terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Somos seres em processo de evolução

Imagem: dreamstime

Como diz Sêneca em uma de suas cartas ao amigo Lucílio: " Não é sobre viver muito tempo, mas sobre viver bem durante o tempo em que vivermos."

Todos os dias aprendemos coisas novas de maneiras diferentes.
Aprendemos sobre nós e aprendemos sobre os outros.
A grande sacada é compreender o momento da aprendizagem dentro de uma situação e aproveitar o momento para refletir: " Opa. O que estou aprendendo com isso? Por que esta situação mexeu com o meu interior? Já vivi esta situação antes? De que outras formas posso conduzir uma determinada situação sem me desgatar tanto?"

Aprendendo cada vez mais, um pouco a cada dia, sobre nós mesmos e sobre as pessoas, aprendemos muito sobre paciência e tolerância: primeiro, sobre nós mesmos e , consequentemente, sobre os outros e as outras coisas da nossa vida.

É preciso saber viver.

Um brinde à sua evolução pessoal, profissional e financeira.

Abraços de um ser em processo de evolução para outro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz


Imagem: dreamstime

CATEDRAIS MODERNAS

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:...

"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!!

Frei Beto

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Bambu Chinês e os Investimentos

Imagem: dreamstime


Eduque-se financeiramente antes de sair investindo seu dinheiro.
Conheça a si mesmo.
Conheça sua tolerância a riscos, seu perfil financeiro, suas crenças com relação ao dinheiro, suas expectativas diante de aplicações financeiras, seus sonhos pessoais, suas metas mensais, anuais, o seu mapa financeiro, taxas, impostos e outras incidências sobre os seus investimentos.

Exponha-se ao risco, mas exponha-se com segurança, de forma consciente, de modo a não ter que culpar o vento por ter levado suas folhas.

 Receber o conhecimento adequado para compreender qualquer tipo de investimento que você deseje operar, saber onde investir, quanto investir e, principalmente, conhecer o objetivo de seus investimentos, são fatores que lhe darão mais segurança para contratar o seu dinheiro para que ele trabalhe para você. Como aprendiz, você entenderá que para investimentos de médio e longo prazo, você tem que ter, no mínimo, a paciência e a persistência necessária bem como a flexibilidade da humildade para se curvar ao chão em algum tempo no caminho, tal qual o bambu chinês.

"Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas... uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros."

Vida longa e próspera.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu amo liquidações.

No início do ano sempre procuram especialistas para falarem sobre como o consumidor deve se comportar diante das grandes liquidações que as grandes lojas apresentam pela televisão.
Quando vejo anúncios de “ Só até o próximo sábado” e aquele mundo de produtos sendo transportado por empilhadeiras que passam para lá e para cá atrás do anunciante, chego até a  ficar com a sensação de que “ a hora é agora!”.
Claro que todo o marketing foi feito para que eu sinta isso mesmo e faça uma conta rápida, levante do sofá, pegue a bolsa, confira se o cheque, cartão de débito e crédito estão lá (ah, sim, não se pode correr riscos nestas oportunidades únicas), entre no carro, no ônibus, no trem ou qualquer meio de transporte que me faça chegar até a primeira loja da rede mais próxima e saia de lá com coisas que talvez eu nem precise, mas “já que está barato, eu vou aproveitar e comprar.”
Muitas vezes, o ímpeto da compra é tão grande, que o consumidor nem sequer questiona se o preço à vista é o mesmo do parcelado. Ele simplesmente paga, porque acredita que já está barato. 
Há lojas que anunciam que o preço só é válido se o pagamento for à vista.
Tive um exemplo disto bem aqui em casa.
Anunciaram essas liquidações e noticiaram que uma panela de pressão custaria R$ 7,00!!!
Fiquei imaginando o erro de cálculo de quem quer que seja que tenha feito esta previsão de que as pessoas estariam alucinadamente comprando panelas de pressão no final de ano. O erro deve ter sido feio, a ponto da rede precisar vendê-las a R$ 7,00!!!! Qual é o preço de uma panela de pressão mesmo?
O fato é que uma funcionária passou a madrugada inteira na fila para comprar uma única panela de pressão e questionei-me: “ Será que ela ficou esperando este momento da vida para poder ter ou trocar a panela de pressão?”. Não. Ela passou a noite em claro, em uma fila, para comprar uma panela de pressão só porque estava barato mesmo.
Alguém já se deu conta de quanto tempo dura uma panela de pressão das boas? É capaz de ficar passando de geração a geração.
R$ 7,00 para ficar a noite inteira de plantão, trabalhar com sono no outro dia, sem nem precisar daquilo?? Claro que cada um que escolha o que quer fazer com sua própria vida, mas pensando friamente, quanto valeu de verdade essa panela de pressão? Realmente, isso é que eu chamo de auto depreciação.
No dicionário, encontramos o seguinte significado para a palavra Liquidação:
É um substantivo feminino e significa “ato ou efeito de liquidar. Operação que tem por fim o acerto de contas; pagamento; resgate: liquidação de dívida.
Venda de mercadorias a preços módicos, tendo em vista uma saída rápida.
Na Bolsa, normalização dos negócios mediante entrega de títulos adquiridos ou pagamento de diferenças.”
Então, pense: por que as lojas insistem que os preços anunciados só são válidos se você pagar à vista?
Agora, pense de novo: inflado pelo desejo de comprar porque você viu a possibilidade de comprar algo que você deseja (não exatamente necessita), quem liquidou a dívida e quem ficou com um buraco no orçamento, porque comprou por impulso?
Quem são as pessoas, então, que deveriam estar nestas liquidações de início do ano? Pessoas que se planejaram com seu dinheiro ao longo ou final do ano, para aproveitarem as oportunidades das liquidações exatamente nesta ocasião.
Lembre-se que o fato de um produto estar barato, isto não significa que você tenha que compra-lo.
Se eu gosto de liquidações? Eu amo liquidações, mas em primeiro lugar prefiro agradar a mim mesma liquidando as minhas próprias contas, ao invés de sair que nem um tatu ,"esburacando" o orçamento pessoal e acabando com o planejamento de realização de vida.
Seja feliz com o seu dinheiro e realize compras de forma consciente.
Paz e luz.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Somos Muito Mais do que Imagens

Busto do faraó Amen-hotep IV (Akhenaton) 

Amen-hotep IV(Akhenaton) foi um faraó idealista, que decidiu construir uma nova capital para o Egito e o fez em apenas 3 anos.

Além de realizador, acreditava que aparência não era nada e sempre pediu que ele e sua família fossem retratados de forma muito diferente da norma estética e representados fora dos padrões rígidos da cultura milenar da época, já que acreditava que somos muito mais do que imagens.
Por essas imagens distorcidas, e para alguns historiadores, chegou-se até a acreditar que a família real sofria de um tipo de síndrome; afirmação que foi jogada ao chão depois que exames de DNA foram realizados nas múmias.
Natural. O ser humano julga tudo sem nem ter nada comprovado ou saber da verdade por trás da história.
Aliás, e pelo que nos remete a história, este faraó não dava a mínima para julgamentos e, por isso, foi lá e fez o que se propôs a fazer, com determinação e coragem, porque não perdeu seu tempo dando importância ao que ele não considerava importante.
Este faraó parecia preocupar-se mais em fazer com que os co-cidadãos entendessem que o fato dele ser faraó ou de sua esposa Nefertiti ser a mais bela, isto não o colocava em uma posição diferente de ninguém. Tanto é que as pinturas encontradas retratavam o faraó e sua família em cenas cotidianas, com Nefertiti amamentando seus filhos ou a família brincando com as crianças.
Ao contrário, sendo faraó - e ainda que houvesse outros interesses – entendia que tinha que realizar mais e, portanto, tinha mais responsabilidades sobre si.
Toda esta informação para mostrar que há pessoas que se importam mais em fazer o que tem que ser feito a desperdiçarem seu tempo e energia pensando sobre o que outras pessoas vão pensar ao olharem para a sua imagem.
A preocupação em querer manter aparências não deveria estar na escala de prioridades das coisas da vida de uma pessoa.
Para quem olha de fora e se importa com esse tipo de coisa, ver uma pessoa que se veste deste ou daquele jeito, que tem isso ou aquilo, que frequenta esse ou aquele lugar pode parecer ser o máximo ( ou o mínimo): “ Você viu o carro?” ou “ Viu a marca da calça?” ou “ Viu onde mora?”.
Para a pessoa que está sendo julgada isso só tem dois significados: ela não compactua com esse tipo de culto a aparência, porque isso só diz respeito a ela mesma, ao que ela é, faz e tem (e só ela sabe como) ou ela está em tremendo apuro, se esforçando muito para tentar manter uma imagem daquilo que ela quer que os outros pensem que ela é, ou seja, julgamentos desta ordem não significam nada porque não agregam nada nem para quem julga e nem para quem é julgado.
Em uma sociedade que sobrepõe o TER ao SER, inconscientemente e temerosas de parecerem ser menos, pessoas andam desperdiçando seu tempo, energia e, consequentemente, empregando seus recursos financeiros em coisas que perdem seu valor ao longo do tempo, ao contrário daqueles que preferem realizar coisas que consideram realmente importantes para perdurar por gerações dentro de suas famílias e impactar seu meio com atitudes realmente grandiosas.

“O que você tem, todo mundo pode ter, mas o que você é ninguém pode ser.”
 - Clarice Lispector

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mude Tudo o que Te Incomoda

Imagem de propriedade da The Money Camp Brasil. 2012
Todos os direitos reservados.
Ao deixarmos nossa zona de conforto e partirmos em busca de novas possibilidades para a nossa vida, abrimos nossa mente para uma terceira visão, isto é, passamos a enxergar coisas que pareciam só serem vistas pelo outros.
Ao abrirmos esta visão, transformamo-nos, experimentamos um novo jeito de ser e de olhar as coisas, as pessoas, o mundo, transformamos nossa natureza e começamos a verdadeira jornada da nossa vida. 
Presenteie-se abandonando velhos hábitos, julgamentos e crenças que talvez já estejam ultrapassados dentro do novo modelo de vida que você quer viver.
Acredite. Mudar é possível e só depende de VOCÊ!

A Fábula do Escorpião e da Tartaruga 
Um escorpião chegou à beira de um rio e vendo uma tartaruga na água perto de onde se encontrava, disse:
- Tartaruga, tu me transportarias sobre teu casco para que eu possa atravessar para a outra margem?
- Escorpião, isso não me custaria nada, mas como posso ter certeza de que não me irás matar com teu veneno? Todos sabem como picas quem quer que se coloque ao alcance do teu ferrão.
- Ora, mas como eu poderia fazer isso? Se eu te picar, e vires a morrer, eu afundo e também morrerei afogado.

A tartaruga achou que o argumento fazia sentido. Mandou que o escorpião se acomodasse sobre seu casco e iniciou a travessia. Mas antes de chegar ao meio do rio sentiu o mortal ferrão cravando em seu pescoço.

- Escorpião! – falou, já desfalecendo – por que fizeste isso? Em poucos segundos afundarei levando-te junto. Como poderás livrar-te do destino que tu mesmo traçaste?
- Desculpe, Tartaruga – disse o Escorpião, já sendo coberto pela água e sabendo-se também afogado dali a instantes – Mas não consigo me conter: é a minha natureza.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vida Inteligente é saber viver com sabedoria


Imagem: The Money Camp Brasil
Todos os direitos reservados

"Separar dinheiro em potes nada mais é do que dar as instruções ao seu dinheiro, sugerindo a ele mensalmente a quantia máxima permitida para cada caminho por onde ele seguirá. Assim, sempre haverá dinheiro para suprir todas as necessidades e ainda realizar desejos e construir sonhos reais."

Nesta entrevista, demonstro como um cartão pré pago específico para somente um tipo de despesa pode servir como uma ferramenta para implantar a educação financeira, ou seja, nele poderá estar uma quantia ÚNICA que você destina mensalmente para promover a sua diversão. Afinal, diversão mesmo é poder usar o dinheiro sem medo de que ele acabe antes do final do mês, se irá faltar para o pote da sobrevivência ou se será preciso entrar na roda gigante dos juros do limite do cheque especial ou do cartão de crédito.

Aproveite as coisas boas da vida. Vida inteligente é saber viver com sabedoria.

Peela oferece descontos na internet e poderá ser recarregado também no varejo offline. Ingressos de cinema estarão disponíveis até o final do mês, diz sócio

Luciane Macedo _247 - Com um conceito inovador e um nome que remete a uma gíria para dinheiro, chega ao mercado o Peela, o primeiro cartão pré-pago e híbrido direcionado exclusivamente ao consumo de lazer, diversão, cultura e entretenimento. Disponível em conta virtual na internet e, em breve, também em cartão físico, o Peela oferece descontos exclusivos e amplia o acesso à indústria da diversão e cultura para quem não tem cartões ou conta em banco, aliando facilidade de compra e educação financeira, já que o pré-pago também proporciona o controle de gastos. O Peela torna-se uma opção interessante para quem procura um modo de inserção no mundo das compras pela internet e do entretenimento com descontos, mas também para quem quer planejar melhor os gastos -- especialmente pais que "se perdem" com as despesas mensais dos filhos.
O cartão é recarregável pela internet e, em breve, será possível fazê-lo também no varejo offline. A rede credenciada que aceita o Peela vem sendo agregada, à medida que novas parcerias são concluídas, à loja virtual Peela Shop. A expectativa dos criadores do pré-pago da diversão é inaugurar um mercado ainda pouco conhecido no Brasil, mas que faz sucesso nos Estados Unidos e na Europa: o de gift card diferenciado, ou seja, um cartão que pode ser utilizado continuamente pelo portador, em diversas lojas dentro de um nicho de mercado, indo além do conceito tradicional, em que troca-se um valor por presentes em uma única loja.
"Lançamos em outubro de 2011 e já temos quase 50 parceiros em processo de integração com o cartão", diz Eduardo Almeida, sócio-fundador e diretor de marketing do Peela. "Há uma lista de categorias de produtos que vamos preencher, mas começamos pelos digitais, cuja integração era mais fácil", assinala o idealizador. "Já fechamos parcerias para oferecer ingressos para shows, parques e passeios, e esperamos integrar ingressos de cinema ao Peela até o final do mês". Os produtos oferecidos na Peela Shop também incluem cursos, entre eles de gastronomia e fotografia, e descontos exclusivos só para quem tem Peela.
Para começar a usar o pré-pago, basta criar um cadastro no site do Peela e carregar a conta virtual com cartões de crédito, débito ou boleto bancário. Depois, é só acessar a Peela Shop e iniciar as compras. Quem tiver o cartão físico do Peela, que chegará ao varejo em breve, poderá carregá-lo com os meios aceitos no ponto de venda (dinheiro e cartões) e depois aproveitar as ofertas na loja virtual.
Para distribuir o Peela em pontos de venda em todo o Brasil, a startup fechou uma parceria com a empresa americana Incomm, líder mundial em pré-pagos no varejo. "Neste primeiro momento do Peela, estamos concluindo as parcerias nas diversas áreas do entretenimento. Na segunda fase, vem a entrada do Peela nas lojas físicas do varejo", explica Almeida. "As pessoas vão poder adquirir o cartão em livrarias, supermercados e farmácias, entre outros pontos de venda". Também está nos planos do empresário expandir o público-alvo do Peela ao mundo corporativo: "Queremos que as empresas usem o Peela em suas ações promocionais ou como uma maneira de oferecer um crédito em diversão para os funcionários".
Um jeito divertido de aprender
Os sócios do Peela também investiram no potencial do pré-pago como uma forma de não gastar além do planejado com entretenimento -- o que é fácil principalmente em época de férias --, e criaram um mascote para incentivar crianças e adolescentes a aprender a lidar melhor com seu dinheiro sem deixar de se divertir e consumir online.
Chamado de Pupilo, o porquinho-mascote em forma de cofrinho foi concebido para ser um herói financeiro. "Criamos o Pupilo para levar inclusão, educação e responsabilidade financeira para a garotada de uma forma descontraída e divertida", comenta Almeida. "Acreditamos na forma lúdica de falar sobre dinheiro com as crianças, e o que a gente quer é promover uma cultura de felicidade e diversão com responsabilidade no uso do dinheiro".
Para a educadora financeira Silvia Alambert, diretora-executiva do Money Camp no Brasil, ter um "pote do lazer" no orçamento mensal é uma boa maneira de não extrapolar os gastos sem deixar de se divertir. "Deveríamos saber dividir o dinheiro para fazer tudo o que queremos e precisamos sem que ele nunca falte", comenta. "É comum as pessoas colocarem o que seria destinado ao lazer em uma categoria mais genérica de gastos, sem separar no orçamento", diz a educadora. "Depois, gastam tudo no shopping com roupas e outros produtos e ficam com a impressão que o dinheiro não deu". Para Silvia, o pré-pago da diversão traz uma proposta interessante para separar esse dinheiro de lazer e direcioná-lo ao destino certo, sem desvios que possam desequilibrar as contas no final do mês.
Outro atrativo, avalia a educadora, é a possibilidade de integrar o Peela à mesada dos filhos. "Com um pré-pago só para o lazer e uma quantia já separada, os pais podem ajudar os filhos a planejarem melhor seus gastos", orienta Silvia. "Se já sabem quanto terão para o lazer do mês, os filhos também podem dividir suas despesas com mais clareza", assinala. "Já vão saber quanto vai sobrar da mesada para comprar uma roupa ou tomar um lanche com a galera".
Para Silvia, a segurança e a facilidade de uso do Peela também podem ser bons aliados, já que não é necessário saber usar um cartão de crédito para concluir as compras na Peela Shop: ao acessar uma oferta, a loja redireciona para o site original do produto, mas a compra é paga com o Peela. Mas é preciso supervisão dos pais com os mais novos, já que as categorias de compras incluem passeios turísticos. O site do pré-pago mostra um extrato da conta, com tudo o que foi gasto e as transações efetuadas.
 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Em 2012, eu vou...

Arquivo pessoal
"Nunca lhe dão um desejo sem também lhe darem o poder de realizá-lo. Você pode ter de trabalhar por ele, porém." ~ Richard Bach
 Ninguém é tão ocupado que não consiga tirar um tempo para se sentar e trocar uma ideia com sua família sobre as conquistas ou derrotas sobre o ano que se vai.





Ninguém é tão ocupado a ponto de não poder tirar um tempo para refletir, pensar, sonhar e planejar junto com sua família sobre onde vão querer estar a esta mesma hora no próximo ano e sobre quais conquistas irão celebrar.

Esta semana é uma boa semana para desacelerar e começar a projetar o futuro. Estamos falando de curto prazo, inclusive: um único ano.

Use esta semana para repor suas energias de forma produtiva - e isto significa não temer olhar para trás, mas sim aproveitar as lições e compartilhá-lhas com as pessoas que você escolheu para construir a sua vida - promovendo a abertura de um canal de comunicação, para que todos estejam certos de que juntos vocês são mais fortes e construirão muito mais ao longo do próximo ano, de forma harmoniosa e tranquila, sem desgastes emocionais, sem stress, já que todos estarão juntos na mesma intenção e direção.

Esteja certo que ao realizar isto desta forma você impactará positivamente a vida da família ao longo dos próximos 366 dias (ganharemos um dia a mais em 2012!)

Lembre-se, porém, que é preciso que todos estejam engajados na missão da construção de um futuro próspero para todos.

Se somos hoje a sexta economia mundial é porque você também trabalhou para que isto acontecesse. Talvez você não tenha noção sobre como é que você fez parte disso ou mesmo nem se importe, mas esteja certo que o que você faz da sua vida tem um impacto direto sobre a vida de todos nós.

Por isso, para continuarmos no caminho do crescimento e da prosperidade, temos que cuidar para que cada um cresça e prospere, a fim de que TODOS cresçam e prosperem e nossa lição de casa começa, exatamente, dentro de nosso lar.

Então, aproveite este momento valioso e cuide para que as suas promessas da virada de ano se concretizem de forma harmoniosa por aí porque, daqui, estamos cuidando para que também continuemos em nosso crescimento contínuo.

Acredite. Realize. Receba.

Um 2012 simplesmente maravilhoso para todos nós.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cada fim é a semente de um novo começo

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Mais um ano vai chegando ao fim e veja quanta coisa você realizou em 2011. Ufa! Estou certa que não foi pouco.

A cada Natal que se aproxima e a cada Ano que se vai, somos tendenciosos a olhar pouco pelo o que construímos ao longo do ano que parte e já começamos a pensar nas promessas para o próximo ano.

Pense e responda: você conseguiu realizar suas promessas do ano passado ou nem se lembra do que havia prometido a si próprio? 

Então, você está se desviando de seus sonhos? Por que? Talvez, por que esteja na correria do dia a dia? 

Aliás, o grande motivo do estresse nas pessoas vem da própria ignorância em acreditar que tudo é um caso de emergência e isto inclui a própria vida.

Ao entrar neste ritmo, você talvez nem perceba quanta coisa você realizou em 365 dias. De forma acertada ou não, isto não importa agora. O que importa é que se você não parar agora para ver tudo o que realizou, como foi que conseguiu (ou não) realiza-las, você muito provavelmente continuará seguindo com sua vida sem aprender: nem pelos acertos e nem pelos erros cometidos.

Dar-se um tempo e olhar para o seu passado recente é uma forma de aprender sobre si mesmo, de se auto avaliar para assim poder desenhar o seu presente e projetar o seu futuro.

É importante que você se lembre que seu passado, seu presente e seu futuro estão interligados.

O que você tem aprendido ao longo da jornada da sua vida? Em qual nível sua vida está agora? Do jeito que você havia prometido a si mesmo na passagem do ano passado? Você traçou algum plano e o seguiu para construir seus sonhos ou está construindo “do jeito que der”? Você deu a devida importância ao que deveria ser dada a devida importância ou desviou-se no meio do caminho?

Responda a si mesmo estas perguntas simples e conseguirá enxergar a forma como está construindo seu futuro e, assim, você poderá entender porque a sua vida está exatamente onde ela está hoje e – vou além - se continuar realizando dessa mesma forma, será desse mesmo jeito que encontrará o seu futuro.

Cada fim é a semente de um novo começo e, por isso, é importante que você pare de vez em quando para dar uma “espiadinha” no que você está construindo para si próprio. Consulte a “planta” inicial e veja se você se desviou do plano original. Se sim, pergunte-se “Por que?”. Corrija o erro e continue firme em seu propósito.

É preciso que você esteja certo do resultado que quer ver no final.

Se você julga que pode melhorar sua vida em vários aspectos, então, melhore. Não fique cheio de planos na cabeça para a virada do ano. Coloque-se em movimento agora.

Crie sua lista de realizações para 2012, descreva quais ferramentas você irá precisar para concretizar seus sonhos, faça o seu planejamento e coloque-se onde desejará estar daqui a um ano, mas comece hoje!

Não lance sua nova semente ao vento. Plante-a em seu jardim e cuide bem dela, pelo seu bem estar.

À nossa prosperidade.

Um brinde ao promissor 2012.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

"Cruz credo, pé de pato, mangalô 3 vezes!"

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Quem é funcionário em empresa, sabe muito bem - ou deveria saber - que estar empregado não é sinônimo de segurança ou estabilidade financeira. 
Há muitas pessoas que acreditam que estar empregado é ter assinado um contrato com cláusula "ad eternum" e se pegam surpresas quando demissões acontecem.

Lembre-se que tudo no Universo está em movimento e que tudo é cíclico.

Estabilidade financeira é você quem deve criar para a sua vida, porque demissões podem acontecer em períodos instáveis.
Você, cuidando de sua própria estabilidade financeira enquanto estiver empregado, se sentirá mais seguro caso ocorrências como essas venham a acontecer, já que terá condições de pensar com mais tranquilidade sobre os caminhos que dará à sua vida.

De qualquer forma, vale a pena logo colocar-se em movimento, pois para tudo o que é negativo, há sempre algo positivo logo à frente.
Vá lá e faça acontecer.
O único responsável pela sua vida é VOCÊ.

À sua prosperidade. 


Perder o emprego nunca é uma situação fácil, e pode ser ainda mais complicado se a fatalidade ocorrer às vésperas do ano novo. Crises como essa pode resultar em cancelamento de viagens tão esperadas, compras de Natal e uma bela ceia.

Mas saiba que com alguns cuidados as coisas podem começar melhores no próximo ano.

A primeira coisa que se passa na cabeça de quem ficou desempregada no fim de ano é a preocupação em conseguir se recolocar no mercado de trabalho e tenta alcançar este objetivo antes que o próximo ano recomece. Silvia Alambert, educadora financeira, afirma que quando uma pessoa é demitida costuma ter uma sensação de angústia e preocupação de como vai ser. "Neste momento é importante ter planejamento para o novo momento", diz.

A educadora financeira garante que é preciso se preparar para a recolocação no mercado. "Não espere para procurar outro emprego, já comece a procurar. É bem mais fácil quando a coisa está fresca, quando acabou de acontecer. O mercado não perdoa quem está há muito tempo fora de atividade", ressalta Silvia.

A internet é um ótimo meio de fazer contato e divulgar que está em busca de nova possibilidade. Principalmente as mídias sociais têm este poder. Para a consultora isto não basta: "Tenha em mente a empresa em que você pode estar se recolocando. É bom fazer contato pessoal, não só online. Experimente ir até o local que deseja trabalhar e exponha seu interesse."

Quando for fazer uma entrevista de emprego, é interessante não mentir sobre a demissão. "Não esconda que foi demitido, toda forma de responsabilidade é valida, nisto está incluso a sinceridade, principalmente se não foi por justa causa. Demissão é natural", diz Silvia.

Ter que lidar com desemprego às vésperas das festas natalinas não é fácil e, para ajudar, a educadora financeira tem algumas dicas: "A primeira coisa a se fazer é conter gastos desnecessários e pagar dividas. Em segundo lugar é abrir a situação para a família, assumam juntos a responsabilidade deste momento. Não deixe para contar quando tudo estourou."

"Se havia programado uma super viagem é preciso que se avalie. Não cometa exageros senão irá começar o ano novo cheia de dívidas", alerta Silvia Alambert. Você terá que aceitar que regalias de final de ano não serão para você, pelo menos não este ano.

Por Bianca de Souza (MBPress)



domingo, 11 de dezembro de 2011

Consuma com responsabilidade

Consumidor deve planejar uso do cartão

Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

Adiar o pagamento das compras, concentrar os gastos em uma única fatura e parcelar o valor da mercadoria são os principais benefícios do cartão de crédito. O meio de pagamento deve ser usado por 35% dos consumidores do Grande ABC na hora de fazer as compras de Natal. É o que mostrou a pesquisa Intenção de Compra - Natal 2011 divulgada pela Universidade Metodista, nesta semana. "O número não é preocupante. Até porque a tendência dos mecanismos do dinheiro de plástico é crescer, o problema é quanto desse pessoal irá pagar a fatura", comenta o professor de Economia e coordenador do levantamento Sandro Maskio.

A modalidade só perde para o dinheiro, que será usado por 39% dos compradores. Ainda de acordo com a pesquisa, os usuários do cartão de débito (21% dos consumidores da região) irão gastar mais (R$ 695,70) do que os compradores adeptos ao crédito, que devem desembolsar R$ 544. "Agora, a pessoas têm o dinheiro em mãos", explica o professor.
PLANEJAMENTO- Maskio lembra que o brasileiro ainda tem dificuldade para planejar os gastos com o plástico. "O consumidor acredita ter poder de compra maior do que a sua renda. E só enxerga o problema quando chega a fatura e ele decide pagar só parte da dívida", comenta o professor. E quem não consegue quitar o valor total da conta do plástico e decide pagar o mínimo arca com os juros mais elevados do mercado.
De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade, em novembro a taxa do cartão de crédito, para pessoa física, foi de 10,69% e a do cheque especial, a segunda mais alta, 7,59%. O estrago é ainda maior quando o consumidor rola a dívida, por não conseguir quitar o saldo devedor. E, se tiver contas parceladas ou manter o uso do cartão, mesmo com dificuldade de pagá-lo, as próximas faturas continuarão chegando e o cliente ficará cada vez mais atolado em dívidas. Em 12 meses, conforme a Anefac, a taxa de juros dessa modalidade chega a 237,69%.
SEM SUSTOS- De acordo com a consultora financeira Elaine Toledo, o usuário precisa contabilizar a entrada e saída do dinheiro antes de usar o plástico. Primeiro, é essencial somar o salário que receberá em dezembro e o 13º, o valor de ambos deve ser líquido. Depois, o consumidor tem que separar o que será destinado ao pagamento das despesas essenciais, como alimentação, água e luz. Em terceiro lugar, deverá pagar as dívidas atrasadas, caso contrário, os juros vão corroer os ganhos. Em seguida, separar o dinheiro para pagar as contas sazonais, como os impostos, material escolar e uniforme, que chegam no início do ano. Se após contabilizar tudo, o consumidor descobrir que dos seus rendimentos vai sobrar algum dinheiro, aí então ele poderá fazer as compras de Natal.
"Mesmo sem recursos extras, o brasileiro que pagar as dívidas estará no lucro, até porque não começará o ano no vermelho", comenta Elaine. Ainda que o cartão de crédito possibilite pagar em até 40 dias, o plástico só poderá ser usado se o comprador tiver essa reserva. "Mas quem não tem disciplina só deve usufruir do crédito em caso de emergência. Se acabar o dinheiro e precisar de recurso para comprar remédio ou alimento, por exemplo", comenta Elaine.
Antes de adquirir os presentes, é ideal fazer a lista com os valores que irá gastar com cada item. "E, se na hora da compra extrapolar no gasto de um presente, alguém terá de ganhar algo mais barato", ensina a educadora financeira Silvia Alambert. Além disso, segundo ela, o consumidor deve evitar o parcelamento de longo prazo, o indicado é pagar em até quatro vezes.
Ao pagar à vista, o comprador deve barganhar o desconto, inclusive se decidir usar o cartão de débito. Quem conseguir pechinchar 5% de abatimento em oito produtos no valor de R$ 40, por exemplo, economiza R$ 16.
DIFICULDADES - Se tiver problemas financeiros para pagar a fatura do cartão de crédito o recomendado é adquirir empréstimo com taxa de juro mais barata, como o crédito pessoal, para quitar o saldo devedor. "E, claro, para não se enrolar outra vez, é impreterível não usar o cartão de crédito de novo", diz Elaine.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Sejam felizes com seu dinheiro para sempre

Matéria publicada em 20.11.2011 às 14h24 www.ibahia.com

Imagem: dreamstime.com
Saiba como ser feliz financeiramente antes e depois do casamento

A primeira grande dúvida surge mesmo é no início do namoro: quem deve pagar a conta?

Ayeska Azevedo (ayeska.azevedo@redebahia.com.br)

Os tempos modernos e a igualdade de direitos trouxeram para a vida a dois novas maneiras de se relacionar financeiramente. Se em outros tempos era o homem quem bancava as despesas da casa, já há algum tempo as mulheres contribuem para as finanças da família. Mas a primeira grande dúvida surge mesmo é no início do namoro: quem deve pagar a conta?

As opiniões divergem neste sentido.Há quem acredite que cabe ao homem esta obrigação financeira. Outros acham que as contas devem ser divididas e há quem defenda que a parte que ganha melhor arque com os custos.

"Não devemos confundir gentileza com direito. O casal deve ficar à vontade para decidir quem paga a conta, mas até as mulheres que ganham bem apreciam a gentileza", opina o juiz de Família Maurício Brasil, com larga experiência em promover casamentos.

Ele ressalta que é no namoro que será definida a vida financeira depois do casamento."Se o namorado é um mão-de-vaca, não vai mudar depois de casado. Não alimentem ilusões. O certo é que cada casal busque um modelo que não deixe de lado o afeto".
ReceitaNa opinião da publicitária Sandra, 30 anos, o homem é que tem que pagar a conta. "Principalmente no início do namoro, não só quando a mulher ganha menos. Isso é ser cortês. Mas depois do casamento, tudo bem dividir as contas", considera.

Há alguns anos, Sandra passou por uma situação que ela considera como absurda. "Saí comum homem que ganhava muito mais do que eu. No final do encontro, ele pediu pra dividir comigo uma conta de R$ 30. Achei um desaforo e eu mesma resolvi pagar sozinha. Foi a primeira e última vez que ele me viu", conta.

Hoje, Sandra namora um rapaz que paga todas as contas quando os dois saem juntos. "Ele se oferece pra isso e não aceita que eu divida, porque é o jeito dele. Mas se algum dia ele precisar, terá minha contribuição financeira", afirma.

Do ponto de vista da educadora financeira Sílvia Lambert, não há receita pronta quando o assunto envolve finanças a dois. "Tem que haver bom senso e acima de tudo diálogo. Já que há liberdade para tantas coisas numa relação, também deve haver espaço para discutir as finanças do casal", pondera.

Sílvia Lambert comenta que em muitos casos o homem pode se sentir mais disposto a pagar a conta sozinho no primeiro encontro, como também muitas mulheres se sentem constrangidas por dividir a conta.

"Não é vergonha perguntar como serão pagas as contas. Se um dos dois está em situação financeira ruim, deve abrir o jogo. Um relacionamento cheio de dedos pode levar um dos dois à falência".

Sílvia destaca que muitos casais vivem em realidades financeiras distintas e que, muitas vezes, quem tem menos recursos financeiros acaba fazendo dívidas para acompanhar o ritmo do que ganha mais.

"Se um propõe uma viagem e o outro não pode arcar com as despesas, deve dizer a verdade. É melhor do que praticar a infidelidade financeira".

Veja abaixo as dicas de Sílvia e Maurício para os casais viverem felizes financeiramente

* Dicas pra namorados
1 - No primeiro encontro, o homem paga a conta, desde que ambos fiquem à vontade com essa opção;

2 - Quem ganha menos não deve fazer dívidas para acompanhar o embalo do parceiro, senão corre o risco de ficar na pior;

3 - Não empreste cheque, cartão de crédito nem dê a senha do banco, principalmente quando o namoro está no começo;

4 - Na hora de pagar a conta do motel, vale o que o casal tem como acordo. A conta pode ser dividida entre os dois;

5 - Se vai dar casamento é bom planejar a festa pelo menos dois anos antes, para não começar a vida a dois com dívidas.

* Dicas para casados
1 - Tenham uma conta do casal, para pagamento das despesas comuns. Paga mais quem ganha mais, proporcionalmente;

2 - Mantenham suas contas individuais, pois é muito importante que cada um cuide do próprio dinheiro;

3 - Identifiquem os sonhos de consumo em comum e trabalhem juntos para conquistá-los;

4 – Façam juntos uma planilha de gastos para o ano, que deve ser ajustada a cada três
meses;

5 - Poupem na mesma medida. Quando um dos parceiros gasta muito mais do que o outro, encrenca na certa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Faça primeiro o que é necessário

Arquivo pessoal
Há alguns anos ajudo as pessoas sobre como pensar sobre as questões financeiras de suas vidas e, felizmente, muitas pessoas que passam a compreender a miscelânea financeira que fazem e que realmente desejam ver a mudança em suas vidas, o fazem simplesmente por duas razões:

1) Realmente desejam mudar
2) Começam a fazer o que tem que ser feito primeiro.

De nada adianta a pessoa querer uma mudança se não mudar seu padrão mental.

Como em um regime, só dizer que vai começar não basta: tem que começar por mais chato ou difícil que isso possa parecer, pois quando começar a ver os resultados iniciais tomará “gosto” e automaticamente incorporará os novos hábitos em sua vida.

Um exemplo simples sobre como isso é verdadeiro: você deve conhecer pessoas que já fizeram cirurgia do estômago. Eu conheço e conheço também pessoas que fizeram esta cirurgia e continuam super em paz com a balança, mas conheço outras que fizeram e voltaram ao peso anterior. Por que? Porque continuam no mesmo padrão mental anterior. A cabeça de algumas dessas pessoas não consegue se ver diferente, já que o corpo mudou, mas a cabeça não. Por isso, nestes casos, é requisitado um acompanhamento de um psicólogo, para ajuda-las a mudar seu padrão mental.

Com as finanças pessoais é a mesma coisa: é preciso mudar o padrão mental de um estado financeiro em colapso para outro de uma vida financeira de tranqüilidade, pois todos declaram o mesmo desejo que é sair da quebradeira, mas poucos são os que se predispõe a realmente aceitarem que estão fazendo tudo de forma inversa.

Você já deve ter ouvido pessoas apelando juras a tudo o que consideram mais sagrado na vida delas e que, se saírem do buraco financeiro no qual estão enterradas, nunca mais irão entrar novamente e passado algum tempo lá estão elas novamente fazendo negociações ou reclamando de sua situação financeira. Natural quando estas pessoas tem a crença de que só terão alguma coisa se estiverem endividadas, por exemplo. E por aí vai.

O primeiro passo para iniciar a mudança é encarar a realidade de frente sem se lamentar por isso. O que está feito está feito e não há como mudar o passado, mas há como agir no presente e, consequentemente, escrever um novo futuro.

É a sua atitude perante a situação e não o quanto você tem de dinheiro que fará a diferença.

Portanto, se você realmente quer mudar, não adianta culpar isso, aquilo, aquilo outro ou alguém. Mude você o seu jeito de lidar com as coisas da sua vida que só dependem única e exclusivamente de você.

“Comece por fazer o que é necessário, depois faça o que é possível e em breve você estará fazendo o que é impossível.” – S. Francisco de Assis

Pare e pense. Você conhece o caminho, então comece a trilhá-lho.

Ao seu sucesso.








quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Décimo terceiro, para onde você vai?

 dreamsimage.com
Saiba o melhor a fazer com a primeira parcela do 13º salário



O abono de final de ano de 60% dos brasileiros será para pagar dívidas, aponta pesquisa da Anefac

28.11.2011
Victor Albuquerque
victor.silva@redebahia.com.br


O dinheiro do 13º salário da atendente de telemarketing Jose Ferreira nem vai esquentar no bolso. Sairá do banco direto para a mão dos credores. Ela quer quitar a dívida de dois cartões de crédito e pagar parte de um terceiro débito que, juntos, somam R$ 700. O abono de final de ano de 60% dos brasileiros terá o mesmo destino que o de Jose, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Opção essa que, na visão dos especialistas, é a mais inteligente para quem tem dívidas e quer começar 2012 no azul.

“Pagar os débitos é sim um bom negócio. É o primeiro passo para conseguir organizar a vida financeira”, explica o especialista em finanças Gilberto Braga. Mas, de acordo com ele, antes de sair por aí pagando tudo o que deve, é preciso usar o dinheiro com inteligência. “Planejar é a palavra de ordem. É importante colocar no papel as dívidas e os gastos que se pretende fazer, desde presentes até o dinheiro que será poupado para férias, impostos, despesas de casa, entre outras coisas”.

Educadora financeira, Silvia Alambert concorda com Braga quando ele diz que o melhor a fazer é pagar o que se deve. E ela ensina: o ideal é quitar aquela dívida que tem taxas de juros mais altas, como cartão de crédito e cheque especial.

Para quem está encalacrado em mais de um lugar, ela diz que o melhor a fazer é saldar pelo menos um débito por inteiro.

“Quem paga tudo um pouquinho não paga nada. A pessoa pode se livrar logo de um credor e negociar com os demais, ajustando depois as parcelas no orçamento”, ensina.

O que não pode, segundo os especialistas, é pagar tudo e depois se enrolar com novos parcelamentos. “Se o momento não está bom, nada de sair distribuindo presentes caros”, alerta Silvia.

Além disso, Braga lembra que o início do ano estará repleto de novas contas a pagar, como matrícula escolar (para quem tem filhos), IPVA (para os motorizados), IPTU, entre outros. “Tem que se organizar de olho nesses eventos”, orienta.

Mas, se não dá para deixar o Natal passar em branco, a dica é limitar os gastos. Fazer uma lista com o nome de quem será presenteado e estabelecer um valor máximo para o presente. “Quando se faz uma referência de valor, funciona melhor no planejamento”, garante Braga. Para Silvia, é preciso ter muita calma nessa hora. “Não tem nada de inteligente em estar endividado e gastar com presentes. Então, a saída é evitar produtos caros e financiamentos”.

Este ano, o 13º salário injetará R$ 118 bilhões na economia brasileira, sendo R$ 4,9 bilhões na Bahia, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em todo o estado, 4,3 milhões de trabalhadores e aposentados receberão o benefício.
 
Investimento

Para quem está livre dos débitos, investir o dinheiro do 13º salário pode ser um bom negócio. Braga indica a poupança e os fundos de renda fixa. Já Silvia acredita que o dinheiro pode ser aplicado, inclusive, em ações. “Hoje é possível investir nesse mercado com até R$ 100”, explica. Segundo ela, é importante, nessas horas, buscar um especialista que vai avaliar o seu perfil financeiro e indicar o melhor negócio para se investir.
Mas é bom saber que os três casos só trarão um retorno positivo se a pessoa estiver pensando a médio e longo prazos. “Não adianta aplicar se na primeira emergência tirar o dinheiro do banco”, diz.
 
Momento de pagar

Para os especialistas, essa é a hora de buscar as financeiras e operadoras de cartão para negociar débitos. Isso porque, de olho no consumo de final de ano, as empresas tendem a oferecer melhores condições de negociação das dívidas. “O melhor momento para pagar as contas antigas é agora”, diz Silvia.
 
De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Proteste, quem tem dívidas deve aproveitar as diversas opções oferecidas pelas financeiras, lojas e bancos, como alongamento dos prazos, desconto para quitações à vista e abatimento nas taxas de juros ou multas que normalmente são oferecidos nesse período.

Presentes de Natal ficam em segundo plano

De acordo com levantamento da Anefac, houve uma redução de 10,53% de 2010 para 2011 no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º para a compra de presentes. Segundo o coordenador da pesquisa, Miguel Oliveira, isso demonstra maior dificuldade e preocupação dos consumidores com os gastos este ano.

Já para o especialista em finanças Gilberto Braga, o cenário indica que o consumidor está mais endividado e, por isso, evitando certos tipos de gastos. “Não acredito que o brasileiro está mais consciente ou cauteloso a ponto de deixar de comprar para pagar dívidas. O que existe é uma regularização da situação daqueles que estão endividados. Eles estão se adequando as suas atuais necessidades”, pontuou.

Segundo o estudo, houve também uma redução de 33,33% no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º salário para compra e reforma de suas residências. Com relação às dívidas, a tendência de 70% dos entrevistados é quitar débitos do cartão de crédito e do cheque especial.

O cartão de crédito, inclusive, ainda é a linha com maior peso na composição das contas em aberto, tendo atingido, em 2011, 39% do total (crescimento de 2,63% sobre 2010) contra 37% do cheque especial (elevação de 5,71% sobre 2010). Referente aos gastos em 2011, 72% dos consumidores pretendem gastar no Natal até R$ 500 contra 67% em 2010.

A pesquisa demonstra ainda um aumento de 2,70% na intenção dos consumidores de pagar os débitos com recursos próprios e uma redução de 9,09% no número de pessoas que deverão utilizar financiamento bancário. De qualquer forma, a maioria dos consumidores (80%) quer usar os cartões de crédito nas compras de Natal este ano.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Material escolar. Mas já?

Imagem: dreamstime.com
Material escolar: para economizar, estratégia é comprar ainda em 2011

SÃO PAULO – Estamos nos primeiros dias do penúltimo mês do ano. Apesar de faltar pouco para 2012, para quem quer economizar, ainda dá tempo de se planejar e fazer ainda neste ano o que a maioria vai deixar para depois: a compra do material escolar.
Com a matrícula dos filhos feita, os pais já têm acesso à lista dos itens que serão utilizados pelos jovens na escola ao longo do próximo ano. Para os que pensam em se preocupar com isso só em janeiro, é bom lembrar que é possível fazer grande economia se o material for adquirido ainda nos meses finais de 2011.
Aproveitando o momento De acordo com a educadora financeira e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert, o foco do comércio nesse momento está voltado para o Natal e não para os materiais escolares, logo, os pais podem aproveitar os bons preços dos itens.
O primeiro passo é a pesquisa de preços. Até no caso dos livros, com preços costumeiramente tabelados, é interessante fazer comparações entre estabelecimentos. Por mais que as diferenças de preços encontradas sejam pequenas, lembre-se de que, na soma total, elas podem representar uma economia.
Outra recomendação é prestar atenção aos itens de menor custo. Silvia observa que muitas pessoas só se atem aos itens de alto valor, mas, colocando na ponta do lápis, são os itens de menor valor, adquiridos sem planejamento e critério, que vão fazer a diferença. E é justamente aqui que a grande economia pode ser feita.
Comprando na internet Muitos itens à venda na internet têm preços bem inferiores aos das lojas físicas. Isso acontece porque os estabelecimentos que comercializam seus produtos na rede possuem custos reduzidos com o espaço físico e com vendedores, por exemplo. A sugestão, portanto, é que se faça, sim, compras pela internet, mas é preciso cuidado.
Deve-se avaliar a idoneidade do site. Certifique-se de que o site é seguro e que a empresa tem tradição e boa reputação. Esse cuidado evita o não recebimento dos itens pagos ou o recebimento de objetos em mau estado de conservação. Além disso, é preciso ter segurança, caso seja necessário informar os dados do cartão de crédito.
Os exageros Silvia lembra que exageros referentes aos materiais escolares podem ser cometidos tanto pelos pais quanto pela própria escola, na elaboração da lista de materiais. A orientação é observar o que foi pedido e analisar se seu filho realmente vai utilizar tudo aquilo. Caso a escola faça pedidos irreais, é interessante conversar e tentar entender o que está acontecendo.
Vale ressaltar que a lista pode conter tudo o que a criança utilizará durante o período letivo, mas só o que tem relação com material didático, inclusive os itens que ficam na própria escola, como papéis para atividades especiais, pastas, entre outros. Também pode, e deve, ser expressa a quantidade de lápis, caneta, caderno. Tudo o que diz respeito ao leva e traz, que vai na mochila todos os dias.
O planejamento é sem dúvida a melhor opção. Os pais devem entender a real necessidade dos itens pedidos e, para isso, eles devem se basear no quanto seu filho usou de papel, caneta, lápis e outros itens nos anos anteriores. Além disso, devem observar o que foi comprado no ano anterior, mas não foi utilizado e pode ser aproveitado.
Por fim, comprar em grandes quantidades ajuda a reduzir o preço unitário. Assim, caso tenha certeza de que seu filho vai precisar de mais lápis, por exemplo, do que a escola solicitou, opte por comprar uma caixa, em vez de algumas unidades. Essa compra pode evitar gastos extras ao longo do ano, finaliza Silvia.