sexta-feira, 25 de junho de 2010

Educação Financeira

Imagem: dreamsimage
Como sempre venho mostrando, a educação financeira por si só (ensinar como ganhar dinheiro, poupar, planejar e investir, gastar com inteligência e doar), não transforma necessariamente as pessoas em cidadãs conscientes sobre seu papel no mundo.


Há muito mais valores éticos, morais e filosoficos que devem ser transmitidos de forma conjunta ou isolada para que a matéria " educação financeira" possa ser, de fato, transfomadora em termos pessoais e culturais.

Não se pode, pelo modismo que a palavra " educação financeira" ganhou nestes últimos tempos, trabalhar com "tentativas" de ensinar finanças a crianças e jovens, nem tampouco " aparecer" repentinamente com uma nova matéria que seja trabalhada de forma pontual. A educação - não só a  financeira - deve ser trabalhada de forma continuada, ao longo da formação das crianças e jovens, para que passe a fazer parte do processo educacional e, por isso, seja transformador. O ser humano aprende por modelos e através da repetição. Não há mágica na educação, mas para que a educação seja eficaz e tenha impacto, é necessário que o educador esteja engajado com a missão e que tenha ferramentas em mãos que permita despertar no aluno o desejo de aprender algo que será importante para a sua vida. 
 
Quantas vezes você teve que orientar seus filhos com relação a diversas coisas (higiene pessoal, responsabilidade com seus pertences e suas obrigações, etc etc etc), até que eles realizassem tudo isso de forma natural? Isto é um processo educacional. Pode levar anos...e, vamos combinar, ensinamos aos nossos filhos o que fomos ensinados. Não temos como ensinar o que não sabemos.
 
Então, até mesmo os pais que desejem iniciar com a educação financeira de seus filhos, devem estar engajados na missão, isto é, não basta querer ensinar, tem que conhecer sobre a matéria e aplicar para si mesmo o que quer se ensinar ao outro. Caso contrário, o ensinamento ficará perdido e desordenado, levando a consequencias desastrosas.

Como bem colocado na matéria abaixo (leia na íntegra), sem o devido preparo do educador e a abordagem dos temas financeiros de maneira adequada " (...) formaremos jovens gananciosos, individualistas e propensos a se corromper, (...)".



Educação financeira não é prioridade

21 de junho de 2010
Folha de S.Paulo (SP)

GUSTAVO CERBASI
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Antes da educação financeira, deveríamos garantir na escola o ensino da ética e da cidadania

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" É QUASE unânime a percepção de que adultos que foram orientados quanto ao bom uso do dinheiro fazem escolhas mais equilibradas, gastam menos com juros e, portanto, consomem com mais qualidade. Às vezes, também assumem as rédeas da construção de um futuro sustentável e poupam para ter uma vida tranquila ao se aposentar.

Ciente dos evidentes ganhos decorrentes da educação financeira, a sociedade comprou a ideia da necessidade de incluir o tema no currículo escolar de nossas crianças.

Mas, divergindo da opinião predominante e abrindo mão do fisiologismo que deveria ser inerente a minha profissão, discordo da ideia de que a educação financeira deva ser prioridade na escola. Talvez não estejamos preparados para isso. Para um programa funcionar bem no processo educacional, por mais estruturado que seja, temos que ter professores bem preparados no tema.

Finanças é mais do que fazer contas e controlar gastos. Estariam nossos professores realmente capacitados a debater assuntos como qualidade de consumo e projetos de longo prazo? Qual a motivação ou a capacidade de convencimento deles? Nesse ponto, creio que nossa sociedade está no caminho certo, promovendo o debate nos meios de comunicação. Aprender por curiosidade, e não por compromisso, é um meio interessante de disseminar o assunto e formar uma cultura.

Além disso, é questionável priorizar temas cujas bases não foram devidamente preparadas. Antes da educação financeira, deveríamos garantir nas escolas o ensino da ética e da cidadania. Sem isso, formaremos jovens gananciosos, individualistas e propensos a se corromper, qualidades que conhecemos muito bem na gestão pública que nos governa.

O brasileiro simplesmente não consegue pensar e agir coletivamente, e isso é uma falha de nossa educação. Com bases éticas e cidadãs, os futuros adultos estariam mais propensos a lidar com a doação e filantropia, pilares importantes da educação financeira.

Também antes da educação financeira, sinto a necessidade de desenvolvermos os conhecimentos de filosofia entre nossas crianças. Já presente no currículo escolar, o assunto recebe pouco importância e é tratado como conhecimento avulso.

Deveria ser mais estimulado, pois cidadãos conscientes são aqueles capazes de questionar seus valores, duvidar de argumentos vendedores e quebrar paradigmas na construção de sua carreira e de sua sociedade. Uma visão mais crítica da realidade em que vivemos certamente agrega valor a nossas ideias e aumenta o potencial de ganhos em nossa carreira.

Outra prioridade é a educação para o empreendedorismo. Antes de aprender a lidar bem com o dinheiro que ganhamos, devemos ser capazes de produzir riquezas. É lamentável imaginar que muitas famílias estimulem seus filhos a serem apenas bons empregados, ignorando que carreiras formais dificilmente vão além dos 60 anos. A vida pode ir bem mais longe.

Empreender é saber fazer planos, é encontrar meios de sustentar a vida sem depender da conveniência e da vulnerabilidade da carteira assinada. É saber convencer nossos pares de que somos capazes de fazer bem aquilo que ainda não nos deram oportunidade de fazer. Empreender não é simplesmente montar um negócio próprio, mas sim fazer algo diferente. Empresas que contam com funcionários de visão empreendedora têm um time de agregadores de valor, e não de burocratas.

O currículo escolar de hoje busca tempo e recursos para ensinar mais um idioma, mas tecnologia e mais qualidade de vida às crianças. Se, nessa competição dos conhecimentos, encontrarmos espaço para que nossos jovens sejam mais éticos, cidadãos, questionadores empreendedores, talvez já tenhamos dado um grande passo para que esses jovens construam uma cultura mais madura de bom uso do dinheiro.

Enquanto isso não acontece, seria muito bom que a educação financeira estivesse ao menos presente de forma interdisciplinar. Que tal começar com um debate entre pais e professores no próprio ambiente da escola?"

domingo, 20 de junho de 2010

Você, Seu Dinheiro e o Futebol

Ano de Copa. Milhões de brasileiros unidos por uma só emoção, um só coração.

Já publiquei este artigo antes, mas em ano de Copa é sempre bom refletir a relação entre o futebol e as finanças.
Assim, fica mais fácil compreender que tanto quanto a seleção, você também pode formar uma equipe vencedora para te auxiliar nas finanças.

Não consegue visualizar isto?

Veja só como tem tudo a ver:


1) A bola - é o seu dinheiro, suas finanças. Como no futebol, você precisa de uma ferramenta para alcançar objetivos.

2) O técnico - é o seu treinador, um especialista financeiro que lhe orientará com a direção das suas finanças. Ter um bom treinador lhe ajuda na administração e lhe orienta, dentro de seu perfil financeiro, para os melhores investimentos. O especialista financeiro é a pessoa mais indicada para lhe dar toques, lhe mostrar os caminhos e estratégias a serem adotados para obter resultados mais satisfatórios.

3) O time - são seus familiares mais próximos, que estarão ao seu lado te apoiando para que você alcance os melhores resultados possíveis na sua vida.

4) O estádio - é o lugar que lhe será indicado onde e quando "jogar". Você deve conhecer o campo onde investirá o seu dinheiro e em que momento aplicá-lo.

5) A torcida - são os parentes e amigos verdadeiros que te darão força para que você continue firme em seu propósito de vida, na caminhada para atingir seus objetivos.

6) O gol - é a realização dos seus objetivos, a meta alcançada, o sonho realizado.

E, claro, depois de tudo isso, só mesmo uma celebração com todo o time e a torcida.

Brilhe. Brilhe muito.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

" Não é só de beijos que se prova o amor!"

E nem necessariamente de presentes que se tornaram praticamente os " giri choco" (chocolate por obrigação) dos japoneses, para comemorarmos o Dia dos Namorados (mas quem não gosta de ganhar um presente, nem que seja um "giri" presente ou "giri choco", não é mesmo!?)

Leia o artigo muito legal abaixo sobre os diversos significados, nas diferentes culturas, sobre o DIA DOS NAMORADOS.



E se o dinheiro estiver curto? Leia esta  dica: http://www.tudook.com/mulher/comemore_o_dia_dos_namorados_sem_gastar_dinheiro.html


" No Brasil comemorarmos o dia dos namorados no dia 12 de junho.



Mas em grande parte do mundo (como EUA, Itália e Canadá), a data escolhida é 14 de fevereiro, dia de São Valentim (São Valentino, para alguns, ou o Valentine’s day dos americanos), um santo devotado ? idéia do amor.

Na verdade, há dois santos “Valentino”. Um deles foi um padre, santo e mártir, que viveu no tempo do império romano, no ano de 269, durante a perseguição aos cristãos.

Segundo a lenda, o imperador Cláudius II estava mais interessado em seu exército e nas guerras do que na vida em família , e ele estava convencido de que os solteiros, sem esposas nem filhos, eram melhores soldados do que os casados e não teriam medo no campo de batalha.

Tanto era verdade, que o imperador foi tão longe a ponto de ditar uma lei proibindo o casamento. São Valentino, contudo, desafiou o imperador e continuou a celebrar matrimônios em segredo, até ser descoberto, preso e executado.

O outro São Valentino também viveu sob o império romano. Ele levava uma vida simples e era especialmente bondoso com as criancinhas. Um dia, Valentino foi jogado na prisão pelos romanos por ter se recusado a adorar os deuses deles. Dizia-se que as crianças escreviam mensagens de amor para ele e as lançavam pela janela da cela. Estes foram os primeiros cartões do “dia dos namorados”. Mas não existe nenhum registro histórico disso.



Os cartões que conhecemos hoje foram feitos pela primeira vez por volta de 1800 e alguns eram bem enfeitados e decorados com pássaros e flores. Hoje, alguns dos cartões mais populares são os de humor.



No Brasil, apesar de ser comemorado as vésperas do dia de Santo Antônio, o famoso santo casamenteiro, tudo começou com uma campanha realizada em 1949 pelo publicitário João Dória - na época na Agência Standard Propaganda - sob encomenda da extinta loja Clipper.



Para melhorar as vendas de junho, então o mês mais fraco para o comércio, e com o apoio da confederação de Comércio de São Paulo, instituiu a data com o slogan:



“Não é só de beijos que se prova o amor”.

A Standard ganhou o título de agência do ano e a moda pegou, para a alegria dos comerciantes. Desde então, 12 de junho se tornou uma data especial, unindo ainda mais os casais apaixonados, com direito a troca de presentes, cartões, bilhetes, flores, bombons….uma infinidade de opções para se dizer “Eu Te Amo!”.

Nem todos os países comemoram o dia dos namorados como nós fazemos. Na Itália, as pessoas fazem um grande banquete no dia 14 de Fevereiro. Na Inglaterra, as crianças cantam canções a recebem doces e balas de frutas de seus pais. E na Dinamarca, as pessoas mandam flores prensadas umas ? s outras, chamadas “flocos de neve”.

No Japão a data foi introduzida em 1936 e o costume neste dia é as mulheres presentearem os seus amados com caixas de chocolates. Embora a data represente uma oportunidade para as mulheres declararem o seu amor, nos últimos anos o giri choco (chocolate de cortesia ou “obrigação”) também se encontra presente na cesta de compra de grande parcela da população feminina. Mas, muita gente ainda reluta em adotar a data, alegando que se trata de uma jogada comercial, no que não deixam de ter razão, uma vez que o Valentine’s Day representa cerca de 20% do volume anual de vendas das fábricas de chocolate do arquipélago. Mas, o que vale mesmo é a intenção e não há como negar que a vida fica um pouquinho mais doce com estas declarações de amor e com estes chocolates.



Nos Estados Unidos nos dias que antecedem 14 de fevereiro, lojas de cartões, livrarias, lojas de departamentos e drogarias oferecem uma grande variedade de cartões comemorativos chamados Valentines.



Os adultos costumam comprar cartões para acompanhar presentes mais elaborados como doces, flores ou perfumes. Nas escolas as crianças apreciam comprar ou fazer cartões para seus amigos e professores.

Mas, cá entre nós, todo dia é dia para se dizer “Eu Te Amo!” "


Fonte: http://www.tudook.com/mulher/tradicao_do_dia_dos_namorados.html 

O que é The Money Camp?

The Money Camp é um sistema de ensino em educação financeira para crianças e jovens.

RIQUEZA

DEFINIÇÃO DE RIQUEZA...
A palavra Riqueza significa " abundância de algo".
Todos os nossos programas são sobre muito mais do que ensinar sobre construção de riqueza em termos financeiros: nossos programas são sobre ensinar ser capaz de viver a vida com riqueza de experiências, riqueza de amizades, riqueza de oportunidades e riqueza dos recursos para ajudar outras pessoas  e fazer  a diferença no mundo.


THE MONEY CAMP PARA CRIANÇAS, JOVENS, MENINAS E MENINOS

Foto de propriedade da The Money Camp Brasil. Todos os direitos reservados.

Este é o nosso programa de educação financeira que pode ser aplicado pelas escolas que desejam transmitir conhecimento prático do mundo financeiro de forma natural aos seus alunos.
Também aplicado em acampamentos de inverno e verão, o curso de educação financeira promove o encontro das crianças e jovens com a vida real.
Para mais informações, visite-nos em www.themoneycamp.com.br

 

THE MONEY CAMP PARA CRESCIDINHOS
Este é o nosso programa de final de semana para os adultos.

Foto de propriedade da The Money Camp Brasil. Todos os direitos reservados.

Longe do "economês", aqui trocamos experiências e conhecimentos que muito provavelmente não receberíamos em nenhum outro lugar. São aproximadamente 16 horas de convivência intensa conversando e trocando informações importantes sobre vários temas financeiros, de realização pessoal, de oportunidades de negócios e de construção de vida futura. Sob um novo olhar com relação ao rumo das finanças pessoais e da própria vida, o curso mostra qual a estrada que levará à conquista da tão sonhada Independência Financeira!      


THE MONEY CAMP PARA MULTIPLICADORES (SP)

Este é o nosso curso que habilita pessoas apaixonadas pela educação e interessadas em levar o conhecimento financeiro de forma divertida e natural a grupos de crianças e jovens.

Foto de propriedade da The Money Camp Brasil. Todos os direitos reservados.

domingo, 6 de junho de 2010

Como nossos filhos realmente aprendem sobre dinheiro?

Imagem: Dreamstime

Texto original em inglês de Elisabeth Donati
Traduzido e adaptado por Silvia Alambert

Como nossos filhos realmente aprendem sobre dinheiro?

A maioria não aprende até que se torne adulto e aprenda com os resultados de seu próprio sucesso ou fracasso financeiro.

Infelizmente, são pouquíssimas as escolas pelo país que transmitem conteúdo financeiro efetivo (obviamente, porque os professores não tem o conhecimento necessário sobre como realizar isto, nem conhecimento sobre os temas e nem tampouco uma metodologia que torne a aprendizagem natural), as ações para tornar público o conhecimento através da televisão ainda não chega à grande massa, a acessibilidade a computadores, idem e esperar que os pais adotem um novo modelo e hábito para educar seus filhos, é ainda mais difícil. Tipicamente, as habilidades dos pais em gerenciarem o próprio dinheiro foram desenvolvidas através da auto aprendizagem e, por isso, estão longe do que desejam para seus filhos ou ainda, nossas finanças são tão complexas que a forma como lidamos com ela não significa muito para uma criança.


Para piorar, hoje em dia as crianças e jovens gastam mais dinheiro e desenvolvem estilos financeiros muito mais cedo do que antes e, antes que você perceba, as crianças acabam desenvolvendo maus hábitos que podem segui-la pela vida inteira.


De fato, a maioria dos pais não lida com as questões de gerenciamento de dinheiro de seus filhos até que as crianças se tornem adultas. Daí então, estes problemas poderão se transformar em um alto custo emocional.

Ao final, o tempo inteiro os filhos proporcionam aos pais a melhor oportunidade para encorajá-los com hábitos financeiros saudáveis e evitar problemas emocionais futuros em suas vidas, caso essa área de comportamento financeiro humano seja negligenciada.

O único meio das crianças aprenderem a gerenciar seu dinheiro é através da experimentação e orientação que nós, pais, podemos dar a eles. Em outras palavras, as crianças aprendem por acerto e erro e por modelos, exatamente como todos nós. E se nós, pais, não pudermos ensiná-las enquanto são crianças, o preço por cometer erros na vida adulta poderá ser alto em termos financeiros e de relacionamentos.

Obviamente, a questão da mesada deve caber a cada família decidir se deseja introduzi-la ou não, mas o fato é que a mesada é uma excelente ferramenta de educação financeira, então, o primeiro passo é Inicie com uma mesada.

O que eu devo fazer?

Eis alguns motivos pelos quais as crianças precisam de uma mesada:


- Receber uma quantia de dinheiro de forma regular é o único meio que crianças aprendem a gerenciar dinheiro.

- Eles precisam aprender a errar enquanto se trata de uma pequena quantia de dinheiro.

- Conhecer os limites do recurso disponível acaba forçando as crianças e jovens:


1) A pensarem sobre qual o valor das coisas,

2) A realizarem escolhas entre as tantas coisas que elas desejam ter, mas principalmente,

3) A darem o valor devido pelas coisas que comprarem quando utilizam seu próprio dinheiro (já que a relação “barato-caro-barato” depende do quanto cada um deseja uma determinada coisa, exemplo: um sanduíche pode parecer ser caro para aquele que não o deseja, mas barato para aquele que o quer de fato) e;

4) Para saber o real valor das coisas é preciso ter uma renda, um dinheiro. Imagine-se sem dinheiro...tudo parece ser inatingível.

Quando eu devo iniciar?
Uma vez que seu filho mostre interesse por dinheiro e compreenda o conceito de dinheiro – o simples fato de compreender que ele pode ser trocado por “coisas” – eles estão prontos a iniciar a aprendizagem básica sobre gerenciamento de dinheiro. Para muitas crianças, isto poderá acontecer aos 3 ou 4 anos. Nesta fase, a mesada deverá ser introduzida através de uma quantia mínima por semana. Sendo maiores, já poderão receber quinzenalmente ou mensalmente.

Quanto eu devo dar?
Alguns dizem em um real para cada ano de vida por semana, outros sugerem que seja dado um valor próximo ao que os amiguinhos recebem. Eu, particularmente, sigo a corrente dos que concordam que o valor não pode ser tão baixo a ponto da criança se sentir excluída de seu grupo social e nem tão alto a ponto da criança não precisar sequer se organizar financeiramente para conquistar seus sonhos de consumo e, principalmente, que o valor dado caiba no bolso da família, para que o ensinamento não seja quebrado.
De qualquer forma, qualquer uma das opções ajudará bastante.

Quando for introduzir a mesada, experimente esta conta:

Determine quanto de dinheiro você já dá. Se seu filho não recebe mesada, isto significa que VOCÊ está administrando o dinheiro dele, decidindo o que ele comprará e o que irá fazer. O papel dele é de vendedor (já que ele vende a idéia do que quer, para você comprar) e de manipulador (porque por trás do desejo da compra, ele provavelmente utiliza artifícios que o convence à compra daquilo que ele quer). Deixe-o aprender a administrar seu próprio dinheiro. Pare de fazer isto por ele. Some o valor total das coisas as quais você é convencido a comprar todos os meses e entregue a responsabilidade a ele e permita que ele tome as próprias decisões com as escolhas dele com o próprio dinheiro. Você poupará tempo e evitará uma das maiores batalhas da vida: a guerra de nervos.
Faça uma lista do que é esperado que ele pague com sua própria mesada. Uma vez que você já estipulou o valor, sente-se com seu filho e faça uma lista de tudo aquilo que é esperado que ele usufrua com seu próprio dinheiro (figurinhas, doces, álbuns e, se forem maiores, material de papelaria extra (lapiseira que brilha, papel de fichário decorado, canetinhas com cheiro, etc), cinemas, pipocas, baladas, manicure, lanchonete). Isto soluciona os conflitos que podem surgir em lojas e outros departamentos de compras. O valor total requerido durante o mês se transforma em mesada. Conforme crescem, as necessidades mudam. Esteja aberto para revisar valores quando julgar que é o momento.

Tenha em mente que crianças e jovens usam o dinheiro para apenas 3 finalidades: gastar, economizar e partilhar. Considere estas três áreas quando apresentar o valor da mesada. Ajustando a mesada, este processo colocará um ponto final às constantes solicitações por dinheiro para comprar isso e aquilo e aquilo outro, já que terão dinheiro para fazer o que o coração deles desejar.

Devo atrelar a mesada a afazeres domésticos?
Você acha que seu filho tem uma certa parcela de responsabilidade com os afazeres da casa somente pelo fato de ser membro da família?


Se acha, tais responsabilidades não devem ter nada a ver com a mesada (por um acaso, alguém nos paga por arrumarmos nossa cama? Cozinharmos? Irmos ao supermercado? A padaria? A farmácia? Por guardarmos os sapatos? As roupas? Todos nós sabemos muito bem que, se quisermos que alguém faça isso por nós, teremos que contratar uma pessoa e pagá-la para fazer o trabalho por nós).


Então, é melhor que estas responsabilidades estejam atreladas a perda de privilégios tais como, sem acessibilidade a computador, vídeo game, ou outra coisa que faça parecer que “o mundo acabou”, do que simplesmente deixar de receber a mesada.


Como uma criança saberá administrar o dinheiro se ela não sabe quanto pode gastar por mês? Por outro lado, atrelar mesada a trabalhos domésticos pode ser uma armadilha, já que se seu filho julgar que naquela semana ele não irá precisar de dinheiro, ele poderá simplesmente não querer ajudar com os afazeres da casa. Além do mais, não creio que você queira ouvir “ quanto você vai me pagar?”, cada vez que o telefone tocar e você pedir ao seu filho para que atenda.



Lembre-se que a proposta de introduzir uma mesada a crianças e jovens é a de oferecer uma oportunidade de aprendizagem sobre como gerenciar o dinheiro através de acerto e erro e da orientação dos pais.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Você é um pessoa à frente de seu tempo?

Eu costumo dizer que parece que nós não nos damos conta de quão rápido o tempo passa e o quanto não nos "preparamos" para encarar o tempo que voa à nossa frente.

Não entendemos direito o que significa " estar à frente" do tempo, de olhar para o futuro no presente e nos imaginarmos lá.

Não temos muita preocupação em pensar no futuro e não conseguimos observar como tudo à nossa volta muda rapidamente: a tecnologia, a ciência, os desenhos, os filmes, as cidades, o comportamento das pessoas, as crianças (!!!)..tudo, absolutamente, tudo muda com o tempo e é incrível como não percebemos e, na maioria das vezes, nem sabemos lidar com tantas mudanças.

Outro dia, uma jovem de 26 anos que passou por um de nossos cursos declarou que iniciou um investimento em Previdência para garantir sua aposentadoria. Incentivando seu irmão mais jovem, já em vida produtiva, a realizar o mesmo, expondo os benefícios de iniciar cedo, ouviu-o dizer que isso era coisa de gente com mais idade (infelizmente, ele não recebeu o mesmo conhecimento financeiro). Por que? Porque deve acreditar que esse tipo de coisa é preocupação de gente " mais velha".

Realmente, as pessoas tem pouca percepção com relação ao tempo.

Luiza Brunet, em entrevista ao jornal " Extra", confirma esta teoria quando assume que não se vê como uma senhora de 48 anos: "Outro dia vi uma entrevista minha no Youtube para a Hebe Camargo. Eu tinha uns 20 e poucos anos e ela me perguntou o que eu achava que estaria fazendo quando tivesse uns 40. Eu respondi que estaria em casa, seria uma senhora, com meus netos. A minha projeção ultrapassou todos os limites e me deu a possibilidade de estar muito bem hoje em dia. Ainda não sou uma senhora cuidando dos netos. E eu não me vejo com esta idade toda".

Realmente, hoje com 48 anos uma mulher ainda não é considerada uma senhora, mas uma "jovem senhora". Talvez fosse na época de nossas avós ou bisavós.

Tudo muda tão rápido, que o que era considerado "balzaquiano" ontem, hoje é " jovem".

Não há problema algum com relação às mudanças, elas acontecem naturalmente conforme o homem evolui, mas o que realmente é intrigante é a forma como as pessoas deixam de projetar sua vida, inclusive, como Luíza Brunet mesma coloca, a de ver além da visão modelada que estamos acostumados a ver : " A minha projeção ultrapassou todos os limites e me deu a possibilidade de estar muito bem hoje em dia."
É provável que a colocação de se ver como uma senhora aos 40 anos tenha vindo dos modelos daquela época em que mulheres de 40 anos eram avós - já que nossas mães se casavam mais cedo - e cuidavam da casa, dos netos, em fim.

Novamente, levo ao questionamento sobre tudo que fazemos em nossa vida com base em modelos educacionais ultrapassados e que já não servem mais, já que os tempos são outros, as pessoas mudaram, os comportamentos mudaram, ( até a economia mudou) mas e a nossa cabeça se preparou para acompanhar tais mudanças ou ainda nos assustamos ao nos depararmos com tantas coisas e informações que mudam o tempo todo, mas que continuamos fazendo do mesmo jeito?

Muitos dizem que sou muito idealista com relação às mudanças que desejo ver na educação financeira do país, mas eu vejo o desejo das pessoas em quererem conhecer mais a si próprias e se darem uma oportunidade de mudança na condição em que se encontram atualmente com relação às suas próprias finanças e a  qualidade de vida ( e olha que eu tenho conhecido pontos diferentes do país e classes sociais extremas) e isto me encoraja a ir em frente e ir além, simplesmente porque as pessoas querem enxergar o seu próprio futuro e o meu desejo é poder ajudá-las a ultrapassar todos os limites além daquilo que elas enxergam.

Eu o convido hoje a olhar o seu futuro e suas perspectivas, mas peço que enxergue com seus olhos do futuro, não com os que você enxerga no presente.

Vamos começar a celebrar o nosso futuro HOJE.

FELIZ 2020 para você.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ajuste primeiro a SUA máscara de oxigênio

 







Imagem: iStockphoto.com


Escrito por Darren Hardy, em 06/04/2010 para http://blog.success.com/success/
Tradução livre: Silvia Alambert

Recentemente eu estava viajando de avião com minha filha de 6 anos. Para dar um bom exemplo, pedi a ela que escutasse as instruções de segurança da comissária de bordo. Enquanto falava sobre mascaras de oxigênio, uma das atendentes venho em minha direção para reforçar a orientação: “Assegure-se de colocar sua máscara primeiro antes de ajudá-la com a dela.”
Sorri educadamente, mas por dentro eu zombava, “Ah, tá. Pensar em mim primeiro antes de ajudá-la? De jeito nenhum..”

Vi, então, um casal com mais idade do outro lado do corredor e uma criança viajando sozinha na fileira à minha frente. Eu me vi tendo que ajudar a todas aquelas pessoas na ocorrência de alguma emergência (é impressionante como a mente dramatiza um cenário). Imaginei que, se eu não conseguisse respirar, eu não seria capaz de ajudar ninguém. Eu, então, entendi que realmente o mais seguro seria que eu estivesse primeiramente com minha máscara para que pudesse poder ajudar a todos.
Mas esta também não é a forma freqüente com que as pessoas vivem suas vidas. Ao contrário, elas saem ajudando todo mundo com suas máscaras de oxigênio (recados, pedidos, obrigações, etc.) e, de vez em quando, utilizam a máscara de oxigênio para si próprias e se tornam estressadas, cansadas, fora de forma e sem saúde.

Quando peço às pessoas para fazerem uma lista de suas prioridades de vida e darem uma nota para o grau de importância que aquilo tem para elas, com freqüência escuto coisas do tipo:

1. Deus

2. Famílias e amigos

3. Negócios, clientes e funcionários

4. Bem estar, interesses pessoais, etc

Esta lista provavelmente o asfixiará.

Você não conseguirá servir a Deus, a sua família , a sua empresa ou a qualquer outra coisa ou pessoa se você enfraquecer ou cair doente ou morto de ataque cardíaco.

Você não conseguirá dar aquilo que você não tem.

Se você quiser se doar mais, servir mais, contribuir mais, construir mais, criar mais, você terá que ser mais forte e mais vital, terá que ter mais força e vigor. Você precisará fazer de VOCÊ sua primeira prioridade para que você possa se doar mais, ser mais e fazer mais pelos outros. Jim Rohn faz uma colocação assim: “Você se cuida por mim, e eu me cuido por você” Minha sugestão é que você pegue sua agenda e marque um encontro com VOCÊ primeiro: agende sua ginástica, refeições balanceadas e nutritivas, dormir o suficiente, relaxamento mental e diversão para se restabelecer. Daí então, siga com o restante da sua lista de prioridades e adicione família, negócios e obrigações sociais.

Um brinde…a você e a sua boa saúde!



quarta-feira, 19 de maio de 2010

"Se você não sabe para onde está indo, qualquer estrada o levará até lá."

O consumidor e a nota que ele merece

André Maia Gomes Lages

Economista e professor da graduação e mestrado em Economia da Feac/Ufal.
andré_lages@msn.com


O Brasil é certamente um país que, apesar de seus problemas, concorre para possibilidade de as pessoas terem alguma mobilidade social. Por outro lado, a modernização do nosso sistema econômico mudou o padrão de gastos das famílias e delegou às pessoas mais responsabilidades e cuidados nas suas decisões de natureza econômica.

Infelizmente, boa maioria dos consumidores ainda tomam decisões erradas. Avise-se antecipadamente que os autores dessas linhas não se sentem exemplo de nada, mas acreditam perceber equívocos em tantas famílias em suas menores decisões econômicas.

Parece prevalecer aquela filosofia do Zeca Pagodinho: "Deixa a vida me levar". E a vida vai levando mesmo, da forma mais desmantelada possível, em muitos casos.

Como um bom curioso, faça o teste e insista em perguntar aos pais de família que seguem aquela filosofia: por que não a decisão na forma de pagamento A ao invés da B, por determinado produto, quando a primeira é nitidamente bem mais racional?

Recebe-se dos amigos despreocupados as desculpas mais absurdas que você, prezado leitor, já está acostumado a ouvir, de pessoas apertadas em meio a tantos problemas. "Não sei se vou estar vivo amanhã" ou "Quando eu morrer, não vou levar dinheiro comigo".

E as décadas passando, de uma morte que não vem, mas as cervejinhas e os gastos mais que supérfluos estão sempre em pauta, mesmo com o cartão de crédito estourado ou no limite. Além disso, a opção poupança (ou outras formas de aplicação financeira ainda mais convidativas) está naturalmente sempre zerada ou bem negativa.

Se houvesse mais racionalidade nas decisões, seria permitido àquele pai garantir um sustento mais razoável da família ou até algum progresso na vida, nos anos que virão. Por sinal, antes de continuar, deve ser lembrado que novas mudanças de hábitos de consumo irão acontecer por conta, inclusive, das pressões do homem ao meio ambiente, e os problemas ecológicos pertinentes.

Existem, contudo, dificuldades de se adaptar às mudanças, e educação financeira primária, de saber gastar, saber aplicar. É preciso saber viver, já dizia a música cantada por Roberto Carlos. O que adianta ter inúmeras compras que cobram juros pesados sabidamente aliviados em várias prestações?

São tantas as situações diferentes. Existe também aquela loja que embute um componente de juro real altíssimo nas prestações e oferece o mesmo preço a vista. O consumidor não pode se comportar indiferente a tudo isso. É o que costuma acontecer, porém.

Não fazer uma reflexão sobre esse tipo de comportamento implica a repetição de erros e sofrimentos familiares desnecessários. A parte mais frágil das pessoas está no bolso, no sentido de que são as dificuldades de sustento que geram boa parte de conflitos entre membros de uma mesma família. Em muitos casos, o convívio é uma perfeição, mas quando se fala em herança, por exemplo; é um Deus nos acuda.

Uma outra situação não menos relevante é o exercício de pedir um simples cupom fiscal. Muitos consumidores entendem que pedir a nota não faz parte da sua vida como cidadão, ou se envergonham em fazer isso.

Se querem, entretanto, que o sistema econômico em que vivem funcione melhor do ponto de vista econômico e social, então pedir a nota faz parte dessa possibilidade, particularmente, quando se tem a consciência de que a sonegação fiscal é uma realidade.

Isso acontece por conta desse comportamento do consumidor de deixar a vida o levar, simplesmente. Dessa forma, não poderá obter os benefícios que são claros com apenas o exercício do seu direito de pedir um cupom fiscal.

Não se pode reclamar da sorte, quando não se faz o mínimo esforço para ser presenteado pelo destino, sempre culpado, em última instância, pelos nossos erros. É tempo de se mudar de atitude. Entre Zeca Pagodinho e Roberto Carlos, parece mais sóbrio seguir o conselho do Rei.


domingo, 9 de maio de 2010

Permita o crescimento de seu filho.

Julho está chegando...de novo.
É inacreditável como o tempo passa tão rápido.
Com as férias chegando, começamos novamente a ter a preocupação sobre o que fazer com os nossos jovens para que não passem as férias grudados no computador ou deitados assistindo televisão o dia inteiro ou que não fiquem pedindo dinheiro o tempo inteiro para "sassaricar" pra lá e pra cá o dia inteiro.
É natural, são jovens e sem ter o que fazer, ficam muuuiiiito entediados.

Nestes anos trabalhando com crianças e jovens (mas principalmente, sendo mãe) sei  quanta energia esta garotada dispõe em todos os sentidos: para brincar, para consumir, para ficar acordado, para ficar jogando PS´s, DS´s e outras tecnologias disponíveis.

Há 4 anos venho promovendo o acampamento de educação financeira entre crianças e jovens e percebo o quanto de energia e conhecimento eles possuem e como é inacreditável que durante o período em que ficam conosco, eles nem se lembram da existência dessas outras atividades, já que experimentam uma oportunidade super nova na vida deles: o contato intenso com a natureza, as dinâmicas, as baladas temáticas diárias, as atividades radicais e todos os ensinamentos que são recebidos e compartilhados naturalmente entre todos  e atrelados a toda essa diversão.

Também pudera: é adrenalina o dia inteiro, se divertem intensamente das 7hs da manhã até às 0hs, tem a oportunidade de conhecer pessoas novas e, assim, criam novas redes sociais, ampliam o conhecimento sobre assuntos e temas diversos, deixam a zona de conforto do lar e "caem" na vida, tendo que ter a responsabilidade de cuidar de suas próprias coisas, cuidar do meio ambiente, do próximo, conviver com as diferenças, liderar grupos, desafiar o que julgam impossível e passam pela experiência mais maravilhosa da vida: viver e ser grato por todas as oportunidades que a vida oferece (mesmo que pareça difícil, às vezes).

Independentemente de nosso acampamento de férias, sou adepta que os jovens passem pela vivência de um acampamento, intercâmbio ou alguma forma que os permita entender a realidade da vida por eles mesmos, antes de atingirem a idade adulta.

Esta experiência possibilita um encontro isolado, mas ao mesmo tempo, compartilhado e orientado, consigo mesmo e é impagável o ganho que eles demonstram: o aumento da confiança em si próprios, a melhora da auto estima, a força interior, a idealização de onde pretendem chegar...são inúmeros os fatores benéficos oriundos desta experiência de vida.

Perguntas como " quem sou", "onde estou" ou " para onde vou" parecem ficar mais claras para jovens que vivem esta oportunidade, pois passam a entender que a direção de suas vidas só dependerá das escolhas deles, por mais que nós pais os orientemos com relação ao seu futuro.

Minha filha mesma, participa de acampamentos de férias no inverno e no verão desde os 7 anos de idade (e, não, ela não vai só ao acampamento da Money Camp, embora, por ela, queira estar em todos).
É óbvio que me certifico de todos os detalhes sobre o local onde ela estará indo (na primeira vez, ela viajou com a prima da mesma idade para se sentir mais segura).

Haverá um tempo em que eles crescem e querem ( e tem que) viver a vida deles.
Para nós pais, a desculpa de dizer que ainda está muito cedo para experimentarem a vida longe de nós é sempre mais confortável, assim os temos sempre sob nossa asa, mas e quanto a eles?

É melhor que sejam preparados para este encontro com a vida real desde cedo, para que não se vejam à deriva ou perdidos ou, ainda, muito dependentes de nós pais, que, infelizmente, não somos eternos.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Macaco vê, macaco faz.

T. Harv Eker em seu livro “ Os Segredos de Uma Mente Milionária” comenta uma passagem que é muito interessante para salientarmos como somos “ macaco vê, macaco faz”

Ele conta a estória da esposa que estava preparando o pernil para o jantar quando o marido chega a casa. Ele pergunta: “ Por que você corta as extremidades do pernil antes de assar?”, ao que a esposa responde: “ Minha mãe fazia assim.”. Naquela noite a sogra vem para o jantar e os dois resolvem perguntar a ela porque ela cortava as extremidades do pernil para assar, ao que ela responde: “ A minha mãe fazia assim.”. Então resolvem telefonar para a avó da esposa e perguntar, ao que a avó responde: “ A minha panela era muito pequena!”.

Quer dizer....estamos vivendo coisas que não nos pertencem mais, porque nossas panelas são maiores do que as das nossas avós. Isto não é mais a nossa realidade e, portanto, não nos servem mais.

Somos seres de hábitos e modelos.

Portanto, MUDE CONSCIENTEMENTE suas crenças sobre o que você aprendeu sobre dinheiro, DISSOCIE o que você foi ensinado para o que você quer para você HOJE e no FUTURO.

USE SUA CONSCIÊNCIA FINANCEIRA A SEU FAVOR.

Quer um exemplo bem banal de como você consegue o que quer quando você realmente deseja: você quer muito comprar um determinado supérfluo (porque você sabe que é supérfluo. Se quiser chame de capricho), mas você não tem o dinheiro naquele momento, o cartão está próximo do vencimento, o cheque especial está estourado, enfim. Você não pára de pensar como vai conseguir comprar, mas faz que faz e faz que vai lá e compra. Nem que isso signifique o esforço do seu próximo salário.

Isto se chama CONSCIÊNCIA FINANCEIRA.

Se você tem consciência para conseguir gastar, você tem consciência para conseguir poupar e, melhor, investir uma parte para conseguir ter a sua liberdade financeira.

Consciência Financeira Positiva: não a utilize com moderação.

Bem, é muita informação para você?


Então, comece pelo seguinte: questione-se o que você tem HOJE? Pergunte-se que tipo de vida quer levar daqui a 10 anos? E daqui a 15? E daqui a 20? Coloque seu objetivo no papel.

Veja, então, quais os motivos que poderiam fazer com que você não alcançasse seus objetivos neste prazo de tempo.

Você já começou a fazer seu planejamento ou vai continuar no modelo " compro primeiro e pago depois", ficando quase louco com as prestações mensais ?

Você julga ser um tempo muito longo para montar uma estratégia?

Hello-o. Quantos anos já se passaram desde os seus 18 anos?
Se for isso, é melhor rever sua consciência financeira ou vai continuar na mesmice do " macaco vê, macaco faz" e, pior, ensinar isso aos seus filhos?





Educando com Maestria

Imagem: meusrecados.com

Educação Orquestrada e Crescimento Silvestre

Por Içami Tiba

Nossos filhos carregam os nossos sonhos. Todos os cuidados com eles devem ser orquestrados para que no futuro sejam felizes e tenham sucesso. A esses cuidados chamo de Educação Orquestrada. Seu oposto é o filho largado à própria sorte, sem garantias futuras, o crescimento silvestre.

Os leitores podem encontram nos livros de minha autoria mais detalhes sobre a educação orquestrada, principalmente no Família de Alta Performance: Conceitos Contemporâneos na Educação. Hoje quero lhes passar sobre crescimento silvestre na primeira infância.

Pelo site www.primeirainfancia.org.br/, no artigo "Breve Panorama sobre a Primeira Infância no Brasil" (2007), de autoria de Gabriela Azevedo de Aguiar, Gary Barker , Marcos Nascimento e Márcio Segundo, constam: “É até os 6 anos de idade que as estruturas físicas e intelectuais de crescimento e aprendizagem emergem e começam a estabelecer suas fundações para o resto da vida da pessoa”; “...os primeiros três anos de vida são fundamentais para que a criança tenha uma vida saudável e possa se desenvolver plenamente.”; “... as crianças necessitam de cuidados específicos como: proteção; alimentação adequada; medidas de saúde (como imunizações e higiene), estimulação sensorial e sentirem-se amadas pelos pais e/ou cuidadores ativos. Até os 3 anos de idade, as crianças adquirem habilidades motoras, cognitivas, linguagem e aprendem a ter auto-controle e independência por meio da experimentação e brincadeiras...” e “...mais da metade do potencial intelectual infantil já está estabelecido aos 4 anos de idade.

Porém, as experiências de crescimento e desenvolvimento das crianças na primeira infância variam de acordo com suas características individuais, gênero, condições de vida, organização familiar, cuidados proporcionados e sistemas educacionais (UNICEF, 2005).”

Meu foco neste artigo são as causas dos acidentes e mortes dos filhos nesta primeira infância. São do IBGE e do Ministério de Saúde por meio do Sistema de Informações sobre mortalidade (SIM/MS) e do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) os dados:

Causas de Morte

•até 1 ano de idade:

1.Sufocação;

2.Queda;

3.Passageiro de veículo;

4.Afogamento;

5.Queimaduras com fogo;

6.Choque elétrico;

•de 1 a 4 anos de idade:

1.Afogamento;

2.Atropelamento;

3.Sufocação;

4.Passageiro de veículo;

5.Queda;

6.Queimadura com fogo;

Hospitalizações

•até 1 ano de idade

1.Queda;

2.Queimadura com líquidos quentes e outras fontes de calor;

3.Choque elétrico;

4.Atropelamento;

5.Envenenamento, medicamento, pesticida e outros;

6.Queimaduras com fogo;

•de 1 a 4 anos de idade

1.Queda

2.Queimaduras com líquidos quentes e outras fontes de calor

3.Choque elétrico

4.Atropelamento

5.Envenenamento, medicamento, pesticida e outros

6.Queimaduras com fogo.

Uma educação orquestrada dificulta o surgimento dos eventos acima citados, enquanto o crescimento silvestre favorece.

Crianças na primeira infância necessitam e dependem de cuidados de adultos que as amem, provejam, protejam, alimentem, eduquem, banhem, acariciem, abracem, conversem e brinquem com elas e velem seus sonos, pois elas são incapazes de cuidarem de si mesmas. Todas estas ações estão presentes na educação orquestrada.

São várias as condições para que as crianças sejam soltas à própria sorte num crescimento silvestre. Elas terão menos condições de serem felizes e de atraírem sucessos. Quando os pais deixam de atender às necessidades dos filhos estão sendo negligentes e quando agridem, abandonam, ficam indiferentes às suas carências, estão provocando mal tratos.

O indesejável crescimento silvestre é provocado por várias condições facilmente detectáveis pelos resultados – acidentes e mortes - apresentados acima. Basta em cada item imaginar as situações que provocaram tais eventos. Onde estava o adulto cuidador em cada item citado?

Existem características comuns aos pais que provocam o crescimento silvestre dos seus filhos: são ausentes, egoístas, destemperados emocionais, usuários de bebidas e/ou drogas, negligentes, irresponsáveis, hedonistas, desregrados, contraventores, personalidades psicopáticas, doentes psiquiátricos, neuróticos graves, sérios distúrbios comportamentais etc. Raramente estas características aparecem como sintomas únicos, mas sim com algumas simultaneidades entre elas.

Içami Tiba

Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.

Site: http://www.tiba.com.br/
Fonte: http://educacao.uol.com.br/colunas/icami_tiba/2010/04/27/educacao-orquestrada-e-crescimento-silvestre.jhtm

terça-feira, 27 de abril de 2010

Dinheiro Fala

Quando comecei a escrever este artigo eu pensei: “ O que as pessoas gostariam de ler sobre dinheiro que alguém já não tivesse escrito zilhões de vezes, mas de forma diferente?!”
Aí, então, lembrei-me das crianças que vem passando pelo programa Money Camp, das minhas próprias crianças, dos sobrinhos, das crianças de amigos e fui inspirada a partilhar isto com vocês.
 
A verdade aparente sobre o dinheiro é que ele tem uma linguagem própria e é muito simplista e, pra variar, em virtude das nossas crenças, pensamentos e atitudes é que nós, seres humanos adultos, complicamos tudo.
 
Temos tido contato com crianças e jovens de diferentes classes sociais e, como dinheiro, as crianças e jovens – independentemente do nível social – são muito simples e têm uma linguagem própria e, por isso, são muito objetivas.
 
Observo, então, que o dinheiro muito se assemelha a estas crianças e jovens. Veja bem:
 
- Imagine o seu salário e compare-o a um recém-nascido.

No caso do bebê ele fica lá quietinho.

O mesmo acontece com o seu recebimento ao ser depositado.

Depois de algumas horas você sabe que o bebê deverá ser alimentado (energia de troca).

No caso do seu recebimento, ele precisa circular e você começa a pagar as contas (energia de troca).

Só que, observe a inversão da energia de troca: no caso do bebê, nós o alimentamos e no caso do dinheiro, nós o reduzimos, quando o correto seria alimentá-lo, investindo parte do recebimento para que ele vá crescendo saudável.
 
Começou a complicação que nós mesmos causamos, mas vamos lá!
 
Passados alguns anos a criança se desenvolve saudável e cheia de energia porque sabemos que é assim que tem que ser para que continue se desenvolvendo. Às vezes ela cai e se machuca, se levanta, é cuidada e vai crescendo.

Com o dinheiro não deveria ser diferente: tal qual a criança, deveríamos fazê-lo desenvolver-se saudável e cheio de energia porque, no fundo, sabemos que é assim que tem que ser para que continue se desenvolvendo mas, ao invés disto, quando descuidamos e ele escorrega de nossa mão, muitas vezes perdemos o controle total sobre ele e, por alguns meses ( e às vezes anos) ele não nos reconhece mais.
 
E a criança se transforma em adolescente e, de repente, fica parecida com aquele dinheiro que escorregou de nossa mão: temos que ser fortes para não perdermos o controle e, por alguns anos, ficamos com a sensação que vamos enlouquecer e que essa fase nunca mais irá passar.
 
E o adolescente se transforma em um jovem adulto. “ Que bom!”, pensamos. “ Aquela fase tempestuosa passou.”
E o pensamento com relação ao dinheiro: “ Que bom! Aquele rombo financeiro acabou.”
Tal qual o jovem adulto, o dinheiro também necessita ser acompanhado de perto e orientado porque senão....lá estão eles novamente se rebelando.
 
Neste estágio o adulto diz: “ Ah, que saudade de quando ele era um bebê!” e os jovens - como o dinheiro, caso pudesse se expressar -  pensam: “ Ah, esses adultos!”.
 
Definitivamente, dinheiro fala.

Aprenda a linguagem do dinheiro.