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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Zona de conforto Vs zona de dinheiro

Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso?
Um dia, parou na porta de sua humilde casa um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares.
Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.
Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. E qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: "O segredo do tesouro de Bresa." Que tesouro seria esse? Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou: "O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo."
Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro. Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus.
Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.
Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.
Continuando a ler o livro, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.
Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.
Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.
Graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo.
No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.
Certa vez, então, teve a oportunidade de questionar um venerado sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:
- O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa "saber"...
À medida que deixamos e expandimos nossa zona de conforto, expandimos também a nossa zona de dinheiro.
Através do estudo pode o homem conquistar tesouros inimagináveis.
O tesouro de Bresa é o saber que qualquer homem esforçado pode alcançar por meio dos bons livros que possibilitam "tesouros encantados" àqueles que se dedicam a estudar com amor e tenacidade.

" O Tesouro de Bresa" (Os melhores contos, de Malba Tahan)
Fonte:www.metaforas.com.br/metaforas/metaf20050129.asp

sábado, 19 de maio de 2012

De pequeno é que se aprende

A questão da mesada é um tema muito importante quando se trata de iniciar os filhos no mundo das finanças pessoais, no desenvolvimento de bons hábitos com o dinheiro, cultura financeira e planejamentos de curto, médio e longo prazo. Cabe aos pais, logicamente, decidirem se concordam ou não em entregar uma quantia de dinheiro semanal ou mensalmente nas mãos dos filhos.
Independentemente da decisão é sempre bom conhecer mais sobre como isso poderá ser proposto, no momento em que concordarem que isso tenha início.
Desta foma, fica o convite aos pais que desejarem conhecer um pouco mais sobre a educação financeira de crianças e jovens, no próximo dia 27 de Maio de 2012, no Espaço PIKS, do Shopping Iguatemi de São Paulo, a partir das 10 horas.
Inscrições pelo telefone (11) 3816 2304. Vagas limitadas.
Aproveite a oportunidade.

Ao sucesso financeiro de seus filhos.

Imagem de divulgação. www.piks.com.br Todos os direitos reservados.2012




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estamos Grávidos. E agora?

Imagem: dreamstime.com

A chegada de um bebê inicia-se na gravidez e teoricamente encerra-se quando o jovem entra no mercado de trabalho. Há estudos que mostram que famílias com renda mensal de aproximadamente R$ 4.000,00 investirão aproximadamente R$ 800,00 mensais com seus filhos entre 0 e 6 anos de idade. Substituindo uma despesa por outra, podemos considerar este número.

Um casal que esteja comprometido com " 150%" de sua renda dificilmente conseguirá se planejar para a chegada do bebê. Não faz sentido e nem haverá tempo para querer fazer uma poupança quando há  dívidas a serem pagas.

A melhor alternativa nesta situação é negociar as dívidas e livrar-se delas o quanto antes, para que possam ter uma vida mais tranquila para assumir a nova responsabilidade e, óbvio, não realizar novas dívidas para adquirir mobiliário para o baby.
Usar a criatividade e substituir serviços pagos pelo " faça você mesmo", até que a ressaca financeira passe e o casal possa voltar a navegar em maré mais calma, poderá ser até mais divertido para o casal enquanto aguarda a chegada do bebê. Procurar alternativas entre familiares e amigos que já encostaram berço, andador e outros itens também gerará uma ótima economia. Organizar um chá de bebê servirá como uma opção para ajudar a montar o enxoval, sem contar que reunir amigos é sempre um momento prazeroso.

Claro que o que se considera ideal nem sempre está próximo ao real, mas com um pouco de boa vontade aliada ao hábito de poupar e investir, o casal poderá programar a chegada de um bebê mesmo antes de pensar em sua concepção.
Qual o problema??? Há casais que namoram 10 anos antes de se casarem.

Consideremos, então, um casal com esta mesma renda líquida de R$ 4.000,00 e estes mesmos R$ 800,00 mensais como base do cálculo e veremos que durante os 3 anos que antecedem o plano de ter filhos, o casal deverá poupar e investir menos do que 10% de sua renda para receber com conforto e tranqüilidade o seu filhote.

Considerando ainda que a maioria das pessoas prefere não se arriscar quando o assunto é “poupança do filho”, levaremos esta conta para o investimento de menor risco (e menor rentabilidade) hoje no mercado: a caderneta de poupança (0,5%/mês)

Iniciando uma poupança hoje e trabalhando com a idéia de curto prazo (3 anos) e considerando uma rentabilidade projetada de 6% ao ano, o casal deverá investir a quantia de aproximadamente R$ 378,00 mensais ao longo deste período para poder sacar o montante durante o período da gravidez e comprar tudo o que o pimpolho necessitará durante seu 1º. ano de vida. Estamos falando aqui em R$ 15.391,00.

O mais legal é que, planejando desta forma, o casal poderá fazer tudo do jeitinho que sempre sonhou para receber o baby, sem nem precisar sacar tudo de uma só vez.

Deste momento em diante, é só dar continuidade ao plano estabelecido e realizar aportes mensais e continuados.
O fator tempo é o melhor aliado da vida do casal para garantir o futuro de sua criança em termos financeiros.

Sentindo-se mais seguro e buscando a informação necessária com especialistas da área financeira, o casal poderá optar por transferir esta poupança para investimentos um pouco mais ousados, de acordo com o seu perfil financeiro e mais interessantes em termos de rentabilidade no longo prazo.

Sempre lembrando que maior o retorno, maior o risco.

O melhor mesmo é poder desfrutar deste momento tão especial com segurança e tranqüilidade.

Saúde e felicidade aos futuros papais.




terça-feira, 27 de abril de 2010

Dinheiro Fala

Quando comecei a escrever este artigo eu pensei: “ O que as pessoas gostariam de ler sobre dinheiro que alguém já não tivesse escrito zilhões de vezes, mas de forma diferente?!”
Aí, então, lembrei-me das crianças que vem passando pelo programa Money Camp, das minhas próprias crianças, dos sobrinhos, das crianças de amigos e fui inspirada a partilhar isto com vocês.
 
A verdade aparente sobre o dinheiro é que ele tem uma linguagem própria e é muito simplista e, pra variar, em virtude das nossas crenças, pensamentos e atitudes é que nós, seres humanos adultos, complicamos tudo.
 
Temos tido contato com crianças e jovens de diferentes classes sociais e, como dinheiro, as crianças e jovens – independentemente do nível social – são muito simples e têm uma linguagem própria e, por isso, são muito objetivas.
 
Observo, então, que o dinheiro muito se assemelha a estas crianças e jovens. Veja bem:
 
- Imagine o seu salário e compare-o a um recém-nascido.

No caso do bebê ele fica lá quietinho.

O mesmo acontece com o seu recebimento ao ser depositado.

Depois de algumas horas você sabe que o bebê deverá ser alimentado (energia de troca).

No caso do seu recebimento, ele precisa circular e você começa a pagar as contas (energia de troca).

Só que, observe a inversão da energia de troca: no caso do bebê, nós o alimentamos e no caso do dinheiro, nós o reduzimos, quando o correto seria alimentá-lo, investindo parte do recebimento para que ele vá crescendo saudável.
 
Começou a complicação que nós mesmos causamos, mas vamos lá!
 
Passados alguns anos a criança se desenvolve saudável e cheia de energia porque sabemos que é assim que tem que ser para que continue se desenvolvendo. Às vezes ela cai e se machuca, se levanta, é cuidada e vai crescendo.

Com o dinheiro não deveria ser diferente: tal qual a criança, deveríamos fazê-lo desenvolver-se saudável e cheio de energia porque, no fundo, sabemos que é assim que tem que ser para que continue se desenvolvendo mas, ao invés disto, quando descuidamos e ele escorrega de nossa mão, muitas vezes perdemos o controle total sobre ele e, por alguns meses ( e às vezes anos) ele não nos reconhece mais.
 
E a criança se transforma em adolescente e, de repente, fica parecida com aquele dinheiro que escorregou de nossa mão: temos que ser fortes para não perdermos o controle e, por alguns anos, ficamos com a sensação que vamos enlouquecer e que essa fase nunca mais irá passar.
 
E o adolescente se transforma em um jovem adulto. “ Que bom!”, pensamos. “ Aquela fase tempestuosa passou.”
E o pensamento com relação ao dinheiro: “ Que bom! Aquele rombo financeiro acabou.”
Tal qual o jovem adulto, o dinheiro também necessita ser acompanhado de perto e orientado porque senão....lá estão eles novamente se rebelando.
 
Neste estágio o adulto diz: “ Ah, que saudade de quando ele era um bebê!” e os jovens - como o dinheiro, caso pudesse se expressar -  pensam: “ Ah, esses adultos!”.
 
Definitivamente, dinheiro fala.

Aprenda a linguagem do dinheiro.

domingo, 4 de abril de 2010

As 15 Regras que As Crianças Deveriam Saber Sobre Dinheiro

Imagem: ivanerix.zip.net

Por JEFF D. OPDYKE

Tradução: Silvia Alambert

Crianças e dinheiro: um cálculo simples. Do nascimento até a formatura da Faculdade, crianças consomem tanto dinheiro quanto consomem nuggets.

Para aqueles de nós que ainda nem alcançamos a nossa independência financeira, fica parecendo que não tem fim. A demanda financeira necessária para se educar um filho requer dinheiro que talvez você pensasse em guardar para se preparar para a aposentadoria ou para comprar uma casa mais legal ou “ aquele” carro esportivo ou aquelas férias suntuosas e que deverá – fora o que é necessidade – ser substituído por conjuntos de Legos, visitas ao pediatra e uniformes escolares e brinquedos de Natal e uma poupança para a Faculdade e uma minivan e uma viagem à Disney....e muitos, mas muitos nuggets.

Não estou menosprezando as crianças. Eu mesmo tenho 2 e o dinheiro não é nada comparado a alegria que eles trazem a mim e à minha esposa, mas, independentemente da felicidade, não vamos negar o fato do momento da chegada de uma criança – nem mesmo os meses anteriores à chegada deles – que seu papel enquanto adulto muda drástica e profundamente.

E com a mudança, transforma-se, também, a vida financeira da família.

Ensine Bem Suas Crianças

1. Somente gaste dinheiro DEPOIS que você ganhá-lo.

2. Quando seus filhos começarem a pedir para ir comprar brinquedos, comece a considerar a introdução de uma mesada.

3. O valor da mesada não deve ser tão baixo a ponto de sua criança se sentir excluída do grupo ao qual pertence e nem tão alto a ponto dela poder adquirir qualquer coisa sem o mínimo de esforço e planejamento.

4. Tirar boas notas é o esperado e ajudar em casa é a prática para um bom convívio familiar e nada tem a ver com remuneração. (A mesada não se aplica a isso)

5. Se 16 anos é a idade legal para se começar a trabalhar, encoraje-os aos 13 e leve-os a pensar sobre como poderão arrumar meios de obterem uma renda.

6. Oriente e aconselhe seus filhos sobre dinheiro. Não imponha sobre o que devem fazer.

7. Exceder o saldo do cartão que você lhe confiou significa perder o acesso ao cartão por uma semana ou mais. Extrapolar de novo com o cartão que você lhe confiou, significa perda do cartão até que o saldo excedente do cartão seja quitado(*se o limite era de R$ 100,00 e ele comprometeu R$ 200,00...um mês sem cartão - e no caso de ser um cartão adicional. Há cartões com limites pré-estabelecidos: acabou. Acabou).

8. Somente 50% do que foi poupado no porquinho deverá ser utilizado para comprar coisas. Os outros 50% devem permanecer no porquinho.

9. As crianças devem ter o direito de quebrar financeiramente para não repetirem o erro. (* Dê algum dinheiro a eles e observe o movimento. Retome a regra #6)

10. Quando chegar o momento de ensiná-las a investir em ações, os jovens devem entender uma Empresa em um nível básico, a ponto de saberem quem são os gestores, quem são os clientes, quais as estratégias para crescimento, onde está e onde pretende estar no futuro.

11. Você não precisa ser rico para começar a conversar com seus filhos sobre mercado de ações (*deve, no mínimo, entender o que é e porque isto poderá ser interessante para ele no longo prazo).

12. Ensine a importância da doação (*e não é somente sobre dinheiro).

13. Os pais não deveriam " se matar" financeiramente para pagar pelas despesas da Faculdade de seus filhos (caso não tenham realizado nenhum tipo de planejamento para isso).  (* A questão cultural aqui tem um peso muito grande, já que no Brasil a maioria das " crianças" só vai para o mercado após se graduarem no Ensino Superior e o sentimento de culpa dos pais que, por alguma eventualidade, não podem " bancar" a faculdade do filho tem um peso muito significativo. Os americanos são menos críticos e crêem que, nesta idade, o filho já possa e deva estar em vida produtiva com, no mínimo, a responsabilidade de poder dar continuidade aos seus estudos e, sem dúvida alguma, como aqui no Brasil, há exceções a se considerar.)

14. Um dos maiores presentes que você poderá deixar ao seu filho é a sua própria auto suficiência financeira quando estiver mais velho.

15. Deverá haver uma hora em que os pais devem avisar aos filhos que o “Banco do Papai e da Mamãe” encerrou as atividades (* e não deveria ser aos 30 anos de idade).

Agora você não está somente "encostado na parede" pela questão da demanda financeira pelas próximas duas décadas com relação a educar filhos, como também tem uma nova obrigação que é a de ensiná-los sobre finanças pessoais, de forma que ele possa se transformar em um adulto tranqüilo e bem relacionado com o próprio dinheiro. Vocês, pais, são os primeiros modelos e o link mais essencial no processo de aprendizagem de suas crianças.

Um monte de coisas para Ensinar

Eu sei que o dinheiro parece ser uma coisa simples e que parece que não tomará muito de seu tempo para ensinar sobre isto. Afinal de contas, você já sabe sobre isso há algum tempo e já aprendeu a ganhá-lo, no mínimo, há alguns anos. O que tem mais para aprender sobre isso, de fato? E o que mais você realmente precisa saber para passar o conhecimento aos seus filhos que você ainda desconheça? Bem, se estatísticas forem um indicador….ainda tem muito.

Em uma pesquisa realizada pela Jump$tart - uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo a difusão da educação financeira pessoal - para medir o quanto os jovens do Ensino Médio entendiam sobre finanças pessoais, descobriram que menos de 10% dos entrevistados sabiam responder satisfatoriamente sobre questões financeiras pessoais; muitos não tinham nem idéia de como se fazia o balanço de um canhoto de cheques e a maioria - mais da metade dos alunos - seria reprovada se educação financeira pessoal fizesse parte do currículo escolar.

Ainda que a educação financeira pessoal seja claramente uma necessidade na vida das pessoas, isto não significa que seu filho deva ter um M.B.A. em análise de risco ou que você terá que contratar um consultor financeiro para ministrar cursos a ele, mas é óbvio que as crianças necessitarão de melhores informações para que possam gerenciar seus próprios recursos financeiros no futuro.

Crianças tem uma capacidade infinita de ouvir o que seus pais dizem - mesmo naqueles momentos em que estamos convictos de que eles não estão ouvindo nada do que estamos falando. Além disso, há o conceito de que você está “repetitivo demais” e poderá não ser compreendido na primeira vez ou na terceira ou na oitava, mas terá um momento , talvez lá pela enésima vez ou talvez em um dos muitos momentos em que você colocará a questão, que seu filho irá entender quase como por um milagre o que você está dizendo.

Claro, pode ser que você nem perceba qual é o momento, mas ainda assim você saberá.

Voltando de um jogo de futebol de meu filho há um ano atrás ou mais, estávamos eu, ele e um amigo, quando passou por nós um carro esportivo Italiano a não sei quanto por hora. O amigo de meu filho falou: “ Wow, aquele cara é rico.”

Meu filho, envolto com um desses games, rapidamente olhou pela janela e reflexivo comentou, “ Não é o quanto de dinheiro que você gasta que o torna uma pessoa rica. Você não sabe; aquele cara pode ter usado todo o dinheiro dele só para comprar aquele carro e não ter mais nada. Aí, pode ser que ele não seja rico.”

Nesta situação, ocasionalmente, ele foi conversando com o amigo sobre a definição de riqueza sem ter que pensar muito sobre o que ele estava falando e as palavras fluíam naturalmente.

Ele provou que mamãe e papai realmente podem fazer a diferença ao transmitir sempre um pouco de conhecimento financeiro às suas crianças. É como usar um conta gotas. Ele foi recebendo pequenas doses destas informações desde pequeno, mas sempre.

Deixe uma Boa Primeira Impressão

Crianças são mais influenciadas quando são menores e é pouco provável que tenham algum tipo de informação desta ordem fora do ambiente familiar.

Não é dizer que você não consiga modificar hábitos ou crenças que eles tenham, mas ao atingirem a adolescência, suas mensagens já não terão tanta influência e impacto.

Basicamente, o objetivo não é moldar as crianças a somente pensarem sobre a questão financeira e riqueza. É educá-las para que sejam adultos cuidadosos com suas finanças e que saibam gerenciar confortavelmente os vários aspectos de suas vidas com relação ao dinheiro: seja gastando, poupando, investindo ou doando.

Pode ser que seu filho venha a acumular riqueza. Pode ser que não. Mas a verdadeira medida de seu sucesso nesta empreitada é a de que seu filho, quando adulto, nunca venha a ter problemas em compreender quais são as bases das finanças pessoais.

Este será - sem nenhuma margem de dúvida - o grande legado que você deixará. Melhor do que qualquer herança que você possa vir a deixar.

Adaptado de parte do livro "Piggybanking: Preparing Your Financial Life for Your Kids, and Your Kids for a Financial Life." Copyright 2010 by Jeff D. Opdyke. Published by Harper Business, an imprint of HarperCollins Publishers. )
Escrito por Jeff D. Opdyke at jeff.opdyke@wsj.com

(*) Comentário de Silvia Alambert, educadora financeira, diretora executiva The Money Camp Brasil - Educação financeira de crianças e jovens.





sábado, 23 de janeiro de 2010

Material escolar e Educação Financeira


Fim das férias.
O ano recomeça de verdade quando voltamos à casa e desarrumamos as malas.
Neste momento, temos a nítida certeza de que o ano recomeçou.
Aí, vem outras preocupações: material escolar, uniforme das crianças, transporte escolar, lanche.

Putz! Tudo de novo.

A escola da minha filha tem um convênio com uma livraria que fica de plantão na escola e você compra tudo de uma vez e não precisa se preocupar se vai faltar alguma coisa, mas, sim, eu descobri que faltava uma coisa: um preço melhorzinho.
Como a gente acaba nunca tendo muito tempo, acaba comprando lá mesmo para agilizar a vida e, claro, acabamos pagando mais caro pela comodidade.
Comecei a calcular os preços e quase tive uma síncope.
Por mais que tenhamos estimado e reservado o valor para a aquisição do material (que diga-se de passagem é um " chute"), pensei que não custava dar uma espiadinha por aí e comparar o preço dos livros.
WOW! Que disparate. Encontramos livros didáticos e paradidáticos com até 20% de diferença no preço.

Óbvio que soma-se a isso a parte de papelaria que também não tem nada de barato, principalmente quando as crianças querem aquelas canetas com gel de tudo quanto é cor, fichários incrementados da marca não sei das quantas, com formato de não sei o que, o estojo com o macaquinho pendurado no zíper, a mochila assim e assado.
Assim sendo, o pote de dinheiro reservado para a aquisição do material rendeu e todo mundo ficou mais satisfeito com as aquisições e com o valor do investimento.

Ah, e sim, minha filha foi a campo comigo para poder entender como funciona a circulação do dinheiro, desejos e necessidades, pesquisa de preços, economia e investimento e, sim, passamos mais um bom tempo juntas.

Ao final, foi muito prazeroso (apesar de cansativo), pois eu aproveitei o momento para transmitir conhecimento financeiro.
Eu estava fazendo mais um investimento na educação dela e ela?
Ah, ela estava fazendo o que mais gosta: COMPRAS. 

Crie e aproveite as situações para transmitir o conhecimento financeiro ao seu filho: não é tão chato quanto possa parecer.

Abraços.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Eu, Meu Dinheiro e o Futebol

Com a população feminina invadindo até os estádios para torcer pelo time do coração, não há nada mais evidente e claro que o futebol é paixão nacional.
Melhor do que isso, é poder associar a paixão nacional ao seu dinheiro. Assim, fica mais fácil compreender que tanto quanto o seu time de coração, você também pode formar uma equipe vencedora para te auxiliar nas finanças.
Não consegue visualizar isto?
Veja só como tem tudo a ver:

1) A bola - é o seu dinheiro, suas finanças. Como no futebol, você precisa de uma ferramenta para alcançar objetivos.

2) O técnico - é o seu treinador, um especialista financeiro que lhe orientará com a direção das suas finanças. Ter um bom treinador lhe ajuda na administração e lhe orienta, dentro de seu perfil financeiro, para os melhores investimentos. O especialista financeiro é a pessoa mais indicada para lhe dar toques, lhe mostrar os caminhos e estratégias a serem adotados para obter resultados mais satisfatórios.

3) O time - são seus familiares mais próximos, que estarão ao seu lado te apoiando para que você alcance os melhores resultados possíveis na sua vida.

4) O estádio - é o lugar que lhe será indicado onde e quando "jogar". Você deve conhecer o campo onde investirá o seu dinheiro e em que momento aplicá-lo.

5) A torcida - são os parentes e amigos verdadeiros que te darão força para que você continue firme em seu propósito de vida, na caminhada para atingir seus objetivos.

6) O gol - é a realização dos seus objetivos, a meta alcançada, o sonho realizado.

E, claro, depois de tudo isso, só mesmo uma celebração com todo o time e a torcida.

Brilhe. Brilhe muito.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Crise estimula educação financeira para as crianças

Foto de propriedade da The Money Camp Brasil

Esta foi da FolhaInvest de 13.07.2009


DENYSE GODOY
da Folha de S.Paulo


A sensação de insegurança gerada pela crise tem aumentado a preocupação das famílias em ensinar melhor aos seus filhos o valor do dinheiro e a importância de poupar para se proteger dos imprevistos, afirmam especialistas na área.

Nos tempos anteriores à criação do real, a impossibilidade de planejamento tornava essa tarefa praticamente inexequível. Porém, recentemente, com a estabilização econômica do país e o amadurecimento financeiro do brasileiro, os pais ficaram mais atentos à necessidade de preparar as crianças para lidar com essas questões -e, em resposta a tal demanda, as escolas se apressam em incluir a educação financeira nos currículos dos seus alunos desde o ensino fundamental.


Nem sempre é necessária a criação formal de uma disciplina para falar de dinheiro com os estudantes.
Alguns estabelecimentos de ensino, como o Colégio Módulo, no bairro paulistano da Lapa, aproveitam qualquer oportunidade dada pelas matérias tradicionais da grade para levantar a discussão.
"Na sexta série, ao apresentarmos às crianças os números negativos, pedimos que preparem um trabalho no qual criarão um banco para saber como a instituição funciona", diz Clóvis Cardoso de Sá, professor de matemática do Módulo.

"Aí entendemos que quem gasta mais do que recebe fica com o saldo negativo", diz sua aluna Clarissa de Oliveira Menatto, 12. "E descobrimos que nenhum banco empresta dinheiro porque é bonzinho --ele ganha com isso porque os clientes pagam juros. O ideal é nunca precisar fazer dívidas", completa outro estudante, Leonardo Lima Lorandi, 11.

Essa naturalidade com que se dá o aprendizado é fundamental para a assimilação do conteúdo.


Por isso, mesmo quando a escola prefere criar um curso de finanças oficial, deve-se manter uma atmosfera lúdica.

Método

Depois da pioneira Cássia D'Aquino, que já em meados da década passada levava o tema às escolas, mais educadores têm lançado sistemas para treinar crianças e adolescentes na gestão do dinheiro.
Reinaldo Domingos, por exemplo, escreveu uma versão infantil do seu livro "Terapia Financeira" chamada "O Menino do Dinheiro" que vem sendo empregada por diversas escolas como texto-base para as lições sobre finanças. "O interessante é que as crianças repassam a seus pais o que aprenderam na escola", diz Roberta Rocha, diretora do Colégio Gran Leone, da capital paulista, que usa a metodologia de Domingos.

"É justamente a falta de informação dos pais que os leva a querer prover os filhos de mais conhecimento. As crianças de hoje em dia, muito antenadas, facilmente percebem a seriedade do assunto e se envolvem", diz Silvia Alambert, diretora do programa Money Camp no Brasil.

A empresa oferece cursos breves e acampamentos de férias para a vivência da educação financeira.

Gabriel Azevedo Costa, 11, é um dos alunos mais engajados nos debates sobre finanças nas aulas do professor Sá, no Módulo. Questionado sobre o motivo do seu interesse, ele responde: "Bem, como diz a música, é preciso saber viver".

quinta-feira, 19 de março de 2009

Educar Financeiramente Vai Muito Além de Somente Ensinar Sobre Dinheiro

Quando se fala em educação financeira, as pessoas logo pensam em $$$$$, mas eu afirmo que EDUCAR FINANCEIRAMENTE vai muito além de dinheiro.
O dinheiro é só uma ferramenta para você atingir seus sonhos. Portanto, ele é um meio, não um fim.
Se há outros fatores que estão ligados ao modo como você lida com seu dinheiro e você não entende isto, não adianta, você vai entender que sua vida está apenas condicionada ao que você TEM e não ao que você É!
Assim, você continuará TENDO coisas e FAZENDO coisas que farão com que você se sinta como SENDO alguém.
Este tipo de pensamento é que tem levado muitas pessoas à bancarota, quebradas, falidas, com aquela sensação de que nada parece o suficientemente bom e se sintam infelizes com o tipo de vida que levam. Compram uma roupa e, no momento seguinte, sentem a necessidade de comprar mais uma e mais uma e mais uma. Isto porque não estão felizes, inconscientemente, com o que realmente SÃO.
As pessoas acreditam que precisam TER algo a mais (carro do ano (nem que seja parcelado em 80 meses!!! :-( ), roupas de griffe (nem que o salário inteiro fique comprometido), cirurgias plásticas estéticas (agora com direito a empréstimo em até 24 meses), etc), para que AS OUTRAS PESSOAS pensem que elas SÃO alguma coisa.
Por isso, nós educadores financeiros, devemos transmitir os conceitos sobre as possibilidades que as pessoas podem criar em suas vidas se elas souberem SER, antes de TER ou FAZER.
EDUCAR FINANCEIRAMENTE VAI MUITO ALÉM DE SOMENTE ENSINAR A LIDAR COM DINHEIRO.

PREVIDÊNCIA PRIVADA PARA MENORES

Seguradoras investem em previdência para menores
Empresas buscam atrair clientela mirim e apostam na expansão do segmento
Ana Paula Ribeiro - AE
As incertezas em relação ao futuro da economia fazem com que as seguradoras fiquem receosas em fazer previsões de crescimento. Mas entre as que trabalham com seguros previdenciários para crianças e adolescentes há a crença de que esse segmento continuará em expansão, com um desempenho superior ao do mercado.
Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) mostram que os planos de previdência para menores apresentavam até novembro um crescimento de 29,5%, com uma captação de R$ 2,2 bilhões. Já o crescimento do mercado geral de previdência complementar foi mais modesto, 12,7%, faturando R$ 27,3 bilhões.
O desempenho do ano passado não deverá se repetir, mas as empresas que possuem esse produto devem investir em educação financeira, aproveitando que em momentos de crise uma parcela da população procura produtos para acumular reservas. O esforço é justificado pela representatividade que esses planos possuem em algumas seguradoras. É o caso da Brasilprev Seguros e Previdência, pioneira na oferta desse produto. O Brasilprev Júnior já foi comercializado para cerca de 500 mil clientes, mais de 40% do total de planos da companhia. A contribuição mínima é de R$ 25.
Faculdade
Assim como em outros planos de previdência, os da categoria menor recebem contribuições que serão acumuladas por um determino período. Após esse prazo, que em geral vai até o beneficiário completar 21 anos, os recursos são resgatados. O argumento dessas seguradoras é que, com um pequeno valor mensal, é possível no futuro garantir o pagamento da faculdade para os filhos ou um curso de especialização.
Para tornar o produto mais atrativo, as seguradoras têm retirado parcialmente as taxas de carregamento. Nos primeiros planos desse modelo, um porcentual mensal era descontado da contribuição, o que no final corroía parte da reservas acumulada. Os planos mais recentes alteraram essa cobrança. É o caso do Educaprev da SulAmérica. Nele, essa taxa é cobrada somente no resgate e, caso o plano seja pago por ao menos cinco anos, o cliente está isento da tarifa. A depender do valor acumulado, também não há essa cobrança, mesmo que o saque seja feito antes dos 60 meses. As taxas de administração variam entre 1,5% e 2,5% ao ano.
O superintendente técnico previdenciário da SulAmérica, Gustavo Brandão, acredita que a previdência para menor é um bom filão para as seguradoras, do qual ninguém quer ficar de fora. O executivo avalia que cada vez mais os clientes pensarão em formas de poupar no longo prazo e esse produto se enquadra no objetivo.
Perfil
Os clientes que optam por esse tipo de investimento também têm como escolher em qual perfil se enquadram. O CitiPrevidência Kids, oferecido em parceria com a Metlife, dá a opção de três - conservador, moderado e agressivo - e a contribuição mensal mínima é de R$ 50. O investidor pode ainda alterar a opção quando precisar. Como nos planos de outras empresas, a educação financeira é colocada como um atrativo, em que o responsável é estimulado a conversar com o menor sobre aquele esforço em poupar. Os extratos, por exemplo, são voltados para atrair a atenção de crianças, com o uso de figuras do personagem Snoopy.
Esse produto agradou tanto que superou as expectativas de venda. Segundo o diretor executivo comercial da Metlife, Robert Craddock, só no primeiro mês de venda, julho do ano passado, a rede de agências do Citi comercializou um volume de planos previsto para ser alcançado só em dezembro. O número não foi revelado. Em 2008 o resultado ficou 300% acima do planejado.
Essa reportagem foi originalmente publicada no AE Empresas e Setores, serviço de informações e análises sobre o setor corporativo da Agência Estado.