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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Aprenda com quem já passou pela experiência



Imagem extraída do site http://comunidade.papasiri.com
Da próxima vez que seu avô, sua avó, seu pai ou sua mãe lhe disserem: "Eu sei das coisas porque eu tenho mais experiência" e tal. Não duvide. 

O que bate para os mais jovens como chateação, como "praga de mãe" ou "banho de água fria do pai", é apenas o conjunto de dados armazenados pela experiência e percepções de quem já aprendeu muito na "Escola da Vida" entrando em ação. 
E, ao invés de ficar de bico e se trancar no quarto, conspirando sozinho, o momento deveria ser aproveitado para uma aprendizagem única até para entender o porque daquela negativa: "Então, conte-me como foi a sua experiência com relação a isso?", " Por que você acha que o que não serviu para você, poderá não servir para mim também?", "E se tentássemos, então, juntos, achar outros caminhos. Podemos tentar? O que você acha?"

Será surpreendente ouvir as histórias que esses senhores e senhoras tem para  lhe contar e, melhor, ensinar.

Afinal, aprender com quem já passou pela experiência nos oferece um atalho para uma outra perspectiva: sabermos exatamente o que não iremos querer para nós.

Pense na riqueza da oportunidade e no prazer de quem está tendo a chance de mostrar caminhos a serem escolhidos.

Leia o que Robert Kiyosaki tem para nos contar sobre o erro que ele cometeu com o primeiro negócio que teve na vida e aprenda a aprender até com o erro dos outros.

Ao seu sucesso.

Robert Kiyosaki: "Resisti a fechar a fábrica"

O investidor Robert Kiyosaki conta como, na ânsia de enriquecer rápido, quase prejudicou seus empregados e fornecedores

ROBERT KIYOSAKI (EM DEPOIMENTO A MARCOS CORONATO)

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ROBERT KIYOSAKI O investidor americano Robert Kiyosaki é coautor de Pai rico, pai pobre. Seu livro mais recente é O toque de midas (Editora Campus/Elsevier), escrito com o empresário Donald Trump (Foto: Mark Peterman/ZUMA Press)
"Meu primeiro negócio foi uma fábrica de carteiras de velcro. Estávamos atrás das licenças de nomes de bandas de rock para colocá-los nas carteiras, em 1977. Licenciei gente do mundo todo para fabricar o produto. Era um negócio multimilionário. Infelizmente, eu e meus sócios o administramos muito mal, e a fábrica quebrou.
Tínhamos um custo muito alto e muitos funcionários. Por isso, precisávamos de bastante dinheiro, mês a mês, apenas para funcionar. O tempo passava e não conseguíamos receber o dinheiro dos licenciados. Estávamos apenas perdendo dinheiro, pagando as contas. Corríamos o risco de não conseguir pagar nem os salários dos funcionários. Continuamos pensando ‘conseguiremos resolver isso’, mas o negócio estava morto. Só não admitíamos. Meu pai olhou nossas contas e afirmou de forma bem direta: ‘Ou vocês são vigaristas, ou burros... ou os dois’.
Pessoalmente, meu desejo de ser rico e bem-sucedido chegou a me fazer considerar escolhas que, se postas em prática, não teriam sido honestas comigo mesmo. Apenas para manter o negócio funcionando, estávamos adiando o pagamento a pessoas a quem devíamos dinheiro. Muita gente poderia ter sofrido, financeiramente. Felizmente, fiz o que era certo. Integridade é muito mais importante que o sucesso momentâneo ou o aparente sucesso. Os vigaristas sempre perdem no final.
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Depois da conversa com meu pai, eu e meus sócios fizemos o que era preciso – liquidamos o negócio, pagamos os fornecedores e honramos a folha de pagamentos. Aprendi a ser honesto comigo mesmo, com meu negócio e minha falta de liderança. Queria tanto ser bem-sucedido que ignorei a realidade, e a empreitada virou um erro. Como em todos os erros, aprendi muito. Aquela falha me ajudou a ser mais bem-sucedido depois. A maior lição que aprendi foi que integridade é a qualidade mais importante para um empreendedor e investidor. A segunda maior lição foi prestar muita atenção à saúde de meus empreendimentos e investimentos. E ser brutalmente honesto sobre isso. Agora, consigo identificar problemas de longe e cuidar deles antes que cresçam a ponto de matar um negócio."
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/12/robert-kiyosaki-resisti-fechar-fabrica.html

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Só quero saber do que pode dar certo



Para viver com qualidade de vida e de forma mais tranquila é preciso aprender a  desenvolver um senso de urgência das coisas a serem realizadas. Assim, é preciso concentrar energia no que é essencial e evitar o desperdício daquilo que consideramos precioso em nossa vida: o tempo.

Um bom exemplo para ter uma noção sobre isso é observar as coisas da natureza.

“O rio Okavango, diferente da maioria dos canais hídricos, desemboca em um deserto – e o faz de um modo especial: a cada temporada de chuva, despeja 11 quilômetros cúbicos de água no gigantesco deserto de Kalahari, de quase 1 milhão de quilômetros quadrados, que abrange partes de Angola, da Namíbia e, principalmente, de Botswana, no sul da África, transformando uma área árida em um delta verde e luxuriante, capaz de atrair milhões de animais. “

Vale ressaltar que as águas das chuvas percorrem cerca de 1.600 km, desde Angola, até alcançarem e inundarem o delta.

Antecipando-se a uma temporada de chuvas, milhares de animais começam uma das migrações mais massivas da África. 
Eles iniciam sua caminhada e investem sua energia para chegarem ao Delta inundado, no momento em que está inundado: nem antes, nem depois.

Pense como Um Fazendeiro por Jim Rohn
Uma das dificuldades que enfrentamos em nossa era industrial é o fato que perdemos o nosso senso cíclico. Diferentemente dos fazendeiros, nós nos tornamos  resistentes a entender o ritmo natural da vida. Como resultado,  desequilibramos nossas prioridades. 
Deixe-me ilustrar o que quero dizer:

Para um fazendeiro, a primavera é a época mais ativa. É quando ele tem que trabalhar de acordo com o relógio, levantar-se antes do Sol nascer e trabalhar duro até bater meia noite. Ele precisa manter a máquina trabalhando em plena capacidade porque ele tem uma pequena janela de tempo para o plantio. Finalmente, quando chega o inverno o fazendeiro ainda tem algumas poucas coisas que o manterão ocupado.

Há uma lição aqui.  Aprenda a utilizar-se das estações da vida. Decida quando é hora de dar duro e quando é hora de dar um tempo, quando aproveitar as vantagens e quando deixar que as coisas fluam. É fácil fazer acontecer das 9 às 17 horas, ano após ano e perder o senso de prioridades e os ciclos. Não permita que os anos passem à sua frente como um desfile de tarefas e responsabilidades intermináveis. Mantenha seu olhar em suas próprias estações, para que você não se esqueça do valor e essência de cada uma delas.

Agora reflita: Como andam as estações da sua vida? Quais são as suas prioridades? Elas lhe levam ao encontro de seus objetivos? Será que você está desperdiçando o seu tempo e atrasando a sua colheita?

Ao seu sucesso.



Tradução livre do texto de Jim Rohn: Silvia Alambert

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Controle financeiro: uma história de amor e desespero




Por que muitas pessoas não fazem um controle financeiro diário?

"Eu não coloco "no papel" o que eu gasto porque eu tenho muitas dívidas, mas eu tenho uma ideia mais ou menos de quanto eu gasto por mês." 

É muito comum ouvir isto de muitas pessoas e muitas pessoas tem "uma ideia mais ou menos" de quanto gastam por mês porque trabalham com os números maiores, mas e as despesas menores do dia a dia? Poucas  são as pessoas que as contabilizam.

Muitas pessoas pensam que fazer um controle financeiro diário irá restringi-las, mas ao contrário, irá libertá-las.
Gastar de maneira inconsciente faz com que as pessoas se tornem reféns de suas despesas, pois se veem trabalhando e trabalhando apenas para pagar por coisas que se esquecem que compraram, nem usam e talvez nem quisessem tanto assim. 
O que vem a seguir, muitos já conhecem: trabalho e trabalho e trabalho para ficar pagando por essas coisas, sem tempo para realizar os grandes sonhos da vida, ou seja, as coisas que realmente querem realizar.
Assim, enquanto listam ou examinam seus gastos diários, as pessoas se sentem como se estivessem indo para a forca ou carregando um peso ou ainda se sentem muito mal por visualizarem aqueles gastos, mas a ideia do orçamento diário não é para ser restritivo e nem para nos privarmos das coisas que desejamos. Trata-se apenas de fazer com que os gastos combinem com a realização dos sonhos, ou seja, apenas de fazer com que o dinheiro ganho venha transformar sonhos em realidade.

Rastrear os pequenos gastos também faz parte da boa educação financeira.

Lembre-se:  É melhor dizer ao seu dinheiro para onde ele vai do que perguntar depois para onde ele foi!

#Fica a Dica 
http://www.yupee.com.br/

sábado, 27 de outubro de 2012

Uma equipe familiar vencedora


Quem disse que sua família não é uma equipe multidisciplinar?

Uma equipe multidisciplinar é um grupo de pessoas com conhecimentos, experiências e pensamentos diferentes que se unem para trabalhar para alcançar um objetivo comum.

Assim, quando você passar por qualquer tipo de situação, financeira ou não, reúna a equipe familiar, compartilhe a situação e lance o desafio.

Boas ideias certamente virão: os insights que surgirão ultrapassarão a barreira do óbvio.
As soluções propostas se apresentarão por caminhos até então não imaginados e, muito provavelmente, de forma bem mais rápida.

Faça da sua equipe familiar uma equipe vencedora.

Só depende de você!

Ao sucesso financeiro de sua família.

domingo, 29 de julho de 2012

Faça do dia de hoje uma grande aprendizagem para a vida


Texto de Philip Tirone ( criador de 7 Steps to a 720 Credit Score)
Tradução livre por Silvia Alambert (fundadora do programa The Money Camp no Brasil)


Imagem de propriedade da The Money Camp Brasil.
Todos os direitos reservados. 2012.

Eu sempre falo sobre ser um homem de família, mas há alguns meses eu fui colocado à prova.

Eu participei de uma conferência e o palestrante (Warren Rustland) disse que se a cultura familiar de uma pessoa é mediana, tudo a sua volta é mediano (escola, vizinhança, igreja, etc) e, assim, as crianças poderiam aprender mais com a cultura familiar de outras crianças do que a sua própria cultura familiar.

Isto faz muito sentido….Se sua cultura familiar não é forte, seus filhos serão pressionados por seus pares, treinadores e professores  e acabará que adotarão valores diferentes aos da família.

Um segundo palestrante (Greg Baer) disse, então, que  o  tempo em que uma família se dedica a educar os seus filhos será diretamente proporcional ao seu sucesso e felicidade.

Foi como ser atingido por um raio.

Veja só, eu percebi que eu estava investindo mais tempo tentando construir a cultura da minha empresa do que tentando construir a cultura da minha família.

Então, há nove semanas atrás, minha esposa e eu implementamos o “encontro diário da família”, o qual nós iremos dar continuidade enquanto as crianças morarem em casa.

Lily e eu queremos criar uma forte ligação com nossos filhos e queremos que tenham uma forte relação com seus irmãos.

Ao considerar, então, a estrutura dos nossos encontros familiares, minha esposa e eu consideramos responder a esta pergunta: Quais os valores que nós queremos incutir em nossa família?

1) Iniciamos com uma oração.

2) Cada um conta aos outros membros da família sobre as coisas às quais estão animados em realizar. (Meu filho de 3 anos está animado com seu brinquedo  de atirar balões de água – todos os dias!)

3) Então, revisamos o dia e o que acontecerá ao longo do dia – Papai virá almoçar em casa; Vovó levará as crianças ao zoológico... esse tipo de coisa.

4) Depois, conversamos sobre um valor (moral ou social) do dia.

É importante observar que deixamos as crianças escolherem sobre quais valores elas querem conversar. Nós queremos que as crianças saibam que suas opiniões são importantes e que sintam-se respeitadas, então, nós damos a elas escolhas e seguimos seu exemplo.

Nós abordamos tudo – desde o compartilhar até sobre boa gestão das finanças.

Nossos filhos são novos ( o mais velho tem 5 anos), então as lições são orientadas para a idade deles.

Por exemplo, compramos um “porquinho” que tem 4 cavidades, ao invés de uma apenas. Estas 4 cavidades representam o que nós desejamos que nossos filhos aprendam e façam com seu dinheiro: poupar, doar, investir e gastar.

Conforme eles cresçam, nós partiremos destas lições para conversas sobre crédito, ferramentas de investimento e formas de poupança.

Independentemente disso, estamos investindo cada dia na construção de uma cultura que permita que os nossos filhos prosperem.

O que você acha? Como você ensina os seus filhos sobre os valores que julga importantes e quais ferramentas lhes oferece para desenvolverem suas habilidades? Eu adoraria saber o que você está fazendo. Além disso, partilhe conosco sobre como você ensina seus filhos sobre finanças, a fim de que eles possam aprender com e através das experiências e erros de seus pais. Compartilhe seus pensamentos aqui ...

Faça do dia de hoje um grande dia.

Paz.

P.S. Durante as primeiras 4 ou cinco semanas, nós nos esforçamos muito no compromisso de manter as reuniões familiares diárias. Houve um dia em que eu já ia saindo de casa sem fazer a reunião, quando meu filho mais novo, Lucas, veio correndo para me lembrar:

"Papai, papai!", ele disse. " Reunião familiar?"

Naquele momento, percebi que estas reuniões são uma mudança no jogo.
Informe-me também se vocês tiverem alguma ideia para fortalecer as reuniões de família!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em 2012, eu vou...

Arquivo pessoal
"Nunca lhe dão um desejo sem também lhe darem o poder de realizá-lo. Você pode ter de trabalhar por ele, porém." ~ Richard Bach
 Ninguém é tão ocupado que não consiga tirar um tempo para se sentar e trocar uma ideia com sua família sobre as conquistas ou derrotas sobre o ano que se vai.





Ninguém é tão ocupado a ponto de não poder tirar um tempo para refletir, pensar, sonhar e planejar junto com sua família sobre onde vão querer estar a esta mesma hora no próximo ano e sobre quais conquistas irão celebrar.

Esta semana é uma boa semana para desacelerar e começar a projetar o futuro. Estamos falando de curto prazo, inclusive: um único ano.

Use esta semana para repor suas energias de forma produtiva - e isto significa não temer olhar para trás, mas sim aproveitar as lições e compartilhá-lhas com as pessoas que você escolheu para construir a sua vida - promovendo a abertura de um canal de comunicação, para que todos estejam certos de que juntos vocês são mais fortes e construirão muito mais ao longo do próximo ano, de forma harmoniosa e tranquila, sem desgastes emocionais, sem stress, já que todos estarão juntos na mesma intenção e direção.

Esteja certo que ao realizar isto desta forma você impactará positivamente a vida da família ao longo dos próximos 366 dias (ganharemos um dia a mais em 2012!)

Lembre-se, porém, que é preciso que todos estejam engajados na missão da construção de um futuro próspero para todos.

Se somos hoje a sexta economia mundial é porque você também trabalhou para que isto acontecesse. Talvez você não tenha noção sobre como é que você fez parte disso ou mesmo nem se importe, mas esteja certo que o que você faz da sua vida tem um impacto direto sobre a vida de todos nós.

Por isso, para continuarmos no caminho do crescimento e da prosperidade, temos que cuidar para que cada um cresça e prospere, a fim de que TODOS cresçam e prosperem e nossa lição de casa começa, exatamente, dentro de nosso lar.

Então, aproveite este momento valioso e cuide para que as suas promessas da virada de ano se concretizem de forma harmoniosa por aí porque, daqui, estamos cuidando para que também continuemos em nosso crescimento contínuo.

Acredite. Realize. Receba.

Um 2012 simplesmente maravilhoso para todos nós.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Filho, você é quem manda.


Imagem: dreamstime.com


Pesquisa mostra que crianças preferem ir às compras do que brincar
Pequenos influenciam no consumo dos pais

12.10.2011
Atualizado em 12.10.2011 - 14:12
Ayeska Azevedo
Redação CORREIO
ayeska.azevedo@redebahia.com.br



Neste Dia das Crianças, o que seu filho pediu para fazer? Ir com você às compras no shopping? Pois saiba que esse é o programa favorito de 56,8% das crianças de Salvador, que preferem ir às compras com um adulto a ficar em casa brincando. Os dados são da pesquisa do Instituto Futura em parceria com o CORREIO sobre a influência das crianças nas compras da família. O estudo, realizado entre 30 de agosto e 3 de setembro, ouviu 601 pais ou parentes de crianças com idade entre 2 e 12 anos na cidade.
 
A pesquisa aponta que 31,7% das crianças da capital baiana vão sempre às compras com os pais, sendo que 44,6% delas sempre ou quase sempre ajudam a decidir sobre o que se compra para elas.
 
“Hoje, as crianças decidem várias coisas dentro de casa. Da cor do carro da família à cor da tinta da parede, elas influenciam nas escolhas dos adultos. E se os pais não fazem a vontade, elas batem o pé, fazem bico. É liberdade demais”, analisa a educadora financeira Sílvia Alambert.
 
Na opinião de Sílvia, os atuais padrões de educação permitem que a criança tenha muito poder. “Hoje elas fazem escolhas que os pais não puderam fazer na própria infância. A geração anterior foi privada de participar das decisões da família, não tinha poder de escolha”, observa.
 
Estresse Para Isaura Moreno, ir às compras com o filho João Pedro, que acaba de completar 4 anos, é sempre motivo de estresse. “Ele pega tudo que vê pela frente e coloca no carrinho. Na hora de pagar, é sempre um drama, mas eu nunca levo tudo o que ele quer. Se for algo que estava na lista, deixo ele escolher um e levo, mas brinquedo, só se for baratinho”, conta Isaura.
 
João Pedro também adora os personagens que vê na TV. “Ele até mudou a marca da pasta de dente, só porque lançaram uma com outro personagem. Mas, se o preço for exorbitante, eu não levo”.
 
Na opinião de Sílvia Alambert, a criança tem o direito de querer tudo, mas o poder de compra cabe mesmo aos pais. “Quem vai às compras com o filho não vai conseguir fazer as compras em paz, vai gastar mais do que planejou e comprar coisas que não precisa. Mas é importante lembrar que só os pais têm o poder de educar uma criança financeiramente equilibrada ou um consumista”, pontua.
 
Bairros

A Pituba desponta na pesquisa como o bairro em que 100% das crianças costumam ir sempre às compras junto com os adultos, enquanto 50% das crianças do Rio Vermelho nunca acompanham os pais nas compras. Já os baixinhos que moram na Barra são os que mais ajudam a decidir o que se compra para a casa, com 50% opinando sempre neste quesito. Mas são as crianças de Itapagipe (63,6%) as que menos influenciam nas decisões de compras para a casa.

Em compensação, 50% das crianças da Barra nunca decidem o que os pais compram para elas, mesmo percentual encontrado no bairro de Cajazeiras no que se refere a esse item. Entre as crianças que mais são influenciadas pelos personagens nas embalagens na hora de compra estão as que moram em Itapagipe (54,5%). Já os pequenos que moram em Cajazeiras (75%) são mais seduzidos pelas cores dos produtos e das embalagens.

‘Elas estão carentes’

Na opinião da educadora financeira Sílvia Alambert, por trás do comportamento consumista das crianças pode estar escondida uma carência da presença dos pais. “Acredito que há duas coisas em paralelo nesse caso. Uma delas é que muitas crianças associam que toda saída com os pais é para comprar e a outra questão é que, para elas, ficar em casa é sinônimo de ficar em frente a TV, ao videogame ou ao computador, mas elas querem passar mais tempo com a família”.

Nesse caso, a pedagoga Sílvia Alambert acredita que a opção de ir às compras com o adulto é um passaporte para ficar mais tempo em família. “As crianças de hoje em dia estão muito carentes, independentemente de faixa etária e classe social. Atualmente, os pais têm pouco tempo para estar com os filhos, e as crianças sabem que se forem às compras com os pais, no final pode aparecer a oportunidade para algo mais, como tomar um sorvete ou comer uma pizza”, observa.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pais, vamos antecipar o futuro

Imagem: dreamstime.com



Autor: Gilberto Wiesel

O mercado de trabalho necessita de nós. Refiro-me a todos aqueles que são pais.
 
O papel de pai pode despertar em nós um verdadeiro líder ou revelar um opressor. Isso porque os filhos sofrem nossa influência e serão reflexo daquilo que ensinamos, ou daquilo que anulamos.
 
No futuro, quando estiverem crescidos, às vezes, exigimos deles atitudes que não fomos capazes de oferecer. Nós os empurramos para o mercado de trabalho, sabendo inconscientemente que eles estão despreparados e longe do que havíamos idealizado, mas mesmo assim, insistimos que o mercado os absorva e os encaminhe para dias melhores.
 
Onde excluímos nossos filhos?
O que incutimos neles?
Em quem e no que acreditam?

Somos pessoas dotadas de inteligência, muitas vezes, de uma inteligência construída por anos de estudos, especializações importantes, viagens pelo mundo, enfim, pais com uma cultura capaz de libertar o mais aprisionado ser humano. E o que fazemos aos nossos filhos? Gritamos em silêncio:
 
Você não é capaz de…
Você não pode…
Isso não é para você…
Fulano é melhor que…

Não somos capazes de promover a independência deles, pois tememos que:
 
A nossa solidão ficaria insuportável.
A razão de ser e existir são nossos filhos, e, portanto devemos prendê-los perto de nós.
O amor verdadeiro é manifestado mediante a superproteção.

Por isso, quanto mais pudermos evitar que o filho sofra, melhor.

Assim, amamos os nossos príncipes e princesas, para que amanhã comandem seus castelos ilusórios. Então, pais e filhos, conhecem de perto a frustração.
 
Sabe-se que o mercado não perdoa, somente contratará àqueles que aprenderam, desde cedo, a importância e a utilidade das suas asas.
 
Pais, colegas de jornada e amigos, vamos embarcar nossos filhos para viajem pelo cenário mundial e, de tempos em tempos, vamos reafirmar-lhes o nosso amor e a nossa confiança no seu instinto, assim, sua viagem resultará em emoções que não poderemos lhes contar, já que terão de ser experimentadas. É preciso que eles tenham a certeza de que estejam onde estiverem, sempre estaremos esperando e, principalmente, guardando o seu lugar.
 
Em consonância com o exposto, ressaltamos que não estamos falando de desprendimento, mas de amor porque o amor não sufoca, promove independência;
 
O amor não abafa, ele amplia nossos limites, traz novidades ao cotidiano, reforça nossa bagagem cultural, dá parâmetros para comparações e auxilia nossos filhos a se prepararem para o amanhã. Se não pudermos estar com eles no futuro, pelo menos estaremos neles. Afinal, o papel de um pai é auxiliar o filho a se expandir para que o filho siga em frente e conquiste a plenitude!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Papai me empresta o carro.

Imagem: Dreamstime
Sonho da maioria dos brasileiros, o carro zero é o número 2 da lista que configura a ordem dos objetos de desejo - o primeiro é a casa própria.
Pela valor mais baixo do que a aquisição de uma casa, o carro acaba vindo antes do imóvel.

Aliás, nunca foi tão fácil adquirir um automóvel no Brasil: sem entrada, primeira parcela depois de três meses e mais de 60 parcelas para pagar, qualquer pessoa ávida por um carro zero enxerga o cenário como a perfeita e única oportunidade da vida para conquistar o carro zero.

Como é fácil enganar o cérebro ( e se enganar), as pessoas julgam que não deve ser tão complicado assim conseguir pagar as parcelas, mas esquecem de todas as despesas que vem junto com o brinquedo novo: IPVA, seguro (consome até 6% do valor do carro anualmente), combustível e, mais para frente, manutenção, troca de peças, filtros de ar, de óleo, pneus, etc etc etc, fora as outras despesas já existentes para sobrevivência.

Tudo bem se a pessoa provisionou tudo isto ao longo dos anos da aquisição do bem, mas a história mostra que infelizmente não é assim que a maioria das pessoas realiza seus sonhos.

Em um de nossos acampamentos, trabalhando a questão dos objetivos de vida com os adolescentes, não foi surpresa comungarmos com eles o objetivo de terem um carro ( e alguns nem se importavam que não fosse zero km). A surpresa foi saber como pretendiam alcançar aquele objetivo: " Ah, tem que fazer 18 anos."
É neste momento que mostramos a eles quanto custa ter e manter um carro e para surpresa de muitos, não tinham idéia de que havia toda essa contabilidade envolvida. Achavam que era como mágica: você faz 18 anos e um carro aparece e será sempre abastecido, estará sempre lavado e brilhando, não haverá problemas de qualquer ordem, pois o mesmo mágico que fez o carro aparecer, dará conta de fazer o resto.

Por que, então, insisto na idéia de que a educação financeira deve começar desde cedo?
  
Porque o despreparo para se atingir objetivos de forma organizada acaba sendo também, o maior pesadelo ou quando não, o de grande frustração.

E se os pais de alguns destes jovens não tiverem condição de presenteá-los com um carro aos 18 anos, simplesmente por não acharem que o filho esteja preparado para tal evento? Os pais são pessoas más e incompreensivas? A família está quebrada? Os filhos se sentiriam traídos porque passaram a adolescência ouvindo que pessoas que completam 18 anos ganham carros?

Novamente, as pessoas estão mais centradas no " aqui e agora" e simplesmente se esquecem do futuro.

Isto não significa que nunca mais ninguém terá carro zero na face da Terra. Isto somente mostra o uso incorreto da inteligência financeira em favor próprio.

Cada um pode ter o que desejar ter e tem livre arbítrio para escolher como fazer para ter.

A diferença entre as pessoas que usam a IF* em favor próprio, normalmente são as que sabem esperar um pouco mais, as que não se impressionam com mega liquidações e saem comprando coisas que desvalorizam só porque está barato ou são levadas pela emoção e pelo simples fato de TER.

Quer saber como estas pessoas usam a IF* em seu favor na hora de comprar um carro ?

1) Elas não ligam por comprar carros zero km, porque entendem que um carro deprecia logo que é tirado da concessionária, então, compram carros com 1 ou 2 anos de uso (semi-novo). Quem paga o preço da depreciação é quem o comprou zero. Sempre haverá carros semi novos sendo vendidos. Inteligente, não?

2) Elas até adquirem o carro zero, mas preferem fazê-lo com  os ganhos de seus investimentos e não com o dinheiro do trabalho delas. Elas guardam um dinheiro mensalmente e durante anos, colocando-o em algum investimento e quando já possuem o valor para comprar à vista, vão lá, negociam o valor para compra à vista (sempre acaba sobrando um dinheiro na conta de investimento) resgatam o dinheiro e compram o veículo. O dinheiro do trabalho destas pessoas, servirá para continuarem vivendo suas vidas sem stress de pagamentos de parcelas mensais. Não lhe parece inteligente?

3) Partem para alcançar outros objetivos, sempre guardando e investindo parte do dinheiro e estando atentas ao momento e às oportunidades que sejam convenientes a elas e não a terceiros. 

A expectativa da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) é de que o setor chegue ao fim do ano de 2010 com total de 3,4 milhões de unidades vendidas, 8% mais que em 2009.
(Fonte: Leone Farias Do Diário do Grande ABC )  

Se você pretende ser o mágico da vida de seus filhos, comece a educá-los financeiramente e a usar sua IF* iniciando uma poupança para tal mágica agora, porque daqui a 2, 3, 5, 10 anos, vai continuar havendo bastante alternativa para tirar o coelho da cartola.

* IF = Inteligência Financeira

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ajuste primeiro a SUA máscara de oxigênio

 







Imagem: iStockphoto.com


Escrito por Darren Hardy, em 06/04/2010 para http://blog.success.com/success/
Tradução livre: Silvia Alambert

Recentemente eu estava viajando de avião com minha filha de 6 anos. Para dar um bom exemplo, pedi a ela que escutasse as instruções de segurança da comissária de bordo. Enquanto falava sobre mascaras de oxigênio, uma das atendentes venho em minha direção para reforçar a orientação: “Assegure-se de colocar sua máscara primeiro antes de ajudá-la com a dela.”
Sorri educadamente, mas por dentro eu zombava, “Ah, tá. Pensar em mim primeiro antes de ajudá-la? De jeito nenhum..”

Vi, então, um casal com mais idade do outro lado do corredor e uma criança viajando sozinha na fileira à minha frente. Eu me vi tendo que ajudar a todas aquelas pessoas na ocorrência de alguma emergência (é impressionante como a mente dramatiza um cenário). Imaginei que, se eu não conseguisse respirar, eu não seria capaz de ajudar ninguém. Eu, então, entendi que realmente o mais seguro seria que eu estivesse primeiramente com minha máscara para que pudesse poder ajudar a todos.
Mas esta também não é a forma freqüente com que as pessoas vivem suas vidas. Ao contrário, elas saem ajudando todo mundo com suas máscaras de oxigênio (recados, pedidos, obrigações, etc.) e, de vez em quando, utilizam a máscara de oxigênio para si próprias e se tornam estressadas, cansadas, fora de forma e sem saúde.

Quando peço às pessoas para fazerem uma lista de suas prioridades de vida e darem uma nota para o grau de importância que aquilo tem para elas, com freqüência escuto coisas do tipo:

1. Deus

2. Famílias e amigos

3. Negócios, clientes e funcionários

4. Bem estar, interesses pessoais, etc

Esta lista provavelmente o asfixiará.

Você não conseguirá servir a Deus, a sua família , a sua empresa ou a qualquer outra coisa ou pessoa se você enfraquecer ou cair doente ou morto de ataque cardíaco.

Você não conseguirá dar aquilo que você não tem.

Se você quiser se doar mais, servir mais, contribuir mais, construir mais, criar mais, você terá que ser mais forte e mais vital, terá que ter mais força e vigor. Você precisará fazer de VOCÊ sua primeira prioridade para que você possa se doar mais, ser mais e fazer mais pelos outros. Jim Rohn faz uma colocação assim: “Você se cuida por mim, e eu me cuido por você” Minha sugestão é que você pegue sua agenda e marque um encontro com VOCÊ primeiro: agende sua ginástica, refeições balanceadas e nutritivas, dormir o suficiente, relaxamento mental e diversão para se restabelecer. Daí então, siga com o restante da sua lista de prioridades e adicione família, negócios e obrigações sociais.

Um brinde…a você e a sua boa saúde!



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Educando com Maestria

Imagem: meusrecados.com

Educação Orquestrada e Crescimento Silvestre

Por Içami Tiba

Nossos filhos carregam os nossos sonhos. Todos os cuidados com eles devem ser orquestrados para que no futuro sejam felizes e tenham sucesso. A esses cuidados chamo de Educação Orquestrada. Seu oposto é o filho largado à própria sorte, sem garantias futuras, o crescimento silvestre.

Os leitores podem encontram nos livros de minha autoria mais detalhes sobre a educação orquestrada, principalmente no Família de Alta Performance: Conceitos Contemporâneos na Educação. Hoje quero lhes passar sobre crescimento silvestre na primeira infância.

Pelo site www.primeirainfancia.org.br/, no artigo "Breve Panorama sobre a Primeira Infância no Brasil" (2007), de autoria de Gabriela Azevedo de Aguiar, Gary Barker , Marcos Nascimento e Márcio Segundo, constam: “É até os 6 anos de idade que as estruturas físicas e intelectuais de crescimento e aprendizagem emergem e começam a estabelecer suas fundações para o resto da vida da pessoa”; “...os primeiros três anos de vida são fundamentais para que a criança tenha uma vida saudável e possa se desenvolver plenamente.”; “... as crianças necessitam de cuidados específicos como: proteção; alimentação adequada; medidas de saúde (como imunizações e higiene), estimulação sensorial e sentirem-se amadas pelos pais e/ou cuidadores ativos. Até os 3 anos de idade, as crianças adquirem habilidades motoras, cognitivas, linguagem e aprendem a ter auto-controle e independência por meio da experimentação e brincadeiras...” e “...mais da metade do potencial intelectual infantil já está estabelecido aos 4 anos de idade.

Porém, as experiências de crescimento e desenvolvimento das crianças na primeira infância variam de acordo com suas características individuais, gênero, condições de vida, organização familiar, cuidados proporcionados e sistemas educacionais (UNICEF, 2005).”

Meu foco neste artigo são as causas dos acidentes e mortes dos filhos nesta primeira infância. São do IBGE e do Ministério de Saúde por meio do Sistema de Informações sobre mortalidade (SIM/MS) e do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) os dados:

Causas de Morte

•até 1 ano de idade:

1.Sufocação;

2.Queda;

3.Passageiro de veículo;

4.Afogamento;

5.Queimaduras com fogo;

6.Choque elétrico;

•de 1 a 4 anos de idade:

1.Afogamento;

2.Atropelamento;

3.Sufocação;

4.Passageiro de veículo;

5.Queda;

6.Queimadura com fogo;

Hospitalizações

•até 1 ano de idade

1.Queda;

2.Queimadura com líquidos quentes e outras fontes de calor;

3.Choque elétrico;

4.Atropelamento;

5.Envenenamento, medicamento, pesticida e outros;

6.Queimaduras com fogo;

•de 1 a 4 anos de idade

1.Queda

2.Queimaduras com líquidos quentes e outras fontes de calor

3.Choque elétrico

4.Atropelamento

5.Envenenamento, medicamento, pesticida e outros

6.Queimaduras com fogo.

Uma educação orquestrada dificulta o surgimento dos eventos acima citados, enquanto o crescimento silvestre favorece.

Crianças na primeira infância necessitam e dependem de cuidados de adultos que as amem, provejam, protejam, alimentem, eduquem, banhem, acariciem, abracem, conversem e brinquem com elas e velem seus sonos, pois elas são incapazes de cuidarem de si mesmas. Todas estas ações estão presentes na educação orquestrada.

São várias as condições para que as crianças sejam soltas à própria sorte num crescimento silvestre. Elas terão menos condições de serem felizes e de atraírem sucessos. Quando os pais deixam de atender às necessidades dos filhos estão sendo negligentes e quando agridem, abandonam, ficam indiferentes às suas carências, estão provocando mal tratos.

O indesejável crescimento silvestre é provocado por várias condições facilmente detectáveis pelos resultados – acidentes e mortes - apresentados acima. Basta em cada item imaginar as situações que provocaram tais eventos. Onde estava o adulto cuidador em cada item citado?

Existem características comuns aos pais que provocam o crescimento silvestre dos seus filhos: são ausentes, egoístas, destemperados emocionais, usuários de bebidas e/ou drogas, negligentes, irresponsáveis, hedonistas, desregrados, contraventores, personalidades psicopáticas, doentes psiquiátricos, neuróticos graves, sérios distúrbios comportamentais etc. Raramente estas características aparecem como sintomas únicos, mas sim com algumas simultaneidades entre elas.

Içami Tiba

Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.

Site: http://www.tiba.com.br/
Fonte: http://educacao.uol.com.br/colunas/icami_tiba/2010/04/27/educacao-orquestrada-e-crescimento-silvestre.jhtm