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sábado, 10 de março de 2012

5 Fatores que levam às dívidas



Conheça 5 fatores que levam às dívidas

Leia os motivos apontados por especialistas e evite cair na armadilha da falta de planejamento financeiro

Publicada em 05/03/2012 às 20:06 - São Paulo - Redação InfoMoney

Dívidas, dívidas e mais dívidas. As pendências financeiras mensais, como parcelas do cartão de crédito e pagamentos dos financiamentos, estão entre os principais problemas dos consumidores quando o assunto é orçamento. A grande questão é: por que as pessoas contraem tantas dívidas?

Dados da Confederação Nacional do Comércio mostram que, em fevereiro deste ano, de todos os endividados brasileiros, mais de 70% tinham dívidas no cartão de crédito e outros 20% tinham dívidas no carnê. Confira alguns motivos indicados por especialistas para se endividar:

1 - Razão versus emoção - os educadores explicam que a emoção é o principal problema que leva as pessoas a consumirem irresponsavelmente e, como consequência, acumularem mais e mais dívidas. “Na maioria das vezes, as decisões que tomamos são emocionais e não racionais. A gente usa a razão apenas depois, quando tentamos justificar o porquê de tomarmos tais decisões”, analisa Valter Police.

A lógica é simples: tomada pelo desejo de adquirir certo bem, boa parte dos consumidores simplesmente não espera até ter dinheiro suficiente e acaba parcelando no cartão, sem ponderar o quanto aquelas parcelas vão comprometer sua renda futura.

2 - Falta de planejamento - o problema se torna ainda mais grave sem planejamento financeiro, ou seja, sem ter claro tudo o que vai entrar e tudo que vai sair ao final do mês. A educadora financeira, Silvia Alambert, diz que esse processo deve se tornar um hábito.

“Num primeiro momento vai ser difícil mudar o comportamento em relação ao dinheiro, mas depois fica mais fácil”, avalia.

3 - A instabilidade futura – outro fator que colabora para o acúmulo de dívidas e decorre da falta de planejamento é a instabilidade futura. Se hoje você está empregado e a economia está aquecida, amanhã o País pode entrar em uma forte crise e você se juntar ao grupo dos desempregados.

Com um planejamento financeiro, o consumidor deve poupar para enfrentar momentos de crise, explica a educadora financeira. Além dos altos e baixos da economia, vários imprevistos podem acontecer, como um problema grave de saúde, um conserto mais caro do carro. São imprevistos que levam a pessoa a recorrer ao crédito mais caro, já que não possui reserva financeira própria para lidar com isso.

4 - Vivendo fora da realidade - outro fator que estimula dívidas é querer viver fora da sua realidade financeira. Isso acontece por diversos motivos. Jovens, por exemplo, ao estudarem em escolas em que o perfil médio é de uma classe social acima da deles, acabaram querendo se encaixar nesse perfil e vão afundando nas dívidas.

Na prática, ele vai tentar se igualar comprando produtos com o dinheiro que não tem, ou seja, parcelando. O problema é que isso se torna impossível de sustentar a longo prazo, explica o educador.

Adultos também têm esse tipo de comportamento, financiando carros com valores que não fazem parte da sua realidade financeira ou mesmo comprando imóveis acima do seu padrão de vida.

5 - Crédito fácil - se os consumidores só quisessem comprar, mas fossem limitados por conta da falta de crédito, a situação talvez não fosse tão preocupante. O problema é que bancos e instituições financeiras cada vez mais facilitam a concessão, oferecendo até opções pré-aprovadas com juros altos no cartão de crédito.

Toda essa facilidade em obter crédito, somada ao comportamento irresponsável e à falta de planejamento financeiro, inevitavelmente leva às dívidas.
      

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ser bem Sucedido é um Desafio

Imagem: dreamstime.com
Ontem, trocando informações em um grupo de Educação Financeira no FB (aliás, dentro do FB, o grupo com mais especialistas, educadores e psicólogos  na área financeira), surgiu um post do blog do André Massaro (http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2011/11/07/50-para-ler-um-folheto-e-nao-aprender-nada/) que deu início a uma conversa das boas: porque as pessoas preferem deixar de aprender sobre como podem usufruir de uma vida financeira tranquila, sem preocupações, a terem que se inscrever em algum curso e se educarem financeiramente ou recorrerem a um especialista financeiro, um coach, para que possam ser ensinados sobre como terem uma relação amigável com o dinheiro?
Eu compreendo claramente que a questão é comportamental e, inclusive, por educar crianças e jovens financeiramente, já ouvi coisas de toda sorte.
"Educação financeira para crianças vai ensinar a criança a ser capitalista" (como assim? Onde eu estive esse tempo todo?) ou " Isso é bobagem. Ele vai aprender com a vida." (ãn??) 
Tudo bem. Cada um vê o que quer ver e tem a liberdade de julgar como quiser e a questão aqui nem é essa.
Estes são apenas exemplos para demonstrar que pela própria colocação dos adultos, entendemos que quando o tema "dinheiro" e "finanças pessoais" é aberto, ele causa uma certa repugnância e desconforto a alguns poucos grupos, ainda que todos entendam que ele se faz necessário no nosso dia a dia.
Por essas e outras é que eu insisto em afirmar que não se trata do dinheiro em si, mas sobre o que as pessoas pensam dele, como vêem o dinheiro em suas vidas e sobre as duas únicas finalidades que acreditam que ele tenha sido criado.
Um exemplo simples: a loja que você adora lhe manda um lindo encarte ou revista com o seu nome impresso, informando sobre toda a coleção verão 2012 em lançamento na loja. Aquilo fica na sua cabeça. Você tem que ir lá, pelo menos para ver. Vai e POW... faz umas contas rápidas de cabeça , acredita que dá tudo certo, que sempre deu de um jeito ou de outro e passa o cartão de débito, de crédito, predata cheque, dá um jeito. " Tudo bem", você pensa, " eu merecia mesmo". 
Então, e portanto, não é o encarte da loja, nem a loja, nem o sistema, nem a administradora do cartão, nem o banco que te liberou o talão e  muito menos do Marcos Pontes que saiu da órbita terrestre e deu tudo certo. É VOCÊ  e a forma como você lida com suas finanças pessoais.
É o seu comportamento com o dinheiro, são as coisas que você acredita com relação a ele. Estas mesmas coisas que lhe fazem ver logo é uma muralha da China à sua frente quando o assunto é "suas finanças pessoais" e que lhe impedem de ir além, de promover o seu auto conhecimento, o seu crescimento financeiro e, consequentemente, de permitir a sua liberdade para que você possa realizar mais em sua vida e na vida de outras pessoas. Isto é, se você acreditar que é isso que você quer para você, claro.

Pelas coincidências do Universo, recebi este artigo que vinha exatamente tratar sobre estas questões e julguei que você também iria gostar de ler isso.

Inicie a mudança que você quer na sua vida financeira. Eu torço pelo seu sucesso em todas as áreas de sua vida. Namastê.

Por Jim Rohn

Texto original em inglês: www.jimrohn.com
Tradução livre: Silvia Alambert


Em qualquer área da vida, qualquer um pode ser bem sucedido, embora ser bem sucedido seja um desafio. Se não fosse, estou certo que a maioria das pessoas já seria bem sucedida, mas para cada pessoa que está colhendo os frutos da árvore do sucesso, muitos ainda estão examinando as raízes. Elas estão tentando descobrir como. Elas estão confusas e perplexas pelo o que parece ser um segredo estranho, complexo e inatingível que precisa ser revelado, já que o sucesso é para ser apreciado. Enquanto a maioria das pessoas vive pressionada para ganhar a vida, um número muito menor de pessoas parecem ter o vento sempre soprando a seu favor. Ao invés de apenas ganharem a vida, este número menor de pessoas está altamente comprometido em projetar e desfrutar desse tesouro. Tudo parece funcionar para elas, enquanto o grupo maior de pessoas se apóia em apenas pensar sobre como a vida é desigual, complicada e injusta.

"Eu sou uma pessoa boa, como é possível eu ter que ficar vivendo assim?" perguntam-se estas pessoas a si mesmas. “ Eu trabalho pra caramba, às vezes até mais que outras pessoas.”, pensam as pessoas enquanto se esparramam no sofá para mais um programa de TV. Você deve perceber que você tem que ser mais do que uma pessoa boa, mais do que um bom trabalhador. Você tem que se tornar é um bom planejador e um bom sonhador. Você tem que visualizar o futuro antecipado no presente.

Você terá que se colocar em ação e se preparar para longas horas de aprendizagem e se preparar emocionalmente para aprender a lidar com revezes e frustrações. Você terá que aprender a apreciar a disciplina e de se colocar no ritmo de ter que realizar coisas que lhe pareçam desconfortáveis a tal ponto que você olhe para elas e pense: “ Agora me parece bem mais fácil de fazer”. Você terá que se preparar e sentir-se disposto a encarar os obstáculos se quiser obter êxito na sua empreitada, porque desafios fazem parte do processo até o êxito. Agora que o “ser bem sucedido” se parece mais com um menu de muitas atividades, é preciso que você saiba que o processo de deixar o grande grupo e partir para o menor, isto é, sair da média e diferenciar-se, não é tão difícil. Pensar se quer realmente realizar algo é a parte mais trabalhosa. Antecipar todos os esforços, projetar as mudanças e se disciplinar para realizar é de longe o mais complicado. Encarar e superar os desafios é uma experiência excitante. É algo que enleva a alma e a mente e que torna você diferente daquilo que você costumava ser. Os desafios exercitam os músculos cerebrais e fazem com que você se sinta melhor e mais preparado para o próximo obstáculos que irá surgir.

Eu costumo dizer com freqüência que para termos mais, precisamos primeiramente nos tornarmos mais e que para nos tornarmos mais, nós precisamos dar início a um processo de mudança interior consciente de dar mais trabalho a nós mesmos, mais do que em qualquer outra coisa. Mas, além de adquirirmos novos conhecimentos, descobrirmos novas habilidades e vivenciarmos novas experiências, é importante descobrirmos também novas emoções. É como nos sentimos em relação ao que sabemos que faz a grande diferença em como nossa vida se tornará. Como nos sentimos em relação às chances e escolhas que nós temos é que determinará a intensidade de nosso esforço. Se nós iremos tentar ou não. Se iremos aderir ou não. Se acreditamos ou não. Se realmente amamos a nossa ideia ou não.

Pense um pouco e descubra seus pontos fortes com relação a sua vida e sobre o que você quer fazer com esta vida que lhe foi dada. Você provavelmente tem muito conhecimento e muitas experiências e, talvez, muitas habilidades que lhe permitirá ser bem sucedido. O que pode ser que lhe esteja faltando seja aquele sentimento forte sobre o que você quer para você e sobre o que você quer fazer. Talvez você seja uma daquelas pessoas que se tornou tão envolvida no processo de ganhar a vida que se esqueceu de suas escolhas e das oportunidades que você criou para a sua própria vida.

Deixe que estes sentimentos tomem conta de você e lhe ajudem a dar aquela outra olhada em sua vida para que você veja para onde está indo. Além do mais, você só tem uma vida nesta vida, pelo menos neste planeta. Então, por que não fazer da conquista uma aventura? Por que não descobrir tudo o que você pode fazer e tudo o que você pode ter? Por que não descobrir a quantos mais você poderá ajudar e, no processo, ajudar a si mesmo?

Por que não desafiar o seu sucesso agora?

- Jim Rohn

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Coisas que você esqueceu de avisar ao seu cérebro


Imagem: dreamstime.com


A vida anda em um ritmo tão acelerado que mal nos damos conta das “extravagâncias” que realizamos com o nosso dinheiro no dia a dia. É quase como se andássemos o dia inteiro ligados no piloto automático e, assim, mal observamos que nosso dinheiro escorre pelas nossas mãos. É muito comum, ao final do dia, abrir a carteira e levar um choque ao se deparar com um monte de notas trocadas, moedas ou vias amarelas e azuis de cartões e ficar se indagando como aquilo aconteceu ao longo de um único dia: é nota de combustível, de porcarias compradas na lojinha de conveniência do posto em que o veículo foi abastecido, do supermercado que alguém pediu para passar antes de voltar para casa, de café na padaria antes de entrar no trabalho e assim vai.
Se você observar com atenção e colocar todas estas despesas na ponta do lápis, encontrará aí um grande ralo por onde escorre o seu dinheiro.
Por este motivo, convido vocês a estarem atentos ao seu cérebro - está máquina maravilhosa que pode ser seu grande aliado ou um “exterminador” de seu sucesso financeiro, já que é lá que também estão instalados os seus arquivos com seus pensamentos e crenças sobre o uso do dinheiro - e determinarem a ele o “modus operandi”. Para determinar essa nova forma de executar, porém, será necessário um esforço de sua parte para que você crie novos procedimentos e, para isso, você deverá estar atento para que ele, o seu cérebro, não volte a trabalhar no “modo automático”.
O transporte público
Quem trabalha nas grandes cidades e depende do transporte público sabe o transtorno que é se servir dele para chegar ao trabalho e quem já teve a oportunidade de conquistar o seu próprio carro, sabe o quanto é difícil ter que deixa-lo na garagem para utilizar transporte público. Apesar de o transporte público gerar uma boa economia, quem tem um carro à disposição dificilmente abre mão dele para ir trabalhar. Em contrapartida, as despesas com manutenção e combustível do veículo acabam tomando uma considerável parte da renda do trabalhador. Inteligente mesmo seria buscar alternativas para “rachar” despesas com alguns colegas que não disponham de um carro e desejem chegar com mais tranqüilidade no mesmo local ou até mesmo próximo ao seu local de trabalho. Vale lembrar que para este caso, a economia vem acompanhada de uma dose a mais de responsabilidade com horários, mas vale o esforço, a economia e a eterna gratidão do meio ambiente.
No trabalho
É muito comum naquela meia horinha do retorno do horário do almoço, ficar dando voltinhas para ver as vitrines das lojinhas que ficam ao redor de onde está instalada a empresa (isso quando não tem um Shopping ao lado!!). Eis o perigo: sempre há quem convide para tomar o cafezinho expresso ou comer um doce antes de voltar ao trabalho ou mesmo a pessoa se deparar em frente a lojas e se lembrar que estava precisando mesmo comprar alguma coisa que tinha esquecido. Pronto. Esteja alerta: é preciso ou você só quer comprar porque não está fazendo nada mesmo?
 Em viagens
Afinal de contas, porque você viajou se era para ficar com um escorpião na carteira? Essa é a pergunta que é puxada do arquivo “diversão”  e que está armazenada no seu cérebro. E você tende a concordar com ele: “ Estou me divertindo. Por que irei me privar das coisas?”. Seja forte. Se você se programou para gastar um tanto, evite gastar outro tanto. Antes um escorpião na carteira do que um tatu na conta corrente ou na fatura do cartão de crédito. 
 Em casa
Ficar sem fazer nada em casa é a mesma coisa que ouvir aquela voz interior dizer: “Preciso arrumar uma forma de gastar dinheiro sem sair de casa.” Muitas pessoas juram por tudo o que é sagrado que não sairão no final de semana porque não podem gastar dinheiro. Entediadas, pegam a agenda de contatos do telefone celular e ligam para os amigos do telefone fixo para o telefone móvel ( a tarifa chega a R$ 1,09 o minuto!!!) e até deixam recados em caixas postais de todos os celulares desligados dos amigos. Sentindo-se solitárias, as pessoas tendem a cometer mais erros com o dinheiro do que imaginam. Decididas a não sair para gastar, chamam os amigos em casa e ligam para a pizzaria.
 Aparelhos eletrônicos
Tecnologia : tem até quem não entenda a funcionalidade, mas que certamente já tenha adquirido um IPad2 ou uma TV LED  Full HD c/ Entradas HDMI e USB e Conversor Digital. O consumismo exacerbado e a necessidade de “parecer ser”, faz com que milhares de pessoas tenham a ilusão que serão “descoladas” ou “plugadas” somente porque possuem o último lançamento de um eletrônico (nem que seja parcelado em “n” vezes). As pessoas nem percebem que compram itens cujas funcionalidades pouco servem para as suas necessidades. Desperdiçam dinheiro que poderia ser mais bem empregado em algo que tenha mais a ver com o que elas realmente curtem ou necessitam ou mesmo para criarem reservas para o futuro. Conheço casos de pessoas que compram celulares sofisticados não porque precisam ou saibam utilizar os recursos, mas porque “a câmera tem não sei quantos mega pixels”. Oras, compre uma câmera digital, então, e vá fazer um curso de fotografia. Com isso, quem sabe, o hobby se torna algo profissional e a pessoa ainda faz um dinheiro extra.
Passeios aos finais de semana
Como a maioria das pessoas não se planeja adequadamente, o montante do dinheiro que elas fazem ao longo do mês tem que cobrir tudo o que vier pela frente: contas, moradia, alimentação, educação, combustível, seguros, limite de cheque especial, diversão, etc. Dessa forma, e sem prestarem atenção que estão vivendo não com 100%, mas com "300%" da renda que fazem,  há pessoas que insistem em dizer que não sobra dinheiro para a diversão, mas que saem para pequenos programas todos os finais de semana. Escuto muitas coisas do tipo: “ Só fui a uma baladinha no sábado” ou “Viajamos para uma pousada baratinha” e ainda“ Fomos ao parque e depois fomos almoçar no shopping ”. Isso não é diversão? O que seria, então, diversão? Poder sair e gastar mais dinheiro? Se diversão significar gastar mais dinheiro, então saia somente em um final de semana com o dinheiro acumulado dos quatro finais de semana.
Passeios não deveriam estar atrelados ao pensamento de que é obrigatório sair para passear todos os finais de semana e nem tampouco de ter que se gastar muito dinheiro. Piora o passeio se for realizado de forma aleatória, sem nenhum planejamento anterior. A não ser que você queira ver o limite do seu cheque especial, por exemplo, indo passear em outras mãos.
Filhos
Costumo dizer que os filhos são os nossos melhores vendedores. Eles nos vendem tudo. Cheios de técnicas e artimanhas, eles são capazes de convencer os pais desatentos a comprarem desde coisinhas alimentícias antes do jantar até ingressos de R$ 700,00 em shows ou games infindáveis. Ao final das contas, eles conseguem fazer com que os pais embarquem nos desejos desenfreados de consumo deles e fazem com que os pais também sobreponham esses desejos como sendo uma prioridade e esteja um nível acima de qualquer necessidade da família, sem se importarem se com essa atitude eles estarão afetando o orçamento e mesmo o futuro financeiro da família.
Os pais devem entender que eles são dotados de poderes mágicos para fazer com que os filhos entendam sobre as relações de consumo, já que são eles os detentores do dinheiro. Acontece, porém, que no ritmo frenético em que as coisas acontecem e a supervalorização do TER, os pais por também estarem buscando a realização de sonhos a qualquer preço, abrem mão de pensarem no futuro financeiro da família para realizarem sonhos de consumo de maneira imediata e desorganizada. Assim, os filhos vão criando uma imagem distorcida com relação à linguagem das relações entre trabalho, dinheiro e consumo.
Quando a família trabalha estas relações junto aos filhos, todo mundo ganha e a criança passa a ser mais determinada com as coisas que realmente tem importância e que farão diferença na vida dela. Temos alguns exemplos de crianças dentro do programa, mas este foi um bem marcante em virtude da tranqüilidade da aluna ao expor ao grupo porque a opção de viagem de férias foi postergada naquele ano: “Estamos terminando de reformar a nossa  casa e isso gasta muito dinheiro. Meu quarto vai ser lindo e eu já estou escolhendo os objetos que eu quero.”

Entendo que tudo isto é uma questão de incorporar novos hábitos em sua vida e isso não acontecerá de uma hora para outra, mas desde que você realmente queira, é possível iniciar um processo de mudança e mudar. 
Todos esses hábitos que você tem hoje, ocorreram em virtude das informações que você recebeu, processou e se condicionou a fazê-los. Todas estas informações estão lá armazenadas no seu cérebro.
Pelo menos, tente.
Cada vez que você se der conta de que seu pensamento está lhe tentando a cometer um hábito que colocará seu esforço financeiro por água abaixo, olhe para o seu cérebro e diga: " Xô. Este pensamento não lhe pertence mais!"

“Suas convicções se tornam seus pensamentos.
Seus pensamentos se tornam suas palavras.
Suas palavras se tornam suas ações.
Suas ações se tornam seus hábitos.
Seus hábitos se tornam seus valores.
Seus valores se tornam seu destino.” ~Mahatma Gandhi


Quem ama, também educa financeiramente.