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segunda-feira, 5 de julho de 2010

CBN - A rádio que toca notícia - País

Os alunos da Escola Castello Branco, Davi e Pedro, de 6 anos, iniciaram as aulas de educação financeira do programa The Money Camp neste ano. 
Foram entrevistados pela rádio CBN e mostraram que, apesar de serem iniciantes no assunto, já entendem os princípios básicos da educação financeira.
Já o Raul, de 9 anos e que iniciou conosco aos 6 anos, questionou à mãe, Mirza, o quanto ele já tinha de dinheiro investido para o futuro dele. A partir daí, iniciou com sua previdência.
Assim, as crianças "geração Money Camp" vão ajudando as suas famílias a entenderem as questões básicas sobre a importãncia de fazer dinheiro, poupar, investir, gastar com inteligência e doar.
Tendo a oportunidade de " errar" com o dinheiro na infância, o risco de cometer erros na vida adulta será mínimo - independentemente da quantia de dinheiro que cada um possui.

Quem administra bem R$ 1,00, saberá administrar bem R$ 1.000.000,00.

Ouça a entrevista na íntegra em:
CBN - A rádio que toca notícia - País

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O que é The Money Camp?

The Money Camp é um sistema de ensino em educação financeira para crianças e jovens.

RIQUEZA

DEFINIÇÃO DE RIQUEZA...
A palavra Riqueza significa " abundância de algo".
Todos os nossos programas são sobre muito mais do que ensinar sobre construção de riqueza em termos financeiros: nossos programas são sobre ensinar ser capaz de viver a vida com riqueza de experiências, riqueza de amizades, riqueza de oportunidades e riqueza dos recursos para ajudar outras pessoas  e fazer  a diferença no mundo.


THE MONEY CAMP PARA CRIANÇAS, JOVENS, MENINAS E MENINOS

Foto de propriedade da The Money Camp Brasil. Todos os direitos reservados.

Este é o nosso programa de educação financeira que pode ser aplicado pelas escolas que desejam transmitir conhecimento prático do mundo financeiro de forma natural aos seus alunos.
Também aplicado em acampamentos de inverno e verão, o curso de educação financeira promove o encontro das crianças e jovens com a vida real.
Para mais informações, visite-nos em www.themoneycamp.com.br

 

THE MONEY CAMP PARA CRESCIDINHOS
Este é o nosso programa de final de semana para os adultos.

Foto de propriedade da The Money Camp Brasil. Todos os direitos reservados.

Longe do "economês", aqui trocamos experiências e conhecimentos que muito provavelmente não receberíamos em nenhum outro lugar. São aproximadamente 16 horas de convivência intensa conversando e trocando informações importantes sobre vários temas financeiros, de realização pessoal, de oportunidades de negócios e de construção de vida futura. Sob um novo olhar com relação ao rumo das finanças pessoais e da própria vida, o curso mostra qual a estrada que levará à conquista da tão sonhada Independência Financeira!      


THE MONEY CAMP PARA MULTIPLICADORES (SP)

Este é o nosso curso que habilita pessoas apaixonadas pela educação e interessadas em levar o conhecimento financeiro de forma divertida e natural a grupos de crianças e jovens.

Foto de propriedade da The Money Camp Brasil. Todos os direitos reservados.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

É de pequeno que se conhece o dinheiro

Nosso aluno, Raul, 8 anos, foi entrevistado pelo Jornal da Tarde.
A educação financeira bem aplicada, desperta na criança o interesse, pois ela passa a entender que pode sonhar porque é possível realizar tudo o que ser quer na vida com base no planejamento.

É de pequeno que se conhece o dinheiro


Ensinar noções de finanças para as crianças é uma tarefa que começa cedo, com os pais
PAULO DARCIE, paulo.darcie@grupoestado.com.br



Raul, de 8 anos, embarcou a passeio para os Estados Unidos sexta-feira passada levando US$ 200 que ele mesmo juntou, economizando sua mesada. “Deixei de comprar brinquedos e outras coisas e guardei para usar na viagem”, conta o garoto, orgulhoso. Ele é uma das poucas crianças brasileiras que têm, na escola, aulas de educação financeira, e, segundo sua mãe, Mirza de Luca, começa a mostrar os resultados do estudo na vida prática de casa.

“Ele tem aulas desde os seis anos, e já pondera o que vale a pena comprar ou não e já entende que o dinheiro acaba”, diz ela. E ele não deixa por menos: “Minha mãe gastava muito no supermercado. Agora eu vou com ela e falo para comprar só o que precisa”.

A educação financeira não é disciplina obrigatória nas escolas brasileiras. Projeto de lei que prevê sua inclusão está parado no Congresso desde 2004. Apesar de ainda pouco difundida, pais e escolas vêm percebendo sua importância. Mas, dizem especialistas, não adianta deixar só nas mãos da escola: o exemplo vem de casa.

Para educadores financeiros, o ensino da matéria no Brasil está atrasado em relação a outros países, o que resulta em investidores e pais despreparados. “Há crianças que recebem mesada e não têm noção do que fazer com ela”, conta Silvia Alembert, coordenadora do instituto dedicado à educação financeira The Money Camp.

A falta de parâmetros em casa é o que pode levar crianças ao consumismo. “Ele começa no fim da adolescência, perto dos 18 anos, quando a pessoa começa a ter livre escolha, e é mais comum entre filhos de adultos consumistas”, afirma a psicóloga e coordenadora do Ambulatório de Transtornos do Impulso do Hospital das Clínicas, Tatiana Filomenski

Para o presidente do Instituto Disop de educação financeira, Reinaldo Domingos, educação financeira não se trata de apresentar termos do vocabulário econômico e ensinar a criança a calcular. “É uma busca por bons hábitos e costumes”, afirma. “Para isso é preciso que os educadores e pais estejam preparados para mostrar essas relações.”

O educador e autor de livros didáticos Alvaro Modernell recomenda o início das lições aos cinco ou seis anos. Nos primeiros anos, os conceitos devem ser percebidos pela criança em seu próprio universo. “Ela deve ter noção de que dinheiro acaba, e que é preciso ter antes de gastar”, afirma.

Depois dos dez anos, a criança deve ser instruída sobre a tomada de decisões, a distinguir o supérfluo do necessário, e a perceber as diferenças sociais, sempre priorizando a prática. “É hora de entender por que um colega tem um item e o outro não”, diz Tatiana.

Algumas escolas escolhem abordar o assunto em diferentes disciplinas, como língua portuguesa, geografia e matemática. Segundo Modernell, não é preciso grandes alterações no método. “Trocar Patinho Feio pela fábula da Cigarra e a Formiga, por exemplo, dá espaço para discutir a importância do trabalho”, sugere. Já outras preferem incluir a matéria como disciplina complementar, e adotam métodos como o The Money Camp ou o Disop, que também capacitam pais e professores por meio de palestras e oficinas. Sobre nova matéria, Raul garante: “Eu gosto e todo mundo gosta.”

domingo, 4 de abril de 2010

As 15 Regras que As Crianças Deveriam Saber Sobre Dinheiro

Imagem: ivanerix.zip.net

Por JEFF D. OPDYKE

Tradução: Silvia Alambert

Crianças e dinheiro: um cálculo simples. Do nascimento até a formatura da Faculdade, crianças consomem tanto dinheiro quanto consomem nuggets.

Para aqueles de nós que ainda nem alcançamos a nossa independência financeira, fica parecendo que não tem fim. A demanda financeira necessária para se educar um filho requer dinheiro que talvez você pensasse em guardar para se preparar para a aposentadoria ou para comprar uma casa mais legal ou “ aquele” carro esportivo ou aquelas férias suntuosas e que deverá – fora o que é necessidade – ser substituído por conjuntos de Legos, visitas ao pediatra e uniformes escolares e brinquedos de Natal e uma poupança para a Faculdade e uma minivan e uma viagem à Disney....e muitos, mas muitos nuggets.

Não estou menosprezando as crianças. Eu mesmo tenho 2 e o dinheiro não é nada comparado a alegria que eles trazem a mim e à minha esposa, mas, independentemente da felicidade, não vamos negar o fato do momento da chegada de uma criança – nem mesmo os meses anteriores à chegada deles – que seu papel enquanto adulto muda drástica e profundamente.

E com a mudança, transforma-se, também, a vida financeira da família.

Ensine Bem Suas Crianças

1. Somente gaste dinheiro DEPOIS que você ganhá-lo.

2. Quando seus filhos começarem a pedir para ir comprar brinquedos, comece a considerar a introdução de uma mesada.

3. O valor da mesada não deve ser tão baixo a ponto de sua criança se sentir excluída do grupo ao qual pertence e nem tão alto a ponto dela poder adquirir qualquer coisa sem o mínimo de esforço e planejamento.

4. Tirar boas notas é o esperado e ajudar em casa é a prática para um bom convívio familiar e nada tem a ver com remuneração. (A mesada não se aplica a isso)

5. Se 16 anos é a idade legal para se começar a trabalhar, encoraje-os aos 13 e leve-os a pensar sobre como poderão arrumar meios de obterem uma renda.

6. Oriente e aconselhe seus filhos sobre dinheiro. Não imponha sobre o que devem fazer.

7. Exceder o saldo do cartão que você lhe confiou significa perder o acesso ao cartão por uma semana ou mais. Extrapolar de novo com o cartão que você lhe confiou, significa perda do cartão até que o saldo excedente do cartão seja quitado(*se o limite era de R$ 100,00 e ele comprometeu R$ 200,00...um mês sem cartão - e no caso de ser um cartão adicional. Há cartões com limites pré-estabelecidos: acabou. Acabou).

8. Somente 50% do que foi poupado no porquinho deverá ser utilizado para comprar coisas. Os outros 50% devem permanecer no porquinho.

9. As crianças devem ter o direito de quebrar financeiramente para não repetirem o erro. (* Dê algum dinheiro a eles e observe o movimento. Retome a regra #6)

10. Quando chegar o momento de ensiná-las a investir em ações, os jovens devem entender uma Empresa em um nível básico, a ponto de saberem quem são os gestores, quem são os clientes, quais as estratégias para crescimento, onde está e onde pretende estar no futuro.

11. Você não precisa ser rico para começar a conversar com seus filhos sobre mercado de ações (*deve, no mínimo, entender o que é e porque isto poderá ser interessante para ele no longo prazo).

12. Ensine a importância da doação (*e não é somente sobre dinheiro).

13. Os pais não deveriam " se matar" financeiramente para pagar pelas despesas da Faculdade de seus filhos (caso não tenham realizado nenhum tipo de planejamento para isso).  (* A questão cultural aqui tem um peso muito grande, já que no Brasil a maioria das " crianças" só vai para o mercado após se graduarem no Ensino Superior e o sentimento de culpa dos pais que, por alguma eventualidade, não podem " bancar" a faculdade do filho tem um peso muito significativo. Os americanos são menos críticos e crêem que, nesta idade, o filho já possa e deva estar em vida produtiva com, no mínimo, a responsabilidade de poder dar continuidade aos seus estudos e, sem dúvida alguma, como aqui no Brasil, há exceções a se considerar.)

14. Um dos maiores presentes que você poderá deixar ao seu filho é a sua própria auto suficiência financeira quando estiver mais velho.

15. Deverá haver uma hora em que os pais devem avisar aos filhos que o “Banco do Papai e da Mamãe” encerrou as atividades (* e não deveria ser aos 30 anos de idade).

Agora você não está somente "encostado na parede" pela questão da demanda financeira pelas próximas duas décadas com relação a educar filhos, como também tem uma nova obrigação que é a de ensiná-los sobre finanças pessoais, de forma que ele possa se transformar em um adulto tranqüilo e bem relacionado com o próprio dinheiro. Vocês, pais, são os primeiros modelos e o link mais essencial no processo de aprendizagem de suas crianças.

Um monte de coisas para Ensinar

Eu sei que o dinheiro parece ser uma coisa simples e que parece que não tomará muito de seu tempo para ensinar sobre isto. Afinal de contas, você já sabe sobre isso há algum tempo e já aprendeu a ganhá-lo, no mínimo, há alguns anos. O que tem mais para aprender sobre isso, de fato? E o que mais você realmente precisa saber para passar o conhecimento aos seus filhos que você ainda desconheça? Bem, se estatísticas forem um indicador….ainda tem muito.

Em uma pesquisa realizada pela Jump$tart - uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo a difusão da educação financeira pessoal - para medir o quanto os jovens do Ensino Médio entendiam sobre finanças pessoais, descobriram que menos de 10% dos entrevistados sabiam responder satisfatoriamente sobre questões financeiras pessoais; muitos não tinham nem idéia de como se fazia o balanço de um canhoto de cheques e a maioria - mais da metade dos alunos - seria reprovada se educação financeira pessoal fizesse parte do currículo escolar.

Ainda que a educação financeira pessoal seja claramente uma necessidade na vida das pessoas, isto não significa que seu filho deva ter um M.B.A. em análise de risco ou que você terá que contratar um consultor financeiro para ministrar cursos a ele, mas é óbvio que as crianças necessitarão de melhores informações para que possam gerenciar seus próprios recursos financeiros no futuro.

Crianças tem uma capacidade infinita de ouvir o que seus pais dizem - mesmo naqueles momentos em que estamos convictos de que eles não estão ouvindo nada do que estamos falando. Além disso, há o conceito de que você está “repetitivo demais” e poderá não ser compreendido na primeira vez ou na terceira ou na oitava, mas terá um momento , talvez lá pela enésima vez ou talvez em um dos muitos momentos em que você colocará a questão, que seu filho irá entender quase como por um milagre o que você está dizendo.

Claro, pode ser que você nem perceba qual é o momento, mas ainda assim você saberá.

Voltando de um jogo de futebol de meu filho há um ano atrás ou mais, estávamos eu, ele e um amigo, quando passou por nós um carro esportivo Italiano a não sei quanto por hora. O amigo de meu filho falou: “ Wow, aquele cara é rico.”

Meu filho, envolto com um desses games, rapidamente olhou pela janela e reflexivo comentou, “ Não é o quanto de dinheiro que você gasta que o torna uma pessoa rica. Você não sabe; aquele cara pode ter usado todo o dinheiro dele só para comprar aquele carro e não ter mais nada. Aí, pode ser que ele não seja rico.”

Nesta situação, ocasionalmente, ele foi conversando com o amigo sobre a definição de riqueza sem ter que pensar muito sobre o que ele estava falando e as palavras fluíam naturalmente.

Ele provou que mamãe e papai realmente podem fazer a diferença ao transmitir sempre um pouco de conhecimento financeiro às suas crianças. É como usar um conta gotas. Ele foi recebendo pequenas doses destas informações desde pequeno, mas sempre.

Deixe uma Boa Primeira Impressão

Crianças são mais influenciadas quando são menores e é pouco provável que tenham algum tipo de informação desta ordem fora do ambiente familiar.

Não é dizer que você não consiga modificar hábitos ou crenças que eles tenham, mas ao atingirem a adolescência, suas mensagens já não terão tanta influência e impacto.

Basicamente, o objetivo não é moldar as crianças a somente pensarem sobre a questão financeira e riqueza. É educá-las para que sejam adultos cuidadosos com suas finanças e que saibam gerenciar confortavelmente os vários aspectos de suas vidas com relação ao dinheiro: seja gastando, poupando, investindo ou doando.

Pode ser que seu filho venha a acumular riqueza. Pode ser que não. Mas a verdadeira medida de seu sucesso nesta empreitada é a de que seu filho, quando adulto, nunca venha a ter problemas em compreender quais são as bases das finanças pessoais.

Este será - sem nenhuma margem de dúvida - o grande legado que você deixará. Melhor do que qualquer herança que você possa vir a deixar.

Adaptado de parte do livro "Piggybanking: Preparing Your Financial Life for Your Kids, and Your Kids for a Financial Life." Copyright 2010 by Jeff D. Opdyke. Published by Harper Business, an imprint of HarperCollins Publishers. )
Escrito por Jeff D. Opdyke at jeff.opdyke@wsj.com

(*) Comentário de Silvia Alambert, educadora financeira, diretora executiva The Money Camp Brasil - Educação financeira de crianças e jovens.





quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ CRENÇA NOVA


Em filosofia, mais especificamente em epistemologia, crença é um estado mental que pode ser verdadeiro ou falso. Uma crença representa o elemento subjetivo do conhecimento.
Platão, iniciador da tradição epistemológica, opôs a crença (ou opinião - "doxa", em grego) ao conceito de conhecimento.


Uma pessoa pode acreditar em algo e, ainda assim, ter dúvidas.
Acreditar em alguma coisa não torna nada verdadeiro. É necessário evidências reais para as suas afirmações, sem essas qualquer esperança em "achismo" é infudada.

A crença é a certeza que uma pessoa pode ter sobre alguma coisa. 

É uma tomada de posição em que se acredita nela até ao fim. (sinônimos: convicção, fé, conjunto de idéias sobre alguma coisa, etc. Atitude que admite uma coisa verdadeira).

As crenças com relação ao dinheiro não são diferentes: se você acredita que dinheiro foi feito para gastar, inevitavelmente você estará mandando o pensamento ao seu cérebro " vai, gaste tudo, não se leva nada dessa vida mesmo" e é bem provável que você faça parte daquele grupo que vive o hoje, porque o amanhã a Deus pertence.
Ao contrário, se você acredita que dinheiro é escasso no mundo, você provavelmente faça parte daquele outro grupo que tem um escorpião no bolso e que prefere guardar tudo porque " nunca se sabe o dia de amanhã".

Crenças levam a Pensamentos que geram Sentimentos que levam a Ações e estas Ações geram o Resultado de sua vida.
 
Aproveite a passagem do Ano e reveja suas crenças com relação às suas finanças, o quanto elas tem lhe ajudado a alcançar os seus objetivos de vida, a quanto você tem pensando e planejado o seu futuro (ou não), quais foram suas conquistas ao longo deste ano que se vai, quais rumos que você teve que tomar por excesso ou falha no plano inicial e que novo mapa você terá que fazer para conquistar suas metas pessoais que você deixou de atingir neste ano.

Quanto a sua crença financeira, o importante é ser e estar consciente sobre onde você está e onde deseja estar no próximo e nos próximos anos. 

Para ver novos horizontes e criar novas oportunidades para a sua vida - e isso inclui a sua vida financeira - é preciso permitir um novo olhar, ter a mente aberta e sair da sua zona de conforto para ampliar suas possibilidades, já que sua verdade pode não ser a única.

" Se você acreditar que Você pode ou se você acreditar que Você não pode, você está certo!" ( Henry Ford)
 
Que venha 2010!
 
Abraços.





terça-feira, 29 de setembro de 2009

O Poderoso Chefão: O Cérebro.

Os princípios básicos que norteiam a educação financeira independem de idade, mas é verdade que a idade sempre ajuda em todos os aspectos de tempo de nossa vida.

Lemos o tempo inteiro as mesmas coisas sobre a necessidade da educação financeira e a sensação que se tem é que parece que quanto mais o mantra é repetido: " Com a facilidade de crédito e a falta de educação financeira, as pessoas gastam mais do que ganham e comprometem seu orçamento pagando altos juros às instituições financeiras e blá blá blá..." , menos as pessoas se importam em aproveitar o crédito fácil e utilizá-lo a seu favor.

Qualquer pessoa que trabalha duro para fazer seu dinheiro mês a mês, entende que trabalha e recebe dinheiro, portanto, trabalhar duro e receber dinheiro = + (mais) 
Qualquer pessoa que gaste seu dinheiro que trabalhou duro para fazer, estará diminuindo(-) aquele + que deu duro para fazer. Portanto, trabalhou duro e recebeu dinheiro = + e gastou o dinheiro = -(menos)

Então: trabalhar e receber = + (mais) :-) e gastar = - (menos)  :-(

Por que, então, parece que as pessoas acham tão difícil fazer contas de mais e menos e transformar sua renda adquirida (trabalhar duro e receber dinheiro) em renda passiva (fazer o SEU DINHEIRO TRABALHAR  a seu favor)?

O problema não é a matemática (até pessoas que não foram alfabetizadas sabem fazer contas, quando se trata de dinheiro).
O problema, além da falta de planejamento e educação financeira, é a mensagem que ficamos mandando ao nosso cérebro para que ele nos convença a acreditar que (-) + (-) = +.
Insistimos em convencer o nosso cérebro de que mesmo que gastemos todo o dinheiro que demos duro para receber (que era + e a esta hora já é = 0, pois dia 29 de cada mês a maioria das pessoas já está pensando em quais contas conseguirá pagar ou o que é que vai dar pra cobrir até o próximo recebimento) e adicionemos + a ele , referente ao  valor disponível do limite do cartão de crédito e do limite bancário (e que, na verdade é = (-),  já que esse dinheiro não é de nossa propriedade), ainda assim, conseguiremos dar conta de tudo no próximo mês quando novamente receberemos dinheiro por ter trabalhado duro = + (de novo) .

Visualize, matematicamente falando, a salada matemática que muitas pessoas insistem em fazer e acreditam fortemente, levadas pela emoção de consumo:

1) Dinheiro trabalhado, suado e recebido = + (mais).
Isto se chama renda adquirida ou Você trabalhando pelo Seu dinheiro.

2) Dinheiro trabalhado e suado que foi gasto = - (menos)
Então, quando o  dinheiro trabalhado e suado já era , significa que a pessoa está " zerada" = 0 e isto se chama mal uso do dinheiro ralado  e que para a maioria das pessoas termina no 8o. dia após o recebimento.



Valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário = (-)
Valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário (no que a pessoa quer acreditar) = + . 
E esta é a pessoa feliz :-)))) achando que ainda tem dinheiro para gastar.

Agora dê uma olhada no nó cerebral:

A conta correta deveria ser:
1)- 2) = 0 (dinheiro trabalhado, suado e recebido que zerou)
 (- valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário que a instituição financeira empresta)
então,
0 + (- valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário)  = - (é o valor que a pessoa deveria ter consciência que TEM no cartão de crédito ou limite bancário)

MAS...a pessoa lê no extrato que ela TEM disponível e faz questão de acreditar que:

1) - 2) = 0 (dinheiro trabalhado, suado e recebido que zerou)
+ (valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário, porque a instituição financeira está mostrando que é da pessoa e que está lá)
então,  
0 + (+ valor disponível no cartão de crédito ou limite bancário) = + (valor que a pessoa acredita que TEM e que É DELA)

Fora esta miscelânea que as pessoas acabam fazendo, há o desejo de ter coisas que demonstram poder, segurança, status e que as pessoas desejam muito e não tem paciência para poupar e investir parte do dinheiro trabalhado, suado e recebido ( o verdadeiro +) para terem o que quiserem depois, já que se deixam levar pela emoção do consumo imediato.
Querem ter AGORA e já que o dinheiro está disponível na conta (já que o sinal ao cérebro já foi enviado e, portanto, é +), preferem ACREDITAR que PODEM comprar o que quiserem AGORA e aí é o ponto em que a maioria das pessoas se perde financeiramente e depois ficam pagando meses e meses de altos juros e é quando começam as promessas de que nunca mais irão fazer aquilo de novo.

Entende porque instituições financeiras amam dar crédito às pessoas? Entende porque até lojas de roupas já viraram instituição financeira e permitem que as pessoas façam empréstimos ali mesmo para consumir mais?

Além do mais, usar cartão de crédito dá às pessoas a sensação de que não tiveram perdas financeiras. Pelo menos é assim que o cérebro realiza a leitura.

Por outro lado, você acredita que as lojas e instituições que oferecem crédito fácil às pessoas amam inadimplentes? É óbvio que não! Se não, não gastariam com ligações telefônicas e não mandariam cartas de cobrança. Afinal de contas, é sobre os juros e multas que as administradoras faturam muito.

Então, cartões de crédito, limites de crédito, crédito consignado e afins são ruins? Sim e não.

SIM, para quem não sabe usá-los, pois acabarão comprometendo o orçamento e pagando meses ou anos de altos juros sobre juros e NÃO, ao contrário, podem ser aliados do plano de realização de vida, se a pessoa souber utilizá-los com inteligência financeira.

Como?
Aí é que entra a base da educação financeira para que as pessoas iniciem sua jornada para melhor compreender como utilizar o dinheiro de forma saudável e consciente, aprender os diferentes tipos e formas de investimentos, a melhor utilização do cartão de crédito e outros créditos disponíveis, trabalhar na elaboração de uma planilha de realização de vida consistente e rumar à  tão sonhada INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA.

É por isso que a questão da educação financeira é tão fundamental e deve ser recebida desde cedo.

Já que lidamos e usamos o dinheiro todos os dias durante a vida adulta, é importante darmos a oportunidade da educação financeira às nossas crianças e jovens para que alcancem a vida adulta seguras e tranquilas com relação ao seu futuro financeiro, sem que precisem driblar o cérebro com contas que não fecham.

Novamente, educar financeiramente é muito mais do que ensinar a lidar com dinheiro, cartões, consumo exacerbado.
Educar financeiramente é ensinar a usar inteligência financeira em benefício próprio e de outros e isto compreende, também, as crenças e emoções que giram em torno do tema " dinheiro".

The Money Camp Brasil
" Educação Financeira para a Vida Inteira!"

Um abraço.

" Educação é a fundação do sucesso. Assim como a escolaridade é importância vital, igualmente importantes são os conhecimentos financeiros e de comunicação." - Robert Kiyosaki (autor best seller " Pai Rico, Pai Pobre")