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domingo, 3 de março de 2013

Confie, mas verifique


" Se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve."

Esta frase foi dita pelo coelho para a Alice (em Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll) no momento em que ela estava perdida.

Isto nos remete ao pensamento de que é preciso entender qual é o nosso papel no mundo e o que temos como objetivo para a nossa vida familiar e a nossa vida em sociedade.

Como indivíduos, devemos analisar onde estamos agora e onde vamos querer estar no futuro e, para isso acontecer, precisamos saber qual o caminho percorrer; entender se este caminho que estamos iniciando hoje irá nos ajudar a alcançar o nosso objetivo final no futuro.

É preciso ter um plano, o conhecimento adequado para fazê-lo valer e segui-lo. Sem um plano, corremos o risco de rodar em círculos, o que nos colocará sempre no mesmo lugar.

Como cidadãos, precisamos ser conscientes e ter a consciência de que todos temos direitos, mas que também temos responsabilidades e deveres uns com os outros e, para que um caminho melhor surja para todos - incluindo nós mesmos - precisamos estar atentos às informações e buscar o conhecimento daquilo que diz respeito aos nossos interesses comuns, para trabalharmos juntos na construção da ponte que nos levará à conquista dos nossos objetivos pessoais e também dos objetivos sociais: prosperidade,  qualidade de vida, segurança, transporte, educação e saúde públicas acessíveis e com qualidade, entre outros.

Ser participativo (ativo na participação) não significa estar presente, mas colocar-se em ação, fazer saber através dos nossos pensamentos e ideias, pois não há outra forma, senão ter o conhecimento e ser participativo, para transformar tudo o que está em discordância e que pode impedir  o nosso desenvolvimento e crescimento como pessoa, cidadão, comunidade, Nação.

Enquanto indivíduos, fazemos planos para a nossa própria vida, mas se não formos ativos sobre estes planos, eles não se realizarão.

Enquanto cidadãos, pagamos um preço alto para que nossos governantes façam planos que devem ser do interesse de todos para a promoção do desenvolvimento e crescimento da Nação. Se eles não forem ativos nos planos que traçam e se propõem a realizar e se nós, cidadãos, formos distraídos, passivos ou omissos naquilo que eles propõem para nós, então andaremos todos em círculos e teremos que engolir "goela abaixo" tudo o que estes cidadãos que elegemos e colocamos lá para defenderem nossos interesses, julgarem e aprovarem como sendo o ideal para nós.
Devemos participar ativamente, cuidando para que o dinheiro que confiamos a eles (sim, nós pagamos altos impostos para que o Governo possa cuidar de nossos interesses, tais como a saúde, educação, segurança, economia próspera e também pagamos os salários deles com este dinheiro) seja investido no propósito a que ele é destinado.

"Confie, mas verifique.", já dizia Ronald Reagan.

Depois não vá dizer que você não sabia de nada.


Ao sucesso financeiro de todos.


Para expandir o seu conhecimento, acesse também os links: 
http://www.contasabertas.com.br/WebSite/
http://www.receita.fazenda.gov.br/educafiscal/textoiconedefaultasp.htm



sábado, 2 de março de 2013

Alfabetização Financeira: Uma Necessidade Urgente


Artigo escrito por Andressa Costa Gestora e educadora financeira; Consultora de língua inglesa; Orientadora educacional da Planeta Educação; Professora de língua inglesa com vasta experiência em todos os níveis de ensino (básico, intermediário e avançado) e em todas as faixas etárias (crianças, adolescentes e adultos). E-mail: andressa.costa@fk1.com.br


Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=2417

Segundo o site Valor Econômico, uma pesquisa realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostra que a parcela de famílias inadimplentes no Brasil aumentou consideravelmente em fevereiro de 2013.

Tal situação não é nenhuma novidade em um país em que a mídia reforça o consumismo compulsivo, o imediatismo e estimula as “facilidades” de crédito e pagamentos a prazo.

Além disso, o Brasil não possui uma cultura em que os pais ensinam seus filhos a serem empreendedores financeiros.

Nós nunca aprendemos com nossos pais e avós a poupar, a investir ou a ter o próprio negócio.

Sempre aprendemos a trabalhar para pagar as contas e não ficar no vermelho no fim do mês.

Mas isso é suficiente? Creio que o indicador acima prova que não.

Educação Financeira não é só uma questão de se ter uma planilha de controle de gastos e conseguir fazer sobrar um dinheirinho depois de pagar todas as contas do mês.

É uma questão de disciplina e de escolhas. É saber fazer o dinheiro trabalhar a seu favor para a realização de sonhos e de um futuro sustentável.

Por isso, Educação Financeira deve ser ensinada na escola, sim!

Em 2010, foi instituída a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), criada com o apoio do Banco Central do Brasil, da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), da Secretaria de Previdência Complementar, da Susep (Superintendência de Seguros Privados, da Bolsa de Valores de SP – BM&F Bovespa) e outras instituições.

Tal estratégia tem como objetivo tornar a Educação Financeira uma nova disciplina na matriz curricular, a princípio, do Ensino Médio.

Foram realizados projetos-pilotos em algumas escolas do país, mas não houve a expansão necessária do projeto (até o momento). Por quê?

Por falta de professores capacitados? Por falta de uma metodologia adequada? Provavelmente sim.

Precisamos formar nossos professores, ou novos professores, para o tema específico e trabalhar de uma forma inovadora na sala de aula.

Usar cartilhas e livros para passar a teoria (como no modelo tradicional de ensino) não é suficiente.

O que nossos alunos precisam é de contextualização. Isso mesmo! Atividades que promovam situações reais.

O jogo, por exemplo, é uma atividade de contextualização fantástica, pois faz com que os alunos absorvam, de fato, o conteúdo enquanto se divertem. Aliás, o jogo é muito eficaz até para ensinar adultos.

Nossos alunos precisam aprender sobre o nosso Sistema Financeiro Nacional, sobre poupança e investimentos, ações e taxas que interferem nas nossas finanças etc.

E, se isso não for passado de uma maneira prazerosa, não causará a transformação que esperamos.

Segundo a educadora financeira Silvia Alambert, não importa quantos salários você ganha, e, sim, como você administra qualquer quantia que venha a receber. Quem sabe administrar bem R$1,00 saberá administrar bem R$1.000.000,00.

Para concluir, observe mais uma citação de Silvia Alambert: “É melhor dizer ao seu dinheiro para onde ele vai do que perguntar, depois, para onde ele foi”.

Essa é a lição que nossos alunos precisam aprender.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O seu pé de meia é mágico ou é furado?

Capa do livro O Pé de Meia Mágico, do autor Álvaro Modernell

"Um pouco de conhecimento que age vale infinitamente mais do que conhecimento que é ocioso." ~ Khalil Gibran


Já se pagou primeiro este mês? 

Pagar-se primeiro significa separar uma quantia de dinheiro para fazer o famoso "pé de meia" ANTES de sair pagando os outros e não depois de pagar os outros, porque "depois" talvez não sobre para fazer o seu pé de meia.

"Mas se eu me pagar primeiro vou deixar de pagar alguma conta!!"

Então, é hora de começar a fazer uma planilha para visualizar os seus gastos e ver se é possível gerar alguma economia entre as coisas que você está gastando.

Lembre-se: se é seu desejo, futuramente, trabalhar apenas porque quer e não mais porque precisa e quer continuar vivendo no estilo de vida que você escolher viver, vai precisar dar uma força a você mesmo a partir de agora.

Para começar a transmitir bons hábitos financeiros às suas crianças, indicamos o livro de autoria de Alvaro Modernell, " O Pé de Meia Mágico".


Ao seu sucesso financeiro.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sucesso é um esforço conjunto





Qual foi o seu melhor investimento? Por que?
Qual foi o seu pior investimento? Por que?

Aprenda com quem já passou pela experiência. Peça ajuda e você irá se surpreender com os resultados.

Todas as pessoas gostam de compartilhar experiências e quando se trata de investimentos, quanto mais você souber e aprender sobre qual o tipo de investimento que mais lhe agrada, melhor. 

Quando se pede ajuda do jeito certo e com verdade, é surpreendente como existem muitas pessoas dispostas a ajudar - às vezes sem cobrar nada em troca. E se cobrarem e você aceitar, pague. É justo.

Seja curioso. Pergunte. Peça ajuda.
Sucesso é mais do que dinheiro: é atitude, é fazer os sonhos acontecerem, é crescer e não estagnar. 

Lembre-se: sucesso é um esforço conjunto.


Ao seu sucesso.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Seja apenas outra alma humana

Imagem: http://www.bettys.com.br/tag/dalai-lama/

"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana." ~ Carl Jung

  INSTRUÇÕES PARA A VIDA
 
1. “Leve em consideração que grandes amores e conquistas envolvem grande risco.

2.  Quando você perder, não perca a lição.

3.  Siga os três R’s: Respeito a si mesmo, Respeito aos outros, Responsabilidade por todas as suas ações.

4.  Lembre-se que não conseguir o que você quer, é algumas vezes um grande lance de sorte.

5.  Aprenda as regras de maneira a saber quebrá-las da maneira mais apropriada.

6.  Não deixe que pequenas disputas firam uma grande amizade.

7.  Quando você perceber que cometeu um erro, tome as providências e corrija-o imediatamente.

8.  Passe algum tempo sozinho todos os dias.

9.  Abra seus braços para mudanças, sem abrir mão de seus valores.

10. Lembre-se que o silêncio é algumas vezes a melhor resposta.

11. Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez.

12. Uma atmosfera de amor em sua casa é o alicerce para a sua vida.

13. Em discordância com entes queridos, trate apenas da situação corrente. Não levante questões passadas.

14. Compartilhe o seu conhecimento. Esta é uma maneira de alcançar a imortalidade.

15. Seja gentil com a Terra.

16. Uma vez por ano, vá a algum lugar que você nunca esteve antes.

17. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor mútuo excede o amor que cada um precisa do outro.

18. Julgue o seu sucesso por aquilo que você teve que abrir mão para consegui-lo.


19. Entregue-se ao amor e à culinária com total abandono."

(Dalai Lama)


À sua prosperidade.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Zona de conforto Vs zona de dinheiro

Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso?
Um dia, parou na porta de sua humilde casa um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares.
Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.
Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. E qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: "O segredo do tesouro de Bresa." Que tesouro seria esse? Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou: "O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo."
Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro. Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus.
Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.
Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.
Continuando a ler o livro, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.
Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.
Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.
Graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo.
No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.
Certa vez, então, teve a oportunidade de questionar um venerado sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:
- O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa "saber"...
À medida que deixamos e expandimos nossa zona de conforto, expandimos também a nossa zona de dinheiro.
Através do estudo pode o homem conquistar tesouros inimagináveis.
O tesouro de Bresa é o saber que qualquer homem esforçado pode alcançar por meio dos bons livros que possibilitam "tesouros encantados" àqueles que se dedicam a estudar com amor e tenacidade.

" O Tesouro de Bresa" (Os melhores contos, de Malba Tahan)
Fonte:www.metaforas.com.br/metaforas/metaf20050129.asp

domingo, 13 de maio de 2012

O bicho mãe

Artigo escrito especialmente para o Blog Enriquecimento Total para homenagear todas as mamães, neste dia exclusivo delas.

Um beijo especial no coração de cada mãe.

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo." ~ Rajneesh

http://www.enriquecimentototal.com/2012/05/o-bicho-mae-por-silvia-alambert.html

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Material escolar. Mas já?

Imagem: dreamstime.com
Material escolar: para economizar, estratégia é comprar ainda em 2011

SÃO PAULO – Estamos nos primeiros dias do penúltimo mês do ano. Apesar de faltar pouco para 2012, para quem quer economizar, ainda dá tempo de se planejar e fazer ainda neste ano o que a maioria vai deixar para depois: a compra do material escolar.
Com a matrícula dos filhos feita, os pais já têm acesso à lista dos itens que serão utilizados pelos jovens na escola ao longo do próximo ano. Para os que pensam em se preocupar com isso só em janeiro, é bom lembrar que é possível fazer grande economia se o material for adquirido ainda nos meses finais de 2011.
Aproveitando o momento De acordo com a educadora financeira e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert, o foco do comércio nesse momento está voltado para o Natal e não para os materiais escolares, logo, os pais podem aproveitar os bons preços dos itens.
O primeiro passo é a pesquisa de preços. Até no caso dos livros, com preços costumeiramente tabelados, é interessante fazer comparações entre estabelecimentos. Por mais que as diferenças de preços encontradas sejam pequenas, lembre-se de que, na soma total, elas podem representar uma economia.
Outra recomendação é prestar atenção aos itens de menor custo. Silvia observa que muitas pessoas só se atem aos itens de alto valor, mas, colocando na ponta do lápis, são os itens de menor valor, adquiridos sem planejamento e critério, que vão fazer a diferença. E é justamente aqui que a grande economia pode ser feita.
Comprando na internet Muitos itens à venda na internet têm preços bem inferiores aos das lojas físicas. Isso acontece porque os estabelecimentos que comercializam seus produtos na rede possuem custos reduzidos com o espaço físico e com vendedores, por exemplo. A sugestão, portanto, é que se faça, sim, compras pela internet, mas é preciso cuidado.
Deve-se avaliar a idoneidade do site. Certifique-se de que o site é seguro e que a empresa tem tradição e boa reputação. Esse cuidado evita o não recebimento dos itens pagos ou o recebimento de objetos em mau estado de conservação. Além disso, é preciso ter segurança, caso seja necessário informar os dados do cartão de crédito.
Os exageros Silvia lembra que exageros referentes aos materiais escolares podem ser cometidos tanto pelos pais quanto pela própria escola, na elaboração da lista de materiais. A orientação é observar o que foi pedido e analisar se seu filho realmente vai utilizar tudo aquilo. Caso a escola faça pedidos irreais, é interessante conversar e tentar entender o que está acontecendo.
Vale ressaltar que a lista pode conter tudo o que a criança utilizará durante o período letivo, mas só o que tem relação com material didático, inclusive os itens que ficam na própria escola, como papéis para atividades especiais, pastas, entre outros. Também pode, e deve, ser expressa a quantidade de lápis, caneta, caderno. Tudo o que diz respeito ao leva e traz, que vai na mochila todos os dias.
O planejamento é sem dúvida a melhor opção. Os pais devem entender a real necessidade dos itens pedidos e, para isso, eles devem se basear no quanto seu filho usou de papel, caneta, lápis e outros itens nos anos anteriores. Além disso, devem observar o que foi comprado no ano anterior, mas não foi utilizado e pode ser aproveitado.
Por fim, comprar em grandes quantidades ajuda a reduzir o preço unitário. Assim, caso tenha certeza de que seu filho vai precisar de mais lápis, por exemplo, do que a escola solicitou, opte por comprar uma caixa, em vez de algumas unidades. Essa compra pode evitar gastos extras ao longo do ano, finaliza Silvia.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Você Quer. Você Pode.

Imagem: dreamstime
“ Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.” – Jean Cocteau

Quando somos jovens, somos sonhadores e realizadores e nada parece ser tão complicado a ponto de deixarmos de, pelo menos, tentar. Nada parece ser sombrio ou ousado demais. O mundo até parece ser pequeno para tudo o que queremos realizar, mas eis que chega um momento na vida que parece que somos atingidos pelo raio sonífero da realidade. E o que é realidade? Realidade é tudo aquilo que os outros querem que acreditemos que seja, ao longo de nossa formação e de nosso crescimento:

“ Você não pode fazer isto”; “Ninguém faria uma coisa dessas”, “ Isso não vai funcionar”, “Você acha que isso vai dar certo?”, “ Isso é ilusão”, “ Isto não é para você!”.

Todos os realizadores já devem ter ouvido frases dessa ordem, ainda que tenham se negado a acreditar nelas. Essas pessoas (os sonhadores realizadores) se recusam a aceitar a “realidade” da vida dos outros em sua própria vida e simplesmente seguem acreditando e construindo as pontes que as levarão a realização de seus sonhos.

Portanto, não acredite em tudo o que dizem parecer ser impossível ou que não poderá ser realizado. Acredite em seus sonhos e persiga-os. Permita-se construir sua própria história de vida.

Lembre-se que sonhar é para todos, mas são poucos os que tem a ousadia de transformar um sonho em realidade e, muito provavelmente, são menos ainda os que tem energia para ao menos tentar colocar õs sonhos em um plano real. “ Ah, isso é muito trabalhoso” ou “ Quem iria comprar uma idéia dessas?” ou ainda " Só me resta sonhar" é o que a maioria das pessoas pensam e dizem, mas uma coisa é certa: não importa quão magnífico seja seu sonho, ele continuará sendo somente um sonho se você não se puser em movimento.

Se você realmente deseja transformar seus sonhos em realidade, você terá que planejar e executar, executar e planejar, ou seja, você precisará se colocar em movimento, em ação. Então:

1) Esteja decidido sobre o que irá realizar.

2) Planeje-se para a ação: Por que quero realizar este sonho? Como devo me preparar para tirar este sonho do imaginário e traze-lo à realidade? O que ou de quem exatamente precisarei para me ajudar a realiza-lo? Quando pretendo realizar este sonho?

3) Declare sobre o que você decidiu realizar com familiares e amigos – isto já lhe dará meio que uma “obrigação moral”, um comprometimento com você mesmo de que você irá iniciar seu projeto de vida.

4) Planejamento: Reveja seus passos iniciais e veja se continua no caminho ou se foi “abduzido” de seu sonho inicial ou se está se distanciando dele.Se necessário, ajuste as velas e siga em frente. Avalie-se sempre para ver se está progredindo em seus passos para transformar seus sonhos em realidade.

5) Celebre. Sim, imagine o tempo inteiro a grande festa de celebração da sua própria vitória. Como vai ser? Quem que você quer que esteja lá vibrando com você e orgulhoso por você? Donald Trump diz que “ Sonhar grande ou sonhar pequeno, dá o mesmo trabalho”, então SONHE GRANDE.

6) Continue executando e planejando até que... lá estará você no topo da sua montanha.

O melhor momento de nossas vidas para darmos início à realização de qualquer sonho (viagem de formatura, carreira a ser seguida, casamento, um negócio próprio, uma conta de investimentos, uma viagem pelo mundo, compra da casa própria, seja lá qual for o seu sonho) é HOJE.

Podemos realizar todos os sonhos que desejamos fortemente, pois só quando realmente queremos e desejamos algo com muita intensidade é que nos colocamos em ação para realiza-lo e, incrivelmente, tudo parece se encaixar perfeitamente para que eles aconteçam; somos fortes e destemidos, tal qual como na juventude.

Então, eu deixo a pergunta para você refletir: Você tem sido um realizador ou um atropelador de sonhos?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pais, vamos antecipar o futuro

Imagem: dreamstime.com



Autor: Gilberto Wiesel

O mercado de trabalho necessita de nós. Refiro-me a todos aqueles que são pais.
 
O papel de pai pode despertar em nós um verdadeiro líder ou revelar um opressor. Isso porque os filhos sofrem nossa influência e serão reflexo daquilo que ensinamos, ou daquilo que anulamos.
 
No futuro, quando estiverem crescidos, às vezes, exigimos deles atitudes que não fomos capazes de oferecer. Nós os empurramos para o mercado de trabalho, sabendo inconscientemente que eles estão despreparados e longe do que havíamos idealizado, mas mesmo assim, insistimos que o mercado os absorva e os encaminhe para dias melhores.
 
Onde excluímos nossos filhos?
O que incutimos neles?
Em quem e no que acreditam?

Somos pessoas dotadas de inteligência, muitas vezes, de uma inteligência construída por anos de estudos, especializações importantes, viagens pelo mundo, enfim, pais com uma cultura capaz de libertar o mais aprisionado ser humano. E o que fazemos aos nossos filhos? Gritamos em silêncio:
 
Você não é capaz de…
Você não pode…
Isso não é para você…
Fulano é melhor que…

Não somos capazes de promover a independência deles, pois tememos que:
 
A nossa solidão ficaria insuportável.
A razão de ser e existir são nossos filhos, e, portanto devemos prendê-los perto de nós.
O amor verdadeiro é manifestado mediante a superproteção.

Por isso, quanto mais pudermos evitar que o filho sofra, melhor.

Assim, amamos os nossos príncipes e princesas, para que amanhã comandem seus castelos ilusórios. Então, pais e filhos, conhecem de perto a frustração.
 
Sabe-se que o mercado não perdoa, somente contratará àqueles que aprenderam, desde cedo, a importância e a utilidade das suas asas.
 
Pais, colegas de jornada e amigos, vamos embarcar nossos filhos para viajem pelo cenário mundial e, de tempos em tempos, vamos reafirmar-lhes o nosso amor e a nossa confiança no seu instinto, assim, sua viagem resultará em emoções que não poderemos lhes contar, já que terão de ser experimentadas. É preciso que eles tenham a certeza de que estejam onde estiverem, sempre estaremos esperando e, principalmente, guardando o seu lugar.
 
Em consonância com o exposto, ressaltamos que não estamos falando de desprendimento, mas de amor porque o amor não sufoca, promove independência;
 
O amor não abafa, ele amplia nossos limites, traz novidades ao cotidiano, reforça nossa bagagem cultural, dá parâmetros para comparações e auxilia nossos filhos a se prepararem para o amanhã. Se não pudermos estar com eles no futuro, pelo menos estaremos neles. Afinal, o papel de um pai é auxiliar o filho a se expandir para que o filho siga em frente e conquiste a plenitude!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Eu prefiro ser essa Metamorfose Ambulante



Esta foi a notícia que mais me deixou chocada depois que eu descobri que Papai Noel e Coelho da Páscoa não existem.

Como nosso cérebro é tendencioso e sempre acredita em tudo o que nos dizem ou no que lemos, tenho por hábito buscar informações que comprovem os fatos.

“Nunca acredite em tudo o que eu lhes digo. A minha verdade pode não ser a sua.”, falo aos meus alunos, porque acho importante que eles experimentem por eles mesmos o significado de plasticidade neuronal e sobre poder sempre aprender coisas novas, formar novas sinapses (imagine fogos de artifício na virada do ano. É isso.) e buscar novas verdades com base no conhecimento deles. “ Penso, logo existo.”

O cérebro A-DO-RA uma novidade.

Depois que li o artigo abaixo, não foi diferente e acabei descobrindo mais coisas interessantes.

Como trabalhamos a educação com base na neurociência, este é um dos temas que me atrai bastante e algumas coisas eu já conhecia e algumas outras coisas interessantérrimas e escritas do jeito que o nosso cérebro gosta de ler me prenderam à leitura (fogos de artifícios) e partilho com vocês, antes de contar a máxima do dia.

Suzana Herculano-Houzel autora dos livros O Cérebro Nosso de Cada Dia - Descobertas da Neurociência sobre a Vida Cotidiana(2002), Sexo, Drogas, Rock'n'Roll & Chocolate - O Cérebro e os Prazeres da Vida Cotidiana (2003), O Cérebro em Transformação (2005) e Por que o Bocejo é Contagioso? e Outras Curiosidades da Neurociência do Cotidiano (2007)

http://vetneuro.wordpress.com/

http://www.azzarellogroup.com/blog/2010/07/29/your-brain-on-stress/

Goleman, Daniel – Inteligência Emocional

www.cidadedocerebro.com.br

Finalmente, a resposta mais simples que eu precisava encontrar depois de tanta neurociência, veio de um trecho do livro “ Comer, Rezar, Amar” , de Elizabeth Gilbert.

…People universally tend to think that happiness is a stroke of luck, something that will maybe descend upon you like fine weather if you are fortunate enough. But that's not how happiness works. Happiness is the consequence of personal effort, [...] and once you have sustained a state of happiness, you must never become lax about maintaining it…

(tradução livre) ...As pessoas tendem a pensar universalmente que a felicidade é um golpe de sorte, algo que talvez lhe aconteça se você tiver sorte suficiente, como o tempo bom. Mas não é assim que a felicidade funciona. A felicidade é consequencia de um esforço pessoal.(...) e você precisa participar o tempo todo das manifestações de suas próprias bênçãos. E, uma vez alcançado um estado de felicidade, você nunca deve relaxar em sua manutenção....

Agora, sim, o artigo que me levou a pesquisar tudo isso e ficar encantada com mais um pouco.

Ao final das contas (lá vem a matemática), foi bom pra mim e espero que seja valioso para você também.

Texto original: http://darrenhardy.success.com/2010/11/to-be-great-be-grateful
Tradução livre: Silvia Alambert

Você sabia que o seu cérebro NÃO foi desenhado para te fazer feliz? Sei que isso parece ser alarmante para você, mas seu cérebro tem uma única função primária – mantê-lo vivo (* por conta da amígdala cerebral que não evolui desde os tempos das cavernas). Seu cérebro é programado especificamente para se concentrar em coisas negativas.

Isto é um problema caso você deseje amar, prosperar e ser feliz – aquelas coisas além da questão da segurança.

Deixando-o sem orientação, seu cérebro vai te cozinhar para buscar por eventos negativos (* no caso de muitos telejornais e tramas de novelas, eu chamaria de “ desgraças”) durante o dia, todos os dias de sua vida. O enigma é – aquilo que você pensa é o que acontece. Onde você concentra sua atenção é para onde ela vai, para onde sua energia flui, o rumo que a sua vida toma.

(* quer pior do que encontrar um colega no café e você pergunta: “ Oi. Está tudo bem?” e a pessoa começa: “ Menina, estou tão desanimada. Deixa eu te contar a última que o fulano aprontou comigo...” ou “ Nossa estou com uma alergia que é um sofrimento e não sei de onde vem e não estou aguentando e vou ter que ir ao médico e blá blá blá ...” Pronto. Acabou sua energia e seu cérebro também começa a pensar em coisas desgraçadas para você poder participar da conversa. Inacreditável mesmo a facilidade com que o cérebro rapidamente encontra uma desgraça. E quando a gente ainda começa a se coçar junto...).

Aqui é que entra o poder da gratidão. Se você quer direcionar sua vida para coisas positivas, você tem que direcionar sua mente para aquilo que é positivo e forçá-la a focar naquilo que você se sente grato.

Se você quer se sentir bem, você tem que focar na gratidão. Você pode mudar qualquer situação na sua vida simplesmente redirecionando sua mente para focar no que você julga ser certo, ao invés de focar no que você julga que é errado.

(* O Prof. Luiz Machado dá um exemplo até engraçado sobre isto. Ele diz que normalmente a pessoa quando faz uma oração ela pede assim: “ Senhor, proteja o meu dia. Não deixe que nada de mal me aconteça, não deixe que eu seja atropelado, não...”. Ele diz que com base nesta oração, a pessoa atrai tudo de ruim, porque o quadro mental enquanto ora, é o de se imaginar em situações que possam lhe acontecer, inclusive de se ver sendo atropelada. Deveria orar alterando o estado negativo do cérebro para um estado positivo).

Eu tenho um Desafio da Gratidão para você: Meu desafio é que você pense em uma área de sua vida que você encontra alguma dificuldade e tem o desejo de melhorá-la. Pelos próximos 21 dias, ao final de cada dia, invista 3 minutos e escreva sobre uma situação que você julga problemática na sua vida, mas de forma positiva e a qual você seja grato (* oops, parece difícil ? Claro, se o cérebro só pensa em coisa negativa normalmente... mas insista com ele para achar coisas positivas até nas situações negativas). Pode ser um colega de trabalho, seu emprego, uma situação no casamento..qualquer coisa ou qualquer pessoa que lhe cause frustração ou lhe afete de forma negativa.

Eu lhe afirmo que quando você mudar o seu olhar sobre a situação, a situação muda junto.

Quem está pronto para este desafio simples? Mãos à obra. Ler este blog não irá lhe ajudar. Como Johann Von Goethe disse, “ O saber sozinho não é suficiente; nós precisamos aplicá-lo.” Idéias que não são praticadas não tem utilidade alguma. Idéias executadas tem o poder de mudar o mundo – particularmente o seu.

Experimente o desafio. Não por mim, mas por você. Você tentará ? 3 minutos por dia durante 21 dias. Quem fará? Declare na seção de comentários que você tentará e que você estará comprometido em ser grato durante os próximos 21 dias. Não seja um “lurker” (* sem significado exato para o português, mas o mais próximo seria a pessoa que acompanha blogs, fóruns de notícias, faz parte de redes sociais, mas que nunca se manifesta. Tipo um “ observador”) silencioso, encoraje outras pessoas partilhando sua declaração na seção de comentários.

(*) minhas colocações

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estamos Grávidos. E agora?

Imagem: dreamstime.com

A chegada de um bebê inicia-se na gravidez e teoricamente encerra-se quando o jovem entra no mercado de trabalho. Há estudos que mostram que famílias com renda mensal de aproximadamente R$ 4.000,00 investirão aproximadamente R$ 800,00 mensais com seus filhos entre 0 e 6 anos de idade. Substituindo uma despesa por outra, podemos considerar este número.

Um casal que esteja comprometido com " 150%" de sua renda dificilmente conseguirá se planejar para a chegada do bebê. Não faz sentido e nem haverá tempo para querer fazer uma poupança quando há  dívidas a serem pagas.

A melhor alternativa nesta situação é negociar as dívidas e livrar-se delas o quanto antes, para que possam ter uma vida mais tranquila para assumir a nova responsabilidade e, óbvio, não realizar novas dívidas para adquirir mobiliário para o baby.
Usar a criatividade e substituir serviços pagos pelo " faça você mesmo", até que a ressaca financeira passe e o casal possa voltar a navegar em maré mais calma, poderá ser até mais divertido para o casal enquanto aguarda a chegada do bebê. Procurar alternativas entre familiares e amigos que já encostaram berço, andador e outros itens também gerará uma ótima economia. Organizar um chá de bebê servirá como uma opção para ajudar a montar o enxoval, sem contar que reunir amigos é sempre um momento prazeroso.

Claro que o que se considera ideal nem sempre está próximo ao real, mas com um pouco de boa vontade aliada ao hábito de poupar e investir, o casal poderá programar a chegada de um bebê mesmo antes de pensar em sua concepção.
Qual o problema??? Há casais que namoram 10 anos antes de se casarem.

Consideremos, então, um casal com esta mesma renda líquida de R$ 4.000,00 e estes mesmos R$ 800,00 mensais como base do cálculo e veremos que durante os 3 anos que antecedem o plano de ter filhos, o casal deverá poupar e investir menos do que 10% de sua renda para receber com conforto e tranqüilidade o seu filhote.

Considerando ainda que a maioria das pessoas prefere não se arriscar quando o assunto é “poupança do filho”, levaremos esta conta para o investimento de menor risco (e menor rentabilidade) hoje no mercado: a caderneta de poupança (0,5%/mês)

Iniciando uma poupança hoje e trabalhando com a idéia de curto prazo (3 anos) e considerando uma rentabilidade projetada de 6% ao ano, o casal deverá investir a quantia de aproximadamente R$ 378,00 mensais ao longo deste período para poder sacar o montante durante o período da gravidez e comprar tudo o que o pimpolho necessitará durante seu 1º. ano de vida. Estamos falando aqui em R$ 15.391,00.

O mais legal é que, planejando desta forma, o casal poderá fazer tudo do jeitinho que sempre sonhou para receber o baby, sem nem precisar sacar tudo de uma só vez.

Deste momento em diante, é só dar continuidade ao plano estabelecido e realizar aportes mensais e continuados.
O fator tempo é o melhor aliado da vida do casal para garantir o futuro de sua criança em termos financeiros.

Sentindo-se mais seguro e buscando a informação necessária com especialistas da área financeira, o casal poderá optar por transferir esta poupança para investimentos um pouco mais ousados, de acordo com o seu perfil financeiro e mais interessantes em termos de rentabilidade no longo prazo.

Sempre lembrando que maior o retorno, maior o risco.

O melhor mesmo é poder desfrutar deste momento tão especial com segurança e tranqüilidade.

Saúde e felicidade aos futuros papais.




domingo, 3 de outubro de 2010

Lição de Cidadania e Ética aos Filhos

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Aproveito o momento e deixo uma reflexão sobre como andamos transmitindo lições de cidadania às crianças.

Todas as questões que envolvem desde a preservação do meio ambiente, a miséria no mundo, aprender a conviver com os diferentes,  e também a questão das políticas públicas deveriam ser abordadas desde sempre na vida das crianças. Cada coisa em seu tempo, obviamente.

Parece loucura conversar sobre isso com as crianças e jovens, mas princípios de ética e cidadania caem bem em qualquer tempo do crescimento das crianças e jovens. Aliás, dê a oportunidade de uma conversa breve e você se surpreenderá, já que eles costumam usar o seu próprio vocabulário e a adotar os modelos vindos de casa.

Sei disso e por isso compartilho a experiência, porque quando abordamos a questão dos impostos e a Previdência Pública no Brasil durante as aulas de educação financeira, ouço todo o tipo de coisa e eles são realmente muito bons nisso. Não conversamos sobre política, porque não é esta a intenção, mas é inevitável que eles façam comentários, já que são seres que veem, ouvem e pensam.

Se cada pessoa do planeta tivesse o mínimo de consciência e acessasse sua própria e outras histórias e comportamentos naturais, poderia passar ensinamentos sobre ética e cidadania aos filhos simplesmente mostrando estas histórias de forma natural. Evitaríamos o desperdicício de um monte de coisas.

Às vezes, enquanto educamos nossos filhos, acreditamos que se já ensinamos alguns comportamentos éticos e de cidadania aos nossos filhos dentro de nossa própria casa também acreditamos que eles já tenham entendido a lição para aplicar isso do lado de fora, mas nem sempre é assim.

Um exemplo quase ridículo (não dá para acreditar que ainda exista quem aja dessa forma), mas revoltante, é quando nos deparamos com um carro a nossa frente e vemos o motorista ou passageiro abrindo o vidro e simplesmente mandando sacos de papel com qualquer resto de coisa dentro ( normalmente chamamos isso de lixo) para o lado de fora. 

Se fossem pessoas conscienciosas entenderiam que este tipo de comportamento, além de ser perigoso a quem está logo atrás, entope bueiros e que restos de comida atraem baratas e ratos (há uma média de 7 ratos/habitante em São Paulo !!!) e, por conseguinte, prolifera doenças.
Fico imaginando como deve ser a casa de uma pessoa que age desta forma...
Ou ainda aquele motorista que ao ver um outro veículo dando seta para entrar (embora andem economizando até na seta), ao invés de permitir que o outro entre ele acelera para passar à frente do carro que está tentando entrar.
O que é isso? GP de F1 ?

Nas escolas, encontramos lixo (papel, chicletes, sacos de salgadinho, caixinha de suco vazia) caídos no chão da sala de aula, sob a carteira.
Será que é isso que ensinamos aos nossos filhos em casa ou será que não reforçamos o ensinamento o suficiente a ponto de que eles compreendam que a questão de cidadania deve ser adotada não só dentro, mas fora de casa também ?

Vou lhe chamar a atenção para um caso bem comum que vem acontecendo entre os jovens ( e não estou nem falando sobre levar armas para a escola...Glup!): eles dizem que perderam o celular. Será que perderam mesmo ou deram cabo do velho porque estão querendo um modelo novo ?

Quer mais uma?

" Eu posso me atrasar na entrada da aula porque aqui não é a Inglaterra."

Por que é que tem que ser assim?

Se estão crescendo envoltos em crenças de sobreposição do TER ao invés do SER (nem que para isto seja necessário mentir aos pais), em crenças negativas sobre a possibilidade de mudar alguma coisa ou fazer a diferença é porque estão descrentes dos valores reais de vida e descrentes sobre a posição deles enquanto  cidadãos capazes de mudar a história e fazer diferente daquilo que não aceitam como uma verdade.

Devemos ser e estar atentos com a educação de nossos filhos em todos os aspectos. Devemos nos preocupar, sim, com o dever de casa, ver agendas, ajudar com os trabalhos escolares, oferecer suporte e conversar com a escola quando vemos algo em desalinho com nossos princípios.

Já fomos jovens e sabemos como as coisas são e como pais, às vezes somos tachados de "chatos", mas se não formos nós a nos preocuparmos com nossos filhos e o futuro deles, sobre o que pensam, o que estão fazendo, aprendendo, quem são os amigos, onde estão, deixaremos isto para quem? Para a escola somente ? Para a babá ou funcionária da casa ou o motorista da família ? Para a família do amigo ?

As mudanças das coisas que queremos ver só acontecem se começarmos a falar sobre elas de forma mais clara ao invés de somente criticarmos e ficarmos de braços cruzados, passando mensagens estáticas aos nossos filhos.

No dia a dia, podemos ensinar às nossas crianças os princípios básicos de cidadania, conversar sobre comportamentos que nos desagradam ou agradam e porque e refletirmos juntos sobre novas possibilidades. Assim, teremos certeza de que somos o porto seguro, a base de confiança de nossos filhos, onde eles sabem que podem questionar pois serão ouvidos, podem argumentar e refletir sobre as questões da vida, sem meias palavras e objetivamente e assim, crescerão seguros sobre seus ideais, seus princípios e seus valores enquanto ser humano. 

" Um sonho sonhado sozinho é somente um sonho.
Um sonho sonhado junto é realidade." ( Raul Seixas)


"Uma pesquisa divulgada pelo Ibope em 25.11.03 traz dados preocupantes sobre as nossas relações de cidadania. Indica que 56% dos brasileiros não têm vontade de participar das práticas capazes de influenciar nas políticas públicas. 35% nem tem conhecimento do sejam essas práticas e 26% acham esse assunto “chato demais” para se envolver com ele. Nem tudo está perdido: 44% dos entrevistados manifestaram algum interesse em participar para a melhoria das atividades estatais, e entendem que o poder emana do povo como está previsto na Constituição. A pesquisa anima, de forma até surpreendente, quando mostra que 54% dos jovens (entre 16 e 24 anos), têm interesse pela coisa pública. Interesse que cai progressivamente à medida que a idade aumenta. A pesquisa ajuda a desmontar a idéia que se tem de que o jovem é apático ou indiferente às coisas do seu país."(1)

 (1) BARBOSA, B. Falta de informação limita participação popular. Cidadania na Internet. Rio de Janeiro, nov. 2003. Disponível em http://www.cidadania.org.br/conteudo.asp 







 





quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ninguém gosta de reduzir despesas


Em cursos de educação financeira sempre você irá ouvir sobre reduzir despesas.
Veja bem: não há outro modo de fazer um " pé de meia" sem que você invista um pouco de dinheiro mensalmente.
Também, não há mal nenhum em gostar de gastar dinheiro, de viajar, de ir a restaurantes, de comprar coisas que você quer.

O fato é que sem um planejamento, nada disso é realizado de forma saudável e sustentável, porque qualquer um sabe que gastar mais dinheiro do que se ganha, a matemática não fechará na certa.

A questão é que ao longo dos anos (talvez, desde sua tataravó), fomos ensinados a ganhar dinheiro de forma limitada: estude, tire boas notas, faça faculdade, arrume um bom emprego, blá blá blá...
A limitação de se contentar em ter um bom emprego já reduz a possibilidade de sonhos que desejamos tornar real ao longo de nossa vida.
Claro que não é impossível construir sonhos independentemente da quantia de dinheiro que fazemos, mas sem dúvida, eles poderão demorar mais ou menos e serão maiores ou menores dependendo da quantia de dinheiro que fazemos mensalmente.

Portanto, há um limite com relação as despesas que você poderá cortar mensalmente, mas não há limites com relação a quantidade de dinheiro que você pode fazer.

A maioria das pessoas comenta que está ganhando pouco, que não sobra muito para investir em nada (nem na continuidade de cursos que poderiam fazê-la sair do lugar comum), que não está contente com o valor de salário que recebem mensalmente, mas em compensação, pergunte a qualquer pessoa se ela tem uma idéia para fazer mais dinheiro e ela fica estagnada.
Desculpas como: "eu já trabalho demais" ou " quem acharia boa e pagaria pela minha idéia ?" ou ainda " não tenho tempo para mais nada", são comumente ouvidas.

Então, é isto, ninguém gosta de ter que reduzir despesas, mas também são poucas as pessoas que arregaçam as mangas e vão a luta atrás de mais dinheiro.

E assim sendo, não há outro ensinamento a transmitir a não ser " reduza suas despesas".

Para que não entrem na mesma sintonia, não prive as boas idéias de suas crianças.
Permita que experimentem o empreendedorismo, incentive-as a usarem a criatividade para fazer dinheiro - dentro de um bom senso, obviamente e é para isso que os pais existem, para orientar seus filhos.

Não desperdice a genialidade de seus filhos e ajude-os a se tornarem adultos seguros com relação as possibilidades de sua vida, com a construção de seus sonhos, para que não precisem pensar em reduzir despesas porque foram ensinados sobre como construir e manter riqueza na sua vida e na vida dos outros.

Promova a educação empreendedora e financeira de seus filhos.