segunda-feira, 28 de maio de 2012

As crianças e o dinheiro


Quando os bebês e crianças pequeninas começam a dar "tchauzinho" é muito comum querermos vê-los acenando e dando tchau: "Papai vai sair para trabalhar. Dá tchau pro papai, dá. Tchaaaau, papai."
À medida que vão crescendo paramos de falar sobre isso, porque a gracinha era o bebê acenar com o "tchauzinho" e porque talvez acreditemos que a criança já tenha entendido tudo sobre o que é trabalho: papai sai pela manhã, vai trabalhar e volta à noite.
Simples assim.
As crianças começam a crescer e muitas vezes elas ouvem: " Vou passar no banco para pegar dinheiro."
Simples assim.
Então, divirta-se com mais esta extraída das coisas da educação financeira de crianças que temos tido a oportunidade de vivenciar em nosso programa:
"Quem sabe nos dizer de onde vem o dinheiro que os seus pais recebem?", perguntamos às crianças.
Todas respondem, em uníssono: "Do banco".
Continuamos: " Mas por que vocês acham que vem do banco?".
E um arrisca: "Porque o banco é que dá."

Elas estão certas, e isto não significa que elas não saibam que seus pais trabalham, mas já que ninguém nunca explicou a elas o que é trabalho e que aquele dinheiro que é sacado no caixa eletrônico do banco, ainda que papai trabalhe para uma instituição bancária, não aparece lá como mágica ou por doação, mas sim que ele está lá como resultado de uma troca ( você trabalha, ou seja, troca o seu tempo e a sua energia por dinheiro), elas só entendem que quem supre as necessidades  de dinheiro da família é o banco.

Por isso, não é difícil ouvir frases tais como, " Pega no banco.", "Passa o cartão" ou " Dá um cheque."

Explicar porque o dinheiro se faz necessário na vida das pessoas; contar onde é que você trabalha, o que você faz e como é que o dinheiro vai parar lá no banco, é um bom começo para a educação financeira das crianças quando elas já entendem que seu dinheiro sai de um caixa eletrônico.

 
Ao sucesso financeiro de nossos filhos.

domingo, 20 de maio de 2012

Coma para viver


 

Inegavelmente, comer é um dos grandes prazeres da vida. Comer o que se quer quando se tem vontade, então, chega a ser um momento de felicidade e gratidão, pois sabemos que muitas pessoas no Brasil e no mundo não tem a mesma oportunidade.

Para quem trabalha fora e precisa pagar pela sua própria alimentação e guloseimas, é muito comum que se cometa exageros um dia aqui e no outro também e, acredite, esse "plus" diário pode fazer uma diferença no orçamento no final do mês.

E não, não é preciso deixar de comer o que ser quer, mas quando fizer seu planejamento mensal, vale a pena definir o valor máximo permitido por dia para esta despesa.

Melhor dizer ao seu dinheiro para onde ela vai do que perguntar depois para onde ele foi!

Ao seu sucesso financeiro.

Boa leitura.


Refeição fora de casa exige planejamento

20 de Maio de 2012

Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

O aumento da renda é o que faz o brasileiro se sentir mais confortável para gastar mais com alimentação fora de casa. No entanto, para que um dos melhores prazeres da vida não se transforme em pesadelo, na hora de pagar as contas do fim do mês, a palavra de ordem é disciplina. Quem poupa R$ 5 (um café e um chocolate) durante 22 dias, por exemplo, economiza R$ 110 no fim do mês. Se o dinheiro for aplicado em um investimento com rendimento mensal de 0,56%, a quantia acumulada em um ano será de R$ 1.370. A grana é suficiente para passar cinco dias em Santiago, no Chile.
De acordo com pesquisa da Apas (Associação Paulista de Supermercados), divulgada no início do mês, com 507 consumidores, as despesas com alimentação fora do lar cresceram 26,6% em 2011, na relação com 2010.
O montante foi maior que os gastos com eletrodomésticos (9,6%), viagens (7,2%) e veículo próprio (16,8%). De acordo com o diretor de economia da Apas, Martinho Paiva Moreira, os números superaram a previsão de crescimento, que era de 15%.
Para a educadora financeira da The Money Camp Brasil Silvia Alambert, quem tem o costume de almoçar todos os dias em restaurantes, por exemplo, deve contabilizar, durante um mês, toda a quantia gasta no período, inclusive as guloseimas, como os lanches no final da tarde - que são mais difíceis de quantificar. Depois, é recomendável dividir o valor pela quantidade de dias. Com a divisão fica mais fácil saber o limite de gasto diário foi ou não ultrapassado. "Não precisa deixar de comer fora, basta dosar", afirma Silvia.
Além disso, quem quer economizar com os quitutes consumidos na rua deve planejar o destino do dinheiro poupado - ao definir uma meta ficará mais fácil atingir o objetivo.
ALTERNATIVA- A saída dos supermercados, para não perder mercado, já que os restaurantes e bares compram de outros fornecedores - os chamados food service -, é aumentar o leque de alimentos práticos para o consumo, como os congelados e até mesmo refeições já prontas, para atrair o público que tem pouco tempo para preparar o alimento em casa. "Geralmente são pessoas solteiras que moram sozinhas ou casadas, mas que não têm filhos", diz Moreira.
Não à toa, a venda de alimentos de fácil preparo foi o que mais teve destaque em 2011, entre salgados e perecíveis. O faturamento dos supermercados avançou 20,2% com a venda do vegetal congelado, 14,8% com a batata congelada e 12,5% com a pasta refrigerada . Por outro lado, a comercialização do arroz sofreu queda de 4,7%, em 2011, na relação com 2010.
GRANDE ABC - Pesquisa da administradora de cartões-benefício e cartões pré-pagos Alelo, com o Instituto Datafolha, mostra que comer fora de casa está mais caro para o morador da região. Diadema é a cidade onde o preço da refeição mais encareceu, subiu: de R$ 20,77, em 2010, para R$ 25,22 em 2011, isso significa que o consumidor está pagando 21,4% mais caro pela alimentação na rua.
Depois aparece Santo André, onde o prato que saía por R$ 22,80 em 2010, passou a custar R$ 25,82 no ano passado - aumento de 13%. Em São Bernardo, o custo do prato sofreu ligeiro aumento de R$ 26,04 para R$ 26,45, mas é o lugar onde o consumidor desembolsa o maior valor para comer na rua.
Duas cidades registraram quedas nos preços dos alimentos consumidos em bares e restaurantes. Em São Caetano, o valor da refeição caiu de R$ 23,97 para R$ 22,23 e, em Mauá, passou de R$ 21,88 para R$ 21,59.
Para o levantamento, foram realizadas cerca de 4.000 entrevistas em 19 capitais e 36 cidades, entre setembro e outubro de 2011. Ribeirão Pires e Rio Grande não entraram na pesquisa.

sábado, 19 de maio de 2012

De pequeno é que se aprende

A questão da mesada é um tema muito importante quando se trata de iniciar os filhos no mundo das finanças pessoais, no desenvolvimento de bons hábitos com o dinheiro, cultura financeira e planejamentos de curto, médio e longo prazo. Cabe aos pais, logicamente, decidirem se concordam ou não em entregar uma quantia de dinheiro semanal ou mensalmente nas mãos dos filhos.
Independentemente da decisão é sempre bom conhecer mais sobre como isso poderá ser proposto, no momento em que concordarem que isso tenha início.
Desta foma, fica o convite aos pais que desejarem conhecer um pouco mais sobre a educação financeira de crianças e jovens, no próximo dia 27 de Maio de 2012, no Espaço PIKS, do Shopping Iguatemi de São Paulo, a partir das 10 horas.
Inscrições pelo telefone (11) 3816 2304. Vagas limitadas.
Aproveite a oportunidade.

Ao sucesso financeiro de seus filhos.

Imagem de divulgação. www.piks.com.br Todos os direitos reservados.2012




domingo, 13 de maio de 2012

O bicho mãe

Artigo escrito especialmente para o Blog Enriquecimento Total para homenagear todas as mamães, neste dia exclusivo delas.

Um beijo especial no coração de cada mãe.

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo." ~ Rajneesh

http://www.enriquecimentototal.com/2012/05/o-bicho-mae-por-silvia-alambert.html

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Transparência nas Relações


Às vezes, tudo o que temos que fazer para alinhar os nossos interesses aos interesses dos outros é perguntar.
Se você tem dúvidas, pergunte.
Seja para a realização de um trabalho em grupo ou mesmo uma informação, seja na tomada de uma decisão profissional, seja na vida pessoal ou mesmo na área financeira.
É muito frustrante dar início a um projeto escolar ou profissional, a um relacionamento, sociedade ou mesmo a um tipo de investimento financeiro e depois descobrir que os interesses divergem, isto é, que o seu interesse não tem nada a ver com o interesse daqueles com quem você estuda, trabalha, se relaciona ou mesmo com as instituições às quais você confia a aplicação de seu dinheiro.
É melhor, então, certificar-se sobre quais são os reais interesses da outra parte ANTES de se comprometer em qualquer relação de negócio, pessoal ou financeira.
Situações de frustração dessa ordem são muito comuns.
Em virtude de algumas crenças que carregamos conosco, tal como a vergonha de parecer ser desinformado ou distraído ou mesmo por questões emocionais, colocamo-nos em situações de desconforto futuro.
Realizar escolhas de forma sensata requer que tenhamos mais clareza sobre onde estamos nos colocando, pois saberemos se os interesses dos outros estão em concordância com os nossos interesses e se for positivo, realizaremos nossa parte de forma mais assertiva e satisfaremos, em primeiro lugar, a nós mesmos e consequentemente àqueles que tem os mesmos interesses que os nossos.
Pergunte. Perguntar não ofende.

E aí, será que há algo em sua vida que caminha desfavoravelmente simplesmente porque os interesses estão em desalinho?





Título de Capitalização para locar imóvel?

 

Capitalização para aluguel é cara

Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

Na hora de alugar um imóvel o inquilino precisa garantir ao proprietário que honrará com o pagamento da locação. O seguro-fiança, que é um valor extra pago anualmente para a imobiliária, e o fiador, alguém que tenha imóvel próprio e já quitado, para arcar com as prestações do locatário - caso ele fique inadimplente - são as opções mais tradicionais. Mas há também o título de capitalização, exclusivo para locação, e que está no mercado há 12 anos.
O inquilino que opta pelo produto paga à vista valor acordado entre ele, o proprietário e a imobiliária. Com o montante ele terá em mãos um título de capitalização, que servirá como garantia em caso de inadimplência. A principal vantagem é que no término do contrato 100% do dinheiro é reembolsado por quem aluga o imóvel. Mas, claro, é impreterível que ele honre com todas as parcelas da locação. "Se não pagar, o proprietário pode acionar o título e resgatar o valor para cobrir o que não foi pago. É uma forma de o dono ter proteção", explica o presidente da FenaCap (Federação Nacional de Capitalização), Marco Barros.
Se decidir renovar o aluguel, o inquilino poderá usar o valor acumulado no último contrato para comprar novo título ou renovar o que ele já tem.
O diretor comercial e de marketing da SulCap (Sul América Capitalização), empresa que lançou o produto no Brasil há 12 anos, Cesar Tadeu Dominguez, explica que os recursos também poderão ser usados para bancar danos causados pelo morador temporário, como danificações em vidros e portas.
CUSTO- A modalidade não é considerada aplicação financeira, ou seja, não é recomendada para quem quer investir dinheiro ou formar poupança, mas é uma opção para quem se sente constrangido ao pedir a contribuição de um fiador ou não pretende pagar pelo seguro-fiança, que geralmente é a cobrança extra de até duas parcelas do valor do aluguel por contrato, mas que não são restituídas.
Entretanto a aquisição do título na imobiliária custa caro. "O produto não tem um preço definido. O que regula os valores é o custo do aluguel, mas em média os proprietários pedem, como garantia, entre cinco e dez vezes o valor da mensalidade", comentou Dominguez.
Portanto, se o aluguel mensal é de R$ 1.000 e as partes acordaram que deverão ser pagas oito parcelas deste valor, o inquilino terá de desembolsar R$ 8.000 de uma vez. Por conta do disso, o tempo de vigência dos títulos de capitalização, oferecidos nas imobiliárias, equivalem ao prazo de permanência do locatário na moradia, ou seja, o que está estipulado no contrato do aluguel. Na SulaCap, o período varia entre 12 e 15 meses e na Brasilcap de 15 a 30 meses.
O promotor de locação da Gonçalves Imóveis e Condomínios Junio Pereira da Costa, explica que a demanda pelo produto, que já é oferecido há dois anos, não é tão grande. De cada dez clientes que vão ao estabelecimento, que tem escritórios em São Bernardo, São Caetano e Santo André, apenas dois optam pelo título de capitalização. "Para fazer o título você tem de ter um valor guardado que aqui costuma ser, em média, entre seis e dez vezes o valor do aluguel. É legal o produto, mas não é todo mundo que tem o dinheiro", comentou.
Segundo ele, as empresas que vão bancar a estadia de funcionários (que são transferidos de outras cidades para o Grande ABC) são as que mais buscam a modalidade.
A Pantera Imóveis, de Santo André, por exemplo, oferece o produto há pouco mais de um ano. O corretor Guilherme Carrara reitera que, em média, de cada 200 clientes da imobiliária, 30 têm o título de capitalização. "Infelizmente é pouco procurado, a busca é maior entre pessoas com poder aquisitivo elevado", comentou.
O auxiliar administrativo da Trentina Imóveis, em Ribeirão Pires, conta que o produto começou a ser oferecido pelos clientes nesta semana, quando os funcionários receberam as instruções do seu funcionamento. "O objetivo é que haja mais opção na hora de alugar", explicou o profissional.
Produto não exige análise financeira
Antes da assinatura do contrato de locação, é necessária a aprovação de crédito e de renda de quem opta por pagar o seguro-fiança. Por outro lado, ao comprar o título de capitalização a vida financeira do futuro locatário não é levada em conta.
Com o produto, o proprietário e a imobiliária têm mais garantias de que não levarão calote, afinal o interessado pelo imóvel terá de pagar uma quantia à vista - que varia entre cinco e dez vezes a parcela mensal do aluguel. O montante é suficiente para quitar o valor devido. "Até porque, pela lei do inquilinato, quem não paga durante três meses seguidos pode ser obrigado a deixar o imóvel", lembra Cesar Tadeu Dominguez da SulaCap.
RETORNO- Mas o valor desembolsado para a compra do título não é integralmente rentabilizado.Na SulaCap, por exemplo, para o caso do título com vigência de 15 meses, 93% do valor é capitalizado, 0,041% é destinado para os custos com sorteios e 7,16% para a taxa de carregamento. Na Brasilcap, para título com o mesmo prazo, a proporção é de 93,49%, 0,34% e 6,17%. A fatia capitalizada é apenas corrigida pela TR (Taxa Referencial).
Para a educadora financeira da The Money Camp Brasil, Silvia Alambert, o recomendado, para quem não tem fiador, é o seguro-fiança."O locatário pode destinar o dinheiro do título (que é uma quantia elevada) para uma aplicação mais rentável que cobriria o valor do seguro", disse. "Ou seja, até o processo de locação de imóvel exige educação financeira do interessado, afinal ele tem de ter o nome limpo para não ficar com as mãos amarradas", complementou.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Risco Existe para ser Administrado



Quando as crianças do programa The Money Camp trazem a entrevista que fazem com os pais perguntando-lhes qual foi o melhor e o pior investimento financeiro já realizado ao longo de suas vidas, em sua maioria apontam o mesmo tipo de investimento como sendo o melhor e o pior.
Por exemplo, muito pais apontam que o seu melhor investimento financeiro foi no mercado de capitais e o pior, no mercado de capitais ou em imóveis ou em um negócio.

Portanto, investimentos financeiros são quase como uma relação de amor e ódio, de desejo, mas de medo e como grande parte das pessoas tem aversão a risco com dinheiro e odeiam sentir-se inseguras, simplesmente deixam de investir ou partem para investimentos de menor risco e, com isso, de menor ganho.

É bem provável que isso aconteça por conta de uma única situação, além da questão emocional: o desconhecimento sobre o tipo de investimento que se está realizando.

É muito comum ouvirmos de um amigo ou parente que alguém fez um determinado tipo de investimento e se deu bem.
Sem muita pesquisa, conhecimento, informação de outras pessoas, avaliação do grau de risco do investimento ou mesmo de um auto conhecimento sobre o perfil financeiro, ver muitas pessoas se lançarem ao mar, sem sequer saberem dar uma braçada, também é muito comum.

O que pode dar certo para um, não significa necessariamente que dará para o outro, porque quando se trata de investimentos de alto risco, não há garantias de que o que ocorreu no passado se repetirá da mesma forma no momento seguinte.

Adquirir o conhecimento necessário ANTES de investir dinheiro, seja lá no que for, é o fator mais importante para dar o ponta pé inicial.

Além do mais, é importante saber que ainda assim o risco existirá, mas conhecer estratégias que possam minimizar eventuais perdas,já é um passo para que a pessoa se sinta mais segura com relação ao que ela está realizando.
Ao contrário daqueles que simplesmente sem entender nada, só resta se desesperar.

Lembro-me bem de um desses casos desesperadores que eu presenciei, por volta de 1994, quando na região da Vila Olímpia, em São Paulo, moradores de uma determinada rua tiveram seus imóveis depreciados e desapropriados, porque por ali passaria a Nova Faria Lima. Uma vizinha do quarteirão que teve seu imóvel desapropriado, chorando me disse: "Moro aqui desde que nasci. Para onde eu vou com isso que eles querem me pagar?"
Quem imaginaria que um imóvel naquela localidade simplesmente perderia seu valor daquela forma abrupta, em nome do progresso? Foram avisados com antecedência, mas muitos não quiseram acreditar que aquilo aconteceria algum dia.

Por essas e outras histórias é que as pessoas parecem ter ainda tanta aversão a investimentos financeiros de maior grau de risco, mas vale lembrar que tudo na nossa vida é um risco e o risco existe para ser administrado e não para que se fuja dele ou finja que está tudo indo bem e que assim continuará para sempre.

Quem não corre riscos também perde oportunidades excelentes de negócios em qualquer área de investimento, isso porque o medo paralisa ou te põe pra correr milhas e daí, pronto: a oportunidade se foi.

Por isso, atreva-se mais, arrisque-se mais, sem precisar com isso, se colocar em risco desnecessário. Tome as rédeas de sua vida financeira e pise fundo no conhecimento.
Quem conhece muito bem em que terreno está pisando, calcula também o grau de risco que se propõe a correr. 
Não desista de querer melhorar sua condição financeira atual por conta do medo de se arriscar.
Eduque-se financeiramente. Invista conscientemente.


Quer conhecer um pouco sobre a História do Mercado de Capitais? Comece aqui. http://www.portaldoinvestidor.gov.br/
Se gostar do que ler, aprimore-se. Sempre.

À nossa prosperidade.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Filhos: a hora de começar a investir visando suas necessidades futuras

 

 
SÃO PAULO - Seu filho acabou de nascer, mas você já está preocupado com o futuro dele. Embora faltem muitos anos para começar as despesas mais pesadas, como os gastos com faculdade, cursos no exterior e a própria aquisição de um automóvel, o tempo deve ser visto como um aliado e os investimentos devem começar o mais cedo possível.

Para a educadora e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert, os pais já devem se preocupar, no sentido de dar início a um plano de investimento, ainda quando recebem a notícia da gravidez. Mas qual a melhor estratégia para esse acúmulo de capital, visando à realização dos sonhos e, sobretudo, dos estudos do seu filho?

Antes de mais nada, tenha em mente que o fator tempo será um elemento extremamente favorável. Serão 18 anos de investimento, aproximadamente. Para o presidente do Conselho de Administração do Ibef-SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo), Keyler Carvalho Rocha, um bom investimento para o longo prazo são as ações.

Mercado em baixa Se a criança nasceu neste ano, o momento é ainda mais interessante, porque o mercado financeiro vive um momento de baixa. “Em virtude da crise financeira internacional, o preço de boa parte das ações caiu muito e está barato”, avalia Rocha. Mas, se o investidor tiver receio de trabalhar com ações, justamente por conta das crises, o especialista explica que, no longo prazo, as crises não são tão importantes, pois o mercado segue para recuperação.

Ele cita, por exemplo, o caso das ações da Petrobras. Apesar das ações terem sofrido por conta das questões internacionais, a empresa continuou fazendo investimentos e, inclusive, fez um grande aumento de capital em 2010. “A empresa trabalha com um produto nobre, que é a gasolina, é diversificada e também o próprio governo garante que ela não irá ‘quebrar’ ”, pondera Rocha.
Essa lógica também é válida para outras organizações de capital aberto. Apesar da instabilidade externa, elas continuam fortes e realizando investimentos. “Apesar das quedas, as empresas continuam muito bem. A Vale e a Petrobras continuam dando lucros muito bons”, explica o presidente do Ibef-SP.

E os fundos... Assim, com essa crise passando, a expectativa é que as ações se valorizem, o que configura um bom investimento, sobretudo para o futuro. Mas, para aqueles investidores inseguros e que não têm muito conhecimento do mercado, vale a pena considerar fundos de índice, como o Ibovespa (BOVA11).
Os fundos de índices são aqueles que buscam obter o retorno de determinado índice e têm cotas negociadas na Bolsa. Ao escolher um ETF (Exchange Traded Funds – como são conhecidos os fundos de índices comercializados na bolsa de valores), o investidor aplica, ao mesmo tempo, em uma carteira de ações de diferentes companhias, o que remete a uma diversidade maior para o portfólio.
Mas o especialista alerta: é sempre importante fazer um planejamento e, apesar de ser um investimento visando a um retorno no longo prazo, é preciso ir acompanhando esses investimentos. “Quando subir muito, pare de comprar um pouco e foque nas aplicações de renda fixa”, sugere.

Diversificando os investimentos Diversificação é importante não só ao investir em ações, mas também nos investimentos como um todo. Visando ao futuro da criança, os pais podem aplicar tanto em renda fixa quanto em variável. No caso da renda fixa, ainda por conta do benefício tempo, o especialista recomenda títulos do Tesouro Direto.

Tesouro Direto nada mais é do que um programa de venda de títulos públicos a pessoas físicas, desenvolvido pelo Tesouro Nacional em parceria com a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia). É um investimento altamente seguro, pois se tratam de títulos da dívida do Governo. O investidor pode escolher títulos indexados à inflação e, quanto mais distante a data de resgate, terá uma taxa de juros maior.

Atualmente, é possível investir a partir de uma fração equivalente a 0,2 de um título público, o que significa um investimento mínimo de cerca de R$ 100. Entretanto, o Tesouro Nacional anunciou recentemente uma mudança nas regras e, a partir deste ano, será possível investir ainda menos – uma fração de 0,1 de um título público, com piso próximo a R$ 30.

O especialista cita, como exemplo, um título com vencimento em 2024, atrelado ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – atualmente em 5% ao ano) e que pague juros de 5% a.a.. Assim, o investidor pode ir fazendo pequenos aportes mensais, com retorno de 10% ao ano.

Previdência infantil : Uma modalidade específica para o futuro da criança é a previdência. Silvia explica que muitos bancos oferecem modalidade de previdência visando ao futuro, sobretudo aos estudos do filho. Essa opção é interessante para os pais que são avessos ao risco e que não podem fazer grandes aportes mensais.

Silvia explica que, embora os pais tenham o tempo como aliado nesse tipo de investimento, eles não devem demorar muito para iniciá-lo. “O maior erro é ficar postergando, pois, apesar de ser um longo tempo, os anos passam rápido e, quando você se da conta, já passaram 18 anos”, diz.

Outro fator importante é ter uma boa organização financeira. Se você é uma pessoa endividada e que não controla suas finanças, vai ser complicado dar continuidade a esse investimento. “Se eu não tiver um controle orçamentário presente, eu vou me perder no investimento do meu filho”.

Cada família deve avaliar suas finanças e encontrar um valor mensal que não comprometa suas contas. Como regra geral, 10% da renda para investimento já é um montante adequado. Vale inclusive, antes de começar os investimentos, calcular o valor aproximado que seria suficiente para suprir os principais gastos da criança no futuro. Com o valor em mãos, dilua pelo tempo que você terá, considerando os juros que os investimentos podem pagar.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Entre lebres, coelhos e ovos de Páscoa


“A diferença de preços entre o chocolate em barra e o ovo de Páscoa é o couvert artístico do coelho, que bota o ovo daquele tamanho sem amassar o chocolate.” (frase de Edgar Zinho retirada do FB)  
Lá vem a Páscoa novamente e com ela a “passarela dos Ovos de Páscoa” é montada com embalagens lindíssimas, brinquedinhos de toda ordem e com preços de tirar o fôlego até mesmo dos mais aficionados por chocolate.
Todo ano é a mesma coisa e não é hábito da maioria das famílias se planejar financeiramente para alguns eventos ao longo do ano e no caso da Páscoa não é diferente.
Presentear as pessoas com ovos cozidos decorados com desenhos e pinturas pode parecer estranho, presentear com chocolate em barra na Páscoa, parece que não tem graça, mas também não tem a menor graça se endividar para comprar ovos de Páscoa. 
O que fazer então?

A Páscoa é uma festividade que tem três significados: Páscoa Cristã (Ressureição de Cristo), Páscoa Judaica (celebra o fim da escravidão dos hebreus no Egito) e a Festividade Pagã (celebra a chegada da primavera, a aurora, a vida nova)
"De fato, para entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa uma lebre, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida." (Fonte: wikipedia )
Como se vê, a intenção do ovo é boa, mas o propósito dele é que se emaranhou com outros interesses.

A nós, pais, resta a tarefa de explicar o verdadeiro significado da Páscoa aos nossos filhos. Caso contrário, eles somente entenderão que Páscoa é um dia para se ganhar ovos de chocolate.
egadinhas de coelho com farinha, "isso não tem preço". Na Páscoa chocolate tem que ser em formato de ovos mesmo.
Porém, às crianças maiores, deem-lhes a oportunidade de escolher, tomando este caso - ao acaso, para ver o que elas preferem: a) duas barras dessas e mais R$ 10 ou b) esse ovo? Se a escolha for pela primeira opção, além do seu filho/a ganhar o dobro de chocolate e mais R$ 10; de você economizar R$ 5, você terá, ainda, a satisfação de saber que essa doce lição de educação financeira adoçará as finanças de seus filhos para o resto de suas vidas. Isso não faz parte do nosso papel de pais? Boa Páscoa a todos! comprar ovos de todos os tamanhos, se torna uma daquelas coisas que não tem preço
Da tradição pascal ficou também a brincadeira de esconder os ovos para que sejam encontrados e, de qualquer forma, quem tem filhos ainda muito pequenos sabe o que é o prazer de comprar ovos de todos os tamanhos só para ver a alegria nos olhos dos pequeninos ao encontrarem os ovos. Realmente,  uma coisa gostosa e divertida de se ver. Para essas doces aventuras, procure os grandes distribuidores*. Eles sempre tem preços mais atraentes e opções para que o coelho não passe em branco.
Já quando os filhos crescem e sabem que o coelho da Páscoa não existe (sim, eles adoram declarar que descobriram o segredo do coelho!) é chegada a hora de conversar com eles, em algum tempo, sobre as escolhas que devemos realizar em alguns momentos e ao longo da vida e mostrar a eles que o valor em dinheiro de um único ovo de Páscoa pode render muito mais.
Daí para frente, compare juntamente com sua criança os preços entre um ovo de Páscoa e dois chocolates em barra, por exemplo, mostrando a ela que poderá ter muito mais chocolate, gastando menos dinheiro e ainda poderá aproveitar a economia gerada e continuar poupando para conquistar outros desejos em breve.

Lembre-se que não se trata apenas da questão do preço do ovo em si e se, ainda assim, a criança preferir o ovo, não é necessário criar uma situação por conta disso, mas apenas continuar seguindo com os ensinamentos para que ela entenda que  o resultado da  nossa vida futura, pessoal e financeira, é igual ao resultado da soma de nossas escolhas ao longo de nosso crescimento.  

Se a situação financeira estiver fortemente comprometida, o ideal é ser honesto e transparente: os muito pequenos não entendem muito bem a diferença entre ganhar um chocolate em um formato diferente em um dia especial ou em algum outro dia, já os maiores devem começar a entender que às vezes a mágica pode não acontecer, em virtude de outras realizações conquistadas pela família ou mesmo por uma situação financeira delicada naquele momento ( é o mesmo caso do filho que espera fazer 18 anos e receber um carro de presente: talvez o Banco do Papai não tenha se preparado com antecedência para a mágica acontecer...e??). Pode ser meio frustrante para a criança e constrangedor aos pais, mas todos superarão o momento.
Parcelar ovos de Páscoa em 3, 6 ou 8 vezes me parece ser bem mais constrangedor.

A educação financeira de crianças e jovens não se faz do dia para a noite e é um processo contínuo onde oportunidades como estas devem ser aproveitadas para a transmissão do conhecimento, pois da mesma forma que as pegadinhas foram descobertas, mais à frente,  as crianças compreenderão que os verdadeiros coelhos da Páscoa também foram bons orientadores financeiros e lhes presentearam com os ensinamentos necessários para que crescessem seguras e deixassem pegadas históricas na construção de suas finanças pessoais.


FELIZ RENASCIMENTO!

(*) Alguns sites e endereços de Distribuidores de doces e chocolates em SP e grande SP.

http://www.chocolandia.com.br/
http://www.manosdoces.com.br/
http://www.docesvaz.com.br/

Irmãos Tateno e Cia Av Jabaquara, 322 - Sao Paulo - SP - CEP 04046000 - Bairro: Mirandópolis - Tel.: (11) 2276-1344

segunda-feira, 19 de março de 2012

Você adora barcos ou adora a ideia do barco?

Intermarine 740 Full

Mais uma indicação de filme com mensagem de educação financeira. " Armações do Amor" (Failure to Launch, 2006. Romance, comédia.
Sinopse: Tripp (Matthew McConaughey) é um homem de 35 anos que ainda não deixou a casa dos pais. Desesperados, seus pais decidem contratar Paula (Sarah Jessica Parker), uma mulher bela e talentosa, para convencê-lo a sair de casa.

Daí já é bem previsível o que acontece: um filme sobre pais, amor, relacionamentos, família, filhos, mas o legal mesmo são as muitas mensagens sobre educação financeira ao longo do filme.

Só para intrigar:
" Adoro barcos."
" Não adora, não. Você adora a ideia do barco. Além do mais, ter um barco é desperdício de tempo, dinheiro e emoções. E, no final, vai partir seu coração."

Quem tem ou já teve um há de concordar que a ideia do barco é realmente fascinante: sensação de liberdade, aventura, descobertas de locais paradisíacos, lugares particulares, mas esse é um dos brinquedinhos que consomem muita grana, principalmente quando se leva em consideração o tempo em que o proprietário normalmente tem disponível (?) para poder aproveitar a brincadeira.

Ao investir seu dinheiro em "coisas" que te trazem mais dinheiro, você estará investindo em um ATIVO. Caso contrário, ou seja, se você investe seu dinheiro em "coisas" que perdem valor ao longo do tempo ou que fazem com que você tenha que colocar mais dinheiro do seu próprio bolso (renda ativa = você trabalhando por dinheiro) nelas, chuta porque é DÍVIDA!

Caso o desejo seja apenas o de curtir alguns bons momentos em alguns determinados períodos, considere a locação como uma opção, ao invés da compra e mesmo se o desejo for a compra, faça uma locação para você ter certeza de que o caminho é realmente a compra, converse com quem já tem ou teve um barco e avalie as vantagens e desvantagens.


Navegar é preciso, mas lançar-se em alto mar sem o devido conhecimento, certamente é querer correr o risco de se tornar um náufrago.

Lembre-se: Ativos te alimentam. Dívidas te engolem.

 
Ao seu sucesso financeiro.


sábado, 17 de março de 2012

Qual é a nota do seu boletim financeiro?

"A dívida — pública e privada — está aqui para ficar. Ela exerce um papel essencial no processo econômico... O que é necessário não é a abolição da dívida, mas um uso prudente e um gerenciamento inteligente."
E houve um tempo em que o sustento do homem vinha da terra. Faz tempo.
Hoje, parece que tudo o que o homem precisa é de alguns cartões de crédito ou do limite do cheque especial, de preferência com limites estratosféricos, a fim de prover suas necessidades e desejos.
E é incrível como os olhos das pessoas brilham quando elas pensam em cartões com crédito ilimitado para compras. Os olhos parecem aquelas caixas registradoras que não param de mostrar cifrões e, se fosse possível ver aqueles balõezinhos de histórias em quadrinhos, daria para ver claramente os objetos, sonhos de consumo, voando pelas suas mentes.
Juros sempre representarão o “aluguel” que você terá que pagar por tomar algum dinheiro emprestado e todos bem sabem (ou deveriam saber) que o “aluguel” a ser pago por essas modalidades de crédito são caras.
Portanto, se você escolher por parcelar suas compras...pronto, pode contar que os juros já estão lá embutidos nas suas parcelinhas e se você, por algum momento, se enrolar com suas contas e deixar de pagar uma única parcelinha ou pagar apenas parte dela... pronto, você será cobrado de novo com um outro “aluguel” inclusive sobre o “aluguel” que já estava embutido nas parcelinhas.  
Acontece, porém, que por mais que muitas pessoas já saibam sobre isso, existe um outro fator chamado “dissonância cognitiva” que faz com que as pessoas simplesmente apaguem a “parte chata” e só fiquem com a parte que lhes dá prazer: TER coisas.
Dissonância cognitiva é um termo da psicologia social que se refere ao conflito entre duas idéias, crenças ou opiniões incompatíveis. Como esse conflito geralmente é desconfortável, as pessoas procuram acrescentar "elementos de consonância" (que lhes seja favorável), mudar uma das crenças, ou as duas, para torna-las mais compatíveis. No caso do consumidor sedento por ter coisas imediatamente são aquelas vozes que falam no ouvido e tomam conta da mente enquanto a pessoa entra em uma loja, supermercado ou simplesmente olha uma vitrine: “ Não faça essa compra agora. Espere mais um pouco porque agora não dá”, mas a outra voz arruma algum motivo favorável (elemento de consonância) para que a pessoa convença a ela mesma que “Sim. Você pode comprar agora porque no mês que vem você pagará a última parcela de tal compra e poderá deixar de sair alguns dias, então, você PODE.”
Além do mais, a maioria das pessoas se esquece de que o valor do dinheiro delas enquanto as parcelinhas vão sendo pagas vai se tornando diferente do valor do dinheiro delas quando começaram a pagar as primeiras parcelas (sim, o valor do dinheiro no ano que vem é diferente do valor do dinheiro de hoje. Oops! Não te contaram?), então, estas pessoas só se preocupam com as coisas quando já estão acontecendo na frente de seu nariz e é só neste ponto que muitas delas se pegam jurando que nunca mais repetirão o erro, mas por não entenderem muito bem como é o mecanismo do negócio acabam fazendo o mesmo círculo de novo.
Por estes motivos listados acima, ou seja, a falta de educação e organização financeira, a dissonância cognitiva e a despreocupação sobre quanto aquilo que está comprando parcelado irá lhe custar no futuro, é que as pessoas se perdem com seus cartões de crédito, seus limites bancários e passam a se sentir pressionadas como se estivessem vivendo em um estilo de vida superior à sua realidade financeira, ou seja, passam a viver em um estilo de vida que não cabe em seus bolsos.
É importante lembrar que limite de cartão de crédito e limite de cheque especial não é dinheiro seu: você está tomando emprestado e prometendo que irá pagar no vencimento e se não honrar o pagamento ou pagar o mínimo, lembre-se que o “aluguel” é alto e poderá te dar dor de cabeça depois.
Além do mais, se uma pessoa está tomando dinheiro emprestado dos outros (administradoras, bancos) é porque ela não tem dinheiro para realizar aquela compra naquele momento. Se tivesse, pagaria à vista, com o SEU próprio dinheiro.
Será que não seria a hora de realizar um plano de economias e gastos?

Ao seu sucesso financeiro.


http://maalves-consumidor.blogspot.com.br/2012/03/paulistano-com-renda-acima-de-10.html

http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Economia&vCod=121475

sábado, 10 de março de 2012

5 Fatores que levam às dívidas



Conheça 5 fatores que levam às dívidas

Leia os motivos apontados por especialistas e evite cair na armadilha da falta de planejamento financeiro

Publicada em 05/03/2012 às 20:06 - São Paulo - Redação InfoMoney

Dívidas, dívidas e mais dívidas. As pendências financeiras mensais, como parcelas do cartão de crédito e pagamentos dos financiamentos, estão entre os principais problemas dos consumidores quando o assunto é orçamento. A grande questão é: por que as pessoas contraem tantas dívidas?

Dados da Confederação Nacional do Comércio mostram que, em fevereiro deste ano, de todos os endividados brasileiros, mais de 70% tinham dívidas no cartão de crédito e outros 20% tinham dívidas no carnê. Confira alguns motivos indicados por especialistas para se endividar:

1 - Razão versus emoção - os educadores explicam que a emoção é o principal problema que leva as pessoas a consumirem irresponsavelmente e, como consequência, acumularem mais e mais dívidas. “Na maioria das vezes, as decisões que tomamos são emocionais e não racionais. A gente usa a razão apenas depois, quando tentamos justificar o porquê de tomarmos tais decisões”, analisa Valter Police.

A lógica é simples: tomada pelo desejo de adquirir certo bem, boa parte dos consumidores simplesmente não espera até ter dinheiro suficiente e acaba parcelando no cartão, sem ponderar o quanto aquelas parcelas vão comprometer sua renda futura.

2 - Falta de planejamento - o problema se torna ainda mais grave sem planejamento financeiro, ou seja, sem ter claro tudo o que vai entrar e tudo que vai sair ao final do mês. A educadora financeira, Silvia Alambert, diz que esse processo deve se tornar um hábito.

“Num primeiro momento vai ser difícil mudar o comportamento em relação ao dinheiro, mas depois fica mais fácil”, avalia.

3 - A instabilidade futura – outro fator que colabora para o acúmulo de dívidas e decorre da falta de planejamento é a instabilidade futura. Se hoje você está empregado e a economia está aquecida, amanhã o País pode entrar em uma forte crise e você se juntar ao grupo dos desempregados.

Com um planejamento financeiro, o consumidor deve poupar para enfrentar momentos de crise, explica a educadora financeira. Além dos altos e baixos da economia, vários imprevistos podem acontecer, como um problema grave de saúde, um conserto mais caro do carro. São imprevistos que levam a pessoa a recorrer ao crédito mais caro, já que não possui reserva financeira própria para lidar com isso.

4 - Vivendo fora da realidade - outro fator que estimula dívidas é querer viver fora da sua realidade financeira. Isso acontece por diversos motivos. Jovens, por exemplo, ao estudarem em escolas em que o perfil médio é de uma classe social acima da deles, acabaram querendo se encaixar nesse perfil e vão afundando nas dívidas.

Na prática, ele vai tentar se igualar comprando produtos com o dinheiro que não tem, ou seja, parcelando. O problema é que isso se torna impossível de sustentar a longo prazo, explica o educador.

Adultos também têm esse tipo de comportamento, financiando carros com valores que não fazem parte da sua realidade financeira ou mesmo comprando imóveis acima do seu padrão de vida.

5 - Crédito fácil - se os consumidores só quisessem comprar, mas fossem limitados por conta da falta de crédito, a situação talvez não fosse tão preocupante. O problema é que bancos e instituições financeiras cada vez mais facilitam a concessão, oferecendo até opções pré-aprovadas com juros altos no cartão de crédito.

Toda essa facilidade em obter crédito, somada ao comportamento irresponsável e à falta de planejamento financeiro, inevitavelmente leva às dívidas.
      

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Somos seres em processo de evolução

Imagem: dreamstime

Como diz Sêneca em uma de suas cartas ao amigo Lucílio: " Não é sobre viver muito tempo, mas sobre viver bem durante o tempo em que vivermos."

Todos os dias aprendemos coisas novas de maneiras diferentes.
Aprendemos sobre nós e aprendemos sobre os outros.
A grande sacada é compreender o momento da aprendizagem dentro de uma situação e aproveitar o momento para refletir: " Opa. O que estou aprendendo com isso? Por que esta situação mexeu com o meu interior? Já vivi esta situação antes? De que outras formas posso conduzir uma determinada situação sem me desgatar tanto?"

Aprendendo cada vez mais, um pouco a cada dia, sobre nós mesmos e sobre as pessoas, aprendemos muito sobre paciência e tolerância: primeiro, sobre nós mesmos e , consequentemente, sobre os outros e as outras coisas da nossa vida.

É preciso saber viver.

Um brinde à sua evolução pessoal, profissional e financeira.

Abraços de um ser em processo de evolução para outro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz


Imagem: dreamstime

CATEDRAIS MODERNAS

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:...

"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!!

Frei Beto

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Bambu Chinês e os Investimentos

Imagem: dreamstime


Eduque-se financeiramente antes de sair investindo seu dinheiro.
Conheça a si mesmo.
Conheça sua tolerância a riscos, seu perfil financeiro, suas crenças com relação ao dinheiro, suas expectativas diante de aplicações financeiras, seus sonhos pessoais, suas metas mensais, anuais, o seu mapa financeiro, taxas, impostos e outras incidências sobre os seus investimentos.

Exponha-se ao risco, mas exponha-se com segurança, de forma consciente, de modo a não ter que culpar o vento por ter levado suas folhas.

 Receber o conhecimento adequado para compreender qualquer tipo de investimento que você deseje operar, saber onde investir, quanto investir e, principalmente, conhecer o objetivo de seus investimentos, são fatores que lhe darão mais segurança para contratar o seu dinheiro para que ele trabalhe para você. Como aprendiz, você entenderá que para investimentos de médio e longo prazo, você tem que ter, no mínimo, a paciência e a persistência necessária bem como a flexibilidade da humildade para se curvar ao chão em algum tempo no caminho, tal qual o bambu chinês.

"Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas... uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros."

Vida longa e próspera.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu amo liquidações.

No início do ano sempre procuram especialistas para falarem sobre como o consumidor deve se comportar diante das grandes liquidações que as grandes lojas apresentam pela televisão.
Quando vejo anúncios de “ Só até o próximo sábado” e aquele mundo de produtos sendo transportado por empilhadeiras que passam para lá e para cá atrás do anunciante, chego até a  ficar com a sensação de que “ a hora é agora!”.
Claro que todo o marketing foi feito para que eu sinta isso mesmo e faça uma conta rápida, levante do sofá, pegue a bolsa, confira se o cheque, cartão de débito e crédito estão lá (ah, sim, não se pode correr riscos nestas oportunidades únicas), entre no carro, no ônibus, no trem ou qualquer meio de transporte que me faça chegar até a primeira loja da rede mais próxima e saia de lá com coisas que talvez eu nem precise, mas “já que está barato, eu vou aproveitar e comprar.”
Muitas vezes, o ímpeto da compra é tão grande, que o consumidor nem sequer questiona se o preço à vista é o mesmo do parcelado. Ele simplesmente paga, porque acredita que já está barato. 
Há lojas que anunciam que o preço só é válido se o pagamento for à vista.
Tive um exemplo disto bem aqui em casa.
Anunciaram essas liquidações e noticiaram que uma panela de pressão custaria R$ 7,00!!!
Fiquei imaginando o erro de cálculo de quem quer que seja que tenha feito esta previsão de que as pessoas estariam alucinadamente comprando panelas de pressão no final de ano. O erro deve ter sido feio, a ponto da rede precisar vendê-las a R$ 7,00!!!! Qual é o preço de uma panela de pressão mesmo?
O fato é que uma funcionária passou a madrugada inteira na fila para comprar uma única panela de pressão e questionei-me: “ Será que ela ficou esperando este momento da vida para poder ter ou trocar a panela de pressão?”. Não. Ela passou a noite em claro, em uma fila, para comprar uma panela de pressão só porque estava barato mesmo.
Alguém já se deu conta de quanto tempo dura uma panela de pressão das boas? É capaz de ficar passando de geração a geração.
R$ 7,00 para ficar a noite inteira de plantão, trabalhar com sono no outro dia, sem nem precisar daquilo?? Claro que cada um que escolha o que quer fazer com sua própria vida, mas pensando friamente, quanto valeu de verdade essa panela de pressão? Realmente, isso é que eu chamo de auto depreciação.
No dicionário, encontramos o seguinte significado para a palavra Liquidação:
É um substantivo feminino e significa “ato ou efeito de liquidar. Operação que tem por fim o acerto de contas; pagamento; resgate: liquidação de dívida.
Venda de mercadorias a preços módicos, tendo em vista uma saída rápida.
Na Bolsa, normalização dos negócios mediante entrega de títulos adquiridos ou pagamento de diferenças.”
Então, pense: por que as lojas insistem que os preços anunciados só são válidos se você pagar à vista?
Agora, pense de novo: inflado pelo desejo de comprar porque você viu a possibilidade de comprar algo que você deseja (não exatamente necessita), quem liquidou a dívida e quem ficou com um buraco no orçamento, porque comprou por impulso?
Quem são as pessoas, então, que deveriam estar nestas liquidações de início do ano? Pessoas que se planejaram com seu dinheiro ao longo ou final do ano, para aproveitarem as oportunidades das liquidações exatamente nesta ocasião.
Lembre-se que o fato de um produto estar barato, isto não significa que você tenha que compra-lo.
Se eu gosto de liquidações? Eu amo liquidações, mas em primeiro lugar prefiro agradar a mim mesma liquidando as minhas próprias contas, ao invés de sair que nem um tatu ,"esburacando" o orçamento pessoal e acabando com o planejamento de realização de vida.
Seja feliz com o seu dinheiro e realize compras de forma consciente.
Paz e luz.