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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Não basta estar na moda. Tem que fazer bem à saúde

Imagem: dreamstime.com


Por Mariana Lenharo

São Paulo, 09 (AE) - Não é só uma questão de falta de conforto. O sapato bonito que ajuda a manter a pose e a calça justa, do tipo skinny, que evidencia as formas, pode prejudicar a saúde. Mas, para evitar problemas, não é preciso abrir mão do lado fashion. No caso dos sapatos, o bem-estar do corpo não é mais uma preocupação só das marcas ortopédicas: várias empresas badaladas têm apostado nessa linha.

Basta passar os olhos pelas vitrines para perceber que a elegância já não depende de sofrimento. Se antigamente os sapatos confortáveis eram antiquados e voltados para as mulheres mais velhas, hoje termos como "comfort", "flex" e "therapy" acompanham calçados de marcas que por muito tempo estiveram mais voltadas para a beleza do que para o bem-estar de quem os calça.

"Há 12 anos, somente as senhoras buscavam estes produtos, pois havia a crença de que um calçado confortável era um calçado ortopédico e que isso era sinal de 'problemas nos pés'. As mulheres mais jovens olhavam com preconceito", relata a diretora da marca de calçados Usaflex, Simone Kóhlrausch. "Durante este tempo, nos especializamos em calçados confortáveis. Incorporar itens da moda ao produto foi uma evolução natural", conta. Algumas das características da marca, segundo Simone, são os solados estáveis, palmilhas que amortecem o impacto e tiras distribuídas de uma forma que respeita a anatomia dos pés.

Para a diretora de desenvolvimento da Piccadilly, Ana Carolina Grings, a adoção de peças mais confortáveis reflete o cotidiano cada vez mais agitado das mulheres. "Isso se deve à vida mais atribulada das pessoas. Um sapato confortável com certeza aumenta a disposição no final de um dia muito agitado", diz.

Alguns dos trunfos das marcas que investem no conforto fashion são os materiais especiais e as estruturas diferenciadas. "Investimos na matéria-prima, em materiais que ajudam a absorver a transpiração, palmilhas que hidratam o pé e nos forros macios", diz a gerente de marketing dos Calçados Beira Rio, Maribel Silva. Para ela, a tendência de valorização do conforto é mundial.

A produtora de moda Suzana Ginez, de 25 anos, vê com bons olhos essas mudanças no mercado de sapatos. "Ainda existem muitas marcas de calçados que não valorizam o conforto acima da estética, mas vejo essa mudança ocorrer a pequenos passos. A moda das sapatilhas, que veio e ficou, foi uma grande ajuda para quem preza o conforto, mas precisa de uma boa alternativa ao tênis para poder ir aos eventos sociais", lembra.

Sem aperto - Especialista em pé e tornozelo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a ortopedista Cibele Réssio diz que o principal problema relacionado aos calçados são os saltos. Para ela, os que têm mais de 3 centímetros são inadequados. "E não importa se for do tipo Anabela, plataforma ou quadrado". O impacto dos saltos sobre a saúde foram justamente o tema de sua dissertação de mestrado.

Segundo Cibele, o primeiro sinal de que o calçado é inadequado é a dor. Depois, surgem as calosidades e deformidades, como a joanete - em alguns casos, os dedos começam a ficar mais juntos, são os chamados "dedos em garra". Além disso, a musculatura da batata da perna pode encurtar. E o pior: muitos desses efeitos permanecem mesmo quando a pessoa deixa de subir no salto.

Outro item fashion criticado por alguns médicos é a calça jeans do tipo skinny - que fica justa ao longo de toda a perna. Especialistas advertem: nenhuma calça deve ser justa demais. Segundo o médico Paulo Olzon, professor de Clínica Médica da Unifesp, modelagens muito apertadas podem representar um obstáculo para a circulação, principalmente quando a pessoa precisa ficar sentada por muito tempo. "Durante uma viagem longa, por exemplo, se a calça estiver interrompendo a circulação, pode ocorrer até uma trombose", afirma o clínico.

Para os homens, há um mito de que a calça muito justa, se usada prolongadamente, dá origem a problemas urológicos e à infertilidade, mas segundo Olzon isso não tem comprovação científica. No caso das mulheres, a modelagem apertada pode ser perigosa: ela favorece o surgimento de problemas ginecológicos, já que abafa a região, promovendo um ambiente propício para fungos e bactérias, afirma o médico.

BOXE 1: CONFORTÁVEIS, MAS...

Fora do Brasil tem muita gente que não se importa com a aparência dos sapatos, desde que eles deixem seus pés à vontade. Jovens atrizes de Hollywood, como Kirsten Dunst, que atuou em "O Homem Aranha", e Maggie Gyllenhaal, estrela de "Batman - O Cavaleiro das Trevas", foram vistas recentemente usando uma marca de sapato alemã chamada Worishofer. Com design antiquado, eles bem que poderiam estar nos pés das avós das estrelas hollywoodianas.

Para a extravagante Helena Bonham Carter, atriz de Alice e mulher do diretor de cinema Tim Burton, o sapato da marca Z-Coil foi a solução para dores nos pés e na coluna. Com uma grande mola visível no calcanhar, o calçado promete maravilhas, mas não convence com sua aparência um tanto inusitada ...

BOXE 2: SAPATOS FUNCIONAIS

Para quem não tem tempo de ir à academia, uma simples caminhada pode melhorar abdômen, glúteos e pernas, além de ajudar a melhorar a postura. Isso se a pessoa estiver calçando um "tênis funcional", também chamado de "tênis tonificante", artigo que começa a ganhar espaço nas prateleiras. Luis Alfredo Maia, diretor do grupo americano Skechers no Brasil, que é líder no mercado de tênis funcionais com o modelo "Shape-up", afirma que quem anda com o calçado já está se exercitando. "É como caminhar em uma areia bem fofa. Torna-se muito mais fácil de fortalecer outras partes do corpo", compara.

O segredo, segundo Maia, é que o Shape-up tem um solado abaulado. A ortopedista Cibele Réssio explica que isso faz com que a pessoa fique instável sobre o tênis, estimulando a musculatura de várias partes do corpo. Ela já experimentou o modelo Easytone, da Reebok, que tem o mesmo princípio. "Quando vou caminhar no Ibirapuera (parque localizado na zona sul de São Paulo) com esse tênis volto acabada. Quando vou com outro, não sinto nada. Funciona mesmo", afirma.

Dicas de Saúde é um boletim periódico do www.PlanosDeSaudeOnline.com.br

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ajuste primeiro a SUA máscara de oxigênio

 







Imagem: iStockphoto.com


Escrito por Darren Hardy, em 06/04/2010 para http://blog.success.com/success/
Tradução livre: Silvia Alambert

Recentemente eu estava viajando de avião com minha filha de 6 anos. Para dar um bom exemplo, pedi a ela que escutasse as instruções de segurança da comissária de bordo. Enquanto falava sobre mascaras de oxigênio, uma das atendentes venho em minha direção para reforçar a orientação: “Assegure-se de colocar sua máscara primeiro antes de ajudá-la com a dela.”
Sorri educadamente, mas por dentro eu zombava, “Ah, tá. Pensar em mim primeiro antes de ajudá-la? De jeito nenhum..”

Vi, então, um casal com mais idade do outro lado do corredor e uma criança viajando sozinha na fileira à minha frente. Eu me vi tendo que ajudar a todas aquelas pessoas na ocorrência de alguma emergência (é impressionante como a mente dramatiza um cenário). Imaginei que, se eu não conseguisse respirar, eu não seria capaz de ajudar ninguém. Eu, então, entendi que realmente o mais seguro seria que eu estivesse primeiramente com minha máscara para que pudesse poder ajudar a todos.
Mas esta também não é a forma freqüente com que as pessoas vivem suas vidas. Ao contrário, elas saem ajudando todo mundo com suas máscaras de oxigênio (recados, pedidos, obrigações, etc.) e, de vez em quando, utilizam a máscara de oxigênio para si próprias e se tornam estressadas, cansadas, fora de forma e sem saúde.

Quando peço às pessoas para fazerem uma lista de suas prioridades de vida e darem uma nota para o grau de importância que aquilo tem para elas, com freqüência escuto coisas do tipo:

1. Deus

2. Famílias e amigos

3. Negócios, clientes e funcionários

4. Bem estar, interesses pessoais, etc

Esta lista provavelmente o asfixiará.

Você não conseguirá servir a Deus, a sua família , a sua empresa ou a qualquer outra coisa ou pessoa se você enfraquecer ou cair doente ou morto de ataque cardíaco.

Você não conseguirá dar aquilo que você não tem.

Se você quiser se doar mais, servir mais, contribuir mais, construir mais, criar mais, você terá que ser mais forte e mais vital, terá que ter mais força e vigor. Você precisará fazer de VOCÊ sua primeira prioridade para que você possa se doar mais, ser mais e fazer mais pelos outros. Jim Rohn faz uma colocação assim: “Você se cuida por mim, e eu me cuido por você” Minha sugestão é que você pegue sua agenda e marque um encontro com VOCÊ primeiro: agende sua ginástica, refeições balanceadas e nutritivas, dormir o suficiente, relaxamento mental e diversão para se restabelecer. Daí então, siga com o restante da sua lista de prioridades e adicione família, negócios e obrigações sociais.

Um brinde…a você e a sua boa saúde!



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Educando com Maestria

Imagem: meusrecados.com

Educação Orquestrada e Crescimento Silvestre

Por Içami Tiba

Nossos filhos carregam os nossos sonhos. Todos os cuidados com eles devem ser orquestrados para que no futuro sejam felizes e tenham sucesso. A esses cuidados chamo de Educação Orquestrada. Seu oposto é o filho largado à própria sorte, sem garantias futuras, o crescimento silvestre.

Os leitores podem encontram nos livros de minha autoria mais detalhes sobre a educação orquestrada, principalmente no Família de Alta Performance: Conceitos Contemporâneos na Educação. Hoje quero lhes passar sobre crescimento silvestre na primeira infância.

Pelo site www.primeirainfancia.org.br/, no artigo "Breve Panorama sobre a Primeira Infância no Brasil" (2007), de autoria de Gabriela Azevedo de Aguiar, Gary Barker , Marcos Nascimento e Márcio Segundo, constam: “É até os 6 anos de idade que as estruturas físicas e intelectuais de crescimento e aprendizagem emergem e começam a estabelecer suas fundações para o resto da vida da pessoa”; “...os primeiros três anos de vida são fundamentais para que a criança tenha uma vida saudável e possa se desenvolver plenamente.”; “... as crianças necessitam de cuidados específicos como: proteção; alimentação adequada; medidas de saúde (como imunizações e higiene), estimulação sensorial e sentirem-se amadas pelos pais e/ou cuidadores ativos. Até os 3 anos de idade, as crianças adquirem habilidades motoras, cognitivas, linguagem e aprendem a ter auto-controle e independência por meio da experimentação e brincadeiras...” e “...mais da metade do potencial intelectual infantil já está estabelecido aos 4 anos de idade.

Porém, as experiências de crescimento e desenvolvimento das crianças na primeira infância variam de acordo com suas características individuais, gênero, condições de vida, organização familiar, cuidados proporcionados e sistemas educacionais (UNICEF, 2005).”

Meu foco neste artigo são as causas dos acidentes e mortes dos filhos nesta primeira infância. São do IBGE e do Ministério de Saúde por meio do Sistema de Informações sobre mortalidade (SIM/MS) e do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) os dados:

Causas de Morte

•até 1 ano de idade:

1.Sufocação;

2.Queda;

3.Passageiro de veículo;

4.Afogamento;

5.Queimaduras com fogo;

6.Choque elétrico;

•de 1 a 4 anos de idade:

1.Afogamento;

2.Atropelamento;

3.Sufocação;

4.Passageiro de veículo;

5.Queda;

6.Queimadura com fogo;

Hospitalizações

•até 1 ano de idade

1.Queda;

2.Queimadura com líquidos quentes e outras fontes de calor;

3.Choque elétrico;

4.Atropelamento;

5.Envenenamento, medicamento, pesticida e outros;

6.Queimaduras com fogo;

•de 1 a 4 anos de idade

1.Queda

2.Queimaduras com líquidos quentes e outras fontes de calor

3.Choque elétrico

4.Atropelamento

5.Envenenamento, medicamento, pesticida e outros

6.Queimaduras com fogo.

Uma educação orquestrada dificulta o surgimento dos eventos acima citados, enquanto o crescimento silvestre favorece.

Crianças na primeira infância necessitam e dependem de cuidados de adultos que as amem, provejam, protejam, alimentem, eduquem, banhem, acariciem, abracem, conversem e brinquem com elas e velem seus sonos, pois elas são incapazes de cuidarem de si mesmas. Todas estas ações estão presentes na educação orquestrada.

São várias as condições para que as crianças sejam soltas à própria sorte num crescimento silvestre. Elas terão menos condições de serem felizes e de atraírem sucessos. Quando os pais deixam de atender às necessidades dos filhos estão sendo negligentes e quando agridem, abandonam, ficam indiferentes às suas carências, estão provocando mal tratos.

O indesejável crescimento silvestre é provocado por várias condições facilmente detectáveis pelos resultados – acidentes e mortes - apresentados acima. Basta em cada item imaginar as situações que provocaram tais eventos. Onde estava o adulto cuidador em cada item citado?

Existem características comuns aos pais que provocam o crescimento silvestre dos seus filhos: são ausentes, egoístas, destemperados emocionais, usuários de bebidas e/ou drogas, negligentes, irresponsáveis, hedonistas, desregrados, contraventores, personalidades psicopáticas, doentes psiquiátricos, neuróticos graves, sérios distúrbios comportamentais etc. Raramente estas características aparecem como sintomas únicos, mas sim com algumas simultaneidades entre elas.

Içami Tiba

Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.

Site: http://www.tiba.com.br/
Fonte: http://educacao.uol.com.br/colunas/icami_tiba/2010/04/27/educacao-orquestrada-e-crescimento-silvestre.jhtm