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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Descolados, plugados e antenados


Imagem: dreamstime
No início deste mês conduzi um workshop durante a V Feira de Brinquedos Educativos e lá, apresentamos a adultos, crianças e jovens o The Money Game (O Jogo do Dinheiro). 
O interesse e impacto que o jogo causou entre os participantes de diversas idades foi animador.
Claro, aprender sobre as possibilidades de viver uma vida tranquila e com o orçamento equilibrado em mundo que tem, como diz Delfim Netto, "um desejo hiperbólico (muito exagerado) de consumo", parece  quase um sonho inatingível na vida de muitas pessoas

Entre as crianças e jovens presentes, a grande indagação era sobre como fazer, então, a mesada render ou mesmo sobrar até o final do mês (essa também era a dúvida dos crescidinhos). A cada jogada eles aprendiam mais sobre as possibilidades com o próprio dinheiro e vivenciavam situações rotineiras e percebiam que a forma como lidam com o dinheiro é equivocada e cheia de complicações desnecessárias. Foi mais uma experiência fantástica, onde as pessoas que lá estiveram sentiram-se mais aliviadas ao perceberem que há luz no fim do túnel.

The Money Game, marca registrada e que pertence a Creative Wealth Intl (The Money Camp),  é uma experiência vivencial e uma "luz" a educadores que realmente desejam fazer a diferença na vida das pessoas e estejam engajados na educação financeira de crianças e jovens.

Prometi que iria postar mais algumas dicas sobre como as crianças e jovens poderiam fazer a mesada render, embora os principais ensinamentos já tenham "grudado" nelas durante a vivência do jogo.

As pessoas clamam pela educação financeira em todas as idades: os adultos pelas situações que já passaram ao longo da vida e aos hábitos enraizados que os levam a uma repetição do modelo; as crianças e jovens por desejarem conhecer mais sobre suas opções com o dinheiro.

E há muitas opções.

O maior prazer em levar crianças, jovens e adultos à consciência financeira é poder ouvir frases como: " Nossa, porque nunca me ensinaram isso?" ou "Por favor, vamos comigo na minha escola amanhã." e, ainda, "Mãe, você não vai investir o dinheiro que poupou?". É poder ver o despertar das pessoas para a necessidade da educação financeira em suas vidas.
De crianças a adultos, a educação financeira transformará e impactará de forma positiva a vida das famílias brasileiras por gerações.

Deixo algumas orientações para que vocês transmitam a seus filhos pré-adolescentes e adolescentes, caso já utilizem a mesada como ferramenta de educação financeira. Orientá-los desde cedo é ter a certeza que eles terão o atalho necessário para viverem uma vida financeira de forma tranquila e segura. Não se preocupe se eles ainda errarem com o dinheiro no início. Ao longo do caminho, corrigirão os erros. Melhor agora do que quando forem adultos. 

Vida longa e próspera a todos.


Opa! Dia de Mesada.
Dia de pura expectativa e emoção. A cabeça não para de pensar em tudo o que irá comprar com o dinheiro que vai receber, mas...alto lá. Você parou para se perguntar quantas coisas sem utilidade estará adquirindo? Provavelmente não e, provavelmente, acha uma chateação ter que ficar controlando o dinheiro e faze-lo durar mais um mês inteiro até o próximo recebimento.

Com tantas coisas descoladas para se adquirir e fazer, tais como eletrônicos, games, saídas com os amigos, presentear a sua BFF ou no caso dos meninos adolescentes, até comprar um mimo para a namorada, talvez você se sinta limitado com a quantia de dinheiro que você recebe e deve achar que um upload na mesada lhe cairia bem para dar conta de fazer tudo o que deseja.

O ser humano parece ser assim mesmo: mal realiza um sonho e já está sonhando outro. Tudo bem. Sonhar é preciso, mas para que os sonhos se tornem realidade é preciso ir com calma e ter os pés no chão. Além do mais, quem sabe administrar o dinheiro desde cedo, terá grandes chances de acertar mais quando ele se transformar em uma quantia maior, ao contrário daqueles que nunca experimentaram isto.

Sim, administrar dinheiro é um hábito tanto quanto escovar os dentes e quanto antes você criar hábitos saudáveis e positivos com o seu dinheiro, melhor para a sua saúde (sim, pode apostar). Caso contrário, o que vem é doença: a doença do ponto de interrogação. "Para onde foi o meu dinheiro?" "Onde gastei o meu dinheiro?" "Por que gastei todo o meu dinheiro?"

Com um pouco de paciência e persistência, você pode fazer a sua mesada render muito mais, ou melhor, até sobrar para poder sonhar sonhos maiores.

1) Pague-se primeiro.
Em primeiro lugar, você deveria considerar a possibilidade de ter uma graninha de reserva até o próximo recebimento ou para um objetivo maior no futuro. Separe um valor do dinheiro que você recebe e guarde-o, para não cair em tentação.

2) Planeje-se para gastar.
Pegue uma folha e faça uma lista de tudo o que você pretende fazer com sua mesada ao longo do mês.

Repasse a sua lista e ao lado de cada item, coloque um (DN = Desejo Necessário) para o que for necessidade e um (VDT = Vontade De Ter) para o que for desejo

3) Priorize suas necessidades e segure a onda do que for somente desejo
Necessidade é aquilo que não podemos viver sem.
Na sua idade, o que é necessidade para você? Hoje, você não tem que pagar por despesas de moradia, alimentação, escola, roupas, materiais, combustível de carro, etc. Então, hoje, suas necessidades são alguns desejos necessários (DN), tipo: ir ao cinema ou a algum show com os amigos, baladas, pequenos mimos que você se permita dar (um tenis diferente, coisinhas fofas para o quarto, games, etc).
Desejo é uma vontade que até dá para esperar mais um pouquinho.
Então, relacione seus desejos necessários e faça o uso inteligente do seu dinheiro. Assim, você sempre poderá aproveitar tudo o que a vida pode lhe oferecer. 

4) Seja um consumidor inteligente.
Ainda assim, dentro dos seus "desejos necessários" você deve aprender a se tornar um consumidor inteligente, já que o dinheiro só vai aparecer de novo daqui a 30 dias. Pesquise, compare, pense alternativas antes de sair gastando.

Ao lado de cada item das suas necessidades, coloque um número em ordem de importância e depois continue listando para o que for "VDT" e marque o valor máximo de quanto pretende gastar o seu dinheiro com cada um destes itens. Feche a conta. O dinheiro vai dar para realizar tudo? Ótimo. Não vai dar? Refaça suas prioridades e deixe umas coisas em stand-by, ou seja, "isso vai ter que esperar".
Pesquise preços e controle seu orçamento. Assim, se você gastar mais com um item, por exemplo, você já saberá que vai faltar dinheiro para alguma outra coisa da lista.
Ah! Esqueça de contar com aquele dinheiro que você separou e guardou. Digamos que aquele dinheiro seja seu "fundo de reserva", ou seja, um dinheiro para realizar seus grandes sonhos (os itens com valor mais alto, que terão que esperar ter um volume de grana maior).

Separando a quantia de dinheiro que você pretende gastar com cada item de sua lista, você saberá exatamente o que será possível realizar ao longo do mês e realizará, simplesmente porque você direcionou um pouco do dinheiro para cada uma das coisas. 
Ainda assim, antes de gastar com alguma coisa, faça uma pergunta a si mesmo: qual o grau de importância disso na minha vida? Por que eu quero isso? Como eu posso conseguir essa mesma coisa por um preço mais em conta? Avalie cada compra e veja o que vale a pena e se vale a pena.

Se você julgar que aquele item é realmente muuuito importante, então, pegue o dinheiro que você destinou àquela compra, vá em frente e seja feliz.

Se julgar que nem é tão importante assim, pare de queimar seus neurônios e seu dinheiro e use sua inteligência financeira: gastar por gastar soa um tanto quanto...impulsivo!? Aproveite e aumente seu "fundo de reserva". Assim, você alcançará o seu objetivo maior antes do tempo. ;))

Além do mais, sempre há alternativas mesmo para as situações que parecem sem saída.
É natural, no caso das meninas por exemplo, achar que a roupa que se quer usar para ir a uma festa nunca está dentro do armário, mas na vitrine de alguma loja quando na verdade, o armário está lotado com roupas que pouco foram usadas ou ainda nem foram usadas. Chame as BFFs. Elas adoram nos ajudar quando precisamos de socorro.
No caso dos meninos, trocar games com os amigos ou mesmo vender o que está encostado para adquirir um novo já é mais inteligente e econômico.

5) Seja você mesmo.
Pessoas que gastam dinheiro com coisas que só irão usar umas poucas vezes e depois as deixam esquecidas em alguma gaveta ou armário; pessoas que acham que só serão aceitas no grupo caso tenham tudo de mais tecnológico ou pessoas que querem comprar tudo na primeira saída e estouram o dinheiro, só encontram uma satisfação momentânea e podem ser chamadas de qualquer coisa: bacana, "de presença", abonado. Menos de inteligente financeiro.

Inteligência Financeira é sempre separar uma parte de qualquer dinheiro recebido para alcançar objetivos maiores no futuro, planejar-se para realizar tudo o que se quer sem ter que contar com o dinheiro dos outros (isso significa que você é o seu próprio gênio da lâmpada), consumir com sabedoria e saber fazer valer cada centavo da sua mesada.

Foi o homem quem criou o dinheiro e não o contrário. Viva em paz com ele.

Acredite. Você pode muito mais com a sua mesada.
 Descolado mesmo é você saber quem você é e onde pretende chegar com a sua vida. Sim ou sim?










domingo, 21 de março de 2010

Estar quebrado é uma situação de vida temporária.


Desde que você queira.
Sim.
Ninguém gosta de parecer estar quebrado.

Estar quebrado é admitir que se está em uma condição financeira precária, que não sabemos administrar nosso dinheiro, que gastamos com coisas que poderiam ter esperado um pouco mais, mas....o que já está feito, está feito.

O único jeito é admitir a si mesmo a quebra e que VOCÊ não quer mais viver assim e adotar um novo hábito financeiro.

Há uma definição da palavra " status" que chega a ser até engraçada, mas que representa bem a " pobreza de espírito" das pessoas que se encontram quebradas, se não, falidas pessoalmente.



" Status é você ter coisas que você nem quer, adquiridas com dinheiro que você não tem, para mostrar a pessoas que você nem se importa, algo que você não é."



Ora, veja bem, não há mal nenhum em querer ter algum " status", desde que isso não te quebre, já que não adianta ter coisas que te dão um certo " status", mas que te deixem falidas.

Infelizmente isto acontece mais do que imaginamos.

"No mês de fevereiro, os consumidores entre 30 e 39 anos lideraram os registros de inadimplentes no SPC, com 26,64% das inclusões. Em seguida, ficaram os clientes com idade de 40 a 49 anos (21,31%), de 50 a 64 anos (16,97%), de 25 a 29 anos (13,47%) e de 18 a 24 (13,3%). As pessoas com idade acima de 65 anos tiveram o menor percentual de registros, de 6,38%.
No confronto por gênero, as mulheres foram responsáveis por 54,5% das inclusões, enquanto os homens responderam por 45,5%." Fonte: InfoMoney 10/03/2010

O fato de sermos bombardeados por propagandas que nos fazem crer que para sermos aceitos em um determinado grupo social devemos vestir isso ou aquilo, ter isto ou aquilo, não precisa - e nem quer dizer - que precisamos ter aquilo a qualquer custo, a ponto de ficarmos falidos.

Se você acredita que o endividamento é a única forma para você conseguir ter algo, dificilmente você conseguirá deixar a linha de quebra e passará o resto de seus dias se lamentando como conseguirá sair dessa situação financeira precária: trabalhando somente para pagar dívidas.

Você é um ser racional (seu cérebro está acima do seu coração), portanto, deveria ter o bom senso para analisar sua vida financeira antes de entrar em novas dívidas.

Encontre um plano estratégico para sair ( e sair logo) dos crediários realizados, das dívidas com cartões, de limites e empréstimos bancários (nossa taxa de juros ainda é uma das mais altas do mundo!!!) e fuja das tentações de consumo do tipo " compre hoje e comece a pagar em ....", das promessas dos X vezes sem juros, CASO você queira deixar o Hall of Fame dos que possuem bens materiais mas que estão quebrados, falidos.

É bem verdade que ALGUMAS pessoas poderão até observar sua roupa de marca, o modelo de seu carro, mas NINGUÉM, estará preocupado se aquilo estará lhe levando à sua falência pessoal. Poderão olhar, achar legal e pronto. A quebradeira é responsabilidade SUA.

Desperte o seu bom senso.

Planeje-se até para adquirir "coisas" materiais que te façam sentir feliz, sem que isto te deixe louco, quebrado à beira da falência pessoal.

"Estar quebrado é uma condição de vida temporária. Ser pobre é um estado de espírito." (Robert Kiyosaki - autor best seller da série Pai Rico, Pai Pobre)


quinta-feira, 19 de março de 2009

Educar Financeiramente Vai Muito Além de Somente Ensinar Sobre Dinheiro

Quando se fala em educação financeira, as pessoas logo pensam em $$$$$, mas eu afirmo que EDUCAR FINANCEIRAMENTE vai muito além de dinheiro.
O dinheiro é só uma ferramenta para você atingir seus sonhos. Portanto, ele é um meio, não um fim.
Se há outros fatores que estão ligados ao modo como você lida com seu dinheiro e você não entende isto, não adianta, você vai entender que sua vida está apenas condicionada ao que você TEM e não ao que você É!
Assim, você continuará TENDO coisas e FAZENDO coisas que farão com que você se sinta como SENDO alguém.
Este tipo de pensamento é que tem levado muitas pessoas à bancarota, quebradas, falidas, com aquela sensação de que nada parece o suficientemente bom e se sintam infelizes com o tipo de vida que levam. Compram uma roupa e, no momento seguinte, sentem a necessidade de comprar mais uma e mais uma e mais uma. Isto porque não estão felizes, inconscientemente, com o que realmente SÃO.
As pessoas acreditam que precisam TER algo a mais (carro do ano (nem que seja parcelado em 80 meses!!! :-( ), roupas de griffe (nem que o salário inteiro fique comprometido), cirurgias plásticas estéticas (agora com direito a empréstimo em até 24 meses), etc), para que AS OUTRAS PESSOAS pensem que elas SÃO alguma coisa.
Por isso, nós educadores financeiros, devemos transmitir os conceitos sobre as possibilidades que as pessoas podem criar em suas vidas se elas souberem SER, antes de TER ou FAZER.
EDUCAR FINANCEIRAMENTE VAI MUITO ALÉM DE SOMENTE ENSINAR A LIDAR COM DINHEIRO.