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sábado, 2 de março de 2013

Alfabetização Financeira: Uma Necessidade Urgente


Artigo escrito por Andressa Costa Gestora e educadora financeira; Consultora de língua inglesa; Orientadora educacional da Planeta Educação; Professora de língua inglesa com vasta experiência em todos os níveis de ensino (básico, intermediário e avançado) e em todas as faixas etárias (crianças, adolescentes e adultos). E-mail: andressa.costa@fk1.com.br


Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=2417

Segundo o site Valor Econômico, uma pesquisa realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostra que a parcela de famílias inadimplentes no Brasil aumentou consideravelmente em fevereiro de 2013.

Tal situação não é nenhuma novidade em um país em que a mídia reforça o consumismo compulsivo, o imediatismo e estimula as “facilidades” de crédito e pagamentos a prazo.

Além disso, o Brasil não possui uma cultura em que os pais ensinam seus filhos a serem empreendedores financeiros.

Nós nunca aprendemos com nossos pais e avós a poupar, a investir ou a ter o próprio negócio.

Sempre aprendemos a trabalhar para pagar as contas e não ficar no vermelho no fim do mês.

Mas isso é suficiente? Creio que o indicador acima prova que não.

Educação Financeira não é só uma questão de se ter uma planilha de controle de gastos e conseguir fazer sobrar um dinheirinho depois de pagar todas as contas do mês.

É uma questão de disciplina e de escolhas. É saber fazer o dinheiro trabalhar a seu favor para a realização de sonhos e de um futuro sustentável.

Por isso, Educação Financeira deve ser ensinada na escola, sim!

Em 2010, foi instituída a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), criada com o apoio do Banco Central do Brasil, da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), da Secretaria de Previdência Complementar, da Susep (Superintendência de Seguros Privados, da Bolsa de Valores de SP – BM&F Bovespa) e outras instituições.

Tal estratégia tem como objetivo tornar a Educação Financeira uma nova disciplina na matriz curricular, a princípio, do Ensino Médio.

Foram realizados projetos-pilotos em algumas escolas do país, mas não houve a expansão necessária do projeto (até o momento). Por quê?

Por falta de professores capacitados? Por falta de uma metodologia adequada? Provavelmente sim.

Precisamos formar nossos professores, ou novos professores, para o tema específico e trabalhar de uma forma inovadora na sala de aula.

Usar cartilhas e livros para passar a teoria (como no modelo tradicional de ensino) não é suficiente.

O que nossos alunos precisam é de contextualização. Isso mesmo! Atividades que promovam situações reais.

O jogo, por exemplo, é uma atividade de contextualização fantástica, pois faz com que os alunos absorvam, de fato, o conteúdo enquanto se divertem. Aliás, o jogo é muito eficaz até para ensinar adultos.

Nossos alunos precisam aprender sobre o nosso Sistema Financeiro Nacional, sobre poupança e investimentos, ações e taxas que interferem nas nossas finanças etc.

E, se isso não for passado de uma maneira prazerosa, não causará a transformação que esperamos.

Segundo a educadora financeira Silvia Alambert, não importa quantos salários você ganha, e, sim, como você administra qualquer quantia que venha a receber. Quem sabe administrar bem R$1,00 saberá administrar bem R$1.000.000,00.

Para concluir, observe mais uma citação de Silvia Alambert: “É melhor dizer ao seu dinheiro para onde ele vai do que perguntar, depois, para onde ele foi”.

Essa é a lição que nossos alunos precisam aprender.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Entre lebres, coelhos e ovos de Páscoa


“A diferença de preços entre o chocolate em barra e o ovo de Páscoa é o couvert artístico do coelho, que bota o ovo daquele tamanho sem amassar o chocolate.” (frase de Edgar Zinho retirada do FB)  
Lá vem a Páscoa novamente e com ela a “passarela dos Ovos de Páscoa” é montada com embalagens lindíssimas, brinquedinhos de toda ordem e com preços de tirar o fôlego até mesmo dos mais aficionados por chocolate.
Todo ano é a mesma coisa e não é hábito da maioria das famílias se planejar financeiramente para alguns eventos ao longo do ano e no caso da Páscoa não é diferente.
Presentear as pessoas com ovos cozidos decorados com desenhos e pinturas pode parecer estranho, presentear com chocolate em barra na Páscoa, parece que não tem graça, mas também não tem a menor graça se endividar para comprar ovos de Páscoa. 
O que fazer então?

A Páscoa é uma festividade que tem três significados: Páscoa Cristã (Ressureição de Cristo), Páscoa Judaica (celebra o fim da escravidão dos hebreus no Egito) e a Festividade Pagã (celebra a chegada da primavera, a aurora, a vida nova)
"De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa uma lebre, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida." (Fonte: wikipedia )
Como se vê, a intenção do ovo é boa, mas o propósito dele é que se emaranhou com outros interesses.

A nós, pais, resta a tarefa de explicar o verdadeiro significado da Páscoa aos nossos filhos. Caso contrário, eles somente entenderão que Páscoa é um dia para se ganhar ovos de chocolate.
egadinhas de coelho com farinha, "isso não tem preço". Na Páscoa chocolate tem que ser em formato de ovos mesmo.
Porém, às crianças maiores, deem-lhes a oportunidade de escolher, tomando este caso - ao acaso, para ver o que elas preferem: a) duas barras dessas e mais R$ 10 ou b) esse ovo? Se a escolha for pela primeira opção, além do seu filho/a ganhar o dobro de chocolate e mais R$ 10; de você economizar R$ 5, você terá, ainda, a satisfação de saber que essa doce lição de educação financeira adoçará as finanças de seus filhos para o resto de suas vidas. Isso não faz parte do nosso papel de pais? Boa Páscoa a todos! comprar ovos de todos os tamanhos, se torna uma daquelas coisas que não tem preço
Da tradição pascal ficou também a brincadeira de esconder os ovos para que sejam encontrados e, de qualquer forma, quem tem filhos ainda muito pequenos sabe o que é o prazer de comprar ovos de todos os tamanhos só para ver a alegria nos olhos dos pequeninos ao encontrarem os ovos. Realmente,  uma coisa gostosa e divertida de se ver. Para essas doces aventuras, procure os grandes distribuidores*. Eles sempre tem preços mais atraentes e opções para que o coelho não passe em branco.
Já quando os filhos crescem e sabem que o coelho da Páscoa não existe (sim, eles adoram declarar que descobriram o segredo do coelho!) é chegada a hora de conversar com eles, em algum tempo, sobre as escolhas que devemos realizar em alguns momentos e ao longo da vida e mostrar a eles que o valor em dinheiro de um único ovo de Páscoa pode render muito mais.
Daí para frente, compare juntamente com sua criança os preços entre um ovo de Páscoa e dois chocolates em barra, por exemplo, mostrando a ela que poderá ter muito mais chocolate, gastando menos dinheiro e ainda poderá aproveitar a economia gerada e continuar poupando para conquistar outros desejos em breve.

Lembre-se que não se trata apenas da questão do preço do ovo em si e se, ainda assim, a criança preferir o ovo, não é necessário criar uma situação por conta disso, mas apenas continuar seguindo com os ensinamentos para que ela entenda que  o resultado da  nossa vida futura, pessoal e financeira, é igual ao resultado da soma de nossas escolhas ao longo de nosso crescimento.  

Se a situação financeira estiver fortemente comprometida, o ideal é ser honesto e transparente: os muito pequenos não entendem muito bem a diferença entre ganhar um chocolate em um formato diferente em um dia especial ou em algum outro dia, já os maiores devem começar a entender que às vezes a mágica pode não acontecer, em virtude de outras realizações conquistadas pela família ou mesmo por uma situação financeira delicada naquele momento ( é o mesmo caso do filho que espera fazer 18 anos e receber um carro de presente: talvez o Banco do Papai não tenha se preparado com antecedência para a mágica acontecer...e??). Pode ser meio frustrante para a criança e constrangedor aos pais, mas todos superarão o momento.
Parcelar ovos de Páscoa em 3, 6 ou 8 vezes me parece ser bem mais constrangedor.

A educação financeira de crianças e jovens não se faz do dia para a noite e é um processo contínuo onde oportunidades como estas devem ser aproveitadas para a transmissão do conhecimento, pois da mesma forma que as pegadinhas foram descobertas, mais à frente,  as crianças compreenderão que os verdadeiros coelhos da Páscoa também foram bons orientadores financeiros e lhes presentearam com os ensinamentos necessários para que crescessem seguras e deixassem pegadas históricas na construção de suas finanças pessoais.


FELIZ RENASCIMENTO!

(*) Alguns sites e endereços de Distribuidores de doces e chocolates em SP e grande SP.

http://www.chocolandia.com.br/
http://www.manosdoces.com.br/
http://www.docesvaz.com.br/

Irmãos Tateno e Cia Av Jabaquara, 322 - Sao Paulo - SP - CEP 04046000 - Bairro: Mirandópolis - Tel.: (11) 2276-1344

domingo, 30 de outubro de 2011

Pais podem ensinar os filhos como administrar o dinheiro

Fonte: Jornal Diároweb

É de criança que se aprende
São José do Rio Preto, 30 de Outubro, 2011 - 1:47
Liza Mirella
Guilherme Baffi
 
É a partir da infância que o trato com o dinheiro
vai moldar como o adulto vai lidar com esse
bem tão valioso. Por isso, a educação financeira
deve ser inserida na vida das crianças logo cedo.
A educadora financeira Silvia Alambert, da
The Money Camp, afirma que o assunto deve
ser tratado com naturalidade e não como
uma obrigação. Mais que isso, se o dinheiro
for visto como motivo de tristeza pode causar graves consequências na
vida adulta. “Essas crenças que a gente carrega têm grande interferência
no modo como fazemos dinheiro ao longo da vida.
” Isso quer dizer que a criança pode se transformar num adulto que
sabe administrar seus recursos ou em um que gasta além de conta
e vive em meio a dívidas.

O assunto dinheiro pode entrar na vida de uma pessoa a partir dos 3 anos
ou 4 anos. Nessa fase, o ideal é que a criança passe a ter contato com
o dinheiro, possa manuseá-lo e o utilize para alguns pagamentos.
Segundo Silvia, embora não haja uma compreensão profunda, a criança já
passa a absorver algumas noções.
“Ela pega o produto, paga com dinheiro, recebe um troco”, afirma.
Outro exercício interessante e que funciona como aprendizado é pegar
as moedas que recebeu de troco para guardar no cofrinho.
“A criança passa a entender que parte do dinheiro a gente gasta e parte
a gente guarda”, diz.

Segundo Silvia, o dinheiro é visto pela criança como uma ferramenta de troca.
Ela entende que a moeda é um instrumento que a faz obter coisas.
Em função disso, é necessário que aprenda desde cedo que o dinheiro
só serve para alcançar sonhos, é um meio na vida e não uma finalidade única.
“A conversa entre pai e filho deve ser natural, conforme a situação vai
acontecendo. O papo não pode se tornar chato para que a criança nunca mais
queira tocar no assunto e passe a administrá-lo de qualquer jeito.”

Depois do contato inicial com moedas e cédulas, entra a etapa de os pais
discutirem desejos e necessidades dos filhos e isso ocorre à medida que
as crianças vão crescendo. Mais uma vez, o diálogo entra em cena e as
crianças devem ser questionadas sobre o que querem gastar naquele
momento porque pode surgir outro desejo na semana, mais caro.
“É preciso discutir se não é melhor esperar e fazer uma escolha entre
os dois”, ensina.

Mesada

A ferramenta mais importante da educação financeira das crianças, a mesada,
pode entrar na vida da criança a partir dos 5 anos. Silvia explica que ela é
fundamental porque só quem tem dinheiro pode administrá-lo. Mas, nessa
fase, ela ainda é semanada, já que um mês é um prazo muito longo para ser
entendido por crianças dessa faixa etária. O valor da semanada deve ser
decidido de acordo com o orçamento da família e adequado à idade.
Uma sugestão está na faixa de R$ 5 a R$ 10.
“Uma criança de cinco anos não tem grandes necessidades, mas ela
sempre quer um docinho, uma figurinha, um álbum”, diz.

A ideia da semanada ou mesada é para ensinar a criança que ela tem
de administrar o dinheiro durante esse período e que, se acabar, acabou.
Vai ser preciso esperar a data estipulada pelos pais para o próximo
recebimento. Nesse sentido, duas premissas são fundamentais aos pais:
cumprir o que foi acordado e não falhar, dizendo que naquela semana ele
não tem dinheiro e, do mesmo modo, não ceder e dar mais dinheiro se a
criança pedir.

Segundo Silvia, se a criança pedir mais, o pai deve dizer de forma simples
que as pessoas não têm dinheiro a toda a hora, que ele não acontece de
forma mágica e que os adultos também têm um dia em que recebem,
assim como o acordo feito entre os dois. E, se a criança receber a mais, ela
terá a sensação de que tem facilidade de crédito.
“A criança precisa entender que o dinheiro mal administrado acaba.
A maioria dos adultos se enrola porque pede empréstimos a toda hora”, afirma.

Aos 9 já dá para administrar a mesada

A partir dos 9 anos, afirma Silvia Alambert, a criança já tem total capacidade
de administrar uma mesada. Novamente, o valor vai ser determinado de
acordo com as condições da família, mas ele não deve ser tão baixo que
exclua a criança do meio social em que vive e nem tão alto que não a
permita se planejar para conseguir seus sonhos.
Nessa idade, as necessidades da criança mudam. Ela passa a querer sair
com amigos para passeios no shopping e lanches com a turma.
O dinheiro que o pai usava para pagar essas despesas deve ser entregue
à criança.

Agora vem uma dica interessante e que pode até causar estranheza:
o pai deve deixar a criança quebrar financeiramente no começo para que
ela possa sentir que é ruim ficar sem dinheiro.
“Com isso, ela tem a real percepção de que se não administrar bem o
dinheiro, fica sem”, afirma.
A educadora afirma que essa experiência de falência faz com que a
criança passe a lidar melhor com o dinheiro, principalmente se já
 vinha recebendo os ensinamentos anteriormente.
As chances de quebrar novamente caem e as de ter sobra aumentam.
“A criança tem uma percepção grande. Rapidamente entende que
se acabou, magoou.”

Silvia dá um exemplo de como a percepção infantil é sólida.
Um de seus alunos queria tomar café da manhã todos os dias na
padaria quando o dinheiro era da mãe. Quando ela passou a entregar
o dinheiro a ele, a padaria ficou sem graça.
Hoje, ele usa o dinheiro com coisas que julga mais interessante.
Também não fica quebrado financeiramente porque já aprendeu
que é bom gastar um pouco e guardar um pouco.

Conta no banco

A abertura de uma conta bancária para a criança deve ocorrer,
se possível, antes mesmo de seu nascimento. Essa reserva ajuda os
pais a conduzir a criação e educação do filho.
Quando a decisão é na infância, segundo Silvia, o fundamental é
que os pais tenham paciência para educar o filho financeiramente.
Isso pode ocorrer aos dez anos, com uma conta poupança.
 “A criança vai movimentar com auxílio dos pais. Ela não fica com o
cartão porque ainda não discernimento e pode perdê-lo”.

A entrada do cartão de crédito na vida da pessoa não deve ocorrer
antes dos 15, 16 anos. Nessa idade, o adolescente já tem mais
responsabilidades na vida e pode começar a manusear e aprender
a utilização o cartão de crédito.
Embora esteja havendo a substituição pelo dinheiro de plástico,
é mais fácil gastar o que não se vê, afirma Silvia.
“O cartão engana o cérebro e a pessoa acha que o limite disponível
é seu dinheiro.”

Famílias tentam educar os filhos

A educação financeira das crianças da família Masocatto Andrade Pereira
começou cedo. Thales, 9 anos, David, 7, e Caio, 5, já têm seus cofrinhos
 e administram suas semanadas, cada um a sua maneira e de acordo
com a faixa etária. A mãe, Ana Masocatto Andrade, conta que os filhos
recebem R$ 10 por semana. “O assunto entrou na vida deles quando
eles começaram a pedir coisas. Entendemos que era hora de ensinar
que era preciso poupar para conseguir”, afirma.

Como ainda não têm muito cuidado com o dinheiro, a mãe montou
a estratégia de pagar e descontar o débito do saldo cada um.
“Eles não gastam muito, gostam de guardar. É impressionante
como as crianças têm a capacidade de aprender.”
Para David, o dinheiro é o que o ajuda a comprar as coisas que quer.
Hoje, tem R$ 200 guardados. Faltam apenas R$ 39 para comprar o
brinquedo que deseja no Natal. “Gosto de comprar brinquedos e livros.”

Perfis diferentes

Na casa de Ana Laura Zanardi Anunciação, 8 anos, e Victor Hugo, 13,
a educação financeira começou cedo para evitar que fossem
enganados. “Desde pequenos eles já conheciam as notas,
sabiam distinguir os valores e tinham noção de troco”, explica a mãe,
Marisa Zanardi.

Ela conta com os dois filhos têm perfis bastante diferentes.
Ana Laura é a econômica, tanto que já juntou mais de R$ 1 mil.
“Ainda não sei como vou gastar o dinheiro, mas estou guardando
e fico feliz em juntar”, afirma. Victor Hugo é mais consumista.
Seus principais desejos são relacionados ao esporte predileto, o tênis,
e acessórios para o celular. Mesmo assim, procura não extrapolar.
“Se acaba a mesada, fico sem dinheiro e espero receber”.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Você Quer. Você Pode.

Imagem: dreamstime
“ Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.” – Jean Cocteau

Quando somos jovens, somos sonhadores e realizadores e nada parece ser tão complicado a ponto de deixarmos de, pelo menos, tentar. Nada parece ser sombrio ou ousado demais. O mundo até parece ser pequeno para tudo o que queremos realizar, mas eis que chega um momento na vida que parece que somos atingidos pelo raio sonífero da realidade. E o que é realidade? Realidade é tudo aquilo que os outros querem que acreditemos que seja, ao longo de nossa formação e de nosso crescimento:

“ Você não pode fazer isto”; “Ninguém faria uma coisa dessas”, “ Isso não vai funcionar”, “Você acha que isso vai dar certo?”, “ Isso é ilusão”, “ Isto não é para você!”.

Todos os realizadores já devem ter ouvido frases dessa ordem, ainda que tenham se negado a acreditar nelas. Essas pessoas (os sonhadores realizadores) se recusam a aceitar a “realidade” da vida dos outros em sua própria vida e simplesmente seguem acreditando e construindo as pontes que as levarão a realização de seus sonhos.

Portanto, não acredite em tudo o que dizem parecer ser impossível ou que não poderá ser realizado. Acredite em seus sonhos e persiga-os. Permita-se construir sua própria história de vida.

Lembre-se que sonhar é para todos, mas são poucos os que tem a ousadia de transformar um sonho em realidade e, muito provavelmente, são menos ainda os que tem energia para ao menos tentar colocar õs sonhos em um plano real. “ Ah, isso é muito trabalhoso” ou “ Quem iria comprar uma idéia dessas?” ou ainda " Só me resta sonhar" é o que a maioria das pessoas pensam e dizem, mas uma coisa é certa: não importa quão magnífico seja seu sonho, ele continuará sendo somente um sonho se você não se puser em movimento.

Se você realmente deseja transformar seus sonhos em realidade, você terá que planejar e executar, executar e planejar, ou seja, você precisará se colocar em movimento, em ação. Então:

1) Esteja decidido sobre o que irá realizar.

2) Planeje-se para a ação: Por que quero realizar este sonho? Como devo me preparar para tirar este sonho do imaginário e traze-lo à realidade? O que ou de quem exatamente precisarei para me ajudar a realiza-lo? Quando pretendo realizar este sonho?

3) Declare sobre o que você decidiu realizar com familiares e amigos – isto já lhe dará meio que uma “obrigação moral”, um comprometimento com você mesmo de que você irá iniciar seu projeto de vida.

4) Planejamento: Reveja seus passos iniciais e veja se continua no caminho ou se foi “abduzido” de seu sonho inicial ou se está se distanciando dele.Se necessário, ajuste as velas e siga em frente. Avalie-se sempre para ver se está progredindo em seus passos para transformar seus sonhos em realidade.

5) Celebre. Sim, imagine o tempo inteiro a grande festa de celebração da sua própria vitória. Como vai ser? Quem que você quer que esteja lá vibrando com você e orgulhoso por você? Donald Trump diz que “ Sonhar grande ou sonhar pequeno, dá o mesmo trabalho”, então SONHE GRANDE.

6) Continue executando e planejando até que... lá estará você no topo da sua montanha.

O melhor momento de nossas vidas para darmos início à realização de qualquer sonho (viagem de formatura, carreira a ser seguida, casamento, um negócio próprio, uma conta de investimentos, uma viagem pelo mundo, compra da casa própria, seja lá qual for o seu sonho) é HOJE.

Podemos realizar todos os sonhos que desejamos fortemente, pois só quando realmente queremos e desejamos algo com muita intensidade é que nos colocamos em ação para realiza-lo e, incrivelmente, tudo parece se encaixar perfeitamente para que eles aconteçam; somos fortes e destemidos, tal qual como na juventude.

Então, eu deixo a pergunta para você refletir: Você tem sido um realizador ou um atropelador de sonhos?