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sábado, 2 de março de 2013

Alfabetização Financeira: Uma Necessidade Urgente


Artigo escrito por Andressa Costa Gestora e educadora financeira; Consultora de língua inglesa; Orientadora educacional da Planeta Educação; Professora de língua inglesa com vasta experiência em todos os níveis de ensino (básico, intermediário e avançado) e em todas as faixas etárias (crianças, adolescentes e adultos). E-mail: andressa.costa@fk1.com.br


Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=2417

Segundo o site Valor Econômico, uma pesquisa realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostra que a parcela de famílias inadimplentes no Brasil aumentou consideravelmente em fevereiro de 2013.

Tal situação não é nenhuma novidade em um país em que a mídia reforça o consumismo compulsivo, o imediatismo e estimula as “facilidades” de crédito e pagamentos a prazo.

Além disso, o Brasil não possui uma cultura em que os pais ensinam seus filhos a serem empreendedores financeiros.

Nós nunca aprendemos com nossos pais e avós a poupar, a investir ou a ter o próprio negócio.

Sempre aprendemos a trabalhar para pagar as contas e não ficar no vermelho no fim do mês.

Mas isso é suficiente? Creio que o indicador acima prova que não.

Educação Financeira não é só uma questão de se ter uma planilha de controle de gastos e conseguir fazer sobrar um dinheirinho depois de pagar todas as contas do mês.

É uma questão de disciplina e de escolhas. É saber fazer o dinheiro trabalhar a seu favor para a realização de sonhos e de um futuro sustentável.

Por isso, Educação Financeira deve ser ensinada na escola, sim!

Em 2010, foi instituída a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), criada com o apoio do Banco Central do Brasil, da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), da Secretaria de Previdência Complementar, da Susep (Superintendência de Seguros Privados, da Bolsa de Valores de SP – BM&F Bovespa) e outras instituições.

Tal estratégia tem como objetivo tornar a Educação Financeira uma nova disciplina na matriz curricular, a princípio, do Ensino Médio.

Foram realizados projetos-pilotos em algumas escolas do país, mas não houve a expansão necessária do projeto (até o momento). Por quê?

Por falta de professores capacitados? Por falta de uma metodologia adequada? Provavelmente sim.

Precisamos formar nossos professores, ou novos professores, para o tema específico e trabalhar de uma forma inovadora na sala de aula.

Usar cartilhas e livros para passar a teoria (como no modelo tradicional de ensino) não é suficiente.

O que nossos alunos precisam é de contextualização. Isso mesmo! Atividades que promovam situações reais.

O jogo, por exemplo, é uma atividade de contextualização fantástica, pois faz com que os alunos absorvam, de fato, o conteúdo enquanto se divertem. Aliás, o jogo é muito eficaz até para ensinar adultos.

Nossos alunos precisam aprender sobre o nosso Sistema Financeiro Nacional, sobre poupança e investimentos, ações e taxas que interferem nas nossas finanças etc.

E, se isso não for passado de uma maneira prazerosa, não causará a transformação que esperamos.

Segundo a educadora financeira Silvia Alambert, não importa quantos salários você ganha, e, sim, como você administra qualquer quantia que venha a receber. Quem sabe administrar bem R$1,00 saberá administrar bem R$1.000.000,00.

Para concluir, observe mais uma citação de Silvia Alambert: “É melhor dizer ao seu dinheiro para onde ele vai do que perguntar, depois, para onde ele foi”.

Essa é a lição que nossos alunos precisam aprender.

sábado, 10 de março de 2012

5 Fatores que levam às dívidas



Conheça 5 fatores que levam às dívidas

Leia os motivos apontados por especialistas e evite cair na armadilha da falta de planejamento financeiro

Publicada em 05/03/2012 às 20:06 - São Paulo - Redação InfoMoney

Dívidas, dívidas e mais dívidas. As pendências financeiras mensais, como parcelas do cartão de crédito e pagamentos dos financiamentos, estão entre os principais problemas dos consumidores quando o assunto é orçamento. A grande questão é: por que as pessoas contraem tantas dívidas?

Dados da Confederação Nacional do Comércio mostram que, em fevereiro deste ano, de todos os endividados brasileiros, mais de 70% tinham dívidas no cartão de crédito e outros 20% tinham dívidas no carnê. Confira alguns motivos indicados por especialistas para se endividar:

1 - Razão versus emoção - os educadores explicam que a emoção é o principal problema que leva as pessoas a consumirem irresponsavelmente e, como consequência, acumularem mais e mais dívidas. “Na maioria das vezes, as decisões que tomamos são emocionais e não racionais. A gente usa a razão apenas depois, quando tentamos justificar o porquê de tomarmos tais decisões”, analisa Valter Police.

A lógica é simples: tomada pelo desejo de adquirir certo bem, boa parte dos consumidores simplesmente não espera até ter dinheiro suficiente e acaba parcelando no cartão, sem ponderar o quanto aquelas parcelas vão comprometer sua renda futura.

2 - Falta de planejamento - o problema se torna ainda mais grave sem planejamento financeiro, ou seja, sem ter claro tudo o que vai entrar e tudo que vai sair ao final do mês. A educadora financeira, Silvia Alambert, diz que esse processo deve se tornar um hábito.

“Num primeiro momento vai ser difícil mudar o comportamento em relação ao dinheiro, mas depois fica mais fácil”, avalia.

3 - A instabilidade futura – outro fator que colabora para o acúmulo de dívidas e decorre da falta de planejamento é a instabilidade futura. Se hoje você está empregado e a economia está aquecida, amanhã o País pode entrar em uma forte crise e você se juntar ao grupo dos desempregados.

Com um planejamento financeiro, o consumidor deve poupar para enfrentar momentos de crise, explica a educadora financeira. Além dos altos e baixos da economia, vários imprevistos podem acontecer, como um problema grave de saúde, um conserto mais caro do carro. São imprevistos que levam a pessoa a recorrer ao crédito mais caro, já que não possui reserva financeira própria para lidar com isso.

4 - Vivendo fora da realidade - outro fator que estimula dívidas é querer viver fora da sua realidade financeira. Isso acontece por diversos motivos. Jovens, por exemplo, ao estudarem em escolas em que o perfil médio é de uma classe social acima da deles, acabaram querendo se encaixar nesse perfil e vão afundando nas dívidas.

Na prática, ele vai tentar se igualar comprando produtos com o dinheiro que não tem, ou seja, parcelando. O problema é que isso se torna impossível de sustentar a longo prazo, explica o educador.

Adultos também têm esse tipo de comportamento, financiando carros com valores que não fazem parte da sua realidade financeira ou mesmo comprando imóveis acima do seu padrão de vida.

5 - Crédito fácil - se os consumidores só quisessem comprar, mas fossem limitados por conta da falta de crédito, a situação talvez não fosse tão preocupante. O problema é que bancos e instituições financeiras cada vez mais facilitam a concessão, oferecendo até opções pré-aprovadas com juros altos no cartão de crédito.

Toda essa facilidade em obter crédito, somada ao comportamento irresponsável e à falta de planejamento financeiro, inevitavelmente leva às dívidas.
      

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Décimo terceiro, para onde você vai?

 dreamsimage.com
Saiba o melhor a fazer com a primeira parcela do 13º salário



O abono de final de ano de 60% dos brasileiros será para pagar dívidas, aponta pesquisa da Anefac

28.11.2011
Victor Albuquerque
victor.silva@redebahia.com.br


O dinheiro do 13º salário da atendente de telemarketing Jose Ferreira nem vai esquentar no bolso. Sairá do banco direto para a mão dos credores. Ela quer quitar a dívida de dois cartões de crédito e pagar parte de um terceiro débito que, juntos, somam R$ 700. O abono de final de ano de 60% dos brasileiros terá o mesmo destino que o de Jose, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Opção essa que, na visão dos especialistas, é a mais inteligente para quem tem dívidas e quer começar 2012 no azul.

“Pagar os débitos é sim um bom negócio. É o primeiro passo para conseguir organizar a vida financeira”, explica o especialista em finanças Gilberto Braga. Mas, de acordo com ele, antes de sair por aí pagando tudo o que deve, é preciso usar o dinheiro com inteligência. “Planejar é a palavra de ordem. É importante colocar no papel as dívidas e os gastos que se pretende fazer, desde presentes até o dinheiro que será poupado para férias, impostos, despesas de casa, entre outras coisas”.

Educadora financeira, Silvia Alambert concorda com Braga quando ele diz que o melhor a fazer é pagar o que se deve. E ela ensina: o ideal é quitar aquela dívida que tem taxas de juros mais altas, como cartão de crédito e cheque especial.

Para quem está encalacrado em mais de um lugar, ela diz que o melhor a fazer é saldar pelo menos um débito por inteiro.

“Quem paga tudo um pouquinho não paga nada. A pessoa pode se livrar logo de um credor e negociar com os demais, ajustando depois as parcelas no orçamento”, ensina.

O que não pode, segundo os especialistas, é pagar tudo e depois se enrolar com novos parcelamentos. “Se o momento não está bom, nada de sair distribuindo presentes caros”, alerta Silvia.

Além disso, Braga lembra que o início do ano estará repleto de novas contas a pagar, como matrícula escolar (para quem tem filhos), IPVA (para os motorizados), IPTU, entre outros. “Tem que se organizar de olho nesses eventos”, orienta.

Mas, se não dá para deixar o Natal passar em branco, a dica é limitar os gastos. Fazer uma lista com o nome de quem será presenteado e estabelecer um valor máximo para o presente. “Quando se faz uma referência de valor, funciona melhor no planejamento”, garante Braga. Para Silvia, é preciso ter muita calma nessa hora. “Não tem nada de inteligente em estar endividado e gastar com presentes. Então, a saída é evitar produtos caros e financiamentos”.

Este ano, o 13º salário injetará R$ 118 bilhões na economia brasileira, sendo R$ 4,9 bilhões na Bahia, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em todo o estado, 4,3 milhões de trabalhadores e aposentados receberão o benefício.
 
Investimento

Para quem está livre dos débitos, investir o dinheiro do 13º salário pode ser um bom negócio. Braga indica a poupança e os fundos de renda fixa. Já Silvia acredita que o dinheiro pode ser aplicado, inclusive, em ações. “Hoje é possível investir nesse mercado com até R$ 100”, explica. Segundo ela, é importante, nessas horas, buscar um especialista que vai avaliar o seu perfil financeiro e indicar o melhor negócio para se investir.
Mas é bom saber que os três casos só trarão um retorno positivo se a pessoa estiver pensando a médio e longo prazos. “Não adianta aplicar se na primeira emergência tirar o dinheiro do banco”, diz.
 
Momento de pagar

Para os especialistas, essa é a hora de buscar as financeiras e operadoras de cartão para negociar débitos. Isso porque, de olho no consumo de final de ano, as empresas tendem a oferecer melhores condições de negociação das dívidas. “O melhor momento para pagar as contas antigas é agora”, diz Silvia.
 
De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Proteste, quem tem dívidas deve aproveitar as diversas opções oferecidas pelas financeiras, lojas e bancos, como alongamento dos prazos, desconto para quitações à vista e abatimento nas taxas de juros ou multas que normalmente são oferecidos nesse período.

Presentes de Natal ficam em segundo plano

De acordo com levantamento da Anefac, houve uma redução de 10,53% de 2010 para 2011 no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º para a compra de presentes. Segundo o coordenador da pesquisa, Miguel Oliveira, isso demonstra maior dificuldade e preocupação dos consumidores com os gastos este ano.

Já para o especialista em finanças Gilberto Braga, o cenário indica que o consumidor está mais endividado e, por isso, evitando certos tipos de gastos. “Não acredito que o brasileiro está mais consciente ou cauteloso a ponto de deixar de comprar para pagar dívidas. O que existe é uma regularização da situação daqueles que estão endividados. Eles estão se adequando as suas atuais necessidades”, pontuou.

Segundo o estudo, houve também uma redução de 33,33% no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º salário para compra e reforma de suas residências. Com relação às dívidas, a tendência de 70% dos entrevistados é quitar débitos do cartão de crédito e do cheque especial.

O cartão de crédito, inclusive, ainda é a linha com maior peso na composição das contas em aberto, tendo atingido, em 2011, 39% do total (crescimento de 2,63% sobre 2010) contra 37% do cheque especial (elevação de 5,71% sobre 2010). Referente aos gastos em 2011, 72% dos consumidores pretendem gastar no Natal até R$ 500 contra 67% em 2010.

A pesquisa demonstra ainda um aumento de 2,70% na intenção dos consumidores de pagar os débitos com recursos próprios e uma redução de 9,09% no número de pessoas que deverão utilizar financiamento bancário. De qualquer forma, a maioria dos consumidores (80%) quer usar os cartões de crédito nas compras de Natal este ano.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fuja da compra por impulso, que é o maior motivo de endividamento

Imagem: dreamstime







Publicada em 26/06/2011 às 21h11. Atualizada em 26/06/2011 às 21h11 


Para para pensar, pense muito bem antes de comprar
Fuja da compra por impulso, que é o maior motivo de endividamento

Fonte: http://ibahia.com/detalhe/noticia/para-para-pensar-pense-muito-bem-antes-de-comprar/

Luciana Rebouças - Redação CORREIO
(luciana.reboucas@redebahia.com.br) publicidade


Você para na frente de uma vitrine, olha para o novo lançamento da TV de LCD no mostruário, lembra que este mês pagou a 12ª e última prestação do sofá e decide: é hoje que você vai surpreender a todos com esta tela de 42 polegadas na sua sala. Os motivos para fazer a compra são fáceis de arranjar: pode ser porque seu chefe tirou a semana para encher sua paciência, porque sua namorada lhe largou ou mesmo porque você pagou o cartão de crédito e tem um espaço livre. Independentemente das razões, você acabou de fazer uma compra por impulso.

Comprar sem nenhum planejamento, só porque você viu o produto e gostou, é a conhecida compra por impulso e motivo principal do endividamento do brasileiro. Para Sílvia Alambert, especialista em educação financeira, a principal razão que leva as pessoas a este hábito é deixar a emoção dominar. “O consumidor olha o produto, gosta e quer levar. Mas, ele não se pergunta se ele realmente precisa daquilo ou mesmo se não está levando só porque está em promoção”.

RECONHECIMENTO

Para a especialista, outra característica da compra por impulso é que ela leva os consumidores a adquirirem itens que eles já têm em casa ou que não terão utilidade no dia-a-dia. “Um exemplo são as donas de casa que compram um liquidificador, um processador e um outro eletrodoméstico que é um mix destes dois produtos. Não há necessidade de tantos aparelhos, mas ela compra por um capricho”, acrescenta Sílvia. Daí a importância de se observar o que tem em casa, antes de comprar um novo objeto.

Já para Reinaldo Domingos, educador financeiro e autor do livro Livre-se das Dívidas, o problema é a falta de sonhos das pessoas. Para ele, quando se tem um objetivo, é mais fácil livrar-se dos pequenos gastos, que podem consumir até 30% do orçamento mensal.

“Quando se faz um orçamento e se estabelece sonhos é possível inibir estas compras por impulso, pois elas são resultado da falta de foco e de prioridades”, ensina Domingos.

Para Antonio De Julio, especialista em educação financeira e sócio da Moneyfit,uma boa estratégia é deixar um limite pagável para o cartão de crédito e para o cheque especial. Se não tiver crédito disponível, o consumidor vai ficar mais consciente antes de sair comprando o que não precisa.“Se ele fizer as contas, considerar todas as despesas fixas do mês e ver que só tem R$ 500 para gastar, o cartão não deve ter um limite maior que este valor”, diz.

SOLIDÁRIO

O consultor financeiro lembra que há dois tipos de compras por impulso: as solitárias e as solidárias. Esta última seria quando você sai com algum amigo que só quer saber de gastar. Ao vê-lo com tantas sacolas na mão, você decide começar a comprar também, já que vai ser chato sair sem nada do shopping com ele carregando tanta coisa. “Por isto, as pessoas precisam escolher uma companhia mais controlada para ir às compras”, ressalta De Julio.

E a dica final, antes de puxar o cartão de crédito para comprar, é colocar a mão na consciência e tentar lembrar: quantas contas ainda não paguei este mês?










quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Somos um dos povos menos endividados do mundo?


Imagem: dreamstime

Nos últimos dias, temos visto alguns políticos e técnicos ligados ao governo dizerem, com um certo orgulho, que somos um dos povos menos endividados do mundo e, por conta disso, teríamos uma “folga” para aumentar o endividamento, o que ajudaria a dar ainda mais fôlego para o nosso consumo que já anda bastante aquecido.

Mas será que isso é verdade? Somos mesmo um povo pouco endividado? Sim, quem disse que nosso endividamento é baixo não falou nenhuma mentira. Mas é importante termos em mente que isso não é decorrência de nossa educação financeira nem de nossa destreza em administrar nossas próprias finanças. O baixo endividamento (relativo) do brasileiro é muito mais uma decorrência de um mercado de crédito pouco desenvolvido (convém lembrar que, até poucos anos, não era tão comum comprarmos todo tipo de bem usando financiamento) e da nossa taxa de juros, que é uma das mais altas do mundo.

Vendo os índices de endividamento isoladamente, sobram poucas dúvidas que estamos longe dos primeiros colocados nesse ranking, mas isso absolutamente não significa que estamos em vantagem. Aliás, muito pelo contrário... A comparação dos níveis de endividamento de um brasileiro com um americano ou europeu pode nos dar resultados inconclusivos se não levarmos em conta outros fatores, como a taxa de juros.

Apenas para termos um exemplo, a nossa taxa de juros básica (a SELIC) é, no atual momento, mais de quarenta vezes maior que a taxa básica americana, e mais de dez vezes a taxa da zona do Euro. Essa desproporção se observa também (ainda que em menor nível) nas taxas ao consumidor. Podemos ver alguns exemplos a seguir:

- Juros de cartão de crédito: Nos EUA, as taxas de juros do crédito rotativo do cartão de crédito estão em níveis historicamente altos, por volta de 14% ao ano. Já aqui no Brasil, segundo a ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), em agosto de 2010, a taxa média do crédito rotativo nos cartões de crédito brasileiros era de 238,30% ao ano. Nossa taxa é aproximadamente dezessete vezes superior à taxa americana;

- Juros do cheque especial: Vamos ver agora como vão nossos amigos europeus... Na Inglaterra, a taxa de juros para uso do limite de conta especial (overdraft) está por volta de 16%. Aqui no Brasil, ainda segundo a ANEFAC, nossa taxa média em agosto foi de 136,85% ao ano, mas não é difícil encontrar bancos cobrando mais de 200% ao ano;

- Financiamento de veículos: Nos EUA, um carro novo, financiado em 36 meses, paga em torno de 6% ao ano de juros (o que daria em torno de 0,49% ao mês). Aqui no Brasil um carro financiado pelo mesmo período paga entre 1,5% a 2,0% ao mês.

O que podemos concluir é que, para o brasileiro, ocorre uma espécie de “alavancagem ao contrário”. Se os americanos, por exemplo, pegarem emprestado um valor “X”, eles poderão ter problemas com os juros. Mas se nós brasileiros resolvermos tomar o mesmo “X” que os americanos, seremos esfolados vivos! É aquela velha lógica do “se eles pegam um resfriado, nós morremos de pneumonia”, pois o efeito do endividamento de mesmo valor é muito diferente no brasileiro e em um cidadão de uma economia desenvolvida.

Vendo por esse lado, é questionável se existe mesmo esse tal “espaço” para o endividamento extra. O endividamento das famílias no Brasil pode ser baixo (como de fato é), mas sendo o Brasil um dos países com juros mais altos do mundo, não poderia ser diferente. Se o endividamento do brasileiro subir mais, ele ainda será baixo pelos padrões internacionais, mas as pessoas terão que “vender a própria alma” para dar cabo dos juros. Mais do que nunca as famílias brasileiras devem se preocupar em tomar decisões financeiras sensatas e em manter as contas equilibradas.

André Massaro
Especialista em finanças pessoais
Consultor financeiro da The Money Camp Brasil
Autor do livro MoneyFit (Matrix Editora)
http://www.moneyfit.com.br/



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estamos Grávidos. E agora?

Imagem: dreamstime.com

A chegada de um bebê inicia-se na gravidez e teoricamente encerra-se quando o jovem entra no mercado de trabalho. Há estudos que mostram que famílias com renda mensal de aproximadamente R$ 4.000,00 investirão aproximadamente R$ 800,00 mensais com seus filhos entre 0 e 6 anos de idade. Substituindo uma despesa por outra, podemos considerar este número.

Um casal que esteja comprometido com " 150%" de sua renda dificilmente conseguirá se planejar para a chegada do bebê. Não faz sentido e nem haverá tempo para querer fazer uma poupança quando há  dívidas a serem pagas.

A melhor alternativa nesta situação é negociar as dívidas e livrar-se delas o quanto antes, para que possam ter uma vida mais tranquila para assumir a nova responsabilidade e, óbvio, não realizar novas dívidas para adquirir mobiliário para o baby.
Usar a criatividade e substituir serviços pagos pelo " faça você mesmo", até que a ressaca financeira passe e o casal possa voltar a navegar em maré mais calma, poderá ser até mais divertido para o casal enquanto aguarda a chegada do bebê. Procurar alternativas entre familiares e amigos que já encostaram berço, andador e outros itens também gerará uma ótima economia. Organizar um chá de bebê servirá como uma opção para ajudar a montar o enxoval, sem contar que reunir amigos é sempre um momento prazeroso.

Claro que o que se considera ideal nem sempre está próximo ao real, mas com um pouco de boa vontade aliada ao hábito de poupar e investir, o casal poderá programar a chegada de um bebê mesmo antes de pensar em sua concepção.
Qual o problema??? Há casais que namoram 10 anos antes de se casarem.

Consideremos, então, um casal com esta mesma renda líquida de R$ 4.000,00 e estes mesmos R$ 800,00 mensais como base do cálculo e veremos que durante os 3 anos que antecedem o plano de ter filhos, o casal deverá poupar e investir menos do que 10% de sua renda para receber com conforto e tranqüilidade o seu filhote.

Considerando ainda que a maioria das pessoas prefere não se arriscar quando o assunto é “poupança do filho”, levaremos esta conta para o investimento de menor risco (e menor rentabilidade) hoje no mercado: a caderneta de poupança (0,5%/mês)

Iniciando uma poupança hoje e trabalhando com a idéia de curto prazo (3 anos) e considerando uma rentabilidade projetada de 6% ao ano, o casal deverá investir a quantia de aproximadamente R$ 378,00 mensais ao longo deste período para poder sacar o montante durante o período da gravidez e comprar tudo o que o pimpolho necessitará durante seu 1º. ano de vida. Estamos falando aqui em R$ 15.391,00.

O mais legal é que, planejando desta forma, o casal poderá fazer tudo do jeitinho que sempre sonhou para receber o baby, sem nem precisar sacar tudo de uma só vez.

Deste momento em diante, é só dar continuidade ao plano estabelecido e realizar aportes mensais e continuados.
O fator tempo é o melhor aliado da vida do casal para garantir o futuro de sua criança em termos financeiros.

Sentindo-se mais seguro e buscando a informação necessária com especialistas da área financeira, o casal poderá optar por transferir esta poupança para investimentos um pouco mais ousados, de acordo com o seu perfil financeiro e mais interessantes em termos de rentabilidade no longo prazo.

Sempre lembrando que maior o retorno, maior o risco.

O melhor mesmo é poder desfrutar deste momento tão especial com segurança e tranqüilidade.

Saúde e felicidade aos futuros papais.




sábado, 17 de abril de 2010

Alfabetização Financeira - Jornal Valor Econômico







Imagem: Dreamsimage


Mesada e finanças da família são as duas noções básicas
Jacilio Saraiva, para o Valor, de São Paulo

16/04/2010

Como criar filhos mais conscientes em relação ao dinheiro? A administração de uma mesada pode ajudar as crianças a cuidarem melhor das finanças no futuro? Quatro especialistas em educação financeira garantem que a mesada é uma iniciativa positiva, mas deve ser pontual e apresentada aos filhos a partir dos cinco anos de idade. Para manter o equilíbrio monetário no ambiente doméstico, os pais também devem evitar dívidas, planejar investimentos em poupança e previdência privada, além de manter conversas frequentes com os filhos sobre a real condição financeira da família. "É necessário quebrar o tabu de que não se conversa com criança sobre dinheiro", afirma a educadora financeira Silvia Alambert.

Para a especialista, a hora certa para falar de finanças com as crianças é quando elas começam a pedir "coisas". "A partir dos cinco anos, a criança vai ter uma percepção inicial sobre o dinheiro e já consegue realizar escolhas", diz. "Estará mais aberta a receber informações que poderão ser valiosas para o resto da vida."

Sílvia, que é diretora do The Money Camp Brasil, um programa de educação financeira que treinou mais de 2 mil jovens e crianças nos últimos quatros anos, acredita que o pagamento de mesada para os filhos é importante - mas a decisão depende de cada família.

"É uma ação positiva desde que os pais consigam transmitir conceitos de educação financeira e orientem as crianças sobre o uso do dinheiro", afirma. "A mesada permite que as crianças tenham contato com valores e sintam-se confortáveis com o seu manuseio, pois, ao crescerem, terão de lidar com esse assunto todos os dias."

De acordo com Sílvia, a mesada pode ser dada a partir dos cinco anos, com valores pequenos que aumentam à medida que a criança cresce. "Dessa forma, ela se sentirá responsável pelas próprias economias", diz. "A quantia não pode ser muito baixa a ponto de excluir a criança do seu grupo social, nem tão alta que o jovem não consiga realizar um esforço de planejamento para garantir objetivos maiores."

O importante, segundo ela, é que a oferta "caiba dentro do bolso da família" e passe a ser tratada como um acordo entre pais e filhos, com um dia marcado para o recebimento. "Caso contrário, se os pais quebrarem o trato, as crianças poderão entender as pessoas e o dinheiro como não confiáveis." (...)

Silvia diz que para criar filhos mais econômicos, deve-se mostrar a verdade sobre a condição financeira da família, conversar sobre como uma escolha poderá se refletir no futuro de todos e ainda apresentar a "logística" do dinheiro dentro de casa. Ela lembra que não é preciso que os pais digam quanto ganham, mas é importante não criar cenários falsos em relação à situação econômica familiar.

"Há pais que fazem contorcionismos para esconder momentos de dificuldade econômica ou, pior, só abrem o jogo quando a situação está à beira do precipício". Quando isso acontece, os filhos sentem-se enganados por terem sido excluídos de uma situação doméstica. "É necessário conversar sobre dinheiro. Os jovens têm uma percepção muito maior sobre o assunto do que os pais imaginam."

Além da mesada, os especialistas garantem que há outras formas de iniciar as crianças no caminho da educação financeira. "O uso dos cofrinhos para moedas também ajuda a criança a economizar", diz Domingos. "Os filhos precisam entender que, com o dinheiro guardado, poderão atingir objetivos da mesma forma que os adultos poupam para realizar seus planos."

Para o consultor de investimentos Márcio Nobre, os pais devem compartilhar com os filhos o orçamento da casa. "Esse assunto pode ser discutido e, se possível, até com a ajuda de uma planilha que mostre os gastos de energia, água e telefone", diz. "A economia é incentivada e deve ser explicado que, se as despesas continuarem altas, a mesada pode não ser mensal."

Os chefes da família precisam se organizar para pavimentar o futuro do casal e dos filhos. "O casal deve poupar parte dos ganhos para garantir despesas com estudos e com a aposentadoria". É recomendável, segundo ele, contribuir mensalmente com um plano de previdência privada, além de reservar uma economia para investir em renda fixa e variável - se o orçamento permitir. "Se não está sobrando nada para poupar, deve-se rever o orçamento doméstico para que sobre alguma coisa."

Para Nobre, entre as causas mais comuns de endividamento das famílias estão o hábito de não poupar e o incentivo desenfreado ao consumo. "Com a facilidade de crédito, o ato de gastar sem necessidade, apenas por causa de uma promoção ou pela facilidade de pagar em suaves prestações, leva ao acúmulo de contas", diz.

Quando a dívida for feita, é preciso eliminar primeiro as contas que cobram as taxas de juros maiores. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a dívida mais comum é o cartão de crédito, com 72,5% do total das obrigações, seguido de carnês (27,4%) e financiamento de veículos (12,5%). "Por conta dos juros, as dívidas de cheque especial e de cartão de crédito devem ser evitadas a todo custo", diz Luiz Simões, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

Planos para reduzir gastos caseiros

Na casa da empresária Simone Freire, conversas sobre o uso consciente do dinheiro estão na pauta do dia desde que o filho mais novo tinha cinco anos. "O lema aqui é não ser perdulário, evitar a compra de roupas de marca e avaliar a necessidade de adquirir qualquer supérfluo", diz Simone, casada e mãe de Eduardo, 21 anos; Giovana, 15 e Giulia, nove anos. A estratégia tem dado certo. Giovana acaba de voltar de uma viagem "econômica" aos Estados Unidos e Eduardo vai trocar o seu primeiro carro somente com as economias que conseguiu acumular. Além de conversas frequentes, a educação financeira da família é estimulada por uma planilha de entradas e despesas.

Segundo Simone, os filhos só conseguiram receber mesada por iniciativa da avó, a partir de 2009. Ganham de R$ 50 a R$ 150 por mês, cada um. Para ajudá-los na administração do dinheiro, montou uma planilha com as entradas e gastos mensais. "Apesar de terem mais liberdade para usar o dinheiro que recebem, não podem comprar tudo o que veem pela frente."

O filho mais velho Eduardo, estagiário em um banco há dois anos, conseguiu economizar e pagou a metade do valor do primeiro carro com o próprio dinheiro. Agora, se prepara para comprar um modelo mais novo - e vai arcar sozinho com a troca.

Segundo a psicóloga Márcia Dolores Rezende, educar financeiramente as crianças é um convite para os pais reverem crenças em relação ao dinheiro e à forma de utilizar o recurso. "Pais saudáveis financeiramente também formarão filhos saudáveis", diz. "Ao mesmo tempo, pais com postura perdulária ou de comportamento mesquinho terão grandes chances de desenvolver nos filhos crenças limitantes em relação ao dinheiro e ainda comprometerem a educação financeira da família."

Simone e o marido, que trabalha na área de seguros, finalizam a construção de uma nova casa para a família. "Discutimos com as crianças desde o preço do papel de parede que vamos usar nos quartos até o modelo dos televisores", lembra. No início do ano, a filha do meio, Giovana, preferiu uma viagem de 14 dias à Disney a uma festa de 15 anos. Levou US$ 2 mil e conseguiu comprar presentes.

Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, o controle das finanças pode ser feito com uma reunião familiar mensal ou bimestral. "É um bom começo para que as crianças saibam que o dinheiro é um objeto de troca e que as despesas de uma casa sejam conhecidas por todos", avalia. "Quando os filhos entram nesse processo desde cedo são capazes de fazer uso consciente do dinheiro e entendem que gastar mais poderá eliminar benefícios como um presente ou uma viagem de férias."

Segundo a educadora Sílvia Alambert, uma boa alternativa para controlar os gastos caseiros é fazer um plano de economia e gastos. "Com esse hábito, fica mais fácil visualizar onde está o excedente que não permite uma vida financeira tranquila e enxergar o ralo por onde o dinheiro está escoando."

Para o consultor financeiro Márcio Nobre, fazer uma força- tarefa com toda a família para economizar em gastos essenciais como luz, água e telefone também pode ajudar a manter o orçamento doméstico nos trilhos. "A educação financeira deveria ser uma matéria básica do ensino fundamental nas escolas." (J.S.)


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ah, passa o cartão...


A maioria das pessoas acha meio massante conversar sobre dinheiro com crianças e jovens, mas as idéias básicas sobre dinheiro são tão simples que qualquer jovem consegue compreender.


Quando não conversamos sobre dinheiro com nossas crianças, somos pegos com afirmações deste tipo e, pegos de surpresa, ficamos até sem saber o que responder.


Não é preciso ser especialista em finanças para conversar com seus filhos sobre dinheiro.


Você deverá transmitir informações básicas sobre:
- O que é o dinheiro e para que serve
- Ganhar dinheiro (no sentido de ter que trabalhar para fazê-lo)
- Gastar dinheiro (prudentemente)
- Poupar dinheiro(sempre)

- Investir (cedo)

- Doar (gerar bem-estar na vida do próximo, também)

- Locação vs Compra de casa própria (há quem não goste deste capítulo da aprendizagem. Afinal de contas quais são os 2 sonhos de consumo dos brasileiros? A casa e o carro.

O que conversamos aqui com nossas crianças e jovens é para que eles façam suas primeiras aquisições ANTES de deixarem a casa dos pais e, assim, comecem a adquirir renda passiva antes de alcançarem os 25 anos. Acha impossível? Pergunte-nos como). ;-)

- Emprego vs Negócios

- Renda adquirida e renda passiva

- Ativos e Dívidas
- Dívida Boa e Dívida Ruim
- Cartões de Crédito e de Débito

- Risco
- Juros simples vs Juros Compostos


Há ótimos livros escritos em forma de estória que incluem muitos destes conceitos.

Aos menores, temos excelentes publicações para os pequenos a partir dos 3 anos de idade e aqui não posso deixar de mencionar os livros do colega Alvaro Modernell (O Pé de Meia Mágico, Zequinha e a Porquinha Poupança, O Poço dos Desejos), e do Edson Gabriel Garcia ( No Mundo do Consumo).

Aos papais e mamães, para entenderem e transmitirem os conceitos, O Homem mais Rico da Babilônia é um clássico. E, sem dúvida, você obterá muitas informações nos livros de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter’s : série Pai Rico, Pai Pobre.

Depois disso tudo, Os Segredos da Mente Milionária, de T.Harv Ecker te leva a acessar seu HD cerebral e desmistificar as crenças negativas que giram em torno do dinheiro e riqueza.

Com esse conteúdos, você se sentirá mais apto a iniciar os ensinamentos dos grandes gurus das finanças aos seus filhos.


JOs jogos além de serem super didáticos e divertidos, abrem um espaó para o convívio em família. Jogar Banco Imobiliário com seus filhos desde pequenos e ir aumentando a aquisição de ativos quando atingem 9 ou 10 anos pode ser uma brincadeira bem interessante. Introduzir o Jogo da Bolsa, que apresenta de forma lúdica a oscilação, ganhos e perdas dentro do mercado financeiro, também é uma excelente e divertida opção de brincar e ensinar como é o jogo do dinheiro na vida real. A família toda se diverte (jogamos isto desde que minha filha tinha 7 anos de idade e ela adora!).


Depois desses ensinamentos transmitidos de forma tão prazerosa, é pouco provável que você volte a ouvir "ah, passa o cartão...".


Vida longa e próspera.


Há os que se queixam do vento. Os que esperam que ele mude. E os que procuram ajustar as velas. (William G. Ward)


P.S.: Nós estaremos acampando com as crianças e jovens durante o mês de Julho, transmitindo conhecimento financeiro, empreendedor e brincando pra valer.

Por isso, neste mês de Julho, as postagens serão reduzidas, mas volto em breve com as fotos do acampamento financeiro mais animado do planeta!


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Introdução à mesada - Essa Ferramenta Poderosa de Educação Financeira (Parte II)













Como eu já comentei anteriormente, a mesada é uma ferramenta de educação financeira muito útil para que seu filho comece a administrar o seu próprio dinheiro, mas que é muito importante estabelecer as regras para a utilização daquele dinheiro.



Então, vocês combinaram com seu filho que ele passará a receber uma quantia mensal que cobrirá a aquisição de seus desejos, seja desde a compra de cards de mangás ou até uma balada (dependerá da idade de seu filho, obviamente); vocês combinaram com seu filho que a quantia será entregue todo o dia "x" de cada mês; vocês combinaram com seu filho e "deixaram a regra clara" que, caso o dinheiro termine antes do próximo recebimento haverá consequencias, pois vocês não irão patrociná-lo, adiantarão ou emprestarão dinheiro algum e que ELE e somente ELE será responsável pelo dinheiro DELE a partir daquele momento.



Pois bem, que fique claro a vocês pais que para a boa educação financeira de seu filho funcionar, VOCÊS não devem quebrar as regras.


Não se esqueçam NUNCA de cumprir a sua parte do acordo.



Programem-se para evitar prejuízos maiores nesta educação.



Como eu disse, a mesada é uma ferramenta poderosíssima de educação financeira, pois ela proporcionará ao seu filho a oportunidade dele experimentar a "liberdade financeira", mas o mais importante é o conceito de seu filho poder errar na administração deste dinheiro enquanto é jovem e não mais quando atingir a idade adulta.



Por isso, anote na sua agenda a data que vocês combinarem a entrega da mesada de seu filho.


Não fure o dia do recebimento dele (vocês não gostariam de ter seus recebimentos atrasados). Caso contrário, ele passará a lhe ver como um "mau pagador" e poderá passar a acreditar que na vida de "gente grande" há mentiras e que dinheiro pode causar muita raiva.



O inverso da quebra do acordo também deverá ser cumprida.


Caso ele se exceda nos gastos, ceder à tentação de pensar: "coitado, ele não tinha noção..." é deseducar.



Explique ao seu filho que quando nos excedemos com o nosso dinheiro, também somos obrigados a aguardar o próximo recebimento e que isso serve a todas as pessoas que se excedem com seu próprio dinheiro (não há mágica) :-)


Faça-o compreender que há regras no jogo do dinheiro e que, além de vocês as terem construídas juntos, elas existem para serem cumpridas.



Pode parecer cruel, olhando desta forma, mas o futuro de seu filho irá lhe agradecer.



Quem ama também educa financeiramente.




Vida longa e próspera.




"Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro! Mas, custam tanto!"
Groucho Marx