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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vida Inteligente é saber viver com sabedoria


Imagem: The Money Camp Brasil
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"Separar dinheiro em potes nada mais é do que dar as instruções ao seu dinheiro, sugerindo a ele mensalmente a quantia máxima permitida para cada caminho por onde ele seguirá. Assim, sempre haverá dinheiro para suprir todas as necessidades e ainda realizar desejos e construir sonhos reais."

Nesta entrevista, demonstro como um cartão pré pago específico para somente um tipo de despesa pode servir como uma ferramenta para implantar a educação financeira, ou seja, nele poderá estar uma quantia ÚNICA que você destina mensalmente para promover a sua diversão. Afinal, diversão mesmo é poder usar o dinheiro sem medo de que ele acabe antes do final do mês, se irá faltar para o pote da sobrevivência ou se será preciso entrar na roda gigante dos juros do limite do cheque especial ou do cartão de crédito.

Aproveite as coisas boas da vida. Vida inteligente é saber viver com sabedoria.

Peela oferece descontos na internet e poderá ser recarregado também no varejo offline. Ingressos de cinema estarão disponíveis até o final do mês, diz sócio

Luciane Macedo _247 - Com um conceito inovador e um nome que remete a uma gíria para dinheiro, chega ao mercado o Peela, o primeiro cartão pré-pago e híbrido direcionado exclusivamente ao consumo de lazer, diversão, cultura e entretenimento. Disponível em conta virtual na internet e, em breve, também em cartão físico, o Peela oferece descontos exclusivos e amplia o acesso à indústria da diversão e cultura para quem não tem cartões ou conta em banco, aliando facilidade de compra e educação financeira, já que o pré-pago também proporciona o controle de gastos. O Peela torna-se uma opção interessante para quem procura um modo de inserção no mundo das compras pela internet e do entretenimento com descontos, mas também para quem quer planejar melhor os gastos -- especialmente pais que "se perdem" com as despesas mensais dos filhos.
O cartão é recarregável pela internet e, em breve, será possível fazê-lo também no varejo offline. A rede credenciada que aceita o Peela vem sendo agregada, à medida que novas parcerias são concluídas, à loja virtual Peela Shop. A expectativa dos criadores do pré-pago da diversão é inaugurar um mercado ainda pouco conhecido no Brasil, mas que faz sucesso nos Estados Unidos e na Europa: o de gift card diferenciado, ou seja, um cartão que pode ser utilizado continuamente pelo portador, em diversas lojas dentro de um nicho de mercado, indo além do conceito tradicional, em que troca-se um valor por presentes em uma única loja.
"Lançamos em outubro de 2011 e já temos quase 50 parceiros em processo de integração com o cartão", diz Eduardo Almeida, sócio-fundador e diretor de marketing do Peela. "Há uma lista de categorias de produtos que vamos preencher, mas começamos pelos digitais, cuja integração era mais fácil", assinala o idealizador. "Já fechamos parcerias para oferecer ingressos para shows, parques e passeios, e esperamos integrar ingressos de cinema ao Peela até o final do mês". Os produtos oferecidos na Peela Shop também incluem cursos, entre eles de gastronomia e fotografia, e descontos exclusivos só para quem tem Peela.
Para começar a usar o pré-pago, basta criar um cadastro no site do Peela e carregar a conta virtual com cartões de crédito, débito ou boleto bancário. Depois, é só acessar a Peela Shop e iniciar as compras. Quem tiver o cartão físico do Peela, que chegará ao varejo em breve, poderá carregá-lo com os meios aceitos no ponto de venda (dinheiro e cartões) e depois aproveitar as ofertas na loja virtual.
Para distribuir o Peela em pontos de venda em todo o Brasil, a startup fechou uma parceria com a empresa americana Incomm, líder mundial em pré-pagos no varejo. "Neste primeiro momento do Peela, estamos concluindo as parcerias nas diversas áreas do entretenimento. Na segunda fase, vem a entrada do Peela nas lojas físicas do varejo", explica Almeida. "As pessoas vão poder adquirir o cartão em livrarias, supermercados e farmácias, entre outros pontos de venda". Também está nos planos do empresário expandir o público-alvo do Peela ao mundo corporativo: "Queremos que as empresas usem o Peela em suas ações promocionais ou como uma maneira de oferecer um crédito em diversão para os funcionários".
Um jeito divertido de aprender
Os sócios do Peela também investiram no potencial do pré-pago como uma forma de não gastar além do planejado com entretenimento -- o que é fácil principalmente em época de férias --, e criaram um mascote para incentivar crianças e adolescentes a aprender a lidar melhor com seu dinheiro sem deixar de se divertir e consumir online.
Chamado de Pupilo, o porquinho-mascote em forma de cofrinho foi concebido para ser um herói financeiro. "Criamos o Pupilo para levar inclusão, educação e responsabilidade financeira para a garotada de uma forma descontraída e divertida", comenta Almeida. "Acreditamos na forma lúdica de falar sobre dinheiro com as crianças, e o que a gente quer é promover uma cultura de felicidade e diversão com responsabilidade no uso do dinheiro".
Para a educadora financeira Silvia Alambert, diretora-executiva do Money Camp no Brasil, ter um "pote do lazer" no orçamento mensal é uma boa maneira de não extrapolar os gastos sem deixar de se divertir. "Deveríamos saber dividir o dinheiro para fazer tudo o que queremos e precisamos sem que ele nunca falte", comenta. "É comum as pessoas colocarem o que seria destinado ao lazer em uma categoria mais genérica de gastos, sem separar no orçamento", diz a educadora. "Depois, gastam tudo no shopping com roupas e outros produtos e ficam com a impressão que o dinheiro não deu". Para Silvia, o pré-pago da diversão traz uma proposta interessante para separar esse dinheiro de lazer e direcioná-lo ao destino certo, sem desvios que possam desequilibrar as contas no final do mês.
Outro atrativo, avalia a educadora, é a possibilidade de integrar o Peela à mesada dos filhos. "Com um pré-pago só para o lazer e uma quantia já separada, os pais podem ajudar os filhos a planejarem melhor seus gastos", orienta Silvia. "Se já sabem quanto terão para o lazer do mês, os filhos também podem dividir suas despesas com mais clareza", assinala. "Já vão saber quanto vai sobrar da mesada para comprar uma roupa ou tomar um lanche com a galera".
Para Silvia, a segurança e a facilidade de uso do Peela também podem ser bons aliados, já que não é necessário saber usar um cartão de crédito para concluir as compras na Peela Shop: ao acessar uma oferta, a loja redireciona para o site original do produto, mas a compra é paga com o Peela. Mas é preciso supervisão dos pais com os mais novos, já que as categorias de compras incluem passeios turísticos. O site do pré-pago mostra um extrato da conta, com tudo o que foi gasto e as transações efetuadas.
 

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Papai me empresta o carro.

Imagem: Dreamstime
Sonho da maioria dos brasileiros, o carro zero é o número 2 da lista que configura a ordem dos objetos de desejo - o primeiro é a casa própria.
Pela valor mais baixo do que a aquisição de uma casa, o carro acaba vindo antes do imóvel.

Aliás, nunca foi tão fácil adquirir um automóvel no Brasil: sem entrada, primeira parcela depois de três meses e mais de 60 parcelas para pagar, qualquer pessoa ávida por um carro zero enxerga o cenário como a perfeita e única oportunidade da vida para conquistar o carro zero.

Como é fácil enganar o cérebro ( e se enganar), as pessoas julgam que não deve ser tão complicado assim conseguir pagar as parcelas, mas esquecem de todas as despesas que vem junto com o brinquedo novo: IPVA, seguro (consome até 6% do valor do carro anualmente), combustível e, mais para frente, manutenção, troca de peças, filtros de ar, de óleo, pneus, etc etc etc, fora as outras despesas já existentes para sobrevivência.

Tudo bem se a pessoa provisionou tudo isto ao longo dos anos da aquisição do bem, mas a história mostra que infelizmente não é assim que a maioria das pessoas realiza seus sonhos.

Em um de nossos acampamentos, trabalhando a questão dos objetivos de vida com os adolescentes, não foi surpresa comungarmos com eles o objetivo de terem um carro ( e alguns nem se importavam que não fosse zero km). A surpresa foi saber como pretendiam alcançar aquele objetivo: " Ah, tem que fazer 18 anos."
É neste momento que mostramos a eles quanto custa ter e manter um carro e para surpresa de muitos, não tinham idéia de que havia toda essa contabilidade envolvida. Achavam que era como mágica: você faz 18 anos e um carro aparece e será sempre abastecido, estará sempre lavado e brilhando, não haverá problemas de qualquer ordem, pois o mesmo mágico que fez o carro aparecer, dará conta de fazer o resto.

Por que, então, insisto na idéia de que a educação financeira deve começar desde cedo?
  
Porque o despreparo para se atingir objetivos de forma organizada acaba sendo também, o maior pesadelo ou quando não, o de grande frustração.

E se os pais de alguns destes jovens não tiverem condição de presenteá-los com um carro aos 18 anos, simplesmente por não acharem que o filho esteja preparado para tal evento? Os pais são pessoas más e incompreensivas? A família está quebrada? Os filhos se sentiriam traídos porque passaram a adolescência ouvindo que pessoas que completam 18 anos ganham carros?

Novamente, as pessoas estão mais centradas no " aqui e agora" e simplesmente se esquecem do futuro.

Isto não significa que nunca mais ninguém terá carro zero na face da Terra. Isto somente mostra o uso incorreto da inteligência financeira em favor próprio.

Cada um pode ter o que desejar ter e tem livre arbítrio para escolher como fazer para ter.

A diferença entre as pessoas que usam a IF* em favor próprio, normalmente são as que sabem esperar um pouco mais, as que não se impressionam com mega liquidações e saem comprando coisas que desvalorizam só porque está barato ou são levadas pela emoção e pelo simples fato de TER.

Quer saber como estas pessoas usam a IF* em seu favor na hora de comprar um carro ?

1) Elas não ligam por comprar carros zero km, porque entendem que um carro deprecia logo que é tirado da concessionária, então, compram carros com 1 ou 2 anos de uso (semi-novo). Quem paga o preço da depreciação é quem o comprou zero. Sempre haverá carros semi novos sendo vendidos. Inteligente, não?

2) Elas até adquirem o carro zero, mas preferem fazê-lo com  os ganhos de seus investimentos e não com o dinheiro do trabalho delas. Elas guardam um dinheiro mensalmente e durante anos, colocando-o em algum investimento e quando já possuem o valor para comprar à vista, vão lá, negociam o valor para compra à vista (sempre acaba sobrando um dinheiro na conta de investimento) resgatam o dinheiro e compram o veículo. O dinheiro do trabalho destas pessoas, servirá para continuarem vivendo suas vidas sem stress de pagamentos de parcelas mensais. Não lhe parece inteligente?

3) Partem para alcançar outros objetivos, sempre guardando e investindo parte do dinheiro e estando atentas ao momento e às oportunidades que sejam convenientes a elas e não a terceiros. 

A expectativa da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) é de que o setor chegue ao fim do ano de 2010 com total de 3,4 milhões de unidades vendidas, 8% mais que em 2009.
(Fonte: Leone Farias Do Diário do Grande ABC )  

Se você pretende ser o mágico da vida de seus filhos, comece a educá-los financeiramente e a usar sua IF* iniciando uma poupança para tal mágica agora, porque daqui a 2, 3, 5, 10 anos, vai continuar havendo bastante alternativa para tirar o coelho da cartola.

* IF = Inteligência Financeira