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sábado, 21 de julho de 2012

Quer jogar?

Planejar também significa projetar, arquitetar, construir,edificar, idealizar, empreender, experimentar, propor, pretender.
O oposto significa improvisar.

Por que a maioria das pessoas prefere improvisar a ter que planejar para atingir os objetivos de vida?

A resposta talvez esteja no sentimento de que planejar sem ter um objetivo claro e uma sequencia de ações para alcançar o objetivo proposto leva muitas pessoas a desistirem de planejar, antes mesmo de iniciar algum tipo de planejamento.

Planejar com o sentimento de querer alcançar vários objetivos ao mesmo tempo, sem uma sequencia de ações, também faz com que as pessoas se percam na hora de realizar o planejamento: algumas iniciam, se perdem no caminho e perdem a vontade de continuar no jogo. 

Se compararmos esta realidade aos games, observamos que ao jogar as pessoas se sentem mais confortáveis e dispostas a produzir resultados positivos, exatamente porque existem regras claras e uma sequencia de ações para que o objetivo seja alcançado. Como não existem dúvidas sobre onde se pretende chegar e conhecendo cada passo para chegar ao objetivo, a sensação é o reconhecimento de que algo será realizado e isso nos deixa prontos para participar do desafio.

Nos games, ainda que nos deparemos com a dificuldade de passar para uma próxima fase em virtude de termos falhado em algum ponto, não há o desejo de desistir, mas em tentar novamente, já que há o conhecimento das regras e o sentimento de fazer parte de uma missão coloca-nos em marcha, exatamente por não aceitarmos a "não recompensa" do final; em um planejamento na vida real, se algo falhar no caminho, muitos são os que simplesmente desistem e não querem mais jogar. Isso porque normalmente iniciam o jogo do planejamento sem objetivos claros ou com muitos objetivos a serem alcançados ao mesmo tempo, o que acaba por trazer o sentimento de ausência de estar em uma missão e sem uma sequencia de ações conhecidas para retomar o jogo, torna-se natural a vontade de parar de jogar.

Por isso, educar-se financeiramente é importante para que se entenda o passo a passo para a próxima jogada, para o estabelecimento de regras pessoais e o sequenciamento das ações para a conquista dos objetivos. Lembrando sempre que cada um tem sua própria estratégia de jogo e, por isso, um jeito singular de jogar. 

Ao compararmos a educação financeira a um game, podemos afimar, então, que aquela se apresenta como uma necessidade de melhoria contínua de cada passo do planejamento: quanto mais se aprende mais se avança em uma fase, maior o desejo de melhorar o tempo da jogada na próxima fase, para logo alcançar um objetivo e depois outro e outro e a cada fase conquistada, obter aquela sensação de prazer e orgulho. EU CONSEGUI!

Todos podem vencer no Jogo do Dinheiro, basta escolher querer vencer.

Ao seu sucesso financeiro.

Se quiser mais informações sobre como implantar The Money Game™ em sua escola ou empresa contate-nos através do email: info@themoneycamp.com.br

The Money Game™ e sua logomarca é marca registrada ou marca de serviço registrada de propriedade de Creative Wealth Intl, LLC e comercializado no Brasil exclusivamente pela The Money Camp™ (www.themoneycamp.com.br)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Como Domar a Inflação de Férias


Imagem: Shutterstock

EM CASA OU EM VIAGEM, MAIOR DEMANDA DOS FILHOS 

POR GULOSEIMAS E RECREAÇÃO CONSOME 12% DO ORÇAMENTO 

NO PERÍODO FORA DA ROTINA ESCOLAR

Luciane Macedo _247 - As férias escolares consomem cerca de 12% do orçamento familiar durante o mês de julho, quando crianças e adolescentes gastam mais com lanches e guloseimas, lazer e recreação. O desafio de manter as contas no azul fica ainda mais difícil, pois os pais precisam separar uma parcela maior de seus rendimentos para atender as demandas dos filhos e ainda domar a inflação de férias, seja dentro de casa ou em viagem.
A maioria dos itens mais consumidos na cesta de férias, do sorvete ao ingresso de cinema, subiu acima da inflação, mostra pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. E o golpe no bolso é ainda maior para quem escolheu viajar, pois os preços dos hotéis foram os que mais aumentaram, nos últimos 12 meses, entre 23 itens de uma cesta de férias elaborada pelo economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV.
A lista da inflação de férias foi dividida em dois grupos: alimentos e serviços (veja abaixo). Em ambos os casos, houve aumento acima da inflação medida pelo IPC/FGV nos últimos 12 meses, até junho de 2012, que foi de 5,37%.
Entre os alimentos, os que registraram as maiores altas de preços foram refrigerantes e água mineral (9,36%), batata frita (8,13%) e sorvetes e picolés (8,10%). Entre os serviços, hotéis (11,72%), clubes de recreação (8,34%) e cinema (8,18%) estão no topo da lista dos que mais encareceram nos últimos 12 meses.
Mas se não dá para escapar da demanda dos filhos, o jeito é diversificar as opções para não cair sempre nos gastos mais salgados, recomenda a educadora financeira Silvia Alambert, diretora-executiva do Money Camp no Brasil e que estreia, em agosto, como colunista das rádios da BM&FBovespa. Segundo Silvia, a questão das finanças durante as férias escolares não envolve apenas números, mas, também, controle emocional dos pais.
"Trinta dias fora da escola custam caro porque, em época de aula, há toda uma programação de atividades para ocupar o tempo dos filhos, e estes gastos já estão todos programados no orçamento familiar: a aula de inglês, de dança, de natação", explica a educadora financeira. "No recesso escolar, geralmente entra tudo de férias ao mesmo tempo, então eles têm energia para queimar e nada para fazer", assinala. "O importante é que eles não fiquem entediados dentro de casa, porque aí os pais chegam do trabalho cansados e vão acabar gastando mais nas opções mais práticas, pedindo pizza no jantar e levando ao shopping".
O ideal é planejar antes os gastos de férias, mas também dá para diversificar as atividades dos filhos para não comprometer as finanças familiares além da conta, recomenda Silvia. "Tem uma vasta programação de férias que é de graça, então dá para fugir de despesas mais caras que não foram planejadas intercalando as opções de lazer", orienta a educadora financeira. "Ao mesmo tempo em que levam ao cinema e ao shopping, os pais podem incluir passeios que pesam menos no bolso, como andar de bicicleta no parque e tomar um sorvete".
Clique na imagem para ampliá-la.
 Inflação de férias: guloseimas e recreação mais caros

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Qual o momento ideal para deixar a casa dos pais?

Jovem: qual é o momento ideal para deixar a casa dos pais?

Publicado por em 27.junho.2012
Para a maioria dos pais, os filhos são o que há de mais valioso no mundo. Entretanto, gostando ou não, em determinado momento da vida eles deverão sair de casa. E a idade ideal para isso será aquela que combina dois fatores: independência financeira do jovem e maturidade para lidar com as contas.
Segundo explica a educadora financeira, Silvia Alambert, é interessante que os pais já coloquem na cabeça do filho, desde cedo, que um dia eles deverão ser independentes. Na prática, é importante falar sobre o tema com alguma regularidade e intensificar a conversa assim que eles iniciam a faculdade. Além de conversar a respeito, os filhos também devem ser preparados para administrar um orçamento.
A sugestão da educadora é que os filhos, assim que encontrarem o primeiro estágio, passem a pagar algumas contas ainda morando com os pais. Pode ser 50% da conta de água, de luz ou de telefone, por exemplo. Tomando cuidado para que eles paguem apenas uma quantia justa ao que eles mesmos usaram. A ideia é que o jovem se sinta responsável por determinados desembolsos, e não pelas principais contas do lar.
Essa estratégia deve ser adotada independente da situação financeira da família. A educadora explica que mesmo que os pais não precisem da colaboração financeira dos filhos, é só quando os jovens começam a participar da vida financeira da família que aprendem como lidar com dinheiro, amadurecem financeiramente e se tornam preparados para administrar uma casa de maneira independente.
Essas pequenas responsabilidades vão ser essenciais para acordá-los para o mundo e para que se sintam tentados a buscar sua independência. Elas ainda vão mostrar qual o impacto das contas na remuneração. O valor da bolsa-auxílio, que o jovem recebe pelo estágio que realiza durante a faculdade, não deve ser usado apenas para bancar despesas com lazer. . O momento da faculdade e a remuneração do estágio devem ser aproveitados para o amadurecimento.
Se o primeiro passo para colocar os filhos no caminho da independência é ensiná-los a lidar com dinheiro, o segundo é cuidar da carreira. Para sair de casa, um bom momento é o final da faculdade, considerando que o jovem já conquistou um emprego efetivo e tem uma remuneração que permite arcar com as contas básicas de um adulto solteiro.
Para isso, os pais – em conjunto com os filhos – devem planejar a carreira profissional, visando a conclusão do curso bem como eventuais especializações e aprimoramentos, essenciais para torná-los competitivos no mercado de trabalho.
Vale pontuar que não há nada de errado em prometer e entregar um apartamento para o filho assim que ele concluir os estudos. Isso pode ser feito na forma da lei, a título de adiantamento da herança, segundo analisa Silvia. O erro que os pais devem evitar é entregar um imóvel sem ensiná-los a lidar com os gastos nem mostrar o caminho para a administração do orçamento doméstico. E tudo isso deve ser feito o mais cedo possível, ainda sob o mesmo teto dos pais.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

As crianças e o dinheiro


Quando os bebês e crianças pequeninas começam a dar "tchauzinho" é muito comum querermos vê-los acenando e dando tchau: "Papai vai sair para trabalhar. Dá tchau pro papai, dá. Tchaaaau, papai."
À medida que vão crescendo paramos de falar sobre isso, porque a gracinha era o bebê acenar com o "tchauzinho" e porque talvez acreditemos que a criança já tenha entendido tudo sobre o que é trabalho: papai sai pela manhã, vai trabalhar e volta à noite.
Simples assim.
As crianças começam a crescer e muitas vezes elas ouvem: " Vou passar no banco para pegar dinheiro."
Simples assim.
Então, divirta-se com mais esta extraída das coisas da educação financeira de crianças que temos tido a oportunidade de vivenciar em nosso programa:
"Quem sabe nos dizer de onde vem o dinheiro que os seus pais recebem?", perguntamos às crianças.
Todas respondem, em uníssono: "Do banco".
Continuamos: " Mas por que vocês acham que vem do banco?".
E um arrisca: "Porque o banco é que dá."

Elas estão certas, e isto não significa que elas não saibam que seus pais trabalham, mas já que ninguém nunca explicou a elas o que é trabalho e que aquele dinheiro que é sacado no caixa eletrônico do banco, ainda que papai trabalhe para uma instituição bancária, não aparece lá como mágica ou por doação, mas sim que ele está lá como resultado de uma troca ( você trabalha, ou seja, troca o seu tempo e a sua energia por dinheiro), elas só entendem que quem supre as necessidades  de dinheiro da família é o banco.

Por isso, não é difícil ouvir frases tais como, " Pega no banco.", "Passa o cartão" ou " Dá um cheque."

Explicar porque o dinheiro se faz necessário na vida das pessoas; contar onde é que você trabalha, o que você faz e como é que o dinheiro vai parar lá no banco, é um bom começo para a educação financeira das crianças quando elas já entendem que seu dinheiro sai de um caixa eletrônico.

 
Ao sucesso financeiro de nossos filhos.

sábado, 19 de maio de 2012

De pequeno é que se aprende

A questão da mesada é um tema muito importante quando se trata de iniciar os filhos no mundo das finanças pessoais, no desenvolvimento de bons hábitos com o dinheiro, cultura financeira e planejamentos de curto, médio e longo prazo. Cabe aos pais, logicamente, decidirem se concordam ou não em entregar uma quantia de dinheiro semanal ou mensalmente nas mãos dos filhos.
Independentemente da decisão é sempre bom conhecer mais sobre como isso poderá ser proposto, no momento em que concordarem que isso tenha início.
Desta foma, fica o convite aos pais que desejarem conhecer um pouco mais sobre a educação financeira de crianças e jovens, no próximo dia 27 de Maio de 2012, no Espaço PIKS, do Shopping Iguatemi de São Paulo, a partir das 10 horas.
Inscrições pelo telefone (11) 3816 2304. Vagas limitadas.
Aproveite a oportunidade.

Ao sucesso financeiro de seus filhos.

Imagem de divulgação. www.piks.com.br Todos os direitos reservados.2012




domingo, 13 de maio de 2012

O bicho mãe

Artigo escrito especialmente para o Blog Enriquecimento Total para homenagear todas as mamães, neste dia exclusivo delas.

Um beijo especial no coração de cada mãe.

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo." ~ Rajneesh

http://www.enriquecimentototal.com/2012/05/o-bicho-mae-por-silvia-alambert.html

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Material escolar. Mas já?

Imagem: dreamstime.com
Material escolar: para economizar, estratégia é comprar ainda em 2011

SÃO PAULO – Estamos nos primeiros dias do penúltimo mês do ano. Apesar de faltar pouco para 2012, para quem quer economizar, ainda dá tempo de se planejar e fazer ainda neste ano o que a maioria vai deixar para depois: a compra do material escolar.
Com a matrícula dos filhos feita, os pais já têm acesso à lista dos itens que serão utilizados pelos jovens na escola ao longo do próximo ano. Para os que pensam em se preocupar com isso só em janeiro, é bom lembrar que é possível fazer grande economia se o material for adquirido ainda nos meses finais de 2011.
Aproveitando o momento De acordo com a educadora financeira e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert, o foco do comércio nesse momento está voltado para o Natal e não para os materiais escolares, logo, os pais podem aproveitar os bons preços dos itens.
O primeiro passo é a pesquisa de preços. Até no caso dos livros, com preços costumeiramente tabelados, é interessante fazer comparações entre estabelecimentos. Por mais que as diferenças de preços encontradas sejam pequenas, lembre-se de que, na soma total, elas podem representar uma economia.
Outra recomendação é prestar atenção aos itens de menor custo. Silvia observa que muitas pessoas só se atem aos itens de alto valor, mas, colocando na ponta do lápis, são os itens de menor valor, adquiridos sem planejamento e critério, que vão fazer a diferença. E é justamente aqui que a grande economia pode ser feita.
Comprando na internet Muitos itens à venda na internet têm preços bem inferiores aos das lojas físicas. Isso acontece porque os estabelecimentos que comercializam seus produtos na rede possuem custos reduzidos com o espaço físico e com vendedores, por exemplo. A sugestão, portanto, é que se faça, sim, compras pela internet, mas é preciso cuidado.
Deve-se avaliar a idoneidade do site. Certifique-se de que o site é seguro e que a empresa tem tradição e boa reputação. Esse cuidado evita o não recebimento dos itens pagos ou o recebimento de objetos em mau estado de conservação. Além disso, é preciso ter segurança, caso seja necessário informar os dados do cartão de crédito.
Os exageros Silvia lembra que exageros referentes aos materiais escolares podem ser cometidos tanto pelos pais quanto pela própria escola, na elaboração da lista de materiais. A orientação é observar o que foi pedido e analisar se seu filho realmente vai utilizar tudo aquilo. Caso a escola faça pedidos irreais, é interessante conversar e tentar entender o que está acontecendo.
Vale ressaltar que a lista pode conter tudo o que a criança utilizará durante o período letivo, mas só o que tem relação com material didático, inclusive os itens que ficam na própria escola, como papéis para atividades especiais, pastas, entre outros. Também pode, e deve, ser expressa a quantidade de lápis, caneta, caderno. Tudo o que diz respeito ao leva e traz, que vai na mochila todos os dias.
O planejamento é sem dúvida a melhor opção. Os pais devem entender a real necessidade dos itens pedidos e, para isso, eles devem se basear no quanto seu filho usou de papel, caneta, lápis e outros itens nos anos anteriores. Além disso, devem observar o que foi comprado no ano anterior, mas não foi utilizado e pode ser aproveitado.
Por fim, comprar em grandes quantidades ajuda a reduzir o preço unitário. Assim, caso tenha certeza de que seu filho vai precisar de mais lápis, por exemplo, do que a escola solicitou, opte por comprar uma caixa, em vez de algumas unidades. Essa compra pode evitar gastos extras ao longo do ano, finaliza Silvia.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Educação financeira não é só coisa de gente grande

Fonte: http://brasil247.com.br/pt/247/seudinheiro/15717/Educa%C3%A7%C3%A3o-financeira-n%C3%A3o-%C3%A9-s%C3%B3-coisa-de-gente-grande.htm

Educação financeira não é só coisa de gente grande
Educação financeira não é só coisa de gente grandeFoto: Shutterstock

De forma lúdica e eficiente, crianças podem ser estimuladas, desde cedo, a se tornarem adultos com inteligência financeira. Prerrogativa de ensinar é dos pais

21 de Setembro de 2011 às 00:01
Luciane Macedo _247 -- "Você não sabe o valor do dinheiro", diziam os pais da geração baby-boomer, em tom de severa censura, diante das incessantes demandas dos filhos por mais e mais brinquedos, doces e diversões. E muitas dessas crianças, da chamada geração X, tornaram-se adultos tateando na penumbra quando o assunto é finanças. Poucos foram educados em casa sobre o valor do dinheiro e o custo de realizar desejos. O cenário econômico de quem cresceu nos anos 80, com inflação galopante, desvalorização diária da moeda, especulação e até escassez de bens, foi totalmente desfavorável às intenções dessa geração de se educar no trato com seu dinheiro. Esse aprendizado foi conquistado tardiamente, a passos lentos. E a disciplina financeira é, em grande medida, mais recente ainda, um exercício diário.
Mas as crianças e adolescentes de hoje, da geração Y, têm a chance de reverter esse quadro desfavorável que perdura há décadas no Brasil. Plugados na internet, eles querem tudo: do último gadget às grifes mais quentes do momento, dos brinquedos mais modernos à viagem dos sonhos para a Disney. Pode parecer, aos pais, que a lista de prioridades desses meninos e meninas é simplesmente sem fim. Mas ambos têm em mãos uma ferramenta poderosa para administrar todos esses desejos: educação financeira. E ela pode ser tão simples quanto enviar seus filhos para se divertir num acampamento durante as férias escolares ou aproveitar as oportunidades -- "Pai, compra, compra, compra! -- para ensinar, desde cedo, o valor do dinheiro.
Para além dos números e dos livros, o aprendizado vivencial e familiar fica para a vida toda. Pesquisas mostram que crianças que aprendem a lidar com seus desejos de consumo e a administrar seu dinheirinho desde cedo estão mais propensas a se tornarem adultos disciplinados com suas finanças pessoais e mais preparados para investir no futuro, fazendo escolhas inteligentes e trocas vantajosas.
Ensinar através do aprendizado vivencial, de forma leve e divertida, é a proposta de Silvia Alambert, licenciadora oficial e diretora-executiva do programa The Money Camp no Brasil. A criação americana, que já beneficia crianças e jovens em dez países, foi "totalmente tropicalizada" por Silvia para se adaptar ao contexto das crianças brasileiras. O Money Camp pode ser levado a qualquer sala de aula e também conta com um acampamento em Atibaia, onde gincanas e jogos ao ar livre estimulam as crianças a pensar financeiramente, mas sem a complicação de fórmulas ou teorias que elas não podem compreender. Aliás, não há ensino teórico e nem livros na metodologia do Money Camp. "Não dá para abrir uma fórmula de juros compostos para uma criança, mas ela aprende através de dinâmicas e brincadeiras", diz Silvia. "Há um único livro de atividades que a criança pode abrir, em casa, para recordar o que aprendeu, mas só se ela tiver vontade", acrescenta a diretora do Money Camp, assinalando que, geralmente, as próprias situações que se apresentam posteriormente, no dia-a-dia normal das crianças, acabam trazendo à tona as memórias e lições do aprendizado vivencial que tiveram.
Segundo Silvia, geralmente as crianças chegam meio desconfiadas ao acampamento quando se fala em educação financeira. "Elas acham que vão ficar trancafiadas", brinca a educadora. "Mas quebra-se o gelo já dentro do ônibus, quando as crianças recebem um dinheiro de mentirinha", conta Silvia. O dinheiro serve para as crianças se manterem no acampamento.
A metodologia inovadora do Money Camp, vivencial e lúdica, foi o que mais estimulou Silvia a licenciar o programa por aqui. Em meio a seus pares, sem os pais por perto e com muita diversão, as crianças brincam de ser investidores, empreendedores, aprendem o valor do dinheiro e até os juros compostos do cartão de crédito. "Elas chegam ao acampamento achando que o cartão de crédito é simplesmente um cartão mágico, porque a mãe entra na loja com o cartão e sai com um monte de compras", comenta Silvia, bem-humorada.
A interação com as crianças rende à educadora vários momentos engraçados e de satisfação pessoal ao ver que as crianças realmente voltam para casa diferentes. "Teve uma mãe que veio me contar que tomou bronca do filho porque estava usando o cartão de crédito sem ter pago a fatura integral", relembra Silvia. "É um aprendizado pela brincadeira e não pela dor, como foi com a geração anterior", salienta, referindo-se aos brasileiros endividados que só começaram a aprender como equilibrar suas finanças pessoais depois de ter ficado sem crédito, nas listas de mau pagadores.
"As pessoas acham que educação financeira é só falar de investimento e dinheiro", comenta Silvia. "Na verdade, é bem mais que isso, diz respeito à maneira como as pessoas se comportam com o dinheiro e isso envolve todos os hábitos e crenças adquiridos ao longo da vida", ressalta a educadora e membro da International Association for Citizenship, Social & Economics Education, com sede na Inlgaterra. Formada em secretariado bilíngue, Silvia se dedicava à área de treinamento e desenvolvimento empresarial e ao ensino de inglês antes de ir aos Estados Unidos para conhecer a criadora do Money Camp, Elisabeth Donati, e, assim, poder trazer o inovador programa ao Brasil.
Desde 2007, mais de 2.200 crianças já passaram pelo acampamento e cerca de mil vivenciaram o programa inovador em sala de aula. Duas escolas incorporaram a metologia lúdica do Money Camp ao seu currículo, entre elas o Colégio Castelo Branco, na capital paulista.
São números pouco representativos para um país das dimensões continentais do Brasil -- mais ainda considerando-se o fato de que, até recentemente, não se aprendia educação financeira nas escolas públicas e nem nas particulares, com raras exceções. Segundo Silvia, vários fatores alimentam essa realidade, entre eles o atraso da própria escola brasileira e também um certo preconceito com a idéia de ensinar nossas crianças a terem inteligência financeira desde cedo. "Por incrível que pareça, algumas pessoas temem que os filhos se tornem pessoas ganaciosas", comenta a diretora-executiva do Money Camp, assinalando que este tipo de temor não poderia ser mais injustificado, já que vivemos na era da informação. "A geração do século 21 quer coisas consistentes com a vida deles, porque eles têm toda a informação disponível, enquanto que a escola está no século 19", critica a educadora.
Neste sentido, o projeto-piloto de educação financeira do Ministério da Educação, em andamento em mais de 900 escolas, já é um passo adiante. Mas a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) é direcionada, pelo menos por enquanto, apenas ao ensino médio. A iniciativa de incluir as crianças, continua sendo, portanto, uma prerrogativa dos pais.
Mas como educá-los? "Educação financeira se faz o tempo todo", indica Silvia. "Nossos filhos são ótimos vendedores, nos convencem a comprar tudo", brinca a educadora. "São nesses momentos que os pais devem aproveitar a oportunidade e iniciar uma outra conversa, que desperte o interesse da criança", orienta. Algumas boas estratégias são fazê-la pensar em algo melhor ou oferecer escolhas atraentes. Veja mais dicas da diretora-executiva do Money Camp, especialmente para "Seu Dinheiro", no texto abaixo. "Os melhores modelos estão dentro de casa", diz Silvia. "Seria muito importante que os pais conversassem com os filhos sobre dinheiro, poupar e investir, porque a escola, sozinha, não consegue", assinala a educadora. "O ideal seria que houvesse um trabalho conjunto entre pais, educadores e crianças", conclui.
Para saber mais sobre o Money Camp e as temporadas de férias no acampamento, visite o site em wwww.themoneycamp.com.br.
Arquivo pessoal

O mundo do dinheiro na vida prática dos pequenos
A educadora Silvia Alambert orienta como os pais podem aproveitar inquietações comuns dos filhos para ensinar conceitos simples de educação financeira
O que diz a criança: "Quero ser sócia do dono daquela padaria. Você ouviu ele dizer quantos pãezinhos ele vende por dia"?
Conceitos: trabalho, remuneração, empreendedorismo, investimento, inteligência financeira
Como você pode orientar seus filhos: É importante que as crianças aprendam desde cedo que, para se ter dinheiro na vida, é preciso trabalhar. Ainda que você seja dono do seu próprio negócio e tenha
funcionários trabalhando por você, você cuida para que seu negócio prospere. Mostre que há formas de colocar o dinheiro para "trabalhar" junto com você para que, no futuro, você possa trabalhar apenas porque gosta, e não mais porque precisa. É importante mostrar às crianças que pessoas com inteligência financeira colocam seu dinheiro para "trabalhar" por elas. Quando você troca o seu tempo e energia por dinheiro, você está trabalhando, tendo que ralar para manter um estilo de vida que você escolheu para você e sua família. Ao colocar todos os meses parte do seu dinheiro para "trabalhar" por você em algum tipo de investimento, seu dinheiro começa a "trabalhar", dando “filhotes”. Os “filhotes” vão crescendo, ficando maiores e dando outros “filhotes”. Até o momento que haverá tantos “filhotes” do dinheiro que você investiu trabalhando por você, que você não mais precisará trabalhar duro e poderá curtir a vida como sempre sonhou. Multiplicar dinheiro é colocar o dinheiro para "ralar por você", enquanto você pode curtir as coisas que escolher fazer. Não é uma boa idéia ensinar as recompensas do trabalho aliado à inteligência financeira?
O que diz a criança: "Tem dias que meu pai diz que podemos sair, porque ele tem dinheiro. Mas, em outros, ele fala que não podemos, porque ele não tem mais dinheiro. De onde veio o dinheiro e por que ele acabou"?
Conceitos: dinheiro, de onde vem, como é usado em casa, despesas e lazer, orçamento familiar
Como você pode orientar seus filhos: Deixar a criança no vazio é um dos grandes erros que os pais cometem de forma inconsciente, pois elas não entendem porque um dia tem dinheiro e no outro dia não tem. É preciso explicar a elas de onde vem esse tal dinheiro que parece aparecer e desaparecer como um coelho numa cartola mágica. É preciso que elas entendam que dinheiro é fruto de trabalho e trabalhar significa você trocar seu tempo e energia por dinheiro que irá proporcionar a elas a moradia, a alimentação, as roupas, os brinquedos, as viagens, e que há uma quantia a ser gasta com algumas coisas durante o mês. Deixar a criança achando que simplesmente "não tem dinheiro" é deixá-la pensando que estão falidos. Então, é importante mostrar a elas de onde vem o dinheiro e como ele é distribuído no orçamento familiar ao longo do mês.
O que diz a criança: "Mãe, nós somos ricos"?
Conceitos: riqueza, ser e ter, dar valor ao que se tem, gratidão
Como você pode orientar seus filhos: É muito comum crianças olharem para outras crianças e julgarem que são ricas só porque têm algum brinquedinho tecnológico mais moderno, como um celular ou game. A criança fica imaginando que as outras são ricas, mas ela não é. Quando faz essa pergunta aos pais, a criança só quer a confirmação de um pensamento que já tem formado. Pergunte a ela o que ela acha e por que ela acha aquilo. Você se surpreenderá com a forma como ela vê não somente a questão da riqueza material, mas como ela vê o comportamento da família com relação ao dinheiro. Explique que a questão da riqueza inclui outros itens que não só coisas materiais (saúde, felicidade, harmonia familiar, tranquilidade financeira, etc). Oriente para o fato de que ter algo de última geração não significa, necessariamente, ser rico e que você não sabe qual foi o esforço da família daquela criança para que ela pudesse ter aquilo. A verdadeira riqueza não consiste em você ter coisas, mas em ser quem você é, sem precisar provar ou mostrar nada a ninguém. Eduque seu filho para que ele seja feliz e saiba valorizar e ser grato por tudo o que ele tem.
O que diz a criança: "Compra, pai! Compra, compra, compra"!
Conceitos: gastar dinheiro, desejos, necessidades, escolhas inteligentes
Como você pode orientar seus filhos: Gastar com inteligência nada mais é do que realizar escolhas inteligentes com o seu dinheiro e não se deixar levar pela emoção do momento. Seu filho necessita ou só deseja? Crianças sempre querem o que as outras crianças têm, é natural. E se você perguntar a uma criança se aquilo é um desejo ou uma necessidade, é bem provável que ouça que tudo o que ela quer é uma necessidade. Cabe, portanto, aos pais, mostrar aos filhos que é possível termos as coisas que desejamos, mas é necessário um preparo antes de sair gastando. Use um exemplo familiar à criança para explicar a questão do preparo. Se ela deseja muito se sair bem em alguma prova, deverá se preparar. Talvez ela tenha que abrir mão de alguns dos seus dias para poder estudar, ao invés de só brincar. Vai ter que fazer uma escolha entre ir bem na prova para poder brincar com tranquilidade depois. Mostre que, com o dinheiro, não é diferente. Se a criança deseja muito comprar uma coisa, explique que os pais terão de se preparar para aquela compra, ou seja, talvez tenham que abrir mão de algo para poder ter o que parece mais necessário. Explique que é preciso se preparar e fazer escolhas com o dinheiro, para não ficar com zero no "boletim da vida". A vida é feita de escolhas e escolhas inteligentes é que nos levam a resultados positivos.
O que diz a criança: "Quando disseram que iríamos brincar com crianças em uma creche na periferia, fiquei com medo. Mas, depois de encontrá-las e brincar com elas, descobri que são crianças como nós, são só mais simples".
Conceitos: abundância, doação, diferenças, solidariedade
Como você pode orientar seus filhos: O imaginário das crianças é como uma caixinha mágica. Quando damos a elas a oportunidade de externar tudo o que cabe lá dentro, suas crenças, pensamentos e sentimentos, também somos tocados pela magia. A doação também faz parte da educação financeira, já que sua prática permite criar pensamentos de abundância de tudo para todos. Se eu estou doando meu tempo, meu sorriso, meus brinquedos, minhas roupas a quem necessita, significa que eu tenho mais do que suficiente para mim e posso fazer felizes aqueles que precisam mais do que eu. Crie a oportunidade e veja a magia da solidariedade acontecer.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Feira de Brinquedos Educativos em São Paulo


A ABRINE – Associação Brasileira de Brinquedos Educativos reúne de 04 a 07 de agosto no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo toda a cadeia do Setor do Brinquedo Educativo entre designers, desenvolvedores de produtos, fabricantes, fornecedores e consumidores finais.

Na V Feira de Brinquedos Educativos (04 e 07/08), a ABRINE reúne todas as importantes empresas do setor - expositores e visitantes dos setores de brinquedos educativos, escolas e profissionais da educação e da saúde. A Feira apresenta produtos únicos em seu design, dinâmicos, ecológicos e eficientes para o desenvolvimento de adultos, jovens e crianças desde os primeiros anos. O ingresso é reservado nos dois primeiros dias para profissionais do setor de: brinquedos, papelaria, livrarias, materiais pedagógicos, materiais educativos, esportivos, e nos dois últimos dia para o público em geral.

No I Seminário Integrado Brinquedo – Educação – Saúde e Qualidade de Vida (04 e 05/08), reúne reflexões de grandes profissionais da área sobre o tema: “bom brincar” e seus impactos e implicações no desenvolvimento pessoal. O Seminário é destinado a professores e educadores, brinquedistas, artesãos, críticos, pesquisadores, estudantes de design, educação, saúde e interessados em geral.

Palestrantes Confirmados:

ALVARO MODERNEL - "A importância do lúdico na educação financeira infantil"

ARNALDO RABELLO - “Edutainment – Uma tendência no marketing infantil”

FERNANDO VIANNA - "A Importância do Brinquedo Científico"

GILSON GIOMBELI - "Eu, o Brinquedo e o Cego"

LEANDRO COSTA - "Projetando jogos educativos mais divertidos e eficientes”

MAURÍCIO DE ARAÚJO LIMA - "Os jogos que os brasileiros conhecem e que o Brasil desconhece"

LÍGIA MEFANO - “O Design de Brinquedos no Brasil: uma Arqueologia do Projeto e suas Origens”

PAULA FALCÃO - “Desenvolvendo Competências Profissionais através de Jogos de Tabuleiros”

Dr. ROBERTO AVRITCHIR - "O Lúdico e o Risco"

RICARDO ROCHA - "Sustentabilidade e qualidade de vida para as próximas gerações"

SÍLVIA ALAMBERT - “O jogo como ferramenta de aprendizagem financeira de crianças e jovens”

MONICA MELIM & GESIEL DE OLIVEIRA - "Brinquedo Cantado”

CASSIA VIGER - “A Educação nas Asas da Imaginação!”

TIAGO AQUINO DA COSTA E SILVA (PAÇOCA) - "Brinquedo e a Ludicidade: Jogos e Brincadeiras em ação'"

Na I BIENAL do Brinquedo Educativo (06 e 07/08), a ABRINE promove a cultura do “bom brincar”, divulgando para o público, consumidor final, o Brinquedo Educativo, como objeto de lazer, educação e saúde, reunindo num mesmo local profissionais do setor e o público, o consumidor final. Com espaços interativos para o público para aproximar crianças, jovens e adultos na fascinação do “bom brincar”. O ingresso é livre, aberto ao público em geral, desde que credenciado. Para o ingresso no recinto solicita-se 01 (um) kg de alimento não-perecível para doação.

O credenciamento é realizado antecipadamente através do site www.abrine.org.br/feiras





segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pais, vamos antecipar o futuro

Imagem: dreamstime.com



Autor: Gilberto Wiesel

O mercado de trabalho necessita de nós. Refiro-me a todos aqueles que são pais.
 
O papel de pai pode despertar em nós um verdadeiro líder ou revelar um opressor. Isso porque os filhos sofrem nossa influência e serão reflexo daquilo que ensinamos, ou daquilo que anulamos.
 
No futuro, quando estiverem crescidos, às vezes, exigimos deles atitudes que não fomos capazes de oferecer. Nós os empurramos para o mercado de trabalho, sabendo inconscientemente que eles estão despreparados e longe do que havíamos idealizado, mas mesmo assim, insistimos que o mercado os absorva e os encaminhe para dias melhores.
 
Onde excluímos nossos filhos?
O que incutimos neles?
Em quem e no que acreditam?

Somos pessoas dotadas de inteligência, muitas vezes, de uma inteligência construída por anos de estudos, especializações importantes, viagens pelo mundo, enfim, pais com uma cultura capaz de libertar o mais aprisionado ser humano. E o que fazemos aos nossos filhos? Gritamos em silêncio:
 
Você não é capaz de…
Você não pode…
Isso não é para você…
Fulano é melhor que…

Não somos capazes de promover a independência deles, pois tememos que:
 
A nossa solidão ficaria insuportável.
A razão de ser e existir são nossos filhos, e, portanto devemos prendê-los perto de nós.
O amor verdadeiro é manifestado mediante a superproteção.

Por isso, quanto mais pudermos evitar que o filho sofra, melhor.

Assim, amamos os nossos príncipes e princesas, para que amanhã comandem seus castelos ilusórios. Então, pais e filhos, conhecem de perto a frustração.
 
Sabe-se que o mercado não perdoa, somente contratará àqueles que aprenderam, desde cedo, a importância e a utilidade das suas asas.
 
Pais, colegas de jornada e amigos, vamos embarcar nossos filhos para viajem pelo cenário mundial e, de tempos em tempos, vamos reafirmar-lhes o nosso amor e a nossa confiança no seu instinto, assim, sua viagem resultará em emoções que não poderemos lhes contar, já que terão de ser experimentadas. É preciso que eles tenham a certeza de que estejam onde estiverem, sempre estaremos esperando e, principalmente, guardando o seu lugar.
 
Em consonância com o exposto, ressaltamos que não estamos falando de desprendimento, mas de amor porque o amor não sufoca, promove independência;
 
O amor não abafa, ele amplia nossos limites, traz novidades ao cotidiano, reforça nossa bagagem cultural, dá parâmetros para comparações e auxilia nossos filhos a se prepararem para o amanhã. Se não pudermos estar com eles no futuro, pelo menos estaremos neles. Afinal, o papel de um pai é auxiliar o filho a se expandir para que o filho siga em frente e conquiste a plenitude!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Escola Frente à Mídia

Imagem: dreamstime.com


O problema de ontem continua hoje. Vamos voltar à reflexão.

Como a escola pode ajudar as crianças frente à TV? Como educar a leitura que elas fazem da TV?

O primeiro passo é, sem dúvida, conhecer os programas a que elas mais se apegam. Estudar-lhes as características e os aspectos que mais as impressionam.

Proibir, simplesmente, não é o caminho. A proibição só vai aguçar a curiosidade, a vontade de assistir-lhes. Ao proibir, é preciso explicar as razões. Manter com as crianças uma aprendizagem crítica, uma aprendizagem do pensamento divergente. Ensinar a criança a questionar, a duvidar, a encontrar outras saídas, diferentes das apresentadas no filme. Duvidar do que se vê é um bom exercício mental, dizem os psicólogos. A atitude reflexiva favorece a elaboração de exercícios mentais, que a criança pode exercitar ao assistir aos filmes, aos desenhos.

Uma boa estratégia é encaminhar a criança para uma esclarecida interpretação. Professor e aluno raciocinando juntos, a criança sendo encaminhada à ponderação, a exaltar ações que conduzem ao amor, ao bem.

Uma outra preocupação dos pais e dos professores é com os jogos eletrônicos. Até que ponto os videogames viciam e o que fazer? Especialistas da área de tecnologia dizem que a escolha dos jogos não pode ser aleatória. Eles devem ser relacionados segundo as características de cada criança, considerando, também, os aspectos socioculturais , educativos e psicológicos.

Os videogames têm seu lado positivo e negativo. É uma questão de regra e limites, que vale para o videogame, a TV, o computador, a Internet. Crianças que jogam de forma compulsiva sofrem os malefícios decorrentes, como sua exclusão do convívio social, o descumprimento de suas obrigações, dos efeitos colaterais orgânicos, como irritação dos olhos, excitação, insônia, principalmente quando os jogos são muito violentos.

Com horário e disciplina, os jogos podem trazer benefícios. Confirmam os especialistas que videogames e jogos para computador são excelentes para o desenvolvimento cognitivo. Desenvolvem a percepção, a memória visual e auditiva, a rapidez, o raciocínio, a capacidade de solucionar problemas e, até mesmo, a socialização, quando jogados via Internet.

Em tudo, não há modelo único de educação. Vai depender de cada criança. As regras e os limites devem ser passados dentro dos conceitos éticos, morais, culturais de cada sociedade, de cada família. O importante é conhecer a criança que se tem à frente para ser educada e agir de acordo com cada caso. Para impor limite aos videogames, ao computador, estuda-se a melhor forma, como programar atividades compartilhadas, passeios, esportes, diálogo... Disciplinar os horários, conscientizá-los da hora de estudar, de dormir e de brincar, é imprescindível. Videogame, por exemplo, só depois da lição de casa feita.

Com a finalidade de evitar a violência do jogo, a prática de atos sexuais e desvirtuamento de valores éticos e morais, o Ministério da Justiça definiu a norma de que todos os cartuchos e CDs, de games, tragam, em suas embalagens, um selo de classificação etária.

O Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento – CAD --, clínica formada por uma equipe multidisciplinar da capital, explicitou regras úteis para o aconselhamento e à aprendizagem de crianças e de jovens.

Dos 3 aos 7 anos: as regras são externas à criança, que espera que os adultos lhe dêem ordens. Aproveite a fase para fixar bem a rotina e estabelecer hábitos saudáveis;

Dos 7 aos 12 anos: a criança começa a internalizar as regras. Explique os porquês de suas exigências, sem abrir mão delas. Ela espera esse limite do adulto. É uma boa fase para trabalhar direitos e deveres, estabelecer horários das atividades escolares, de lazer e sono;

Dos 12 anos em diante: o jovem já deve ter adquirido autonomia e capacidade de pensar os valores por si mesmo.

Diálogo é essencial. O jovem deve participar da construção e/ou reformulação das regras para poder organizar sua própria vida. Vai exigir coerência dos pais e dos educadores e um compromisso recíproco de respeito às regras.

* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em julho/2006)

Outras publicações sobre o tema no blog:

domingo, 6 de junho de 2010

Como nossos filhos realmente aprendem sobre dinheiro?

Imagem: Dreamstime

Texto original em inglês de Elisabeth Donati
Traduzido e adaptado por Silvia Alambert

Como nossos filhos realmente aprendem sobre dinheiro?

A maioria não aprende até que se torne adulto e aprenda com os resultados de seu próprio sucesso ou fracasso financeiro.

Infelizmente, são pouquíssimas as escolas pelo país que transmitem conteúdo financeiro efetivo (obviamente, porque os professores não tem o conhecimento necessário sobre como realizar isto, nem conhecimento sobre os temas e nem tampouco uma metodologia que torne a aprendizagem natural), as ações para tornar público o conhecimento através da televisão ainda não chega à grande massa, a acessibilidade a computadores, idem e esperar que os pais adotem um novo modelo e hábito para educar seus filhos, é ainda mais difícil. Tipicamente, as habilidades dos pais em gerenciarem o próprio dinheiro foram desenvolvidas através da auto aprendizagem e, por isso, estão longe do que desejam para seus filhos ou ainda, nossas finanças são tão complexas que a forma como lidamos com ela não significa muito para uma criança.


Para piorar, hoje em dia as crianças e jovens gastam mais dinheiro e desenvolvem estilos financeiros muito mais cedo do que antes e, antes que você perceba, as crianças acabam desenvolvendo maus hábitos que podem segui-la pela vida inteira.


De fato, a maioria dos pais não lida com as questões de gerenciamento de dinheiro de seus filhos até que as crianças se tornem adultas. Daí então, estes problemas poderão se transformar em um alto custo emocional.

Ao final, o tempo inteiro os filhos proporcionam aos pais a melhor oportunidade para encorajá-los com hábitos financeiros saudáveis e evitar problemas emocionais futuros em suas vidas, caso essa área de comportamento financeiro humano seja negligenciada.

O único meio das crianças aprenderem a gerenciar seu dinheiro é através da experimentação e orientação que nós, pais, podemos dar a eles. Em outras palavras, as crianças aprendem por acerto e erro e por modelos, exatamente como todos nós. E se nós, pais, não pudermos ensiná-las enquanto são crianças, o preço por cometer erros na vida adulta poderá ser alto em termos financeiros e de relacionamentos.

Obviamente, a questão da mesada deve caber a cada família decidir se deseja introduzi-la ou não, mas o fato é que a mesada é uma excelente ferramenta de educação financeira, então, o primeiro passo é Inicie com uma mesada.

O que eu devo fazer?

Eis alguns motivos pelos quais as crianças precisam de uma mesada:


- Receber uma quantia de dinheiro de forma regular é o único meio que crianças aprendem a gerenciar dinheiro.

- Eles precisam aprender a errar enquanto se trata de uma pequena quantia de dinheiro.

- Conhecer os limites do recurso disponível acaba forçando as crianças e jovens:


1) A pensarem sobre qual o valor das coisas,

2) A realizarem escolhas entre as tantas coisas que elas desejam ter, mas principalmente,

3) A darem o valor devido pelas coisas que comprarem quando utilizam seu próprio dinheiro (já que a relação “barato-caro-barato” depende do quanto cada um deseja uma determinada coisa, exemplo: um sanduíche pode parecer ser caro para aquele que não o deseja, mas barato para aquele que o quer de fato) e;

4) Para saber o real valor das coisas é preciso ter uma renda, um dinheiro. Imagine-se sem dinheiro...tudo parece ser inatingível.

Quando eu devo iniciar?
Uma vez que seu filho mostre interesse por dinheiro e compreenda o conceito de dinheiro – o simples fato de compreender que ele pode ser trocado por “coisas” – eles estão prontos a iniciar a aprendizagem básica sobre gerenciamento de dinheiro. Para muitas crianças, isto poderá acontecer aos 3 ou 4 anos. Nesta fase, a mesada deverá ser introduzida através de uma quantia mínima por semana. Sendo maiores, já poderão receber quinzenalmente ou mensalmente.

Quanto eu devo dar?
Alguns dizem em um real para cada ano de vida por semana, outros sugerem que seja dado um valor próximo ao que os amiguinhos recebem. Eu, particularmente, sigo a corrente dos que concordam que o valor não pode ser tão baixo a ponto da criança se sentir excluída de seu grupo social e nem tão alto a ponto da criança não precisar sequer se organizar financeiramente para conquistar seus sonhos de consumo e, principalmente, que o valor dado caiba no bolso da família, para que o ensinamento não seja quebrado.
De qualquer forma, qualquer uma das opções ajudará bastante.

Quando for introduzir a mesada, experimente esta conta:

Determine quanto de dinheiro você já dá. Se seu filho não recebe mesada, isto significa que VOCÊ está administrando o dinheiro dele, decidindo o que ele comprará e o que irá fazer. O papel dele é de vendedor (já que ele vende a idéia do que quer, para você comprar) e de manipulador (porque por trás do desejo da compra, ele provavelmente utiliza artifícios que o convence à compra daquilo que ele quer). Deixe-o aprender a administrar seu próprio dinheiro. Pare de fazer isto por ele. Some o valor total das coisas as quais você é convencido a comprar todos os meses e entregue a responsabilidade a ele e permita que ele tome as próprias decisões com as escolhas dele com o próprio dinheiro. Você poupará tempo e evitará uma das maiores batalhas da vida: a guerra de nervos.
Faça uma lista do que é esperado que ele pague com sua própria mesada. Uma vez que você já estipulou o valor, sente-se com seu filho e faça uma lista de tudo aquilo que é esperado que ele usufrua com seu próprio dinheiro (figurinhas, doces, álbuns e, se forem maiores, material de papelaria extra (lapiseira que brilha, papel de fichário decorado, canetinhas com cheiro, etc), cinemas, pipocas, baladas, manicure, lanchonete). Isto soluciona os conflitos que podem surgir em lojas e outros departamentos de compras. O valor total requerido durante o mês se transforma em mesada. Conforme crescem, as necessidades mudam. Esteja aberto para revisar valores quando julgar que é o momento.

Tenha em mente que crianças e jovens usam o dinheiro para apenas 3 finalidades: gastar, economizar e partilhar. Considere estas três áreas quando apresentar o valor da mesada. Ajustando a mesada, este processo colocará um ponto final às constantes solicitações por dinheiro para comprar isso e aquilo e aquilo outro, já que terão dinheiro para fazer o que o coração deles desejar.

Devo atrelar a mesada a afazeres domésticos?
Você acha que seu filho tem uma certa parcela de responsabilidade com os afazeres da casa somente pelo fato de ser membro da família?


Se acha, tais responsabilidades não devem ter nada a ver com a mesada (por um acaso, alguém nos paga por arrumarmos nossa cama? Cozinharmos? Irmos ao supermercado? A padaria? A farmácia? Por guardarmos os sapatos? As roupas? Todos nós sabemos muito bem que, se quisermos que alguém faça isso por nós, teremos que contratar uma pessoa e pagá-la para fazer o trabalho por nós).


Então, é melhor que estas responsabilidades estejam atreladas a perda de privilégios tais como, sem acessibilidade a computador, vídeo game, ou outra coisa que faça parecer que “o mundo acabou”, do que simplesmente deixar de receber a mesada.


Como uma criança saberá administrar o dinheiro se ela não sabe quanto pode gastar por mês? Por outro lado, atrelar mesada a trabalhos domésticos pode ser uma armadilha, já que se seu filho julgar que naquela semana ele não irá precisar de dinheiro, ele poderá simplesmente não querer ajudar com os afazeres da casa. Além do mais, não creio que você queira ouvir “ quanto você vai me pagar?”, cada vez que o telefone tocar e você pedir ao seu filho para que atenda.



Lembre-se que a proposta de introduzir uma mesada a crianças e jovens é a de oferecer uma oportunidade de aprendizagem sobre como gerenciar o dinheiro através de acerto e erro e da orientação dos pais.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Dinheiro na mão escorrega que nem sabão.


A facilidade de crédito nos dias atuais é uma alegria para aqueles que precisam de dinheiro para suprir desejos e necessidades.



Só que o que deveria ser realmente uma grande alegria pode se transformar em uma terrível dor de cabeça.

Tudo dependerá de como você empregará o dinheiro que está tomando emprestado do banco.

Antes de tomar um empréstimo bancário, faça algumas perguntas e seja honesto nas respostas consigo mesmo:

1) Por que eu quero tomar dinheiro emprestado do banco?
Muitas pessoas tomam dinheiro emprestado para realizar coisas que poderiam ser feitas se economizassem um pouco de dinheiro mensalmente. Pense se não há excessos em seus gastos que poderiam ser diminuídos. Assim, com esta sobra, você conseguirá realizar estas outras coisas.

2) Quanto eu vou ter que pagar de juros de volta ao banco?
No momento de desespero e de vontade de ter dinheiro na mão, poucas pessoas se lembram que ao tomar dinheiro emprestado do banco, terão que devolver mais dinheiro ao banco. Não se esqueça de verificar qual o percentual de juros aplicado.


3) Em quanto tempo eu pretendo devolver este dinheiro?
Se você está tomando dinheiro emprestado é porque não tem dinheiro, certo!?
Nunca queremos acreditar que estamos quebrados, falidos, seja lá qual for o sinônimo, para admitir que estamos sem dinheiro.


Então, lembre-se: se você precisa tomar dinheiro emprestado, você precisará ter um plano infalível para devolver o dinheiro ao banco no dia proposto. Caso contrário, você vai entrar na lista de inadimplência e daí o que adiantou tomar aquele dinheiro emprestado se para sair dela vai ter que pagar ainda mais dinheiro para voltar a ter o nome limpo?


O importante é desenvolver um plano para devolução do dinheiro ao banco no menor prazo possível, mas que caiba no seu bolso. Assim você fica sossegado e livre da dívida o quanto antes.

Ah, e não fique na tentação de pegar um dinheiro para reserva porque todos nós sabemos que, a não ser que você seja extremamente controlado (o que para quem vai tomar dinheiro emprestado de banco não é o caso), dinheiro na mão escorrega que nem sabão.


Uma das principais regras de educação financeira:
Só tome dinheiro emprestado se isto te trouxer mais dinheiro. (expandir um negócio próprio, dar início a um negócio, saldar uma outra dívida cujo juros são maiores do que aquela nova dívida, etc).


Pense.
Todos nós somos dotados de inteligência financeira. Basta colocar em uso a seu favor.

Abraços e sucesso financeiro em 2010.