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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Feliz 2013!


Quando chega o final do ano é muito comum que as pessoas façam uma retrospectiva sobre aquele ano que se vai e é também muito comum que elas se deem conta de que menos da metade de suas promessas foram cumpridas. Isto acontece porque a maioria das pessoas acaba por criar expectativas altas com relação ao ano vindouro e se atira sobre ele como se fosse o  solucionador de todas as coisas que deixaram de ser realizadas até então.
Sonhos que em termos financeiros são de médio ou longo prazo passam a ser sonhados no curto prazo (sim, um ano é um curto prazo!) e com isso acabam se perdendo pelo caminho já que, no fundo, a mente sabe que um desejo de realização mais complexo terá que esperar um pouco mais, caso nenhum planejamento financeiro tenha sido feito anos antes.
Sem querer abrir mão de outras oportunidades que surgem ao longo do ano e que podem ser mais acessíveis, as pessoas trocam um sonho de realização por outro e sem um planejamento adequado os votos daquele ano ficam sendo postergados, então, para o próximo e para o próximo e para os próximos anos, até que elas se coloquem em ação e estejam determinadas a conquistá-los.
As últimas pesquisas apontam que 60% das famílias brasileiras estão endividadas e isto evidencia que as pessoas não se planejam para alcançar sonhos. As pessoas simplesmente lançam à sorte os seus sonhos e os realizam de qualquer jeito, a qualquer custo.
Sonhar é preciso, mas melhor ainda é realizá-lo de forma tranquila, sem prejuízos financeiros.
Para o ano vindouro, além de muita saúde, paz e felicidade, desejamos a todos doses extras de disciplina, entusiasmo, persistência, fé, determinação, planejamento, estratégia, sentido de realização e uma vontade inabalável de prosperar em todas as áreas de suas vidas.
Feliz 2013!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cada fim é a semente de um novo começo

Imagem: dreamstime
Mais um ano vai chegando ao fim e veja quanta coisa você realizou em 2011. Ufa! Estou certa que não foi pouco.

A cada Natal que se aproxima e a cada Ano que se vai, somos tendenciosos a olhar pouco pelo o que construímos ao longo do ano que parte e já começamos a pensar nas promessas para o próximo ano.

Pense e responda: você conseguiu realizar suas promessas do ano passado ou nem se lembra do que havia prometido a si próprio? 

Então, você está se desviando de seus sonhos? Por que? Talvez, por que esteja na correria do dia a dia? 

Aliás, o grande motivo do estresse nas pessoas vem da própria ignorância em acreditar que tudo é um caso de emergência e isto inclui a própria vida.

Ao entrar neste ritmo, você talvez nem perceba quanta coisa você realizou em 365 dias. De forma acertada ou não, isto não importa agora. O que importa é que se você não parar agora para ver tudo o que realizou, como foi que conseguiu (ou não) realiza-las, você muito provavelmente continuará seguindo com sua vida sem aprender: nem pelos acertos e nem pelos erros cometidos.

Dar-se um tempo e olhar para o seu passado recente é uma forma de aprender sobre si mesmo, de se auto avaliar para assim poder desenhar o seu presente e projetar o seu futuro.

É importante que você se lembre que seu passado, seu presente e seu futuro estão interligados.

O que você tem aprendido ao longo da jornada da sua vida? Em qual nível sua vida está agora? Do jeito que você havia prometido a si mesmo na passagem do ano passado? Você traçou algum plano e o seguiu para construir seus sonhos ou está construindo “do jeito que der”? Você deu a devida importância ao que deveria ser dada a devida importância ou desviou-se no meio do caminho?

Responda a si mesmo estas perguntas simples e conseguirá enxergar a forma como está construindo seu futuro e, assim, você poderá entender porque a sua vida está exatamente onde ela está hoje e – vou além - se continuar realizando dessa mesma forma, será desse mesmo jeito que encontrará o seu futuro.

Cada fim é a semente de um novo começo e, por isso, é importante que você pare de vez em quando para dar uma “espiadinha” no que você está construindo para si próprio. Consulte a “planta” inicial e veja se você se desviou do plano original. Se sim, pergunte-se “Por que?”. Corrija o erro e continue firme em seu propósito.

É preciso que você esteja certo do resultado que quer ver no final.

Se você julga que pode melhorar sua vida em vários aspectos, então, melhore. Não fique cheio de planos na cabeça para a virada do ano. Coloque-se em movimento agora.

Crie sua lista de realizações para 2012, descreva quais ferramentas você irá precisar para concretizar seus sonhos, faça o seu planejamento e coloque-se onde desejará estar daqui a um ano, mas comece hoje!

Não lance sua nova semente ao vento. Plante-a em seu jardim e cuide bem dela, pelo seu bem estar.

À nossa prosperidade.

Um brinde ao promissor 2012.

sábado, 17 de abril de 2010

Alfabetização Financeira - Jornal Valor Econômico







Imagem: Dreamsimage


Mesada e finanças da família são as duas noções básicas
Jacilio Saraiva, para o Valor, de São Paulo

16/04/2010

Como criar filhos mais conscientes em relação ao dinheiro? A administração de uma mesada pode ajudar as crianças a cuidarem melhor das finanças no futuro? Quatro especialistas em educação financeira garantem que a mesada é uma iniciativa positiva, mas deve ser pontual e apresentada aos filhos a partir dos cinco anos de idade. Para manter o equilíbrio monetário no ambiente doméstico, os pais também devem evitar dívidas, planejar investimentos em poupança e previdência privada, além de manter conversas frequentes com os filhos sobre a real condição financeira da família. "É necessário quebrar o tabu de que não se conversa com criança sobre dinheiro", afirma a educadora financeira Silvia Alambert.

Para a especialista, a hora certa para falar de finanças com as crianças é quando elas começam a pedir "coisas". "A partir dos cinco anos, a criança vai ter uma percepção inicial sobre o dinheiro e já consegue realizar escolhas", diz. "Estará mais aberta a receber informações que poderão ser valiosas para o resto da vida."

Sílvia, que é diretora do The Money Camp Brasil, um programa de educação financeira que treinou mais de 2 mil jovens e crianças nos últimos quatros anos, acredita que o pagamento de mesada para os filhos é importante - mas a decisão depende de cada família.

"É uma ação positiva desde que os pais consigam transmitir conceitos de educação financeira e orientem as crianças sobre o uso do dinheiro", afirma. "A mesada permite que as crianças tenham contato com valores e sintam-se confortáveis com o seu manuseio, pois, ao crescerem, terão de lidar com esse assunto todos os dias."

De acordo com Sílvia, a mesada pode ser dada a partir dos cinco anos, com valores pequenos que aumentam à medida que a criança cresce. "Dessa forma, ela se sentirá responsável pelas próprias economias", diz. "A quantia não pode ser muito baixa a ponto de excluir a criança do seu grupo social, nem tão alta que o jovem não consiga realizar um esforço de planejamento para garantir objetivos maiores."

O importante, segundo ela, é que a oferta "caiba dentro do bolso da família" e passe a ser tratada como um acordo entre pais e filhos, com um dia marcado para o recebimento. "Caso contrário, se os pais quebrarem o trato, as crianças poderão entender as pessoas e o dinheiro como não confiáveis." (...)

Silvia diz que para criar filhos mais econômicos, deve-se mostrar a verdade sobre a condição financeira da família, conversar sobre como uma escolha poderá se refletir no futuro de todos e ainda apresentar a "logística" do dinheiro dentro de casa. Ela lembra que não é preciso que os pais digam quanto ganham, mas é importante não criar cenários falsos em relação à situação econômica familiar.

"Há pais que fazem contorcionismos para esconder momentos de dificuldade econômica ou, pior, só abrem o jogo quando a situação está à beira do precipício". Quando isso acontece, os filhos sentem-se enganados por terem sido excluídos de uma situação doméstica. "É necessário conversar sobre dinheiro. Os jovens têm uma percepção muito maior sobre o assunto do que os pais imaginam."

Além da mesada, os especialistas garantem que há outras formas de iniciar as crianças no caminho da educação financeira. "O uso dos cofrinhos para moedas também ajuda a criança a economizar", diz Domingos. "Os filhos precisam entender que, com o dinheiro guardado, poderão atingir objetivos da mesma forma que os adultos poupam para realizar seus planos."

Para o consultor de investimentos Márcio Nobre, os pais devem compartilhar com os filhos o orçamento da casa. "Esse assunto pode ser discutido e, se possível, até com a ajuda de uma planilha que mostre os gastos de energia, água e telefone", diz. "A economia é incentivada e deve ser explicado que, se as despesas continuarem altas, a mesada pode não ser mensal."

Os chefes da família precisam se organizar para pavimentar o futuro do casal e dos filhos. "O casal deve poupar parte dos ganhos para garantir despesas com estudos e com a aposentadoria". É recomendável, segundo ele, contribuir mensalmente com um plano de previdência privada, além de reservar uma economia para investir em renda fixa e variável - se o orçamento permitir. "Se não está sobrando nada para poupar, deve-se rever o orçamento doméstico para que sobre alguma coisa."

Para Nobre, entre as causas mais comuns de endividamento das famílias estão o hábito de não poupar e o incentivo desenfreado ao consumo. "Com a facilidade de crédito, o ato de gastar sem necessidade, apenas por causa de uma promoção ou pela facilidade de pagar em suaves prestações, leva ao acúmulo de contas", diz.

Quando a dívida for feita, é preciso eliminar primeiro as contas que cobram as taxas de juros maiores. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a dívida mais comum é o cartão de crédito, com 72,5% do total das obrigações, seguido de carnês (27,4%) e financiamento de veículos (12,5%). "Por conta dos juros, as dívidas de cheque especial e de cartão de crédito devem ser evitadas a todo custo", diz Luiz Simões, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

Planos para reduzir gastos caseiros

Na casa da empresária Simone Freire, conversas sobre o uso consciente do dinheiro estão na pauta do dia desde que o filho mais novo tinha cinco anos. "O lema aqui é não ser perdulário, evitar a compra de roupas de marca e avaliar a necessidade de adquirir qualquer supérfluo", diz Simone, casada e mãe de Eduardo, 21 anos; Giovana, 15 e Giulia, nove anos. A estratégia tem dado certo. Giovana acaba de voltar de uma viagem "econômica" aos Estados Unidos e Eduardo vai trocar o seu primeiro carro somente com as economias que conseguiu acumular. Além de conversas frequentes, a educação financeira da família é estimulada por uma planilha de entradas e despesas.

Segundo Simone, os filhos só conseguiram receber mesada por iniciativa da avó, a partir de 2009. Ganham de R$ 50 a R$ 150 por mês, cada um. Para ajudá-los na administração do dinheiro, montou uma planilha com as entradas e gastos mensais. "Apesar de terem mais liberdade para usar o dinheiro que recebem, não podem comprar tudo o que veem pela frente."

O filho mais velho Eduardo, estagiário em um banco há dois anos, conseguiu economizar e pagou a metade do valor do primeiro carro com o próprio dinheiro. Agora, se prepara para comprar um modelo mais novo - e vai arcar sozinho com a troca.

Segundo a psicóloga Márcia Dolores Rezende, educar financeiramente as crianças é um convite para os pais reverem crenças em relação ao dinheiro e à forma de utilizar o recurso. "Pais saudáveis financeiramente também formarão filhos saudáveis", diz. "Ao mesmo tempo, pais com postura perdulária ou de comportamento mesquinho terão grandes chances de desenvolver nos filhos crenças limitantes em relação ao dinheiro e ainda comprometerem a educação financeira da família."

Simone e o marido, que trabalha na área de seguros, finalizam a construção de uma nova casa para a família. "Discutimos com as crianças desde o preço do papel de parede que vamos usar nos quartos até o modelo dos televisores", lembra. No início do ano, a filha do meio, Giovana, preferiu uma viagem de 14 dias à Disney a uma festa de 15 anos. Levou US$ 2 mil e conseguiu comprar presentes.

Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, o controle das finanças pode ser feito com uma reunião familiar mensal ou bimestral. "É um bom começo para que as crianças saibam que o dinheiro é um objeto de troca e que as despesas de uma casa sejam conhecidas por todos", avalia. "Quando os filhos entram nesse processo desde cedo são capazes de fazer uso consciente do dinheiro e entendem que gastar mais poderá eliminar benefícios como um presente ou uma viagem de férias."

Segundo a educadora Sílvia Alambert, uma boa alternativa para controlar os gastos caseiros é fazer um plano de economia e gastos. "Com esse hábito, fica mais fácil visualizar onde está o excedente que não permite uma vida financeira tranquila e enxergar o ralo por onde o dinheiro está escoando."

Para o consultor financeiro Márcio Nobre, fazer uma força- tarefa com toda a família para economizar em gastos essenciais como luz, água e telefone também pode ajudar a manter o orçamento doméstico nos trilhos. "A educação financeira deveria ser uma matéria básica do ensino fundamental nas escolas." (J.S.)