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sábado, 19 de maio de 2012

De pequeno é que se aprende

A questão da mesada é um tema muito importante quando se trata de iniciar os filhos no mundo das finanças pessoais, no desenvolvimento de bons hábitos com o dinheiro, cultura financeira e planejamentos de curto, médio e longo prazo. Cabe aos pais, logicamente, decidirem se concordam ou não em entregar uma quantia de dinheiro semanal ou mensalmente nas mãos dos filhos.
Independentemente da decisão é sempre bom conhecer mais sobre como isso poderá ser proposto, no momento em que concordarem que isso tenha início.
Desta foma, fica o convite aos pais que desejarem conhecer um pouco mais sobre a educação financeira de crianças e jovens, no próximo dia 27 de Maio de 2012, no Espaço PIKS, do Shopping Iguatemi de São Paulo, a partir das 10 horas.
Inscrições pelo telefone (11) 3816 2304. Vagas limitadas.
Aproveite a oportunidade.

Ao sucesso financeiro de seus filhos.

Imagem de divulgação. www.piks.com.br Todos os direitos reservados.2012




quarta-feira, 28 de setembro de 2011

10 dicas para introduzir crianças e jovens no mundo das finanças

Imagem de propriedade da The Money Camp Brasil
Todos os direitos reservados ©- 2011
Fonte: Infomoney
28 de setembro de 2011 • 10h00

Por: Viviam Klanfer Nunes





SÃO PAULO – A forma como os adultos lidam com o dinheiro se deve, em grande, à educação financeira, ou à falta dela, que receberam ainda quando jovens. Pensando nisso, os pais devem se preocupar em educar financeiramente seus filhos, começando, antes de tudo, com a mesada.
 
Esse recurso vai introduzir a criança no mundo financeiro e, quando ela entenda que "as coisas não caem do céu", o aprendizado se iniciará. Assim como não é simples para as crianças aprenderem a lidar com dinheiro, para os pais, ensiná-los também não é uma tarefa tão fácil. Nesse sentido, consultores financeiros elaboraram 10 sugestões que podem facilitar esse trabalho:
 
Veja 10 dicas para introduzir os jovens no mundo das finanças:
 
1. Mesada - o primeiro passo para fazer com que as crianças aprendam a lidar com o dinheiro é dar dinheiro a elas. Dependendo da estratégia adotada pelos pais e da idade da criança, o dinheiro deverá ser dado semanalmente ou mensalmente, mas é importante que ela receba.
 
“É com a mesada que a criança começa a ter contato com o dinheiro, e sobretudo passa a se sentir responsável por ele”, observa a consultora financeira e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert.

 
2. Orientações - não se esqueça de que a criança precisa saber qual o objetivo daquele dinheiro. Além de deixar claro que ela será a responsável pelo recurso, é preciso esclarecer que tudo que ela quiser deverá ser pago com aquele dinheiro e que seus pais, por motivo nenhum, darão mais dinheiro a ela.
 
É importante que os pais não interfiram na administração financeira da criança. Errar ainda jovem e assumir as responsabilidades pelos seus erros podem ensiná-la a ser um adulto mais responsável.
 
3. Acompanhamento - apenas quando a criança já adquiriu certa familiaridade com o dinheiro é que é hora de os pais passarem seus conhecimentos a ela. Ao final do mês, é indicado sentar e conversar sobre o que ela fez de certo e de errado. Repasse alguns pontos, entenda por que ela optou por essa e aquela forma de conduzir suas finanças e, acima de tudo, deixe que ela fale e não a critique. A criança precisa aprender a lidar com o dinheiro e não a ter medo dele.

Nessa conversa mensal, a orientação é que os pais ensinem sobre poupança, planejamento financeiro, pesquisa de preços e os demais conhecimentos que considerem relevantes. Só depois que ela já tiver contato com o dinheiro é que será capaz de entender esse tipo de conversa.
 
4. Formas de pagamentos - Silvia explica que as crianças observam como os pais lidam com o dinheiro, mas nem sempre entendem o que está acontecendo. Cartão de crédito, de débito, cheques, são formas de pagamentos corriqueiras, cuja utilização a criança observa, mas não entende sua lógica.
 
A dica é simples: explique. Não é preciso dar um cartão de crédito para uma criança ou um jovem, fale de onde vem aquele dinheiro, como funciona aquela forma de pagamento.
 
5. Presentes – a educação financeira dos jovens é um pouco mais complexa do que se imagina, porque outros aspectos da vida podem influenciar de forma significativa nesta questão. Se, por exemplo, os pais compram tudo o que os filhos querem, dificilmente eles darão valor aos objetos. Se a criança insiste para que os pais comprem algo e é bem-sucedida, toda aquela lógica da mesada, de planejar, conversar, ensinar, perde o sentido.
 
Não adianta também dar algo que ela queira sob o pretexto de ser um presente. Presente deve ser dado com motivos claros, ou seja, em datas comemorativas ou como forma de parabenizá-lo por algo, nada além disso.
 
6. Cartão de crédito - O coach financeiro Roberto Navarro acredita que uma boa forma de ensinar os filhos a lidar com o dinheiro é com a utilização do cartão de crédito. Isso mesmo: dar um cartão de crédito com um limite mensal estipulado funciona como uma mesada e ainda permite que os pais saibam com que seus filhos estão gastando.

Navarro ainda sugere que os pais exijam que seus filhos façam uma planilha com a descrição, o valor e o motivo do gasto.
 
7. Bolsa de valores - na educação financeira das crianças, é possível ir muito mais além. Mais do que ensiná-las a controlar seus gastos, é possível ensiná-las a multiplicar seu dinheiro desde cedo. Navarro aconselha aos pais familiarizados com a bolsa de valores, por exemplo, que já iniciem seus filhos nesse universo financeiro.
 
Com a supervisão e explicação dos pais, os jovens podem entender como funciona o ambiente acionário, os fundos de investimento, as opções de renda fixa e, caso se interessem pelo assunto, podem começar desde cedo a serem investidores.

8. Pai e mãe coordenados - é importante que tanto a mãe quanto o pai estejam de acordo com as diretrizes da educação financeira do seu filho. Nada vai adiantar se o filho entender que, se o pai não der mais dinheiro, a mãe dará. Portanto, antes de falar com as crianças, conversem primeiro entre vocês e decidam por uma estratégia.

9. Jovens empreendedores - outra atividade que ajuda os jovens a lidar com o dinheiro é desenvolver trabalhos remunerados. Os pais podem estimulá-los a serem revendedores de algum produto ou mesmo fazer algum tipo de trabalho para os colegas de classe. O objetivo disso é fazer com que o jovem compreenda como funciona o mundo dos negócios, podendo ser benéfico até no momento em que deverá optar por qual carreira seguir.

10. Zona de conforto - um dos principais problemas na educação financeira das crianças é a questão psicológica. Muitos pais simplesmente não conseguem dizer não às demandas dos filhos, pois sentem que, se fizerem isso, vão passar a ideia de que seus filhos não podem contar com eles. Entenda, no entanto, que educação financeira pode fazer muita diferença na vida adulta do seu filho e dinheiro não deve ser um pilar do seu relacionamento familiar.

Quando a criança ou o jovem entende que tudo que ela quiser ou precisar ela pode pedir para o pai, dificilmente sairá da zona de conforto e será pouco estimulada a procurar um trabalho ou economizar.

Fonte: Infomoney

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Descolados, plugados e antenados


Imagem: dreamstime
No início deste mês conduzi um workshop durante a V Feira de Brinquedos Educativos e lá, apresentamos a adultos, crianças e jovens o The Money Game (O Jogo do Dinheiro). 
O interesse e impacto que o jogo causou entre os participantes de diversas idades foi animador.
Claro, aprender sobre as possibilidades de viver uma vida tranquila e com o orçamento equilibrado em mundo que tem, como diz Delfim Netto, "um desejo hiperbólico (muito exagerado) de consumo", parece  quase um sonho inatingível na vida de muitas pessoas

Entre as crianças e jovens presentes, a grande indagação era sobre como fazer, então, a mesada render ou mesmo sobrar até o final do mês (essa também era a dúvida dos crescidinhos). A cada jogada eles aprendiam mais sobre as possibilidades com o próprio dinheiro e vivenciavam situações rotineiras e percebiam que a forma como lidam com o dinheiro é equivocada e cheia de complicações desnecessárias. Foi mais uma experiência fantástica, onde as pessoas que lá estiveram sentiram-se mais aliviadas ao perceberem que há luz no fim do túnel.

The Money Game, marca registrada e que pertence a Creative Wealth Intl (The Money Camp),  é uma experiência vivencial e uma "luz" a educadores que realmente desejam fazer a diferença na vida das pessoas e estejam engajados na educação financeira de crianças e jovens.

Prometi que iria postar mais algumas dicas sobre como as crianças e jovens poderiam fazer a mesada render, embora os principais ensinamentos já tenham "grudado" nelas durante a vivência do jogo.

As pessoas clamam pela educação financeira em todas as idades: os adultos pelas situações que já passaram ao longo da vida e aos hábitos enraizados que os levam a uma repetição do modelo; as crianças e jovens por desejarem conhecer mais sobre suas opções com o dinheiro.

E há muitas opções.

O maior prazer em levar crianças, jovens e adultos à consciência financeira é poder ouvir frases como: " Nossa, porque nunca me ensinaram isso?" ou "Por favor, vamos comigo na minha escola amanhã." e, ainda, "Mãe, você não vai investir o dinheiro que poupou?". É poder ver o despertar das pessoas para a necessidade da educação financeira em suas vidas.
De crianças a adultos, a educação financeira transformará e impactará de forma positiva a vida das famílias brasileiras por gerações.

Deixo algumas orientações para que vocês transmitam a seus filhos pré-adolescentes e adolescentes, caso já utilizem a mesada como ferramenta de educação financeira. Orientá-los desde cedo é ter a certeza que eles terão o atalho necessário para viverem uma vida financeira de forma tranquila e segura. Não se preocupe se eles ainda errarem com o dinheiro no início. Ao longo do caminho, corrigirão os erros. Melhor agora do que quando forem adultos. 

Vida longa e próspera a todos.


Opa! Dia de Mesada.
Dia de pura expectativa e emoção. A cabeça não para de pensar em tudo o que irá comprar com o dinheiro que vai receber, mas...alto lá. Você parou para se perguntar quantas coisas sem utilidade estará adquirindo? Provavelmente não e, provavelmente, acha uma chateação ter que ficar controlando o dinheiro e faze-lo durar mais um mês inteiro até o próximo recebimento.

Com tantas coisas descoladas para se adquirir e fazer, tais como eletrônicos, games, saídas com os amigos, presentear a sua BFF ou no caso dos meninos adolescentes, até comprar um mimo para a namorada, talvez você se sinta limitado com a quantia de dinheiro que você recebe e deve achar que um upload na mesada lhe cairia bem para dar conta de fazer tudo o que deseja.

O ser humano parece ser assim mesmo: mal realiza um sonho e já está sonhando outro. Tudo bem. Sonhar é preciso, mas para que os sonhos se tornem realidade é preciso ir com calma e ter os pés no chão. Além do mais, quem sabe administrar o dinheiro desde cedo, terá grandes chances de acertar mais quando ele se transformar em uma quantia maior, ao contrário daqueles que nunca experimentaram isto.

Sim, administrar dinheiro é um hábito tanto quanto escovar os dentes e quanto antes você criar hábitos saudáveis e positivos com o seu dinheiro, melhor para a sua saúde (sim, pode apostar). Caso contrário, o que vem é doença: a doença do ponto de interrogação. "Para onde foi o meu dinheiro?" "Onde gastei o meu dinheiro?" "Por que gastei todo o meu dinheiro?"

Com um pouco de paciência e persistência, você pode fazer a sua mesada render muito mais, ou melhor, até sobrar para poder sonhar sonhos maiores.

1) Pague-se primeiro.
Em primeiro lugar, você deveria considerar a possibilidade de ter uma graninha de reserva até o próximo recebimento ou para um objetivo maior no futuro. Separe um valor do dinheiro que você recebe e guarde-o, para não cair em tentação.

2) Planeje-se para gastar.
Pegue uma folha e faça uma lista de tudo o que você pretende fazer com sua mesada ao longo do mês.

Repasse a sua lista e ao lado de cada item, coloque um (DN = Desejo Necessário) para o que for necessidade e um (VDT = Vontade De Ter) para o que for desejo

3) Priorize suas necessidades e segure a onda do que for somente desejo
Necessidade é aquilo que não podemos viver sem.
Na sua idade, o que é necessidade para você? Hoje, você não tem que pagar por despesas de moradia, alimentação, escola, roupas, materiais, combustível de carro, etc. Então, hoje, suas necessidades são alguns desejos necessários (DN), tipo: ir ao cinema ou a algum show com os amigos, baladas, pequenos mimos que você se permita dar (um tenis diferente, coisinhas fofas para o quarto, games, etc).
Desejo é uma vontade que até dá para esperar mais um pouquinho.
Então, relacione seus desejos necessários e faça o uso inteligente do seu dinheiro. Assim, você sempre poderá aproveitar tudo o que a vida pode lhe oferecer. 

4) Seja um consumidor inteligente.
Ainda assim, dentro dos seus "desejos necessários" você deve aprender a se tornar um consumidor inteligente, já que o dinheiro só vai aparecer de novo daqui a 30 dias. Pesquise, compare, pense alternativas antes de sair gastando.

Ao lado de cada item das suas necessidades, coloque um número em ordem de importância e depois continue listando para o que for "VDT" e marque o valor máximo de quanto pretende gastar o seu dinheiro com cada um destes itens. Feche a conta. O dinheiro vai dar para realizar tudo? Ótimo. Não vai dar? Refaça suas prioridades e deixe umas coisas em stand-by, ou seja, "isso vai ter que esperar".
Pesquise preços e controle seu orçamento. Assim, se você gastar mais com um item, por exemplo, você já saberá que vai faltar dinheiro para alguma outra coisa da lista.
Ah! Esqueça de contar com aquele dinheiro que você separou e guardou. Digamos que aquele dinheiro seja seu "fundo de reserva", ou seja, um dinheiro para realizar seus grandes sonhos (os itens com valor mais alto, que terão que esperar ter um volume de grana maior).

Separando a quantia de dinheiro que você pretende gastar com cada item de sua lista, você saberá exatamente o que será possível realizar ao longo do mês e realizará, simplesmente porque você direcionou um pouco do dinheiro para cada uma das coisas. 
Ainda assim, antes de gastar com alguma coisa, faça uma pergunta a si mesmo: qual o grau de importância disso na minha vida? Por que eu quero isso? Como eu posso conseguir essa mesma coisa por um preço mais em conta? Avalie cada compra e veja o que vale a pena e se vale a pena.

Se você julgar que aquele item é realmente muuuito importante, então, pegue o dinheiro que você destinou àquela compra, vá em frente e seja feliz.

Se julgar que nem é tão importante assim, pare de queimar seus neurônios e seu dinheiro e use sua inteligência financeira: gastar por gastar soa um tanto quanto...impulsivo!? Aproveite e aumente seu "fundo de reserva". Assim, você alcançará o seu objetivo maior antes do tempo. ;))

Além do mais, sempre há alternativas mesmo para as situações que parecem sem saída.
É natural, no caso das meninas por exemplo, achar que a roupa que se quer usar para ir a uma festa nunca está dentro do armário, mas na vitrine de alguma loja quando na verdade, o armário está lotado com roupas que pouco foram usadas ou ainda nem foram usadas. Chame as BFFs. Elas adoram nos ajudar quando precisamos de socorro.
No caso dos meninos, trocar games com os amigos ou mesmo vender o que está encostado para adquirir um novo já é mais inteligente e econômico.

5) Seja você mesmo.
Pessoas que gastam dinheiro com coisas que só irão usar umas poucas vezes e depois as deixam esquecidas em alguma gaveta ou armário; pessoas que acham que só serão aceitas no grupo caso tenham tudo de mais tecnológico ou pessoas que querem comprar tudo na primeira saída e estouram o dinheiro, só encontram uma satisfação momentânea e podem ser chamadas de qualquer coisa: bacana, "de presença", abonado. Menos de inteligente financeiro.

Inteligência Financeira é sempre separar uma parte de qualquer dinheiro recebido para alcançar objetivos maiores no futuro, planejar-se para realizar tudo o que se quer sem ter que contar com o dinheiro dos outros (isso significa que você é o seu próprio gênio da lâmpada), consumir com sabedoria e saber fazer valer cada centavo da sua mesada.

Foi o homem quem criou o dinheiro e não o contrário. Viva em paz com ele.

Acredite. Você pode muito mais com a sua mesada.
 Descolado mesmo é você saber quem você é e onde pretende chegar com a sua vida. Sim ou sim?










domingo, 6 de junho de 2010

Como nossos filhos realmente aprendem sobre dinheiro?

Imagem: Dreamstime

Texto original em inglês de Elisabeth Donati
Traduzido e adaptado por Silvia Alambert

Como nossos filhos realmente aprendem sobre dinheiro?

A maioria não aprende até que se torne adulto e aprenda com os resultados de seu próprio sucesso ou fracasso financeiro.

Infelizmente, são pouquíssimas as escolas pelo país que transmitem conteúdo financeiro efetivo (obviamente, porque os professores não tem o conhecimento necessário sobre como realizar isto, nem conhecimento sobre os temas e nem tampouco uma metodologia que torne a aprendizagem natural), as ações para tornar público o conhecimento através da televisão ainda não chega à grande massa, a acessibilidade a computadores, idem e esperar que os pais adotem um novo modelo e hábito para educar seus filhos, é ainda mais difícil. Tipicamente, as habilidades dos pais em gerenciarem o próprio dinheiro foram desenvolvidas através da auto aprendizagem e, por isso, estão longe do que desejam para seus filhos ou ainda, nossas finanças são tão complexas que a forma como lidamos com ela não significa muito para uma criança.


Para piorar, hoje em dia as crianças e jovens gastam mais dinheiro e desenvolvem estilos financeiros muito mais cedo do que antes e, antes que você perceba, as crianças acabam desenvolvendo maus hábitos que podem segui-la pela vida inteira.


De fato, a maioria dos pais não lida com as questões de gerenciamento de dinheiro de seus filhos até que as crianças se tornem adultas. Daí então, estes problemas poderão se transformar em um alto custo emocional.

Ao final, o tempo inteiro os filhos proporcionam aos pais a melhor oportunidade para encorajá-los com hábitos financeiros saudáveis e evitar problemas emocionais futuros em suas vidas, caso essa área de comportamento financeiro humano seja negligenciada.

O único meio das crianças aprenderem a gerenciar seu dinheiro é através da experimentação e orientação que nós, pais, podemos dar a eles. Em outras palavras, as crianças aprendem por acerto e erro e por modelos, exatamente como todos nós. E se nós, pais, não pudermos ensiná-las enquanto são crianças, o preço por cometer erros na vida adulta poderá ser alto em termos financeiros e de relacionamentos.

Obviamente, a questão da mesada deve caber a cada família decidir se deseja introduzi-la ou não, mas o fato é que a mesada é uma excelente ferramenta de educação financeira, então, o primeiro passo é Inicie com uma mesada.

O que eu devo fazer?

Eis alguns motivos pelos quais as crianças precisam de uma mesada:


- Receber uma quantia de dinheiro de forma regular é o único meio que crianças aprendem a gerenciar dinheiro.

- Eles precisam aprender a errar enquanto se trata de uma pequena quantia de dinheiro.

- Conhecer os limites do recurso disponível acaba forçando as crianças e jovens:


1) A pensarem sobre qual o valor das coisas,

2) A realizarem escolhas entre as tantas coisas que elas desejam ter, mas principalmente,

3) A darem o valor devido pelas coisas que comprarem quando utilizam seu próprio dinheiro (já que a relação “barato-caro-barato” depende do quanto cada um deseja uma determinada coisa, exemplo: um sanduíche pode parecer ser caro para aquele que não o deseja, mas barato para aquele que o quer de fato) e;

4) Para saber o real valor das coisas é preciso ter uma renda, um dinheiro. Imagine-se sem dinheiro...tudo parece ser inatingível.

Quando eu devo iniciar?
Uma vez que seu filho mostre interesse por dinheiro e compreenda o conceito de dinheiro – o simples fato de compreender que ele pode ser trocado por “coisas” – eles estão prontos a iniciar a aprendizagem básica sobre gerenciamento de dinheiro. Para muitas crianças, isto poderá acontecer aos 3 ou 4 anos. Nesta fase, a mesada deverá ser introduzida através de uma quantia mínima por semana. Sendo maiores, já poderão receber quinzenalmente ou mensalmente.

Quanto eu devo dar?
Alguns dizem em um real para cada ano de vida por semana, outros sugerem que seja dado um valor próximo ao que os amiguinhos recebem. Eu, particularmente, sigo a corrente dos que concordam que o valor não pode ser tão baixo a ponto da criança se sentir excluída de seu grupo social e nem tão alto a ponto da criança não precisar sequer se organizar financeiramente para conquistar seus sonhos de consumo e, principalmente, que o valor dado caiba no bolso da família, para que o ensinamento não seja quebrado.
De qualquer forma, qualquer uma das opções ajudará bastante.

Quando for introduzir a mesada, experimente esta conta:

Determine quanto de dinheiro você já dá. Se seu filho não recebe mesada, isto significa que VOCÊ está administrando o dinheiro dele, decidindo o que ele comprará e o que irá fazer. O papel dele é de vendedor (já que ele vende a idéia do que quer, para você comprar) e de manipulador (porque por trás do desejo da compra, ele provavelmente utiliza artifícios que o convence à compra daquilo que ele quer). Deixe-o aprender a administrar seu próprio dinheiro. Pare de fazer isto por ele. Some o valor total das coisas as quais você é convencido a comprar todos os meses e entregue a responsabilidade a ele e permita que ele tome as próprias decisões com as escolhas dele com o próprio dinheiro. Você poupará tempo e evitará uma das maiores batalhas da vida: a guerra de nervos.
Faça uma lista do que é esperado que ele pague com sua própria mesada. Uma vez que você já estipulou o valor, sente-se com seu filho e faça uma lista de tudo aquilo que é esperado que ele usufrua com seu próprio dinheiro (figurinhas, doces, álbuns e, se forem maiores, material de papelaria extra (lapiseira que brilha, papel de fichário decorado, canetinhas com cheiro, etc), cinemas, pipocas, baladas, manicure, lanchonete). Isto soluciona os conflitos que podem surgir em lojas e outros departamentos de compras. O valor total requerido durante o mês se transforma em mesada. Conforme crescem, as necessidades mudam. Esteja aberto para revisar valores quando julgar que é o momento.

Tenha em mente que crianças e jovens usam o dinheiro para apenas 3 finalidades: gastar, economizar e partilhar. Considere estas três áreas quando apresentar o valor da mesada. Ajustando a mesada, este processo colocará um ponto final às constantes solicitações por dinheiro para comprar isso e aquilo e aquilo outro, já que terão dinheiro para fazer o que o coração deles desejar.

Devo atrelar a mesada a afazeres domésticos?
Você acha que seu filho tem uma certa parcela de responsabilidade com os afazeres da casa somente pelo fato de ser membro da família?


Se acha, tais responsabilidades não devem ter nada a ver com a mesada (por um acaso, alguém nos paga por arrumarmos nossa cama? Cozinharmos? Irmos ao supermercado? A padaria? A farmácia? Por guardarmos os sapatos? As roupas? Todos nós sabemos muito bem que, se quisermos que alguém faça isso por nós, teremos que contratar uma pessoa e pagá-la para fazer o trabalho por nós).


Então, é melhor que estas responsabilidades estejam atreladas a perda de privilégios tais como, sem acessibilidade a computador, vídeo game, ou outra coisa que faça parecer que “o mundo acabou”, do que simplesmente deixar de receber a mesada.


Como uma criança saberá administrar o dinheiro se ela não sabe quanto pode gastar por mês? Por outro lado, atrelar mesada a trabalhos domésticos pode ser uma armadilha, já que se seu filho julgar que naquela semana ele não irá precisar de dinheiro, ele poderá simplesmente não querer ajudar com os afazeres da casa. Além do mais, não creio que você queira ouvir “ quanto você vai me pagar?”, cada vez que o telefone tocar e você pedir ao seu filho para que atenda.



Lembre-se que a proposta de introduzir uma mesada a crianças e jovens é a de oferecer uma oportunidade de aprendizagem sobre como gerenciar o dinheiro através de acerto e erro e da orientação dos pais.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

É de pequeno que se conhece o dinheiro

Nosso aluno, Raul, 8 anos, foi entrevistado pelo Jornal da Tarde.
A educação financeira bem aplicada, desperta na criança o interesse, pois ela passa a entender que pode sonhar porque é possível realizar tudo o que ser quer na vida com base no planejamento.

É de pequeno que se conhece o dinheiro


Ensinar noções de finanças para as crianças é uma tarefa que começa cedo, com os pais
PAULO DARCIE, paulo.darcie@grupoestado.com.br



Raul, de 8 anos, embarcou a passeio para os Estados Unidos sexta-feira passada levando US$ 200 que ele mesmo juntou, economizando sua mesada. “Deixei de comprar brinquedos e outras coisas e guardei para usar na viagem”, conta o garoto, orgulhoso. Ele é uma das poucas crianças brasileiras que têm, na escola, aulas de educação financeira, e, segundo sua mãe, Mirza de Luca, começa a mostrar os resultados do estudo na vida prática de casa.

“Ele tem aulas desde os seis anos, e já pondera o que vale a pena comprar ou não e já entende que o dinheiro acaba”, diz ela. E ele não deixa por menos: “Minha mãe gastava muito no supermercado. Agora eu vou com ela e falo para comprar só o que precisa”.

A educação financeira não é disciplina obrigatória nas escolas brasileiras. Projeto de lei que prevê sua inclusão está parado no Congresso desde 2004. Apesar de ainda pouco difundida, pais e escolas vêm percebendo sua importância. Mas, dizem especialistas, não adianta deixar só nas mãos da escola: o exemplo vem de casa.

Para educadores financeiros, o ensino da matéria no Brasil está atrasado em relação a outros países, o que resulta em investidores e pais despreparados. “Há crianças que recebem mesada e não têm noção do que fazer com ela”, conta Silvia Alembert, coordenadora do instituto dedicado à educação financeira The Money Camp.

A falta de parâmetros em casa é o que pode levar crianças ao consumismo. “Ele começa no fim da adolescência, perto dos 18 anos, quando a pessoa começa a ter livre escolha, e é mais comum entre filhos de adultos consumistas”, afirma a psicóloga e coordenadora do Ambulatório de Transtornos do Impulso do Hospital das Clínicas, Tatiana Filomenski

Para o presidente do Instituto Disop de educação financeira, Reinaldo Domingos, educação financeira não se trata de apresentar termos do vocabulário econômico e ensinar a criança a calcular. “É uma busca por bons hábitos e costumes”, afirma. “Para isso é preciso que os educadores e pais estejam preparados para mostrar essas relações.”

O educador e autor de livros didáticos Alvaro Modernell recomenda o início das lições aos cinco ou seis anos. Nos primeiros anos, os conceitos devem ser percebidos pela criança em seu próprio universo. “Ela deve ter noção de que dinheiro acaba, e que é preciso ter antes de gastar”, afirma.

Depois dos dez anos, a criança deve ser instruída sobre a tomada de decisões, a distinguir o supérfluo do necessário, e a perceber as diferenças sociais, sempre priorizando a prática. “É hora de entender por que um colega tem um item e o outro não”, diz Tatiana.

Algumas escolas escolhem abordar o assunto em diferentes disciplinas, como língua portuguesa, geografia e matemática. Segundo Modernell, não é preciso grandes alterações no método. “Trocar Patinho Feio pela fábula da Cigarra e a Formiga, por exemplo, dá espaço para discutir a importância do trabalho”, sugere. Já outras preferem incluir a matéria como disciplina complementar, e adotam métodos como o The Money Camp ou o Disop, que também capacitam pais e professores por meio de palestras e oficinas. Sobre nova matéria, Raul garante: “Eu gosto e todo mundo gosta.”

sábado, 17 de abril de 2010

Alfabetização Financeira - Jornal Valor Econômico







Imagem: Dreamsimage


Mesada e finanças da família são as duas noções básicas
Jacilio Saraiva, para o Valor, de São Paulo

16/04/2010

Como criar filhos mais conscientes em relação ao dinheiro? A administração de uma mesada pode ajudar as crianças a cuidarem melhor das finanças no futuro? Quatro especialistas em educação financeira garantem que a mesada é uma iniciativa positiva, mas deve ser pontual e apresentada aos filhos a partir dos cinco anos de idade. Para manter o equilíbrio monetário no ambiente doméstico, os pais também devem evitar dívidas, planejar investimentos em poupança e previdência privada, além de manter conversas frequentes com os filhos sobre a real condição financeira da família. "É necessário quebrar o tabu de que não se conversa com criança sobre dinheiro", afirma a educadora financeira Silvia Alambert.

Para a especialista, a hora certa para falar de finanças com as crianças é quando elas começam a pedir "coisas". "A partir dos cinco anos, a criança vai ter uma percepção inicial sobre o dinheiro e já consegue realizar escolhas", diz. "Estará mais aberta a receber informações que poderão ser valiosas para o resto da vida."

Sílvia, que é diretora do The Money Camp Brasil, um programa de educação financeira que treinou mais de 2 mil jovens e crianças nos últimos quatros anos, acredita que o pagamento de mesada para os filhos é importante - mas a decisão depende de cada família.

"É uma ação positiva desde que os pais consigam transmitir conceitos de educação financeira e orientem as crianças sobre o uso do dinheiro", afirma. "A mesada permite que as crianças tenham contato com valores e sintam-se confortáveis com o seu manuseio, pois, ao crescerem, terão de lidar com esse assunto todos os dias."

De acordo com Sílvia, a mesada pode ser dada a partir dos cinco anos, com valores pequenos que aumentam à medida que a criança cresce. "Dessa forma, ela se sentirá responsável pelas próprias economias", diz. "A quantia não pode ser muito baixa a ponto de excluir a criança do seu grupo social, nem tão alta que o jovem não consiga realizar um esforço de planejamento para garantir objetivos maiores."

O importante, segundo ela, é que a oferta "caiba dentro do bolso da família" e passe a ser tratada como um acordo entre pais e filhos, com um dia marcado para o recebimento. "Caso contrário, se os pais quebrarem o trato, as crianças poderão entender as pessoas e o dinheiro como não confiáveis." (...)

Silvia diz que para criar filhos mais econômicos, deve-se mostrar a verdade sobre a condição financeira da família, conversar sobre como uma escolha poderá se refletir no futuro de todos e ainda apresentar a "logística" do dinheiro dentro de casa. Ela lembra que não é preciso que os pais digam quanto ganham, mas é importante não criar cenários falsos em relação à situação econômica familiar.

"Há pais que fazem contorcionismos para esconder momentos de dificuldade econômica ou, pior, só abrem o jogo quando a situação está à beira do precipício". Quando isso acontece, os filhos sentem-se enganados por terem sido excluídos de uma situação doméstica. "É necessário conversar sobre dinheiro. Os jovens têm uma percepção muito maior sobre o assunto do que os pais imaginam."

Além da mesada, os especialistas garantem que há outras formas de iniciar as crianças no caminho da educação financeira. "O uso dos cofrinhos para moedas também ajuda a criança a economizar", diz Domingos. "Os filhos precisam entender que, com o dinheiro guardado, poderão atingir objetivos da mesma forma que os adultos poupam para realizar seus planos."

Para o consultor de investimentos Márcio Nobre, os pais devem compartilhar com os filhos o orçamento da casa. "Esse assunto pode ser discutido e, se possível, até com a ajuda de uma planilha que mostre os gastos de energia, água e telefone", diz. "A economia é incentivada e deve ser explicado que, se as despesas continuarem altas, a mesada pode não ser mensal."

Os chefes da família precisam se organizar para pavimentar o futuro do casal e dos filhos. "O casal deve poupar parte dos ganhos para garantir despesas com estudos e com a aposentadoria". É recomendável, segundo ele, contribuir mensalmente com um plano de previdência privada, além de reservar uma economia para investir em renda fixa e variável - se o orçamento permitir. "Se não está sobrando nada para poupar, deve-se rever o orçamento doméstico para que sobre alguma coisa."

Para Nobre, entre as causas mais comuns de endividamento das famílias estão o hábito de não poupar e o incentivo desenfreado ao consumo. "Com a facilidade de crédito, o ato de gastar sem necessidade, apenas por causa de uma promoção ou pela facilidade de pagar em suaves prestações, leva ao acúmulo de contas", diz.

Quando a dívida for feita, é preciso eliminar primeiro as contas que cobram as taxas de juros maiores. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a dívida mais comum é o cartão de crédito, com 72,5% do total das obrigações, seguido de carnês (27,4%) e financiamento de veículos (12,5%). "Por conta dos juros, as dívidas de cheque especial e de cartão de crédito devem ser evitadas a todo custo", diz Luiz Simões, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

Planos para reduzir gastos caseiros

Na casa da empresária Simone Freire, conversas sobre o uso consciente do dinheiro estão na pauta do dia desde que o filho mais novo tinha cinco anos. "O lema aqui é não ser perdulário, evitar a compra de roupas de marca e avaliar a necessidade de adquirir qualquer supérfluo", diz Simone, casada e mãe de Eduardo, 21 anos; Giovana, 15 e Giulia, nove anos. A estratégia tem dado certo. Giovana acaba de voltar de uma viagem "econômica" aos Estados Unidos e Eduardo vai trocar o seu primeiro carro somente com as economias que conseguiu acumular. Além de conversas frequentes, a educação financeira da família é estimulada por uma planilha de entradas e despesas.

Segundo Simone, os filhos só conseguiram receber mesada por iniciativa da avó, a partir de 2009. Ganham de R$ 50 a R$ 150 por mês, cada um. Para ajudá-los na administração do dinheiro, montou uma planilha com as entradas e gastos mensais. "Apesar de terem mais liberdade para usar o dinheiro que recebem, não podem comprar tudo o que veem pela frente."

O filho mais velho Eduardo, estagiário em um banco há dois anos, conseguiu economizar e pagou a metade do valor do primeiro carro com o próprio dinheiro. Agora, se prepara para comprar um modelo mais novo - e vai arcar sozinho com a troca.

Segundo a psicóloga Márcia Dolores Rezende, educar financeiramente as crianças é um convite para os pais reverem crenças em relação ao dinheiro e à forma de utilizar o recurso. "Pais saudáveis financeiramente também formarão filhos saudáveis", diz. "Ao mesmo tempo, pais com postura perdulária ou de comportamento mesquinho terão grandes chances de desenvolver nos filhos crenças limitantes em relação ao dinheiro e ainda comprometerem a educação financeira da família."

Simone e o marido, que trabalha na área de seguros, finalizam a construção de uma nova casa para a família. "Discutimos com as crianças desde o preço do papel de parede que vamos usar nos quartos até o modelo dos televisores", lembra. No início do ano, a filha do meio, Giovana, preferiu uma viagem de 14 dias à Disney a uma festa de 15 anos. Levou US$ 2 mil e conseguiu comprar presentes.

Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, o controle das finanças pode ser feito com uma reunião familiar mensal ou bimestral. "É um bom começo para que as crianças saibam que o dinheiro é um objeto de troca e que as despesas de uma casa sejam conhecidas por todos", avalia. "Quando os filhos entram nesse processo desde cedo são capazes de fazer uso consciente do dinheiro e entendem que gastar mais poderá eliminar benefícios como um presente ou uma viagem de férias."

Segundo a educadora Sílvia Alambert, uma boa alternativa para controlar os gastos caseiros é fazer um plano de economia e gastos. "Com esse hábito, fica mais fácil visualizar onde está o excedente que não permite uma vida financeira tranquila e enxergar o ralo por onde o dinheiro está escoando."

Para o consultor financeiro Márcio Nobre, fazer uma força- tarefa com toda a família para economizar em gastos essenciais como luz, água e telefone também pode ajudar a manter o orçamento doméstico nos trilhos. "A educação financeira deveria ser uma matéria básica do ensino fundamental nas escolas." (J.S.)


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Parece que foi ontem...

Image: Dreamstime

" Quem ama também educa financeiramente." - Silvia Alambert

Desde que a matéria abaixo saiu na edição da Veja há quase 9 anos, percebe-se que pouco se evoluiu com a educação financeira DOS JOVENS.

Os pais se preocupam em investir para garantir a educação dos filhos, mas eles se preocupam ou pensam no esforço dos pais para mantê-los? Infelizmente, parece que não, já que " A fatia dos jovens no universo dos inadimplentes cresce de forma assustadora: 10% deles têm até 20 anos e 39% têm idade entre 21 e 30 anos (sim, os balzaquianos também são considerados jovens nos dias de hoje). Juntos, os consumidores até 30 anos foram responsáveis por 49% dos calotes dados em 2006 junto a bancos, administradoras de cartão de crédito e financeiras. Em 2005, somaram 44%. Os dados foram divulgados pela Telecheque na quinta-feira 18. “Os jovens tiveram acesso ao crédito fácil demais nos últimos dois anos. Ficaram deslumbrados e perderam o controle”, diz José Antônio Praxedes, vice-presidente da Telecheque." Fonte: IstoÉ Independente - 24 de Janeiro de 2010

Papais e mamães, garantam que seus filhos tenham tudo de bom para o futuro que os aguarda, inclusive EDUCAÇÃO FINANCEIRA.

Quanto custa criar um filho, do berço ao diploma.

Vinte anos passam voando e muitos casais jovens já se planejam para custear as despesas futuras dos filhos.

Fernanda Colavitti e Carolina Botelho
Revista Veja - Edição Especial Novembro de 2001


Criar um filho numa família brasileira de classe média, do berçário até o diploma de faculdade, custa alguma coisa em torno de 320 000 reais. Na classe média alta, o custo passa dos 600 000 reais. Beira o 1 milhão de reais se o herdeiro for da classe alta. Esses são os números a que chegou o economista e consultor Mauro Halfeld, da Universidade Federal do Paraná, que fez o levantamento a pedido de VEJA Seu Investimento. Os resultados detalhados estão no quadro. Autor de Investimentos – Como Administrar Melhor Seu Dinheiro, Halfeld fez três simulações com um casal que cria e educa um filho, até a idade de 22 anos, quando obtém o diploma na faculdade. A cada item, como habitação, alimentação, transporte, despesas pessoais, saúde, vestuário e educação, foi atribuído um peso diferente.



Mais do que buscar a precisão absoluta do cálculo, o consultor paranaense procurou encontrar uma fórmula simples e objetiva para auxiliar os pais no planejamento do futuro de seus filhos. É o que muitos já estão fazendo, como o analista de sistemas Cláudio Hendo, 38 anos, e a agente de turismo Mari Yamaguchi, 28. Casados e residentes em São Paulo, eles separam 168 reais todo mês para uma conta especial em nome da filha, Larissa, de 1 ano e 2 meses. "Quando ela chegar aos 21 anos, terá dinheiro para pagar a faculdade e ajudar na pós-graduação no exterior", Mari calcula. Exagero de preocupação com o futuro? De maneira alguma. O casal Cláudio e Mari expressa bem a inclusão de um novo item no orçamento doméstico da família de classe média brasileira – a compra de um plano de previdência voltado para a educação dos filhos no futuro. Eles escolheram o Renda Total Júnior, lançado pela seguradora BrasilPrev, uma associação entre o Banco do Brasil e a empresa americana Principal Financial Group, um gigante internacional do setor. Em 2020, Larissa terá à disposição 100 114 reais, pois o dinheiro vai sendo aplicado como um fundo de investimento.



Mais precisamente, o Renda Total Júnior é um tipo de Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL), hoje a modalidade mais aceita de previdência privada no Brasil. Inicialmente concebido para a aposentadoria, o PGBL passou a atender sob medida os futuros doutores e bacharéis. As principais instituições do ramo têm produtos concorrentes, como a Bradesco Previdência, que oferece o Prev Jovem. O Unibanco AIG comercializa o Prever Kids, destinado a todas as pessoas que desejam presentear um filho, sobrinho, neto ou afilhado. No momento da aquisição do plano, escolhe-se a idade em que o menor começará a usufruir o Prever Kids e o período de recebimento da renda temporária no futuro, de quatro a seis anos. A contribuição mínima mensal do Prever Kids é de 80 reais. Para quem faz para mais de um membro da família, esse valor cai para 40 reais. Quanto maior a contribuição mensal, obviamente maior será o retorno no futuro. Depois de uma carência de 180 dias, o dinheiro pode ser tirado para uma emergência. Outras vantagens são a possibilidade de abatimento no imposto de renda e uma valorização superior à da caderneta de poupança, ao longo dos anos.



Esse é um bom caminho, particularmente para quem sonha alto com a educação dos pimpolhos, como a obtenção de um MBA (o diploma de Master in Business Administration, a pós-graduação que virou passaporte obrigatório para carreiras no mercado financeiro, marketing e em gestão empresarial). "Bancar o curso, a alimentação e a moradia é uma despesa alta e não sai por menos de 250 000 reais", afirma Ricardo Betti, consultor paulista que se especializou em assessorar candidatos que desejam obter um MBA.

Como base para chegar ao resultado final do quadro abaixo, o economista Mauro Halfeld usou a Pesquisa de Orçamentos Familiares 1998/1999, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe), que contabiliza os gastos anuais básicos, com alimentação, saúde, moradia, transporte, vestuário, educação e despesas pessoais, de 2 350 domicílios no município de São Paulo. Para as famílias com renda acima de 20 salários mínimos (que é o caso de todas as classes analisadas), a distribuição é a seguinte: habitação (28%), alimentação (14%), transportes (18%), despesas pessoais (14%), saúde (9%), vestuário (6%) e educação (11%). Como ajuste adicional, ele atribuiu ao filho 80% dos gastos com educação. A diferença foi deduzida na mesma proporção dos gastos com habitação e transportes. Halfeld levou em conta que as depesas com educação dentro da família são maiores para os filhos. Para efeito de uniformizar o resultado, a renda familiar foi mantida constante na projeção dos 22 anos, e o resultado final foi distribuído de acordo com a divisão estabelecida pela Fipe."

Classe Média
Renda Mensal da Família: R$ 3.600,00 a R$ 7.200
Habitação: R$ 64.680,00
Alimentação: R$ 42.000,00
Transporte: R$ 30.660,00
Despesas Pessoais: R$ 46.080,00
Saúde: R$ 29.400,00
Vestuário: R$ 18.120,00
Educação: R$ 89.460,00
Total: R$ 320.400,00

Classe Média Alta
Renda Mensal da Família: R$ 7.200,00 a R$ 10.800,00
Habitação: R$ 129.360,00
Alimentação: R$ 84.000,00
Transporte: R$ 61.320,00
Despesas Pessoais: R$ 92.280,00
Saúde: R$ 58.800,00
Vestuário: R$ 36.240,00
Educação: R$ 178.920,00
Total: R$ 640.920,00

Classe Alta
Renda Mensal da Família: acima de R$ 10.800,00
Habitação: R$ 194.040,00
Alimentação: R$ 126.000,00
Transporte: R$ 91.980,00
Despesas Pessoais: R$ 139.200,00
Saúde: R$ 88.200,00
Vestuário: R$ 54.360,00
Educação: R$ 268.380,00
Total: R$ 962.160,00



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Manda quem pode, obedece quem tem juízo

O crédito nunca foi tão fácil.
Acreditar que simplesmente "presentear" filhos com cartão de crédito com limite irá educá-los financeiramente é um ledo engano.
É necessário dar as " instruções" de uso: informar sobre as vantagens e desvantagens, os riscos, acompanhar o uso, informar sobre abusos, mostrar as taxas aplicadas, conversar sobre parcelamento e, principalmente, montar uma planilha de gastos com o cartão.
Querer que tenham responsabilidade e simplesmente "puní-los" pelo mal uso do cartão é só uma forma de criar um vínculo do " aprender pela dor" e todos nós sabemos que não queremos que nossos filhos aprendam desta forma.
Antes de presentear seu filho com um cartão de débito ou crédito ou múltiplo, é melhor educá-lo financeiramente



Matéria Jornal Diário de Pernambuco

Mesada mais moderna para adolescentes

Bancos apostam em produtos voltados ao público teen, como conta e cartão de crédito e débito para atrair cliente mais jovem

Mirella Falcão

mirellafalcao.pe@dabr.com.br


Com o dinheiro de plástico tomando lugar das cédulas, a mesada dos adolescentes também precisa se modernizar. De olho nesse filão, os bancos estão apostando em produtos, como contas teens e cartões mesada, para os filhos de correntistas com idade acima de 12 anos. Os pais que optam pelo serviço acreditam que, ao contrário de gerar futuros endividados, o contato desde cedo com o cartão de crédito ou débito pode ser um instrumento de educação financeira, desde que sejam impostos limites aos filhos.

Laís Fernandes, 17 anos, acha mais prático e seguro usar o cartão mesada para seus gastos que receber em dinheiro
Há três anos, a artista plástica Tereza Lyra, 48 anos, e o agrônomo Jairon Fernandes, 51 anos, decidiram dar um cartão mesada às filhas Laís, 17 anos, e Laura, 21. "A tendência hoje é cada vez mais fazer o pagamento com o cartão do que com o dinheiro e é bom que elas se habituem com isso", afirma a mãe. A filha Laís aprova a ideia. "É mais prático do que ficar carregando dinheiro e mais seguro também. Se a gente perder, basta cancelar", comenta ela. O cartão mesada é usadobasicamente em cinemas, lanchonetes, lojas de roupa e salões de beleza. "É bom porque não precisa ficar pedindo dinheiro para os pais o tempo todo. Só tenho que calcular bem os gastos, dentro do meu limite", diz.

O cartão, que é da Caixa, permite que os pais acompanhem os gastos dos filhos pela internet. O cartão mesada é diferente de um cartão dependente, que só pode ser emitido para maiores de idade. "O dependente também divide o limite de crédito com o titular. No cartão mesada, o titular pode estabelecer um limite mensal de no máximo R$ 500, que é abatido do crédito disponível para o cartão principal", diz José Carlos Sá Leitão, gerente regional da Caixa.

Serviço semelhante tem o Itaú, que oferece um cartão mesada com o nome de Black Star. Já o HSBC permite que a mesada seja através de um plástico emitido no nome do adolescente para débito direto nas contas dos pais, que podem estabelecer um limite diário de saque de até R$ 10. Há ainda a opção de contas teens, que recebem por mês uma quantia preestabelecida debitada das contas dos pais. No Banco do Brasil, o serviço é chamado de Mesada Programada para a Conta Jovem.

Na Caixa, isso seria possível através da abertura de uma poupança de livre movimentação, mas só vale para adolescentes acima de 14 anos. O Bradesco explora o mundo teen através da Click Conta, que possui até um site específico para lidar com esse público (www.clickconta.com.br). O produto é também uma poupança de livre movimentação com a transferência programada da conta dos pais. Clientes acima de 16 anos, além dos cartão de débito, têm direito a dez folhas de cheque por mês.

A opção da mesada eletrônica é bem vista pela economista e professora da Universidade Federal de Pernambuco, Tatiane Menezes. "É uma maneira de ensinar o jovem a administrar esse dinheiro que está no banco", afirma. Mas é preciso criar um limite de gastos e respeitá-lo. "Se o jovem gastou todo o limite o pai não deve fazer mais depósitos". É o que faz a família de Laís, que recebe R$ 100 por mês para gastar. "Nas férias, aumentamos para R$ 150. Mas queremos que elas tenham responsabilidade", comenta Jairon.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Acampamento Financeiro - Inverno de 2009

Já programou as férias de Julho de seus filhos?
Que tal mandá-los para um acampamento de férias onde eles possam se divertir pra valer, estabelecer novas amizades, ir às baladas temáticas e ainda voltarem das férias educados financeiramente?

Sim, isto é possível.

Estudos mostram que basta uma carga horária de 10 horas de educação financeira bem ministrada para que a criança leve estes conhecimentos para o resto de sua vida.

Agora imagine 40 horas de curso ensinado do jeito que os jovens mais gostam: se divertindo, liberando adrenalina, participando de desafios, gincanas financeiras, trabalhando em equipe, mostrando suas habilidades naturais e aproveitando os momentos de liderança.

Educar financeiramente é muito mais do que somente ensinar sobre dinheiro e quem faz o curso de educação financeira mais animado do planeta, entende que aprender sobre dinheiro é muito divertido.

The Money Camp é mais do que educação financeira, é uma oportunidade do jovem ter um encontro com a vida real.
Informações: atendimento@themoneycamp.com.br ou (11) 3083 0600
" Há um punhado de homens que conseguem enriquecer simplesmente porque prestam atenção aos pormenores que a maioria despreza." Henry Ford

Introdução à mesada - Essa Ferramenta Poderosa de Educação Financeira (Parte II)













Como eu já comentei anteriormente, a mesada é uma ferramenta de educação financeira muito útil para que seu filho comece a administrar o seu próprio dinheiro, mas que é muito importante estabelecer as regras para a utilização daquele dinheiro.



Então, vocês combinaram com seu filho que ele passará a receber uma quantia mensal que cobrirá a aquisição de seus desejos, seja desde a compra de cards de mangás ou até uma balada (dependerá da idade de seu filho, obviamente); vocês combinaram com seu filho que a quantia será entregue todo o dia "x" de cada mês; vocês combinaram com seu filho e "deixaram a regra clara" que, caso o dinheiro termine antes do próximo recebimento haverá consequencias, pois vocês não irão patrociná-lo, adiantarão ou emprestarão dinheiro algum e que ELE e somente ELE será responsável pelo dinheiro DELE a partir daquele momento.



Pois bem, que fique claro a vocês pais que para a boa educação financeira de seu filho funcionar, VOCÊS não devem quebrar as regras.


Não se esqueçam NUNCA de cumprir a sua parte do acordo.



Programem-se para evitar prejuízos maiores nesta educação.



Como eu disse, a mesada é uma ferramenta poderosíssima de educação financeira, pois ela proporcionará ao seu filho a oportunidade dele experimentar a "liberdade financeira", mas o mais importante é o conceito de seu filho poder errar na administração deste dinheiro enquanto é jovem e não mais quando atingir a idade adulta.



Por isso, anote na sua agenda a data que vocês combinarem a entrega da mesada de seu filho.


Não fure o dia do recebimento dele (vocês não gostariam de ter seus recebimentos atrasados). Caso contrário, ele passará a lhe ver como um "mau pagador" e poderá passar a acreditar que na vida de "gente grande" há mentiras e que dinheiro pode causar muita raiva.



O inverso da quebra do acordo também deverá ser cumprida.


Caso ele se exceda nos gastos, ceder à tentação de pensar: "coitado, ele não tinha noção..." é deseducar.



Explique ao seu filho que quando nos excedemos com o nosso dinheiro, também somos obrigados a aguardar o próximo recebimento e que isso serve a todas as pessoas que se excedem com seu próprio dinheiro (não há mágica) :-)


Faça-o compreender que há regras no jogo do dinheiro e que, além de vocês as terem construídas juntos, elas existem para serem cumpridas.



Pode parecer cruel, olhando desta forma, mas o futuro de seu filho irá lhe agradecer.



Quem ama também educa financeiramente.




Vida longa e próspera.




"Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro! Mas, custam tanto!"
Groucho Marx

sábado, 2 de maio de 2009

Economize Cedo, Economize com Frequencia.


Esta frase é quase um clichê, pois aprendendo a economizar desde cedo, este ato se torna um hábito saudável, tanto quanto escovar os dentes e tomar banho e, assim, as consequencias futuras deste hábito só podem ser salutares, neste caso, o futuro financeiro dos pequenos.


Eduque financeiramente de forma natural, abra o canal de comunicação e permita que seu filho entenda a dinâmica e energia do dinheiro.


Sabemos que para os papais que não foram educados financeiramente, por vezes, é mais difícil transmitir os conceitos financeiros, por não aplicarem o que dizem na realidade, então fica meio confuso para a criança. É o famoso " Faça o que eu digo. Não faça o que eu faço.", mas não se apavore se seu filho começar a questioná-lo, tipo: " Por que você diz pra eu fazer isso, se você faz diferente". Não se aborreça. Converse verdadeira e abertamente com seu filho. Só assim ele entenderá porque você está querendo que ele aprenda.


Temos exemplos de pais que nunca foram educados financeiramente e eram verdadeiros "gastões". Passaram a fazer poupanca, após os filhos serem educados financeiramente pelo programa The Money Camp, incentivados pelo filho que começou a "dar lições" de educação financeira em casa.


O importante é quebrar este paradigma de que " dinheiro não é assunto de criança".


Quanto antes começar, antes seu filho terá a oportunidade de entender o dinheiro como mais uma matéria a ser aprendida, mas o mais legal, terá utilidade na vida real.


Transcrevo a matéria publicada pelo Jornal do Brasil no último dia 26 de Abril de 2009, onde o escritor de livros infantis voltados a finanças e nosso parceiro e consultor, Álvaro Modernell, transmite mais dicas de educação financeira para crianças.


Aprecie a leitura e coloque em prática.


"Álvaro Modernell, consultor do programa de educação financeira The Money Camp, diz que os pais devem conversar com os filhos sobre o que está acontecendo no mundo. Outra medida é ajudar os filhos a perceberem as diferenças entre querer e precisar; a importância de saber escolher e de comparar preços, para que desenvolvam a percepção de caro e barato.
– O mercado é a melhor forma para a criança aprender, porque ela percebe a saída de dinheiro em troca de um produto – diz Mondernell.
A mesada é um conceito importante. A criança com 4 ou 5 anos deve começar a receber algum dinheiro. A mesada deve ser instituída com regularidade, a partir dos seis ou sete anos de idade. O mais importante não é o valor, e sim a regularidade dos "pagamentos".
– A periodicidade do dinheiro vem com idade e maturidade. Acredito que, com sete anos, a criança deve receber semanalmente. Já com oito anos, quinzenalmente. Somente com 10 anos, se institua a mesada – aconselha o especialista.
Uma dica é que os pais deem o dinheiro do lanche escolar separado, pois a criança pode não comer para juntar dinheiro. Jogos que simulam negócios ou a rotina dos adultos, e contos como o da Cigarra e a formiga e A galinha dos ovos de ouro estimulam o conhecimento.
– À medida que as crianças crescem, absorvem este conceito e quando adultos vão saber agir melhor – conclui Mondernell."


Uma semana iluminada a todos e até mais.