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terça-feira, 5 de abril de 2011

O hábito de poupar e investir é que é importante


Imagem: Vila Sucesso
 Como guardar dinheiro mesmo ganhando pouco

Fonte: Vila Sucesso Finanças publicado em 04.04.2011


Com tantos gastos básicos no orçamento e um salário mínimo no valor de R$ 545, fica a pergunta: Será que é possível fazer economia mesmo quando a renda familiar já é apertada? Para a educadora financeira Silvia Alambert, é possível planejar, sim, independente da renda.

O mais importante é guardar um pouco de dinheiro por mês, nem que seja só um pouquinho mesmo.

Mas nem sempre é fácil. O que geralmente acontece, diz a educadora, é a busca por um padrão de vida superior à realidade financeira e aí, não importa se for um salário mínimo ou 10 salários, a família que não tiver um planejamento para viver dentro de sua realidade acabará uma hora tendo que "apertar o cinto".

Ela ainda ressalta que "quem sabe administrar bem R$ 1,00 saberá administrar bem R$ 1.000.000,00, já quem não sabe, vai sempre se sentir injustiçado, independentemente do valor recebido. Falta educação financeira adequada aos que recebem R$ 545,00 e aos que recebem R$ 26.000,00".

A solução é pesquisar e economizar nas pequenas coisas. Além disso, buscar fontes de renda alternativas pode ser bem melhor do que entrar em parcelas infinitas a prazo que podem comprometer todo o orçamento. "Se uma pessoa já está endividada é porque gastou mais do que podia e, portanto, deve assumir que foi além de suas possibilidades", explica.

O primeiro passo, então, é a pessoa ter consciência sobre qual foi o item que a levou ao endividamento e deverá, então, negociá-la imediatamente. Considerar buscar auxílio de todas as formas possíveis e planejar a entrada e saída do dinheiro. Mas, antes de chegar nesse ponto, "é melhor dizer ao seu dinheiro para onde ele vai do que perguntar depois para onde ele foi!", conclui.

Por Lìvany Salles

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estamos Grávidos. E agora?

Imagem: dreamstime.com

A chegada de um bebê inicia-se na gravidez e teoricamente encerra-se quando o jovem entra no mercado de trabalho. Há estudos que mostram que famílias com renda mensal de aproximadamente R$ 4.000,00 investirão aproximadamente R$ 800,00 mensais com seus filhos entre 0 e 6 anos de idade. Substituindo uma despesa por outra, podemos considerar este número.

Um casal que esteja comprometido com " 150%" de sua renda dificilmente conseguirá se planejar para a chegada do bebê. Não faz sentido e nem haverá tempo para querer fazer uma poupança quando há  dívidas a serem pagas.

A melhor alternativa nesta situação é negociar as dívidas e livrar-se delas o quanto antes, para que possam ter uma vida mais tranquila para assumir a nova responsabilidade e, óbvio, não realizar novas dívidas para adquirir mobiliário para o baby.
Usar a criatividade e substituir serviços pagos pelo " faça você mesmo", até que a ressaca financeira passe e o casal possa voltar a navegar em maré mais calma, poderá ser até mais divertido para o casal enquanto aguarda a chegada do bebê. Procurar alternativas entre familiares e amigos que já encostaram berço, andador e outros itens também gerará uma ótima economia. Organizar um chá de bebê servirá como uma opção para ajudar a montar o enxoval, sem contar que reunir amigos é sempre um momento prazeroso.

Claro que o que se considera ideal nem sempre está próximo ao real, mas com um pouco de boa vontade aliada ao hábito de poupar e investir, o casal poderá programar a chegada de um bebê mesmo antes de pensar em sua concepção.
Qual o problema??? Há casais que namoram 10 anos antes de se casarem.

Consideremos, então, um casal com esta mesma renda líquida de R$ 4.000,00 e estes mesmos R$ 800,00 mensais como base do cálculo e veremos que durante os 3 anos que antecedem o plano de ter filhos, o casal deverá poupar e investir menos do que 10% de sua renda para receber com conforto e tranqüilidade o seu filhote.

Considerando ainda que a maioria das pessoas prefere não se arriscar quando o assunto é “poupança do filho”, levaremos esta conta para o investimento de menor risco (e menor rentabilidade) hoje no mercado: a caderneta de poupança (0,5%/mês)

Iniciando uma poupança hoje e trabalhando com a idéia de curto prazo (3 anos) e considerando uma rentabilidade projetada de 6% ao ano, o casal deverá investir a quantia de aproximadamente R$ 378,00 mensais ao longo deste período para poder sacar o montante durante o período da gravidez e comprar tudo o que o pimpolho necessitará durante seu 1º. ano de vida. Estamos falando aqui em R$ 15.391,00.

O mais legal é que, planejando desta forma, o casal poderá fazer tudo do jeitinho que sempre sonhou para receber o baby, sem nem precisar sacar tudo de uma só vez.

Deste momento em diante, é só dar continuidade ao plano estabelecido e realizar aportes mensais e continuados.
O fator tempo é o melhor aliado da vida do casal para garantir o futuro de sua criança em termos financeiros.

Sentindo-se mais seguro e buscando a informação necessária com especialistas da área financeira, o casal poderá optar por transferir esta poupança para investimentos um pouco mais ousados, de acordo com o seu perfil financeiro e mais interessantes em termos de rentabilidade no longo prazo.

Sempre lembrando que maior o retorno, maior o risco.

O melhor mesmo é poder desfrutar deste momento tão especial com segurança e tranqüilidade.

Saúde e felicidade aos futuros papais.