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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Feira de Brinquedos Educativos em São Paulo


A ABRINE – Associação Brasileira de Brinquedos Educativos reúne de 04 a 07 de agosto no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo toda a cadeia do Setor do Brinquedo Educativo entre designers, desenvolvedores de produtos, fabricantes, fornecedores e consumidores finais.

Na V Feira de Brinquedos Educativos (04 e 07/08), a ABRINE reúne todas as importantes empresas do setor - expositores e visitantes dos setores de brinquedos educativos, escolas e profissionais da educação e da saúde. A Feira apresenta produtos únicos em seu design, dinâmicos, ecológicos e eficientes para o desenvolvimento de adultos, jovens e crianças desde os primeiros anos. O ingresso é reservado nos dois primeiros dias para profissionais do setor de: brinquedos, papelaria, livrarias, materiais pedagógicos, materiais educativos, esportivos, e nos dois últimos dia para o público em geral.

No I Seminário Integrado Brinquedo – Educação – Saúde e Qualidade de Vida (04 e 05/08), reúne reflexões de grandes profissionais da área sobre o tema: “bom brincar” e seus impactos e implicações no desenvolvimento pessoal. O Seminário é destinado a professores e educadores, brinquedistas, artesãos, críticos, pesquisadores, estudantes de design, educação, saúde e interessados em geral.

Palestrantes Confirmados:

ALVARO MODERNEL - "A importância do lúdico na educação financeira infantil"

ARNALDO RABELLO - “Edutainment – Uma tendência no marketing infantil”

FERNANDO VIANNA - "A Importância do Brinquedo Científico"

GILSON GIOMBELI - "Eu, o Brinquedo e o Cego"

LEANDRO COSTA - "Projetando jogos educativos mais divertidos e eficientes”

MAURÍCIO DE ARAÚJO LIMA - "Os jogos que os brasileiros conhecem e que o Brasil desconhece"

LÍGIA MEFANO - “O Design de Brinquedos no Brasil: uma Arqueologia do Projeto e suas Origens”

PAULA FALCÃO - “Desenvolvendo Competências Profissionais através de Jogos de Tabuleiros”

Dr. ROBERTO AVRITCHIR - "O Lúdico e o Risco"

RICARDO ROCHA - "Sustentabilidade e qualidade de vida para as próximas gerações"

SÍLVIA ALAMBERT - “O jogo como ferramenta de aprendizagem financeira de crianças e jovens”

MONICA MELIM & GESIEL DE OLIVEIRA - "Brinquedo Cantado”

CASSIA VIGER - “A Educação nas Asas da Imaginação!”

TIAGO AQUINO DA COSTA E SILVA (PAÇOCA) - "Brinquedo e a Ludicidade: Jogos e Brincadeiras em ação'"

Na I BIENAL do Brinquedo Educativo (06 e 07/08), a ABRINE promove a cultura do “bom brincar”, divulgando para o público, consumidor final, o Brinquedo Educativo, como objeto de lazer, educação e saúde, reunindo num mesmo local profissionais do setor e o público, o consumidor final. Com espaços interativos para o público para aproximar crianças, jovens e adultos na fascinação do “bom brincar”. O ingresso é livre, aberto ao público em geral, desde que credenciado. Para o ingresso no recinto solicita-se 01 (um) kg de alimento não-perecível para doação.

O credenciamento é realizado antecipadamente através do site www.abrine.org.br/feiras





terça-feira, 30 de novembro de 2010

Educação financeira: por que não aprendi isso antes?


Imagem: dreams time

“Um sábio passeava pelo parque, quando um homem aproximou-se e disse:
- Hoje pela manhã meu filho me pediu dinheiro para comprar algo que custa caro. Devo atendê-lo, mestre?

- Se não for uma situação de emergência, aguarde uma semana antes de comprar o que ele pediu, sem garantir se vai ou não fazê-lo.

- Mas se tenho condições de atendê-lo agora, por que esperar?

- Fará grande diferença, respondeu o mestre. As pessoas só dão o real valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não consegui-lo, ou se poderão ou não perdê-lo”.

Apesar de a educação financeira ser o melhor caminho para o sucesso financeiro, poucos pais se lembram disso ou são capazes de educar seus filhos a lidar com dinheiro, deixando um grande vazio na formação deles. Não vou por em discussão a maneira como cada um deve educar filhos. Quero apenas reforçar a importância de inserir no contexto esse importante assunto, desde a infância. Uma boa maneira de evitar que as crianças tenham dificuldades no futuro para lidar com a falta de dinheiro, seria ensiná-los a entender esse assunto, desde pequenos. Mas há uma alternativa melhor. A melhor coisa a fazer, seria evitar que eles tenham esse tipo de dificuldade, ensinando-os a economizar e a poupar desde a infância. Melhor do que saber lidar com falta de dinheiro é aprender a evitar ficar sem dinheiro.

É com essa visão que apresento este artigo. Quebrar o tabu de falar sobre finanças é um importante passo para criar uma geração melhor preparada para lidar com esse tema. Entre muitos livros que abordam esse assunto, existe uma série famosa que diferencia o tipo de educação passada por Pais Ricos e Pais Pobre a seus filhos, a qual apresenta abordagens interessantes. Independente da visão defendida pelos autores – a dos pais ricos, obviamente, é de se destacar a importância de ponderar as duas visões. É um interessante alerta para as decisões financeiras – e as decisões pessoais por detrás delas. Deixando de lado aquela mania maniqueísta de americanos, de classificar pessoas como vencedores ou perdedores, é válida a abordagem que valoriza o ensinamento de pais para filhos. É no ambiente familiar que deve ser despertado o interesse pelos assuntos financeiros. A falta de discussão em família pode deixar uma lacuna na educação dos filhos. Até porque, infelizmente, a maioria das escolas também não ensina a lidar com esse assunto, apesar de fazer parte do nosso cotidiano durante toda nossa vida.

Muitas pessoas adotam modelos semelhantes aos observados em casa. Os padrões familiares tendem a se repetir. Crenças monetárias são absorvidas por “osmose”, pela observação dos exemplos domésticos, de maneira mais forte do que eventuais conselhos passados de pais para filhos. Deixar um patrimônio imobiliário ou financeiro para os filhos não vai garantira tranqüilidade financeira deles, a menos que você também deixe como legado uma sólida educação financeira. Aliás, arrisco-me a dizer que o segundo fator é até mais importante do que o primeiro.

“[...] Conselhos de pais sobre dinheiro, geralmente bem-intencionados, são as informações mais influentes que recebemos acerca do assunto. Para acriança que fomos, não se tratou apenas da opinião de seres humanos falíveis quanto à realidade do mundo. Acreditamos nas mensagens daquelas conversas francas com mamãe e papai mais piamente do que se nos tivesse sido entregues por Deus em tábuas de pedra.[...]Dra.Victoria Felton-Collins.

Há muitos autores, como o Dr.Axel Capriles, que afirmam ser já na infância que as crianças percebem a relação do dinheiro com o nosso cotidiano. Portanto, não há dúvidas que ser preparado desde a infância para lidar com o dinheiro – elemento onipresente em nossa vida, viabilizará uma melhor relação como dinheiro na vida adulta.

“[...] As investigações empíricas sobre a gênese e o conceito do desenvolvimento do dinheiro para crianças, apontam que a noção mais primária da economia infantil é a imagem do dinheiro como símbolo da relação, vinculado à obtenção do prazer e a satisfação das necessidades e desejos [...] conseguem compreender a utilidade do dinheiro na compra de doces e chocolates”.[...] Axel Capriles

Não se sabe ao certo o motivo de judeus e árabes aparentemente terem mais sucesso financeiro do que pessoas de outras origens. O certo é que, apesar das grandes diferenças, ambos compartilham de comportamentos comuns às pessoas que sabem lidar com dinheiro. O fator cultural é fundamental nesse processo. Ainda que as crianças não recebam orientação formal a respeito na escola, com certeza são influenciadas por um ambiente familiar e comunitário que cultua tradições milenares de respeito e apreço ao “massari” (dinheiro, em árabe). Talvez essa seja a diferença. Aproveite os ensinamentos milenares. Crie em casa um ambiente favorávelà cultura financeira. É a melhor escola de finanças que seus filhospodem ter.

Considero positivas algumas experiências vividas por pré-adolescentes na busca de dinheiro extra. Iniciativas que ainda hoje são vistas, principalmente no interior, onde crianças montam postos de venda ou troca de revistas usadas, figurinhas, limonada, doces, serviços de jardinagem, artesanato e outras tantas que a mente juvenil desenvolve. Mesmo como brincadeira, são boas oportunidades parao amadurecimento financeiro. Minha sugestão seria apoiar essas experiências.

Alguns amigos e clientes com os quais abordei esse assunto, levantaram questionamentos sobre a forma de abordagem e o que se deveria esperar ao tratar o tema finanças com crianças e adolescentes. Procurei reunir e agrupar características observadas que podem contribuir com a formação de uma geração mais consciente e mais madura financeiramente, em contra-ponto ao consumismo desenfreado percebido em certos grupos.

Responsabilidade – Ao passar princípios de responsabilidade aos filhos, deve-se aproveitar para ensinar também sobre a responsabilidade de uso do dinheiro:

» Não se deve gastar tudo que se ganha.
» Não se deve assumir compromissos financeiros que não se possa cumprir.
» Dinheiro se guarda em lugar seguro.
» Primeiro se garantem as receitas, para depois realizar as despesas.
» Quem não tem reserva financeira, sempre paga mais caro quando precisa de dinheiro.
» Quem não sabe quanto gasta, sempre gasta mais do que precisa.

Independência – Ajude seus filhos a criar independência financeira. Estabeleça uma quantia fixa por mês ou semana (mesada) que seja suficiente e razoável para as necessidades deles. Faça com que se adaptem a esse valor. Até os 14 anos, é melhor pagar a mesada com intervalos menores (semanal ou quinzenal). A partir dessa idade, aumente o intervalo até coincidir com sua fonte de renda, preferentemente mensal, com dia fixo. A partir de uma certa idade, peça para que paguem pessoalmente as próprias despesas, mesmo que seja com seu dinheiro (academia, curso de inglês, mensalidades, etc.).

Estimule-os a controlar algumas contas domésticas. Abra uma conta de poupança em nome deles. A partir dos 16 anos, ajude-os a abrir também uma conta corrente.

Liderança - Para que seus filhos sejam preparados para ser bons chefes de família (homens ou mulheres), permita que participem das discussões sobre as finanças da família. Não espere grandes contribuições. Tampouco é necessário que eles conheçam todos detalhes. Faça pelo menos que fiquem informados sobre a situação financeira da família, e como se lida com esses assuntos no dia-a-dia, especialmente nos momentos de aperto. Isso pode ajudar a enfrentar eventuais momentos de crise.

Lembre-se de que o exemplo é o melhor ensinamento. Os filhos têm tendência de se espelhar nos pais. Dê bons exemplos de gestão financeira familiar e permita que compartilhem com você. Talvez seja a melhor oportunidade da vida deles para aprender a lidar com dinheiro. Deixe que aprendam também com eventuais erros. A pior crise é aquela que não deixa ensinamentos.

Adaptação - Para que aprendam a se adaptar mais facilmente à vida, ajude-os aperceber mudanças nas condições financeiras da família, o mais rápido possível. Não esconda o jogo, principalmente se a mudança for para pior. Quanto mais tarde todos se adaptarem a um novo padrão, piores serão as conseqüências. A tempestividade dos ajustes pode evitar desequilíbrios entre receitas e despesas.

Poupança – Para ensinar a poupar, dê exemplo e motivação. Evite comprar tudo que pedem, ainda que você possa. Motive-os a fazer escolhas. Faça com que elejam prioridades. Facilite para que juntem as próprias economias. Comece pelos cofrinhos e valorize cada centavo poupado. Procure estabelecer metas e contribua para que os objetivos sejam alcançados, sempre com pequenas doses de esforço. Se for possível, faça depósitos de reforço quando alguma meta for atingida.

Adversidades – Para ensinar crianças a lidar com as adversidades financeiras, aproveite para fazê-lo quando você tiver opção. Dizer não às vezes é difícil, mas em se tratando de dinheiro, é necessário e pode ser muito útil. Pais que satisfazem todos os desejos de consumo dos filhos acabam gastando muito. Às vezes mais do que podem. Se essa prática se prolongar, as reservas podem se consumir e o “não” deixará deser uma opção, será uma necessidade. É mais fácil administrar as negativas e concessões enquanto se pode, do que em situações de escassez.

Habilidade - Para que seus filhos desenvolvam habilidades negociais, dê-lhes oportunidades e estímulos. Negociação é uma arte que se desenvolve desde pequeno. Lembre-se de que na vida estamos freqüentemente negociando.

Ética –A relação das pessoas com o dinheiro é um ótimo parâmetro para aferição da ética. De acordo com a Dra.Victoria Felton-Collins, por volta dos dez a doze anos, o ser humano já adota as posturas e valores básicos em relação ao dinheiro. Sabemos que essa fase é das mais importantes para a formação da personalidade. Sendo assim, a educação financeira pode ser uma excelente oportunidade para tratar esse assunto e incutir nas crianças valores éticos e morais.

Dica
É comum ouvir que a educação de berço é a mais importante. Se isso realmente é verdade, vamos potencializar essa oportunidade. Introduzir Educação Financeira na família pode não garantir riqueza ou fortuna, mas certamente vai contribuir para evitar apertos e desacertos financeiros no futuro para a nova geração.

Autor: Álvaro Modernell



domingo, 3 de outubro de 2010

Lição de Cidadania e Ética aos Filhos

Imagem: dreamstime.com

Aproveito o momento e deixo uma reflexão sobre como andamos transmitindo lições de cidadania às crianças.

Todas as questões que envolvem desde a preservação do meio ambiente, a miséria no mundo, aprender a conviver com os diferentes,  e também a questão das políticas públicas deveriam ser abordadas desde sempre na vida das crianças. Cada coisa em seu tempo, obviamente.

Parece loucura conversar sobre isso com as crianças e jovens, mas princípios de ética e cidadania caem bem em qualquer tempo do crescimento das crianças e jovens. Aliás, dê a oportunidade de uma conversa breve e você se surpreenderá, já que eles costumam usar o seu próprio vocabulário e a adotar os modelos vindos de casa.

Sei disso e por isso compartilho a experiência, porque quando abordamos a questão dos impostos e a Previdência Pública no Brasil durante as aulas de educação financeira, ouço todo o tipo de coisa e eles são realmente muito bons nisso. Não conversamos sobre política, porque não é esta a intenção, mas é inevitável que eles façam comentários, já que são seres que veem, ouvem e pensam.

Se cada pessoa do planeta tivesse o mínimo de consciência e acessasse sua própria e outras histórias e comportamentos naturais, poderia passar ensinamentos sobre ética e cidadania aos filhos simplesmente mostrando estas histórias de forma natural. Evitaríamos o desperdicício de um monte de coisas.

Às vezes, enquanto educamos nossos filhos, acreditamos que se já ensinamos alguns comportamentos éticos e de cidadania aos nossos filhos dentro de nossa própria casa também acreditamos que eles já tenham entendido a lição para aplicar isso do lado de fora, mas nem sempre é assim.

Um exemplo quase ridículo (não dá para acreditar que ainda exista quem aja dessa forma), mas revoltante, é quando nos deparamos com um carro a nossa frente e vemos o motorista ou passageiro abrindo o vidro e simplesmente mandando sacos de papel com qualquer resto de coisa dentro ( normalmente chamamos isso de lixo) para o lado de fora. 

Se fossem pessoas conscienciosas entenderiam que este tipo de comportamento, além de ser perigoso a quem está logo atrás, entope bueiros e que restos de comida atraem baratas e ratos (há uma média de 7 ratos/habitante em São Paulo !!!) e, por conseguinte, prolifera doenças.
Fico imaginando como deve ser a casa de uma pessoa que age desta forma...
Ou ainda aquele motorista que ao ver um outro veículo dando seta para entrar (embora andem economizando até na seta), ao invés de permitir que o outro entre ele acelera para passar à frente do carro que está tentando entrar.
O que é isso? GP de F1 ?

Nas escolas, encontramos lixo (papel, chicletes, sacos de salgadinho, caixinha de suco vazia) caídos no chão da sala de aula, sob a carteira.
Será que é isso que ensinamos aos nossos filhos em casa ou será que não reforçamos o ensinamento o suficiente a ponto de que eles compreendam que a questão de cidadania deve ser adotada não só dentro, mas fora de casa também ?

Vou lhe chamar a atenção para um caso bem comum que vem acontecendo entre os jovens ( e não estou nem falando sobre levar armas para a escola...Glup!): eles dizem que perderam o celular. Será que perderam mesmo ou deram cabo do velho porque estão querendo um modelo novo ?

Quer mais uma?

" Eu posso me atrasar na entrada da aula porque aqui não é a Inglaterra."

Por que é que tem que ser assim?

Se estão crescendo envoltos em crenças de sobreposição do TER ao invés do SER (nem que para isto seja necessário mentir aos pais), em crenças negativas sobre a possibilidade de mudar alguma coisa ou fazer a diferença é porque estão descrentes dos valores reais de vida e descrentes sobre a posição deles enquanto  cidadãos capazes de mudar a história e fazer diferente daquilo que não aceitam como uma verdade.

Devemos ser e estar atentos com a educação de nossos filhos em todos os aspectos. Devemos nos preocupar, sim, com o dever de casa, ver agendas, ajudar com os trabalhos escolares, oferecer suporte e conversar com a escola quando vemos algo em desalinho com nossos princípios.

Já fomos jovens e sabemos como as coisas são e como pais, às vezes somos tachados de "chatos", mas se não formos nós a nos preocuparmos com nossos filhos e o futuro deles, sobre o que pensam, o que estão fazendo, aprendendo, quem são os amigos, onde estão, deixaremos isto para quem? Para a escola somente ? Para a babá ou funcionária da casa ou o motorista da família ? Para a família do amigo ?

As mudanças das coisas que queremos ver só acontecem se começarmos a falar sobre elas de forma mais clara ao invés de somente criticarmos e ficarmos de braços cruzados, passando mensagens estáticas aos nossos filhos.

No dia a dia, podemos ensinar às nossas crianças os princípios básicos de cidadania, conversar sobre comportamentos que nos desagradam ou agradam e porque e refletirmos juntos sobre novas possibilidades. Assim, teremos certeza de que somos o porto seguro, a base de confiança de nossos filhos, onde eles sabem que podem questionar pois serão ouvidos, podem argumentar e refletir sobre as questões da vida, sem meias palavras e objetivamente e assim, crescerão seguros sobre seus ideais, seus princípios e seus valores enquanto ser humano. 

" Um sonho sonhado sozinho é somente um sonho.
Um sonho sonhado junto é realidade." ( Raul Seixas)


"Uma pesquisa divulgada pelo Ibope em 25.11.03 traz dados preocupantes sobre as nossas relações de cidadania. Indica que 56% dos brasileiros não têm vontade de participar das práticas capazes de influenciar nas políticas públicas. 35% nem tem conhecimento do sejam essas práticas e 26% acham esse assunto “chato demais” para se envolver com ele. Nem tudo está perdido: 44% dos entrevistados manifestaram algum interesse em participar para a melhoria das atividades estatais, e entendem que o poder emana do povo como está previsto na Constituição. A pesquisa anima, de forma até surpreendente, quando mostra que 54% dos jovens (entre 16 e 24 anos), têm interesse pela coisa pública. Interesse que cai progressivamente à medida que a idade aumenta. A pesquisa ajuda a desmontar a idéia que se tem de que o jovem é apático ou indiferente às coisas do seu país."(1)

 (1) BARBOSA, B. Falta de informação limita participação popular. Cidadania na Internet. Rio de Janeiro, nov. 2003. Disponível em http://www.cidadania.org.br/conteudo.asp.  







 





quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Jovens empreendedores

Imagem: The Money Camp Brasil. Todos os direitos reservados

Temos um módulo sobre empreendedorismo em nosso curso de educação financeira para crianças e jovens, onde são convidados a gerirem um negócio próprio e depois realizamos a Feira do Empreendedor, onde eles podem expor seus produtos e realizarem negócios.

Os jovens são ávidos por empreender, mas muitas vezes encontram limitações por não encontrarem apoio em suas famílias que insistem no velho jargão: " Estude, tire boas notas e arrume um bom emprego."
Não há problemas quanto a estudar e tirar boas notas, mas também não há problemas em permitir que os jovens possam ser empreendedores desde cedo.

Limitá-los a acreditar que apenas com um bom emprego é que terão garantia de alguma coisa no futuro é o mesmo que matar o potencial criativo e empreendedor dos jovens ou dizer: " Não. Isso não é para você." É um verdadeiro banho de água fria.

Aliás, um estudo realizado com relação a tendência de carreiras para 2020, deixa claro que "As relações de trabalho sofrerão alterações significativas. Haverá uma diminuição dos postos de trabalho formais implicando que muitos profissionais terão que criar seu próprio emprego. Novas formas de venda das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas às formas autônomas.", então, por que não apoiar as idéias empreendedoras dos jovens para que tenham a oportunidade de experimentar seu "próprio emprego" ainda cedo? (http://avitech.com.br/vidaecarreira/2010/04/30/tendencias-de-carreiras-para-2020/) 

Instruindo nossos jovens desde já, dando-lhes a oportunidade de realizarem seu próprio ' negócio', eles poderão seguir mais auto confiantes e certos de suas escolhas profissionais futuras e saberão, por eles próprios, se desejam ter um " bom emprego" ou se preferirão ser bons empregadores. 

Somente para reflexão... 

Jovens que ficaram milionários antes dos 20 anos

O Buteco da Net fez uma lista com alguns jovens que conseguiram ficar milionários antes mesmo de completarem 20 anos de idade e contando também como chegaram a tal feito.

Uma verdadeira lição de vida para muitos.
 

Ephren Taylor II

Enquanto a maioria dos garotos de 12 anos pensam em curtir a vida, Taylor já começava a elevar sua fortuna com a criação do seu próprio game para Super Nintendo. Depois de vender 30 cópias para os amigos por 10 dólares e perceber que a maioria dos seus concorrentes faturavam alto, ele tomou a decisão de aumentar os serviços de assinantes. Como ninguém precisava falar com ele diretamente, pouco importava sua idade. “Quando eu recebi um cheque de US$ 3800 (de um varejista do ramo de vitaminas e suplementos), meus pais pensaram que eu estava vendendo drogas”, contou ele. E não parou por aí. Aos 16 anos, Taylor juntou-se com mais um amigo e criou um site para ajudar jovens estudantes a arrumar emprego – seus clientes: Citigroup e Pizza Hut. Pouco mais de 10 anos foram suficientes para transformar Taylor num dos investidores de um grupo de empresas que investe na revitalização de áreas urbanas.

Fraser Doherty

Acredite, aos 14 anos, Doherty começou a fazer doces usando a receita da avó. Originalmente, sua clientela era limitada aos vizinhos e amigos da igreja, mas o negócio progrediu tão rapidamente que aos 16 anos o garoto deixou a escola para dedicar-se integralmente ao seu trabalho. Com o crescente aumento da produção, Doherty resolveu fornecer suas geléias para uma rede de supermercados no Reino Unido, que foi copiada pelos concorrentes. Para ter uma ideia, no último ano, a SuperJam, como é chamada a geléia do garoto, rendeu US$ 1,2 milhão, 60% maior que o ano anterior. “Faço geléia porque amo fazer”, disse ele ao site Forbes. Realmente, o sucesso é muito doce.

 
Ashley Qualls

Aos 14 anos Qualls resolveu criar um portfolio pessoal com fotos e gráficos. Mais tarde, ela ofereceu seus layouts gratuitamente no MySpace e forneceu tutoriais para outros jovens dispostos a fazer o mesmo. Em pouco tempo o site atingiu 7 milhões de acessos por mês, fazendo com que Qualls recebesse uma oferta de US$ 1,5 milhões, que segundo ela, foi recusada. Agora, com 17 anos, Qualls é uma garota financeiramente independente.


Catherine Cook

Catherine, de 17 anos, e seu irmão perceberam que álbuns de formatura poderiam ajudá-los a ganhar algum dinheiro. Com um pouco de imaginação, eles resolveram desenvolver uma versão eletrônica via internet. Foi o suficiente para chamar a atenção do irmão mais velho que resolveu investir US$ 250 mil para criarem o myyearbook.com, uma espécie de rede social para quem se formou. Hoje o site é um sucesso, com redimento na casa dos milhões.

Cameron Johnson

Cameron desde garotinho é um verdadeiro empreendedor. Com apenas 9 anos ele começou a confeccionar convites para festas. Aos 11 anos, atacou de vendedor de bonecas, comprando-as da irmã e revendendo na internet 10 vezes mais cara. Mais tarde, com o dinheiro arrecadado, Cameron investiu num serviço de envio de e-mail e em anúncios do tipo ‘pirâmide’, em que os interessados pagavam pela publicidade. Segundo Cameron, antes de formar-se já tinha acumulado US$ 1 milhão. Hoje ele se mantém dando palestras.
 
Adam Hildreth

Com apenas 14 anos, o inglês Hildreth entrou no mundo dos negócios, iniciando uma rede social chamada Dubit Limited. Rapidamente grandes empresa, como a Coca-Cola começaram a utilizar o site entre os funcionários para comercializar seus produtos entre os jovens. Em 2004, ele foi considerado um dos adolescentes mais promissores do Reino Unido, com um patrimônio de US$ 3,7 milhões. Não satisfeito, o jovem fundou a Crisp, uma empresa especializada em desenvolver softwares para proteger crianças do assédio de pedófilos na internet. De acordo com um recente estudo, o software da sua empresa é capaz de detectar 98,4% dos casos de ataques pedófilos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aprender sobre finanças é divertido.

Imagem: Divulgação IG

Nathália Ilovatte, iG São Paulo
29/08 - 14:24hs


Adolescentes aprendem sobre finanças pessoais em gincanas no Money Camp
Você planeja seus gastos? Usa sua grana racionalmente? Se acha as questões chatas, saiba que tem jovens se divertindo com elas
                                                                           Enquanto o time laranja corria para levar água até os potes no canto da quadra com a ajuda de um balde furado, o time azul gritava para incentivar seu integrante que levava uma bolinha de isopor em uma colher segurada com à boca até os recipientes próximos à rede de vôlei. O time que terminasse primeiro tinha que correr para trocar de lugar com a equipe verde, que passava bolas de borracha coloridas que só podiam ser conduzidas com o pescoço, passando de pessoa para pessoa, até chegar ao prato que está no fim da fila.
Parecia gincana da aula de educação física, mas era o workshop de educação financeira que os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Campos Salles, de São Paulo, tiveram na última semana. A princípio, eles voltaram para a escola no período da tarde porque foram “subornados” pela coordenação com alguns pontinhos que podem ajudar na média de matérias mais capciosas da grade curricular. Mas, quando chegaram à aula de finanças pessoais e Silvia deu início a uma brincadeira de pega-pega em que a pegadora tem de pular com os pés amarrados, a preguiça sumiu, dando lugar a um aprendizado cheio de brincadeiras e descontração. “Estranhei quando falaram pra vir com roupas que não atrapalham os movimentos, porque imaginei que seria uma palestra, uma coisa chata... Mas me surpreendi bastante e achei a aula muito legal”, disse o aluno Henrique Silva Pedroso, de 17 anos.

O workshop foi ministrado pela equipe do The Money Camp, uma ideia que nasceu há 10 anos nos Estados Unidos. Lá, o The Money Camp é um acampamento cujas atividades são voltadas para a educação financeira. Quando foi trazido para o Brasil, em 2006, passou por algumas adaptações. Aqui, não há um acampamento, a equipe vai a colégios e empresas para workshops ou para o curso continuado, que começa no Ensino Fundamental e acompanha o desenvolvimento do aluno. Mas, assim como no acampamento, tudo é ensinado de maneira divertida e com brincadeiras. “A educação financeira é feita de forma lúdica, com atividades vivenciais que possibilitam a troca de experiências. O método é próximo do construtivismo, pois o professor atua como um facilitador do tema”, explica Silvia Alambert, empresária que trouxe o The Money Camp para o Brasil.

Nas aulas, Silvia ensina às crianças e jovens que uma parcela de todo dinheiro recebido, como salário ou como mesada, por menor que seja, deve ser investida. E em alguns anos, é esse dinheiro investido que vai trabalhar para o seu investidor, que poderá passar longas férias em Acapulco, se dedicar à filantropia e curtir a vida da maneira que desejar. “É muito importante que vocês comecem a pensar na educação financeira de vocês anteontem. Na verdade, vocês já estão atrasados, porque tem uma galera começando aos seis anos e já investindo em ações”, disse Silvia aos alunos, no começo do workshop. “Acho que eles vão se aposentar e curtir a vida adoidado antes de vocês!”.



As noções de por que e como investir não são passadas aos alunos somente de maneira teórica. Foi o pega-pega do começo do workshop que mostrou isso aos jovens. Na brincadeira, uma das alunas, Bruna Lugli Rocha, de 16 anos, tinha que correr atrás de dez amigos para pegá-los, só que com os pés amarrados. Bruna representava o trabalhador, e os pés amarrados significavam a falta de liberdade para trabalhar só quando quiser e tirar umas folguinhas durante a semana para assistir a Sessão da Tarde. Já os meninos correndo livres pela sala eram o dinheiro que Bruna passava a vida correndo atrás. Quando finalmente conseguiu pegar um dinheirinho, ela investiu e, depois de algum tempo, pôde descansar enquanto o dinheiro corria atrás de mais dinheiro pelo auditório do colégio.



Depois de muitas risadas e um tombo de um dos ligeiros dinheirinhos de Bruna, Silvia explicou a brincadeira. “Quando Bruna ralava pra caramba, e trabalhava todos os dias, ela tinha renda adquirida”, ensinou. “Mas quando o dinheiro passou a trabalhar pelo trabalhador e fazer mais dinheiro, e a Bruna ficou só curtindo, porque se planejou para viver assim, ela começou a ter renda passiva”.



No workshop e no curso continuado, os alunos aprendem não só a importância de investir, mas também a fazer um planejamento, gastar com sabedoria, conquistar independência financeira e ser solidário. E para quem quiser começar a botar ordem nas finanças, a empresária e educadora financeira dá algumas sugestões:

- Pague-se primeiro. Antes de gastar qualquer dinheiro com contas e outras despesas, reserve 10% do que você recebeu para fazer algum investimento. “Você é quem mais merece ser pago”, diz;

- Administre sempre seu dinheiro com razão, não com emoção. “É quando agimos emocionalmente que cometemos os maiores erros”, explica. Por isso, nada de comprar por impulso! Ok, só um pouquinho...

- Seja disciplinado e crie bons hábitos com o seu dinheiro. “As pessoas pagam as contas e aí é que veem quanto sobrou. Então, acham que essa quantia representa uma merreca que não é digna de trabalhar por elas”, critica;

- Mesmo que seja tentador pedir o cartão de crédito do pai para parcelar aquele computador novo, pense que quem tem dinheiro, tem poder de barganha, e quem financia dá dinheiro para os outros por causa dos juros. Então, o melhor é economizar até ter dinheiro para pagar a vista, em vez de comprar a prazo;



- Se você não ganha mesada, peça aos seus pais que pensem sobre isso. “Quando os adolescentes percebem que é difícil esperar para receber dinheiro, valorizam mais o dos pais e gastam menos com supérfluos”, afirma Silvia;



- Empréstimos só são bons se servirem para trazer mais dinheiro para a sua vida;

- Faça sempre uma planilha de gastos;

- Na hora de comprar, pesquise preços e pense se aquele produto é realmente uma necessidade nesse momento da sua vida. Se ele for causar um baque na sua vida financeira, melhor comprá-lo depois, quando já tiver juntado mais dinheiro;

- Pense sobre o valor das coisas que você compra. Alguns tênis, por exemplo, têm um custo de produção de 55 dólares e são vendidos no Brasil por mais de 300 reais. Vale a pena pagar tanto por uma marca?

Fonte: http://jovem.ig.com.br/oscuecas/noticia/2010/08/29/adolescentes+aprendem+sobre+financas+pessoais+em+gincanas+no+money+camp+9575727.html