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sábado, 10 de março de 2012

5 Fatores que levam às dívidas



Conheça 5 fatores que levam às dívidas

Leia os motivos apontados por especialistas e evite cair na armadilha da falta de planejamento financeiro

Publicada em 05/03/2012 às 20:06 - São Paulo - Redação InfoMoney

Dívidas, dívidas e mais dívidas. As pendências financeiras mensais, como parcelas do cartão de crédito e pagamentos dos financiamentos, estão entre os principais problemas dos consumidores quando o assunto é orçamento. A grande questão é: por que as pessoas contraem tantas dívidas?

Dados da Confederação Nacional do Comércio mostram que, em fevereiro deste ano, de todos os endividados brasileiros, mais de 70% tinham dívidas no cartão de crédito e outros 20% tinham dívidas no carnê. Confira alguns motivos indicados por especialistas para se endividar:

1 - Razão versus emoção - os educadores explicam que a emoção é o principal problema que leva as pessoas a consumirem irresponsavelmente e, como consequência, acumularem mais e mais dívidas. “Na maioria das vezes, as decisões que tomamos são emocionais e não racionais. A gente usa a razão apenas depois, quando tentamos justificar o porquê de tomarmos tais decisões”, analisa Valter Police.

A lógica é simples: tomada pelo desejo de adquirir certo bem, boa parte dos consumidores simplesmente não espera até ter dinheiro suficiente e acaba parcelando no cartão, sem ponderar o quanto aquelas parcelas vão comprometer sua renda futura.

2 - Falta de planejamento - o problema se torna ainda mais grave sem planejamento financeiro, ou seja, sem ter claro tudo o que vai entrar e tudo que vai sair ao final do mês. A educadora financeira, Silvia Alambert, diz que esse processo deve se tornar um hábito.

“Num primeiro momento vai ser difícil mudar o comportamento em relação ao dinheiro, mas depois fica mais fácil”, avalia.

3 - A instabilidade futura – outro fator que colabora para o acúmulo de dívidas e decorre da falta de planejamento é a instabilidade futura. Se hoje você está empregado e a economia está aquecida, amanhã o País pode entrar em uma forte crise e você se juntar ao grupo dos desempregados.

Com um planejamento financeiro, o consumidor deve poupar para enfrentar momentos de crise, explica a educadora financeira. Além dos altos e baixos da economia, vários imprevistos podem acontecer, como um problema grave de saúde, um conserto mais caro do carro. São imprevistos que levam a pessoa a recorrer ao crédito mais caro, já que não possui reserva financeira própria para lidar com isso.

4 - Vivendo fora da realidade - outro fator que estimula dívidas é querer viver fora da sua realidade financeira. Isso acontece por diversos motivos. Jovens, por exemplo, ao estudarem em escolas em que o perfil médio é de uma classe social acima da deles, acabaram querendo se encaixar nesse perfil e vão afundando nas dívidas.

Na prática, ele vai tentar se igualar comprando produtos com o dinheiro que não tem, ou seja, parcelando. O problema é que isso se torna impossível de sustentar a longo prazo, explica o educador.

Adultos também têm esse tipo de comportamento, financiando carros com valores que não fazem parte da sua realidade financeira ou mesmo comprando imóveis acima do seu padrão de vida.

5 - Crédito fácil - se os consumidores só quisessem comprar, mas fossem limitados por conta da falta de crédito, a situação talvez não fosse tão preocupante. O problema é que bancos e instituições financeiras cada vez mais facilitam a concessão, oferecendo até opções pré-aprovadas com juros altos no cartão de crédito.

Toda essa facilidade em obter crédito, somada ao comportamento irresponsável e à falta de planejamento financeiro, inevitavelmente leva às dívidas.
      

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mude Tudo o que Te Incomoda

Imagem de propriedade da The Money Camp Brasil. 2012
Todos os direitos reservados.
Ao deixarmos nossa zona de conforto e partirmos em busca de novas possibilidades para a nossa vida, abrimos nossa mente para uma terceira visão, isto é, passamos a enxergar coisas que pareciam só serem vistas pelo outros.
Ao abrirmos esta visão, transformamo-nos, experimentamos um novo jeito de ser e de olhar as coisas, as pessoas, o mundo, transformamos nossa natureza e começamos a verdadeira jornada da nossa vida. 
Presenteie-se abandonando velhos hábitos, julgamentos e crenças que talvez já estejam ultrapassados dentro do novo modelo de vida que você quer viver.
Acredite. Mudar é possível e só depende de VOCÊ!

A Fábula do Escorpião e da Tartaruga 
Um escorpião chegou à beira de um rio e vendo uma tartaruga na água perto de onde se encontrava, disse:
- Tartaruga, tu me transportarias sobre teu casco para que eu possa atravessar para a outra margem?
- Escorpião, isso não me custaria nada, mas como posso ter certeza de que não me irás matar com teu veneno? Todos sabem como picas quem quer que se coloque ao alcance do teu ferrão.
- Ora, mas como eu poderia fazer isso? Se eu te picar, e vires a morrer, eu afundo e também morrerei afogado.

A tartaruga achou que o argumento fazia sentido. Mandou que o escorpião se acomodasse sobre seu casco e iniciou a travessia. Mas antes de chegar ao meio do rio sentiu o mortal ferrão cravando em seu pescoço.

- Escorpião! – falou, já desfalecendo – por que fizeste isso? Em poucos segundos afundarei levando-te junto. Como poderás livrar-te do destino que tu mesmo traçaste?
- Desculpe, Tartaruga – disse o Escorpião, já sendo coberto pela água e sabendo-se também afogado dali a instantes – Mas não consigo me conter: é a minha natureza.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Coisas que você esqueceu de avisar ao seu cérebro


Imagem: dreamstime.com


A vida anda em um ritmo tão acelerado que mal nos damos conta das “extravagâncias” que realizamos com o nosso dinheiro no dia a dia. É quase como se andássemos o dia inteiro ligados no piloto automático e, assim, mal observamos que nosso dinheiro escorre pelas nossas mãos. É muito comum, ao final do dia, abrir a carteira e levar um choque ao se deparar com um monte de notas trocadas, moedas ou vias amarelas e azuis de cartões e ficar se indagando como aquilo aconteceu ao longo de um único dia: é nota de combustível, de porcarias compradas na lojinha de conveniência do posto em que o veículo foi abastecido, do supermercado que alguém pediu para passar antes de voltar para casa, de café na padaria antes de entrar no trabalho e assim vai.
Se você observar com atenção e colocar todas estas despesas na ponta do lápis, encontrará aí um grande ralo por onde escorre o seu dinheiro.
Por este motivo, convido vocês a estarem atentos ao seu cérebro - está máquina maravilhosa que pode ser seu grande aliado ou um “exterminador” de seu sucesso financeiro, já que é lá que também estão instalados os seus arquivos com seus pensamentos e crenças sobre o uso do dinheiro - e determinarem a ele o “modus operandi”. Para determinar essa nova forma de executar, porém, será necessário um esforço de sua parte para que você crie novos procedimentos e, para isso, você deverá estar atento para que ele, o seu cérebro, não volte a trabalhar no “modo automático”.
O transporte público
Quem trabalha nas grandes cidades e depende do transporte público sabe o transtorno que é se servir dele para chegar ao trabalho e quem já teve a oportunidade de conquistar o seu próprio carro, sabe o quanto é difícil ter que deixa-lo na garagem para utilizar transporte público. Apesar de o transporte público gerar uma boa economia, quem tem um carro à disposição dificilmente abre mão dele para ir trabalhar. Em contrapartida, as despesas com manutenção e combustível do veículo acabam tomando uma considerável parte da renda do trabalhador. Inteligente mesmo seria buscar alternativas para “rachar” despesas com alguns colegas que não disponham de um carro e desejem chegar com mais tranqüilidade no mesmo local ou até mesmo próximo ao seu local de trabalho. Vale lembrar que para este caso, a economia vem acompanhada de uma dose a mais de responsabilidade com horários, mas vale o esforço, a economia e a eterna gratidão do meio ambiente.
No trabalho
É muito comum naquela meia horinha do retorno do horário do almoço, ficar dando voltinhas para ver as vitrines das lojinhas que ficam ao redor de onde está instalada a empresa (isso quando não tem um Shopping ao lado!!). Eis o perigo: sempre há quem convide para tomar o cafezinho expresso ou comer um doce antes de voltar ao trabalho ou mesmo a pessoa se deparar em frente a lojas e se lembrar que estava precisando mesmo comprar alguma coisa que tinha esquecido. Pronto. Esteja alerta: é preciso ou você só quer comprar porque não está fazendo nada mesmo?
 Em viagens
Afinal de contas, porque você viajou se era para ficar com um escorpião na carteira? Essa é a pergunta que é puxada do arquivo “diversão”  e que está armazenada no seu cérebro. E você tende a concordar com ele: “ Estou me divertindo. Por que irei me privar das coisas?”. Seja forte. Se você se programou para gastar um tanto, evite gastar outro tanto. Antes um escorpião na carteira do que um tatu na conta corrente ou na fatura do cartão de crédito. 
 Em casa
Ficar sem fazer nada em casa é a mesma coisa que ouvir aquela voz interior dizer: “Preciso arrumar uma forma de gastar dinheiro sem sair de casa.” Muitas pessoas juram por tudo o que é sagrado que não sairão no final de semana porque não podem gastar dinheiro. Entediadas, pegam a agenda de contatos do telefone celular e ligam para os amigos do telefone fixo para o telefone móvel ( a tarifa chega a R$ 1,09 o minuto!!!) e até deixam recados em caixas postais de todos os celulares desligados dos amigos. Sentindo-se solitárias, as pessoas tendem a cometer mais erros com o dinheiro do que imaginam. Decididas a não sair para gastar, chamam os amigos em casa e ligam para a pizzaria.
 Aparelhos eletrônicos
Tecnologia : tem até quem não entenda a funcionalidade, mas que certamente já tenha adquirido um IPad2 ou uma TV LED  Full HD c/ Entradas HDMI e USB e Conversor Digital. O consumismo exacerbado e a necessidade de “parecer ser”, faz com que milhares de pessoas tenham a ilusão que serão “descoladas” ou “plugadas” somente porque possuem o último lançamento de um eletrônico (nem que seja parcelado em “n” vezes). As pessoas nem percebem que compram itens cujas funcionalidades pouco servem para as suas necessidades. Desperdiçam dinheiro que poderia ser mais bem empregado em algo que tenha mais a ver com o que elas realmente curtem ou necessitam ou mesmo para criarem reservas para o futuro. Conheço casos de pessoas que compram celulares sofisticados não porque precisam ou saibam utilizar os recursos, mas porque “a câmera tem não sei quantos mega pixels”. Oras, compre uma câmera digital, então, e vá fazer um curso de fotografia. Com isso, quem sabe, o hobby se torna algo profissional e a pessoa ainda faz um dinheiro extra.
Passeios aos finais de semana
Como a maioria das pessoas não se planeja adequadamente, o montante do dinheiro que elas fazem ao longo do mês tem que cobrir tudo o que vier pela frente: contas, moradia, alimentação, educação, combustível, seguros, limite de cheque especial, diversão, etc. Dessa forma, e sem prestarem atenção que estão vivendo não com 100%, mas com "300%" da renda que fazem,  há pessoas que insistem em dizer que não sobra dinheiro para a diversão, mas que saem para pequenos programas todos os finais de semana. Escuto muitas coisas do tipo: “ Só fui a uma baladinha no sábado” ou “Viajamos para uma pousada baratinha” e ainda“ Fomos ao parque e depois fomos almoçar no shopping ”. Isso não é diversão? O que seria, então, diversão? Poder sair e gastar mais dinheiro? Se diversão significar gastar mais dinheiro, então saia somente em um final de semana com o dinheiro acumulado dos quatro finais de semana.
Passeios não deveriam estar atrelados ao pensamento de que é obrigatório sair para passear todos os finais de semana e nem tampouco de ter que se gastar muito dinheiro. Piora o passeio se for realizado de forma aleatória, sem nenhum planejamento anterior. A não ser que você queira ver o limite do seu cheque especial, por exemplo, indo passear em outras mãos.
Filhos
Costumo dizer que os filhos são os nossos melhores vendedores. Eles nos vendem tudo. Cheios de técnicas e artimanhas, eles são capazes de convencer os pais desatentos a comprarem desde coisinhas alimentícias antes do jantar até ingressos de R$ 700,00 em shows ou games infindáveis. Ao final das contas, eles conseguem fazer com que os pais embarquem nos desejos desenfreados de consumo deles e fazem com que os pais também sobreponham esses desejos como sendo uma prioridade e esteja um nível acima de qualquer necessidade da família, sem se importarem se com essa atitude eles estarão afetando o orçamento e mesmo o futuro financeiro da família.
Os pais devem entender que eles são dotados de poderes mágicos para fazer com que os filhos entendam sobre as relações de consumo, já que são eles os detentores do dinheiro. Acontece, porém, que no ritmo frenético em que as coisas acontecem e a supervalorização do TER, os pais por também estarem buscando a realização de sonhos a qualquer preço, abrem mão de pensarem no futuro financeiro da família para realizarem sonhos de consumo de maneira imediata e desorganizada. Assim, os filhos vão criando uma imagem distorcida com relação à linguagem das relações entre trabalho, dinheiro e consumo.
Quando a família trabalha estas relações junto aos filhos, todo mundo ganha e a criança passa a ser mais determinada com as coisas que realmente tem importância e que farão diferença na vida dela. Temos alguns exemplos de crianças dentro do programa, mas este foi um bem marcante em virtude da tranqüilidade da aluna ao expor ao grupo porque a opção de viagem de férias foi postergada naquele ano: “Estamos terminando de reformar a nossa  casa e isso gasta muito dinheiro. Meu quarto vai ser lindo e eu já estou escolhendo os objetos que eu quero.”

Entendo que tudo isto é uma questão de incorporar novos hábitos em sua vida e isso não acontecerá de uma hora para outra, mas desde que você realmente queira, é possível iniciar um processo de mudança e mudar. 
Todos esses hábitos que você tem hoje, ocorreram em virtude das informações que você recebeu, processou e se condicionou a fazê-los. Todas estas informações estão lá armazenadas no seu cérebro.
Pelo menos, tente.
Cada vez que você se der conta de que seu pensamento está lhe tentando a cometer um hábito que colocará seu esforço financeiro por água abaixo, olhe para o seu cérebro e diga: " Xô. Este pensamento não lhe pertence mais!"

“Suas convicções se tornam seus pensamentos.
Seus pensamentos se tornam suas palavras.
Suas palavras se tornam suas ações.
Suas ações se tornam seus hábitos.
Seus hábitos se tornam seus valores.
Seus valores se tornam seu destino.” ~Mahatma Gandhi


Quem ama, também educa financeiramente.

sábado, 21 de agosto de 2010

Pessoas comuns podem fazer coisas extraordinárias

  Imagem: Dreamstime.com

" O professor tentou começar sua aula. Não conseguiu. Pediu silêncio educadamente. Não adiantou. Foi aí que ele deu a maior lição que já presenciei e que nunca me esqueci ao longo da minha vida: disparou a escrever um texto na lousa.
Alguns alunos continuavam atirando bolinhas de papel, outros conversando e o professor...escrevendo. Ao não ouvirem o professor pedir silêncio, um a um foi parando e lendo o que estava escrito no quadro negro:

"Há muitos anos descobri que nós professores trabalhamos para apenas cinco por cento dos alunos de uma turma. De cada cem alunos, apenas cinco fazem diferença no futuro: tornam-se profissionais brilhantes e contribuem para melhorar a vida das pessoas. Os outros noventa e cinco por cento só fazem volume. São medíocres e apenas passam pela vida.
Essa porcentagem vale para todos: a cada cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas, só cinco são verdadeiros profissionais, enfim, de cem pessoas, apenas cinco são especiais.

É uma pena não poder separar estes cinco por cento do resto. Mas não há como saber dentro de uma turma quem serão os cinco por cento. Só o tempo vai mostrar. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje".

A partir daí, a turma teve comportamento exemplar naquela matéria até o fim do ano. Afinal, quem gostaria de ser classificado como "parte comum"?

Aquele professor foi um dos cinco por cento que fizeram a diferença em minha vida. Ensinou que, se não tentarmos ser especiais no que fazemos, se não aproveitarmos as oportunidades e se não tentarmos buscar sempre por mais conhecimento para fazer o melhor possível, seguramente sobraremos na turma dos comuns." (Autor desconhecido)

Nós temos um ditado na Money Camp que é " Como você faz algo em sua vida é como faz TUDO.
Observe mais a si próprio e questione se não há como melhorar um pouco mais com relação às áreas de interesse de sua vida. Ir além, passo a passo, mas sempre, saindo do lugar comum. 
As coisas que você faz de forma automática, sem prestar muita atenção, podem ser as mesmas coisas que estejam lhe impedindo de avançar um pouco mais e isto inclui a sua vida financeira.

Você pode ser igual a maioria das pessoas ou você pode querer fazer uma diferença enorme em sua própria vida e, a partir daí, fazer uma diferença enorme na vida das outras pessoas a sua volta.

" Estar decidido, acima de qualquer coisa, é o segredo do êxito." (Henry Ford)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Macaco vê, macaco faz.

T. Harv Eker em seu livro “ Os Segredos de Uma Mente Milionária” comenta uma passagem que é muito interessante para salientarmos como somos “ macaco vê, macaco faz”

Ele conta a estória da esposa que estava preparando o pernil para o jantar quando o marido chega a casa. Ele pergunta: “ Por que você corta as extremidades do pernil antes de assar?”, ao que a esposa responde: “ Minha mãe fazia assim.”. Naquela noite a sogra vem para o jantar e os dois resolvem perguntar a ela porque ela cortava as extremidades do pernil para assar, ao que ela responde: “ A minha mãe fazia assim.”. Então resolvem telefonar para a avó da esposa e perguntar, ao que a avó responde: “ A minha panela era muito pequena!”.

Quer dizer....estamos vivendo coisas que não nos pertencem mais, porque nossas panelas são maiores do que as das nossas avós. Isto não é mais a nossa realidade e, portanto, não nos servem mais.

Somos seres de hábitos e modelos.

Portanto, MUDE CONSCIENTEMENTE suas crenças sobre o que você aprendeu sobre dinheiro, DISSOCIE o que você foi ensinado para o que você quer para você HOJE e no FUTURO.

USE SUA CONSCIÊNCIA FINANCEIRA A SEU FAVOR.

Quer um exemplo bem banal de como você consegue o que quer quando você realmente deseja: você quer muito comprar um determinado supérfluo (porque você sabe que é supérfluo. Se quiser chame de capricho), mas você não tem o dinheiro naquele momento, o cartão está próximo do vencimento, o cheque especial está estourado, enfim. Você não pára de pensar como vai conseguir comprar, mas faz que faz e faz que vai lá e compra. Nem que isso signifique o esforço do seu próximo salário.

Isto se chama CONSCIÊNCIA FINANCEIRA.

Se você tem consciência para conseguir gastar, você tem consciência para conseguir poupar e, melhor, investir uma parte para conseguir ter a sua liberdade financeira.

Consciência Financeira Positiva: não a utilize com moderação.

Bem, é muita informação para você?


Então, comece pelo seguinte: questione-se o que você tem HOJE? Pergunte-se que tipo de vida quer levar daqui a 10 anos? E daqui a 15? E daqui a 20? Coloque seu objetivo no papel.

Veja, então, quais os motivos que poderiam fazer com que você não alcançasse seus objetivos neste prazo de tempo.

Você já começou a fazer seu planejamento ou vai continuar no modelo " compro primeiro e pago depois", ficando quase louco com as prestações mensais ?

Você julga ser um tempo muito longo para montar uma estratégia?

Hello-o. Quantos anos já se passaram desde os seus 18 anos?
Se for isso, é melhor rever sua consciência financeira ou vai continuar na mesmice do " macaco vê, macaco faz" e, pior, ensinar isso aos seus filhos?





sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O risco deve ser administrado.

Dentro de sala de aula fica simples observar como a questão financeira é tratada dentro da família, em virtude do comportamento  e expressão das crianças durante uma aula de educação financeira.
É interessante e importante, então, entender quais as crenças desta ou daquela criança com relação ao modo como ela provavelmente conduzirá sua própria vida financeira durante sua vida adulta.

Observo em meu dia a dia com as crianças que, mesmo com dinheiro de "brincadeira", a maioria tem medo de investir por medo de perdê-lo. 
Claro, ninguém gosta de perder dinheiro e já é sabido e provado pela neurociência que quando temos e vemos o dinheiro em nossa mão, o sentimento de não querer "perdê-lo de vista" faz com que gastemos menos (por isso muitas pessoas cometem excessos com o cartão de crédito, porque é um dinheiro que não se vê).

O fato é que parece que as pessoas tem menos medo de gastar, nem que seja com inutilidades, e mais medo de investir dinheiro ( quando deveria ser o inverso).

O medo de investir também leva a perdas.
Ao deixar de investir dinheiro, seja lá em qual poderia ser o investimento de preferência, as pessoas estarão deixando para depois a tranquilidade do futuro.
Ao deixar de investir dinheiro, as pessoas somente postergarão seus sonhos.
As pessoas parecem preferir sonhar com a ajuda de longos financiamentos, ao invés de sonhar com o dinheiro rendendo e trabalhando para elas no longo prazo, simplesmente por medo de achar que irão perder este dinheiro investido.

O medo é um dos poucos sentimentos que leva o ser humano a ficar estagnado, sem reação. A única reação momentânea que se passa pela cabeça quando se está com medo é...fugir, fechar os olhos para não ver.
Devemos, portanto, procurar conhecer o que é desconhecido para sabermos avaliar os possíveis riscos que poderemos (ou iremos querer) correr ao investir dinheiro em algum tipo de aplicação, ao invés de ficarmos estagnados ou fugindo do assunto ou fechando os olhos para não investirmos dinheiro.

Novamente, o mais importante não é a quantia de dinheiro que você poupa e investe. É o hábito de poupar e investir - ainda que pequenas quantias - que o tornará um excelente administrador de seu dinheiro.

O mais importante, é transmitir às crianças a importância de investir dinheiro ao longo da vida e que cada pessoa tem um jeito para escolher como quer investir: uns são mais ousados e outros já são mais conservadores.

Permita que suas crianças tenham a idéia de que até uma simples caderneta de poupança é o melhor rumo para o dinheiro que está parado dentro da carteira ou engordando o porquinho.

É importante que a criança saiba que riscos existem para serem administrados. (ei, ao sairmos de casa já estamos nos arriscando...). Não podemos simplesmente fugir deles.

Se você já tem uma caderneta de poupança, uma previdência, investe em ações ou outra forma de investimento para garantir o futuro de sua família ou de seu filho, partilhe isto diretamente com sua criança.

Não deixe seu filho pensando que dinheiro poupado e investido é dinheiro perdido, que nunca mais será visto.


Tenha um final de semana agraciado.

"Tudo tem seu tempo e até certas manifestações mais vigorosas e originais entram em voga ou saem de moda. Mas a sabedoria tem uma vantagem: é eterna. (Baltasar Gracián)"

Alunos aprendem a administrar o risco
Foto de propriedade da The Money Camp Brasil
Todos os direitos reservados - 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Meus pais, meus heróis



Nós pais, ensinamos nossos filhos a criarem hábitos.

Nós os ensinamos a escovar os dentes, ensinamos a se alimentarem sozinhos, ensinamos a arrumar a mala para ir à escola, ensinamos que cuidem de si próprios e também os ensinamos a criarem determinados hábitos com o dinheiro.

Temos que passar anos da vida deles lhes ensinando coisas através do exemplo e da repetição, até que o hábito tome lugar e seja compreendido de forma natural.

Sempre realizamos estas tarefas com persistência ao longo da vida deles, por acreditarmos que com esses hábitos desenvolvidos estaremos fazendo com que nossos filhos alcancem objetivos que serão saudáveis para suas vidas: saúde bucal, cuidado consigo próprio, organização de vida e ...finanças.

Nós pais, somos os primeiros modelos na vida de nossos filhos.

À medida que vamos ensinando nossos filhos, eles passam a observar se fazemos aquilo que propomos a eles.

Quem nunca ouviu a célebre pergunta: " Por que você diz para eu ir dormir cedo, se você fica acordado?"

As crianças não querem ter dúvidas de que estão seguindo de forma correta o modelo que lhes é mais precioso: seus pais.

Fazer com que os ensinamentos se transformem em bons hábitos sem que haja questionamento por parte das crianças com relação às coisas que parecem tão indagáveis, não é nem tão fácil e nem tão simples quanto parece ser.

Imagine quando se trata de educar crianças financeiramente...

Da mesma forma que os ensinamos a escovar os dentes e vamos lá nos certificar de que realmente o fizeram, também é assim que devemos proceder com a educação financeira de nossos filhos.

Se você disser, por exemplo: "Poupe parte de sua mesada para adquirir bens maiores", você terá que verificar se sua criança realmente está aplicando isto na prática.

As crianças aprendem por observação e por repetição e devem ser orientadas para que este ato de poupar - ou qualquer outro que queiramos transmitir a elas - se transforme em um bom hábito, realizado de forma natural.

Procure observar qual o modelo e hábitos financeiros que você tem apresentado aos seus filhos.
Se quer educar seu filho financeiramente e não sabe por onde começar, poderemos ajudá-los nesta empreitada.

Quem ama, também educa financeiramente.