brincar com carros e caminhões, enquanto as meninas dão preferências às bonecas. Por que isto? Uma explicação tradicional sociológica é que meninos e meninas são socializados e encorajados por seus pais e pela “sociedade” a brincarem com tipos diferentes de brinquedos. As evidências científicas crescentes sugerem, porém, que as preferências por brinquedos de “meninos” e “meninas” podem ter origem biológicas.”

Em 2002, Gerianne M. Alexander da Texas A&M University e Melissa Hines da City University de Londres paralisaram o mundo científico ao mostrar que os macacos vervet (macaco verde) mostravam as mesmas preferências típicas por brinquedos de “meninos” e “meninas”, como o ser humano. Em um estudo incrivelmente criativo, publicado em Evolução e Comportamento Humano, Alexander e Hines ofereceram dois brinquedos considerados tipicamente brinquedos de menino (uma bola e um carro de polícia), dois brinquedos considerados tipicamente como sendo brinquedos de menina (uma boneca de pano e uma panela) e dois brinquedos considerados neutros (um livro de pintura e um cachorro de pelúcia) a 44 macacos verdes machos e 44 macacos verdes fêmeas. Alexander e Hines, então, avaliaram as preferências dos macacos por cada brinquedo, medindo o tempo em que os macacos (machos e fêmeas) despendiam com cada brinquedo. Os dados demonstraram que os macacos verdes machos demonstravam um interesse muito mais significante pelos brinquedos masculinos, enquanto as fêmeas demonstravam o mesmo interesse significante, porém, pelos brinquedos femininos, mas ambos os sexos não tinham preferências quando se tratava dos brinquedos neutros.

O artigo de Alexander e  Hines contém uma linda foto (reproduzida aqui por cortesia de  Gerianne M. Alexander) de um macaco vervet fêmea realizando uma inspeção nas partes genitais da boneca, a fim de determinar se é um macho ou uma fêmea - como faria uma menina – e de um macaco vervet macho empurrando o carro de polícia para trás e para a frente – como faria um menino. Se as preferências das crianças por brinquedos foram amplamente formadas pela socialização com relação ao gênero, como clamam muitos sociólogos tradicionais, e sob os quais os pais dão brinquedos a elas “apropriados ao gênero” masculino e feminino, como é que estes macacos vervet tem as mesmas preferências como os meninos e meninas? Eles nunca foram socializados por humanos e eles nunca viram estes brinquedos antes em suas vidas. Ainda assim, não apenas os macacos vervet machos e fêmeas demonstraram idêntica preferência pelos brinquedos por conta do gênero masculino e feminino, mas também brincaram com estes brinquedos da mesma forma que os meninos e as meninas brincam.

Tão formidavelmente criativo e espetacular foi este estudo inicial promovido por  Alexander e Hines, ele é a única literatura científica por enquanto. Todas as novas descobertas científicas deverão ser replicadas para assegurar que estes “achados” são verdadeiros e podem ser generalizados. Bem, foram seis anos até que as descobertas tenham sido agora replicadas.

Em outro artigo científico da Hormones & Behaviour, Janice M. Hassett, Erin R. Siebert e Kim Wallen, da Emory University, o experimento das preferências por brinquedos masculinos ou femininos foi replicado, só que desta vez entre os macacos rhesus, uma outra espécie de primata. Este novo estudo mostra que quando são dadas as escolhas entre “brinquedos sobre rodas”, esteriotipados como sendo brinquedos típicos masculinos (tais como carroças, caminhão e carro) e brinquedos de pelúcia considerados tipicamente femininos (tais como o Ursinho Pooh, um coala de pelúcia ou mesmo uma boneca de pano, como Raggedy Ann), os macacos rhesus machos demonstram forte e significante preferência por brinquedos masculinos. Os macacos rhesus fêmeas demonstram preferência por brinquedos de meninas, mas a diferença em suas preferências não é estatisticamente significante.

Não sabemos ao certo o por que das preferências das diferentes espécies de primatas machos optarem por brinquedos sobre rodas ou outros veículos e o por que das  diferentes espécies de primatas fêmeas optarem por brinquedos de pelúcia ou outras bonecas (exceto pela vaga semelhança a bebês, os quais as fêmeas ao longo da evolução são designadas a cuidar). Portanto, torna-se menos e menos provável que a concepção de que a “socialização do gênero” seja a razão pela qual meninos e meninas tenham preferências diferentes por tipos de brinquedos e mais e mais provavelmente que esteja ligada a questões genéticas, hormonais e outros fatores biológicos pelo o que se observou nas diferenças dos sexos com relação às preferências pelos brinquedos.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Como eu faço para investir na Bolsa?

Investir na Bolsa
Por Eli Borochovicius
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A cada novo semestre recebo, em média, 180 novos alunos e percebo que, embora seja uma geração tecnológica, independente, autônoma e empreendedora, uma grande maioria sonha em entender o funcionamento da Bolsa de Valores, demonstra interesse em investir, mas é temerosa.
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Quando ouço a pergunta “Como faço para investir na Bolsa?” costumo brincar respondendo que basta procurar pela sigla BVMF3. Aguardo alguns segundos pela reação de “não entendi nada” e passo então a explicar.
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Em 2007, mais precisamente em 28 de agosto, a Bolsa de Valores deixou de ser uma sociedade sem fins lucrativos e passou a ser uma sociedade por ações, que passaram a ser negociadas na própria Bolsa em outubro do mesmo ano.
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A reação então deixa de ser “não entendi nada” para “agora piorou, confundiu minha cabeça”. Como assim a Bolsa tem ações na Bolsa?
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Antigamente a Bolsa de Valores era um espaço físico onde os corretores se juntavam para fazer ofertas de compra e venda de ações. De forma simplificada podemos dizer que, quando a gente quer comprar ou vender um carro podemos ir a uma loja de veículos. Mas, se quisermos comprar ou vender empresas, devemos ir à Bolsa. Então as pessoas se encontravam ali e negociavam as suas ações, como em uma grande feira livre.
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Enquanto existiam poucas empresas no mercado e poucos investidores, estava indo tudo bem, mas a economia mudou, o mercado começou a crescer, as empresas foram surgindo e passaram a entender que poderiam crescer vendendo uma parte delas para pessoas físicas e jurídicas, de forma pulverizada.
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É possível dizer que a empresa corre riscos menores com a tomada de recursos no mercado de capitais frente a empréstimos bancários. A devolução do valor investido se dá na forma de distribuição dos lucros e não de pagamento de juros. A partir daí, o acionista passa a ter direito de receber os lucros da empresa em que ele investiu.
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É como se você optasse por investir em uma padaria. Aluga o imóvel, compra as máquinas financiadas pelo banco, as mercadorias, contrata os profissionais e a padaria passa a funcionar. No final do mês, paga o aluguel, a prestação das máquinas, os fornecedores, os salários e o que sobrar (lucro) é seu.
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Isto significa que, quando você compra uma ação pela primeira vez, está investindo no negócio, pois a empresa captou os recursos para funcionar. Existem outros motivos para uma empresa captar recursos no mercado de capitais, como por exemplo, a reestruturação de passivos, a imagem institucional e os arranjos societários. Mas vamos nos ater, especificamente, no objetivo de crescimento e desenvolvimento da empresa.
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Pois bem, supondo que não queira mais ficar com a padaria, você pode vendê-la. O que não significa que a padaria ganhou mais dinheiro, apenas trocou de sócio. Agora quem vai receber os lucros no final do mês é o novo sócio e não mais você.
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Na Bolsa de Valores é assim que funciona, mas tem muita gente querendo comprar e vender a padaria. Desta forma, surgiram os intermediários, que costumamos chamar de especuladores. São pessoas que percebem que tem muita gente querendo vender a padaria e a compram por um preço baixo. Esperam a padaria fazer um pãozinho diferente e se destacar no mercado, e a revendem por um preço mais alto. É verdade que existem estratégias diferenciadas, mas deixemos para outro momento.
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Percebe como estas pessoas são importantes? Elas compram e vendem o tempo todo. O que significa que, no dia em que você quiser vender a empresa, terá muita gente querendo comprar e vice-versa. A isso damos o nome de liquidez. Quanto mais fácil for vender a empresa, maior é a liquidez. Por este motivo dizemos que a especulação é importante, ela dá liquidez para o mercado.
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O bacana disso tudo é que as ofertas de compra e de venda não são feitas ”na surdina”. São feitas publicamente, ou seja, todo mundo sabe qual a melhor oferta de venda e a melhor de compra.
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Para que você tenha a ação de uma empresa e seja reconhecido como acionista, com direito a receber os lucros, o seu nome deveria constar no livro da empresa. Mas, devido ao avanço tecnológico, no livro da empresa consta que as ações estão sob responsabilidade da Bolsa. Isto significa que, quando você compra uma ação, está comprando da Bolsa e, quando vende, está vendendo para a Bolsa. A isto, damos o nome de contraparte. A Bolsa entende que, quando você dá uma ordem de compra, ela deve pegar o seu dinheiro em um primeiro momento, pegar a ação do vendedor em um segundo momento e fazer um cruzamento, entregando o dinheiro para o vendedor e as ações para você.
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Mas, já pensou se alguma coisa dá errado? Imagine se você não tiver o dinheiro ou se o vendedor não tiver a ação? Como a Bolsa é contraparte, ela que se responsabiliza pela negociação.
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Com isso é possível entender que a Bolsa de Valores é uma prestadora de serviços e, para tanto, uma empresa como qualquer outra. Ela presta serviços, recebe por eles, paga seus funcionários e apresenta um resultado.
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Pois bem, se ela é uma empresa, pode também ser uma sociedade anônima e de capital aberto. Isto significa que, investir na Bolsa, é comprar ações da empresa prestadora de serviços cuja sigla é BVMF3.
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É por isso que brinco com os alunos quando perguntam o que fazer para investir na Bolsa. Explico que a pergunta deveria ser “Como fazer para investir nas empresas listadas em Bolsa?”.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Qual o momento ideal para deixar a casa dos pais?

Jovem: qual é o momento ideal para deixar a casa dos pais?

Publicado por em 27.junho.2012
Para a maioria dos pais, os filhos são o que há de mais valioso no mundo. Entretanto, gostando ou não, em determinado momento da vida eles deverão sair de casa. E a idade ideal para isso será aquela que combina dois fatores: independência financeira do jovem e maturidade para lidar com as contas.
Segundo explica a educadora financeira, Silvia Alambert, é interessante que os pais já coloquem na cabeça do filho, desde cedo, que um dia eles deverão ser independentes. Na prática, é importante falar sobre o tema com alguma regularidade e intensificar a conversa assim que eles iniciam a faculdade. Além de conversar a respeito, os filhos também devem ser preparados para administrar um orçamento.
A sugestão da educadora é que os filhos, assim que encontrarem o primeiro estágio, passem a pagar algumas contas ainda morando com os pais. Pode ser 50% da conta de água, de luz ou de telefone, por exemplo. Tomando cuidado para que eles paguem apenas uma quantia justa ao que eles mesmos usaram. A ideia é que o jovem se sinta responsável por determinados desembolsos, e não pelas principais contas do lar.
Essa estratégia deve ser adotada independente da situação financeira da família. A educadora explica que mesmo que os pais não precisem da colaboração financeira dos filhos, é só quando os jovens começam a participar da vida financeira da família que aprendem como lidar com dinheiro, amadurecem financeiramente e se tornam preparados para administrar uma casa de maneira independente.
Essas pequenas responsabilidades vão ser essenciais para acordá-los para o mundo e para que se sintam tentados a buscar sua independência. Elas ainda vão mostrar qual o impacto das contas na remuneração. O valor da bolsa-auxílio, que o jovem recebe pelo estágio que realiza durante a faculdade, não deve ser usado apenas para bancar despesas com lazer. . O momento da faculdade e a remuneração do estágio devem ser aproveitados para o amadurecimento.
Se o primeiro passo para colocar os filhos no caminho da independência é ensiná-los a lidar com dinheiro, o segundo é cuidar da carreira. Para sair de casa, um bom momento é o final da faculdade, considerando que o jovem já conquistou um emprego efetivo e tem uma remuneração que permite arcar com as contas básicas de um adulto solteiro.
Para isso, os pais – em conjunto com os filhos – devem planejar a carreira profissional, visando a conclusão do curso bem como eventuais especializações e aprimoramentos, essenciais para torná-los competitivos no mercado de trabalho.
Vale pontuar que não há nada de errado em prometer e entregar um apartamento para o filho assim que ele concluir os estudos. Isso pode ser feito na forma da lei, a título de adiantamento da herança, segundo analisa Silvia. O erro que os pais devem evitar é entregar um imóvel sem ensiná-los a lidar com os gastos nem mostrar o caminho para a administração do orçamento doméstico. E tudo isso deve ser feito o mais cedo possível, ainda sob o mesmo teto dos pais.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Amor e respeito ao próximo




E assim, em mais uma celebração de Corpus Christi, vamos refletindo e abrindo espaço para melhoria contínua, enquanto seres humanos amorosos que somos, sem nos deixarmos influenciar por fatores externos que nos chocam, decepcionam ou nos iludem e que podem nos deixar doentes ou desacreditados do amor e do respeito.

Amor e respeito ao próximo são sentimentos que devem ser vividos em abundância e não em escassez e, talvez,  as atrocidades que temos visto nos âmbitos politicos e sociais, venha da ausência de entendimento de que naquele ato do "pão e vinho" ( Corpo e Sangue), o grande Mestre nos deixou uma proposta maior durante nossa breve passagem pela vida; uma proposta para ser vivida por todos.

Amar e respeitar ao próximo do mesmo jeito que amamos e respeitamos a nós mesmos, foi o que o grande Mestre nos ensinou.

Vivamos, então, o ensinamento de forma plena, para sermos a mudança que queremos ver na nossa vida e na vida do próximo. 

Então, não tenha vergonha de declarar o seu amor e respeito a tudo e a todos, seja a quem for, ainda que em pensamento, pois afinal, amor e respeito nada tem a ver com classe social, raça ou credo, mas tem a ver com toda a humanidade. Somos e estamos ligados uns aos outros.

Ao declarar o amor e respeito ao próximo, declaramos que desejamos sentir e ver essas duas condições multiplicadas pelo mundo.

Somos todos Um e unidos na mesma intenção, iluminamos o mundo.

Eu te amo, meu irmão e por te amar, eu respeito você e sua natureza e desejo a você tudo de melhor que desejo a mim.





sábado, 2 de junho de 2012

Todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer

Não são poucas as pessoas que olham para os outros e desejam entender porque a grama da casa deles é mais verde e querem saber qual é o produto que estas outras pessoas utilizam, para que a grama delas também seja mais verde.
Sem analisarem que pode acontecer do PH do solo do vizinho ser diferente ou que o jeito com que o vizinho trata a grama é que faz a diferença, essas pessoas apenas querem ter a fórmula e pronto.
Eis o primeiro grande, senão o maior,  erro: só desejar TER, do modo mais rápido e conveniente possível, a grama verde, ao invés de se preocupar em entender como funciona o mecanismo para que a grama se torne realmente verdinha e permaneça assim.

Em um outro post já havíamos comentado que " Não existe almoço grátis!".

Se você realmente quiser ver a sua grama mais verde, vai ter que por a mão na terra e trabalhá-la até poder ver muitas minhocas oxigenando o seu solo para que ele se torne saudável e produtivo.

 Este artigo abaixo, meio antigo (2009) mas atual, mostra porque só ser um investidor não adianta, se você não criar hábitos saudáveis com o seu dinheiro e educar-se financeiramente, desde o básico - e isso significa entender também o seu próprio comportamento, o seu perfil financeiro - para entender todo o mecanismo do mundo dos investimentos.

Mãos à obra.
Ao seu sucesso financeiro.

Para ser um bom investidor, é preciso ser um bom poupador, diz Rodrigo Puga
Fonte: http://www2.uol.com.br/infopessoal/noticias/_DINHEIRO_TOP_1723157.shtml20h38SÃO PAULO - O primeiro passo para ser um bom investidor em ações é antes de tudo ser um bom poupador. A afirmação é do escritor Rodrigo Puga, autor do livro Formação de Investidores.

"Muita gente diz que quer investir, mas nem consegue poupar. Antes de pensar em alocar dinheiro em ações é preciso gastar menos do que se ganha. Quando me perguntam qual é o primeiro passo para ser um bom investidor, sempre respondo: ser um bom poupador".

Puga explica também que, além de gastar menos do que se ganha, é preciso ter o cuidado de não investir dinheiro que já está comprometido. "Às vezes a pessoa consegue guardar R$ 1.500 por mês. Mas ela tá juntando esse dinheiro porque precisa pagar uma prestação grande do apartamento que está comprando. Esse dinheiro não deve, de forma alguma, ser alocado em ações, porque se a economia enfrentar mais uma crise, a pessoa corre o risco de perder o apartamento por não conseguir pagar no momento certo", explica.

Curto e longo prazo
O escritor afirma também que é possível sim investir em ações caso seu objetivo seja de curto prazo.

"Vamos imaginar que você quer fazer uma viagem dentro de um ano. Dá sim para você conseguir um bom rendimento neste período. Mas é importante ressaltar que, investimentos de curto prazo em ações devem acontecer quando você tem um objetivo e quer concretizá-lo com aquele dinheiro. Mas de forma alguma, como já disse antes, recomendo colocar um dinheiro que já está comprometido na Bolsa. No caso da viagem, se algo der errado, você simplesmente deixa de viajar, mas não perde sua casa própria".

Para isso, Puga afirma que é preciso que o investidor se utilize do ferramental correto. "Muitos investidores se baseiam em análise técnica e fundamentalista para decidir onde alocar seu dinheiro. Quem quer bons rendimentos em um curto espaço de tempo precisa utilizar a análise técnica, que indica os bons pontos de entrada e saída do papel. A análise fundamentalista também indica quais empresas são boas, mas por estudar a empresa, ela aponta companhias que renderão bons dividendos no futuro".

Outra dica que o escritor dá para os investidores novatos é analisar de forma criteriosa os custos de operação cobrados pela corretora que você escolher para realizar suas ordens. "Obviamente não estou falando que a melhor corretora é a mais barata. A melhor é a que oferece melhor custo benefício. Se uma cobra R$ 50, mas não te oferece uma boa equipe de análise técnica, com bons relatórios, e uma outra cobra R$ 150, mas oferece tudo isso, obviamente a segunda é melhor para você. Como iniciante você terá que contar com a ajuda desses analistas, e contratar esse serviço independentemente custa mais de R$ 300".

E faz um alerta: "Mas cuidado para não jogar dinheiro fora. Não contrate serviços mais sofisticados do que os que você vai realmente usar. Todo dinheiro gasto inutilmente poderia ter sido poupado e investido".

segunda-feira, 28 de maio de 2012

As crianças e o dinheiro


Quando os bebês e crianças pequeninas começam a dar "tchauzinho" é muito comum querermos vê-los acenando e dando tchau: "Papai vai sair para trabalhar. Dá tchau pro papai, dá. Tchaaaau, papai."
À medida que vão crescendo paramos de falar sobre isso, porque a gracinha era o bebê acenar com o "tchauzinho" e porque talvez acreditemos que a criança já tenha entendido tudo sobre o que é trabalho: papai sai pela manhã, vai trabalhar e volta à noite.
Simples assim.
As crianças começam a crescer e muitas vezes elas ouvem: " Vou passar no banco para pegar dinheiro."
Simples assim.
Então, divirta-se com mais esta extraída das coisas da educação financeira de crianças que temos tido a oportunidade de vivenciar em nosso programa:
"Quem sabe nos dizer de onde vem o dinheiro que os seus pais recebem?", perguntamos às crianças.
Todas respondem, em uníssono: "Do banco".
Continuamos: " Mas por que vocês acham que vem do banco?".
E um arrisca: "Porque o banco é que dá."

Elas estão certas, e isto não significa que elas não saibam que seus pais trabalham, mas já que ninguém nunca explicou a elas o que é trabalho e que aquele dinheiro que é sacado no caixa eletrônico do banco, ainda que papai trabalhe para uma instituição bancária, não aparece lá como mágica ou por doação, mas sim que ele está lá como resultado de uma troca ( você trabalha, ou seja, troca o seu tempo e a sua energia por dinheiro), elas só entendem que quem supre as necessidades  de dinheiro da família é o banco.

Por isso, não é difícil ouvir frases tais como, " Pega no banco.", "Passa o cartão" ou " Dá um cheque."

Explicar porque o dinheiro se faz necessário na vida das pessoas; contar onde é que você trabalha, o que você faz e como é que o dinheiro vai parar lá no banco, é um bom começo para a educação financeira das crianças quando elas já entendem que seu dinheiro sai de um caixa eletrônico.

 
Ao sucesso financeiro de nossos filhos.

domingo, 20 de maio de 2012

Coma para viver


 

Inegavelmente, comer é um dos grandes prazeres da vida. Comer o que se quer quando se tem vontade, então, chega a ser um momento de felicidade e gratidão, pois sabemos que muitas pessoas no Brasil e no mundo não tem a mesma oportunidade.

Para quem trabalha fora e precisa pagar pela sua própria alimentação e guloseimas, é muito comum que se cometa exageros um dia aqui e no outro também e, acredite, esse "plus" diário pode fazer uma diferença no orçamento no final do mês.

E não, não é preciso deixar de comer o que ser quer, mas quando fizer seu planejamento mensal, vale a pena definir o valor máximo permitido por dia para esta despesa.

Melhor dizer ao seu dinheiro para onde ela vai do que perguntar depois para onde ele foi!

Ao seu sucesso financeiro.

Boa leitura.


Refeição fora de casa exige planejamento

20 de Maio de 2012

Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

O aumento da renda é o que faz o brasileiro se sentir mais confortável para gastar mais com alimentação fora de casa. No entanto, para que um dos melhores prazeres da vida não se transforme em pesadelo, na hora de pagar as contas do fim do mês, a palavra de ordem é disciplina. Quem poupa R$ 5 (um café e um chocolate) durante 22 dias, por exemplo, economiza R$ 110 no fim do mês. Se o dinheiro for aplicado em um investimento com rendimento mensal de 0,56%, a quantia acumulada em um ano será de R$ 1.370. A grana é suficiente para passar cinco dias em Santiago, no Chile.
De acordo com pesquisa da Apas (Associação Paulista de Supermercados), divulgada no início do mês, com 507 consumidores, as despesas com alimentação fora do lar cresceram 26,6% em 2011, na relação com 2010.
O montante foi maior que os gastos com eletrodomésticos (9,6%), viagens (7,2%) e veículo próprio (16,8%). De acordo com o diretor de economia da Apas, Martinho Paiva Moreira, os números superaram a previsão de crescimento, que era de 15%.
Para a educadora financeira da The Money Camp Brasil Silvia Alambert, quem tem o costume de almoçar todos os dias em restaurantes, por exemplo, deve contabilizar, durante um mês, toda a quantia gasta no período, inclusive as guloseimas, como os lanches no final da tarde - que são mais difíceis de quantificar. Depois, é recomendável dividir o valor pela quantidade de dias. Com a divisão fica mais fácil saber o limite de gasto diário foi ou não ultrapassado. "Não precisa deixar de comer fora, basta dosar", afirma Silvia.
Além disso, quem quer economizar com os quitutes consumidos na rua deve planejar o destino do dinheiro poupado - ao definir uma meta ficará mais fácil atingir o objetivo.
ALTERNATIVA- A saída dos supermercados, para não perder mercado, já que os restaurantes e bares compram de outros fornecedores - os chamados food service -, é aumentar o leque de alimentos práticos para o consumo, como os congelados e até mesmo refeições já prontas, para atrair o público que tem pouco tempo para preparar o alimento em casa. "Geralmente são pessoas solteiras que moram sozinhas ou casadas, mas que não têm filhos", diz Moreira.
Não à toa, a venda de alimentos de fácil preparo foi o que mais teve destaque em 2011, entre salgados e perecíveis. O faturamento dos supermercados avançou 20,2% com a venda do vegetal congelado, 14,8% com a batata congelada e 12,5% com a pasta refrigerada . Por outro lado, a comercialização do arroz sofreu queda de 4,7%, em 2011, na relação com 2010.
GRANDE ABC - Pesquisa da administradora de cartões-benefício e cartões pré-pagos Alelo, com o Instituto Datafolha, mostra que comer fora de casa está mais caro para o morador da região. Diadema é a cidade onde o preço da refeição mais encareceu, subiu: de R$ 20,77, em 2010, para R$ 25,22 em 2011, isso significa que o consumidor está pagando 21,4% mais caro pela alimentação na rua.
Depois aparece Santo André, onde o prato que saía por R$ 22,80 em 2010, passou a custar R$ 25,82 no ano passado - aumento de 13%. Em São Bernardo, o custo do prato sofreu ligeiro aumento de R$ 26,04 para R$ 26,45, mas é o lugar onde o consumidor desembolsa o maior valor para comer na rua.
Duas cidades registraram quedas nos preços dos alimentos consumidos em bares e restaurantes. Em São Caetano, o valor da refeição caiu de R$ 23,97 para R$ 22,23 e, em Mauá, passou de R$ 21,88 para R$ 21,59.
Para o levantamento, foram realizadas cerca de 4.000 entrevistas em 19 capitais e 36 cidades, entre setembro e outubro de 2011. Ribeirão Pires e Rio Grande não entraram na pesquisa.