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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ser bem Sucedido é um Desafio

Imagem: dreamstime.com
Ontem, trocando informações em um grupo de Educação Financeira no FB (aliás, dentro do FB, o grupo com mais especialistas, educadores e psicólogos  na área financeira), surgiu um post do blog do André Massaro (http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/voce-e-o-dinheiro/2011/11/07/50-para-ler-um-folheto-e-nao-aprender-nada/) que deu início a uma conversa das boas: porque as pessoas preferem deixar de aprender sobre como podem usufruir de uma vida financeira tranquila, sem preocupações, a terem que se inscrever em algum curso e se educarem financeiramente ou recorrerem a um especialista financeiro, um coach, para que possam ser ensinados sobre como terem uma relação amigável com o dinheiro?
Eu compreendo claramente que a questão é comportamental e, inclusive, por educar crianças e jovens financeiramente, já ouvi coisas de toda sorte.
"Educação financeira para crianças vai ensinar a criança a ser capitalista" (como assim? Onde eu estive esse tempo todo?) ou " Isso é bobagem. Ele vai aprender com a vida." (ãn??) 
Tudo bem. Cada um vê o que quer ver e tem a liberdade de julgar como quiser e a questão aqui nem é essa.
Estes são apenas exemplos para demonstrar que pela própria colocação dos adultos, entendemos que quando o tema "dinheiro" e "finanças pessoais" é aberto, ele causa uma certa repugnância e desconforto a alguns poucos grupos, ainda que todos entendam que ele se faz necessário no nosso dia a dia.
Por essas e outras é que eu insisto em afirmar que não se trata do dinheiro em si, mas sobre o que as pessoas pensam dele, como vêem o dinheiro em suas vidas e sobre as duas únicas finalidades que acreditam que ele tenha sido criado.
Um exemplo simples: a loja que você adora lhe manda um lindo encarte ou revista com o seu nome impresso, informando sobre toda a coleção verão 2012 em lançamento na loja. Aquilo fica na sua cabeça. Você tem que ir lá, pelo menos para ver. Vai e POW... faz umas contas rápidas de cabeça , acredita que dá tudo certo, que sempre deu de um jeito ou de outro e passa o cartão de débito, de crédito, predata cheque, dá um jeito. " Tudo bem", você pensa, " eu merecia mesmo". 
Então, e portanto, não é o encarte da loja, nem a loja, nem o sistema, nem a administradora do cartão, nem o banco que te liberou o talão e  muito menos do Marcos Pontes que saiu da órbita terrestre e deu tudo certo. É VOCÊ  e a forma como você lida com suas finanças pessoais.
É o seu comportamento com o dinheiro, são as coisas que você acredita com relação a ele. Estas mesmas coisas que lhe fazem ver logo é uma muralha da China à sua frente quando o assunto é "suas finanças pessoais" e que lhe impedem de ir além, de promover o seu auto conhecimento, o seu crescimento financeiro e, consequentemente, de permitir a sua liberdade para que você possa realizar mais em sua vida e na vida de outras pessoas. Isto é, se você acreditar que é isso que você quer para você, claro.

Pelas coincidências do Universo, recebi este artigo que vinha exatamente tratar sobre estas questões e julguei que você também iria gostar de ler isso.

Inicie a mudança que você quer na sua vida financeira. Eu torço pelo seu sucesso em todas as áreas de sua vida. Namastê.

Por Jim Rohn

Texto original em inglês: www.jimrohn.com
Tradução livre: Silvia Alambert


Em qualquer área da vida, qualquer um pode ser bem sucedido, embora ser bem sucedido seja um desafio. Se não fosse, estou certo que a maioria das pessoas já seria bem sucedida, mas para cada pessoa que está colhendo os frutos da árvore do sucesso, muitos ainda estão examinando as raízes. Elas estão tentando descobrir como. Elas estão confusas e perplexas pelo o que parece ser um segredo estranho, complexo e inatingível que precisa ser revelado, já que o sucesso é para ser apreciado. Enquanto a maioria das pessoas vive pressionada para ganhar a vida, um número muito menor de pessoas parecem ter o vento sempre soprando a seu favor. Ao invés de apenas ganharem a vida, este número menor de pessoas está altamente comprometido em projetar e desfrutar desse tesouro. Tudo parece funcionar para elas, enquanto o grupo maior de pessoas se apóia em apenas pensar sobre como a vida é desigual, complicada e injusta.

"Eu sou uma pessoa boa, como é possível eu ter que ficar vivendo assim?" perguntam-se estas pessoas a si mesmas. “ Eu trabalho pra caramba, às vezes até mais que outras pessoas.”, pensam as pessoas enquanto se esparramam no sofá para mais um programa de TV. Você deve perceber que você tem que ser mais do que uma pessoa boa, mais do que um bom trabalhador. Você tem que se tornar é um bom planejador e um bom sonhador. Você tem que visualizar o futuro antecipado no presente.

Você terá que se colocar em ação e se preparar para longas horas de aprendizagem e se preparar emocionalmente para aprender a lidar com revezes e frustrações. Você terá que aprender a apreciar a disciplina e de se colocar no ritmo de ter que realizar coisas que lhe pareçam desconfortáveis a tal ponto que você olhe para elas e pense: “ Agora me parece bem mais fácil de fazer”. Você terá que se preparar e sentir-se disposto a encarar os obstáculos se quiser obter êxito na sua empreitada, porque desafios fazem parte do processo até o êxito. Agora que o “ser bem sucedido” se parece mais com um menu de muitas atividades, é preciso que você saiba que o processo de deixar o grande grupo e partir para o menor, isto é, sair da média e diferenciar-se, não é tão difícil. Pensar se quer realmente realizar algo é a parte mais trabalhosa. Antecipar todos os esforços, projetar as mudanças e se disciplinar para realizar é de longe o mais complicado. Encarar e superar os desafios é uma experiência excitante. É algo que enleva a alma e a mente e que torna você diferente daquilo que você costumava ser. Os desafios exercitam os músculos cerebrais e fazem com que você se sinta melhor e mais preparado para o próximo obstáculos que irá surgir.

Eu costumo dizer com freqüência que para termos mais, precisamos primeiramente nos tornarmos mais e que para nos tornarmos mais, nós precisamos dar início a um processo de mudança interior consciente de dar mais trabalho a nós mesmos, mais do que em qualquer outra coisa. Mas, além de adquirirmos novos conhecimentos, descobrirmos novas habilidades e vivenciarmos novas experiências, é importante descobrirmos também novas emoções. É como nos sentimos em relação ao que sabemos que faz a grande diferença em como nossa vida se tornará. Como nos sentimos em relação às chances e escolhas que nós temos é que determinará a intensidade de nosso esforço. Se nós iremos tentar ou não. Se iremos aderir ou não. Se acreditamos ou não. Se realmente amamos a nossa ideia ou não.

Pense um pouco e descubra seus pontos fortes com relação a sua vida e sobre o que você quer fazer com esta vida que lhe foi dada. Você provavelmente tem muito conhecimento e muitas experiências e, talvez, muitas habilidades que lhe permitirá ser bem sucedido. O que pode ser que lhe esteja faltando seja aquele sentimento forte sobre o que você quer para você e sobre o que você quer fazer. Talvez você seja uma daquelas pessoas que se tornou tão envolvida no processo de ganhar a vida que se esqueceu de suas escolhas e das oportunidades que você criou para a sua própria vida.

Deixe que estes sentimentos tomem conta de você e lhe ajudem a dar aquela outra olhada em sua vida para que você veja para onde está indo. Além do mais, você só tem uma vida nesta vida, pelo menos neste planeta. Então, por que não fazer da conquista uma aventura? Por que não descobrir tudo o que você pode fazer e tudo o que você pode ter? Por que não descobrir a quantos mais você poderá ajudar e, no processo, ajudar a si mesmo?

Por que não desafiar o seu sucesso agora?

- Jim Rohn

domingo, 6 de novembro de 2011

Você é um Talento único e Insubstituível.

Por Edemir Abrahão
 
Imagem: Desenho de Carolina Ferraz, 10 anos
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa muito bem. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer bem o pouco que posso." 
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível"!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente, um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - encara-o o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio...
O funcionário fala então:
- Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Etc.?...
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências'?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO , se PICASSO ERA INSTÁVEL , CAYMMI PREGUIÇOSO , KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
- Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de 'técnico de futebol', que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Olhou à sua a volta e reparou que o Diretor olhava para baixo, pensativo. E voltou a dizer nesses termos:
- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados... Apenas peças... E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões que 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:...NINGUÉM...Pois nosso Zaca é insubstituível." - concluiu, o rapaz e o silêncio foi total.
Conclusão:

NUNCA ESQUEÇA: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO! COM TODA CERTEZA NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!


"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo o que você é e outras vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se a isso, com muita paz de espírito."

É bom para refletir, dar atenção ao seu talento natural, investir sua energia  neste seu ponto forte, trabalhar o que você considera como sendo seus pontos para melhoria e aprender a se valorizar!

Obrigada pela leitura, amigo Insubstituível.

 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Emprego novo? Deixe uma boa primeira impressão, sem deixar de SER você mesmo


PRIMEIRO DIA

Nunca saberemos o quanto estamos prontos para uma nova atividade até efetivamente passarmos por ela. Começar em um novo emprego é como voltar a ser criança e perceber que será preciso (re)aprender a dar os primeiros passos para conquistar um novo mundo!

Há exatamente uma semana, me vi pesquisando sites, lendo livros e dicas sobre o assunto e justamente por isso, resolvi preparar um post que abordasse resumidamente a questão para os leitores do Lounge Empreendedor. Se você está iniciando em um novo emprego, uma nova atividade ou até mesmo uma nova lotação dentro da empresa em que já trabalhava, provavelmente tem desafios bem semelhantes com os que eu vivi nos últimos dias.

Dizem que é raro termos uma segunda chance de causar uma boa impressão, e como geralmente isso é verdade, essa sensação acaba causando boa parte do stress do primeiro dia de trabalho. Além da preocupação com a imagem e impressão que geramos, existem as complexidades técnicas e funcionais que serão necessárias descobrir e entender.

Por isso, comece assumindo aquilo que você efetivamente é. Nenhuma dica fará sentido se você precisar fingir ser quem você não é.

Antes de começar na nova função, procure dormir o suficiente na noite anterior, escolha sua roupa um dia antes tendo em mente que não é hora de se destacar no vestuário ou nos acessórios. Busque sair de casa mais cedo do que precisaria. Uma reserva de tempo fará com que você chegue ao trabalho menos estressado e melhor preparado para enfrentar o longo dia. Mas cuidado: pontualidade funciona nas duas direções, mais do que quinze minutos pode transparecer ansiedade.

Mentalize que sua tarefa principal para este dia inteiro é observar e aprender, e não “mostrar serviço”. Aproveite para saber onde as pessoas sentam, o nº do seu ramal, onde ficam banheiros, copa e os locais relevantes a sua nova atividade. Ouça muito e observe a dinâmica deste novo local resistindo à tentação de oferecer sugestões. Anote aquilo que pode ser útil no futuro e preste muita atenção aos nomes de seus colegas. Afinal não há som mais acolhedor para as pessoas do que seus próprios nomes.

O que você precisa descobrir, tão cedo quanto possível, é o organograma (tanto o formal quanto o extra-oficial considerando inclusive os “amigos do rei”), a quem você se reporta, quem se reporta a você e a quem você pode recorrer se precisar de informações ou ajuda.

Se for comandar uma equipe, faça tudo o que estiver ao seu alcance para saber de antemão os papéis e responsabilidades de cada um e procure estabelecer contato com todos logo no primeiro dia. É muito provável que eles estejam tão (ou mais) ansiosos do que você. Não julgue ou rotule ninguém. Algumas pessoas podem se aproximar de você por serem amistosas, mas outras o farão por interesse.

Encontre alguns minutos para conversar também com o seu superior. Saber o que ele(a) espera de você, quais as primeiras entregas que você terá que fazer, quais os prazos e como você será avaliado, ajuda bastante.

Busque equilibrar autoridade e respeito – você provavelmente terá muito mais do segundo se precisar recorrer menos à primeira. Seja profissional, mas amigável. Não fique o tempo todo em guarda. Sorria, fale o necessário, arregace as mangas, adapte-se, ajuste-se e esforce-se para fazer parte da equipe – o que está muito além do seu novo contrato de trabalho.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Coisas que você esqueceu de avisar ao seu cérebro


Imagem: dreamstime.com


A vida anda em um ritmo tão acelerado que mal nos damos conta das “extravagâncias” que realizamos com o nosso dinheiro no dia a dia. É quase como se andássemos o dia inteiro ligados no piloto automático e, assim, mal observamos que nosso dinheiro escorre pelas nossas mãos. É muito comum, ao final do dia, abrir a carteira e levar um choque ao se deparar com um monte de notas trocadas, moedas ou vias amarelas e azuis de cartões e ficar se indagando como aquilo aconteceu ao longo de um único dia: é nota de combustível, de porcarias compradas na lojinha de conveniência do posto em que o veículo foi abastecido, do supermercado que alguém pediu para passar antes de voltar para casa, de café na padaria antes de entrar no trabalho e assim vai.
Se você observar com atenção e colocar todas estas despesas na ponta do lápis, encontrará aí um grande ralo por onde escorre o seu dinheiro.
Por este motivo, convido vocês a estarem atentos ao seu cérebro - está máquina maravilhosa que pode ser seu grande aliado ou um “exterminador” de seu sucesso financeiro, já que é lá que também estão instalados os seus arquivos com seus pensamentos e crenças sobre o uso do dinheiro - e determinarem a ele o “modus operandi”. Para determinar essa nova forma de executar, porém, será necessário um esforço de sua parte para que você crie novos procedimentos e, para isso, você deverá estar atento para que ele, o seu cérebro, não volte a trabalhar no “modo automático”.
O transporte público
Quem trabalha nas grandes cidades e depende do transporte público sabe o transtorno que é se servir dele para chegar ao trabalho e quem já teve a oportunidade de conquistar o seu próprio carro, sabe o quanto é difícil ter que deixa-lo na garagem para utilizar transporte público. Apesar de o transporte público gerar uma boa economia, quem tem um carro à disposição dificilmente abre mão dele para ir trabalhar. Em contrapartida, as despesas com manutenção e combustível do veículo acabam tomando uma considerável parte da renda do trabalhador. Inteligente mesmo seria buscar alternativas para “rachar” despesas com alguns colegas que não disponham de um carro e desejem chegar com mais tranqüilidade no mesmo local ou até mesmo próximo ao seu local de trabalho. Vale lembrar que para este caso, a economia vem acompanhada de uma dose a mais de responsabilidade com horários, mas vale o esforço, a economia e a eterna gratidão do meio ambiente.
No trabalho
É muito comum naquela meia horinha do retorno do horário do almoço, ficar dando voltinhas para ver as vitrines das lojinhas que ficam ao redor de onde está instalada a empresa (isso quando não tem um Shopping ao lado!!). Eis o perigo: sempre há quem convide para tomar o cafezinho expresso ou comer um doce antes de voltar ao trabalho ou mesmo a pessoa se deparar em frente a lojas e se lembrar que estava precisando mesmo comprar alguma coisa que tinha esquecido. Pronto. Esteja alerta: é preciso ou você só quer comprar porque não está fazendo nada mesmo?
 Em viagens
Afinal de contas, porque você viajou se era para ficar com um escorpião na carteira? Essa é a pergunta que é puxada do arquivo “diversão”  e que está armazenada no seu cérebro. E você tende a concordar com ele: “ Estou me divertindo. Por que irei me privar das coisas?”. Seja forte. Se você se programou para gastar um tanto, evite gastar outro tanto. Antes um escorpião na carteira do que um tatu na conta corrente ou na fatura do cartão de crédito. 
 Em casa
Ficar sem fazer nada em casa é a mesma coisa que ouvir aquela voz interior dizer: “Preciso arrumar uma forma de gastar dinheiro sem sair de casa.” Muitas pessoas juram por tudo o que é sagrado que não sairão no final de semana porque não podem gastar dinheiro. Entediadas, pegam a agenda de contatos do telefone celular e ligam para os amigos do telefone fixo para o telefone móvel ( a tarifa chega a R$ 1,09 o minuto!!!) e até deixam recados em caixas postais de todos os celulares desligados dos amigos. Sentindo-se solitárias, as pessoas tendem a cometer mais erros com o dinheiro do que imaginam. Decididas a não sair para gastar, chamam os amigos em casa e ligam para a pizzaria.
 Aparelhos eletrônicos
Tecnologia : tem até quem não entenda a funcionalidade, mas que certamente já tenha adquirido um IPad2 ou uma TV LED  Full HD c/ Entradas HDMI e USB e Conversor Digital. O consumismo exacerbado e a necessidade de “parecer ser”, faz com que milhares de pessoas tenham a ilusão que serão “descoladas” ou “plugadas” somente porque possuem o último lançamento de um eletrônico (nem que seja parcelado em “n” vezes). As pessoas nem percebem que compram itens cujas funcionalidades pouco servem para as suas necessidades. Desperdiçam dinheiro que poderia ser mais bem empregado em algo que tenha mais a ver com o que elas realmente curtem ou necessitam ou mesmo para criarem reservas para o futuro. Conheço casos de pessoas que compram celulares sofisticados não porque precisam ou saibam utilizar os recursos, mas porque “a câmera tem não sei quantos mega pixels”. Oras, compre uma câmera digital, então, e vá fazer um curso de fotografia. Com isso, quem sabe, o hobby se torna algo profissional e a pessoa ainda faz um dinheiro extra.
Passeios aos finais de semana
Como a maioria das pessoas não se planeja adequadamente, o montante do dinheiro que elas fazem ao longo do mês tem que cobrir tudo o que vier pela frente: contas, moradia, alimentação, educação, combustível, seguros, limite de cheque especial, diversão, etc. Dessa forma, e sem prestarem atenção que estão vivendo não com 100%, mas com "300%" da renda que fazem,  há pessoas que insistem em dizer que não sobra dinheiro para a diversão, mas que saem para pequenos programas todos os finais de semana. Escuto muitas coisas do tipo: “ Só fui a uma baladinha no sábado” ou “Viajamos para uma pousada baratinha” e ainda“ Fomos ao parque e depois fomos almoçar no shopping ”. Isso não é diversão? O que seria, então, diversão? Poder sair e gastar mais dinheiro? Se diversão significar gastar mais dinheiro, então saia somente em um final de semana com o dinheiro acumulado dos quatro finais de semana.
Passeios não deveriam estar atrelados ao pensamento de que é obrigatório sair para passear todos os finais de semana e nem tampouco de ter que se gastar muito dinheiro. Piora o passeio se for realizado de forma aleatória, sem nenhum planejamento anterior. A não ser que você queira ver o limite do seu cheque especial, por exemplo, indo passear em outras mãos.
Filhos
Costumo dizer que os filhos são os nossos melhores vendedores. Eles nos vendem tudo. Cheios de técnicas e artimanhas, eles são capazes de convencer os pais desatentos a comprarem desde coisinhas alimentícias antes do jantar até ingressos de R$ 700,00 em shows ou games infindáveis. Ao final das contas, eles conseguem fazer com que os pais embarquem nos desejos desenfreados de consumo deles e fazem com que os pais também sobreponham esses desejos como sendo uma prioridade e esteja um nível acima de qualquer necessidade da família, sem se importarem se com essa atitude eles estarão afetando o orçamento e mesmo o futuro financeiro da família.
Os pais devem entender que eles são dotados de poderes mágicos para fazer com que os filhos entendam sobre as relações de consumo, já que são eles os detentores do dinheiro. Acontece, porém, que no ritmo frenético em que as coisas acontecem e a supervalorização do TER, os pais por também estarem buscando a realização de sonhos a qualquer preço, abrem mão de pensarem no futuro financeiro da família para realizarem sonhos de consumo de maneira imediata e desorganizada. Assim, os filhos vão criando uma imagem distorcida com relação à linguagem das relações entre trabalho, dinheiro e consumo.
Quando a família trabalha estas relações junto aos filhos, todo mundo ganha e a criança passa a ser mais determinada com as coisas que realmente tem importância e que farão diferença na vida dela. Temos alguns exemplos de crianças dentro do programa, mas este foi um bem marcante em virtude da tranqüilidade da aluna ao expor ao grupo porque a opção de viagem de férias foi postergada naquele ano: “Estamos terminando de reformar a nossa  casa e isso gasta muito dinheiro. Meu quarto vai ser lindo e eu já estou escolhendo os objetos que eu quero.”

Entendo que tudo isto é uma questão de incorporar novos hábitos em sua vida e isso não acontecerá de uma hora para outra, mas desde que você realmente queira, é possível iniciar um processo de mudança e mudar. 
Todos esses hábitos que você tem hoje, ocorreram em virtude das informações que você recebeu, processou e se condicionou a fazê-los. Todas estas informações estão lá armazenadas no seu cérebro.
Pelo menos, tente.
Cada vez que você se der conta de que seu pensamento está lhe tentando a cometer um hábito que colocará seu esforço financeiro por água abaixo, olhe para o seu cérebro e diga: " Xô. Este pensamento não lhe pertence mais!"

“Suas convicções se tornam seus pensamentos.
Seus pensamentos se tornam suas palavras.
Suas palavras se tornam suas ações.
Suas ações se tornam seus hábitos.
Seus hábitos se tornam seus valores.
Seus valores se tornam seu destino.” ~Mahatma Gandhi


Quem ama, também educa financeiramente.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Segredo do Sucesso

Por Flávio Souza.
Trainer coach,Consultor e palestrante internacional


Imagem: dreamstime.com
O ex-presidente dos EUA John Kennedy, disse: “O segredo do sucesso eu não sei qual é. O segredo do fracasso eu sei: é tentar agradar a todo mundo”. Realmente é uma carga muito grande e pesada para se carregar uma vez é impossível conseguir esse intuito, então a pessoa vive se frustrando e sofrendo por não consegui-lo.

Querer agradar sempre esse é um modelo de comportamento que pode ser aprendido na infância em busca de ser amado, aceito, aprovado e reconhecido.
O pior é que podemos levar o comportamento para a vida adulta. Assim se cria falsos preceitos que nos levam à mecanismos auto-sabotadores que nos limitam e nos tornam escravos de “querer agradar a todo mundo”.

Esse comportamento traz uma perda de assertividade significativa levando à pessoa a uma passividade comportamental e de comunicação. A pessoa é vista como “boazinha” aquela que faz tudo pelos outros e se esquece de si mesma. As pessoas dizem: “Elas é tão boazinha, coitada!”. É isso mesmo: coitada! Essa palavra vem de uma pessoa que veio a sofrer “coito” de forma imperiosa, isso é, coitada quer dizer “vítima de estupro”. Pois é, o que acontece com a pessoa por querer agradar todo mundo, ela tem seus sentimentos, seu tempo e sua vida “estuprada” pelos outros que são colocados em primeiro lugar por ela própria.

Quem quer agradar sempre sente necessidade de ser querido e aprovado por todos, é motivado na vida por esse objetivo tirano e irreal. Acreditam que se agradarem os outros serão aceitos, que não é educado discordar das opiniões alheias e pensam que é feio dizer “não”, pois eles podem não gostar. Como diz o ditado popular: “são feitas de gato e sapato”.

Essas pessoas se preocupam demais com o que os outros vão pensar e querem fazer todos se sentirem bem, missão impossível, elas não compreendem que o que as pessoas sentem e pensam são responsabilidade delas próprias, que não cabe a ela cuidar disso. Esforça-se em vão e vive com medo, insegura, frustrada e cheia de decepções.

Como resultado acabam tendo dificuldade em se manter focados em seus próprios objetivos, colhem resultados pouco práticos, avaliam as coisas mais em termos emocionais, tomam decisões emocionais sem levar em conta os aspectos racionais e depois acabam se arrependendo muito disso tudo. É um preço alto a pagar por esse modelo de comportamento.

No relacionamento com os outros acabam sendo feitos de “capacho” e não percebem, assim, podem ser manipulados com facilidade e querendo agradar ignoram os aspectos desagradáveis das outras pessoas. Criam uma comunicação deficiente e pouco objetiva, dão muitas voltas para falar o que querem. Acabam tendo muita dificuldade em dar e receber feedback.

Para que a pessoa se liberte dessa armadilha é importante que ela se permita ser ela mesma, busque atender suas próprias necessidades e se coloque em primeiro lugar em sua vida. É essencial aprender a dizer “não”, só ajudar quando for solicitado e estiver disposta a isso e reconhecer que não é responsável pelos sentimentos e pensamentos dos outros.

Compreenda que ninguém pode agradar todo mundo, que você pode dizer “não” e que só você é responsável pelo que sente e pensa. Seja você quem for e onde estiver merece respeito e consideração dos demais. Pense Nisso!

Um grande abraço


Flávio Souza.

Trainer coach,
Consultor e palestrante internacional




segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Escola Frente à Mídia

Imagem: dreamstime.com


O problema de ontem continua hoje. Vamos voltar à reflexão.

Como a escola pode ajudar as crianças frente à TV? Como educar a leitura que elas fazem da TV?

O primeiro passo é, sem dúvida, conhecer os programas a que elas mais se apegam. Estudar-lhes as características e os aspectos que mais as impressionam.

Proibir, simplesmente, não é o caminho. A proibição só vai aguçar a curiosidade, a vontade de assistir-lhes. Ao proibir, é preciso explicar as razões. Manter com as crianças uma aprendizagem crítica, uma aprendizagem do pensamento divergente. Ensinar a criança a questionar, a duvidar, a encontrar outras saídas, diferentes das apresentadas no filme. Duvidar do que se vê é um bom exercício mental, dizem os psicólogos. A atitude reflexiva favorece a elaboração de exercícios mentais, que a criança pode exercitar ao assistir aos filmes, aos desenhos.

Uma boa estratégia é encaminhar a criança para uma esclarecida interpretação. Professor e aluno raciocinando juntos, a criança sendo encaminhada à ponderação, a exaltar ações que conduzem ao amor, ao bem.

Uma outra preocupação dos pais e dos professores é com os jogos eletrônicos. Até que ponto os videogames viciam e o que fazer? Especialistas da área de tecnologia dizem que a escolha dos jogos não pode ser aleatória. Eles devem ser relacionados segundo as características de cada criança, considerando, também, os aspectos socioculturais , educativos e psicológicos.

Os videogames têm seu lado positivo e negativo. É uma questão de regra e limites, que vale para o videogame, a TV, o computador, a Internet. Crianças que jogam de forma compulsiva sofrem os malefícios decorrentes, como sua exclusão do convívio social, o descumprimento de suas obrigações, dos efeitos colaterais orgânicos, como irritação dos olhos, excitação, insônia, principalmente quando os jogos são muito violentos.

Com horário e disciplina, os jogos podem trazer benefícios. Confirmam os especialistas que videogames e jogos para computador são excelentes para o desenvolvimento cognitivo. Desenvolvem a percepção, a memória visual e auditiva, a rapidez, o raciocínio, a capacidade de solucionar problemas e, até mesmo, a socialização, quando jogados via Internet.

Em tudo, não há modelo único de educação. Vai depender de cada criança. As regras e os limites devem ser passados dentro dos conceitos éticos, morais, culturais de cada sociedade, de cada família. O importante é conhecer a criança que se tem à frente para ser educada e agir de acordo com cada caso. Para impor limite aos videogames, ao computador, estuda-se a melhor forma, como programar atividades compartilhadas, passeios, esportes, diálogo... Disciplinar os horários, conscientizá-los da hora de estudar, de dormir e de brincar, é imprescindível. Videogame, por exemplo, só depois da lição de casa feita.

Com a finalidade de evitar a violência do jogo, a prática de atos sexuais e desvirtuamento de valores éticos e morais, o Ministério da Justiça definiu a norma de que todos os cartuchos e CDs, de games, tragam, em suas embalagens, um selo de classificação etária.

O Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento – CAD --, clínica formada por uma equipe multidisciplinar da capital, explicitou regras úteis para o aconselhamento e à aprendizagem de crianças e de jovens.

Dos 3 aos 7 anos: as regras são externas à criança, que espera que os adultos lhe dêem ordens. Aproveite a fase para fixar bem a rotina e estabelecer hábitos saudáveis;

Dos 7 aos 12 anos: a criança começa a internalizar as regras. Explique os porquês de suas exigências, sem abrir mão delas. Ela espera esse limite do adulto. É uma boa fase para trabalhar direitos e deveres, estabelecer horários das atividades escolares, de lazer e sono;

Dos 12 anos em diante: o jovem já deve ter adquirido autonomia e capacidade de pensar os valores por si mesmo.

Diálogo é essencial. O jovem deve participar da construção e/ou reformulação das regras para poder organizar sua própria vida. Vai exigir coerência dos pais e dos educadores e um compromisso recíproco de respeito às regras.

* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em julho/2006)

Outras publicações sobre o tema no blog:

sábado, 7 de maio de 2011

Mulheres mudam consumo quando viram mães

Fonte: INFOMONEY 07/05/2011 00h01
 
Quando se torna mãe, a mulher muda sua rotina e muitos aspectos do seu comportamento, inclusive o de consumo. E essa mudança, na avaliação dos especialistas, influencia, em maior ou menor grau, a formação do perfil dos filhos, futuros consumidores.

Como mães, as mulheres direcionam mais os seus gastos. “O instinto de responsabilidade é mais forte e o consumo é mais direcionado aos filhos”, explica o especialista em educação financeira, Álvaro Modernell.

Ao longo da vida ocorrem mudanças cujos impactos financeiros são mais intensos. “O primeiro momento é o primeiro emprego, depois o casamento e depois o nascimento dos filhos. E esse fato é o que gera a mudança mais positiva”, acredita Modernell. Isso porque, de maneira geral, as mães ficam mais responsáveis com o consumo doméstico.

As mudanças no perfil de consumo das mulheres quando se tornam mães vão mais além. “Elas não param de consumir para elas, o que ocorre é que a preocupação desse consumo é outra”, acredita o sócio da Sophia Mind, empresa de pesquisas especializada no universo feminino, Bruno Maletta.
 
Comportamento da mãe para os filhos

Para Maletta, a principal mudança que ocorre no comportamento das mães é com relação ao tipo de consumo. “Elas passam a consumir outros tipos de produtos, principalmente da categoria alimentos. Ela se torna mais consciente, pois prioriza alimentos mais saudáveis”, avalia o especialista.
 
“Ao se tornarem mães, essas consumidoras passam a analisar prazos de validade dos produtos e incluem nos itens de consumo alimentos funcionais, que possuem benefícios nutricionais”, considerou em nota a presidente do Shopper Experience, Stella Kochen Susskind. Para ela, as mães começam a se preocupar mais com o consumo consciente, ditam novos padrões de consumo e repassam esses novos hábitos e valores para os filhos.

“Essas consumidoras – constantemente insatisfeitas com produtos e serviços – têm características definidas e claramente femininas, ou seja, valorizam atributos como honestidade, bem-estar emocional, praticidade e responsabilidade socioambiental”, afirma Stella. “Há uma articulação feminina silenciosa que tem impacto direto na educação das crianças e no comportamento dos adolescentes”.

Essas mudanças, na avaliação de Maletta, da Sophia Mind, são consequências ampliadas da preocupação que as mulheres passam a ter com a família quando se tornam mães. “Quando ela se preocupa em ter um comportamento de consumo mais consciente e de responsabilidade socioambiental, no fundo, ela está pensando na família, só que de uma forma mais ampla”, explica.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Em Busca da Felicidade


Imagem: dreamstime.com

Transcrevo abaixo o artigo escrito pelo prof. Boro, licenciado do The Money Camp de Campinas, que o levará, mais uma vez, a refletir a questão sobre dinheiro e felicidade, riqueza e pobreza.
Observamos na crescente economia brasileira como a população referencia a felicidade atrelando-a ao dinheiro, mas observamos também, como confundem a realização do desejo imediato com o sentimento de felicidade paga em parcelas e que as leva a preocupações, à insônia, ao mau humor e ao estágio de arrependimento e consequente infelicidade, porque percebem que gastaram de forma impulsiva, sem planejamento e portanto "antes da hora".
É tão explícito, que aparece em noticiário da televisão.
Outro dia mesmo, logo após as festas de final de ano quando as lojas liquidam tudo, uma mulher com um sorriso largo e ar de felicidade intensa, respondia às perguntas do repórter: " O que a senhora comprou?" e a mulher respondeu: " Uma máquina de lavar roupas, um faqueiro novo, várias coisas para casa.". Volta com o repórter: " A liquidação, então, foi uma boa oportunidade?" e a mulher com um ar de dúvida, mas mesmo assim feliz e dando risada: " Ah, foi. Só que agora vou ter que dar conta de pagar as parcelas por vááários meses..."
Percebe-se nesta fala que não houve o menor planejamento para ir às compras, mas ela estava feliz pela aquisição de tudo o que queria. Pelo menos naquele momento.
Até para compras parceladas tem que haver um planejamento anterior, para que se tenha certeza que a felicidade não irá embora a cada pagamento das parcelas.

Concordo com o professor Boro: " Entre ser feliz e ter dinheiro, eu escolho os dois!"

Lembre-se que o dinheiro apenas ressalta as características do que a pessoa já é. Para isso, só pense sobre isto: se a pessoa é pobre e arrogante, o que será que acontecerá quando ela tiver mais dinheiro ? Vai deixar de ser arrogante ou vai ser mais arrogante? Se a pessoa é pobre, mas é feliz, é bem provável que ela apenas se sinta mais feliz do que ela já é. Portanto, não é o dinheiro, é a pessoa.

Leia o artigo, reflita e seja feliz com você e esteja feliz com suas opções financeiras.
Coloque seu dinheiro para trabalhar em seu favor e não contra você.

Convido-o ainda a deixar frases sobre dinheiro e felicidade que você já ouviu durante a sua vida em " Comentários".

Dinheiro não traz felicidade. Será?
Por Eli Borochovicius
Quantas vezes não ouvimos a história de que dinheiro não traz felicidade? E a resposta de que não traz, mas compra?





Em minhas aulas de Mercado de Capitais, costumo mostrar aos alunos que essa história é muito mal contada.
 
De um lado, muitas pessoas se gabam dizendo que o dinheiro traz comodidade, luxo, enfim, que dinheiro chama dinheiro e para tanto, vive-se melhor e conseqüentemente, mais feliz.
 
Por outro lado, ouço dizer que o dinheiro compra uma casa, mas não compra um lar; compra o relógio, mas não o tempo; o livro, mas não o conhecimento; paga-se o médico, mas não se compra saúde e até o sexo, mas não o amor.
 
A grande verdade é que o rico não é feliz por ter uma casa, um relógio, livros, médico e sexo. Tem muita gente afortunada que possui um lar repleto de alegria com sua família, administra bem seu tempo, passando boa parte dele com os filhos e a saúde vai muito bem, obrigado!
 
Conheço muita gente rica e feliz, assim como gente rica e infeliz, que vive em depressão. Não preciso nem dizer que estamos cercados de gente que não tem tanto dinheiro assim e também é muito feliz, assim como gente que não tem tanto dinheiro e é infeliz.
 
Considerando que existem ricos felizes e infelizes; pobres felizes e infelizes, sinto-me à vontade em dizer que dinheiro e felicidade não são excludentes. Você pode escolher entre ser rico ou pobre; feliz ou infeliz.
 
Costumo brincar dizendo que, entre dinheiro e felicidade, prefiro ficar com os dois!
 
Obviamente cada um deve saber o seu limite de risco e cada pessoa tem uma visão diferenciada sobre o que é riqueza e o que é felicidade, acima de tudo, a combinação dessas duas coisas.
 
Em resposta à questão de dinheiro trazer a felicidade, minha visão é definitivamente que não. Dinheiro não traz felicidade, tampouco o dinheiro a compra , mas isso não quer dizer que eu não acredite que é possível ser rico e feliz.
 
Não só acredito como faço os maiores esforços para que isso seja uma realidade para todos os meus alunos, quando ensino as opções e técnicas de investimentos.

T. Harv. Eker, em seu livro “Secrets of the Milionaire Mind”, já traduzido para o português, “Segredos de uma Mente Milionária”, mostra, dentre tantas outras coisas, a diferença entre a forma de pensar do rico e do pobre, e em uma das passagens ele diz que o rico acha importante conhecer o mercado financeiro, já o pobre faz questão de não compreendê-lo.
 
Como é que alguém vai enriquecer sem multiplicar o seu dinheiro? Como é que alguém poderá ser feliz quando já se sente infeliz ?

Você quer ser rico e feliz? Mantenha o seu estado de espírito elevado e pense em começar a investir o seu dinheiro.


Eli Borochovicius tem mais de 15 anos de experiência em empresas financeiras no Brasil e prestou consultoria no exterior. É certificado e licenciado pelo “The Money Camp” para ministrar cursos de educação financeira para crianças, jovens e adultos e é Membro Orientador do INI - Instituto Nacional de Investidores. É Mestrando em Educação pela PUC-Campinas, MBA Executivo Internacional pela FGV, MBA em empreendedorismo pela Babson College/US,  Pós-Graduado em Política e Estratégia pela USP, formado em Comércio Exterior e Diplomado pela Escola Superior de Guerra.
boro@themoneycamp.com.br

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Educação financeira: por que não aprendi isso antes?


Imagem: dreams time

“Um sábio passeava pelo parque, quando um homem aproximou-se e disse:
- Hoje pela manhã meu filho me pediu dinheiro para comprar algo que custa caro. Devo atendê-lo, mestre?

- Se não for uma situação de emergência, aguarde uma semana antes de comprar o que ele pediu, sem garantir se vai ou não fazê-lo.

- Mas se tenho condições de atendê-lo agora, por que esperar?

- Fará grande diferença, respondeu o mestre. As pessoas só dão o real valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não consegui-lo, ou se poderão ou não perdê-lo”.

Apesar de a educação financeira ser o melhor caminho para o sucesso financeiro, poucos pais se lembram disso ou são capazes de educar seus filhos a lidar com dinheiro, deixando um grande vazio na formação deles. Não vou por em discussão a maneira como cada um deve educar filhos. Quero apenas reforçar a importância de inserir no contexto esse importante assunto, desde a infância. Uma boa maneira de evitar que as crianças tenham dificuldades no futuro para lidar com a falta de dinheiro, seria ensiná-los a entender esse assunto, desde pequenos. Mas há uma alternativa melhor. A melhor coisa a fazer, seria evitar que eles tenham esse tipo de dificuldade, ensinando-os a economizar e a poupar desde a infância. Melhor do que saber lidar com falta de dinheiro é aprender a evitar ficar sem dinheiro.

É com essa visão que apresento este artigo. Quebrar o tabu de falar sobre finanças é um importante passo para criar uma geração melhor preparada para lidar com esse tema. Entre muitos livros que abordam esse assunto, existe uma série famosa que diferencia o tipo de educação passada por Pais Ricos e Pais Pobre a seus filhos, a qual apresenta abordagens interessantes. Independente da visão defendida pelos autores – a dos pais ricos, obviamente, é de se destacar a importância de ponderar as duas visões. É um interessante alerta para as decisões financeiras – e as decisões pessoais por detrás delas. Deixando de lado aquela mania maniqueísta de americanos, de classificar pessoas como vencedores ou perdedores, é válida a abordagem que valoriza o ensinamento de pais para filhos. É no ambiente familiar que deve ser despertado o interesse pelos assuntos financeiros. A falta de discussão em família pode deixar uma lacuna na educação dos filhos. Até porque, infelizmente, a maioria das escolas também não ensina a lidar com esse assunto, apesar de fazer parte do nosso cotidiano durante toda nossa vida.

Muitas pessoas adotam modelos semelhantes aos observados em casa. Os padrões familiares tendem a se repetir. Crenças monetárias são absorvidas por “osmose”, pela observação dos exemplos domésticos, de maneira mais forte do que eventuais conselhos passados de pais para filhos. Deixar um patrimônio imobiliário ou financeiro para os filhos não vai garantira tranqüilidade financeira deles, a menos que você também deixe como legado uma sólida educação financeira. Aliás, arrisco-me a dizer que o segundo fator é até mais importante do que o primeiro.

“[...] Conselhos de pais sobre dinheiro, geralmente bem-intencionados, são as informações mais influentes que recebemos acerca do assunto. Para acriança que fomos, não se tratou apenas da opinião de seres humanos falíveis quanto à realidade do mundo. Acreditamos nas mensagens daquelas conversas francas com mamãe e papai mais piamente do que se nos tivesse sido entregues por Deus em tábuas de pedra.[...]Dra.Victoria Felton-Collins.

Há muitos autores, como o Dr.Axel Capriles, que afirmam ser já na infância que as crianças percebem a relação do dinheiro com o nosso cotidiano. Portanto, não há dúvidas que ser preparado desde a infância para lidar com o dinheiro – elemento onipresente em nossa vida, viabilizará uma melhor relação como dinheiro na vida adulta.

“[...] As investigações empíricas sobre a gênese e o conceito do desenvolvimento do dinheiro para crianças, apontam que a noção mais primária da economia infantil é a imagem do dinheiro como símbolo da relação, vinculado à obtenção do prazer e a satisfação das necessidades e desejos [...] conseguem compreender a utilidade do dinheiro na compra de doces e chocolates”.[...] Axel Capriles

Não se sabe ao certo o motivo de judeus e árabes aparentemente terem mais sucesso financeiro do que pessoas de outras origens. O certo é que, apesar das grandes diferenças, ambos compartilham de comportamentos comuns às pessoas que sabem lidar com dinheiro. O fator cultural é fundamental nesse processo. Ainda que as crianças não recebam orientação formal a respeito na escola, com certeza são influenciadas por um ambiente familiar e comunitário que cultua tradições milenares de respeito e apreço ao “massari” (dinheiro, em árabe). Talvez essa seja a diferença. Aproveite os ensinamentos milenares. Crie em casa um ambiente favorávelà cultura financeira. É a melhor escola de finanças que seus filhospodem ter.

Considero positivas algumas experiências vividas por pré-adolescentes na busca de dinheiro extra. Iniciativas que ainda hoje são vistas, principalmente no interior, onde crianças montam postos de venda ou troca de revistas usadas, figurinhas, limonada, doces, serviços de jardinagem, artesanato e outras tantas que a mente juvenil desenvolve. Mesmo como brincadeira, são boas oportunidades parao amadurecimento financeiro. Minha sugestão seria apoiar essas experiências.

Alguns amigos e clientes com os quais abordei esse assunto, levantaram questionamentos sobre a forma de abordagem e o que se deveria esperar ao tratar o tema finanças com crianças e adolescentes. Procurei reunir e agrupar características observadas que podem contribuir com a formação de uma geração mais consciente e mais madura financeiramente, em contra-ponto ao consumismo desenfreado percebido em certos grupos.

Responsabilidade – Ao passar princípios de responsabilidade aos filhos, deve-se aproveitar para ensinar também sobre a responsabilidade de uso do dinheiro:

» Não se deve gastar tudo que se ganha.
» Não se deve assumir compromissos financeiros que não se possa cumprir.
» Dinheiro se guarda em lugar seguro.
» Primeiro se garantem as receitas, para depois realizar as despesas.
» Quem não tem reserva financeira, sempre paga mais caro quando precisa de dinheiro.
» Quem não sabe quanto gasta, sempre gasta mais do que precisa.

Independência – Ajude seus filhos a criar independência financeira. Estabeleça uma quantia fixa por mês ou semana (mesada) que seja suficiente e razoável para as necessidades deles. Faça com que se adaptem a esse valor. Até os 14 anos, é melhor pagar a mesada com intervalos menores (semanal ou quinzenal). A partir dessa idade, aumente o intervalo até coincidir com sua fonte de renda, preferentemente mensal, com dia fixo. A partir de uma certa idade, peça para que paguem pessoalmente as próprias despesas, mesmo que seja com seu dinheiro (academia, curso de inglês, mensalidades, etc.).

Estimule-os a controlar algumas contas domésticas. Abra uma conta de poupança em nome deles. A partir dos 16 anos, ajude-os a abrir também uma conta corrente.

Liderança - Para que seus filhos sejam preparados para ser bons chefes de família (homens ou mulheres), permita que participem das discussões sobre as finanças da família. Não espere grandes contribuições. Tampouco é necessário que eles conheçam todos detalhes. Faça pelo menos que fiquem informados sobre a situação financeira da família, e como se lida com esses assuntos no dia-a-dia, especialmente nos momentos de aperto. Isso pode ajudar a enfrentar eventuais momentos de crise.

Lembre-se de que o exemplo é o melhor ensinamento. Os filhos têm tendência de se espelhar nos pais. Dê bons exemplos de gestão financeira familiar e permita que compartilhem com você. Talvez seja a melhor oportunidade da vida deles para aprender a lidar com dinheiro. Deixe que aprendam também com eventuais erros. A pior crise é aquela que não deixa ensinamentos.

Adaptação - Para que aprendam a se adaptar mais facilmente à vida, ajude-os aperceber mudanças nas condições financeiras da família, o mais rápido possível. Não esconda o jogo, principalmente se a mudança for para pior. Quanto mais tarde todos se adaptarem a um novo padrão, piores serão as conseqüências. A tempestividade dos ajustes pode evitar desequilíbrios entre receitas e despesas.

Poupança – Para ensinar a poupar, dê exemplo e motivação. Evite comprar tudo que pedem, ainda que você possa. Motive-os a fazer escolhas. Faça com que elejam prioridades. Facilite para que juntem as próprias economias. Comece pelos cofrinhos e valorize cada centavo poupado. Procure estabelecer metas e contribua para que os objetivos sejam alcançados, sempre com pequenas doses de esforço. Se for possível, faça depósitos de reforço quando alguma meta for atingida.

Adversidades – Para ensinar crianças a lidar com as adversidades financeiras, aproveite para fazê-lo quando você tiver opção. Dizer não às vezes é difícil, mas em se tratando de dinheiro, é necessário e pode ser muito útil. Pais que satisfazem todos os desejos de consumo dos filhos acabam gastando muito. Às vezes mais do que podem. Se essa prática se prolongar, as reservas podem se consumir e o “não” deixará deser uma opção, será uma necessidade. É mais fácil administrar as negativas e concessões enquanto se pode, do que em situações de escassez.

Habilidade - Para que seus filhos desenvolvam habilidades negociais, dê-lhes oportunidades e estímulos. Negociação é uma arte que se desenvolve desde pequeno. Lembre-se de que na vida estamos freqüentemente negociando.

Ética –A relação das pessoas com o dinheiro é um ótimo parâmetro para aferição da ética. De acordo com a Dra.Victoria Felton-Collins, por volta dos dez a doze anos, o ser humano já adota as posturas e valores básicos em relação ao dinheiro. Sabemos que essa fase é das mais importantes para a formação da personalidade. Sendo assim, a educação financeira pode ser uma excelente oportunidade para tratar esse assunto e incutir nas crianças valores éticos e morais.

Dica
É comum ouvir que a educação de berço é a mais importante. Se isso realmente é verdade, vamos potencializar essa oportunidade. Introduzir Educação Financeira na família pode não garantir riqueza ou fortuna, mas certamente vai contribuir para evitar apertos e desacertos financeiros no futuro para a nova geração.

Autor: Álvaro Modernell



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Eu prefiro ser essa Metamorfose Ambulante



Esta foi a notícia que mais me deixou chocada depois que eu descobri que Papai Noel e Coelho da Páscoa não existem.

Como nosso cérebro é tendencioso e sempre acredita em tudo o que nos dizem ou no que lemos, tenho por hábito buscar informações que comprovem os fatos.

“Nunca acredite em tudo o que eu lhes digo. A minha verdade pode não ser a sua.”, falo aos meus alunos, porque acho importante que eles experimentem por eles mesmos o significado de plasticidade neuronal e sobre poder sempre aprender coisas novas, formar novas sinapses (imagine fogos de artifício na virada do ano. É isso.) e buscar novas verdades com base no conhecimento deles. “ Penso, logo existo.”

O cérebro A-DO-RA uma novidade.

Depois que li o artigo abaixo, não foi diferente e acabei descobrindo mais coisas interessantes.

Como trabalhamos a educação com base na neurociência, este é um dos temas que me atrai bastante e algumas coisas eu já conhecia e algumas outras coisas interessantérrimas e escritas do jeito que o nosso cérebro gosta de ler me prenderam à leitura (fogos de artifícios) e partilho com vocês, antes de contar a máxima do dia.

Suzana Herculano-Houzel autora dos livros O Cérebro Nosso de Cada Dia - Descobertas da Neurociência sobre a Vida Cotidiana(2002), Sexo, Drogas, Rock'n'Roll & Chocolate - O Cérebro e os Prazeres da Vida Cotidiana (2003), O Cérebro em Transformação (2005) e Por que o Bocejo é Contagioso? e Outras Curiosidades da Neurociência do Cotidiano (2007)

http://vetneuro.wordpress.com/

http://www.azzarellogroup.com/blog/2010/07/29/your-brain-on-stress/

Goleman, Daniel – Inteligência Emocional

www.cidadedocerebro.com.br

Finalmente, a resposta mais simples que eu precisava encontrar depois de tanta neurociência, veio de um trecho do livro “ Comer, Rezar, Amar” , de Elizabeth Gilbert.

…People universally tend to think that happiness is a stroke of luck, something that will maybe descend upon you like fine weather if you are fortunate enough. But that's not how happiness works. Happiness is the consequence of personal effort, [...] and once you have sustained a state of happiness, you must never become lax about maintaining it…

(tradução livre) ...As pessoas tendem a pensar universalmente que a felicidade é um golpe de sorte, algo que talvez lhe aconteça se você tiver sorte suficiente, como o tempo bom. Mas não é assim que a felicidade funciona. A felicidade é consequencia de um esforço pessoal.(...) e você precisa participar o tempo todo das manifestações de suas próprias bênçãos. E, uma vez alcançado um estado de felicidade, você nunca deve relaxar em sua manutenção....

Agora, sim, o artigo que me levou a pesquisar tudo isso e ficar encantada com mais um pouco.

Ao final das contas (lá vem a matemática), foi bom pra mim e espero que seja valioso para você também.

Texto original: http://darrenhardy.success.com/2010/11/to-be-great-be-grateful
Tradução livre: Silvia Alambert

Você sabia que o seu cérebro NÃO foi desenhado para te fazer feliz? Sei que isso parece ser alarmante para você, mas seu cérebro tem uma única função primária – mantê-lo vivo (* por conta da amígdala cerebral que não evolui desde os tempos das cavernas). Seu cérebro é programado especificamente para se concentrar em coisas negativas.

Isto é um problema caso você deseje amar, prosperar e ser feliz – aquelas coisas além da questão da segurança.

Deixando-o sem orientação, seu cérebro vai te cozinhar para buscar por eventos negativos (* no caso de muitos telejornais e tramas de novelas, eu chamaria de “ desgraças”) durante o dia, todos os dias de sua vida. O enigma é – aquilo que você pensa é o que acontece. Onde você concentra sua atenção é para onde ela vai, para onde sua energia flui, o rumo que a sua vida toma.

(* quer pior do que encontrar um colega no café e você pergunta: “ Oi. Está tudo bem?” e a pessoa começa: “ Menina, estou tão desanimada. Deixa eu te contar a última que o fulano aprontou comigo...” ou “ Nossa estou com uma alergia que é um sofrimento e não sei de onde vem e não estou aguentando e vou ter que ir ao médico e blá blá blá ...” Pronto. Acabou sua energia e seu cérebro também começa a pensar em coisas desgraçadas para você poder participar da conversa. Inacreditável mesmo a facilidade com que o cérebro rapidamente encontra uma desgraça. E quando a gente ainda começa a se coçar junto...).

Aqui é que entra o poder da gratidão. Se você quer direcionar sua vida para coisas positivas, você tem que direcionar sua mente para aquilo que é positivo e forçá-la a focar naquilo que você se sente grato.

Se você quer se sentir bem, você tem que focar na gratidão. Você pode mudar qualquer situação na sua vida simplesmente redirecionando sua mente para focar no que você julga ser certo, ao invés de focar no que você julga que é errado.

(* O Prof. Luiz Machado dá um exemplo até engraçado sobre isto. Ele diz que normalmente a pessoa quando faz uma oração ela pede assim: “ Senhor, proteja o meu dia. Não deixe que nada de mal me aconteça, não deixe que eu seja atropelado, não...”. Ele diz que com base nesta oração, a pessoa atrai tudo de ruim, porque o quadro mental enquanto ora, é o de se imaginar em situações que possam lhe acontecer, inclusive de se ver sendo atropelada. Deveria orar alterando o estado negativo do cérebro para um estado positivo).

Eu tenho um Desafio da Gratidão para você: Meu desafio é que você pense em uma área de sua vida que você encontra alguma dificuldade e tem o desejo de melhorá-la. Pelos próximos 21 dias, ao final de cada dia, invista 3 minutos e escreva sobre uma situação que você julga problemática na sua vida, mas de forma positiva e a qual você seja grato (* oops, parece difícil ? Claro, se o cérebro só pensa em coisa negativa normalmente... mas insista com ele para achar coisas positivas até nas situações negativas). Pode ser um colega de trabalho, seu emprego, uma situação no casamento..qualquer coisa ou qualquer pessoa que lhe cause frustração ou lhe afete de forma negativa.

Eu lhe afirmo que quando você mudar o seu olhar sobre a situação, a situação muda junto.

Quem está pronto para este desafio simples? Mãos à obra. Ler este blog não irá lhe ajudar. Como Johann Von Goethe disse, “ O saber sozinho não é suficiente; nós precisamos aplicá-lo.” Idéias que não são praticadas não tem utilidade alguma. Idéias executadas tem o poder de mudar o mundo – particularmente o seu.

Experimente o desafio. Não por mim, mas por você. Você tentará ? 3 minutos por dia durante 21 dias. Quem fará? Declare na seção de comentários que você tentará e que você estará comprometido em ser grato durante os próximos 21 dias. Não seja um “lurker” (* sem significado exato para o português, mas o mais próximo seria a pessoa que acompanha blogs, fóruns de notícias, faz parte de redes sociais, mas que nunca se manifesta. Tipo um “ observador”) silencioso, encoraje outras pessoas partilhando sua declaração na seção de comentários.

(*) minhas colocações