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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Controle financeiro: uma história de amor e desespero




Por que muitas pessoas não fazem um controle financeiro diário?

"Eu não coloco "no papel" o que eu gasto porque eu tenho muitas dívidas, mas eu tenho uma ideia mais ou menos de quanto eu gasto por mês." 

É muito comum ouvir isto de muitas pessoas e muitas pessoas tem "uma ideia mais ou menos" de quanto gastam por mês porque trabalham com os números maiores, mas e as despesas menores do dia a dia? Poucas  são as pessoas que as contabilizam.

Muitas pessoas pensam que fazer um controle financeiro diário irá restringi-las, mas ao contrário, irá libertá-las.
Gastar de maneira inconsciente faz com que as pessoas se tornem reféns de suas despesas, pois se veem trabalhando e trabalhando apenas para pagar por coisas que se esquecem que compraram, nem usam e talvez nem quisessem tanto assim. 
O que vem a seguir, muitos já conhecem: trabalho e trabalho e trabalho para ficar pagando por essas coisas, sem tempo para realizar os grandes sonhos da vida, ou seja, as coisas que realmente querem realizar.
Assim, enquanto listam ou examinam seus gastos diários, as pessoas se sentem como se estivessem indo para a forca ou carregando um peso ou ainda se sentem muito mal por visualizarem aqueles gastos, mas a ideia do orçamento diário não é para ser restritivo e nem para nos privarmos das coisas que desejamos. Trata-se apenas de fazer com que os gastos combinem com a realização dos sonhos, ou seja, apenas de fazer com que o dinheiro ganho venha transformar sonhos em realidade.

Rastrear os pequenos gastos também faz parte da boa educação financeira.

Lembre-se:  É melhor dizer ao seu dinheiro para onde ele vai do que perguntar depois para onde ele foi!

#Fica a Dica 
http://www.yupee.com.br/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em 2012, eu vou...

Arquivo pessoal
"Nunca lhe dão um desejo sem também lhe darem o poder de realizá-lo. Você pode ter de trabalhar por ele, porém." ~ Richard Bach
 Ninguém é tão ocupado que não consiga tirar um tempo para se sentar e trocar uma ideia com sua família sobre as conquistas ou derrotas sobre o ano que se vai.





Ninguém é tão ocupado a ponto de não poder tirar um tempo para refletir, pensar, sonhar e planejar junto com sua família sobre onde vão querer estar a esta mesma hora no próximo ano e sobre quais conquistas irão celebrar.

Esta semana é uma boa semana para desacelerar e começar a projetar o futuro. Estamos falando de curto prazo, inclusive: um único ano.

Use esta semana para repor suas energias de forma produtiva - e isto significa não temer olhar para trás, mas sim aproveitar as lições e compartilhá-lhas com as pessoas que você escolheu para construir a sua vida - promovendo a abertura de um canal de comunicação, para que todos estejam certos de que juntos vocês são mais fortes e construirão muito mais ao longo do próximo ano, de forma harmoniosa e tranquila, sem desgastes emocionais, sem stress, já que todos estarão juntos na mesma intenção e direção.

Esteja certo que ao realizar isto desta forma você impactará positivamente a vida da família ao longo dos próximos 366 dias (ganharemos um dia a mais em 2012!)

Lembre-se, porém, que é preciso que todos estejam engajados na missão da construção de um futuro próspero para todos.

Se somos hoje a sexta economia mundial é porque você também trabalhou para que isto acontecesse. Talvez você não tenha noção sobre como é que você fez parte disso ou mesmo nem se importe, mas esteja certo que o que você faz da sua vida tem um impacto direto sobre a vida de todos nós.

Por isso, para continuarmos no caminho do crescimento e da prosperidade, temos que cuidar para que cada um cresça e prospere, a fim de que TODOS cresçam e prosperem e nossa lição de casa começa, exatamente, dentro de nosso lar.

Então, aproveite este momento valioso e cuide para que as suas promessas da virada de ano se concretizem de forma harmoniosa por aí porque, daqui, estamos cuidando para que também continuemos em nosso crescimento contínuo.

Acredite. Realize. Receba.

Um 2012 simplesmente maravilhoso para todos nós.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

"Cruz credo, pé de pato, mangalô 3 vezes!"

Imagem: dreamstime
Quem é funcionário em empresa, sabe muito bem - ou deveria saber - que estar empregado não é sinônimo de segurança ou estabilidade financeira. 
Há muitas pessoas que acreditam que estar empregado é ter assinado um contrato com cláusula "ad eternum" e se pegam surpresas quando demissões acontecem.

Lembre-se que tudo no Universo está em movimento e que tudo é cíclico.

Estabilidade financeira é você quem deve criar para a sua vida, porque demissões podem acontecer em períodos instáveis.
Você, cuidando de sua própria estabilidade financeira enquanto estiver empregado, se sentirá mais seguro caso ocorrências como essas venham a acontecer, já que terá condições de pensar com mais tranquilidade sobre os caminhos que dará à sua vida.

De qualquer forma, vale a pena logo colocar-se em movimento, pois para tudo o que é negativo, há sempre algo positivo logo à frente.
Vá lá e faça acontecer.
O único responsável pela sua vida é VOCÊ.

À sua prosperidade. 


Perder o emprego nunca é uma situação fácil, e pode ser ainda mais complicado se a fatalidade ocorrer às vésperas do ano novo. Crises como essa pode resultar em cancelamento de viagens tão esperadas, compras de Natal e uma bela ceia.

Mas saiba que com alguns cuidados as coisas podem começar melhores no próximo ano.

A primeira coisa que se passa na cabeça de quem ficou desempregada no fim de ano é a preocupação em conseguir se recolocar no mercado de trabalho e tenta alcançar este objetivo antes que o próximo ano recomece. Silvia Alambert, educadora financeira, afirma que quando uma pessoa é demitida costuma ter uma sensação de angústia e preocupação de como vai ser. "Neste momento é importante ter planejamento para o novo momento", diz.

A educadora financeira garante que é preciso se preparar para a recolocação no mercado. "Não espere para procurar outro emprego, já comece a procurar. É bem mais fácil quando a coisa está fresca, quando acabou de acontecer. O mercado não perdoa quem está há muito tempo fora de atividade", ressalta Silvia.

A internet é um ótimo meio de fazer contato e divulgar que está em busca de nova possibilidade. Principalmente as mídias sociais têm este poder. Para a consultora isto não basta: "Tenha em mente a empresa em que você pode estar se recolocando. É bom fazer contato pessoal, não só online. Experimente ir até o local que deseja trabalhar e exponha seu interesse."

Quando for fazer uma entrevista de emprego, é interessante não mentir sobre a demissão. "Não esconda que foi demitido, toda forma de responsabilidade é valida, nisto está incluso a sinceridade, principalmente se não foi por justa causa. Demissão é natural", diz Silvia.

Ter que lidar com desemprego às vésperas das festas natalinas não é fácil e, para ajudar, a educadora financeira tem algumas dicas: "A primeira coisa a se fazer é conter gastos desnecessários e pagar dividas. Em segundo lugar é abrir a situação para a família, assumam juntos a responsabilidade deste momento. Não deixe para contar quando tudo estourou."

"Se havia programado uma super viagem é preciso que se avalie. Não cometa exageros senão irá começar o ano novo cheia de dívidas", alerta Silvia Alambert. Você terá que aceitar que regalias de final de ano não serão para você, pelo menos não este ano.

Por Bianca de Souza (MBPress)



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Décimo terceiro, para onde você vai?

 dreamsimage.com
Saiba o melhor a fazer com a primeira parcela do 13º salário



O abono de final de ano de 60% dos brasileiros será para pagar dívidas, aponta pesquisa da Anefac

28.11.2011
Victor Albuquerque
victor.silva@redebahia.com.br


O dinheiro do 13º salário da atendente de telemarketing Jose Ferreira nem vai esquentar no bolso. Sairá do banco direto para a mão dos credores. Ela quer quitar a dívida de dois cartões de crédito e pagar parte de um terceiro débito que, juntos, somam R$ 700. O abono de final de ano de 60% dos brasileiros terá o mesmo destino que o de Jose, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Opção essa que, na visão dos especialistas, é a mais inteligente para quem tem dívidas e quer começar 2012 no azul.

“Pagar os débitos é sim um bom negócio. É o primeiro passo para conseguir organizar a vida financeira”, explica o especialista em finanças Gilberto Braga. Mas, de acordo com ele, antes de sair por aí pagando tudo o que deve, é preciso usar o dinheiro com inteligência. “Planejar é a palavra de ordem. É importante colocar no papel as dívidas e os gastos que se pretende fazer, desde presentes até o dinheiro que será poupado para férias, impostos, despesas de casa, entre outras coisas”.

Educadora financeira, Silvia Alambert concorda com Braga quando ele diz que o melhor a fazer é pagar o que se deve. E ela ensina: o ideal é quitar aquela dívida que tem taxas de juros mais altas, como cartão de crédito e cheque especial.

Para quem está encalacrado em mais de um lugar, ela diz que o melhor a fazer é saldar pelo menos um débito por inteiro.

“Quem paga tudo um pouquinho não paga nada. A pessoa pode se livrar logo de um credor e negociar com os demais, ajustando depois as parcelas no orçamento”, ensina.

O que não pode, segundo os especialistas, é pagar tudo e depois se enrolar com novos parcelamentos. “Se o momento não está bom, nada de sair distribuindo presentes caros”, alerta Silvia.

Além disso, Braga lembra que o início do ano estará repleto de novas contas a pagar, como matrícula escolar (para quem tem filhos), IPVA (para os motorizados), IPTU, entre outros. “Tem que se organizar de olho nesses eventos”, orienta.

Mas, se não dá para deixar o Natal passar em branco, a dica é limitar os gastos. Fazer uma lista com o nome de quem será presenteado e estabelecer um valor máximo para o presente. “Quando se faz uma referência de valor, funciona melhor no planejamento”, garante Braga. Para Silvia, é preciso ter muita calma nessa hora. “Não tem nada de inteligente em estar endividado e gastar com presentes. Então, a saída é evitar produtos caros e financiamentos”.

Este ano, o 13º salário injetará R$ 118 bilhões na economia brasileira, sendo R$ 4,9 bilhões na Bahia, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em todo o estado, 4,3 milhões de trabalhadores e aposentados receberão o benefício.
 
Investimento

Para quem está livre dos débitos, investir o dinheiro do 13º salário pode ser um bom negócio. Braga indica a poupança e os fundos de renda fixa. Já Silvia acredita que o dinheiro pode ser aplicado, inclusive, em ações. “Hoje é possível investir nesse mercado com até R$ 100”, explica. Segundo ela, é importante, nessas horas, buscar um especialista que vai avaliar o seu perfil financeiro e indicar o melhor negócio para se investir.
Mas é bom saber que os três casos só trarão um retorno positivo se a pessoa estiver pensando a médio e longo prazos. “Não adianta aplicar se na primeira emergência tirar o dinheiro do banco”, diz.
 
Momento de pagar

Para os especialistas, essa é a hora de buscar as financeiras e operadoras de cartão para negociar débitos. Isso porque, de olho no consumo de final de ano, as empresas tendem a oferecer melhores condições de negociação das dívidas. “O melhor momento para pagar as contas antigas é agora”, diz Silvia.
 
De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Proteste, quem tem dívidas deve aproveitar as diversas opções oferecidas pelas financeiras, lojas e bancos, como alongamento dos prazos, desconto para quitações à vista e abatimento nas taxas de juros ou multas que normalmente são oferecidos nesse período.

Presentes de Natal ficam em segundo plano

De acordo com levantamento da Anefac, houve uma redução de 10,53% de 2010 para 2011 no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º para a compra de presentes. Segundo o coordenador da pesquisa, Miguel Oliveira, isso demonstra maior dificuldade e preocupação dos consumidores com os gastos este ano.

Já para o especialista em finanças Gilberto Braga, o cenário indica que o consumidor está mais endividado e, por isso, evitando certos tipos de gastos. “Não acredito que o brasileiro está mais consciente ou cauteloso a ponto de deixar de comprar para pagar dívidas. O que existe é uma regularização da situação daqueles que estão endividados. Eles estão se adequando as suas atuais necessidades”, pontuou.

Segundo o estudo, houve também uma redução de 33,33% no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º salário para compra e reforma de suas residências. Com relação às dívidas, a tendência de 70% dos entrevistados é quitar débitos do cartão de crédito e do cheque especial.

O cartão de crédito, inclusive, ainda é a linha com maior peso na composição das contas em aberto, tendo atingido, em 2011, 39% do total (crescimento de 2,63% sobre 2010) contra 37% do cheque especial (elevação de 5,71% sobre 2010). Referente aos gastos em 2011, 72% dos consumidores pretendem gastar no Natal até R$ 500 contra 67% em 2010.

A pesquisa demonstra ainda um aumento de 2,70% na intenção dos consumidores de pagar os débitos com recursos próprios e uma redução de 9,09% no número de pessoas que deverão utilizar financiamento bancário. De qualquer forma, a maioria dos consumidores (80%) quer usar os cartões de crédito nas compras de Natal este ano.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Independência Financeira – O que você está fazendo - ou Não - para alcança-la.


Imagem. dreamstime
 Independência Financeira – O que você está fazendo - ou Não - para alcança-la.

Por Elisabeth Donati e Jan Ruskin
Tradução: Silvia Alambert

 Uma vez escutamos T. Harv Eker, o autor de Os Segredos da Mente Milionária, dizer durante seu curso Millionaire Mind Intensive:


"Nós temos dois tipos de hábitos : os que temos o hábito de fazer e os que nós não temos o hábito de fazer." Simplificando, ou você tem o hábito de fazer alguma coisa ou você não tem o hábito de fazer alguma coisa.


Isto é importante nos momentos em que você para para pensar sobre sua situação financeira atual e deseja mudar essa sua situação que você se encontra...uma mudança de comportamento OU na sua conta corrente!


Este negócio de hábitos é que eles são “companheiros” meio complicados. Eles se manifestam mais rápido do que podemos perceber e já que eles se instalam em nosso pensamento, então, são meio ilusórios – tanto que às vezes se faz necessário um especialista para ajudar você a descobrir onde os seus pensamentos sobre seus hábitos financeiros estão escondidos.


Vamos ver alguns dos hábitos financeiros. (Dica: Imprima esta página e circule quais hábitos você já tem ou não tem com seu dinheiro).


Você sabe que o dinheiro possui um papel importante em sua vida....ou você não sabe que o dinheiro possui um papel importante em sua vida (se você não sabe, provavelmente você o está relacionando a algum sistema de crenças limitador).

Você coloca parte do dinheiro que você ganha em uma conta poupança para situações adversas …ou você não coloca parte do dinheiro que você ganha em uma conta poupança para situações adversas.

Você investe parte de todo o dinheiro que você recebe em algum ativo (algo que lhe trará mais dinheiro)…ou você não investe parte de todo o dinheiro que você recebe em algum ativo (algo que lhe trará mais dinheiro).

Você tem um controle de entrada e saída de dinheiro…ou você não tem um controle de entrada e saída de dinheiro.

Você se mantém dentro de um orçamento e o reavalia a cada três meses...ou você não se mantém dentro de um orçamento e nem o reavalia a cada três meses.

Você sabe separar suas emoções de seu dinheiro...ou você não sabe separar suas emoções de seu dinheiro.

Você gasta menos dinheiro do que você ganha…ou você não gasta menos dinheiro do que você ganha.

Você se educa financeiramente para aprender mais sobre as possibilidades com seu dinheiro ...ou você não se educa financeiramente para aprender mais sobre as possibilidades com seu dinheiro.

Você paga integralmente as suas faturas do cartão de crédito...ou você não paga integralmente as suas faturas do cartão de crédito.

Você gasta seu dinheiro conscientemente…ou você não gasta seu dinheiro conscientemente (isto significa que você gasta impulsivamente).


Isto não quer dizer que você tenha que praticar TODOS estes hábitos a fim de se tornar financeiramente independente, mas sim que, SE você praticar, será bem mais simples para você começar a trilhar o caminho. No mínimo, veja se há um hábito que você não pratica e passe a praticá-lo. Eu lhe garanto que sua situação financeira começará a mudar positivamente.


Algo a se pensar…e FAZER!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Somos um dos povos menos endividados do mundo?


Imagem: dreamstime

Nos últimos dias, temos visto alguns políticos e técnicos ligados ao governo dizerem, com um certo orgulho, que somos um dos povos menos endividados do mundo e, por conta disso, teríamos uma “folga” para aumentar o endividamento, o que ajudaria a dar ainda mais fôlego para o nosso consumo que já anda bastante aquecido.

Mas será que isso é verdade? Somos mesmo um povo pouco endividado? Sim, quem disse que nosso endividamento é baixo não falou nenhuma mentira. Mas é importante termos em mente que isso não é decorrência de nossa educação financeira nem de nossa destreza em administrar nossas próprias finanças. O baixo endividamento (relativo) do brasileiro é muito mais uma decorrência de um mercado de crédito pouco desenvolvido (convém lembrar que, até poucos anos, não era tão comum comprarmos todo tipo de bem usando financiamento) e da nossa taxa de juros, que é uma das mais altas do mundo.

Vendo os índices de endividamento isoladamente, sobram poucas dúvidas que estamos longe dos primeiros colocados nesse ranking, mas isso absolutamente não significa que estamos em vantagem. Aliás, muito pelo contrário... A comparação dos níveis de endividamento de um brasileiro com um americano ou europeu pode nos dar resultados inconclusivos se não levarmos em conta outros fatores, como a taxa de juros.

Apenas para termos um exemplo, a nossa taxa de juros básica (a SELIC) é, no atual momento, mais de quarenta vezes maior que a taxa básica americana, e mais de dez vezes a taxa da zona do Euro. Essa desproporção se observa também (ainda que em menor nível) nas taxas ao consumidor. Podemos ver alguns exemplos a seguir:

- Juros de cartão de crédito: Nos EUA, as taxas de juros do crédito rotativo do cartão de crédito estão em níveis historicamente altos, por volta de 14% ao ano. Já aqui no Brasil, segundo a ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), em agosto de 2010, a taxa média do crédito rotativo nos cartões de crédito brasileiros era de 238,30% ao ano. Nossa taxa é aproximadamente dezessete vezes superior à taxa americana;

- Juros do cheque especial: Vamos ver agora como vão nossos amigos europeus... Na Inglaterra, a taxa de juros para uso do limite de conta especial (overdraft) está por volta de 16%. Aqui no Brasil, ainda segundo a ANEFAC, nossa taxa média em agosto foi de 136,85% ao ano, mas não é difícil encontrar bancos cobrando mais de 200% ao ano;

- Financiamento de veículos: Nos EUA, um carro novo, financiado em 36 meses, paga em torno de 6% ao ano de juros (o que daria em torno de 0,49% ao mês). Aqui no Brasil um carro financiado pelo mesmo período paga entre 1,5% a 2,0% ao mês.

O que podemos concluir é que, para o brasileiro, ocorre uma espécie de “alavancagem ao contrário”. Se os americanos, por exemplo, pegarem emprestado um valor “X”, eles poderão ter problemas com os juros. Mas se nós brasileiros resolvermos tomar o mesmo “X” que os americanos, seremos esfolados vivos! É aquela velha lógica do “se eles pegam um resfriado, nós morremos de pneumonia”, pois o efeito do endividamento de mesmo valor é muito diferente no brasileiro e em um cidadão de uma economia desenvolvida.

Vendo por esse lado, é questionável se existe mesmo esse tal “espaço” para o endividamento extra. O endividamento das famílias no Brasil pode ser baixo (como de fato é), mas sendo o Brasil um dos países com juros mais altos do mundo, não poderia ser diferente. Se o endividamento do brasileiro subir mais, ele ainda será baixo pelos padrões internacionais, mas as pessoas terão que “vender a própria alma” para dar cabo dos juros. Mais do que nunca as famílias brasileiras devem se preocupar em tomar decisões financeiras sensatas e em manter as contas equilibradas.

André Massaro
Especialista em finanças pessoais
Consultor financeiro da The Money Camp Brasil
Autor do livro MoneyFit (Matrix Editora)
http://www.moneyfit.com.br/



domingo, 9 de agosto de 2009

O Diário do Meu Dinheiro

Foto de propriedade da The Money Camp Brasil
Todos os direitos reservados

Já transmiti os conceitos sobre como introduzir a mesada como ferramenta de educação financeira ao seus filhos.

Uma vez inseridos os conceitos e colocados em prática, é hora de começar a mostrar às suas crianças que o dinheiro não somente serve para adquirir coisas que queremos agora(já que às vezes, há coisas que queremos agora e o dinheiro que temos não alcança o valor), mas que podemos planejar para ter estas coisas que custam mais...depois e que para isso, devemos poupar e não sair gastando tudo de uma só vez.
Mostre às suas crianças que, normalmente, as coisas que queremos agora são os nossos desejos imediatos e - como tudo o que temos vontade - se esperarmos um pouquinho e nos distrairmos com outras coisas, esta vontade passa e aí a gente percebe que não era um graaaanndddeeee desejo.

Nossos maiores sonhos - ou desejos muito fortes - estão normalmente naquelas coisas que custam muito mais dinheiro e que devemos poupar para alcançá-los.
Deixe de lado termos como crediário ou sobre uso do limite bancário ou sobre parcelamento em cartão de crédito ou uso do cartão múltiplo - principalmente se suas crianças não tem idade para compreender como isto funciona ou se não mencionarem isto - porque você entrará em um campo minado da educação financeira.

Lembre-se de um dos mais importantes princípios da educação financeira: "Se você não tem dinheiro para comprar à vista é porque você não tem dinheiro para comprar de jeito nenhum."
:-)
Explique aos seus filhos que para os sonhos maiores devemos planejar, economizar e poupar para que consigamos juntar a quantia equivalente ao valor daquilo que se quer.
Para que eles possam compreender este mecanismo, nada melhor do que a planilha.

Obviamente, com as crianças menores não é necessário você criar uma planilha no Excel para demonstrar os gastos que elas tem tido.

Com algo simples, você fará com que elas vejam para onde está indo o dinheiro da mesada e quanto elas deverão poupar para alcançarem sonhos maiores.
Abaixo, deixo um modelo simples do que pode ser a planilha inicial a ser adotada com seus filhos e que pode ser feito até em um caderno, o qual você deverá torná-lo especial, com um toque personalizado.

Nós o chamamos de "Diário do Meu Dinheiro".
Iniciando com o diário, você criará nas crianças o hábito de lançarem seus ganhos, suas despesas e eventuais recebimentos extras, (dinheiro extra mesada que poderá vir de tios, avós, presente de aniversário, etc), visualizá-los e apontarem onde estão os seus maiores gastos (exemplo, balas, figurinhas, album, games, em fim...) e começarem a poupar para alcançar coisas maiores, tais como patins, bicicleta, DS, Wii ou tudo o que desejarem na vida, mas, lembre-se, chama-se DIÁRIO, então, deve ser preenchido diariamente.
DIÁRIO DO DINHEIRO DA(O) (NOME DE SUA CRIANÇA)


Data /Entrada de $(+) /De onde veio /Saída de $ (-) /Pra onde foi /Saldo /Meu objetivo/ $



Aproveite para fazer o seu, também.

Assim, além de transmitir conteúdo de educação financeira, você compartilhará um momento especial com suas crianças.
Compartilhe esta idéia.
O futuro de seu filho agradece.

Abraços.