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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Zona de conforto Vs zona de dinheiro

Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso?
Um dia, parou na porta de sua humilde casa um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares.
Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.
Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. E qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: "O segredo do tesouro de Bresa." Que tesouro seria esse? Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou: "O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo."
Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro. Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus.
Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.
Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.
Continuando a ler o livro, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.
Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.
Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.
Graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo.
No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.
Certa vez, então, teve a oportunidade de questionar um venerado sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:
- O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa "saber"...
À medida que deixamos e expandimos nossa zona de conforto, expandimos também a nossa zona de dinheiro.
Através do estudo pode o homem conquistar tesouros inimagináveis.
O tesouro de Bresa é o saber que qualquer homem esforçado pode alcançar por meio dos bons livros que possibilitam "tesouros encantados" àqueles que se dedicam a estudar com amor e tenacidade.

" O Tesouro de Bresa" (Os melhores contos, de Malba Tahan)
Fonte:www.metaforas.com.br/metaforas/metaf20050129.asp

domingo, 6 de novembro de 2011

Você é um Talento único e Insubstituível.

Por Edemir Abrahão
 
Imagem: Desenho de Carolina Ferraz, 10 anos
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa muito bem. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer bem o pouco que posso." 
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível"!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente, um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - encara-o o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio...
O funcionário fala então:
- Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Etc.?...
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências'?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO , se PICASSO ERA INSTÁVEL , CAYMMI PREGUIÇOSO , KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
- Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de 'técnico de futebol', que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Olhou à sua a volta e reparou que o Diretor olhava para baixo, pensativo. E voltou a dizer nesses termos:
- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados... Apenas peças... E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões que 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:...NINGUÉM...Pois nosso Zaca é insubstituível." - concluiu, o rapaz e o silêncio foi total.
Conclusão:

NUNCA ESQUEÇA: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO! COM TODA CERTEZA NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!


"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo o que você é e outras vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se a isso, com muita paz de espírito."

É bom para refletir, dar atenção ao seu talento natural, investir sua energia  neste seu ponto forte, trabalhar o que você considera como sendo seus pontos para melhoria e aprender a se valorizar!

Obrigada pela leitura, amigo Insubstituível.

 

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Seu Peixe é Feliz ?

Imagem: dreamstime.com

Muitas pessoas buscam a felicidade em coisas materiais ou jogam sobre os outros a responsabilidade da sua própria felicidade, sem se darem conta que isto faz parte de um processo interno que só diz respeito a si próprio e a sua própria atitude perante a vida.

Ser e estar feliz é um estado de espírito, pouco tendo a ver com a quantidade de dinheiro ou com a expectativa que é depositada sobre os outros.

Este processo de mudança começa dentro de nós e nós temos um potencial imenso.

Sempre esperamos bons resultados de nossos esforços e a maioria de nós está preparada para trabalhar duro e pagar o preço que o sucesso e a felicidade demandam.

Cada um de nós tem a habilidade única em colocar todo esse potencial em ação e em alcançar o resultado desejado, mas o que determina mesmo o nível de nosso potencial, que produz a intensidade de nossas atividades e prediz a qualidade do resultado que nós desejamos é a nossa ATITUDE.

A nossa ATITUDE determina uma visão antecipada de nosso futuro. Ela decide o tamanho de nossos sonhos e influencia nossa determinação quando encaramos novos desafios. Nenhuma outra pessoa no mundo tem domínio sobre a nossa atitude.

Pode ser que muitas vezes você leia um livro (ou mesmo esse artigo) e ache que tem tudo a ver com seu momento de vida e julgue os conceitos inspiradores para você aplicar na sua vida. Você se enche de entusiasmo e pensa: “ Vou começar a mudar a minha vida daqui para frente.”

Aí você dorme, acorda, volta à sua rotina diária e pensa: “ Preciso mudar algumas coisas na minha vida.”

O que vem depois? O esquecimento.

Sua acomodação em sua zona de conforto te emperra a ter a atitude que você precisa para iniciar um processo de mudança.

Se você pensa demais para iniciar algo acaba que você se desencoraja ou se esquece.

“Ah, está bom do jeito que está.”, é a única desculpa que você dá a si mesmo para não ter que sair da sua zona de conforto e encarar as mudanças.

Falta exatamente a ATITUDE para querer de fato mudar as coisas que você acha que nem estão tão boas assim.

Afinal de contas, mudar dá um trabaaalho.

Dessa maneira, você deixa passar a oportunidade de realizar sua mudança pessoal, entra em um estado de energia baixa e vai se sentindo meio desmotivado, sem entender muito bem o porque de tanto esforço e energia despendida.

Sua ação depende única e exclusivamente de sua atitude e a sua atitude é que o levará aos resultados que você deseja ver em sua vida.

Sem atitude = sem ação = sem resultado.

Para que você tenha resultados positivos em sua vida, é preciso que você acredite nesse seu potencial e tenha a atitude de se colocar em movimento para que algo mágico aconteça.

Se a sua atitude é a de sempre esperar mais um pouco para ver como é que irá ficar; se você dá mais importância à opinião dos outros do que à sua própria e se ao invés de se colocar em movimento você fica contando os votos de quantos foram a favor e quantos foram contra sua intenção em realizar algum tipo de mudança em qualquer campo de sua vida, é bem provável que você passe pela vida acreditando que tinha que ser assim mesmo.

Há um conto que fala mais ou menos assim:

Certa vez um mestre chamado Tzu e um amigo caminhavam à margem de um rio.

“Veja os peixes nadando na corrente,” disse Tzu, “Eles estão realmente felizes…”

“Você não é um peixe,” replicou arrogantemente seu amigo, “Então você não pode saber se eles estão felizes.”

“Você não é Tzu,” disse o mestre, “Então como você sabe que eu não sei que os peixes estão felizes?”

Isso significa que ninguém conhece melhor a você do que você mesmo, então, ter uma atitude correta de acordo com o que você acredita é um dos princípios básicos requeridos para alcançar o que você considera como sendo o seu “sucesso pessoal”.

Saia de sua zona de conforto e coloque-se em movimento, ouça a sua voz interior e tenha a atitude para mudar tudo.

Uma atitude positiva sobre você mesmo influencia todas as áreas de sua existência e impactará diretamente em seu futuro.

artigo escrito por Silvia Alambert, educadora financeira e Diretora Executiva do programa de educação financeira para crianças e jovens exclusivamente ao Jornal Negócios Regionais podendo ser copiado desde que a fonte seja mencionada.