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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Você,o Everest e suas Finanças

Imagem: adventure.nationalgeographic.com


São seus hábitos e crenças - e não a quantia de dinheiro que você faz mensalmente - que podem lhe levar ao topo da sua escalada financeira ou lhe deixar estagnado ao pé da montanha, olhando e imaginando como seria bom se você soubesse escalar.
"O Monte Everest está situado literalmente no topo do mundo, elevando-se a 8.850 metros (29.035 pés) acima do nível do mar. Assim que foi coroado como a montanha mais alta do mundo, os alpinistas inevitavelmente sentiram-se tentados a escalá-lo. E muitos falharam. Enquanto mais de 2 mil pessoas tiveram sucesso, praticamente 200 perderam suas vidas tentando a escalada.
Então, por que escalar o Everest? A resposta mais famosa para essa pergunta veio do alpinista George Mallory: "porque está lá."
·         em 1963, James Whittaker tornou-se o primeiro americano a alcançar o cume do Everest;
·         em 1975, uma mulher japonesa chamada Junko Tabei tornou-se a primeira mulher a chegar no topo;
·         em uma incrível jornada, o americano Erik Weihenmayer tornou-se a primeira pessoa cega a escalar o Everest em 2001.

Após o sucesso da chegada ao pico em 1953, mais e mais alpinistas começaram a chegar ao Everest, com a intenção de imitar os primeiros escaladores."
“Ei”, você pode estar se perguntando, “ e o que isso tem a ver com as minhas finanças?”.
Pelo simples fato da oportunidade de investir dinheiro ”estar lá” para todos os que queiram investir, tanto quanto o fato do Everest “estar lá” para os alpinistas que queiram escalá-lo, então, tem tudo a ver.
A Subida
Tanto no caso dos alpinistas do Everest quanto na sua escalada financeira pessoal, o que importa de fato - por mais incrível que pareça - não é o ponto final, mas os desafios da subida; o desejo profundo de querer encarar e acreditar que você pode superar a si mesmo.
"Ida e volta, a maioria das viagens ao topo do Everest leva cerca de dois meses e meio. Para uma aproximação do sul, os escaladores normalmente voam até Katmandu e passam vários dias comprando suprimentos e conseguindo vistos de viagem. De Katmandu, eles voam para Lukla e viajam por terra até o acampamento base, onde se preparam para a escalada. Até o acampamento base está situada a grande altitude, assim a jornada deve progredir gradualmente, geralmente levando uma ou duas semanas."
Estas são informações muito superficiais, já que quando uma pessoa decide que irá escalar o Everest ela começa a se preparar com muita antecedência, pois ela precisa estudar e aprender os detalhes sobre o que enfrentará, a fim de minimizar seus riscos, adquirir as ferramentas corretas que precisará utilizar, as roupas mais adequadas para sofrer menor impacto, realizar exames, preparar-se física e psicologicamente  uma vez que tem consciência de que o risco existe, é grande, mas esta pessoa está determinada a realizar o grande feito de sua vida.
Como na escalada do Everest, a escalada financeira pessoal também se inicia com um preparo. 
Para iniciar sua escalada financeira pessoal é preciso que você se prepare, eduque-se financeiramente e entenda porque você quer realizar esta escalada, mentalize o prazer de sua conquista, liberte-se de seus medos e crenças com relação ao dinheiro, passe a criar hábitos financeiros saudáveis, crie um plano de economia e gastos, respeite seu perfil financeiro, receba as instruções com quem já realizou a subida antes de você e inicie a sua própria subida. Tudo isso deve ser realizado de forma coordenada e gradual.
À medida que você se sinta mais seguro, você desejará dar mais um passo adiante e mais um passo e mais outro, pois compreenderá que o risco existe em todos os níveis, mas você estará preparado para enfrentá-lo, pois terá o seu “sherpa” - neste caso um especialista financeiro – auxiliando-o a utilizar as técnicas e ferramentas que irão ajudá-lo a minimizar os riscos e que irão encorajá-lo a continuar seguindo.
Obviamente, esta é apenas uma analogia e embora haja momentos de tensão nas questões relacionadas a investimentos, você não precisará entrar na “zona de morte” ( Os níveis de oxigênio no pico é de apenas um terço do encontrado ao nível do mar. Seres humanos não podem sobreviver por um longo período de tempo em uma elevação acima de 8 mil metros, o que é conhecido no Everest como "zona da morte").
O que demonstramos aqui é que tanto para escalar o Everest quanto para dar início à sua escalada financeira pessoal é preciso ter aquela determinação dos que sabem onde querem estar e, definitivamente, dúvidas e hesitações não fazem parte dos que querem alcançar seus objetivos.
Não há pressa. O seu ritmo e o seu limite é você quem impõe.
O importante é se preparar para começar a subida, subir e não desistir.
Na escalada financeira pessoal é assim: uns chegam antes, outros chegam depois, mas se houver determinação e disciplina todos podem chegar àquele lugar chamado “independência financeira”.
Independência Financeira é quando a quantidade de dinheiro que você tem trabalhando para você excede os gastos do estilo de vida que você escolher viver. Em outras palavras, mesmo que você deixe de trabalhar hoje, o dinheiro oriundo de seus investimentos conseguirá manter o seu estilo de vida até quando você bem quiser.
Vai iniciar a sua subida quando?

Ao seu sucesso financeiro.

Fonte: http://esporte.hsw.uol.com.br/escalada-do-everest.htm

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Feliz 2013!


Quando chega o final do ano é muito comum que as pessoas façam uma retrospectiva sobre aquele ano que se vai e é também muito comum que elas se deem conta de que menos da metade de suas promessas foram cumpridas. Isto acontece porque a maioria das pessoas acaba por criar expectativas altas com relação ao ano vindouro e se atira sobre ele como se fosse o  solucionador de todas as coisas que deixaram de ser realizadas até então.
Sonhos que em termos financeiros são de médio ou longo prazo passam a ser sonhados no curto prazo (sim, um ano é um curto prazo!) e com isso acabam se perdendo pelo caminho já que, no fundo, a mente sabe que um desejo de realização mais complexo terá que esperar um pouco mais, caso nenhum planejamento financeiro tenha sido feito anos antes.
Sem querer abrir mão de outras oportunidades que surgem ao longo do ano e que podem ser mais acessíveis, as pessoas trocam um sonho de realização por outro e sem um planejamento adequado os votos daquele ano ficam sendo postergados, então, para o próximo e para o próximo e para os próximos anos, até que elas se coloquem em ação e estejam determinadas a conquistá-los.
As últimas pesquisas apontam que 60% das famílias brasileiras estão endividadas e isto evidencia que as pessoas não se planejam para alcançar sonhos. As pessoas simplesmente lançam à sorte os seus sonhos e os realizam de qualquer jeito, a qualquer custo.
Sonhar é preciso, mas melhor ainda é realizá-lo de forma tranquila, sem prejuízos financeiros.
Para o ano vindouro, além de muita saúde, paz e felicidade, desejamos a todos doses extras de disciplina, entusiasmo, persistência, fé, determinação, planejamento, estratégia, sentido de realização e uma vontade inabalável de prosperar em todas as áreas de suas vidas.
Feliz 2013!

domingo, 20 de maio de 2012

Coma para viver


 

Inegavelmente, comer é um dos grandes prazeres da vida. Comer o que se quer quando se tem vontade, então, chega a ser um momento de felicidade e gratidão, pois sabemos que muitas pessoas no Brasil e no mundo não tem a mesma oportunidade.

Para quem trabalha fora e precisa pagar pela sua própria alimentação e guloseimas, é muito comum que se cometa exageros um dia aqui e no outro também e, acredite, esse "plus" diário pode fazer uma diferença no orçamento no final do mês.

E não, não é preciso deixar de comer o que ser quer, mas quando fizer seu planejamento mensal, vale a pena definir o valor máximo permitido por dia para esta despesa.

Melhor dizer ao seu dinheiro para onde ela vai do que perguntar depois para onde ele foi!

Ao seu sucesso financeiro.

Boa leitura.


Refeição fora de casa exige planejamento

20 de Maio de 2012

Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

O aumento da renda é o que faz o brasileiro se sentir mais confortável para gastar mais com alimentação fora de casa. No entanto, para que um dos melhores prazeres da vida não se transforme em pesadelo, na hora de pagar as contas do fim do mês, a palavra de ordem é disciplina. Quem poupa R$ 5 (um café e um chocolate) durante 22 dias, por exemplo, economiza R$ 110 no fim do mês. Se o dinheiro for aplicado em um investimento com rendimento mensal de 0,56%, a quantia acumulada em um ano será de R$ 1.370. A grana é suficiente para passar cinco dias em Santiago, no Chile.
De acordo com pesquisa da Apas (Associação Paulista de Supermercados), divulgada no início do mês, com 507 consumidores, as despesas com alimentação fora do lar cresceram 26,6% em 2011, na relação com 2010.
O montante foi maior que os gastos com eletrodomésticos (9,6%), viagens (7,2%) e veículo próprio (16,8%). De acordo com o diretor de economia da Apas, Martinho Paiva Moreira, os números superaram a previsão de crescimento, que era de 15%.
Para a educadora financeira da The Money Camp Brasil Silvia Alambert, quem tem o costume de almoçar todos os dias em restaurantes, por exemplo, deve contabilizar, durante um mês, toda a quantia gasta no período, inclusive as guloseimas, como os lanches no final da tarde - que são mais difíceis de quantificar. Depois, é recomendável dividir o valor pela quantidade de dias. Com a divisão fica mais fácil saber o limite de gasto diário foi ou não ultrapassado. "Não precisa deixar de comer fora, basta dosar", afirma Silvia.
Além disso, quem quer economizar com os quitutes consumidos na rua deve planejar o destino do dinheiro poupado - ao definir uma meta ficará mais fácil atingir o objetivo.
ALTERNATIVA- A saída dos supermercados, para não perder mercado, já que os restaurantes e bares compram de outros fornecedores - os chamados food service -, é aumentar o leque de alimentos práticos para o consumo, como os congelados e até mesmo refeições já prontas, para atrair o público que tem pouco tempo para preparar o alimento em casa. "Geralmente são pessoas solteiras que moram sozinhas ou casadas, mas que não têm filhos", diz Moreira.
Não à toa, a venda de alimentos de fácil preparo foi o que mais teve destaque em 2011, entre salgados e perecíveis. O faturamento dos supermercados avançou 20,2% com a venda do vegetal congelado, 14,8% com a batata congelada e 12,5% com a pasta refrigerada . Por outro lado, a comercialização do arroz sofreu queda de 4,7%, em 2011, na relação com 2010.
GRANDE ABC - Pesquisa da administradora de cartões-benefício e cartões pré-pagos Alelo, com o Instituto Datafolha, mostra que comer fora de casa está mais caro para o morador da região. Diadema é a cidade onde o preço da refeição mais encareceu, subiu: de R$ 20,77, em 2010, para R$ 25,22 em 2011, isso significa que o consumidor está pagando 21,4% mais caro pela alimentação na rua.
Depois aparece Santo André, onde o prato que saía por R$ 22,80 em 2010, passou a custar R$ 25,82 no ano passado - aumento de 13%. Em São Bernardo, o custo do prato sofreu ligeiro aumento de R$ 26,04 para R$ 26,45, mas é o lugar onde o consumidor desembolsa o maior valor para comer na rua.
Duas cidades registraram quedas nos preços dos alimentos consumidos em bares e restaurantes. Em São Caetano, o valor da refeição caiu de R$ 23,97 para R$ 22,23 e, em Mauá, passou de R$ 21,88 para R$ 21,59.
Para o levantamento, foram realizadas cerca de 4.000 entrevistas em 19 capitais e 36 cidades, entre setembro e outubro de 2011. Ribeirão Pires e Rio Grande não entraram na pesquisa.

sábado, 19 de maio de 2012

De pequeno é que se aprende

A questão da mesada é um tema muito importante quando se trata de iniciar os filhos no mundo das finanças pessoais, no desenvolvimento de bons hábitos com o dinheiro, cultura financeira e planejamentos de curto, médio e longo prazo. Cabe aos pais, logicamente, decidirem se concordam ou não em entregar uma quantia de dinheiro semanal ou mensalmente nas mãos dos filhos.
Independentemente da decisão é sempre bom conhecer mais sobre como isso poderá ser proposto, no momento em que concordarem que isso tenha início.
Desta foma, fica o convite aos pais que desejarem conhecer um pouco mais sobre a educação financeira de crianças e jovens, no próximo dia 27 de Maio de 2012, no Espaço PIKS, do Shopping Iguatemi de São Paulo, a partir das 10 horas.
Inscrições pelo telefone (11) 3816 2304. Vagas limitadas.
Aproveite a oportunidade.

Ao sucesso financeiro de seus filhos.

Imagem de divulgação. www.piks.com.br Todos os direitos reservados.2012




quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em 2012, eu vou...

Arquivo pessoal
"Nunca lhe dão um desejo sem também lhe darem o poder de realizá-lo. Você pode ter de trabalhar por ele, porém." ~ Richard Bach
 Ninguém é tão ocupado que não consiga tirar um tempo para se sentar e trocar uma ideia com sua família sobre as conquistas ou derrotas sobre o ano que se vai.





Ninguém é tão ocupado a ponto de não poder tirar um tempo para refletir, pensar, sonhar e planejar junto com sua família sobre onde vão querer estar a esta mesma hora no próximo ano e sobre quais conquistas irão celebrar.

Esta semana é uma boa semana para desacelerar e começar a projetar o futuro. Estamos falando de curto prazo, inclusive: um único ano.

Use esta semana para repor suas energias de forma produtiva - e isto significa não temer olhar para trás, mas sim aproveitar as lições e compartilhá-lhas com as pessoas que você escolheu para construir a sua vida - promovendo a abertura de um canal de comunicação, para que todos estejam certos de que juntos vocês são mais fortes e construirão muito mais ao longo do próximo ano, de forma harmoniosa e tranquila, sem desgastes emocionais, sem stress, já que todos estarão juntos na mesma intenção e direção.

Esteja certo que ao realizar isto desta forma você impactará positivamente a vida da família ao longo dos próximos 366 dias (ganharemos um dia a mais em 2012!)

Lembre-se, porém, que é preciso que todos estejam engajados na missão da construção de um futuro próspero para todos.

Se somos hoje a sexta economia mundial é porque você também trabalhou para que isto acontecesse. Talvez você não tenha noção sobre como é que você fez parte disso ou mesmo nem se importe, mas esteja certo que o que você faz da sua vida tem um impacto direto sobre a vida de todos nós.

Por isso, para continuarmos no caminho do crescimento e da prosperidade, temos que cuidar para que cada um cresça e prospere, a fim de que TODOS cresçam e prosperem e nossa lição de casa começa, exatamente, dentro de nosso lar.

Então, aproveite este momento valioso e cuide para que as suas promessas da virada de ano se concretizem de forma harmoniosa por aí porque, daqui, estamos cuidando para que também continuemos em nosso crescimento contínuo.

Acredite. Realize. Receba.

Um 2012 simplesmente maravilhoso para todos nós.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

"Cruz credo, pé de pato, mangalô 3 vezes!"

Imagem: dreamstime
Quem é funcionário em empresa, sabe muito bem - ou deveria saber - que estar empregado não é sinônimo de segurança ou estabilidade financeira. 
Há muitas pessoas que acreditam que estar empregado é ter assinado um contrato com cláusula "ad eternum" e se pegam surpresas quando demissões acontecem.

Lembre-se que tudo no Universo está em movimento e que tudo é cíclico.

Estabilidade financeira é você quem deve criar para a sua vida, porque demissões podem acontecer em períodos instáveis.
Você, cuidando de sua própria estabilidade financeira enquanto estiver empregado, se sentirá mais seguro caso ocorrências como essas venham a acontecer, já que terá condições de pensar com mais tranquilidade sobre os caminhos que dará à sua vida.

De qualquer forma, vale a pena logo colocar-se em movimento, pois para tudo o que é negativo, há sempre algo positivo logo à frente.
Vá lá e faça acontecer.
O único responsável pela sua vida é VOCÊ.

À sua prosperidade. 


Perder o emprego nunca é uma situação fácil, e pode ser ainda mais complicado se a fatalidade ocorrer às vésperas do ano novo. Crises como essa pode resultar em cancelamento de viagens tão esperadas, compras de Natal e uma bela ceia.

Mas saiba que com alguns cuidados as coisas podem começar melhores no próximo ano.

A primeira coisa que se passa na cabeça de quem ficou desempregada no fim de ano é a preocupação em conseguir se recolocar no mercado de trabalho e tenta alcançar este objetivo antes que o próximo ano recomece. Silvia Alambert, educadora financeira, afirma que quando uma pessoa é demitida costuma ter uma sensação de angústia e preocupação de como vai ser. "Neste momento é importante ter planejamento para o novo momento", diz.

A educadora financeira garante que é preciso se preparar para a recolocação no mercado. "Não espere para procurar outro emprego, já comece a procurar. É bem mais fácil quando a coisa está fresca, quando acabou de acontecer. O mercado não perdoa quem está há muito tempo fora de atividade", ressalta Silvia.

A internet é um ótimo meio de fazer contato e divulgar que está em busca de nova possibilidade. Principalmente as mídias sociais têm este poder. Para a consultora isto não basta: "Tenha em mente a empresa em que você pode estar se recolocando. É bom fazer contato pessoal, não só online. Experimente ir até o local que deseja trabalhar e exponha seu interesse."

Quando for fazer uma entrevista de emprego, é interessante não mentir sobre a demissão. "Não esconda que foi demitido, toda forma de responsabilidade é valida, nisto está incluso a sinceridade, principalmente se não foi por justa causa. Demissão é natural", diz Silvia.

Ter que lidar com desemprego às vésperas das festas natalinas não é fácil e, para ajudar, a educadora financeira tem algumas dicas: "A primeira coisa a se fazer é conter gastos desnecessários e pagar dividas. Em segundo lugar é abrir a situação para a família, assumam juntos a responsabilidade deste momento. Não deixe para contar quando tudo estourou."

"Se havia programado uma super viagem é preciso que se avalie. Não cometa exageros senão irá começar o ano novo cheia de dívidas", alerta Silvia Alambert. Você terá que aceitar que regalias de final de ano não serão para você, pelo menos não este ano.

Por Bianca de Souza (MBPress)



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Faça primeiro o que é necessário

Arquivo pessoal
Há alguns anos ajudo as pessoas sobre como pensar sobre as questões financeiras de suas vidas e, felizmente, muitas pessoas que passam a compreender a miscelânea financeira que fazem e que realmente desejam ver a mudança em suas vidas, o fazem simplesmente por duas razões:

1) Realmente desejam mudar
2) Começam a fazer o que tem que ser feito primeiro.

De nada adianta a pessoa querer uma mudança se não mudar seu padrão mental.

Como em um regime, só dizer que vai começar não basta: tem que começar por mais chato ou difícil que isso possa parecer, pois quando começar a ver os resultados iniciais tomará “gosto” e automaticamente incorporará os novos hábitos em sua vida.

Um exemplo simples sobre como isso é verdadeiro: você deve conhecer pessoas que já fizeram cirurgia do estômago. Eu conheço e conheço também pessoas que fizeram esta cirurgia e continuam super em paz com a balança, mas conheço outras que fizeram e voltaram ao peso anterior. Por que? Porque continuam no mesmo padrão mental anterior. A cabeça de algumas dessas pessoas não consegue se ver diferente, já que o corpo mudou, mas a cabeça não. Por isso, nestes casos, é requisitado um acompanhamento de um psicólogo, para ajuda-las a mudar seu padrão mental.

Com as finanças pessoais é a mesma coisa: é preciso mudar o padrão mental de um estado financeiro em colapso para outro de uma vida financeira de tranqüilidade, pois todos declaram o mesmo desejo que é sair da quebradeira, mas poucos são os que se predispõe a realmente aceitarem que estão fazendo tudo de forma inversa.

Você já deve ter ouvido pessoas apelando juras a tudo o que consideram mais sagrado na vida delas e que, se saírem do buraco financeiro no qual estão enterradas, nunca mais irão entrar novamente e passado algum tempo lá estão elas novamente fazendo negociações ou reclamando de sua situação financeira. Natural quando estas pessoas tem a crença de que só terão alguma coisa se estiverem endividadas, por exemplo. E por aí vai.

O primeiro passo para iniciar a mudança é encarar a realidade de frente sem se lamentar por isso. O que está feito está feito e não há como mudar o passado, mas há como agir no presente e, consequentemente, escrever um novo futuro.

É a sua atitude perante a situação e não o quanto você tem de dinheiro que fará a diferença.

Portanto, se você realmente quer mudar, não adianta culpar isso, aquilo, aquilo outro ou alguém. Mude você o seu jeito de lidar com as coisas da sua vida que só dependem única e exclusivamente de você.

“Comece por fazer o que é necessário, depois faça o que é possível e em breve você estará fazendo o que é impossível.” – S. Francisco de Assis

Pare e pense. Você conhece o caminho, então comece a trilhá-lho.

Ao seu sucesso.








quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Décimo terceiro, para onde você vai?

 dreamsimage.com
Saiba o melhor a fazer com a primeira parcela do 13º salário



O abono de final de ano de 60% dos brasileiros será para pagar dívidas, aponta pesquisa da Anefac

28.11.2011
Victor Albuquerque
victor.silva@redebahia.com.br


O dinheiro do 13º salário da atendente de telemarketing Jose Ferreira nem vai esquentar no bolso. Sairá do banco direto para a mão dos credores. Ela quer quitar a dívida de dois cartões de crédito e pagar parte de um terceiro débito que, juntos, somam R$ 700. O abono de final de ano de 60% dos brasileiros terá o mesmo destino que o de Jose, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Opção essa que, na visão dos especialistas, é a mais inteligente para quem tem dívidas e quer começar 2012 no azul.

“Pagar os débitos é sim um bom negócio. É o primeiro passo para conseguir organizar a vida financeira”, explica o especialista em finanças Gilberto Braga. Mas, de acordo com ele, antes de sair por aí pagando tudo o que deve, é preciso usar o dinheiro com inteligência. “Planejar é a palavra de ordem. É importante colocar no papel as dívidas e os gastos que se pretende fazer, desde presentes até o dinheiro que será poupado para férias, impostos, despesas de casa, entre outras coisas”.

Educadora financeira, Silvia Alambert concorda com Braga quando ele diz que o melhor a fazer é pagar o que se deve. E ela ensina: o ideal é quitar aquela dívida que tem taxas de juros mais altas, como cartão de crédito e cheque especial.

Para quem está encalacrado em mais de um lugar, ela diz que o melhor a fazer é saldar pelo menos um débito por inteiro.

“Quem paga tudo um pouquinho não paga nada. A pessoa pode se livrar logo de um credor e negociar com os demais, ajustando depois as parcelas no orçamento”, ensina.

O que não pode, segundo os especialistas, é pagar tudo e depois se enrolar com novos parcelamentos. “Se o momento não está bom, nada de sair distribuindo presentes caros”, alerta Silvia.

Além disso, Braga lembra que o início do ano estará repleto de novas contas a pagar, como matrícula escolar (para quem tem filhos), IPVA (para os motorizados), IPTU, entre outros. “Tem que se organizar de olho nesses eventos”, orienta.

Mas, se não dá para deixar o Natal passar em branco, a dica é limitar os gastos. Fazer uma lista com o nome de quem será presenteado e estabelecer um valor máximo para o presente. “Quando se faz uma referência de valor, funciona melhor no planejamento”, garante Braga. Para Silvia, é preciso ter muita calma nessa hora. “Não tem nada de inteligente em estar endividado e gastar com presentes. Então, a saída é evitar produtos caros e financiamentos”.

Este ano, o 13º salário injetará R$ 118 bilhões na economia brasileira, sendo R$ 4,9 bilhões na Bahia, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em todo o estado, 4,3 milhões de trabalhadores e aposentados receberão o benefício.
 
Investimento

Para quem está livre dos débitos, investir o dinheiro do 13º salário pode ser um bom negócio. Braga indica a poupança e os fundos de renda fixa. Já Silvia acredita que o dinheiro pode ser aplicado, inclusive, em ações. “Hoje é possível investir nesse mercado com até R$ 100”, explica. Segundo ela, é importante, nessas horas, buscar um especialista que vai avaliar o seu perfil financeiro e indicar o melhor negócio para se investir.
Mas é bom saber que os três casos só trarão um retorno positivo se a pessoa estiver pensando a médio e longo prazos. “Não adianta aplicar se na primeira emergência tirar o dinheiro do banco”, diz.
 
Momento de pagar

Para os especialistas, essa é a hora de buscar as financeiras e operadoras de cartão para negociar débitos. Isso porque, de olho no consumo de final de ano, as empresas tendem a oferecer melhores condições de negociação das dívidas. “O melhor momento para pagar as contas antigas é agora”, diz Silvia.
 
De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Proteste, quem tem dívidas deve aproveitar as diversas opções oferecidas pelas financeiras, lojas e bancos, como alongamento dos prazos, desconto para quitações à vista e abatimento nas taxas de juros ou multas que normalmente são oferecidos nesse período.

Presentes de Natal ficam em segundo plano

De acordo com levantamento da Anefac, houve uma redução de 10,53% de 2010 para 2011 no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º para a compra de presentes. Segundo o coordenador da pesquisa, Miguel Oliveira, isso demonstra maior dificuldade e preocupação dos consumidores com os gastos este ano.

Já para o especialista em finanças Gilberto Braga, o cenário indica que o consumidor está mais endividado e, por isso, evitando certos tipos de gastos. “Não acredito que o brasileiro está mais consciente ou cauteloso a ponto de deixar de comprar para pagar dívidas. O que existe é uma regularização da situação daqueles que estão endividados. Eles estão se adequando as suas atuais necessidades”, pontuou.

Segundo o estudo, houve também uma redução de 33,33% no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º salário para compra e reforma de suas residências. Com relação às dívidas, a tendência de 70% dos entrevistados é quitar débitos do cartão de crédito e do cheque especial.

O cartão de crédito, inclusive, ainda é a linha com maior peso na composição das contas em aberto, tendo atingido, em 2011, 39% do total (crescimento de 2,63% sobre 2010) contra 37% do cheque especial (elevação de 5,71% sobre 2010). Referente aos gastos em 2011, 72% dos consumidores pretendem gastar no Natal até R$ 500 contra 67% em 2010.

A pesquisa demonstra ainda um aumento de 2,70% na intenção dos consumidores de pagar os débitos com recursos próprios e uma redução de 9,09% no número de pessoas que deverão utilizar financiamento bancário. De qualquer forma, a maioria dos consumidores (80%) quer usar os cartões de crédito nas compras de Natal este ano.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Material escolar. Mas já?

Imagem: dreamstime.com
Material escolar: para economizar, estratégia é comprar ainda em 2011

SÃO PAULO – Estamos nos primeiros dias do penúltimo mês do ano. Apesar de faltar pouco para 2012, para quem quer economizar, ainda dá tempo de se planejar e fazer ainda neste ano o que a maioria vai deixar para depois: a compra do material escolar.
Com a matrícula dos filhos feita, os pais já têm acesso à lista dos itens que serão utilizados pelos jovens na escola ao longo do próximo ano. Para os que pensam em se preocupar com isso só em janeiro, é bom lembrar que é possível fazer grande economia se o material for adquirido ainda nos meses finais de 2011.
Aproveitando o momento De acordo com a educadora financeira e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert, o foco do comércio nesse momento está voltado para o Natal e não para os materiais escolares, logo, os pais podem aproveitar os bons preços dos itens.
O primeiro passo é a pesquisa de preços. Até no caso dos livros, com preços costumeiramente tabelados, é interessante fazer comparações entre estabelecimentos. Por mais que as diferenças de preços encontradas sejam pequenas, lembre-se de que, na soma total, elas podem representar uma economia.
Outra recomendação é prestar atenção aos itens de menor custo. Silvia observa que muitas pessoas só se atem aos itens de alto valor, mas, colocando na ponta do lápis, são os itens de menor valor, adquiridos sem planejamento e critério, que vão fazer a diferença. E é justamente aqui que a grande economia pode ser feita.
Comprando na internet Muitos itens à venda na internet têm preços bem inferiores aos das lojas físicas. Isso acontece porque os estabelecimentos que comercializam seus produtos na rede possuem custos reduzidos com o espaço físico e com vendedores, por exemplo. A sugestão, portanto, é que se faça, sim, compras pela internet, mas é preciso cuidado.
Deve-se avaliar a idoneidade do site. Certifique-se de que o site é seguro e que a empresa tem tradição e boa reputação. Esse cuidado evita o não recebimento dos itens pagos ou o recebimento de objetos em mau estado de conservação. Além disso, é preciso ter segurança, caso seja necessário informar os dados do cartão de crédito.
Os exageros Silvia lembra que exageros referentes aos materiais escolares podem ser cometidos tanto pelos pais quanto pela própria escola, na elaboração da lista de materiais. A orientação é observar o que foi pedido e analisar se seu filho realmente vai utilizar tudo aquilo. Caso a escola faça pedidos irreais, é interessante conversar e tentar entender o que está acontecendo.
Vale ressaltar que a lista pode conter tudo o que a criança utilizará durante o período letivo, mas só o que tem relação com material didático, inclusive os itens que ficam na própria escola, como papéis para atividades especiais, pastas, entre outros. Também pode, e deve, ser expressa a quantidade de lápis, caneta, caderno. Tudo o que diz respeito ao leva e traz, que vai na mochila todos os dias.
O planejamento é sem dúvida a melhor opção. Os pais devem entender a real necessidade dos itens pedidos e, para isso, eles devem se basear no quanto seu filho usou de papel, caneta, lápis e outros itens nos anos anteriores. Além disso, devem observar o que foi comprado no ano anterior, mas não foi utilizado e pode ser aproveitado.
Por fim, comprar em grandes quantidades ajuda a reduzir o preço unitário. Assim, caso tenha certeza de que seu filho vai precisar de mais lápis, por exemplo, do que a escola solicitou, opte por comprar uma caixa, em vez de algumas unidades. Essa compra pode evitar gastos extras ao longo do ano, finaliza Silvia.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Compras Coletivas, Problemas Coletivos

Imagem: dreamstime.com
17/10/2011

Sites de compras coletivas violam código de defesa do consumidor, diz Idec

Com o aumento das ofertas, os problemas começaram a surgir e os direitos do consumidor passaram a ser ignorados

Os sites de compras coletivas ganharam a atenção dos consumidores brasileiros.

Por terem os produtos e serviços mais desejados e com preços tentadores, esse tipo de venda começou a crescer no País, tanto que hoje já são quase duas mil empresas.

Com o aumento das ofertas, os problemas começaram a surgir e os direitos do consumidor passaram a ser ignorados.

De acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), entre os maiores problemas enfrentados pelos consumidores estão o fato de as empresas não assumirem responsabilidade por problemas decorrentes das vendas, não oferecerem informações suficientes ao consumidor e divulgarem descontos maiores do que realmente são.

Compras coletivas x problemas coletivos

Para entender os problemas que o consumidor tem enfrentado, o Idec realizou um levantamento com as quatro maiores empresas do setor, segundo o ranking do portal Bolsa de Ofertas: Clickon, Groupalia, Groupon e Peixe Urbano. Entre os problemas encontrados estão:

•Cadastro obrigatório de e-mail, sem acesso ao contrato: neste quesito, foram reprovadas as empresas Groupon e Peixe Urbano. De acordo com o Idec, é direito do consumidor só cadastrar seu e-mail depois de analisar os Termos e Condições de Usos e a Política de Privacidade dos sites de compras coletivas.

Porém, segundo o levantamento, para o consumidor conhecer as regras de funcionamento dos sites é necessário cadastrar o endereço de e-mail. Além disso, durante o cadastramento, o sistema opt-out faz com que o consumidor aceite compulsoriamente as regras de prestação de serviço, uma vez que esse item já vem assinalado. “Essa prática desrespeita a autonomia do consumidor e sua liberdade de escolha”, explica o o advogado do Idec e responsável pela pesquisa, Guilherme Varella.

•Utilização indevida de dados pessoais: as empresas Groupon, Peixe Urbano e Clickon foram apontadas nesse quesito, pois compartilham dados pessoais dos usuários cadastrados com parceiros para uso comercial e publicitário. “Não há garantias sobre a forma de tratamento das informações, o que é uma ameaça à privacidade dos consumidores e dá margem à publicidade virtual massiva e abusiva (spams)”, afirma Varella.

•Isenção de responsabilidade: neste caso, todos os sites pesquisados apresentaram cláusulas contratuais que eximem sua responsabilidade em relação à qualidade e à eficiência dos produtos e serviços que oferecem. De acordo com os contratos, a obrigação de reparar eventuais prejuízos cabe apenas aos seus parceiros, admitindo que são apenas intermediadores da compra. “O site de compras coletivas faz parte da cadeia de fornecimento de produtos e serviços, pois atua na etapa de oferta, publicidade e transação financeira dos compradores. Não há o que justifique a isenção ou diminuição de sua responsabilidade”, explica o advogado.

Segundo o artigo 51, I e III, do CDC (Código de Defesa do Consumidor), tais cláusulas são nulas, portanto, o consumidor tem o direito de exigir que os sites de compras coletivas resolvam os problemas constatados nos produtos ou serviços que comercializam.

•Desconto maquiado: as quatro empresas analisadas tiveram problemas, pois inflacionam os preços para disponibilizá-los em promoção, fazendo com que contratar o serviço diretamente no fornecedor saia mais barato do que adquirir dos sites de compras coletivas com desconto. Em outros casos, algumas empresas prometem descontos que não existem, cobrando o valor real do produto ou serviço. “Como os sites de compras coletivas são uma forma de publicidade, a veiculação de informação falsa pode ser considerada publicidade enganosa e proibida pelo artigo 37 do CDC”, explica Varella.

•Número mínimo de compradores: todas as empresas novamente tiveram problemas neste quesito, pois nenhuma informa o número mínimo de compradores necessários para a efetivação da oferta, embora seja uma informação fundamental para a efetiva aquisição do produto ou serviço.

•Direito de arrependimento: os sites reprovados foram Groupon, Peixe Urbano e Clickon. Neste caso, eles não informam adequadamente o direito de arrependimento que, segundo o CDC, é de até sete dias e dá o direito do consumidor receber seu dinheiro de volta. No caso da Clickon, esse direito é garantido, porém, o consumidor terá de pagar uma multa de 40% para cancelar a compra. “A cobrança de multa é absurda e ilegal, pois é direito do consumidor desistir da compra”, afirma o advogado.

•Ausência de SAC: nenhum dos quatro sites analisados possuem opção de atendimento rápido ao consumidor, seja por meio de telefone ou chat. As opções oferecidas são apenas perguntas frequentes, com respostas pré-formuladas.

•Falta de informações que identifiquem os sites fornecedores: todas as empresas apresentaram falha, já não divulgam de maneira clara os dados dos fornecedores. Além disso, as que informam o nome, endereço e outros dados, colocam essas informações em locais de difícil localização. “Esses dados são fundamentais para que o consumidor possa contatar as empresas e entrar com ação contra elas, caso seja necessário”, explica Varella.

Outro lado

As empresas foram informadas do resultado da pesquisa e deram seu posicionamento em relação aos resultados.

No caso do Groupon, a empresa admitiu que tem parte da responsabilidade sobre os produtos e serviços que oferta e disse que alterou a cláusula que trata do assunto. Sobre a relação entre preço e desconto, explicou que analisa todas as ofertas antes de publicá-las, mas que pela natureza dinâmica do modelo de negócio, alguns parceiros podem praticar o preço ofertado no site para outros clientes. O site também afirmou que informa sobre o direito de arrependimento nas perguntas frequentes, no item “modalidades de reembolso”.

O Peixe Urbano reiterou que não integra a cadeia de fornecimento, afirmando que atua apenas como prestador de serviço de publicidade e disponibilização de vouchers promocionais, esquivando-se da responsabilidade por eventuais problemas. Ainda afirmou que checa todos os preços antes da publicação da oferta, e que não considera necessário informar sobre o direito de arrependimento, pois este está previsto no CDC.

Para o Clickon, seu papel é de intermediador da relação entre parceiro e usuário e que, por isso, não pode ser responsabilizado por qualquer problema. Além disso, informou que seus descontos são baseados no preço sugerido pelos parceiros, e que estes podem fazer promoções paralelas às do site. A empresa também informou que retirou a previsão de multa da cláusula sobre o direito de arrependimento.

Já o site Groupalia afirma que a responsabilidade é dos fornecedores, quando estes são identificados.

Fonte: InfoMoney
Autor: Redação
Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Descolados, plugados e antenados


Imagem: dreamstime
No início deste mês conduzi um workshop durante a V Feira de Brinquedos Educativos e lá, apresentamos a adultos, crianças e jovens o The Money Game (O Jogo do Dinheiro). 
O interesse e impacto que o jogo causou entre os participantes de diversas idades foi animador.
Claro, aprender sobre as possibilidades de viver uma vida tranquila e com o orçamento equilibrado em mundo que tem, como diz Delfim Netto, "um desejo hiperbólico (muito exagerado) de consumo", parece  quase um sonho inatingível na vida de muitas pessoas

Entre as crianças e jovens presentes, a grande indagação era sobre como fazer, então, a mesada render ou mesmo sobrar até o final do mês (essa também era a dúvida dos crescidinhos). A cada jogada eles aprendiam mais sobre as possibilidades com o próprio dinheiro e vivenciavam situações rotineiras e percebiam que a forma como lidam com o dinheiro é equivocada e cheia de complicações desnecessárias. Foi mais uma experiência fantástica, onde as pessoas que lá estiveram sentiram-se mais aliviadas ao perceberem que há luz no fim do túnel.

The Money Game, marca registrada e que pertence a Creative Wealth Intl (The Money Camp),  é uma experiência vivencial e uma "luz" a educadores que realmente desejam fazer a diferença na vida das pessoas e estejam engajados na educação financeira de crianças e jovens.

Prometi que iria postar mais algumas dicas sobre como as crianças e jovens poderiam fazer a mesada render, embora os principais ensinamentos já tenham "grudado" nelas durante a vivência do jogo.

As pessoas clamam pela educação financeira em todas as idades: os adultos pelas situações que já passaram ao longo da vida e aos hábitos enraizados que os levam a uma repetição do modelo; as crianças e jovens por desejarem conhecer mais sobre suas opções com o dinheiro.

E há muitas opções.

O maior prazer em levar crianças, jovens e adultos à consciência financeira é poder ouvir frases como: " Nossa, porque nunca me ensinaram isso?" ou "Por favor, vamos comigo na minha escola amanhã." e, ainda, "Mãe, você não vai investir o dinheiro que poupou?". É poder ver o despertar das pessoas para a necessidade da educação financeira em suas vidas.
De crianças a adultos, a educação financeira transformará e impactará de forma positiva a vida das famílias brasileiras por gerações.

Deixo algumas orientações para que vocês transmitam a seus filhos pré-adolescentes e adolescentes, caso já utilizem a mesada como ferramenta de educação financeira. Orientá-los desde cedo é ter a certeza que eles terão o atalho necessário para viverem uma vida financeira de forma tranquila e segura. Não se preocupe se eles ainda errarem com o dinheiro no início. Ao longo do caminho, corrigirão os erros. Melhor agora do que quando forem adultos. 

Vida longa e próspera a todos.


Opa! Dia de Mesada.
Dia de pura expectativa e emoção. A cabeça não para de pensar em tudo o que irá comprar com o dinheiro que vai receber, mas...alto lá. Você parou para se perguntar quantas coisas sem utilidade estará adquirindo? Provavelmente não e, provavelmente, acha uma chateação ter que ficar controlando o dinheiro e faze-lo durar mais um mês inteiro até o próximo recebimento.

Com tantas coisas descoladas para se adquirir e fazer, tais como eletrônicos, games, saídas com os amigos, presentear a sua BFF ou no caso dos meninos adolescentes, até comprar um mimo para a namorada, talvez você se sinta limitado com a quantia de dinheiro que você recebe e deve achar que um upload na mesada lhe cairia bem para dar conta de fazer tudo o que deseja.

O ser humano parece ser assim mesmo: mal realiza um sonho e já está sonhando outro. Tudo bem. Sonhar é preciso, mas para que os sonhos se tornem realidade é preciso ir com calma e ter os pés no chão. Além do mais, quem sabe administrar o dinheiro desde cedo, terá grandes chances de acertar mais quando ele se transformar em uma quantia maior, ao contrário daqueles que nunca experimentaram isto.

Sim, administrar dinheiro é um hábito tanto quanto escovar os dentes e quanto antes você criar hábitos saudáveis e positivos com o seu dinheiro, melhor para a sua saúde (sim, pode apostar). Caso contrário, o que vem é doença: a doença do ponto de interrogação. "Para onde foi o meu dinheiro?" "Onde gastei o meu dinheiro?" "Por que gastei todo o meu dinheiro?"

Com um pouco de paciência e persistência, você pode fazer a sua mesada render muito mais, ou melhor, até sobrar para poder sonhar sonhos maiores.

1) Pague-se primeiro.
Em primeiro lugar, você deveria considerar a possibilidade de ter uma graninha de reserva até o próximo recebimento ou para um objetivo maior no futuro. Separe um valor do dinheiro que você recebe e guarde-o, para não cair em tentação.

2) Planeje-se para gastar.
Pegue uma folha e faça uma lista de tudo o que você pretende fazer com sua mesada ao longo do mês.

Repasse a sua lista e ao lado de cada item, coloque um (DN = Desejo Necessário) para o que for necessidade e um (VDT = Vontade De Ter) para o que for desejo

3) Priorize suas necessidades e segure a onda do que for somente desejo
Necessidade é aquilo que não podemos viver sem.
Na sua idade, o que é necessidade para você? Hoje, você não tem que pagar por despesas de moradia, alimentação, escola, roupas, materiais, combustível de carro, etc. Então, hoje, suas necessidades são alguns desejos necessários (DN), tipo: ir ao cinema ou a algum show com os amigos, baladas, pequenos mimos que você se permita dar (um tenis diferente, coisinhas fofas para o quarto, games, etc).
Desejo é uma vontade que até dá para esperar mais um pouquinho.
Então, relacione seus desejos necessários e faça o uso inteligente do seu dinheiro. Assim, você sempre poderá aproveitar tudo o que a vida pode lhe oferecer. 

4) Seja um consumidor inteligente.
Ainda assim, dentro dos seus "desejos necessários" você deve aprender a se tornar um consumidor inteligente, já que o dinheiro só vai aparecer de novo daqui a 30 dias. Pesquise, compare, pense alternativas antes de sair gastando.

Ao lado de cada item das suas necessidades, coloque um número em ordem de importância e depois continue listando para o que for "VDT" e marque o valor máximo de quanto pretende gastar o seu dinheiro com cada um destes itens. Feche a conta. O dinheiro vai dar para realizar tudo? Ótimo. Não vai dar? Refaça suas prioridades e deixe umas coisas em stand-by, ou seja, "isso vai ter que esperar".
Pesquise preços e controle seu orçamento. Assim, se você gastar mais com um item, por exemplo, você já saberá que vai faltar dinheiro para alguma outra coisa da lista.
Ah! Esqueça de contar com aquele dinheiro que você separou e guardou. Digamos que aquele dinheiro seja seu "fundo de reserva", ou seja, um dinheiro para realizar seus grandes sonhos (os itens com valor mais alto, que terão que esperar ter um volume de grana maior).

Separando a quantia de dinheiro que você pretende gastar com cada item de sua lista, você saberá exatamente o que será possível realizar ao longo do mês e realizará, simplesmente porque você direcionou um pouco do dinheiro para cada uma das coisas. 
Ainda assim, antes de gastar com alguma coisa, faça uma pergunta a si mesmo: qual o grau de importância disso na minha vida? Por que eu quero isso? Como eu posso conseguir essa mesma coisa por um preço mais em conta? Avalie cada compra e veja o que vale a pena e se vale a pena.

Se você julgar que aquele item é realmente muuuito importante, então, pegue o dinheiro que você destinou àquela compra, vá em frente e seja feliz.

Se julgar que nem é tão importante assim, pare de queimar seus neurônios e seu dinheiro e use sua inteligência financeira: gastar por gastar soa um tanto quanto...impulsivo!? Aproveite e aumente seu "fundo de reserva". Assim, você alcançará o seu objetivo maior antes do tempo. ;))

Além do mais, sempre há alternativas mesmo para as situações que parecem sem saída.
É natural, no caso das meninas por exemplo, achar que a roupa que se quer usar para ir a uma festa nunca está dentro do armário, mas na vitrine de alguma loja quando na verdade, o armário está lotado com roupas que pouco foram usadas ou ainda nem foram usadas. Chame as BFFs. Elas adoram nos ajudar quando precisamos de socorro.
No caso dos meninos, trocar games com os amigos ou mesmo vender o que está encostado para adquirir um novo já é mais inteligente e econômico.

5) Seja você mesmo.
Pessoas que gastam dinheiro com coisas que só irão usar umas poucas vezes e depois as deixam esquecidas em alguma gaveta ou armário; pessoas que acham que só serão aceitas no grupo caso tenham tudo de mais tecnológico ou pessoas que querem comprar tudo na primeira saída e estouram o dinheiro, só encontram uma satisfação momentânea e podem ser chamadas de qualquer coisa: bacana, "de presença", abonado. Menos de inteligente financeiro.

Inteligência Financeira é sempre separar uma parte de qualquer dinheiro recebido para alcançar objetivos maiores no futuro, planejar-se para realizar tudo o que se quer sem ter que contar com o dinheiro dos outros (isso significa que você é o seu próprio gênio da lâmpada), consumir com sabedoria e saber fazer valer cada centavo da sua mesada.

Foi o homem quem criou o dinheiro e não o contrário. Viva em paz com ele.

Acredite. Você pode muito mais com a sua mesada.
 Descolado mesmo é você saber quem você é e onde pretende chegar com a sua vida. Sim ou sim?