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domingo, 29 de julho de 2012

Faça do dia de hoje uma grande aprendizagem para a vida


Texto de Philip Tirone ( criador de 7 Steps to a 720 Credit Score)
Tradução livre por Silvia Alambert (fundadora do programa The Money Camp no Brasil)


Imagem de propriedade da The Money Camp Brasil.
Todos os direitos reservados. 2012.

Eu sempre falo sobre ser um homem de família, mas há alguns meses eu fui colocado à prova.

Eu participei de uma conferência e o palestrante (Warren Rustland) disse que se a cultura familiar de uma pessoa é mediana, tudo a sua volta é mediano (escola, vizinhança, igreja, etc) e, assim, as crianças poderiam aprender mais com a cultura familiar de outras crianças do que a sua própria cultura familiar.

Isto faz muito sentido….Se sua cultura familiar não é forte, seus filhos serão pressionados por seus pares, treinadores e professores  e acabará que adotarão valores diferentes aos da família.

Um segundo palestrante (Greg Baer) disse, então, que  o  tempo em que uma família se dedica a educar os seus filhos será diretamente proporcional ao seu sucesso e felicidade.

Foi como ser atingido por um raio.

Veja só, eu percebi que eu estava investindo mais tempo tentando construir a cultura da minha empresa do que tentando construir a cultura da minha família.

Então, há nove semanas atrás, minha esposa e eu implementamos o “encontro diário da família”, o qual nós iremos dar continuidade enquanto as crianças morarem em casa.

Lily e eu queremos criar uma forte ligação com nossos filhos e queremos que tenham uma forte relação com seus irmãos.

Ao considerar, então, a estrutura dos nossos encontros familiares, minha esposa e eu consideramos responder a esta pergunta: Quais os valores que nós queremos incutir em nossa família?

1) Iniciamos com uma oração.

2) Cada um conta aos outros membros da família sobre as coisas às quais estão animados em realizar. (Meu filho de 3 anos está animado com seu brinquedo  de atirar balões de água – todos os dias!)

3) Então, revisamos o dia e o que acontecerá ao longo do dia – Papai virá almoçar em casa; Vovó levará as crianças ao zoológico... esse tipo de coisa.

4) Depois, conversamos sobre um valor (moral ou social) do dia.

É importante observar que deixamos as crianças escolherem sobre quais valores elas querem conversar. Nós queremos que as crianças saibam que suas opiniões são importantes e que sintam-se respeitadas, então, nós damos a elas escolhas e seguimos seu exemplo.

Nós abordamos tudo – desde o compartilhar até sobre boa gestão das finanças.

Nossos filhos são novos ( o mais velho tem 5 anos), então as lições são orientadas para a idade deles.

Por exemplo, compramos um “porquinho” que tem 4 cavidades, ao invés de uma apenas. Estas 4 cavidades representam o que nós desejamos que nossos filhos aprendam e façam com seu dinheiro: poupar, doar, investir e gastar.

Conforme eles cresçam, nós partiremos destas lições para conversas sobre crédito, ferramentas de investimento e formas de poupança.

Independentemente disso, estamos investindo cada dia na construção de uma cultura que permita que os nossos filhos prosperem.

O que você acha? Como você ensina os seus filhos sobre os valores que julga importantes e quais ferramentas lhes oferece para desenvolverem suas habilidades? Eu adoraria saber o que você está fazendo. Além disso, partilhe conosco sobre como você ensina seus filhos sobre finanças, a fim de que eles possam aprender com e através das experiências e erros de seus pais. Compartilhe seus pensamentos aqui ...

Faça do dia de hoje um grande dia.

Paz.

P.S. Durante as primeiras 4 ou cinco semanas, nós nos esforçamos muito no compromisso de manter as reuniões familiares diárias. Houve um dia em que eu já ia saindo de casa sem fazer a reunião, quando meu filho mais novo, Lucas, veio correndo para me lembrar:

"Papai, papai!", ele disse. " Reunião familiar?"

Naquele momento, percebi que estas reuniões são uma mudança no jogo.
Informe-me também se vocês tiverem alguma ideia para fortalecer as reuniões de família!

domingo, 6 de junho de 2010

Como nossos filhos realmente aprendem sobre dinheiro?

Imagem: Dreamstime

Texto original em inglês de Elisabeth Donati
Traduzido e adaptado por Silvia Alambert

Como nossos filhos realmente aprendem sobre dinheiro?

A maioria não aprende até que se torne adulto e aprenda com os resultados de seu próprio sucesso ou fracasso financeiro.

Infelizmente, são pouquíssimas as escolas pelo país que transmitem conteúdo financeiro efetivo (obviamente, porque os professores não tem o conhecimento necessário sobre como realizar isto, nem conhecimento sobre os temas e nem tampouco uma metodologia que torne a aprendizagem natural), as ações para tornar público o conhecimento através da televisão ainda não chega à grande massa, a acessibilidade a computadores, idem e esperar que os pais adotem um novo modelo e hábito para educar seus filhos, é ainda mais difícil. Tipicamente, as habilidades dos pais em gerenciarem o próprio dinheiro foram desenvolvidas através da auto aprendizagem e, por isso, estão longe do que desejam para seus filhos ou ainda, nossas finanças são tão complexas que a forma como lidamos com ela não significa muito para uma criança.


Para piorar, hoje em dia as crianças e jovens gastam mais dinheiro e desenvolvem estilos financeiros muito mais cedo do que antes e, antes que você perceba, as crianças acabam desenvolvendo maus hábitos que podem segui-la pela vida inteira.


De fato, a maioria dos pais não lida com as questões de gerenciamento de dinheiro de seus filhos até que as crianças se tornem adultas. Daí então, estes problemas poderão se transformar em um alto custo emocional.

Ao final, o tempo inteiro os filhos proporcionam aos pais a melhor oportunidade para encorajá-los com hábitos financeiros saudáveis e evitar problemas emocionais futuros em suas vidas, caso essa área de comportamento financeiro humano seja negligenciada.

O único meio das crianças aprenderem a gerenciar seu dinheiro é através da experimentação e orientação que nós, pais, podemos dar a eles. Em outras palavras, as crianças aprendem por acerto e erro e por modelos, exatamente como todos nós. E se nós, pais, não pudermos ensiná-las enquanto são crianças, o preço por cometer erros na vida adulta poderá ser alto em termos financeiros e de relacionamentos.

Obviamente, a questão da mesada deve caber a cada família decidir se deseja introduzi-la ou não, mas o fato é que a mesada é uma excelente ferramenta de educação financeira, então, o primeiro passo é Inicie com uma mesada.

O que eu devo fazer?

Eis alguns motivos pelos quais as crianças precisam de uma mesada:


- Receber uma quantia de dinheiro de forma regular é o único meio que crianças aprendem a gerenciar dinheiro.

- Eles precisam aprender a errar enquanto se trata de uma pequena quantia de dinheiro.

- Conhecer os limites do recurso disponível acaba forçando as crianças e jovens:


1) A pensarem sobre qual o valor das coisas,

2) A realizarem escolhas entre as tantas coisas que elas desejam ter, mas principalmente,

3) A darem o valor devido pelas coisas que comprarem quando utilizam seu próprio dinheiro (já que a relação “barato-caro-barato” depende do quanto cada um deseja uma determinada coisa, exemplo: um sanduíche pode parecer ser caro para aquele que não o deseja, mas barato para aquele que o quer de fato) e;

4) Para saber o real valor das coisas é preciso ter uma renda, um dinheiro. Imagine-se sem dinheiro...tudo parece ser inatingível.

Quando eu devo iniciar?
Uma vez que seu filho mostre interesse por dinheiro e compreenda o conceito de dinheiro – o simples fato de compreender que ele pode ser trocado por “coisas” – eles estão prontos a iniciar a aprendizagem básica sobre gerenciamento de dinheiro. Para muitas crianças, isto poderá acontecer aos 3 ou 4 anos. Nesta fase, a mesada deverá ser introduzida através de uma quantia mínima por semana. Sendo maiores, já poderão receber quinzenalmente ou mensalmente.

Quanto eu devo dar?
Alguns dizem em um real para cada ano de vida por semana, outros sugerem que seja dado um valor próximo ao que os amiguinhos recebem. Eu, particularmente, sigo a corrente dos que concordam que o valor não pode ser tão baixo a ponto da criança se sentir excluída de seu grupo social e nem tão alto a ponto da criança não precisar sequer se organizar financeiramente para conquistar seus sonhos de consumo e, principalmente, que o valor dado caiba no bolso da família, para que o ensinamento não seja quebrado.
De qualquer forma, qualquer uma das opções ajudará bastante.

Quando for introduzir a mesada, experimente esta conta:

Determine quanto de dinheiro você já dá. Se seu filho não recebe mesada, isto significa que VOCÊ está administrando o dinheiro dele, decidindo o que ele comprará e o que irá fazer. O papel dele é de vendedor (já que ele vende a idéia do que quer, para você comprar) e de manipulador (porque por trás do desejo da compra, ele provavelmente utiliza artifícios que o convence à compra daquilo que ele quer). Deixe-o aprender a administrar seu próprio dinheiro. Pare de fazer isto por ele. Some o valor total das coisas as quais você é convencido a comprar todos os meses e entregue a responsabilidade a ele e permita que ele tome as próprias decisões com as escolhas dele com o próprio dinheiro. Você poupará tempo e evitará uma das maiores batalhas da vida: a guerra de nervos.
Faça uma lista do que é esperado que ele pague com sua própria mesada. Uma vez que você já estipulou o valor, sente-se com seu filho e faça uma lista de tudo aquilo que é esperado que ele usufrua com seu próprio dinheiro (figurinhas, doces, álbuns e, se forem maiores, material de papelaria extra (lapiseira que brilha, papel de fichário decorado, canetinhas com cheiro, etc), cinemas, pipocas, baladas, manicure, lanchonete). Isto soluciona os conflitos que podem surgir em lojas e outros departamentos de compras. O valor total requerido durante o mês se transforma em mesada. Conforme crescem, as necessidades mudam. Esteja aberto para revisar valores quando julgar que é o momento.

Tenha em mente que crianças e jovens usam o dinheiro para apenas 3 finalidades: gastar, economizar e partilhar. Considere estas três áreas quando apresentar o valor da mesada. Ajustando a mesada, este processo colocará um ponto final às constantes solicitações por dinheiro para comprar isso e aquilo e aquilo outro, já que terão dinheiro para fazer o que o coração deles desejar.

Devo atrelar a mesada a afazeres domésticos?
Você acha que seu filho tem uma certa parcela de responsabilidade com os afazeres da casa somente pelo fato de ser membro da família?


Se acha, tais responsabilidades não devem ter nada a ver com a mesada (por um acaso, alguém nos paga por arrumarmos nossa cama? Cozinharmos? Irmos ao supermercado? A padaria? A farmácia? Por guardarmos os sapatos? As roupas? Todos nós sabemos muito bem que, se quisermos que alguém faça isso por nós, teremos que contratar uma pessoa e pagá-la para fazer o trabalho por nós).


Então, é melhor que estas responsabilidades estejam atreladas a perda de privilégios tais como, sem acessibilidade a computador, vídeo game, ou outra coisa que faça parecer que “o mundo acabou”, do que simplesmente deixar de receber a mesada.


Como uma criança saberá administrar o dinheiro se ela não sabe quanto pode gastar por mês? Por outro lado, atrelar mesada a trabalhos domésticos pode ser uma armadilha, já que se seu filho julgar que naquela semana ele não irá precisar de dinheiro, ele poderá simplesmente não querer ajudar com os afazeres da casa. Além do mais, não creio que você queira ouvir “ quanto você vai me pagar?”, cada vez que o telefone tocar e você pedir ao seu filho para que atenda.



Lembre-se que a proposta de introduzir uma mesada a crianças e jovens é a de oferecer uma oportunidade de aprendizagem sobre como gerenciar o dinheiro através de acerto e erro e da orientação dos pais.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Parece que foi ontem...

Image: Dreamstime

" Quem ama também educa financeiramente." - Silvia Alambert

Desde que a matéria abaixo saiu na edição da Veja há quase 9 anos, percebe-se que pouco se evoluiu com a educação financeira DOS JOVENS.

Os pais se preocupam em investir para garantir a educação dos filhos, mas eles se preocupam ou pensam no esforço dos pais para mantê-los? Infelizmente, parece que não, já que " A fatia dos jovens no universo dos inadimplentes cresce de forma assustadora: 10% deles têm até 20 anos e 39% têm idade entre 21 e 30 anos (sim, os balzaquianos também são considerados jovens nos dias de hoje). Juntos, os consumidores até 30 anos foram responsáveis por 49% dos calotes dados em 2006 junto a bancos, administradoras de cartão de crédito e financeiras. Em 2005, somaram 44%. Os dados foram divulgados pela Telecheque na quinta-feira 18. “Os jovens tiveram acesso ao crédito fácil demais nos últimos dois anos. Ficaram deslumbrados e perderam o controle”, diz José Antônio Praxedes, vice-presidente da Telecheque." Fonte: IstoÉ Independente - 24 de Janeiro de 2010

Papais e mamães, garantam que seus filhos tenham tudo de bom para o futuro que os aguarda, inclusive EDUCAÇÃO FINANCEIRA.

Quanto custa criar um filho, do berço ao diploma.

Vinte anos passam voando e muitos casais jovens já se planejam para custear as despesas futuras dos filhos.

Fernanda Colavitti e Carolina Botelho
Revista Veja - Edição Especial Novembro de 2001


Criar um filho numa família brasileira de classe média, do berçário até o diploma de faculdade, custa alguma coisa em torno de 320 000 reais. Na classe média alta, o custo passa dos 600 000 reais. Beira o 1 milhão de reais se o herdeiro for da classe alta. Esses são os números a que chegou o economista e consultor Mauro Halfeld, da Universidade Federal do Paraná, que fez o levantamento a pedido de VEJA Seu Investimento. Os resultados detalhados estão no quadro. Autor de Investimentos – Como Administrar Melhor Seu Dinheiro, Halfeld fez três simulações com um casal que cria e educa um filho, até a idade de 22 anos, quando obtém o diploma na faculdade. A cada item, como habitação, alimentação, transporte, despesas pessoais, saúde, vestuário e educação, foi atribuído um peso diferente.



Mais do que buscar a precisão absoluta do cálculo, o consultor paranaense procurou encontrar uma fórmula simples e objetiva para auxiliar os pais no planejamento do futuro de seus filhos. É o que muitos já estão fazendo, como o analista de sistemas Cláudio Hendo, 38 anos, e a agente de turismo Mari Yamaguchi, 28. Casados e residentes em São Paulo, eles separam 168 reais todo mês para uma conta especial em nome da filha, Larissa, de 1 ano e 2 meses. "Quando ela chegar aos 21 anos, terá dinheiro para pagar a faculdade e ajudar na pós-graduação no exterior", Mari calcula. Exagero de preocupação com o futuro? De maneira alguma. O casal Cláudio e Mari expressa bem a inclusão de um novo item no orçamento doméstico da família de classe média brasileira – a compra de um plano de previdência voltado para a educação dos filhos no futuro. Eles escolheram o Renda Total Júnior, lançado pela seguradora BrasilPrev, uma associação entre o Banco do Brasil e a empresa americana Principal Financial Group, um gigante internacional do setor. Em 2020, Larissa terá à disposição 100 114 reais, pois o dinheiro vai sendo aplicado como um fundo de investimento.



Mais precisamente, o Renda Total Júnior é um tipo de Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL), hoje a modalidade mais aceita de previdência privada no Brasil. Inicialmente concebido para a aposentadoria, o PGBL passou a atender sob medida os futuros doutores e bacharéis. As principais instituições do ramo têm produtos concorrentes, como a Bradesco Previdência, que oferece o Prev Jovem. O Unibanco AIG comercializa o Prever Kids, destinado a todas as pessoas que desejam presentear um filho, sobrinho, neto ou afilhado. No momento da aquisição do plano, escolhe-se a idade em que o menor começará a usufruir o Prever Kids e o período de recebimento da renda temporária no futuro, de quatro a seis anos. A contribuição mínima mensal do Prever Kids é de 80 reais. Para quem faz para mais de um membro da família, esse valor cai para 40 reais. Quanto maior a contribuição mensal, obviamente maior será o retorno no futuro. Depois de uma carência de 180 dias, o dinheiro pode ser tirado para uma emergência. Outras vantagens são a possibilidade de abatimento no imposto de renda e uma valorização superior à da caderneta de poupança, ao longo dos anos.



Esse é um bom caminho, particularmente para quem sonha alto com a educação dos pimpolhos, como a obtenção de um MBA (o diploma de Master in Business Administration, a pós-graduação que virou passaporte obrigatório para carreiras no mercado financeiro, marketing e em gestão empresarial). "Bancar o curso, a alimentação e a moradia é uma despesa alta e não sai por menos de 250 000 reais", afirma Ricardo Betti, consultor paulista que se especializou em assessorar candidatos que desejam obter um MBA.

Como base para chegar ao resultado final do quadro abaixo, o economista Mauro Halfeld usou a Pesquisa de Orçamentos Familiares 1998/1999, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe), que contabiliza os gastos anuais básicos, com alimentação, saúde, moradia, transporte, vestuário, educação e despesas pessoais, de 2 350 domicílios no município de São Paulo. Para as famílias com renda acima de 20 salários mínimos (que é o caso de todas as classes analisadas), a distribuição é a seguinte: habitação (28%), alimentação (14%), transportes (18%), despesas pessoais (14%), saúde (9%), vestuário (6%) e educação (11%). Como ajuste adicional, ele atribuiu ao filho 80% dos gastos com educação. A diferença foi deduzida na mesma proporção dos gastos com habitação e transportes. Halfeld levou em conta que as depesas com educação dentro da família são maiores para os filhos. Para efeito de uniformizar o resultado, a renda familiar foi mantida constante na projeção dos 22 anos, e o resultado final foi distribuído de acordo com a divisão estabelecida pela Fipe."

Classe Média
Renda Mensal da Família: R$ 3.600,00 a R$ 7.200
Habitação: R$ 64.680,00
Alimentação: R$ 42.000,00
Transporte: R$ 30.660,00
Despesas Pessoais: R$ 46.080,00
Saúde: R$ 29.400,00
Vestuário: R$ 18.120,00
Educação: R$ 89.460,00
Total: R$ 320.400,00

Classe Média Alta
Renda Mensal da Família: R$ 7.200,00 a R$ 10.800,00
Habitação: R$ 129.360,00
Alimentação: R$ 84.000,00
Transporte: R$ 61.320,00
Despesas Pessoais: R$ 92.280,00
Saúde: R$ 58.800,00
Vestuário: R$ 36.240,00
Educação: R$ 178.920,00
Total: R$ 640.920,00

Classe Alta
Renda Mensal da Família: acima de R$ 10.800,00
Habitação: R$ 194.040,00
Alimentação: R$ 126.000,00
Transporte: R$ 91.980,00
Despesas Pessoais: R$ 139.200,00
Saúde: R$ 88.200,00
Vestuário: R$ 54.360,00
Educação: R$ 268.380,00
Total: R$ 962.160,00



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O risco deve ser administrado.

Dentro de sala de aula fica simples observar como a questão financeira é tratada dentro da família, em virtude do comportamento  e expressão das crianças durante uma aula de educação financeira.
É interessante e importante, então, entender quais as crenças desta ou daquela criança com relação ao modo como ela provavelmente conduzirá sua própria vida financeira durante sua vida adulta.

Observo em meu dia a dia com as crianças que, mesmo com dinheiro de "brincadeira", a maioria tem medo de investir por medo de perdê-lo. 
Claro, ninguém gosta de perder dinheiro e já é sabido e provado pela neurociência que quando temos e vemos o dinheiro em nossa mão, o sentimento de não querer "perdê-lo de vista" faz com que gastemos menos (por isso muitas pessoas cometem excessos com o cartão de crédito, porque é um dinheiro que não se vê).

O fato é que parece que as pessoas tem menos medo de gastar, nem que seja com inutilidades, e mais medo de investir dinheiro ( quando deveria ser o inverso).

O medo de investir também leva a perdas.
Ao deixar de investir dinheiro, seja lá em qual poderia ser o investimento de preferência, as pessoas estarão deixando para depois a tranquilidade do futuro.
Ao deixar de investir dinheiro, as pessoas somente postergarão seus sonhos.
As pessoas parecem preferir sonhar com a ajuda de longos financiamentos, ao invés de sonhar com o dinheiro rendendo e trabalhando para elas no longo prazo, simplesmente por medo de achar que irão perder este dinheiro investido.

O medo é um dos poucos sentimentos que leva o ser humano a ficar estagnado, sem reação. A única reação momentânea que se passa pela cabeça quando se está com medo é...fugir, fechar os olhos para não ver.
Devemos, portanto, procurar conhecer o que é desconhecido para sabermos avaliar os possíveis riscos que poderemos (ou iremos querer) correr ao investir dinheiro em algum tipo de aplicação, ao invés de ficarmos estagnados ou fugindo do assunto ou fechando os olhos para não investirmos dinheiro.

Novamente, o mais importante não é a quantia de dinheiro que você poupa e investe. É o hábito de poupar e investir - ainda que pequenas quantias - que o tornará um excelente administrador de seu dinheiro.

O mais importante, é transmitir às crianças a importância de investir dinheiro ao longo da vida e que cada pessoa tem um jeito para escolher como quer investir: uns são mais ousados e outros já são mais conservadores.

Permita que suas crianças tenham a idéia de que até uma simples caderneta de poupança é o melhor rumo para o dinheiro que está parado dentro da carteira ou engordando o porquinho.

É importante que a criança saiba que riscos existem para serem administrados. (ei, ao sairmos de casa já estamos nos arriscando...). Não podemos simplesmente fugir deles.

Se você já tem uma caderneta de poupança, uma previdência, investe em ações ou outra forma de investimento para garantir o futuro de sua família ou de seu filho, partilhe isto diretamente com sua criança.

Não deixe seu filho pensando que dinheiro poupado e investido é dinheiro perdido, que nunca mais será visto.


Tenha um final de semana agraciado.

"Tudo tem seu tempo e até certas manifestações mais vigorosas e originais entram em voga ou saem de moda. Mas a sabedoria tem uma vantagem: é eterna. (Baltasar Gracián)"

Alunos aprendem a administrar o risco
Foto de propriedade da The Money Camp Brasil
Todos os direitos reservados - 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O Poderoso Chefão: O Cérebro.

Os princípios básicos que norteiam a educação financeira independem de idade, mas é verdade que a idade sempre ajuda em todos os aspectos de tempo de nossa vida.

Lemos o tempo inteiro as mesmas coisas sobre a necessidade da educação financeira e a sensação que se tem é que parece que quanto mais o mantra é repetido: " Com a facilidade de crédito e a falta de educação financeira, as pessoas gastam mais do que ganham e comprometem seu orçamento pagando altos juros às instituições financeiras e blá blá blá..." , menos as pessoas se importam em aproveitar o crédito fácil e utilizá-lo a seu favor.

Qualquer pessoa que trabalha duro para fazer seu dinheiro mês a mês, entende que trabalha e recebe dinheiro, portanto, trabalhar duro e receber dinheiro = + (mais) 
Qualquer pessoa que gaste seu dinheiro que trabalhou duro para fazer, estará diminuindo(-) aquele + que deu duro para fazer. Portanto, trabalhou duro e recebeu dinheiro = + e gastou o dinheiro = -(menos)

Então: trabalhar e receber = + (mais) :-) e gastar = - (menos)  :-(

Por que, então, parece que as pessoas acham tão difícil fazer contas de mais e menos e transformar sua renda adquirida (trabalhar duro e receber dinheiro) em renda passiva (fazer o SEU DINHEIRO TRABALHAR  a seu favor)?

O problema não é a matemática (até pessoas que não foram alfabetizadas sabem fazer contas, quando se trata de dinheiro).
O problema, além da falta de planejamento e educação financeira, é a mensagem que ficamos mandando ao nosso cérebro para que ele nos convença a acreditar que (-) + (-) = +.
Insistimos em convencer o nosso cérebro de que mesmo que gastemos todo o dinheiro que demos duro para receber (que era + e a esta hora já é = 0, pois dia 29 de cada mês a maioria das pessoas já está pensando em quais contas conseguirá pagar ou o que é que vai dar pra cobrir até o próximo recebimento) e adicionemos + a ele , referente ao  valor disponível do limite do cartão de crédito e do limite bancário (e que, na verdade é = (-),  já que esse dinheiro não é de nossa propriedade), ainda assim, conseguiremos dar conta de tudo no próximo mês quando novamente receberemos dinheiro por ter trabalhado duro = + (de novo) .

Visualize, matematicamente falando, a salada matemática que muitas pessoas insistem em fazer e acreditam fortemente, levadas pela emoção de consumo:

1) Dinheiro trabalhado, suado e recebido = + (mais).
Isto se chama renda adquirida ou Você trabalhando pelo Seu dinheiro.

2) Dinheiro trabalhado e suado que foi gasto = - (menos)
Então, quando o  dinheiro trabalhado e suado já era , significa que a pessoa está " zerada" = 0 e isto se chama mal uso do dinheiro ralado  e que para a maioria das pessoas termina no 8o. dia após o recebimento.



Valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário = (-)
Valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário (no que a pessoa quer acreditar) = + . 
E esta é a pessoa feliz :-)))) achando que ainda tem dinheiro para gastar.

Agora dê uma olhada no nó cerebral:

A conta correta deveria ser:
1)- 2) = 0 (dinheiro trabalhado, suado e recebido que zerou)
 (- valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário que a instituição financeira empresta)
então,
0 + (- valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário)  = - (é o valor que a pessoa deveria ter consciência que TEM no cartão de crédito ou limite bancário)

MAS...a pessoa lê no extrato que ela TEM disponível e faz questão de acreditar que:

1) - 2) = 0 (dinheiro trabalhado, suado e recebido que zerou)
+ (valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário, porque a instituição financeira está mostrando que é da pessoa e que está lá)
então,  
0 + (+ valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário) = + (valor que a pessoa acredita que TEM e que É DELA)

Fora esta miscelânea que as pessoas acabam fazendo, há o desejo de ter coisas que demonstram poder, segurança, status e que as pessoas desejam muito e não tem paciência para poupar e investir parte do dinheiro trabalhado, suado e recebido ( o verdadeiro +) para terem o que quiserem depois, já que se deixam levar pela emoção do consumo imediato.
Querem ter AGORA e já que o dinheiro está disponível na conta (já que o sinal ao cérebro já foi enviado e, portanto, é +), preferem ACREDITAR que PODEM comprar o que quiserem AGORA e aí é o ponto em que a maioria das pessoas se perde financeiramente e depois ficam pagando meses e meses de altos juros e é quando começam as promessas de que nunca mais irão fazer aquilo de novo.

Entende porque instituições financeiras amam dar crédito às pessoas? Entende porque até lojas de roupas já viraram instituição financeira e permitem que as pessoas façam empréstimos ali mesmo para consumir mais?

Além do mais, usar cartão de crédito dá às pessoas a sensação de que não tiveram perdas financeiras. Pelo menos é assim que o cérebro realiza a leitura.

Por outro lado, você acredita que as lojas e instituições que oferecem crédito fácil às pessoas amam inadimplentes? É óbvio que não! Se não, não gastariam com ligações telefônicas e não mandariam cartas de cobrança. Afinal de contas, é sobre os juros e multas que as administradoras faturam muito.

Então, cartões de crédito, limites de crédito, crédito consignado e afins são ruins? Sim e não.

SIM, para quem não sabe usá-los, pois acabarão comprometendo o orçamento e pagando meses ou anos de altos juros sobre juros e NÃO, ao contrário, podem ser aliados do plano de realização de vida, se a pessoa souber utilizá-los com inteligência financeira.

Como?
Aí é que entra a base da educação financeira para que as pessoas iniciem sua jornada para melhor compreender como utilizar o dinheiro de forma saudável e consciente, aprender os diferentes tipos e formas de investimentos, a melhor utilização do cartão de crédito e outros créditos disponíveis, trabalhar na elaboração de uma planilha de realização de vida consistente e rumar à  tão sonhada INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA.

É por isso que a questão da educação financeira é tão fundamental e deve ser recebida desde cedo.

Já que lidamos e usamos o dinheiro todos os dias durante a vida adulta, é importante darmos a oportunidade da educação financeira às nossas crianças e jovens para que alcancem a vida adulta seguras e tranquilas com relação ao seu futuro financeiro, sem que precisem driblar o cérebro com contas que não fecham.

Novamente, educar financeiramente é muito mais do que ensinar a lidar com dinheiro, cartões, consumo exacerbado.
Educar financeiramente é ensinar a usar inteligência financeira em benefício próprio e de outros e isto compreende, também, as crenças e emoções que giram em torno do tema " dinheiro".

The Money Camp Brasil
" Educação Financeira para a Vida Inteira!"

Um abraço.

" Educação é a fundação do sucesso. Assim como a escolaridade é importância vital, igualmente importantes são os conhecimentos financeiros e de comunicação." - Robert Kiyosaki (autor best seller " Pai Rico, Pai Pobre")